
Prefeitura de Juazeiro trabalha em ritmo acelerado para levar o Natal Iluminado às ruas da cidade

Homicídio registrado no bairro Vale Grande Rio em Petrolina (PE)
Nesta manhã de quinta-feira (23/11), foi encontrado o corpo de um homem morto a pedradas, no bairro Vale Grande Rio, em Petrolina-PE. A vítima identificada, popularmente conhecida pelo nome de Júnior, morador do bairro Pedro Raimundo.
O corpo foi encontrado com marcas de pedradas na região da cabeça.
A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da equipe do Instituto de Criminalista (IC) chegar ao local para perícia. Após os trabalhos periciais, o IC liberou o corpo da vítima para o IML fazer recolhimento para unidade de Petrolina.
Gestão Suzana Ramos potencializa atendimentos especializados com exames de alta complexidade
A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Saúde de Juazeiro (Sesau), vem investindo na assistência especializada do município. A Policlínica Municipal, totalmente reformada pela atual gestão, ampliou o rol de exames com a inclusão de ultrassonografias e do ecocardiograma Infantil.Mais de 550 exames foram realizados somente nos primeiros oito meses de 2023. “A Policlínica Municipal realizava apenas ultrassonografias obstetras e ecocardiograma para adultos. Adquirimos aparelhos de ponta para oferecer o que há de melhor em exames de imagem. Hoje disponibilizamos ultrassom com Doppler, transvaginal, mamárias, de próstata, obstétrica, de vias urinárias e de abdome total”, listou a prefeita Suzana Ramos.
Rosimeire Meireles é uma das 257 pacientes que fizeram ultrassonografias entre os meses de janeiro a agosto deste ano. “Estou sentindo muitas dores no joelho, provavelmente por conta de um edema. Com o exame nas mãos, o médico poderá fechar o diagnóstico e passar o tratamento correto. Será um grande alívio para mim”, disse.“Os exames de imagens são seguros e fundamentais para auxiliar o médico na avaliação e definição do diagnóstico para que tratamentos mais efetivos possam ser recomendados. Com os procedimentos sendo realizados na nossa Policlínica Municipal, estamos conseguindo reduzir o tempo de espera dos pacientes que antes precisavam entrar na fila do governo do estado”, comentou o superintendente de Atenção Especializada da Sesau, Eduardo Rafael de Sousa Neto.—Texto: Marcela Cavalcanti- Ascom Sesau PMJ
PRF apreende 205 Kg de maconha in natura na BR 407, em Capim Grosso (BA)
Uma ação exitosa da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no final da tarde de ontem (22), em Capim Grosso (BA), resultou na apreensão de 205 Kg de maconha in natura , com alto teor de THC (Tetrahidrocanabinol).
A equipe fazia ronda na altura do Km 231 da BR 407, quando avistou um carro parado no acostamento com o capô aberto. Ao se aproximarem do veículo, os policiais sentiram um forte cheiro de maconha e o motorista admitiu que transportava droga.
Os PRFs então procederam a vistoria e notaram que o automóvel estava lotado com sacos de maconha in natura, totalizando duzentos e cinco quilos da droga.
O motorista de 33 anos confessou que alugou o carro e foi até o Maranhão onde fez o carregamento da maconha. Disse ainda que ganharia R$ 7 mil para transportar a droga até a cidade de Feira de Santana.
Dada às circunstâncias, o veículo, o traficante e a droga foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, para formalização do flagrante e demais procedimentos.
Mercado do Produtor de Juazeiro-BA: Confira a cotação dos hortifrutigranjeiros comercializados nesta quinta-feira, 23
O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta quinta-feira (23). Os valores apresentados são obtidos através de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira (das 2h às 22h) e aos sábados (das 2h às 17h) e aos domingos, a partir das 21h.
O consumidor que for à Ceasa ao longo do dia pode encontrar a caixa da abobrinha com 18kg a R$ 40,00. A caixa com 20 kg do pepino está custando R$ 60,00. A caixa do tomate, com 26kg, está por R$ 50,00.
A cotação completa segue em anexo em PDF.
Câmara aprova refinanciamento de dívidas rurais de até R$ 100 mil
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que refinancia dívidas rurais com valor original de até R$ 100 mil, com descontos e juros menores variáveis segundo o porte do produtor (familiar, pequeno, médio ou grande) e a área de localização da propriedade. A matéria será enviada ao Senado.
