Inscrições para 120 vagas em cursos gratuitos de energias renováveis do Campus Petrolina do IFSertãoPE encerram nesta quarta-feira (17)

Os interessados em se qualificar na área de energias renováveis e eficiência energética têm até esta quarta-feira (17) para se inscrever em um dos cursos gratuitos ofertados pelo Campus Petrolina do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE). Ao todo, estão disponíveis 120 vagas em quatro formações voltadas para um dos setores que mais crescem no país.

A iniciativa integra o Programa para Desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética nas Instituições Federais de Educação (EnergIFE), que busca ampliar a qualificação profissional e contribuir para a transição energética no Brasil.

As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário eletrônico disponível no link: https://forms.gle/q1vXfqZs7NvZMX7u7.

As vagas estão distribuídas entre os cursos de Profissional de Manutenção em Sistemas Energéticos e Equipamentos Industriais (20 vagas), Instalador de Sistemas Fotovoltaicos (50 vagas), Profissional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Carregamento de Veículos Elétricos (25 vagas) e Instalador de Sistemas de Armazenamento para Mini e Microgeração de Energia (25 vagas).

Todos os cursos possuem carga horária de 160 horas e serão realizados presencialmente no Campus Petrolina do IFSertãoPE, com aulas de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h.

Podem participar pessoas com idade mínima de 16 anos que possuam, no mínimo, o Ensino Fundamental II completo (6º ao 9º ano) e tenham interesse em atuar no setor de energias renováveis, eficiência energética e tecnologias associadas.

Para efetuar a inscrição, os candidatos devem anexar documento oficial de identificação com foto, CPF e comprovante de escolaridade, todos em formato PDF e sem rasuras.

O processo seletivo será realizado em duas etapas. A primeira consiste na análise da documentação apresentada pelos candidatos. Caso o número de inscritos ultrapasse a quantidade de vagas ofertadas, será realizado sorteio eletrônico para definição dos classificados.

As aulas terão início em datas diferentes, conforme o curso. As turmas de Profissional de Manutenção em Sistemas Energéticos e Equipamentos Industriais e da primeira turma de Instalador de Sistemas Fotovoltaicos estão previstas para começar em 29 de junho. Já os cursos de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Carregamento de Veículos Elétricos e de Sistemas de Armazenamento para Mini e Microgeração de Energia têm início previsto para 3 de agosto. A segunda turma de Instalador de Sistemas Fotovoltaicos deverá iniciar as atividades em 21 de setembro.

A ação representa uma oportunidade para jovens e adultos que desejam ingressar ou se aperfeiçoar em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável e para o mercado de trabalho, especialmente nos segmentos de energia solar, mobilidade elétrica e sistemas de armazenamento de energia.

O Edital completo na página do IFSertãoPE.

Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano.

A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano.

O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação.

A reunião do Copom ocorre nesta terça (16) e quarta-feira (17).

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,11% para 5,3% este ano. Com as pressões econômicas da guerra no Oriente Médio, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima quarta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação passou de 4,03% para 4,1%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,68% e 3,5%, respectivamente.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,91% para 1,96%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,25.

 

Fonte: Agência Brasil

Análise: Flávio Bolsonaro foca em SP para contornar desgaste

"Dark Horse": Produtora diz que filme sobre Bolsonaro custou R$ 75 milhões

O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu São Paulo como base para o lançamento oficial de sua candidatura à Presidência, marcado para o fim do mês. A escolha estratégica, segundo a analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, visa contornar o desgaste causado pelo caso Master e pela relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com Clarissa Oliveira, a confirmação da candidatura pelo PL representa um recado importante. “Apesar de tudo que aconteceu com Flávio Bolsonaro, de Daniel Vorcaro, do caso Master, Flávio vai ter a sua candidatura à presidência confirmada pelo PL”, afirmou a analista. Segundo ela, prevaleceu o plano do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter o filho na disputa presidencial.

Por que São Paulo?

A escolha por São Paulo, e não pelo Rio de Janeiro, berço político do bolsonarismo, é deliberada. Clarissa Oliveira explica que Flávio precisa escapar do desgaste associado ao ex-governador Cláudio Castro (PL) no estado fluminense.

