Abrafrutas reforça pautas prioritárias da fruticultura brasileira em encontro com o Ministro da Agricultura

Foto. Percio Campos/Mapa

Foto. Percio Campos/Mapa

A abertura de novos mercados internacionais, o fortalecimento da defesa fitossanitária, a ampliação do seguro rural e a modernização dos processos regulatórios estão entre as principais pautas defendidas ontem (27) em reunião com o atual ministro da agricultura, André de Paula, pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) para ampliar a competitividade da fruticultura brasileira no cenário global.

Entre os principais desafios apresentados pela entidade estão a necessidade de agilização nos processos de registro de defensivos químicos e biológicos, o fortalecimento do Programa Nacional de Erradicação da Mosca-da-Carambola (PNEMC), o aumento do efetivo de fiscais nos pontos de egresso e ingresso do país e medidas de apoio ao endividamento do setor produtivo, incluindo a renegociação das dívidas do agro e a criação de um fundo garantidor e do Fundo da Fruticultura.

“A fruticultura brasileira vive um momento estratégico. Temos capacidade produtiva, qualidade e mercado, mas precisamos avançar em políticas estruturantes que garantam mais competitividade, segurança fitossanitária e acesso a novos destinos internacionais”, destacou o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia.

O setor segue em expansão no comércio exterior. Apenas no primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de frutas registraram crescimento de 25% em valor e 13% em volume em comparação com o mesmo período de 2025, alcançando US$ 351,1 milhões e mais de 330 mil toneladas exportadas. Entre os destaques estão mangas, com crescimento de 69% em valor exportado, melancias (+40%), bananas (+32%), abacates (+18%) e maçãs, que registraram crescimento superior a 200% em valor e volume.

Nos últimos anos, o Brasil ampliou a presença das frutas brasileiras no mercado internacional com a abertura de novos mercados para produtos como manga, melão, uva, mamão, avocado, citros e agora recente o caqui. Atualmente, o setor segue trabalhando na expansão das exportações para países estratégicos como Estados Unidos, China, Malásia, Tailândia, Coreia do Sul e Colômbia.

A notícia do acordo provisório Mercosul-União Europeia representou também um avanço estratégico para a fruticultura brasileira, criando novas oportunidades para produtores e exportadores em diversas regiões do país. Com a redução das tarifas, as frutas brasileiras passam a ganhar mais competitividade no mercado europeu, fortalecendo a presença do Brasil no comércio internacional.

Foto. Percio Campos/Mapa

“As oportunidades geradas pelo acordo Mercosul-União Europeia podem representar um marco para a fruticultura brasileira, especialmente para polos exportadores, ampliando competitividade, geração de renda e presença internacional das nossas frutas”, afirmou Promicia.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Fies: convocação para vagas remanescentes termina hoje

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O prazo de convocação dos candidatos participantes da lista de espera para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2026 termina nesta sexta-feira (29).

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do MEC. Prioritariamente, o programa beneficia estudantes que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.

A condição para os pré-selecionados ocuparem as vagas remanescentes é que tenham a possibilidade de atingir a frequência mínima exigida para o semestre letivo referente ao primeiro semestre de 2026.

Isto porque os financiamentos devem ser contratados exclusivamente nestes seis primeiros meses.

A não ocupação das vagas remanescentes do Fies referente ao primeiro semestre de 2026 não será postergada para os semestres posteriores.

Convocação da lista de espera

O Ministério da Educação (MEC) abriu o período de convocação em 15 de maio.

A lista de convocados pode ser consultada diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do MEC. O acesso é com o login da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

O candidato deve acompanhar diariamente o portal, pois, se for convocado, terá um prazo curto para validar suas informações.

Classificação

A classificação segue a ordem decrescente das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com prioridade para candidatos:

sem ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;

sem ensino superior que quitaram financiamentos anteriores;

com ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;

com ensino superior que quitaram financiamentos anteriores.

Próximos passos

Os estudantes de ensino superior pré-selecionados na lista de espera do Fies devem validar as informações declaradas no momento da inscrição.​​

​​Para isso, o estudante deve procurar a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição de ensino superior privada onde foi pré-selecionado.

A documentação exigida para completar pode ser entregue no formato físico ou digital, conforme definido pela faculdade privada.

Validação do banco

Depois dessa etapa, ocorrerá a validação das informações pelo banco (agente financeiro) responsável pelo financiamento, conforme previsto no edital público.

