Pernambuco supera a marca de 7,225 milhões de eleitores aptos a votar nas Eleições

Pernambuco contará com 7.225.744 eleitoras e eleitores aptos a participar das Eleições Gerais de 2026. Os dados fazem parte das estatísticas oficiais divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que apresentou um panorama atualizado do eleitorado brasileiro e de cada unidade da federação, divulgados nesta segunda-feira (20).  Nos dados nacionais, o país conta com 158 milhões de eleitores e eleitoras aptos a votar.

O Estado ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 7,2 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar, consolidando-se como 7º maior colégio eleitoral do país e o 2º do Nordeste. Em relação às últimas eleições, de 2024, o eleitorado pernambucano registrou crescimento de 72.873 pessoas, o que corresponde a 1,02% de aumento.

Do eleitorado apto, 6.499.140 têm a biometria cadastrada (89,94%), enquanto 726,604 (10,06%) não registraram seus dados biométricos junto à Justiça Eleitoral. Mesmo sem biometria coletada, os eleitores poderão votar normalmente.

As mulheres seguem como maioria entre as pessoas aptas a votar em Pernambuco. O levantamento também reúne informações sobre faixa etária, escolaridade, pessoas com deficiência, utilização de nome social e distribuição do eleitorado entre os municípios pernambucanos.

Destaques do eleitorado pernambucano

  • 7.225.744 eleitoras e eleitores aptos a votar;

  • 53,64% do eleitorado é feminino;

  • A faixa etária de 40 a 44 anos é a mais numerosa (10,05% do total);

  • O ensino médio completo é o nível de escolaridade predominante (27,38%);

  • 79.648 pessoas com deficiência estão registradas no Cadastro Eleitoral;

  • 1.525 eleitoras e eleitores utilizam nome social;

  • Recife permanece como o maior colégio eleitoral do Estado, com 1.228.592 eleitoras e eleitores.

Mulheres são maioria

Do total de eleitoras e eleitores aptos a votar em Pernambuco, 3.876.071 (53,64%) são mulheres e 3.349.351 (46,35%) são homens. As mulheres representam a maioria do eleitorado do Estado, com uma diferença de 526.720 eleitoras em relação aos homens.

Gênero

Quantidade

Percentual

Feminino

3.876.071

53,64%

Masculino

3.349.351

46,35%

Faixa etária e escolaridade

A faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos, com 726.026 eleitoras e eleitores, o equivalente a 10,05% do eleitorado pernambucano.

Entre os jovens de 16 e 17 anos, que têm voto facultativo, Pernambuco registra 96.037 eleitoras e eleitores (1,33%). Já entre as pessoas com 70 anos ou mais, também com voto facultativo, são 723.272 eleitores (10,01%).

 

Faixa etária

Quantidade

Percentual

16 anos

36.311

0,50%

17 anos

59.726

0,83%

18 a 20 anos

327.967

4,54%

21 a 24 anos

525.979

7,28%

25 a 34 anos

1.417.259

19,61%

35 a 44 anos

1.432.798

19,83%

45 a 59 anos

1.846.343

25,55%

60 a 69 anos

855.960

11,85%

70 a 79 anos

494.716

6,85%

80 anos ou mais

228.556

3,16%

O nível de escolaridade predominante no Estado é o de ensino médio completo, que reúne 1.978.608 eleitoras e eleitores, o equivalente a 27,38% do total.

Entre as pessoas aptas a votar em Pernambuco, 432.693 se declararam analfabetas, correspondendo a 5,99% do eleitorado.

Escolaridade

Quantidade

Percentual

Analfabeto

432.693

5,99%

Lê e escreve

664.126

9,19%

Ensino fundamental incompleto

1.622.083

22,45%

Ensino fundamental completo

332.362

4,60%

Ensino médio incompleto

1.247.876

17,27%

Ensino médio completo

1.978.608

27,38%

Superior incompleto

344.427

4,77%

Superior completo

603.235

8,35%

Voto facultativo

No Brasil, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e eleitoras e eleitores analfabetos. Em Pernambuco, os dois grupos definidos por idade somam 819.309 pessoas, o equivalente a 11,34% do eleitorado. Além disso, 432.693 eleitoras e eleitores (5,99%) declararam ser analfabetos no Cadastro Eleitoral.