Além disso, o pré-candidato busca ganhar musculatura junto a um eleitorado mais moderado, mais ao centro, que “não necessariamente quer assistir àquela cena do bolsonarismo raiz lá no Rio de Janeiro”.

Outro fator relevante é a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que foi escalado como coordenador da campanha no estado, mas que, segundo a analista, não está participando ativamente da campanha presidencial de Flávio — justamente para se descolar do desgaste que tem marcado a pré-candidatura do PL.

A ideia é aproveitar o palanque forte de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Lula e a disputa pela camisa da Seleção

Em paralelo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta aproveitar o clima da Copa do Mundo para alfinetar Flávio Bolsonaro (PL). No fim de semana, Lula apareceu com a camisa amarela da Seleção brasileira durante um jogo do Brasil, em um movimento para reivindicar o símbolo nacional que, por anos, esteve associado ao bolsonarismo.

“A ideia é ajudar essa coisa da Copa do Mundo para tentar imprimir em Flávio Bolsonaro (PL) a ideia de que aquele cara não é nacionalista”, analisou Clarissa Oliveira.

A estratégia de Lula inclui reforçar a narrativa de que Flávio teria agido contra os interesses do Brasil ao incentivar o chamado “tarifaço” durante viagem aos Estados Unidos. Em resposta, Flávio foi às redes sociais afirmar que ele e seus apoiadores vestem a camisa da seleção há anos, e não apenas em época de Copa.

A disputa simbólica em torno da camisa amarela reflete, segundo a analista, a influência que o torneio pode ter sobre o humor do eleitorado e, consequentemente, sobre os cálculos políticos dos pré-candidatos.

Fonte: CNN

Adãozinho de Rajada e Katim prometem animar Forró do Vovô e da Vovó

A alegria e a tradição do autêntico forró nordestino já têm presença confirmada na 4ª edição do Forró do Vovô e da Vovó do Transforma Petrolina, que acontece nesta segunda-feira (15), às 18h, na Vila São Francisco, dentro do Pátio de Eventos Ana das Carrancas.

A grande atração da noite será a dupla Adãozinho de Rajada e Katim, nomes consagrados do forró pé-de-serra. A dupla é referência na música regional e levará ao público um repertório repleto de clássicos que valorizam a cultura nordestina e despertam memórias afetivas, especialmente entre os idosos participantes do evento.

Além da dupla, o Forró do Vovô e da Vovó também contará com a apresentação da Quadrilha Junina campeã do Concurso 2026, Buscapé Mirim, da escola Santo Antônio da Ilha do Massangano; Tio Diego, com recreação; Vila do Empreendedorismo, da Agência Municipal do Empreendedor (AGE); exposição de carros antigos, e muito mais.

O evento também contará com o apoio de 26 voluntários que atuarão estrategicamente na Vila São Francisco para garantir acolhimento, interação e logística. Eles participaram de um treinamento na última sexta-feira (12), e estarão na vila de forma volante para garantir a melhor experiência aos participantes.

De acordo com a coordenadora voluntária do Transforma Petrolina, Alinne Durando, cada detalhe do forró foi pensando com muito carinho para que o público se sinta especial. “Esse é um encontro de gerações para crianças, jovens e nossos queridos idosos. Estamos muito felizes em preparar toda a programação, e temos certeza que será mais um ano de sucesso total”, destaca.

“Estudante deve errar, idealizar e construir”, diz professora premiada

© Débora Garofalo/Arquivo pessoal

Professora em uma escola pública municipal paulistana, Débora Garofalo começou, em 2015, um projeto de robótica com sucata para alunos do ensino fundamental. O trabalho rendeu diversos prêmios e deixou a profissional entre os dez melhores colocados do Global Teacher Prize, considerado o Nobel da educação, em 2019. Ela foi a primeira brasileira e primeira sul-americana a ser finalista na premiação.

