Virginia lança IA de até R$ 89,90 para conversar com fãs; entenda

Virginia lança IA para conversar com fãs de até R$ 89,90  • Instagram / Virginia

Virginia Fonseca, 27, anunciou o lançamento de uma inteligência artificial inspirada na personalidade dela. A novidade permite que os fãs conversem com uma versão digital da influenciadora por meio da plataforma Versio, mediante assinatura mensal.

Segundo Virginia, a ideia surgiu porque ela recebe um volume muito grande de mensagens todos os dias nas redes sociais e não consegue responder a todos os seguidores. A ferramenta foi criada para aproximar esse contato e oferecer uma experiência semelhante a uma conversa com a influenciadora.

De acordo com a empresária, a inteligência artificial foi treinada para reproduzir o jeito de falar, escrever e interagir dela. A versão digital pode responder perguntas, bater papo, dar conselhos e compartilhar dicas sobre diferentes assuntos, permanecendo disponível 24 horas por dia.

Ao apresentar a novidade, Virginia afirmou que a IA “responde igualzinho” a ela. Durante a demonstração, a influenciadora mostrou uma conversa em que uma fã pedia ajuda para escolher um look para um jantar de aniversário. Após ler a resposta gerada pela ferramenta, Virginia comentou que responderia exatamente da mesma maneira.

Além de conversas casuais, a IA também pode ser usada para tirar dúvidas e pedir sugestões sobre temas como moda, beleza e outros assuntos abordados pela influenciadora em suas redes sociais.

O acesso ao recurso é pago. A plataforma oferece planos de assinatura mensal com valores entre R$ 29,90 e R$ 89,90, de acordo com a modalidade escolhida pelo usuário.

Fonte: CNN

Indústria brasileira recua 0,2% em maio; primeira queda desde 2025

© Wenderson Araujo/Trilux

A produção da indústria brasileira recuou 0,2% na passagem de abril para maio. Esse é o primeiro resultado negativo desde dezembro de 2025, quando o setor apresentou queda de 1,9%.

na comparação com maio do ano passado, a indústria teve expansão de 0,2%. No acumulado de 12 meses, o setor variou 0,4% positivamente.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo boletim da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o desempenho de maio na comparação com abril ficou abaixo da expectativa de mercado (0,3%).

Veja o comportamento da indústria nos últimos seis meses:

Maio: -0,2%

Abril: +0,7%

Março: +0,3%

Fevereiro: +1,1%

Janeiro: +2,2%

Dezembro 2025: -1,9%

Com o resultado de maio, a indústria se posiciona 4,5% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 13% abaixo do nível recorde, que pertence a maio de 2011.

Influências

Na passagem de abril para maio, os segmentos que mais puxaram a indústria para baixo foram o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,1%) e indústrias extrativas (-2,6%). Os dois grupos interromperam sequência de cinco meses de alta.

Pelo lado dos combustíveis, os piores impactos vieram do álcool etílico e da gasolina. Na indústria extrativa, o recuo foi puxado por minério de ferro, óleos brutos do petróleo e gás natural.

A atividade de produtos alimentícios recuou 1,3%.

Pelo lado positivo, destacaram-se produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,1%) e produtos químicos (3,1%).

O resultado do setor automobilístico marcou o quinto mês seguido de crescimento, impulsionado pela maior produção de automóveis, caminhões e autopeças.

Grandes categorias

Das quatro grandes categorias econômicas, apenas bens de consumo duráveis apresentou variação positiva de abril para maio:

– bens de consumo semi e não duráveis: -1,3%

– bens intermediários (serão transformados em outros produtos): -0,4%

– bens de capital (máquinas e equipamentos): -0,2%

– bens de consumo duráveis: 3,6%

 

Fonte: Agência Brasil

Bora Petrolina terá vacinação antirrábica gratuita para cães e gatos neste sábado

A Prefeitura de Petrolina vai disponibilizar vacinação antirrábica gratuita para cães e gatos durante a 23ª edição do Bora Petrolina, que será realizado neste sábado (04), no bairro Alto do Cocar. As vacinas serão aplicadas pela equipe da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) e têm como objetivo ampliar a proteção dos animais e prevenir casos da doença no município.