Pessoa com Deficiência e Nome Social

Em Pernambuco, 79.648  eleitoras e eleitores se autodeclararam pessoas com deficiência no Cadastro Eleitoral. Além disso, 1.525 pessoas utilizam nome social nos registros da Justiça Eleitoral.

Recife mantém o maior colégio eleitoral do Estado

Os dez maiores colégios eleitorais de Pernambuco são:

Município

Eleitorado

Recife

1.228.592

Jaboatão dos Guararapes

498.144

Olinda

301.743

Caruaru

254.214

Petrolina

248.185

Paulista

237.124

Cabo de Santo Agostinho

171.646

Camaragibe

127.003

Vitória de Santo Antão

103.929

Garanhuns

99.626

 

Eleitorado cresce quase 3% desde 2022

Eleição

Eleitorado

Crescimento

2022

7.018.098

—

2024

7.152.871

+1,92%

2026

7.225.744

+1,02%

A evolução do cadastro eleitoral demonstra crescimento contínuo do eleitorado pernambucano. Entre as Eleições Gerais de 2022 e as Eleições 2026, Pernambuco passou de 7.018.098 para 7.225.744 eleitoras e eleitores aptos a votar. No período, o Estado ganhou 207.646 novos eleitores, o que representa um crescimento acumulado de 2,96% nesses quatro anos.

Além de revelar o perfil do eleitorado pernambucano, as estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral subsidiam o planejamento das Eleições 2026 e permitem acompanhar a evolução do Cadastro Eleitoral.

Consulte os dados completos

As estatísticas completas do eleitorado brasileiro e de Pernambuco podem ser consultadas no Painel de Estatísticas do Eleitorado, disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral. A ferramenta permite realizar pesquisas por estado, município, gênero, faixa etária, escolaridade, biometria, pessoas com deficiência, nome social e diversos outros filtros, oferecendo um panorama detalhado do perfil do eleitorado brasileiro.

Setor de serviços fica estável em junho e sobe 2% no 1º semestre

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O setor de serviços terminou o primeiro semestre de 2026 com expansão de 2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em junho, o comportamento foi de estabilidade, ou seja, sem variação na comparação com maio.

Na comparação com junho de 2025 houve crescimento de 2%. No acumulado de 12 meses, o setor avança 2,6%. O segundo trimestre de 2026 teve desempenho positivo de 0,4% na comparação com o primeiro trimestre.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor de serviços é um termômetro da economia, pois reúne atividades grandes geradoras de emprego, como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI).

Com o desempenho de junho, os serviços figuram 19,9% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 0,3% abaixo do maior patamar já registrado, alcançado em outubro de 2025.

Na comparação entre meses imediatamente seguidos, apenas dois meses apresentaram crescimento em 2026:

Janeiro: 0,0%

Fevereiro: 0,1%

Março: -1,0%

Abril: 1,2%

Maio: -0,2%

Junho: 0,0%

De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, o setor opera muito próximo do seu ponto mais alto, mas de uma forma acomodada.

“Não há indícios de escalada, tampouco trajetória descendente”, avalia.

Apesar de serem classificados como atividade de serviços, os bancos não são incluídos na pesquisa do IBGE.

Influências no semestre

Na comparação do primeiro semestre de 2026 com o mesmo período do ano passado, três das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram alta:

Serviços prestados às famílias: 2,0%

Serviços de informação e comunicação: 6,8%

Serviços profissionais, administrativos e complementares: 2,4%

Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1,2%

Outros serviços: 0,0%

Na mesma base de comparação, 47,6% dos 166 tipos de serviços investigados tiveram desempenho positivo.

Para Rodrigo Lobo, os dados do semestre revelam que o setor apresenta “taxa de crescimento menos intensa” que nos semestres anteriores. Nos primeiros seis meses de 2025, por exemplo, a expansão acumulada do ano estava em 2,7%.

Índice de atividades turísticas

A Pesquisa Mensal de Serviços traz ainda o índice de atividades turísticas (Iatur), que recuou 3,4% em junho, na comparação com o mês anterior. No acumulado do ano, há redução de 0,9%. Em 12 meses, as atividades apresentam alta de 1%.