Dez anos depois do início do projeto, Débora foi reconhecida como a professora mais influente do mundo, em nova categoria da premiação. Convidada para a edição 2026, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a educadora recebeu o prêmio Global Teacher Influencer of the Year, um reconhecimento por sua trajetória docente que extrapola o cotidiano escolar. Na última quinta-feira (11), a professora voltou a ser homenageada, com o Prêmio Faz Diferença 2025, na categoria Educação, em cerimônia na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. 

Além dos resultados como redução da evasão escolar e do trabalho infantil na escola, localizada na periferia da zona sul de São Paulo, o projeto de ensino de robótica com sucata ganhou escala e se tornou política pública estadual, sob orientação de Débora.

Em entrevista à Agência Brasil, Débora Garofalo contou sobre a origem do projeto, os obstáculos e as conquistas decorrentes desse trabalho. Ela compartilhou também sua visão sobre o uso de tecnologia no processo de aprendizagem de crianças e jovens, e como isso não depende necessariamente de telas.

Veja os principais trechos da entrevista.

Agência Brasil: Como você começou o projeto de robótica na escola pública em que trabalhava?

Débora Garofalo: O projeto de robótica com sucata nasceu no ano de 2015, na EMEF [Escola Municipal de Ensino Fundamental] Almirante Ary Parreiras, que é uma escola concentrada entre quatro grandes favelas da cidade de São Paulo, com alto índice de violência, alto índice de tráfico de drogas. Ali, também enxerguei a oportunidade de sair da minha zona de conforto, como uma professora de língua portuguesa, para me candidatar a uma vaga de tecnologia e inovação que tinha surgido.

Eu fui com esse olhar, de ressignificar aquele território educativo, trabalhando com programação e robótica. A partir disso, fiz uma avaliação com a escola inteira e me surpreendi, porque 70% dos estudantes relataram que o lixo era um problema na vida deles, que impedia essas crianças de chegar à escola e trazia doenças como dengue e leptospirose. Diante daquele cenário, eu falei: “Bom, eu só tenho dois caminhos. Ou vou me lamentar ou eu vou pegar esse lixo como objeto de conhecimento. Eu preferi a segunda opção, mesmo sabendo que ia dar muito trabalho.

O primeiro protótipo que nós fizemos virou uma febre na escola. Era um carrinho [feito] com o lixo que a gente retirou da rua, utilizando uma bexiga e a lei da física, a Terceira Lei de Newton. No dia seguinte, uma colega bateu assim no meu ombro e falou: “Débora, eu não sei o que você fez com as crianças ontem, mas ali fora tem um monte de criança com tampinha, com rolinho, com bexiga, falando que quer ter aula com a professora de robótica”. Eu soube que tinha encontrado um caminho, só precisava ser lapidado.

 


Dia da Mulher,Débora Garofalo/ Arquivo Pessoal
Dia da Mulher,Débora Garofalo/ Arquivo Pessoal

Professora Débora Garofalo / Arquivo Pessoal

Agência Brasil: Como vocês alcançaram o envolvimento dos responsáveis e da comunidade?

Débora Garofalo: A gente fazia uma feira de tecnologias, que era uma forma de integrar a comunidade. Nossa última feira, que foi em 2019, tinha mais de 500 pessoas. Para as crianças, foi o máximo. Tinha desde pipoqueira feita com latinha a protótipos incríveis, como filtro de água e sensor para avisar aos moradores que o córrego ia transbordar. Foram coisas fantásticas. Então, as crianças começaram a criar uma cultura diferenciada.

Em três anos e meio de trabalho, a gente saltou no Ideb da escola, nos anos finais, de 4,2 para 5,2, que era a média do país na época. Nós retiramos mais de uma tonelada de lixo das ruas e transformamos em diferentes protótipos. Reduzimos a evasão escolar em 93%, olhando para as crianças com potencial de risco e trazendo para a escola, para que elas ficassem comigo o dia inteiro, ajudando as outras crianças a desenvolverem seus projetos. E, para isso, elas recebiam alimentação e um certificado de voluntariado. 