O texto aprovado é um substitutivo da deputada Silvia Cristina (PL-RO) para o Projeto de Lei 1768/23, do deputado Eunício Oliveira (MDB-CE). O autor da proposta destacou a importância da renegociação de dívidas para a economia. “Essa votação mostra a sensibilidade que todos nós temos de representar o povo brasileiro e especialmente os mais simples e mais humildes, que esse projeto defende”, afirmou Eunício Oliveira.
De forma geral, para agricultores familiares, mini, pequenos e médios produtores rurais localizados nas áreas de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o texto permite a renegociação de dívidas com valor original de até R$ 60 mil, contratadas até 31 de dezembro de 2022 por suas cooperativas ou associações, com as seguintes condições:
– desconto de 8,2% ou 8,8% do saldo devedor na data da repactuação;
– bônus de adimplência de 25%, 35% ou 65%, conforme a região, incidente sobre cada parcela da dívida paga até a data do respectivo vencimento;
– taxa efetiva de juros de 3% ao ano a partir da data da repactuação; e
– parcelamento em dez anos, incluídos dois anos de carência, a ser liquidado em parcelas anuais, iguais e sucessivas
Quem pretender quitar a dívida após os abatimentos terá bônus adicional de 10% sobre o montante devido se pagar em até seis anos.
A única exigência para aderir ao refinanciamento será o pagamento de 1% do valor do saldo devedor atualizado.
Recursos de fundos
Para esse mesmo público nessas localidades e que tenham dívidas originais de até R$ 100 mil tomadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) ou do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o projeto estabelece parâmetros semelhantes. As regras incluem ainda os grandes produtores:
– saldo devedor apurado com base nos encargos contratuais de normalidade, sem multa, mora ou quaisquer outros encargos por falta de pagamento ou honorários advocatícios;
– a partir da renegociação, taxa efetiva de juros de 3% ao ano para agricultores familiares, mini e pequenos produtores rurais;
– taxa efetiva de juros de 6% ao ano para médios produtores rurais; e
– taxa efetiva de juros de 8% ao ano para os demais produtores rurais;
– bônus de adimplência sobre os encargos financeiros de 20% para os empreendimentos localizados na região do semiárido ou de 10% nas demais áreas;
– prazo de até dez anos para o pagamento do saldo devedor, de acordo com a capacidade de pagamento do mutuário;
A adesão também dependerá do pagamento de 1% do valor do saldo devedor atualizado.
Outras regiões
Em relação a todo o território nacional, o texto de Silvia Cristina permite a repactuação de dívidas originais de até R$ 100 mil em operações de crédito rural de custeio e investimento lastreadas com recursos controlados do crédito rural.
Entretanto, para contar com essa renegociação, o produtor deve demonstrar que seu empreendimento foi afetado por condições desfavoráveis de comercialização da produção ou por fatores climáticos. Neste último caso, valerá apenas o reconhecimento de situação de calamidade pública por parte do governo federal.
Se a calamidade pública não tiver sido decretada em sua região e houve perda por fatores climáticos ou por condições desfavoráveis de comercialização, o interessado deverá apresentar laudo, que poderá ser grupal ou coletivo.
As condições são as seguintes:
– apuração do saldo devedor com base nos encargos contratuais de normalidade, sem multa, mora e outros encargos;
– prazo de pagamento de dez anos, com dois anos de carência;
– encargos financeiros pactuados na operação original; e
– bônus de adimplemento sobre os encargos financeiros de 20% sobre os encargos pagos até o vencimento de cada parcela; e
– amortização mínima calculada sobre o saldo devedor vencido apurado equivalente a 2% para as operações de custeio agropecuário e de 10% para as operações de investimento.
Em municípios cujo estado de emergência ou de calamidade pública tenha sido decretado após 1º de janeiro de 2016 essa amortização mínima será dispensada.
Caso o produtor tenha recebido indenizações por meio do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o valor deverá ser descontado, considerada a receita obtida.
De acordo com o substitutivo aprovado, não poderão renegociar a dívida os donos de empreendimentos que não tenham aplicado a tecnologia recomendada, incluindo inobservância do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e do calendário agrícola para plantio da lavoura.
Também estão de fora os mutuários que tenham comprovadamente cometido desvio de crédito, exceto se a irregularidade tiver sido sanada previamente à renegociação da dívida.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Simão Durando anuncia início de mutirão de cirurgias para catarata em Petrolina (PE)
Petrolina segue em um ritmo acelerado com diversas ações voltadas à saúde. A boa notícia agora é para quem está aguardando vagas para cirurgia de catarata. Nesta terça-feira (21), o prefeito Simão Durando anunciou um grande mutirão para zerar a fila de espera para esse procedimento. Nesse primeiro momento, a meta é realizar cerca de 2 mil procedimentos.