O prazo para essa última validação é de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil, logo após a data da validação da inscrição pela faculdade privada, para a qual o estudante foi selecionado.

Fies Social

O candidato pré-selecionado para uma vaga do Fies Social teve ter renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 810,50, em 2026). Neste caso, o estudante não precisa comprovar a renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA ) da instituição privada.

Mas, se a CPSA identificar alguma discrepância referente às informações prestadas pelo candidato, seja no ato da inscrição ou aquelas cadastradas, poderá exigir a apresentação de documentação complementar para comprovação.

Fies

O Fies realiza anualmente dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Para obter mais informações, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

 

Fonte: Agência Brasil

Lei institui 19 de março Dia Nacional da Artesã e do Artesão

© Wilson Dias/Agência Brasil

O Dia Nacional das Artesãs e Artesãos será comemorado oficialmente em 19 de março. Lei publicada nesta sexta-feira (29) no Diário Oficial da União consolida a data e atualiza normas sobre a atividade no país, com foco na valorização.

Um dos destaques da nova lei é o incentivo à organização e ao fortalecimento de associações de mulheres artesãs. O Poder Público poderá apoiar essas iniciativas, como ações de difusão de saberes tradicionais.

Além disso, União, estados, Distrito Federal e municípios poderão promover medidas para estimular a comercialização de produtos, como campanhas de valorização do trabalho artesanal, ampliação da visibilidade em feiras e exposições.

A lei também cita exemplos de ofícios historicamente exercidos por mulheres, como rendeira, bordadeira, tecelã, ceramista e crocheteira, ao destacar a relevância cultural, social e econômica dessas atividades.

Estatuto 

A legislação atualiza o Estatuto da Artesã e do Artesão. De acordo com a norma, a atividade pode ser exercida de forma individual, associada ou cooperativada, com predominância do trabalho manual, ainda que com uso de ferramentas e equipamentos.

Entre os princípios incorporados ao estatuto estão:

  • valorização da identidade cultural brasileira;
  • promoção da qualificação profissional;
  • integração do artesanato a políticas de desenvolvimento econômico;
  • redução de desigualdades, especialmente de gênero.

Outro ponto previsto é a criação de linhas de crédito específicas para financiar a comercialização da produção artesanal e a aquisição de matéria-prima e equipamentos, com atenção especial às mulheres artesãs.

Formação profissional

A Carteira Nacional da Artesã e do Artesão passa a ter validade de três anos, podendo ser renovada mediante comprovação de contribuições à Previdência Social. Os documentos já emitidos continuam válidos até o fim do prazo original.

A lei também autoriza o poder público a apoiar a construção de sedes de associações, que poderão funcionar como espaços de formação para adolescentes e jovens interessados na atividade artesanal.

Fonte: Agência Brasil

Dólar sobe com PIB e decisão dos EUA sobre PCC e CV no radar

Notas de dólares e de reais em foto de ilustração  • 18/12/2024 REUTERS/Amanda Perobelli

O dólar sustenta leve alta ante o real nos primeiros negócios desta sexta-feira (29), com investidores à espera de mais detalhes sobre as negociações de paz entre EUA e Irã, enquanto no Brasil o mercado digere os dados do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre.

A disputa pela formação da Ptax de fim de mês é outro fator de influência sobre as cotações nesta manhã.

Às 9h45, o dólar à vista subia 0,10%, aos R$ 5,0434 na venda.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.

No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Na quinta-feira (28), o dólar à vista fechou o dia com baixa de 0,56%, aos R$ 5,0331.

*Com informações da Reuters 

Fonte: CNN

Novo Caged: Pernambuco mantém ritmo de crescimento e alcança marca histórica de empregos formais gerados no Estado

Desde janeiro de 2023, Pernambuco acumula 191.840 empregos gerados com carteira assinada, número que supera em 17.855 vagas o total registrado entre 2010 e 2022, representando um avanço de 10,26%. Apenas em abril deste ano, o Estado encerrou o mês com saldo positivo de 3.340 novos postos de trabalho formais. Os dados foram divulgados pelo Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e reforçam a trajetória positiva da geração de empregos em Pernambuco, que já soma 8.648 vagas criadas nos quatro primeiros meses de 2026. 