Esses resultados deixam as atividades de turismo 6,6% acima do patamar pré-pandemia e 6,2% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024.

O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens, bufê e transporte aéreo de passageiros.

São divulgadas informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

 

Fonte: Agência Brasil

CESVASF realiza Semana de Formação para professores antes do início do semestre 2026.2

O Centro de Ensino Superior do Vale do São Francisco (CESVASF) realiza, nos dias 12, 13 e 14 de agosto, a Semana de Formação CESVASF 2026.2. A programação será realizada de forma remota e é voltada aos professores da instituição.

O encontro tem como objetivo fortalecer as práticas pedagógicas, alinhar as diretrizes institucionais e preparar a equipe docente para o novo semestre.

Durante os três dias, os professores participarão de uma programação voltada à formação, integração e planejamento para o período letivo 2026.2.

Senado amplia lista de produtos em estoque público para alimentação animal

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Senado aprovou, em regime de urgência, o Projeto de Lei (PL) 3.289/2026, que altera as regras do Programa de Venda em Balcão (ProVB) para incluir mais produtos destinados à alimentação animal. O texto modifica ainda a Lei 8.171, de 1991, para estabelecer a realização de leilões públicos destinados à formação de estoques de produtos agrícolas. A proposta, apresentada pelo ex-deputado e hoje senador Beto Faro (PT-PA), segue para sanção presidencial.

Com a aprovação, amplia-se a lista de produtos que a Conab poderá adquirir para o ProVB, instituído pela Lei 14.293, de 2022, para promover o acesso do pequeno criador de animais ao estoque público de milho. Além de milho, agora poderão compor os estoques sorgo, caroço de algodão, farelo de soja, farelo de milho e outros produtos usados na alimentação animal.

O texto facilita o acesso de pequenos criadores aos estoques públicos administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para alimentação dos rebanhos. Poderão participar do programa pequenos criadores com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo, e aqueles sem o cadastro que atendam aos limites de renda do Pronaf e explorem imóvel rural de até 10 módulos fiscais (unidade de medida agrária que varia de município para município). A proposta inclui ainda cooperativas agropecuárias e associações de agricultores familiares com CAF ativo entre os beneficiários.

Para a senadora Teresa Leitão (PT-PE), relatora do projeto, a ampliação dos insumos contemplados pelo ProVB e a inclusão de cooperativas e associações de agricultores familiares entre os beneficiários podem reduzir custos, melhorar o manejo dos pequenos criadores e fortalecer a agricultura familiar, especialmente diante da oscilação dos custos de produção.

— A medida proporciona redução de custos pela ação coletiva e representa uma relevante garantia de viabilidade para os empreendimentos da agricultura familiar — afirmou Teresa Leitão.

A iniciativa também autoriza a Conab a comprar de produtores rurais e cooperativas, por meio de leilões públicos, produtos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) por até 25% acima do preço mínimo. A estatal poderá ainda vender diretamente estoques públicos para ações de abastecimento e segurança alimentar, inclusive a pequenas empresas, associações e cooperativas.

Teresa Leitão destaca que o projeto fortalece a capacidade do governo de recompor os estoques públicos de alimentos, que foram reduzidos significativamente nos últimos anos. Segundo dados da Conab citados no relatório, produtos básicos como feijão, arroz, açúcar e milho chegaram a apresentar estoques zerados ou muito baixos.

Regras do programa

O limite mensal de compra permanece em 27 toneladas para pequenos criadores e será de até 80 toneladas para cooperativas e associações. O texto também elimina o teto atual de 200 mil toneladas anuais para as compras do programa. O volume será definido anualmente pelo Poder Executivo, conforme a disponibilidade orçamentária e financeira.

Competências relacionadas ao ProVB passarão a ser exercidas conjuntamente pelos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, da Agricultura e Pecuária e da Fazenda.

