IGP-10: “Inflação do aluguel” cai 0,30% em junho, mostra FGV

Projeções de inflação  • Shutterstock

O IGP-10 (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) caiu 0,30% em junho, após alta de 0,89% em maio, divulgou nesta terça-feira (16) a FGV (Fundação Getulio Vargas).

O resultado ficou próximo ao piso das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam desde uma queda de 0,35% a uma alta de 0,92%, com mediana positiva de 0,54%.

O IGP-10 acumulou alta de 3,16% no ano e aumento de 2,15% em 12 meses.

Entre os componentes do IGP-10, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) recuou 0,71% em junho, ante aumento de 0,95% em maio.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu 0,56% em junho, depois de um aumento de 0,68% em maio.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) avançou 0,92% em junho, ante alta de 0,86% em maio.

O período de coleta de preços para o índice de junho foi de 11 de maio a 10 de junho.

Alugar partes da sua casa por algumas horas: proprietários encontram nova mina de dinheiro extra

Fonte: CNN

Convidado do G7, Brasil leva voz do Sul Global à Cúpula, diz Lula

© Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula deu início, nesta segunda-feira (15), a agendas de trabalho na cidade francesa de Évian-Les-Bain, onde participará da Cúpula do G7, nos dias 16 e 17 de junho, a convite do presidente da França, Emmanuel Macron.

Pelas redes sociais, Lula postou imagens do encontro com Macron, anfitrião dessa edição. Segundo a postagem de Lula, o Brasil retorna como convidado da Cúpula do G7 “levando a voz do Sul Global e reafirmando seu compromisso com a paz, a defesa do multilateralismo e o desenvolvimento sustentável mais justo”.

Também estarão presentes no encontro os líderes da Coreia do Sul, Egito, Índia e Quênia, igualmente convidados pela presidência de turno francesa à frente do G7, grupo dos sete países mais industrializados do mundo.

No encontro com Macron, Lula tratou da ampliação do acesso a medicamentos pelos países do Sul Global. Na esfera bilateral, reiterou avanços da cooperação em defesa, em especial do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, e do aprofundamento da cooperação transfronteiriça entre Amapá e Guiana Francesa.

Segundo a publicação, Macron reiterou o interesse da França em participar dos esforços brasileiros para a aquisição de supercomputadores.

Antes de chegar a Évian, Lula foi recebido em Genebra pelo presidente da Suíça, Guy Parmelin.

Nesse encontro, também nesta segunda-feira, os líderes trataram do comércio bilateral, da expansão da cooperação em áreas como Inteligência Artificial, minerais críticos, saúde e defesa.

Neste ano, o Brasil foi convidado a participar do G7 em caráter ampliado, incluindo reuniões ministeriais e grupos de trabalho.


Fonte: Agencia Brasil

Miguel Coelho participa da inauguração do NERD, projeto estratégico para o futuro da inovação em Pernambuco

Ao lado da governadora Raquel Lyra, Miguel Coelho participou da inauguração do NERD (Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital), nova plataforma criada pelo Porto Digital para impulsionar startups, estimular o empreendedorismo e fortalecer o ecossistema de inovação de Pernambuco. O equipamento representa um dos principais investimentos recentes voltados à economia digital no Estado.

Com investimento de R$ 18,5 milhões, viabilizado pela Finep e pelo Governo de Pernambuco.

Durante a solenidade, o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, afirmou que o NERD representa uma nova etapa para o distrito de inovação, com foco na geração de negócios e conexões estratégicas. Já Silvio Meira destacou a importância da plataforma para o desenvolvimento do ecossistema tecnológico pernambucano.

“O NERD tem a missão de apoiar e fortalecer as startups e todo o sistema de inovação digital. Queremos parabenizar a governadora Raquel Lyra por essa iniciativa, que amplia oportunidades, incentiva o empreendedorismo e contribui para o desenvolvimento econômico do nosso Estado”, afirmou Miguel Coelho.