Nós reduzimos o trabalho infantil, que, para mim, era um ponto essencial, em 95%. Comecei também a fazer um trabalho, trazendo o setor público, trazendo o juiz para dentro da escola, para conscientizar os familiares da importância de não haver esse tipo de situação. Então, foi um trabalho que impactou realmente toda aquela comunidade.

Agência Brasil: Como o projeto se tornou política pública em São Paulo?

Débora Garofalo: Eu aceitei o convite para ir para a Secretaria Estadual de Educação para tornar esse trabalho currículo do Estado de São Paulo e implementar para 5,4 mil escolas e 3,7 milhões de estudantes. Foi um desafio muito grande, porque eu não queria que os professores recolhessem o lixo nas ruas como eu, mas eu queria que eles trabalhassem com essa questão do material por entender o poder da criatividade, e a importância disso para o processo de ensino-aprendizagem.

Só que, estando ali no estado, a gente entendeu que dava para fazer muito mais coisas. Começamos a criar uma prática que chamamos de Expo Movimento Inova, que reuniu os estudantes de todo o estado. Ali, percebemos que o currículo precisava ter a cara dos estudantes, para que a rede tivesse esse pertencimento.

Criamos uma outra política pública integrada a isso, que é o Centro de Inovação da Educação Básica Paulista. Eram escolas ociosas, com grande risco de fechar por questões demográficas. Transformamos em centros de inovação, para que as crianças também tivessem um local onde elas pudessem pensar coisas diferentes, produzir os seus projetos. Em 2022, eu deixei o estado com 18 dessas unidades, mais uma carreta móvel que circulava pelo estado de São Paulo e um currículo de tecnologia e inovação que foi pioneiro, antes da BNCC [Base Nacional Comum Curricular] da Computação.

Então, eu fui para o Rio de Janeiro, porque eles criaram um projeto muito parecido, mas que faltava estruturar, que são GETs [Ginásios Educacionais Tecnológicos]. Fiquei dois anos e nós lançamos 300 escolas vocacionadas ao uso de tecnologia e inovação. Depois disso, eu comecei a apoiar, através de formação docente e de consultoria, outros estados e municípios.

Agência Brasil: E ainda veio uma surpresa do Global Teacher Prize este ano?

Débora Garofalo: Eu estava em casa bem quietinha este ano, porque para mim eu já atingi o meu máximo, sabe? Agora, é só continuar a trabalhar, continuar essa militância. Aí, eu recebi uma ligação de madrugada, em um sábado. A pessoa insistiu, 3h da manhã, e eu atendi. Eram os organizadores do prêmio, falando que eu tinha que ir para Dubai. Falei: “Não. Não vou. Não tem nada comprado, este ano não fui convidada”. Disseram: “A gente já comprou a passagem para você, você pega o avião agora uma hora da tarde. Você vai ter um reconhecimento”.

Quando cheguei lá e me deram a programação do prêmio, eu já imaginava. Eles fizeram um jantar muito bonito para reconhecer os professores. No final, começaram a falar do meu trabalho, veio uma luz na minha cabeça, todo mundo olhando para mim. Imagina um auditório, um jantar de 1 mil pessoas, e todo mundo olhando para você. Eles fizeram um júri internacional, era uma categoria nova, o Global Teacher Influencer. Então, eu estava sendo reconhecida pelo impacto do meu trabalho fora da sala de aula, por ter causado todo esse impacto como política pública, e eu fui a primeira a receber esse prêmio. Eu desabei.

Eu estava no mesmo lugar de 2019, mesmo hotel. Eu vou confessar para você que eu estava com a mesma roupa. Passou um filme na minha cabeça, sabe? Naquele momento, eu me senti muito feliz, porque eu não estava ali sozinha. Eu estava com todos os professores brasileiros, com todos os estudantes que diariamente lutam. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 03/02/2026 – Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai.
Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 03/02/2026 – Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai.
Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal

Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai. Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal

Agência Brasil: Quais os obstáculos para que as escolas utilizem a tecnologia em favor da educação?

