Homem relata ter sido vítima de racismo por gerente de banco e recebe ‘mata-leão’ de PM em Salvador; VÍDEO

Empresário teria ido até o banco para resolver problemas na sua conta e foi ignorado por cinco horas. Após confusão, a polícia foi chamada

Em relato nas redes sociais, o empresário Crispim Terral, de 34 anos, demostrou indignação com um episódio ocorrido em uma agência da Caixa Econômica Federal, em Salvador, na Bahia. Segundo Crispim, ele foi ao banco oito vezes, não conseguiu ser atendido, e sofreu racismo por parte dos funcionários. O empresário teria insistido pela atenção do gerente, que chamou um policial militar para tirá-lo da agência.

Nas imagens, o policial chamado pelo gerente da CEF aparece aplicando um golpe de mata-leão em Crispim. A filha do empresário estava presente durante o ato e fez a filmagem. Veja o vídeo:

INDIGNADO!!!!Olá meus nobres irmãos e amigos para quem não me conhece meu nome é Crispim Terral tenho 34 anos sou casado pai de 5 filhos, por ser um homem possuído pelo amor, mantenho o respeito e humildade e verdade com uma tranquilidade que incomoda a muitos.com muita tristeza eu venho por meio deste relato expressar a minha indignação e revolta contra o preconceito racial.Almir dirigir a Caixa Econômica Federal do relógio de São Pedro na terça-feira no dia 19 do 2 de 2019 para buscar meu direito como cidadão e cliente fui solicitar um suposto comprovante de pagamento de dois cheques pagos pela Caixa Econômica sendo que os dois cheques estão devolvidos por motivos 11,12 (motivo 11: sem fundo, motivo 12: sem fundo pela segunda vez)Sendo que os mesmos estão em minhas mãos fui também requerer a devolução de R$ 2056,00 (dois mil e cinquenta e seis reais) retirados de minha conta a dois meses e 21 dias indevidamente.Pela oitava vez, desta vez na companhia de minha filha menor fui surpreendido Mais Uma Vez pelo Sr. Mauro gerente responsável pela minha conta naquele momento que me atendeu de forma indiferente enquanto me deixou esperando na sua mesa por quatro horas e quarenta e sete minutos e foi atender outras pessoas em outra mesa, Indignado com a situação me dirigir a mesa do gerente general o Sr. João Paulo que da mesma forma e ainda mais ríspida me atendeu com mais indiferença, Quando Pensei que não poderia piorar foi surpreendido pelo senhor João Paulo com a seguinte fala “se o senhor não se retirar da minha mesa vou chamar uma guarnição” e assim o fez chamou a guarnição, dois policiais me pediram no primeiro momento de forma educada para que pudéssemos nos dirigir juntamente com gerente até a delegacia para prestar esclarecimentos, até aí tudo bem O problema foi que ao descer ao térreo da agência o gerente o senhor João Paulo falou que só iria à Delegacia se os policiais me algemassem, e que ele “não faz acordos com esse tipo de gente” eu tenho um vídeo desse momento terrível e absurdo, está disponível para vocês verem em pleno século 21 fui tratado de forma ríspida e claramente fui vítima de preconceito racial.

Posted by Crispim Terral on Monday, 25 February 2019

De acordo com Crispim, a confusão aconteceu depois que ele teve que esperar por quase cinco horas para ser atendido. O empresário relata que, então, foi reclamar com o gerente, identificado pelo nome de Mauro.

O caso ocorreu na última terça-feira (19/2). Segundo o empresário, ele foi à agência para solicitar um ressarcimento de R$ 2 mil, que teria sido retirado de sua conta “indevidamente”.

“Fui solicitar um suposto comprovante de pagamento de dois cheques pagos pela Caixa Econômica, sendo que os dois cheques estão devolvidos por estarem sem fundos, e fui também requerer a devolução de R$ 2.056 retirados de minha conta há dois meses e 21 dias indevidamente”, disse.

Ainda segundo Crispim, ele teria pedido para o gerente atendê-lo depois da longa espera. No entanto, o responsável pela sua conta “foi indiferente” e saiu para atender outra mesa. Na sequência, o empresário teria ido ao encontro do gerente geral, João Paulo, que foi “ainda mais ríspido”.

“Se o senhor não se retirar da minha mesa vou chamar uma guarnição”, teria dito o gerente geral. Crispim conta que, obedecendo à solicitação de João Paulo, o PM pediu educadamente para que ele se retirasse do ambiente e fosse até a delegacia para prestar depoimento. Mas depois disso, a situação piorou.

“O problema foi que, ao descer ao térreo da agência, o gerente falou que só iria à delegacia se os policiais me algemassem, e disse: ‘Não faço acordo com esse tipo de gente’”, contou Crispim. O empresário teria se exaltado com a fala de João Paulo e, por isso, o PM aplicou o golpe.

“Em pleno século 21 fui tratado de forma ríspida e claramente fui vítima de preconceito racial”, afirmou Crispim ao final do relato.

Outro lado
Procurada pelo Metrópoles, a Caixa Econômica Federal afirmou que “repudia atitudes de discriminação” e que está apurando o caso. “Em relação ao ocorrido na agência Relógio de São Pedro, em Salvador, a CEF informa que está apurando o caso e tomará todas as providências cabíveis. A CEF ressalta que repudia atitudes de discriminação cometidas contra qualquer pessoa”, informou a instituição em nota.

Por: Metropoles

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