O NERD integra a estratégia de expansão do Porto Digital, que reúne mais de 541 empresas, cerca de 24 mil colaboradores e movimenta R$ 7,4 bilhões por ano.

Serviços Social e de Psicologia do Hospital Dom Malan fazem ações para acompanhantes de crianças no Pronto Socorro Infantil

Nesta segunda-feira (15), os serviços social e de pscicologia do Hospital Dom Malan (HDM) Ismep,  pertencente à rede estadual de saúde em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, realizaram ações especiais junto aos acompanhantes de crianças que são atendidas no Pronto Socorro Infantil (PSI). Muitas mães estão na unidade acompanhando filhos com Síndromes Respiratórias Agudas Graves. Para apoiar essas mães, o serviço de psicologia desenvolve o Projeto Respirar, que atende principalmente acompanhantes da sala vermelha, ambiente onde ficam os pacientes mais graves, e portanto, com mães mais apreensivas.

O projeto respirar surgiu através de observação direta dos acompanhantes e pais de crianças internadas nas salas vermelhas do PSI. A ideia é tirar esse público de dentro das salas vermelhas por pelo menos 10 minutos para um acolhimento. Para fazer com que eles tenham um momento voltado para a saúde mental e relaxamento muscular,  com  musicoterapia,  bolinhas terapêuticas para massagear a cervical, as costas desses responsáveis e fazer orações, de acordo com as crenças de cada um respeitando as diferenças. Os acompanhantes gostam desse encontro que acontece num episódio de fragilidade deles,” destacou a responsável pelo projeto, psicóloga Gardênia Vieira.

Para a recepção do Pronto Socorro Infantil, a ação é do serviço social, que faz palestra direto aos acompanhantes, com orientações e informações sobre esse período da sazonalidade. “ A gente se coloca a disposição de cada acompanhante, explicando que durante esse período, entre março a agosto, aumenta a busca por atendimentos de urgência devido maior circulação de vírus das síndromes respiratórias, que aumentam os sintomas gripais e os casos de bronquiolite que acometem os bebês. Falo do protocolo institucional de triagem e encaminhamento para atendimento médico de acordo com a classificação de risco. Também ressalto que nossa demanda fica quatro vezes maior nesse período, e falo sobre o plano de Contingência do município e estado para o enfrentamento das Síndromes Respiratórias Agudas Graves,” destacou a assistente social do PSI, Renata Cavalcanti.

Seja na recepção do Pronto Socorro Infantil, ou na Praça do Jambo, dentro do Hospital Dom Malan, a equipe psicossocial busca acolher e orientar os acompanhantes. “Enquanto nossas equipes cuidam das crianças que estão internadas, os pais e acompanhantes vivenciam esse  momento muito significante para todos eles. Nós buscamos facilitar a vida desses acompanhantes que vivem sobrecarregados de tanta responsabilidade,”finalizou Gardênia.

Medidas para a sazonalidade

O Hospital Dom Malan abriu mais 15 leitos de enfermaria pediátrica para o enfrentamento à sazonalidade e contratou  130 profissionais para reforçar as equipes, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeuras e técnicos de enfermagem, além de uma nova UTI pediátrica com dez leitos.

Assessoria de Comunicação do Hospital Dom Malan – ISMEP

Fruticultura brasileira fortalece produção, consumo e presença internacional

A fruticultura brasileira desempenha papel estratégico na segurança alimentar, na geração de empregos e no desenvolvimento econômico do país. Com produção superior a 40 milhões de toneladas por ano e uma das maiores diversidades de frutas do mundo, o Brasil reúne condições únicas para atender tanto o mercado interno quanto a crescente demanda internacional por alimentos saudáveis, seguros e sustentáveis.