A imunização acontecerá das 8h às 12h, na Escola Municipal Júlia Elisa Coelho, localizada na Rua 22, nº 90, no bairro Alto do Cocar. Para vacinar os animais, os tutores devem apresentar o cartão de vacina, caso o documento tenha sido perdido, um novo cartão será entregue no momento do atendimento. De acordo com a Unidade de Vigilância de Zoonoses, a vacina contra a raiva deve ser aplicada anualmente em cães e gatos. A medida é considerada fundamental para prevenir a doença, que é de origem viral e pode atingir todos os mamíferos, inclusive os seres humanos.

A raiva é considerada uma das doenças infecciosas mais graves, pois pode provocar encefalite aguda e levar à morte em praticamente 100% dos casos após o surgimento dos sintomas. Por isso, a vacinação dos animais domésticos é uma das principais estratégias de controle e prevenção da doença

A iniciativa integra os serviços oferecidos durante o Bora Petrolina, maior programa municipal de atendimento itinerante, que leva serviços públicos essenciais diretamente às comunidades da cidade, aproximando a gestão da população e facilitando o acesso aos cuidados com a saúde animal.

Juntos pela Segurança: Pernambuco registra o melhor primeiro semestre da série histórica na redução de mortes violentas e roubos

Reafirmando os avanços do programa Juntos pela Segurança, Pernambuco encerrou o primeiro semestre com o menor número de Mortes Violentas Intencionais (MVIs) e Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs – roubos) de toda a série histórica, sendo comparado com os últimos 23 anos e os últimos 16 anos, respectivamente. Em MVIs, a redução foi de mais de 13% em comparação com o mesmo período do ano passado. Nos CVPs, a queda representou mais de 43% na mesma relação.

“Encerramos o melhor primeiro semestre da série histórica porque tratamos a segurança pública como deve ser tratada, com prioridade e planejamento, desde o primeiro dia do nosso governo. Cada número não significa um dado, mas representa uma vida preservada. Vamos seguir investindo em tecnologia, inteligência e estrutura para nossa segurança pública e valorização dos nossos profissionais para garantir um Estado cada vez mais seguro”, disse a governadora Raquel Lyra.

Segundo dados da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGACE), da Secretaria de Defesa Social (SDS), foram 1.407 casos de MVIs registrados nos seis primeiros meses deste ano, contra 1.628 no mesmo período do ano passado, o que representou uma diminuição de 13,6%. Na mesma comparação com o ano de 2022, a queda foi ainda maior, de 24,4%, quando foram registradas 1.861 ocorrências dessa natureza.

Com série histórica iniciada em 2011, os Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) também apresentaram o melhor resultado já registrado para um primeiro semestre, consolidando 2026 como o ano com o menor número de ocorrências dos últimos 16 anos. As quedas percentuais evidenciam: 43,6% no comparativo com o mesmo período de 2025 (saindo de 16.230 para 9.153 casos). Em relação a 2022, a diferença chega a 55,6%, passando de 20.614 para 9.153 ocorrências na mesma comparação, o que representa 11.461 roubos violentos a menos.

“Menos crimes significam mais vidas salvas e menos roubos ao patrimônio. Os números do semestre são muito representativos, com a segurança pública cumprindo as metas do exitoso programa do Governo do Estado, adotando estratégias que somam união de forças, empenho dos profissionais das Operativas, tecnologia de ponta e inteligência”, declarou o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho.

JUNTOS PELA SEGURANÇA — Lançado em 2023 pela governadora Raquel Lyra, o programa Juntos pela Segurança monitora as metas prioritárias de redução da criminalidade de forma transversal entre todas as instituições de segurança pública do Estado. O planejamento contempla investimentos em infraestrutura, equipamentos, inteligência, tecnologia e contratação de novos policiais, tendo como metas centrais a redução de homicídios, roubos e crimes de violência contra a mulher.