Fonte: Agência Senado

Câmara Setorial de Apicultura de Pernambuco reconduz diretoria e define novas frentes de atuação

Pernambuco produziu 1,6 mil toneladas de mel em 2024 e ocupa a 10ª posição entre os estados brasileiros em produção, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É no fortalecimento deste setor que atua a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Apicultura de Pernambuco, que reúne representantes do setor produtivo, instituições públicas, entidades e academia. Nesta terça-feira (11/08), durante a 13ª Reunião Ordinária, Antonio Ferreira Coelho Muniz Junior (Associação dos Apicultores e Meliponicultores do Cabo de Santo Agostinho – AAMC) foi reconduzido à presidência e Adgerlan Codácio da Silva (Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA) à vice-presidência, respectivamente. A reunião aconteceu na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), no Recife.

Instalada em dezembro de 2021, a Câmara Setorial da Apicultura reúne cerca de 90 instituições e 34 participantes por reunião, incluindo representantes da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão), entre outros. Entre os quatro eixos prioritários estão compras governamentais; fortalecimento institucional e valorização dos produtos da apicultura; inovação e desenvolvimento setorial; e regulação sanitária e ambiental.

“Nossa prioridade é contribuir para o desenvolvimento de toda a cadeia da apicultura e da meliponicultura. Um dos pontos mais importantes é a construção coletiva de um diagnóstico do setor, com a participação das instituições parceiras da Câmara. A ideia é consolidar esse trabalho em 2027 e ter uma base que possa orientar ações nos próximos anos, fortalecendo produtores e associações em Pernambuco”, destacou Antonio Ferreira Coelho Muniz Junior, presidente da Câmara Setorial.

Para o vice-presidente da Câmara e extensionista rural do IPA, Adgerlan Codácio da Silva, a participação do instituto contribui para aproximar o colegiado da realidade vivenciada pelos produtores. “A participação do IPA na Câmara é importante pela nossa capilaridade em Pernambuco e pela atuação dos extensionistas diretamente junto aos apicultores e meliponicultores”, destacou.

A diretora-presidente da Adepe, Roberta Andrade, reforça a importância da iniciativa: “A Câmara Setorial é um espaço importante para aproximar quem produz, quem pesquisa e quem atua na formulação e execução das políticas públicas. A continuidade desse trabalho permite que os desafios da apicultura sejam discutidos de forma conjunta e que as demandas do setor possam avançar em ações concretas”, comentou.

Grupos de trabalho – A reunião também discutiu a redefinição dos Grupos de Estudos e Desenvolvimento Setorial (GEDS), que atuam em quatro frentes: compras governamentais; fortalecimento institucional e valorização dos produtos; inovação e desenvolvimento setorial; e regulação sanitária e ambiental. Entre as prioridades estão ações de capacitação, comercialização, fortalecimento das associações, certificação, adequação para exportação e desenvolvimento tecnológico.

Desde sua criação, a Câmara também acumula ações como a realização do I Encontro de Bioeconomia do Mel de Pernambuco, capacitações em manejo e processamento de cera apícola, apicultura básica e produção de cosméticos artesanais com produtos das abelhas. O colegiado também articulou contratos de comercialização de mel com municípios, ações para produção de cera e parcerias com instituições como Banco do Nordeste (BNB), Sebrae, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Cia. de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Entre as próximas prioridades discutidas estão o fortalecimento da Federação dos Apicultores e Meliponicultores de Pernambuco (FEAMPE) e das associações, a realização de encontros estaduais e reuniões nas diferentes regiões produtoras, além da discussão sobre a criação de leis estaduais específicas para a apicultura e a meliponicultura. Também estão previstas ações relacionadas à inclusão de Pernambuco na Rota do Mel.

Balanço – Em 2026, a agenda das Câmaras Setoriais mantidas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC), com secretariado da Adepe, também vem sendo ampliada. Com a reunião desta terça-feira, foram realizados nove encontros de diferentes Câmaras Setoriais ao longo do ano. A programação prevê ainda outros três encontros até o fim de agosto, chegando a 12 reuniões realizadas no período.

Câmaras Setoriais – Secretariada pela Adepe, a iniciativa conta atualmente com 14 Câmaras Setoriais ativas: Apicultura; Aquicultura e Pesca; Audiovisual; Avicultura; Energia; Gesso; Leite e Derivados; Logística; Movelaria; Ovinocaprinocultura; Sucroalcooleiro; Têxtil e Confecções; Turismo; e Café. As reuniões periódicas promovem o diálogo entre governo, setor produtivo e instituições parceiras, contribuindo para a identificação de demandas e a construção de ações para diferentes cadeias produtivas de Pernambuco.