Presente em todas as regiões do país, a atividade gera mais de 5 milhões de empregos diretos e indiretos, movimenta economias locais e contribui para a inclusão produtiva de milhares de famílias. Além de sua relevância econômica, a fruticultura ocupa posição de destaque na promoção da saúde e da qualidade de vida da população, ao disponibilizar alimentos ricos em vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes.

Apesar da ampla oferta de frutas no mercado nacional, especialistas apontam a necessidade de ampliar o consumo entre os brasileiros. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária de pelo menos 400 gramas de frutas, legumes e verduras como parte de uma alimentação equilibrada. Nesse contexto, o incentivo ao consumo de frutas representa uma oportunidade de promover hábitos alimentares mais saudáveis e, ao mesmo tempo, fortalecer toda a cadeia produtiva.

Segundo o técnico de projetos da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), Jorge de Souza, ampliar a presença das frutas na alimentação da população traz benefícios que vão além da saúde.

“As frutas são alimentos essenciais para uma dieta equilibrada e desempenham papel importante na prevenção de doenças. Além dos benefícios para a população, o aumento do consumo fortalece toda a cadeia produtiva, gera empregos, movimenta a economia das regiões produtoras e valoriza o trabalho realizado pelos fruticultores brasileiros”, destaca.

A força da produção nacional também se reflete no comércio exterior. Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,07 milhão de toneladas de frutas frescas e alcançou receita de US$ 1,45 bilhão. Manga, melão, melancia, uva, limão e mamão permanecem entre os principais produtos da pauta exportadora, consolidando a presença brasileira em mercados estratégicos da Europa, América do Norte e Oriente Médio.

Além dos mercados já consolidados, a América Latina apresenta oportunidades importantes para a expansão dos negócios. A proximidade geográfica, a complementaridade das cadeias produtivas e o crescimento da demanda por alimentos frescos favorecem o fortalecimento das relações comerciais entre os países da região, ampliando o intercâmbio de produtos, tecnologias e conhecimento.

Nesse cenário de crescimento, inovação e integração comercial, a ABRAFRUTAS participa da 31ª edição da Hortitec em 2026 com o objetivo de fortalecer a fruticultura nacional, incentivar o consumo de frutas e ampliar as oportunidades de negócios para o setor.

Considerada uma das principais feiras de horticultura, cultivo protegido e culturas intensivas da América Latina, a Hortitec reúne produtores, empresas, pesquisadores e lideranças do agronegócio em um ambiente voltado à inovação, tecnologia e geração de negócios.

Nesta edição, a ABRAFRUTAS participa institucionalmente por meio da marca Fresh Brasil, iniciativa que reúne também o Instituto Brasileiro de Floricultura (IBRAFLOR) e o Instituto Brasileiro de Horticultura (IBRAHORT). A parceria tem como objetivo integrar esforços de toda a cadeia de alimentos frescos do país, promovendo a produção nacional, fortalecendo a segurança alimentar e incentivando o consumo de frutas, flores, hortaliças e demais produtos frescos.

O estande será compartilhado ainda com a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM) e a International Fresh Produce Association (IFPA), reforçando a união do setor em prol do desenvolvimento e da competitividade da produção brasileira.

A ABRAFRUTAS convida todos os visitantes da Hortitec 2026 a conhecerem o estande institucional e participarem das discussões sobre os desafios, as oportunidades e o futuro da fruticultura brasileira.

 

Fonte: CNN

Inscrições para 120 vagas em cursos gratuitos de energias renováveis do Campus Petrolina do IFSertãoPE encerram nesta quarta-feira (17)

Os interessados em se qualificar na área de energias renováveis e eficiência energética têm até esta quarta-feira (17) para se inscrever em um dos cursos gratuitos ofertados pelo Campus Petrolina do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE). Ao todo, estão disponíveis 120 vagas em quatro formações voltadas para um dos setores que mais crescem no país.

A iniciativa integra o Programa para Desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética nas Instituições Federais de Educação (EnergIFE), que busca ampliar a qualificação profissional e contribuir para a transição energética no Brasil.