Vagas de emprego para esta sexta-feira 03 de julho, na Casa do Trabalhador e nas unidades da Agência do Trabalho em todo o estado de Pernambuco

A Casa do Trabalhador e Agência de Trabalho de Pernambuco divulga as vagas de emprego para esta sexta-feira (03/07), para Petrolina e demais cidades do estado.

As vagas contemplam diferentes áreas de atuação e exigem níveis variados de escolaridade, ampliando as chances para quem busca inserção ou recolocação no mercado de trabalho.

Os interessados devem procurar a unidade da Agência de Trabalho de cada município, munidos de documentos pessoais, currículo atualizado e carteira de trabalho. O atendimento ocorre de forma presencial, em horário comercial.

Clique aqui e confira a lista completa de vagas de emprego.

Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão
Petrolina. Contato: (87) 3866 – 6540 e (87) 9 9180-4065

Eleições 2026: calendário eleitoral entra em fase decisiva

© Fernando Frazão/Agência Brasil

A quase três meses das eleições de 2026, o calendário eleitoral entra em sua fase mais decisiva. No próximo sábado, dia 4 de julho, começam a valer as vedações para agentes públicos: ficam proibidas nomeações, exonerações, contratações e até participação em inaugurações de obras. A regra vale até o fim das eleições.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando os brasileiros escolherão presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Um eventual segundo turno acontece em 25 de outubro.

As convenções partidárias para definição dos candidatos ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto. Os registros de candidatura devem ser entregues à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. No dia seguinte, começa a propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão vai de 28 de agosto a 1º de outubro.

Em setembro, até o dia 14, os sistemas eletrônicos de votação são lacrados em cerimônia oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A partir do dia 19, candidatos não podem ser presos, exceto em flagrante. Eleitores também têm essa garantia a partir de 29 de setembro.

Após as eleições, o cadastro eleitoral é reaberto em 3 de novembro. Quem não votou no primeiro turno tem até 3 de dezembro para justificar a ausência. Os candidatos eleitos serão diplomados até 18 de dezembro e tomam posse em janeiro de 2027.


Fonte: Agencia Brasil

Como os agricultores enfrentam o frio rigoroso e garantem frutas mais doces e hortaliças durante o ano todo nas mesas da Serra

Miguel mantém a produção de pimentões em estufa, mas destacou o alto custo e o cuidado necessário para manter o plantio.Porthus Junior / Agencia RBS

Miguel mantém a produção de pimentões em estufa, mas destacou o alto custo e o cuidado necessário para manter o plantio.Porthus Junior / Agencia RBS

Apesar da chegada do inverno, as baixas temperaturas marcam o período de cultivo de culturas típicas da região de Caxias do Sul, como laranjas e bergamotas, além da produção de hortaliças em estufas que têm alto custo, mas conseguem manter o abastecimento das mesas durante todo o ano. Porém, os agricultores precisam enfrentar os desafios da estação, como a geada, excesso de chuva e a redução da luz solar, o que pode tornar o plantio e a colheita uma “loteria”.

Conforme o extensionista rural da Emater Thompson Didoné, a região da Serra tem propensão a ter uma produção expressiva de citrus (laranja e bergamota) devido aos microclimas, como as variações de temperatura, e, com isso, os frutos ficam mais doces.

— A fruta que está sendo colhida agora está bonita, bem colorida, doce e tem uma diferença grande da que vem de São Paulo, por exemplo. A nossa tem um equilíbrio maior entre açúcar e acidez, que agrada o paladar do consumidor — explica Thompson.

A região também é uma forte produtora de olerícolas, ou seja, verduras, mas a maioria é cultivada em ambiente protegido, como estufas, devido às baixas temperaturas.

