Um projeto de extensão da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) foi o único representante do Nordeste a apresentar trabalho e receber menção honrosa no 4º Encontro Brasileiro de Divulgadores de Ciência (EBDC). Intitulado “Ciência Oxe On-line: experiências de divulgação científica no sertão”, o trabalho aborda as diferentes estratégias de atuação do projeto “Ciência Oxe – Divulgação Científica a partir do Semiárido”, com destaque para as ações realizadas nos formatos on-line e presencial. O evento foi realizado entre os dias 4 e 7 de setembro, em São Paulo (SP).
O trabalho foi apresentado por Thais Kethellen Silva de Paula, cientista da natureza egressa da Univasf, e Antônia de Lisboa Rodrigues dos Reis, ex-professora substituta da Universidade. A coordenação do projeto é de Thalita Passos Ribeiro Araújo, técnica do Suporte Técnico aos Laboratórios (STL) da Univasf, Laís Feitosa Machado, docente do Colegiado de Ecologia, e Virginia Farias Pereira de Araújo, do Colegiado de Ciências da Natureza.
A pesquisa apresentada no EBDC analisou a atuação do Ciência Oxe entre 2020 e 2025, considerando suas estratégias de divulgação científica, alcance e contribuição social. O projeto utiliza recursos e estratégias para tornar o conhecimento científico, tecnológico e de inovação acessível ao público não especializado, contribuindo para a democratização da ciência.
Durante o período analisado, o Ciência Oxe desenvolveu atividades de divulgação científica em diferentes formatos, tanto presenciais quanto digitais. Entre as ações estão reuniões, formações, atividades itinerantes, recepção de escolas em laboratórios e a produção de conteúdos para a página do projeto no Instagram.
Antônia de Lisboa e Thais Kethellen receberam a premiação. |
A atuação nas redes sociais foi um dos destaques identificados pelo trabalho. “Os resultados do perfil no Instagram demonstram alcance expressivo e engajamento relevante, com público majoritariamente brasileiro e presença internacional”, afirma a professora Laís. As atividades presenciais também alcançaram um número expressivo de participantes: ao longo dos cinco anos analisados, 1.302 pessoas participaram das atividades laboratoriais e itinerantes realizadas pelo projeto.
Para Laís, os resultados demonstram que o Ciência Oxe se consolidou como um espaço híbrido de divulgação científica. “Ao longo de sua existência, o projeto se consolidou como espaço híbrido de divulgação científica, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo a extensão universitária”, destaca.
Segundo a docente, uma das principais contribuições do projeto está na construção de uma via de mão dupla entre universidade e sociedade. “Enquanto os estudantes e professores compartilham conhecimentos científicos com a comunidade, também aprendem com os diferentes públicos, suas experiências, questionamentos e realidades”, enfatiza.
Nesse sentido, o Ciência Oxe também se constitui como espaço de formação, diálogo, inclusão e valorização da ciência. Para a professora, a experiência reafirma o papel da universidade pública na democratização do conhecimento e contribui para o desenvolvimento social do Semiárido.
O EBDC reúne divulgadores de ciência de diferentes áreas para promover a troca de experiências e discutir caminhos mais efetivos para a comunicação científica no Brasil. A iniciativa é promovida pelo Grupo de Pesquisa em Cultura, Educação e Divulgação Científicas (CEDiCiências), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com o Instituto Principia.
Para acompanhar as atividades do projeto, basta acessar a página do Ciência Oxe no Instagram.