Débora Garofalo: Estamos num momento especial no nosso país, em que temos um documento norteador, que é a BNCC e agora a BNCC da Computação. Esse documento foi aprovado em 2022, nós estamos em 2026, com a obrigatoriedade de fazer este ano, e os professores não sabem como fazer. Por quê? Se a gente olha os dados, as secretarias não têm suporte técnico, não têm recursos, não têm infraestrutura, não têm equipe técnica, não têm como fazer formação. Temos que evoluir nesses quesitos.

Por outro lado, a tecnologia chega muito rápido na sala de aula. Esses meninos que estão nascendo, já nascem conectados. O que falta? Trazer esse aporte na educação para a gente falar de criticidade, de ética, de responsabilidade. Não dá mais para deixar a tecnologia do lado de fora da sala de aula, é impossível.

Para mim, só proibir celular na sala de aula é um tiro no pé. A gente proibiu o celular porque era muito mais fácil, mas isso não vai resolver o problema da educação. O que resolveria? Trazer uma educação midiática para dentro da sala de aula, ou seja, formar professores para isso e os professores poderem então formar os estudantes para essa concepção.

A tecnologia por si só não resolve o problema, porque ela precisa vir acompanhada de resoluções de problemas, de amabilidade. O estudante precisa passar por erro, por processo de frustração, e é isso que a educação 5.0 vai falar, que a gente precisa humanizar esse processo, trabalhar essas habilidades e competências socioemocionais.

Agência Brasil: O uso de tecnologia na escola não está necessariamente atrelado ao uso de telas em sala de aula, é isso?

Débora Garofalo: Eu queria desmistificar. Vou te dar exemplos práticos: São Paulo tem um tablet para cada estudante. Resolveu o problema da educação e melhorou os índices de aprendizagem? Não. Por quê? Porque isso não está atrelado à questão da intencionalidade pedagógica. A crítica que eu faço não é sobre a questão de ter ou não infraestrutura. Eu vou sempre brigar, até como gestora pública, para que a gente tenha infraestrutura. O ponto que eu quero chegar é a intencionalidade que vai chegar na ponta.

Muitas coisas você faz por atitude. Eu comecei a trabalhar com os meus estudantes, eu não tinha conhecimento, eu queria trabalhar programação, robótica, sem ter um kit específico. Onde eu encontrei a solução? No próprio problema que eles trouxeram. O lixo foi uma solução e abriu portas para que a gente pudesse trabalhar de maneira diferenciada. O que a gente precisa muitas vezes é olhar para o lado e entender que o simples funciona.

Agência Brasil: Você lançou o livro Robótica com Sucata – Uma aventura pela criatividade, pela editora Moderna. Como foi o processo de construção desse almanaque?

Débora Garofalo: O livro foi uma grande alegria, porque muitos professores perguntavam: “como eu aplico o seu projeto em sala de aula?” A ideia foi criar um livro muito “mão na massa”, mas que trouxesse também a questão da leitura e da literatura, para que o estudante pudesse percorrer momentos da história [da ciência].

O livro é uma forma de democratizar um pouco mais esse acesso para meninos e meninas, e entender que eles podem transformar um copo, por exemplo, em um abajur. Essa é a proposta, [mostrar] que a criança pode desmontar um brinquedo e utilizar as peças para criar um robô.

A gente passou muito tempo com uma educação tradicional passiva. E a gente sabe que a aprendizagem, para ser efetiva, ela precisa ser ativa. Para isso, o estudante tem que errar, tem que idealizar, tem que construir, tem que testar, tem que colaborar. Por isso, é tão importante uma educação mão na massa.

O livro traz várias reflexões de como pegar os problemas e transformar em soluções. Deu tão certo, que a gente lançou o primeiro livro Robótica com Sucata e foi um sucesso. Saiu o segundo livro e, vou dar um spoiler, no segundo semestre chega o terceiro.

Fonte: Agência Brasil

Rafael Câmara conquista primeira vitória na Fórmula 2 em Barcelona

Rafael Câmara conquistou neste domingo (14) sua primeira vitória na Fórmula 2  • Reprodução/X/Fórmula2

O brasileiro Rafael Câmara conquistou neste domingo (14) sua primeira vitória na Fórmula 2 após uma corrida movimentada em Barcelona. O piloto largou na pole position, enfrentou forte pressão de Alex Dunne ao longo da prova e confirmou  o triunfo após uma estratégia decisiva da equipe invicta.