— Caxias do Sul e o entorno formam a região de maior produção de olerícolas do Estado. Então, temos produção de alface, brócolis, cenoura, mas a maioria sob cultivo protegido, ou seja, em estufas, porque são regiões sujeitas a geada e, evidentemente, as plantas são prejudicadas — comenta.

Porém, Thompson explicou que as estações meteorológicas vêm ajudando o produtor a ter mais controle da produção, principalmente na questão das horas-frio.

— A questão da geada não tem muita solução: ou está em estufa ou não há muito o que fazer. Mas o grande benefício das estações meteorológicas agora no inverno é que elas marcam a quantidade de horas-frio abaixo de 7,2°C ou abaixo de 10°C, porque esse acúmulo de horas-frio é necessário para que haja uma excelente brotação, falando em frutíferas, na primavera. Se não houve o acúmulo de horas-frio necessário, então o agricultor tem que adotar um manejo diferente e, sendo assim, consegue salvar a sua produção — esclareceu.

Plantações em estufas: uma produção com “mais presença”

Porthus Junior / Agencia RBS
Miguel Pedrotti produz pimentões em estufas há mais de anos.Porthus Junior / Agencia RBS

Para o produtor Miguel Pedrotti, 64, a renda vem das vendas no Ponto de Safra de verduras mantidas em estufas, como pimentões, alface, couve-flor, temperos e outras variedades. Com a ajuda da esposa, Margarete Salvador Pedrotti, 66, ambos cuidam da propriedade, localizada em Ana Rech.

Segundo Pedrotti, a escolha da produção em estufas foi devida ao fato de a região ser muito chuvosa. Apesar do alto custo de manutenção, que pode chegar a R$ 5 mil somente para a troca dos plásticos, o produtor explicou que, dessa forma, é possível ter mais controle da plantação e evitar a perda das hortaliças.

— A estufa é boa, em primeiro lugar, pela proteção contra a chuva. Não é nem tanto pelo frio, mas a alface, por exemplo, se recebe excesso de chuva em um dia, começa a apodrecer porque não há controle da quantidade de água que está recebendo. Com a estufa, uso o sistema de gotejo, controlo a adubação e, assim, consigo manter a produção — explica.

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A produção em estufas é mais cara, mas mantém a produção protegida.

Porthus Junior / Agencia RBS

O agricultor também acredita que a cultura em estufas significa “mais presença” e, com isso, as hortaliças rendem mais.

— É uma cultura com mais presença. Ela forma, como um pé de alface, uma planta superior à produzida a céu aberto, mais vigorosa e mais saudável, com menos necessidade de tratamentos — diz Pedrotti.

Além disso, Pedrotti explicou que o inverno colabora para que os produtos sejam ainda mais ecológicos, pois o frio afasta os insetos e, com isso, não há tanta necessidade de fazer tratamentos com agrotóxicos.

— Os pimentões que estou colhendo agora eu não trato há meses. Como chegou o inverno, os insetos não atacam, então não faço tratamento, apenas adubação e irrigação, tudo de forma mais natural — comentou.

Porthus Junior / Agencia RBS
Margarete auxilia o marido nas plantações, mas foca na organização dos produtos para a feira.Porthus Junior / Agencia RBS

Porém, nem tudo é perfeito. A geada é um dos maiores inimigos das plantações na Serra. Mesmo com a proteção das estufas, elas ainda são atingidas e é preciso torcer para que o próprio tempo colabore para que sobrevivam.

— O que queima as plantas é quando amanhece, vem o sol e há geada sobre elas. Aí o sol bate e queima a folha. Sei que seria melhor que as estufas fossem fechadas ao redor, porque o calor fica retido e a planta se desenvolve muito melhor. Só que isso favorece os insetos pelo excesso de calor e, então, exige mais tratamentos, tornando a estrutura mais cara de manter. Meu foco foi mais proteger da chuva mesmo — explica Pedrotti.

Mais doces e em grande quantidade

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Sérgio Damin trabalha com diversas variedades de citrus em sua propriedade.