“Esses números demonstram que o Estado está crescendo e retomando sua capacidade de gerar oportunidades para a nossa gente. Estamos trabalhando para atrair investimentos, fortalecer a economia e garantir que o desenvolvimento chegue a todas as regiões de Pernambuco, criando mais emprego, renda e dignidade para a população”, enfatizou a governadora Raquel Lyra.

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado de abril, o destaque ficou com Serviços, responsável por 6.248 novas vagas. A Construção Civil também apresentou desempenho positivo, com geração de 1.819 empregos e crescimento de 10,91% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando o impacto das obras e investimentos em infraestrutura no Estado.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, ressaltou que o avanço na geração de empregos está ligado ao fortalecimento da economia em diferentes regiões do Estado. “A interiorização dos investimentos na nossa economia tem contribuído para esse cenário de desenvolvimento. Estamos trabalhando para ampliar investimentos, estimular novos negócios e criar mais oportunidades para os pernambucanos”, destacou.

Outro destaque do levantamento foi a geração de empregos entre as mulheres, que responderam pelo saldo positivo do mês com 3.437 vagas formais criadas em abril.

Para o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, os dados refletem o fortalecimento do mercado de trabalho em Pernambuco.  “O resultado acumulado do ano demonstra a resiliência da economia pernambucana e evidencia os efeitos das políticas de atração de investimentos, ampliação da infraestrutura e fortalecimento do ambiente de negócios”, pontuou o titular da pasta.

Os números do Novo Caged demonstram o avanço das políticas de desenvolvimento econômico implementadas pelo Governo de Pernambuco, com estímulo à atividade produtiva, atração de investimentos e ampliação das oportunidades de trabalho para a população.

Brasil precisa se preparar para o El Niño, indica debate — Senado Notícias

Convidados participam da sessão especial.

O Brasil precisa se preparar para enfrentar o El Niño. Há previsões de que o fenômeno — que em geral provoca chuvas intensas na Região Sul e seca acentuada no Norte e no Nordeste — seja muito mais intenso neste ano. O país já possui instrumentos suficientes para prever esses eventos climáticos, mas ainda precisa aperfeiçoar suas políticas de prevenção.

Essas foram algumas das avaliações apresentadas nesta quinta-feira (28) durante sessão temática promovida pelo Senado. O debate, que foi conduzido pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), contou com a participação de parlamentares, especialistas e representantes do governo.

O El Niño é causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que altera a circulação dos ventos e o clima global. Para este ano, há previsões que indicam impactos mais fortes a partir do segundo semestre.

Nova realidade

Durante a sessão, o senador Hermes Klann (PL-SC) citou a estimativa de que o El Niño deve se intensificar nos próximos meses e pode fazer de 2027 o ano mais quente já registrado no planeta — a projeção foi feita por pesquisadores do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo.

Hermes Klann, que participou do debate de forma on-line, ressaltou que o El Niño já é um fenômeno conhecido e que a ocorrência de desastres naturais deixou de ser exceção no Brasil.

— O Brasil não está mais lidando com eventos climáticos isolados; está lidando com uma nova realidade climática. E aqui está o ponto central deste debate: nós já sabemos disso. A pergunta é: o que faremos com essa informação? O problema não é a falta de previsão; o problema é a falta de prevenção [por parte do governo] — alertou ele.

Esperidião Amin destacou que o objetivo do encontro foi justamente coletar informações e discutir ações de prevenção para proteger, por exemplo, a agricultura, o fornecimento de água potável e as pessoas que vivem em áreas de encostas.

— Nosso foco é agir para prevenir e reduzir os possíveis danos do El Niño que se anuncia. Ou seja: o que fazer como prevenção e o que fazer após a possível ocorrência de desastres — explicou.

Ele lembrou que o tema também foi debatido na quarta-feira (27), durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT). Na ocasião, os participantes discutiram como a ciência pode ser utilizada para reduzir vulnerabilidades diante desse fenômeno.

Aquecimento global

O pesquisador Carlos Nobre enfatizou que as previsões futuras trazem muita preocupação porque o fenômeno acontece em um cenário de aumento gradual da temperatura global.

— O ano de 2024 bateu o recorde de 1,55 grau [de aumento da temperatura do planeta]. E esse fator do aquecimento global é que faz todos os fenômenos climáticos, existentes há milhões de anos, serem sempre superados. Quando a temperatura do planeta está mais alta, temos muito mais energia na atmosfera, e isso gera os fenômenos meteorológicos climáticos que batem cada vez mais recordes — explicou.