Câmara teve dificuldades na largada e perdeu a liderança para Dunne ainda na primeira curva. Pouco depois, o safety car entrou na pista após o abandono de Oliver Goethe.

Na relargada, o brasileiro permaneceu próximo do rival e tentou recuperar a ponta com o auxílio do DRS. Dunne antecipou sua parada nos boxes na volta 13, o que devolveu momentaneamente a liderança à Câmara.

A Invicta chegou a chamar o piloto para os boxes na 18ª volta, mas mudou a estratégia na sequência e o manteve na pista. A equipe evitou colocar o brasileiro atrás de um grupo de cinco carros que segurava Dunne e dificultava avanços no pelotão.

Câmara realizou o pit stop apenas na volta 22, já com os pneus bastante desgastados. O brasileiro retornou em nono lugar, mas rapidamente iniciou uma recuperação agressiva. Com compostos mais novos, ultrapassou Beganovic e Villagómez em apenas uma volta e voltou à disputa pelo pódio.

Nas voltas finais, o piloto brasileiro abriu vantagem e recebeu a bandeirada em primeiro lugar. Nikolas Tsolov terminou na segunda posição, enquanto Alex Dune completou o pódio em terceiro.

Fonte: CNN

Programa Orocó Que Cuida beneficia mais de 200 famílias em sua primeira edição

A Prefeitura de Orocó, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou neste sábado (13) a primeira edição do programa Orocó Que Cuida, uma iniciativa criada para aproximar os serviços de saúde da população e ampliar o acesso aos atendimentos essenciais.

A ação aconteceu no Salão da Assembleia de Deus, localizado na Rua Projetada nº 1, e beneficiou mais de 200 famílias com diversos serviços oferecidos gratuitamente por uma equipe multiprofissional.

Durante a programação, a população teve acesso a atendimento médico, enfermagem, odontologia, nutrição, atualização da caderneta de vacinação, além de sessões de fisioterapia com massagem relaxante e orientações em saúde. A iniciativa proporcionou mais comodidade aos moradores, levando cuidado e atenção diretamente para a comunidade.

O programa foi criado com o objetivo de fortalecer a atenção básica e garantir que os serviços cheguem cada vez mais perto de quem precisa. A grande participação popular marcou o sucesso da primeira edição e reforçou a importância de ações descentralizadas voltadas à promoção da saúde e da qualidade de vida.

De acordo com a gestão municipal, o trabalho não para por aí. Novas edições do Orocó Que Cuida serão realizadas em outras comunidades do município, ampliando o alcance da iniciativa e garantindo que mais famílias sejam beneficiadas com os serviços oferecidos pela Secretaria de Saúde.

Ascom – PMO

Hemope promove homenagens em alusão ao Dia Mundial do Doador de Sangue

Hemope promove homenagens em alusão ao Dia Mundial do Doador de Sangue

 

As ações do Junho Vermelho seguem mobilizando a população pernambucana em torno da importância da doação voluntária de sangue. Dando continuidade à programação especial da campanha e às celebrações do período junino, a Fundação Hemope realiza, na segunda-feira, 15 de junho, a partir das 8h30, na sede Recife, um evento em homenagem ao Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado anualmente em reconhecimento à solidariedade de milhares de voluntários que ajudam a salvar vidas.

A programação contará com apresentações musicais da dupla Jorge Neto e Aninha, além da participação do grupo O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico, que levará ao público o espetáculo “Bandeiras Juninas”, valorizando as tradições culturais pernambucanas.

Durante a ação, doadores de sangue serão homenageados, representando simbolicamente todos aqueles que contribuem, por meio da doação voluntária e regular, para o atendimento de pacientes em todo o estado.

A presidente da Fundação Hemope, Raquel Santana, destaca a importância do reconhecimento aos doadores. “O Junho Vermelho é um momento de conscientização, mas também de valorização daqueles que fazem a diferença na vida dos pernambucanos. Além disso, precisamos manter os estoques de sangue em níveis seguros para atender à demanda da rede hospitalar, especialmente durante o período junino”, afirma.