As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário eletrônico disponível no link: https://forms.gle/q1vXfqZs7NvZMX7u7.

As vagas estão distribuídas entre os cursos de Profissional de Manutenção em Sistemas Energéticos e Equipamentos Industriais (20 vagas), Instalador de Sistemas Fotovoltaicos (50 vagas), Profissional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Carregamento de Veículos Elétricos (25 vagas) e Instalador de Sistemas de Armazenamento para Mini e Microgeração de Energia (25 vagas).

Todos os cursos possuem carga horária de 160 horas e serão realizados presencialmente no Campus Petrolina do IFSertãoPE, com aulas de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h.

Podem participar pessoas com idade mínima de 16 anos que possuam, no mínimo, o Ensino Fundamental II completo (6º ao 9º ano) e tenham interesse em atuar no setor de energias renováveis, eficiência energética e tecnologias associadas.

Para efetuar a inscrição, os candidatos devem anexar documento oficial de identificação com foto, CPF e comprovante de escolaridade, todos em formato PDF e sem rasuras.

O processo seletivo será realizado em duas etapas. A primeira consiste na análise da documentação apresentada pelos candidatos. Caso o número de inscritos ultrapasse a quantidade de vagas ofertadas, será realizado sorteio eletrônico para definição dos classificados.

As aulas terão início em datas diferentes, conforme o curso. As turmas de Profissional de Manutenção em Sistemas Energéticos e Equipamentos Industriais e da primeira turma de Instalador de Sistemas Fotovoltaicos estão previstas para começar em 29 de junho. Já os cursos de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Carregamento de Veículos Elétricos e de Sistemas de Armazenamento para Mini e Microgeração de Energia têm início previsto para 3 de agosto. A segunda turma de Instalador de Sistemas Fotovoltaicos deverá iniciar as atividades em 21 de setembro.

A ação representa uma oportunidade para jovens e adultos que desejam ingressar ou se aperfeiçoar em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável e para o mercado de trabalho, especialmente nos segmentos de energia solar, mobilidade elétrica e sistemas de armazenamento de energia.

O Edital completo na página do IFSertãoPE.

Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano.

A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano.

O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação.

A reunião do Copom ocorre nesta terça (16) e quarta-feira (17).

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,11% para 5,3% este ano. Com as pressões econômicas da guerra no Oriente Médio, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima quarta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação passou de 4,03% para 4,1%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,68% e 3,5%, respectivamente.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,91% para 1,96%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,25.

 

Fonte: Agência Brasil

Análise: Flávio Bolsonaro foca em SP para contornar desgaste

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu São Paulo como base para o lançamento oficial de sua candidatura à Presidência, marcado para o fim do mês. A escolha estratégica, segundo a analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, visa contornar o desgaste causado pelo caso Master e pela relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com Clarissa Oliveira, a confirmação da candidatura pelo PL representa um recado importante. “Apesar de tudo que aconteceu com Flávio Bolsonaro, de Daniel Vorcaro, do caso Master, Flávio vai ter a sua candidatura à presidência confirmada pelo PL”, afirmou a analista. Segundo ela, prevaleceu o plano do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter o filho na disputa presidencial.

Por que São Paulo?

A escolha por São Paulo, e não pelo Rio de Janeiro, berço político do bolsonarismo, é deliberada. Clarissa Oliveira explica que Flávio precisa escapar do desgaste associado ao ex-governador Cláudio Castro (PL) no estado fluminense.

Além disso, o pré-candidato busca ganhar musculatura junto a um eleitorado mais moderado, mais ao centro, que “não necessariamente quer assistir àquela cena do bolsonarismo raiz lá no Rio de Janeiro”.

Outro fator relevante é a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que foi escalado como coordenador da campanha no estado, mas que, segundo a analista, não está participando ativamente da campanha presidencial de Flávio — justamente para se descolar do desgaste que tem marcado a pré-candidatura do PL.