O pesquisador reiterou que as pesquisas científicas apontam para uma alta probabilidade de o El Niño ocorrer já neste ano.

—  Agora (em maio, junho, julho) já temos 92% de probabilidade de começar um El Niño. Para outubro, novembro e dezembro deste ano, a probabilidade é de 98% de ele vir forte ou muito forte. Então temos de nos preparar muito bem — advertiu.

Riscos

Carlos Nobre acrescentou que centenas de milhares de pessoas, em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, vivem em áreas de risco e em encostas.

Representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Regina Célia dos Santos também reforçou a preocupação com os eventuais impactos sobre os estados do Sul. Ela também alertou para os riscos de aumento das queimadas em áreas como a Amazônia. Regina é diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais desse ministério.

Apesar de reconhecer que várias instituições estão preocupadas com o El Niño, ela garantiu que o governo está monitorando o fenômeno e está se preparando para minimizar os possíveis impactos nas diferentes regiões do país.

— É crucial que nós acompanhemos essa situação rotineiramente. As últimas projeções liberadas pelos centros internacionais apontam um cenário de um El Niño forte, mas ainda não de um El Niño muito forte nem severamente forte. Isso não significa que ele não possa evoluir e resultar em cenários realmente mais preocupantes. Estamos avaliando os possíveis impactos nas diferentes regiões do Brasil e estamos informando, a partir desses estudos, quais as regiões que serão mais ou menos impactadas, ou por chuvas demais ou por chuvas de menos — disse Regina.

Ações efetivas

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) salientou que a preocupação em relação ao seu estado é crescente, especialmente após as enchentes e a tragédia de 2024. Para ele, o foco principal do governo deve estar em práticas efetivas.

— Nossas cidades não foram feitas para enfrentar catástrofes climáticas. Temos de trabalhar, dentro do Congresso Nacional, por uma obrigatoriedade de que novas obras públicas financiadas com recursos federais adotem parâmetros climáticos atualizados, para começar a parar essas catástrofes. Precisamos cobrar. Os gestores públicos têm de compreender que não basta escrever um “planinho bonito” no papel. Eles devem verificar se aquele plano é exequível — defendeu Mourão.

Para Hermes Klann, a discussão sobre o tema também tem de envolver a sociedade civil organizada, entidades do setor produtivo e instituições sociais — inclusive, argumentou ele, porque parte da população parece não conhecer o assunto.

Esperidião Amin informou que as recomendações apresentadas no debate serão aproveitadas na próxima edição da cartilha do Senado sobre o tema — a primeira foi publicada em 2023.

Também participaram da sessão temática desta quinta-feira o coordenador-geral de ciências da terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Antônio Aravéquia, o deputado federal Carlos Chiodini (MDB-SC), o prefeito de Navegantes (SC), Ricardo Muniz Ventura, e o jornalista Fernando Gabeira.

Fonte: Agência Senado

EUA passam a designar CV e PCC como organizações terroristas

Foto: Evan Vucci

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta quinta-feira (28), em comunicado do Departamento de Estado, que vai designar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).Segundo o comunicado, a decisão terá validade a partir do dia 5 de junho e as medidas são adotadas com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade (Immigration and Nationality Act) e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump. As designações como FTO entram em vigor após publicação no Federal Register.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ressaltou no comunicado que o CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil.

“Juntas, elas comandam milhares de membros e têm orquestrado ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e também o nosso país”, disse Rubio.

O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.

Risco

Na avaliação de especialistas, esta designação representa um potencial risco à soberania brasileira e pode prejudicar até mesmo esforços de cooperação investigativa entre os países, já que alteraria o nível de sigilo das informações compartilhadas entre os órgãos de segurança dos dois países, centralizando-as na CIA [Central de Inteligência dos EUA] ou em órgãos militares

Esta mudança poderia, segundo esses especialistas, atrapalhar investigações conjuntas em curso e inviabilizar futuras cooperações.

“Narcoterrorismo”

Neste novo mandato, o governo de Donald Trump vem reorientando a política externa de Washington em relação à América Latina, direcionando sua máquina de guerra para a região sob a justificativa de combater o que chama de “narcoterrorismo”.