Raquel Lyra vistoria obras de R$ 28 milhões no Recife

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), vistoriou, nesta terça-feira (11), duas importantes obras em execução, que somam mais de R$ 28 milhões em investimentos, reforçando a capacidade de entregas. Na área da educação, a gestora visitou a construção da Creche Frei Caneca, na Avenida Cruz Cabugá, na antiga sede da Vice-Governadoria, que estava abandonado há mais de uma década. Na segurança, acompanhou o andamento da reestruturação das instalações do 16º Batalhão da Polícia Militar e da Defesa Civil de Pernambuco, no bairro de São José.

“Essa creche fornecerá o suporte necessário para que mães e pais possam ter a tranquilidade de trabalhar e saber que seus filhos estão em boas mãos. É assim que colocamos a educação como prioridade em Pernambuco. Já as obras de requalificação do 16º Batalhão da Polícia Militar e da sede da Defesa Civil de Pernambuco,  seguem avançando para dar melhores condições de trabalho aos profissionais que fazem o nosso Estado ter os índices de criminalidade mais baixos dos últimos tempos. Nosso compromisso é com o povo e por onde a gente passa, temos obras do nosso governo transformando vidas”, destacou Raquel Lyra.

Localizada na Avenida Cruz Cabugá, a Creche Frei Caneca conta com investimento de R$ 13,2 milhões. A governadora Raquel Lyra acompanhou de perto a execução das obras, que vão garantir uma estrutura com berçários, salas de aula, biblioteca, brinquedoteca e áreas de recreação pedagógica. O espaço será adaptado para atender crianças de até cinco anos e 11 meses, com previsão de entrega para janeiro de 2027.

Logo em seguida, a gestora vistoriou as obras de requalificação do 16º Batalhão da Polícia Militar e da Defesa Civil de Pernambuco, que serão instalados no Complexo São José, no prédio da antiga Rodoviária do Recife. A intervenção conta com investimento de R$ 14,9 milhões. A conclusão da obra também está prevista para janeiro de 2027.

Maior nota da história da educação municipal de Petrolina é registrada em escola do interior

Em Atalho, na zona rural de Petrolina, a Escola Municipal Olavo Bilac acaba de escrever um novo capítulo na educação pública do município. Com nota 8,0 no IDEB 2025, a unidade alcançou a maior pontuação já registrada por uma escola da rede municipal, evidenciando a força do trabalho desenvolvido também nas escolas do interior.
 
À frente da Olavo Bilac há 10 anos, o gestor Francisco das Chagas destaca que o resultado é fruto de um trabalho coletivo envolvendo profissionais, estudantes, famílias e poder público. “É um resultado coletivo. Começa com os investimentos da Prefeitura e da Secretaria de Educação, passando pelo trabalho realizado dentro da escola, a participação das famílias e uma equipe muito dedicada. Todos acabam contribuindo para esse resultado”, destaca.
 
A evolução da escola mostra a dimensão da conquista. Em 2017, a Olavo Bilac registrava 5,2 no IDEB. O índice passou para 5,5 em 2019, chegou a 6,6 em 2023 e agora alcança 8,0. Para Francisco, o resultado tem um significado especial por acontecer em uma comunidade rural. “É uma escola pequena, onde todo mundo se conhece e se ajuda. Temos muita parceria entre os profissionais, as famílias e os alunos. Essa nota é a premiação de todo o esforço que fazemos no dia a dia”, afirma.
 
O desempenho da Olavo Bilac também se soma aos resultados de Petrolina no IDEB 2025. Nos anos iniciais, o município manteve a liderança entre as cidades pernambucanas com mais de 100 mil habitantes, com 6,2, acima das médias de Pernambuco (5,8) e do Brasil (6,1).
 
Nos anos finais, Petrolina ficou em segundo lugar entre os municípios pernambucanos desse porte, com 5,2, também acima das médias estadual (4,9) e nacional (5,0).