Neimar De Cesero / Agencia RBS

Com mais de cinco variedades de bergamota e quatro de laranja, o produtor Sérgio Damin, 72, trabalha com a família em uma propriedade de Santa Lúcia do Piaí. Segundo Damin, são os produtos que mais vendem no Ponto de Safra durante o inverno.

— Vendemos bem na feira. Começa agora e vamos até novembro, porque depois entram as variedades mais tardias. E, por causa da variação de temperatura, a fruta aqui da Serra ganha mais cor e mais sabor, ficando bem mais docinha — comenta Damin.

Mesmo sem realizar muitos tratamentos, optando por um cultivo mais ecológico, Damin ainda tem bastante resultado, colhendo de 25 a 30 caixas de frutas por semana.

— O tratamento é pouco. Não aplico muito produto para não deixar cheiro e, no fim, a fruta fica mais ecológica, podendo ser consumida por pessoas de todas as idades — afirma.

Neimar De Cesero / Agencia RBS
Como as verduras são plantadas fora das estufas, a geada e outras intempéries do tempo prejudicam consideravelmente a produção de Damin.Neimar De Cesero / Agencia RBS

Damin também planta verduras, como alface e alho-poró, mas optou por uma produção menor e a céu aberto. Diferentemente das frutas, que são beneficiadas pelo frio, isso não acontece nesse modelo de plantio.

— Aqui plantamos a céu aberto, então a geada já estragou alguns pés de alface. Qualquer friozinho e ela estraga, além da pouca luz e das noites mais longas. Tudo isso prejudica, mas mantemos essa produção para ter mais variedades na feira — frisou.

No entanto, isso não impacta diretamente na renda da família. Como já estão acostumados com a rotina, tudo é adaptado ao período.

— Não sobra dinheiro, porque hoje, na lavoura, o produtor, se conseguir se manter, já é uma vitória. Mas a gente dá um jeito, aperta o cinto aqui e segue em frente. As vendas variam, mas sempre dividimos os custos e depois os lucros, e está dando certo. Eu até vendia na Ceasa também, mas depois que começaram as notas fiscais eletrônicas ficou muito complicado e desisti — comentou.

Neimar De Cesero / Agencia RBS
Os pomares ficam carregados nesta época do ano. Damin consegue colher de 25 a 30 caixas por semana.Neimar De Cesero / Agencia RBS

O peso no bolso de quem compra o produto final

Conforme o coordenador de Mercado da Ceasa Serra, Renan Rech, devido ao inverno, o custo dos produtos mais comuns no verão aumenta quase 250% neste período, como o tomate longa vida. Em janeiro de 2026, a caixa de 20 quilos custava R$ 54. Já em junho, o custo do mesmo peso chegou a R$ 190 (confira a tabela abaixo).

— Dentre os quase 300 produtos que cotamos semanalmente, aqueles que apresentam maior variação, por serem culturas de risco no inverno e, por isso, cultivados em ambiente protegido, têm custo de produção mais elevado. É o caso da abobrinha italiana (soquete), pimentão (verde e colorido), tomates (longa vida, gaúcho, saladete e cereja), morango e vagem (verde e amarela). Também se destacam as culturas de cenoura, beterraba, couve-flor e brócolis, que neste período do ano apresentam alta em seus valores — explicou.

Fonte: CNN

Na CRA, especialistas cobram regulamentação da Lei dos Agrotóxicos

A demora do Poder Executivo em regulamentar trechos da Lei dos Agrotóxicos (Lei 14.785, de 2023) foi duramente criticada por representantes do setor produtivo e de órgão regulatórios nesta quarta-feira (1º), em audiência pública da Comissão de Agricultura (CRA). O debate foi conduzido pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que também cobrou do governo federal a regulamentação, já atrasada, da lei. Em sua avaliação, a norma nasceu com o propósito de modernizar, desburocratizar e dar mais segurança jurídica para o registro e uso de agrotóxicos, pesticidas e defensivos agrícolas no Brasil. 