Ao longo dos últimos meses, forças mlitares dos EUA bombardearam diretamente diversas embarcações no Caribe, fora da jurisdição norte-americana, sob alegação de combate ao terrorismo.

A própria invasão do território veneuelano, no início do ano, que resultou na deposição e captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Glores, também foi justificada com base no combate ao narcoterrorismo.

O alcance de ações semelhantes em território brasileiro, com base nesta nova designação, apesar de incerto, torna-se um risco real.

No início deste mês, em visita aos EUA , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com Donald Trump, na Casa Branca, a adoção de frentes de trabalho entre os dois governos para asfixiar financeiramente as organizações criminosas transnacionais que atuam no Brasil e nos EUA. Na ocasião, segundo Lula, eles não trataram especificamente sobre facções criminosas que atuam no Brasil, como CV e PCC.

O anúncio de Rubio também coincide com um encontro entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ocorrido nesta quarta-feira (28), em Washington. Um dia antes, o senador havia se reunido com Trump na Casa Branca, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Agência Brasil

Justiça anula dívida milionária do Banco do Nordeste e libera terras de agricultores em Petrolina

Agricultores familiares do Projeto de Irrigação de Bebedouro, em Petrolina, no Sertão pernambucano, irão se reunir no próximo dia 2 de junho, às 11h, no distrito de Bebedouro, para uma assembleia que marcará oficialmente a comunicação do êxito judicial obtido contra o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). A decisão definitiva do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) anulou uma dívida de aproximadamente R$ 12,5 milhões que atingia a Cooperativa Agrícola Mista do Projeto de Irrigação do Bebedouro (CAMPIB) e dezenas de produtores rurais da região. A atuação jurídica no caso foi conduzida pelos advogados Barros, Carvalho e Mororó Advocacia.

Durante a assembleia, os cooperativados também receberão orientações sobre os efeitos jurídicos da sentença, que já transitou em julgado no âmbito estadual e reconheceu irregularidades graves nas escrituras públicas utilizadas para fundamentar a cobrança judicial.

Segundo a decisão da 2ª Câmara Cível do TJPE, os documentos foram assinados em 2007 por uma pessoa que não possuía poderes legais para representar a cooperativa havia mais de oito anos. A irregularidade foi comprovada por certidão da Junta Comercial de Pernambuco (JUCEPE).

O Tribunal também entendeu que a assembleia dos cooperados jamais autorizou a criação de uma dívida coletiva milionária em nome da cooperativa. Conforme o processo, os produtores haviam deliberado apenas sobre renegociações individuais de débitos, e não sobre a assunção conjunta da dívida.

Além disso, imóveis da cooperativa, como sede, depósitos, supermercado e fazendas da região, chegaram a ser vinculados à cobrança sem autorização formal da assembleia geral, exigida pelo estatuto da entidade.

Na prática, a dívida produzia impactos severos sobre a vida dos agricultores familiares da região irrigada do Vale do São Francisco. Muitos produtores estavam impedidos de acessar crédito rural, contratar financiamentos, participar de programas de incentivo agrícola e até regularizar a situação patrimonial das propriedades.

A restrição também afetava famílias de produtores falecidos. Em vários casos, herdeiros não conseguiam concluir inventários ou transferir as terras por conta da existência da dívida vinculada às propriedades.

O sócio responsável pela condução do processo, o advogado Gustavo Carvalho, destaca que a decisão representa mais do que uma vitória jurídica, mas a retomada da capacidade produtiva de dezenas de famílias sertanejas.

“Os produtores rurais dependem diretamente do crédito agrícola e de programas de fomento para manter a atividade funcionando. Essa dívida criava uma trava enorme sobre a vida dessas famílias. Muitos agricultores não conseguiam financiar a produção, acessar incentivos públicos ou renegociar créditos porque já existia essa restrição vinculada às propriedades”, afirmou.

O advogado Rodolfo Mororó, que também atuou na condução do caso, ressalta que os impactos atingiam inclusive sucessões familiares e impediam a regularização patrimonial de diversos produtores da região.

“Havia famílias que não conseguiam sequer abrir ou concluir inventários porque a dívida recaía sobre as propriedades. Em muitos casos, herdeiros ficavam impedidos de transferir terras ou regularizar patrimônios deixados por produtores já falecidos. A decisão do Tribunal restabelece segurança jurídica e encerra uma situação que comprometia diretamente o desenvolvimento econômico dessas famílias”, destacou.

