“Quanto lixo há na Igreja…” A carta que o Papa escreveu sobre padres pedófilos

O Papa Francisco condenou em uma carta divulgada nesta segunda-feira (20) “as atrocidades” cometidas por padres na Pensilvânia, nos Estados Unidos, contra mais de 1.000 crianças.
“Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele.” É com uma citação que começa a carta de Papa Francisco, em que admite “vergonha e arrependimento” pela forma como a Igreja Católica lidou com os crimes de abuso sexual.
Carta do Papa Francisco ao Povo de Deus
“Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele” (1 Co 12, 26). Estas palavras de São Paulo ressoam com força no meu coração, ao constatar, mais uma vez, o sofrimento vivido por muitos menores por causa de abusos sexuais, de poder e de consciência cometidos por um número notável de clérigos e pessoas consagradas. Um crime que gera profundas feridas de dor e impotência, em primeiro lugar nas vítimas, mas também nas suas famílias e na inteira comunidade, tanto entre os crentes como entre os não-crentes. Olhando para o passado, nunca será suficiente o que se faça para pedir perdão e procurar reparar o dano causado. Olhando para o futuro, nunca será pouco tudo o que for feito para gerar uma cultura capaz de evitar que essas situações não só não aconteçam, mas também que não encontrem espaços para serem ocultadas e perpetuadas. A dor das vítimas e das suas famílias é também a nossa dor, por isso é preciso reafirmar mais uma vez o nosso compromisso em garantir a protecção de menores e de adultos em situações de vulnerabilidade.

O Papa também fez um apelo à comunidade católica por uma mobilização para “denunciar tudo aquilo que coloca em perigo a integridade de qualquer pessoa”.
Escândalos em diferentes países
A investigação na Pensilvânia é a mais abrangente sobre abuso sexual da Igreja Católica nos EUA. A investigação de 18 meses cobriu as oito dioceses do estado (Harrisburg, Pittsburgh, Allentown, Scranton, Erie e Greensburg) e segue outros relatórios do júri do estado que revelaram abusos e em duas outras dioceses (Filadélfia e Altoona-Johnstown).
O relatório é divulgado num momento em que a Igreja Católica está lutando para lidar com um escândalo de abuso sexual que afeta a Igreja em diferentes países.


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