— Nós temos que discutir e colocar essa lei realmente para funcionar; a gente respeita os órgãos ambientais, mas isso tem que ficar sob coordenação do Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento]. A gente entende que o Ministério da Agricultura — ninguém está querendo passar por cima do Ibama, por cima das questões ambientais — mas nós precisamos entender que nós não podemos parar o país. O Brasil é um continente e ele precisa continuar evoluindo no campo, e nós temos condição de avançar muito — disse o senador.

Eficiência regulatória

Bagattoli afirmou que a legislação “é fruto do legítimo debate democrático do Parlamento” e que o Ministério Público Federal (MPF) defendeu a “plena constitucionalidade da nova Lei dos Defensivos”. Disse também que o Parlamento aprovou a lei em busca de eficiência regulatória, pois o país demora em média sete anos para aprovar novos produtos, enquanto países mais ricos fazem isso em quatro anos. Ele acrescentou que o uso desses produtos é essencial para o agronegócio brasileiro.

— Nas palavras do procurador-geral, a lei afasta qualquer alegação de retrocesso socioambiental ou descontrole regulatório. O modelo preserva o rigor técnico especializado e apenas organiza a máquina pública para funcionar melhor. A PGR foi enfática ao justificar a centralização da coordenação no Ministério da Agricultura, no Mapa, como uma necessidade administrativa urgente — disse o senador.

Agricultura

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, disse que, para o ministério, a Lei de Agrotóxicos e seus regulamentos têm importância destacada para a política nacional de saúde vegetal. Ele disse que o agricultor brasileiro “é um adepto inequívoco de inovação e novas tecnologias, sem preconceitos”. Para ele, a cadeia de valor da agricultura precisa ter produção com sustentabilidade social, ambiental e econômica.

— O agrotóxico é um instrumento necessário na produção agrícola. Não existe país neste planeta que produza agricultura que não utilize agrotóxico. Ainda não existe. Todos os países do mundo que praticam agricultura utilizam sementes, fertilizantes e agrotóxicos, os três insumos para a produção agrícola. A produção agrícola se reveste de importância para o Brasil porque é o pilar da economia deste país — analisou Goulart.

A coordenadora de Produção Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ana Lígia Aranha Lenat, alertou para a importância da segurança jurídica e da agilidade tecnológica para a segurança alimentar e energética do Brasil e para a exportação de alimentos para 150 países. Para ela, a Lei dos Agrotóxicos e a Lei dos Bioinsumos (Lei 15.070, de 2024) são inovadoras e trouxeram previsibilidade e critérios técnicos alinhados com a ciência.

— Por décadas, a área de proteção de cultivos operou no Brasil sob uma legislação defasada, que não acompanhava a velocidade da inovação tecnológica global nem a necessidade de rotação de princípios ativos, regra de ouro da agronomia e essencial para o manejo integrado de pragas — disse Ana Lígia.

Ela garantiu que, com tecnologia avançada e produtos químicos avançados, os produtores brasileiros aprendem a usar doses menores para obter melhores resultados, diminuindo o impacto ambiental e garantindo lucro nas lavouras. A representante da CNA também disse que 15% dos gastos dos agricultores com o cultivo são com defensivos agrícolas, agrotóxicos e pesticidas.

Disse, ainda, que a restrição a tecnologias causa aumento no uso de defensivos, queda na produção de alimentos e mais riscos à saúde humana e ao meio ambiente, com prejuízo certo para o agricultor. Para ela, o Ministério da Agricultura, o Ibama e a Anvisa precisam atuar de forma coordenada, respeitando suas competências, para agilizar processos em prol dos agricultores.

— A CNA defende que a regulamentação da Lei 14.785 seja mais célere e seja também rigorosa, respeitando a divisão de competências. Não estamos pedindo menos fiscalização; estamos pedindo fiscalização eficiente, baseada em prazos claros e respeito aos termos da lei — afirmou Ana Lígia.