A ideia é aproveitar o palanque forte de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Lula e a disputa pela camisa da Seleção

Em paralelo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta aproveitar o clima da Copa do Mundo para alfinetar Flávio Bolsonaro (PL). No fim de semana, Lula apareceu com a camisa amarela da Seleção brasileira durante um jogo do Brasil, em um movimento para reivindicar o símbolo nacional que, por anos, esteve associado ao bolsonarismo.

“A ideia é ajudar essa coisa da Copa do Mundo para tentar imprimir em Flávio Bolsonaro (PL) a ideia de que aquele cara não é nacionalista”, analisou Clarissa Oliveira.

A estratégia de Lula inclui reforçar a narrativa de que Flávio teria agido contra os interesses do Brasil ao incentivar o chamado “tarifaço” durante viagem aos Estados Unidos. Em resposta, Flávio foi às redes sociais afirmar que ele e seus apoiadores vestem a camisa da seleção há anos, e não apenas em época de Copa.

A disputa simbólica em torno da camisa amarela reflete, segundo a analista, a influência que o torneio pode ter sobre o humor do eleitorado e, consequentemente, sobre os cálculos políticos dos pré-candidatos.

Fonte: CNN

Adãozinho de Rajada e Katim prometem animar Forró do Vovô e da Vovó

A alegria e a tradição do autêntico forró nordestino já têm presença confirmada na 4ª edição do Forró do Vovô e da Vovó do Transforma Petrolina, que acontece nesta segunda-feira (15), às 18h, na Vila São Francisco, dentro do Pátio de Eventos Ana das Carrancas.

A grande atração da noite será a dupla Adãozinho de Rajada e Katim, nomes consagrados do forró pé-de-serra. A dupla é referência na música regional e levará ao público um repertório repleto de clássicos que valorizam a cultura nordestina e despertam memórias afetivas, especialmente entre os idosos participantes do evento.

Além da dupla, o Forró do Vovô e da Vovó também contará com a apresentação da Quadrilha Junina campeã do Concurso 2026, Buscapé Mirim, da escola Santo Antônio da Ilha do Massangano; Tio Diego, com recreação; Vila do Empreendedorismo, da Agência Municipal do Empreendedor (AGE); exposição de carros antigos, e muito mais.

O evento também contará com o apoio de 26 voluntários que atuarão estrategicamente na Vila São Francisco para garantir acolhimento, interação e logística. Eles participaram de um treinamento na última sexta-feira (12), e estarão na vila de forma volante para garantir a melhor experiência aos participantes.

De acordo com a coordenadora voluntária do Transforma Petrolina, Alinne Durando, cada detalhe do forró foi pensando com muito carinho para que o público se sinta especial. “Esse é um encontro de gerações para crianças, jovens e nossos queridos idosos. Estamos muito felizes em preparar toda a programação, e temos certeza que será mais um ano de sucesso total”, destaca.

“Estudante deve errar, idealizar e construir”, diz professora premiada

© Débora Garofalo/Arquivo pessoal

Professora em uma escola pública municipal paulistana, Débora Garofalo começou, em 2015, um projeto de robótica com sucata para alunos do ensino fundamental. O trabalho rendeu diversos prêmios e deixou a profissional entre os dez melhores colocados do Global Teacher Prize, considerado o Nobel da educação, em 2019. Ela foi a primeira brasileira e primeira sul-americana a ser finalista na premiação.

Dez anos depois do início do projeto, Débora foi reconhecida como a professora mais influente do mundo, em nova categoria da premiação. Convidada para a edição 2026, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a educadora recebeu o prêmio Global Teacher Influencer of the Year, um reconhecimento por sua trajetória docente que extrapola o cotidiano escolar. Na última quinta-feira (11), a professora voltou a ser homenageada, com o Prêmio Faz Diferença 2025, na categoria Educação, em cerimônia na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. 