A violência pode não ser física: reconhecer os sinais também é uma forma de proteção

Nem toda violência contra a mulher deixa marcas visíveis. Muitas vezes, ela aparece em comportamentos confundidos com ciúme, cuidado ou preocupação, como o controle sobre roupas, amizades, dinheiro e rotina, além de humilhações, ameaças, chantagens e relações sexuais sem consentimento. Durante o Agosto Lilás, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, chama atenção para esses sinais e para a importância de reconhecê-los. A Lei Maria da Penha prevê diferentes formas de violência contra a mulher: física, psicológica, sexual, patrimonial, moral e vicária.

A violência física atinge a integridade ou a saúde corporal da mulher. Já a violência psicológica pode envolver ameaças, humilhações, constrangimentos, chantagens, isolamento, vigilância constante, perseguição e comportamentos que diminuem a autoestima ou buscam controlar as ações e decisões da mulher. A violência patrimonial inclui situações como retenção ou destruição de documentos, objetos pessoais e instrumentos de trabalho, além do controle ou da subtração de recursos financeiros.

Na violência sexual, o consentimento é fundamental. Constranger a mulher a participar ou presenciar uma relação ou prática sexual não desejada, impedir o uso de métodos contraceptivos ou forçar uma gravidez estão entre as situações previstas na legislação. Já a violência moral envolve condutas que atingem a honra da mulher, como calúnia, difamação e injúria. A violência vicária, incluída na Lei Maria da Penha mais recentemente, ocorre quando uma forma de violência é praticada contra pessoas da família, dependentes ou da rede de apoio da mulher com o objetivo de atingi-la.

Reconhecer essas formas de violência é importante porque algumas situações podem acontecer de maneira gradual e acabam sendo naturalizadas dentro da relação. Em Petrolina, a Secretaria Executiva da Mulher atua no acolhimento, orientação e encaminhamento das mulheres em situação de violência, em articulação com os demais serviços da rede de proteção. Buscar informação e atendimento pode ser um primeiro passo para compreender a situação e encontrar apoio. A mulher não precisa enfrentar a violência sozinha.

Onde buscar ajuda: Patrulha da Mulher – 153; Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) – (87) 3866-6625; Secretaria Executiva da Mulher/Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) – (87) 99165-1803; Central de Atendimento à Mulher – 180; Polícia Militar – 190.

 Texto: Elaine Barbosa

Inflação recua para 0,07% em julho e volta para meta do governo

© REUTERS/Sergio Moraes/Proibida reprodução

Os alimentos ficaram mais baratos no mês de julho e ajudaram a inflação oficial a perder força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%. O resultado faz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo.

O IPCA de julho veio em linha com a estimativa do mercado financeiro. O boletim Focus desta segunda-feira (10), sondagem do Banco Central (BC) com instituições econômicas, projetava que a inflação de julho ficaria em 0,07%. Para o fim de 2026, o mercado espera IPCA em 5,02%. 

Veja o resultado da inflação oficial em 2026:

Janeiro: 0,33%

Fevereiro: 0,70%

Março: 0,88%

Abril: 0,67%

Maio: 0,58%

Junho: 0,16%

Julho: 0,07%

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dentro da meta

O comportamento dos preços fez com que o acumulado de 12 meses (4,44%) entrasse novamente na meta do governo: de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. 

Em abril, o acumulado estava em 4,39%, mas o índice extrapolou o limite máximo em maio (4,72%) e junho (4,64%).

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas ao alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

Julho

O resultado de julho foi o menor desde agosto de 2025, quando o IPCA marcou 0,11%. Levando em consideração apenas os meses de julho, o desempenho do mês passado é o menor desde 2022 (-0,68%).

O índice de difusão em julho, que mostra o quanto a inflação está espalhada no mês, foi de 50%, ou seja, metade dos 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram aumento de preço. 

Confira como foi o comportamento dos preços e o impacto em ponto percentual (p.p.) nos nove grupos pesquisados pelo IBGE:

Alimentação e bebidas: -0,67% (-0,14 p.p.)

Habitação: 0,99% (0,15 p.p.)

Artigos de residência: 0,07% (0 p.p.)

Vestuário: -0,66% (-0,03 p.p.)

Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: 0,40% (0,06 p.p.)

Despesas pessoais: 0,22% (0,02 p.p.)