Meio ambiente e vigilância sanitária

A gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Cássia de Fátima Rangel Fernandes, concordou que a demora na regulamentação também impacta o trabalho de regulação, que necessita de previsibilidade. Ela informou que a Anvisa pede à Casa Civil da Presidência da República, desde o fim de 2024, a regulamentação da Lei dos Agrotóxicos: “o esforço da Anvisa para que essa lei seja regulamentada é grande”. Ela lembrou que a agência não pode considerar que questões econômicas estejam acima de questões de saúde e de meio ambiente.

— Qualquer impacto à saúde, qualquer impacto ao meio ambiente, vai ser um impacto para a economia, o impacto não é só na agricultura. A gente tem feito um esforço enorme para que, de fato, tenha novas moléculas que possam substituir moléculas altamente perigosas. A gente deseja que essa lei seja regulamentada o quanto antes, porque tem uma série de normas que precisam ser revistas e adequadas — disse Cássia Rangel.

Por sua vez, o coordenador-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas da Diretoria de Qualidade Ambiental do Ibama, Alan Alves Ferro, explicou que a Lei dos Agrotóxicos estabelece o “dossiê ecotoxicológico”, que é necessário para a liberação de novos produtos e é feito com critérios técnico-científicos. Com a análise de risco ambiental, cada produto precisa ser analisado levando em conta, também, o modo como chegará ao campo e como cada agrotóxico vai interagir com o meio ambiente local.

Indústria

Representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Grilli Felizardo informou que a entidade defende a Lei dos Agrotóxicos e sua regulamentação, por entender que as mudanças aproximam o Brasil de países mais desenvolvidos, acelerando processos sem reduzir o rigor científico.

— Passados mais de dois anos da publicação da lei, no entanto, sua plena aplicação ainda depende de regulamentação por parte do Poder Executivo. A ausência de decreto federal mantém pontos de conflito na legislação atualmente em vigor, gerando insegurança na interpretação de dispositivos essenciais que vão da pesquisa à produção, à fiscalização e ao destino de resíduos — disse Felizardo.

Para a CNA, explicou, as regras a serem reguladas precisam ter clareza normativa e estabilidade regulatória, eficiência administrativa com integração entre os órgãos e convergência com parâmetros internacionais.

— Essa convergência acaba sendo relevante tanto para a competitividade da indústria nacional quanto para a previsibilidade do comércio internacional de produtos derivados de cadeias agroindustriais. A CNA destaca a importância da harmonização federativa na aplicação da lei, de modo a evitar exigências duplicadas ou interpretações divergentes entre União, estados e municípios, e da preservação dos atos já praticados sob a legislação anterior, de forma a assegurar continuidade regulatória aos processos em curso.

Fonte: Agência Senado

Operação Linha Direta desarticula grupo acusado de assaltar loja de iPhones em Salgueiro

A Polícia Civil de Pernambuco, através da Delegacia da 193ª Circunscrição de Salgueiro, deflagrou hoje a Operação Linha Direta. A ação, feita em conjunto com o 8º BPM, teve como alvo 4 investigados pelo roubo majorado à loja “Central do iPhone”, em Salgueiro/PE, ocorrido semanas atrás. O prejuízo estimado pelas vítimas chega a R$ 140 mil em aparelhos Apple e outros eletrônicos.

No cumprimento dos mandados judiciais foram executadas 2 prisões preventivas e 2 prisões temporárias, além de 5 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo.

Durante as buscas, as equipes apreenderam diversos celulares Apple apontados como produto do roubo, o simulacro de arma usado na ação criminosa, além de 150g de pasta base de cocaína, balanças de precisão e R$ 2.500 em espécie. Esse material levou à prisão em flagrante por tráfico de drogas de um dos investigados, sem prejuízo da ordem judicial já expedida.

Todos os indivíduos foram recolhidos no presídio de Salgueiro. A envolvida mulher foi recolhida na cadeia pública de Verdejante.