Além dos resultados como redução da evasão escolar e do trabalho infantil na escola, localizada na periferia da zona sul de São Paulo, o projeto de ensino de robótica com sucata ganhou escala e se tornou política pública estadual, sob orientação de Débora.

Em entrevista à Agência Brasil, Débora Garofalo contou sobre a origem do projeto, os obstáculos e as conquistas decorrentes desse trabalho. Ela compartilhou também sua visão sobre o uso de tecnologia no processo de aprendizagem de crianças e jovens, e como isso não depende necessariamente de telas.

Veja os principais trechos da entrevista.

Agência Brasil: Como você começou o projeto de robótica na escola pública em que trabalhava?

Débora Garofalo: O projeto de robótica com sucata nasceu no ano de 2015, na EMEF [Escola Municipal de Ensino Fundamental] Almirante Ary Parreiras, que é uma escola concentrada entre quatro grandes favelas da cidade de São Paulo, com alto índice de violência, alto índice de tráfico de drogas. Ali, também enxerguei a oportunidade de sair da minha zona de conforto, como uma professora de língua portuguesa, para me candidatar a uma vaga de tecnologia e inovação que tinha surgido.

Eu fui com esse olhar, de ressignificar aquele território educativo, trabalhando com programação e robótica. A partir disso, fiz uma avaliação com a escola inteira e me surpreendi, porque 70% dos estudantes relataram que o lixo era um problema na vida deles, que impedia essas crianças de chegar à escola e trazia doenças como dengue e leptospirose. Diante daquele cenário, eu falei: “Bom, eu só tenho dois caminhos. Ou vou me lamentar ou eu vou pegar esse lixo como objeto de conhecimento. Eu preferi a segunda opção, mesmo sabendo que ia dar muito trabalho.

O primeiro protótipo que nós fizemos virou uma febre na escola. Era um carrinho [feito] com o lixo que a gente retirou da rua, utilizando uma bexiga e a lei da física, a Terceira Lei de Newton. No dia seguinte, uma colega bateu assim no meu ombro e falou: “Débora, eu não sei o que você fez com as crianças ontem, mas ali fora tem um monte de criança com tampinha, com rolinho, com bexiga, falando que quer ter aula com a professora de robótica”. Eu soube que tinha encontrado um caminho, só precisava ser lapidado.

 


Dia da Mulher,Débora Garofalo/ Arquivo Pessoal
Dia da Mulher,Débora Garofalo/ Arquivo Pessoal

Professora Débora Garofalo / Arquivo Pessoal

Agência Brasil: Como vocês alcançaram o envolvimento dos responsáveis e da comunidade?

Débora Garofalo: A gente fazia uma feira de tecnologias, que era uma forma de integrar a comunidade. Nossa última feira, que foi em 2019, tinha mais de 500 pessoas. Para as crianças, foi o máximo. Tinha desde pipoqueira feita com latinha a protótipos incríveis, como filtro de água e sensor para avisar aos moradores que o córrego ia transbordar. Foram coisas fantásticas. Então, as crianças começaram a criar uma cultura diferenciada.

Em três anos e meio de trabalho, a gente saltou no Ideb da escola, nos anos finais, de 4,2 para 5,2, que era a média do país na época. Nós retiramos mais de uma tonelada de lixo das ruas e transformamos em diferentes protótipos. Reduzimos a evasão escolar em 93%, olhando para as crianças com potencial de risco e trazendo para a escola, para que elas ficassem comigo o dia inteiro, ajudando as outras crianças a desenvolverem seus projetos. E, para isso, elas recebiam alimentação e um certificado de voluntariado. 

Nós reduzimos o trabalho infantil, que, para mim, era um ponto essencial, em 95%. Comecei também a fazer um trabalho, trazendo o setor público, trazendo o juiz para dentro da escola, para conscientizar os familiares da importância de não haver esse tipo de situação. Então, foi um trabalho que impactou realmente toda aquela comunidade.