A iniciativa integra as atividades do Junho Vermelho, campanha nacional de conscientização sobre a importância da doação de sangue, e tem como objetivo agradecer aos doadores, celebrar o Dia Mundial do Doador de Sangue e incentivar a participação de novos e antigos voluntários.

Quem pode doar sangue

Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos de idade (desde que a primeira doação tenha sido realizada até os 60 anos), pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado e alimentado. Também é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto. Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis legais, ou apresentar formulário de autorização.

Fonte: Portal Saúde

Neymar manda recado antes de jogo contra Marrocos: “Prontos”

Neymar, atacante da Seleção  • FIFA/Getty Images

 

O atacante Neymar publicou nessa sexta-feira (12) uma mensagem nas redes sociais antes da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Mesmo fora da partida contra o Marrocos, neste sábado (13), o camisa 10 escreveu: “Amanhã é o dia. Prontos para os desafios. Vamos BRASIL”.

Aos 34 anos, Neymar desfalca o Brasil na estreia após ser diagnosticado com uma lesão grau 2 na panturrilha direita às vésperas do Mundial. O atacante também virou dúvida para a segunda rodada da competição, diante do Haiti.

Situação de Neymar

Em entrevista coletiva nessa sexta-feira (12), o técnico Carlo Ancelotti atualizou a situação física de Neymar e afirmou que o atacante trabalha para retornar o mais rápido possível. O treinador também demonstrou expectativa de contar com o jogador já na próxima semana.

“Neymar está trabalhando muito forte para recuperar o mais rápido possível. A expectativa é de que Neymar possa voltar ao grupo na próxima semana. A qualidade técnica dele é indiscutível, mas também a experiência e o exemplo que apresenta ao restante do grupo”, afirmou o treinador.

Fonte: CNN

Governo promete mais 85 mil moradias pelo Minha Casa Minha Vida

© Valter Campanato/Agência Brasil

 

85 mil unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, nas modalidades Rural e Entidades – Urbana, serão construídas nos próximos meses.

O Ministério das Cidades fez o anúncio dos projetos selecionados nesta sexta-feira (12).

Os recursos para a construção dessas unidades virão do Fundo de Desenvolvimento Social e o investimento é de R$ 10 bilhões.

O ministro das Cidades, Vladimir Lima, destacou que entre os beneficiários dessas moradias estão povos indígenas, quilombolas e reassentados da reforma agrária.

“Estamos falando de pessoas que moram em casas feitas de material improvisado, de pau-a-pique, com piso de terra e telhado de palha. A melhoria da qualidade de vida é significativa. A gente traz números aqui: cerca de 562 propostas para público específico, ou seja,  público de comunidades, povos indígenas, quilombolas, ressentados da reforma agrária”.

O presidente Lula destacou melhorias nos projetos de moradia popular, com a inclusão de estruturas que ampliam o conforto e a qualidade de vida dos moradores.

“Vocês sabem que nós fomos eleitos para cumprir o programa e se a gente não tiver cumprido esse programa, vocês têm mais é que dar ‘cacete’ na gente para a gente aprender a cada palavra que gente assumiu compromisso com vocês. Porque é para isso que nós estamos aqui, Então eu queria terminar pedindo para vocês:  seja o fiscal. A bola está com vocês agora. Nós estamos melhorando a cada dia que passa.  Eu já inaugurei casa agora com churrasqueira. Eu já inaugurei casa agora com varanda.”

O Minha Casa Minha Vida Urbano atende famílias com renda bruta de até R$ 3.200 mensais. Cerca de 40% das unidades serão viabilizadas em imóveis da União, disponibilizados pela Secretaria de Patrimônio da União por meio do Programa Imóvel da Gente.

Já o programa na modalidade Rural é destinado a famílias do campo com renda anual de até R$ 50 mil, como agricultores familiares, trabalhadores rurais e comunidades tradicionais. E prevê o custeio pelo governo federal da construção da moradia no próprio terreno da família.


Fonte: Agencia Brasil