A Operação Linha Direta é resultado de investigação que comprovou planejamento e divisão de tarefas do grupo criminoso. A Polícia Civil segue apurando para identificar outros participantes e recuperar a totalidade dos bens subtraídos.

A Polícia Civil de Pernambuco reforça seu compromisso com a segurança pública e o enfrentamento de práticas ilícitas por meio do programa Juntos pela Segurança – iniciativas como essa são fundamentais para assegurar a proteção da sociedade.

Fenearte e grandes espetáculos movimentam a programação de julho no Pernambuco Centro de Convenções

Além da maior feira de artesanato da América Latina, complexo recebe shows, teatro, congresso, eventos corporativos e colações de grau ao longo do mês

Julho será um dos meses mais movimentados do ano no Pernambuco Centro de Convenções (CECON), em Olinda. Além de sediar a 26ª edição da Fenearte, considerada a maior feira de artesanato da América Latina, o complexo recebe uma programação diversificada que inclui espetáculos, stand up comedy, eventos infantis, congresso, encontros corporativos e colações de grau de instituições de ensino superior.

Entre os dias 8 e 19 de julho, a Fenearte ocupa os pavilhões do CECON, reunindo milhares de expositores, artesãos, artistas e visitantes de diversas regiões do Brasil e do exterior. A feira é o principal destaque da agenda do mês e reforça a vocação do equipamento para receber eventos de grande porte.

A programação cultural também ganha espaço nos teatros do complexo. No dia 18 de julho, o Teatro Guararapes recebe o espetáculo Maria Clara & JP. Ainda no dia 18, o humorista Zé Lezin sobe ao palco com seu novo show. No dia 26, será a vez do comediante Renato Albani apresentar seu stand up.

O público infantil também terá programação especial no Teatro Beberibe com o espetáculo Gênio e o Mundo Ideal das Princesas e A Princesa dos Mares.

Fechando o mês, nos dias 29 e 30 de julho, o Teatro Guararapes recebe O Céu da Língua, espetáculo protagonizado por Gregório Duvivier. Entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, o complexo sedia ainda o Simespe 2026, Simpósio de Estudos e Práticas Espíritas de Pernambuco, que reúne participantes de diferentes estados.

Ao longo de julho, o CECON também recebe encontros institucionais, eventos corporativos e diversas cerimônias de colação de grau, consolidando sua agenda como um dos principais centros de eventos do Nordeste.

Segundo a gerente comercial do Pernambuco Centro de Convenções, Raquel Gaudêncio, a diversidade da programação demonstra a capacidade do equipamento para atender diferentes segmentos simultaneamente.

“Julho representa muito bem a versatilidade do Pernambuco Centro de Convenções. Em um mesmo período recebemos uma feira internacional, espetáculos para públicos de diferentes idades, congressos, eventos corporativos e cerimônias acadêmicas. Essa diversidade reforça nossa vocação para sediar eventos de todos os portes e contribuir para o fortalecimento do turismo de negócios, da cultura e da economia de Pernambuco”, destaca.

Serviço

Fenearte 2026
Quando: 8 a 19 de julho
Local: Pavilhão de Feiras do Pernambuco Centro de Convenções

Maria Clara & JP
Data: 18 de julho
Local: Teatro Guararapes

Zé Lezin
Data: 25 de julho
Local: Teatro Guararapes

Renato Albani Stand Up
Data: 26 de julho
Local: Teatro Guararapes

Gênio e o Mundo Ideal das Princesas e A Princesa dos Mares
Data: Consulte a programação oficial
Local: Teatro Beberibe

O Céu da Língua, com Gregório Duvivier
Datas: 29 e 30 de julho
Local: Teatro Guararapes

Simespe 2026 – Simpósio de Estudos e Práticas Espíritas de Pernambuco
Datas: 31 de julho a 2 de agosto
Local: Pernambuco Centro de Convenções

Programação sujeita a alterações

  • Pernambuco Centro de Convenções
  • Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho
  • Olinda – Pernambuco – Brasil
  • CEP 53110-970