A expectativa dos cooperativados é que, com o encerramento definitivo da disputa judicial, os agricultores consigam retomar investimentos, regularizar propriedades e recuperar o acesso a políticas públicas essenciais para o desenvolvimento da atividade agrícola na região de Petrolina.

Conta de energia alta no agro? Produtores de frutas podem reduzir custos em até 30% com o Mercado Livre de Energia

O Brasil vem fortalecendo sua posição como um dos maiores exportadores de frutas do mundo. Segundo a Abrafrutas, o setor movimentou mais de US$ 1,45 bilhão em exportações em 2025, com volume superior a 1,28 milhão de toneladas embarcadas, crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Entre os principais destaques estão mangas, melões, uvas, limões e mamões.

Mas, junto ao avanço das exportações, cresce também um dos principais desafios do setor: o custo da energia elétrica. A energia está presente em praticamente toda a operação agrícola, desde irrigação e packing houses até armazenamento refrigerado e logística.

Dados do Ministério da Agricultura mostram que os custos de energia na irrigação já ultrapassam R$ 2,1 bilhões por ano no Brasil. Em algumas culturas, os gastos energéticos podem representar até 30% do custo de produção.

O que é o Mercado Livre de Energia?

O Mercado Livre de Energia permite que empresas escolham de quem comprar energia elétrica, negociando preços, prazos e condições contratuais diretamente com fornecedores. Diferente do modelo tradicional, o ambiente livre oferece mais previsibilidade financeira e potencial de redução de custos.

Na prática, a energia continua sendo distribuída pela concessionária local. O que muda é a liberdade para contratar condições mais competitivas.

Quem pode aderir?

Desde 2024, empresas conectadas em média e alta tensão podem migrar para o Mercado Livre de Energia. Isso inclui propriedades rurais, packing houses, agroindústrias e centros de distribuição.

Em geral, empresas elegíveis possuem contas de energia a partir de aproximadamente R$ 7 mil por mês.

Quais são as vantagens?

Além da possibilidade de economia, com potencial de até 30% de redução na conta de energia, o modelo oferece previsibilidade financeira, proteção contra oscilações tarifárias e acesso a fontes renováveis de energia, garantindo também um selo de energia limpa, diferencial cada vez mais valorizado pelo mercado internacional e por grandes compradores globais.

Como aderir? Conheça a solução da Opensolo Capital

Em parceria com o BTG Pactual, a OpenSolo Capital oferece soluções estruturadas para empresas do agro que desejam migrar para o Mercado Livre de Energia com segurança e suporte especializado. O modelo inclui análise personalizada do consumo, suporte técnico e formatos como desconto garantido e preço fixo.

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Fonte: CNN

São João do Ismep arrecada quase 60 mil reais para Hospital do Câncer do Sertão do Araripe

A coordenação do 3º São João do Ismep divulgou nesta quinta-feira(28), os valores arrecadados na festa solidária que aconteceu no último dia 08 de maio em Petrolina. Foram R$ 58 mil em recursos, que serão usados para a construção da sala de tomografia do Hospital do Câncer do Sertão do Araripe (HCSA), em Araripina.

“ Esse hospital é importante porque vai encurtar distâncias, vai humanizar o atendimento e vai atender toda uma macro região. E nosso evento foi muito significativo nesse contexto, e a nova sala de tomografia do hospital só será construída por causa dessa corrente solidária,” frisou a coordenadora do São João do Ismep, Ingride Lima.

O forró de casa cheia foi realizado a muitas mãos parceiras, a começar pela Casa de Shows Zé Matuto, os artistas Keu Dantas, Adãozinho de Rajada e Katin, Sérgio do Forró, Elisson Castro, e Breno Landim

“Tudo foi feito com dedicação e amor pelo do público geral, os patrocinadores, a imprensa, que foi importante para a divulgação do evento, aos colaboradores do Ismep,  a nossa gratidão, aos músicos, aos nossos artistas ao espaço Zé Matuto, em nome de Vanessa e Elisson. Foi um resultado bem significativo e alcançamos nosso objetivo. Eu deixo aqui o nosso registro de gratidão e os convido para a próxima edição, para a quarta edição do Forró do Ismep em 2027,” completou Ingride.

ÁUDIO: coordenadora do São João do Ismep, Ingride Lima.

Assessoria de Comunicação do Ismep