Agência Brasil: Como o projeto se tornou política pública em São Paulo?

Débora Garofalo: Eu aceitei o convite para ir para a Secretaria Estadual de Educação para tornar esse trabalho currículo do Estado de São Paulo e implementar para 5,4 mil escolas e 3,7 milhões de estudantes. Foi um desafio muito grande, porque eu não queria que os professores recolhessem o lixo nas ruas como eu, mas eu queria que eles trabalhassem com essa questão do material por entender o poder da criatividade, e a importância disso para o processo de ensino-aprendizagem.

Só que, estando ali no estado, a gente entendeu que dava para fazer muito mais coisas. Começamos a criar uma prática que chamamos de Expo Movimento Inova, que reuniu os estudantes de todo o estado. Ali, percebemos que o currículo precisava ter a cara dos estudantes, para que a rede tivesse esse pertencimento.

Criamos uma outra política pública integrada a isso, que é o Centro de Inovação da Educação Básica Paulista. Eram escolas ociosas, com grande risco de fechar por questões demográficas. Transformamos em centros de inovação, para que as crianças também tivessem um local onde elas pudessem pensar coisas diferentes, produzir os seus projetos. Em 2022, eu deixei o estado com 18 dessas unidades, mais uma carreta móvel que circulava pelo estado de São Paulo e um currículo de tecnologia e inovação que foi pioneiro, antes da BNCC [Base Nacional Comum Curricular] da Computação.

Então, eu fui para o Rio de Janeiro, porque eles criaram um projeto muito parecido, mas que faltava estruturar, que são GETs [Ginásios Educacionais Tecnológicos]. Fiquei dois anos e nós lançamos 300 escolas vocacionadas ao uso de tecnologia e inovação. Depois disso, eu comecei a apoiar, através de formação docente e de consultoria, outros estados e municípios.

Agência Brasil: E ainda veio uma surpresa do Global Teacher Prize este ano?

Débora Garofalo: Eu estava em casa bem quietinha este ano, porque para mim eu já atingi o meu máximo, sabe? Agora, é só continuar a trabalhar, continuar essa militância. Aí, eu recebi uma ligação de madrugada, em um sábado. A pessoa insistiu, 3h da manhã, e eu atendi. Eram os organizadores do prêmio, falando que eu tinha que ir para Dubai. Falei: “Não. Não vou. Não tem nada comprado, este ano não fui convidada”. Disseram: “A gente já comprou a passagem para você, você pega o avião agora uma hora da tarde. Você vai ter um reconhecimento”.

Quando cheguei lá e me deram a programação do prêmio, eu já imaginava. Eles fizeram um jantar muito bonito para reconhecer os professores. No final, começaram a falar do meu trabalho, veio uma luz na minha cabeça, todo mundo olhando para mim. Imagina um auditório, um jantar de 1 mil pessoas, e todo mundo olhando para você. Eles fizeram um júri internacional, era uma categoria nova, o Global Teacher Influencer. Então, eu estava sendo reconhecida pelo impacto do meu trabalho fora da sala de aula, por ter causado todo esse impacto como política pública, e eu fui a primeira a receber esse prêmio. Eu desabei.

Eu estava no mesmo lugar de 2019, mesmo hotel. Eu vou confessar para você que eu estava com a mesma roupa. Passou um filme na minha cabeça, sabe? Naquele momento, eu me senti muito feliz, porque eu não estava ali sozinha. Eu estava com todos os professores brasileiros, com todos os estudantes que diariamente lutam. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 03/02/2026 – Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai.
Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 03/02/2026 – Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai.
Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal

Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai. Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal

Agência Brasil: Quais os obstáculos para que as escolas utilizem a tecnologia em favor da educação?