Educação: -0,03% (0 p.p.)

Comunicação: 0,04% (0 p.p.)

Alimentos

Pelo segundo mês consecutivo, o grupo alimentação e bebidas, o de maior peso na cesta de compras das famílias brasileiras, apresentou deflação, ou seja, inflação negativa. Em junho, o recuo foi de 0,24%.

A alimentação especificamente no domicílio ficou 1,14% mais barata em julho, puxada pela queda do subgrupo tubérculos, raízes e legumes (-16,15%).

Veja os subitens alimentícios que mais puxaram a inflação para baixo no mês passado:

Tomate: -29,09% (-0,10 p.p.)

Batata-inglesa: -19,59% (-0,06 p.p.)

Cenoura: -14,41% (-0,01 p.p.)

Café moído: -2,45% (-0,01 p.p.)

Em relação ao café, o IBGE destaca que a queda em 12 meses (-17,2%) é a maior desde o início do plano Real, em 1994.

O analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, explica que os alimentos mais baratos são reflexo de maior oferta de produtos, beneficiada por questões climáticas. “O clima ficou mais favorável”, afirma.

Eletricidade

A energia elétrica ficou 3,09% mais cara, exercendo principal impacto individual de alta no mês (0,13 p.p.). De acordo com o IBGE, a explicação está em reajustes em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Como o IPCA é um índice nacional, comportamentos específicos em regiões pesquisadas são refletidos na média final do índice.

Fernando Gonçalves lembra que a conta de luz deve apresentar um refresco no bolso em agosto, uma vez que consumidores receberão o desconto na fatura de energia conhecido como Bônus Itaipu, já aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Transportes

Dentro do grupo transportes, as passagens aéreas se destacaram como maior aumento (11,67%). Já os combustíveis ficaram 1,44% mais baratos, com recuo do etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).

O índice

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 

 

Fonte: Agência Brasil

Humberto Costa recebe apoio de Fernando Dueire e mais de 40 prefeitos

Em um evento carregado de simbolismo e demonstração de força política, o senador Humberto Costa (PT) recebeu o apoio formal do senador Fernando Dueire (MDB) e de mais de 40 prefeitos pernambucanos. O ato foi realizado no Debate, escritório político fundado pelo ex-senador Jarbas Vasconcelos, espaço descrito como sagrado e repleto de história.

A união foi celebrada por Humberto Costa como a incorporação de um importante grupo político à sua candidatura à reeleição no Senado, ampliando sua responsabilidade e seu alcance no estado. “Dueire não faltou ao governo do presidente Lula. Em alguns dos momentos mais desafiadores, quando muitos hesitaram, ele estava lá, firme. O apoio dele e desse conjunto me engrandece e me honra”, afirmou o senador.

Dueire relembrou a parceria iniciada em 2018, quando Humberto e o ex-senador Jarbas Vasconcelos (MDB) concorreram a uma vaga no Senado, e que se fortaleceu anos depois, quando ele, então suplente, assumiu a cadeira de senador no lugar de Jarbas. O parlamentar defendeu a aliança com Humberto e o propósito de fortalecer o municipalismo. “Eu tenho uma responsabilidade e encontrei em Humberto Costa um entendimento em torno do espírito público e da ideia do municipalismo”, pontuou.

Fernando Dueire frisou que Humberto assume uma dupla função a partir dessa aliança. “O que eu defendia, ele vai ter que defender dobrado. Nós temos opções diferentes para o governo de Pernambuco, mas o que nos une é o endereço e o compromisso com Pernambuco”, declarou.

Estiveram presentes ao evento mais de 30 prefeitos. Outros gestores também assinaram a lista de apoio ao senador, totalizando mais de 40 adesões. Humberto reforçou a trajetória de Dueire, sua relação com os municípios e com os gestores. “Não é só um apoio. É uma responsabilidade. Vamos construir juntos uma pauta que favoreça os municípios e todo o povo de Pernambuco”, afirmou.

O evento consolida um movimento de articulação que promete impactar o tabuleiro político pernambucano, unindo lideranças em torno de uma agenda comum de desenvolvimento para os municípios e fortalecendo a candidatura de Humberto Costa ao Senado.