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Lula informa ao comando do PT que não será presidente do partido


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de informar ao comando do PT que não se candidatará à presidência do partido.
Lula tomou essa decisão após uma reunião com uma comissão de petistas. Prevalece, segundo petistas, a opinião da assessoria jurídica do ex-presidente e diretores do instituto Lula.

O ex-presidente chegou a autorizar a articulação em torno de seu nome. Mas voltou atrás.

O recuo de Lula abre uma disputa na corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), maior força interna do PT.
Dirigentes da CNB tinham lançado o nome do tesoureiro nacional do PT, Márcio Macedo, para a presidência do partido.

Pelo acerto, o atual presidente do PT de São Paulo, Emidio de Souza, ocuparia a tesouraria do partido.
Um grupo abriu uma dissidência em torno do nome do ex-ministro Alexandre Padilha.
A avaliação foi de que Padilha teria maior musculatura para enfrentar a candidatura do senador Lindbergh Farias (RJ).

Após a decisão de Lula, os integrantes da CNB marcaram nova reunião. Lula antecipou sua resposta para evitar constrangimentos no ato que o partido realizará nesta sexta (24) contra a reforma da Previdência.

Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (23), o comando do PT afirmou que se empenhará na realização de greves gerais caso seja essa a orientação dos movimentos sociais.

"Se assim for decidido por esses movimentos, os petistas estarão dedicados ao máximo, em suas áreas de atuação, para organização de greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária".

Segundo a nota, "permanecem na ordem do dia, cada vez mais com intensidade, a necessidade de denunciar os abusos cometidos pela Operação Lava Jato e sua natureza arbitrária, a solidariedade aos companheiros injustamente presos e a defesa do ex-presidente Lula contra as tentativas de afastá-lo arbitrariamente da disputa eleitoral".

Após participar da reunião com a Executiva do PT, o coordenador nacional do MST João Paulo Rodrigues afirmou que uma greve geral deverá ser convocada para a semana de 17 de abril.

Segundo João Paulo Rodrigues, a data coincide com o aniversário do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Na nota divulgada nesta quinta-feira, o PT descreve o cenário como propício para fortalecimento da oposição no Brasil.

Essa convicção parte, segundo a nota, da liderança de Lula nas eleições presidenciais.

Folha de São Paulo

Editor: Nelson Fontes

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