Débora Garofalo: Estamos num momento especial no nosso país, em que temos um documento norteador, que é a BNCC e agora a BNCC da Computação. Esse documento foi aprovado em 2022, nós estamos em 2026, com a obrigatoriedade de fazer este ano, e os professores não sabem como fazer. Por quê? Se a gente olha os dados, as secretarias não têm suporte técnico, não têm recursos, não têm infraestrutura, não têm equipe técnica, não têm como fazer formação. Temos que evoluir nesses quesitos.

Por outro lado, a tecnologia chega muito rápido na sala de aula. Esses meninos que estão nascendo, já nascem conectados. O que falta? Trazer esse aporte na educação para a gente falar de criticidade, de ética, de responsabilidade. Não dá mais para deixar a tecnologia do lado de fora da sala de aula, é impossível.

Para mim, só proibir celular na sala de aula é um tiro no pé. A gente proibiu o celular porque era muito mais fácil, mas isso não vai resolver o problema da educação. O que resolveria? Trazer uma educação midiática para dentro da sala de aula, ou seja, formar professores para isso e os professores poderem então formar os estudantes para essa concepção.

A tecnologia por si só não resolve o problema, porque ela precisa vir acompanhada de resoluções de problemas, de amabilidade. O estudante precisa passar por erro, por processo de frustração, e é isso que a educação 5.0 vai falar, que a gente precisa humanizar esse processo, trabalhar essas habilidades e competências socioemocionais.

Agência Brasil: O uso de tecnologia na escola não está necessariamente atrelado ao uso de telas em sala de aula, é isso?

Débora Garofalo: Eu queria desmistificar. Vou te dar exemplos práticos: São Paulo tem um tablet para cada estudante. Resolveu o problema da educação e melhorou os índices de aprendizagem? Não. Por quê? Porque isso não está atrelado à questão da intencionalidade pedagógica. A crítica que eu faço não é sobre a questão de ter ou não infraestrutura. Eu vou sempre brigar, até como gestora pública, para que a gente tenha infraestrutura. O ponto que eu quero chegar é a intencionalidade que vai chegar na ponta.

Muitas coisas você faz por atitude. Eu comecei a trabalhar com os meus estudantes, eu não tinha conhecimento, eu queria trabalhar programação, robótica, sem ter um kit específico. Onde eu encontrei a solução? No próprio problema que eles trouxeram. O lixo foi uma solução e abriu portas para que a gente pudesse trabalhar de maneira diferenciada. O que a gente precisa muitas vezes é olhar para o lado e entender que o simples funciona.

Agência Brasil: Você lançou o livro Robótica com Sucata – Uma aventura pela criatividade, pela editora Moderna. Como foi o processo de construção desse almanaque?

Débora Garofalo: O livro foi uma grande alegria, porque muitos professores perguntavam: “como eu aplico o seu projeto em sala de aula?” A ideia foi criar um livro muito “mão na massa”, mas que trouxesse também a questão da leitura e da literatura, para que o estudante pudesse percorrer momentos da história [da ciência].

O livro é uma forma de democratizar um pouco mais esse acesso para meninos e meninas, e entender que eles podem transformar um copo, por exemplo, em um abajur. Essa é a proposta, [mostrar] que a criança pode desmontar um brinquedo e utilizar as peças para criar um robô.

A gente passou muito tempo com uma educação tradicional passiva. E a gente sabe que a aprendizagem, para ser efetiva, ela precisa ser ativa. Para isso, o estudante tem que errar, tem que idealizar, tem que construir, tem que testar, tem que colaborar. Por isso, é tão importante uma educação mão na massa.

O livro traz várias reflexões de como pegar os problemas e transformar em soluções. Deu tão certo, que a gente lançou o primeiro livro Robótica com Sucata e foi um sucesso. Saiu o segundo livro e, vou dar um spoiler, no segundo semestre chega o terceiro.

Fonte: Agência Brasil