A ação, que faz parte do maior pacote de investimentos em saúde dos últimos anos, inicia no próximo dia 4 de dezembro, com as consultas oftalmológicas para a realização da triagem. As consultas irão acontecer na Policlínica Municipal. As cirurgias serão programadas para o período de 8 a 10 de dezembro na Policlínica do Hospital Universitário.
Os profissionais de saúde já iniciaram o contato com os pacientes que estão com as guias de solicitação nas Unidades Básicas de Saúde, através do número de telefone informado, avisando ao paciente sobre o local, a data e horário do procedimento.
De acordo com o prefeito Simão, o mutirão vai garantir um novo ritmo no atendimento às demandas que mais precisam. “Com essa intensificação, vamos conseguir alcançar a nossa meta que é ofertar serviços de saúde de qualidade para nossa população e eliminar a fila de espera para pacientes acima de 50 anos. Importante que as pessoas fiquem atentos ao celular e, caso esteja desatualizado, procure a Secretaria de Saúde para atualizar. Nosso compromisso é a garantia de acesso ao atendimento do usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) e, sobretudo, permitir às pessoas uma melhor qualidade de vida”, destaca o prefeito.
Cleilma Silva – Assessora de Imprensa
Foto: Erlan Alexandre
Ministro do STF Zanin, anula reconhecimento de vínculo para entregadores de aplicativo
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (22) anular uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceu vínculo de emprego entre um entregador e a empresa de entregas Rappi.
Na decisão, Zanin entendeu que a decisão da Justiça trabalhista descumpriu a jurisprudência do Supremo ao reconhecer vínculo empregatício entre motoristas e motociclistas com empresas que operam aplicativos.
“Ao reconhecer o vínculo de emprego, a Justiça do Trabalho desconsiderou os aspectos jurídicos relacionados à questão, em especial os precedentes do Supremo Tribunal Federal que consagram a liberdade econômica e de organização das atividades produtivas”, escreveu Zanin.
Em outras decisões recentes, o STF também derrubou decisões que reconheceram vínculo de emprego entre um motorista de aplicativo e a plataforma Cabify.
Em pelo menos dois casos julgados, o ministro Alexandre de Moraes decidiu que a relação entre o motorista e a empresa é comercial e se assemelha aos casos de transportadores autônomos.
Edição: Marcelo Brandão/Agência Brasil
Prefeitura de Juazeiro participa de encontro nacional de Centrais de Abastecimento em São Paulo
A Prefeitura de Juazeiro está representada no Encontro Nacional da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen). O evento teve início nesta quarta-feira (22) e segue até sexta-feira (24) em São Paulo. Representam a Prefeitura de Juazeiro o diretor-presidente da Agência Municipal de Abastecimento (AMA), Daniel Mota, e o representante do Setor de Estatística, Pesquisa e Controle de Qualidade, Carlonito Dias dos Santos.
O encontro reúne os diversos Ceasas do país e dialoga sobre temas como o papel dos bancos no combate à fome, a importância de utilização de tecnologias e segurança alimentar através de palestras, reuniões e visitas técnicas. “Este é um momento muito enriquecedor e uma oportunidade única para debater sobre as Ceasas, com muitos encontros relevantes e uma troca de experiências que podemos implantar em Juazeiro, além de dividir nossas iniciativas também”, destaca o diretor-presidente, Daniel Mota.
Mercado Produtor de Juazeiro
O Mercado do Produtor de Juazeiro, administrado pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da AMA, é uma das 23 centrais de abastecimento que fazem parte da Abracen.
Nova tributação para fundos de investimentos e offshores é aprovada pela Comissão do Senado
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta quarta-feira (22) a proposta do Executivo que muda o Imposto de Renda sobre fundos de investimentos e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores, a chamada “taxação dos super-ricos” (PL 4.173/2023). A votação estava prevista para terça-feira (21), mas foi adiada para esta quarta, quando o relator, senador Alessandro Vieria (MDB-SE), apresentou seu complemento de voto. O texto agora segue para o Plenário, com pedido de urgência.
— Volto a reafirmar a importância do projeto como um passo adiante na justiça tributária no Brasil, garantindo uma tributação compatível com a média internacional — afirmou o relator.
Já aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto muda uma série de leis, entre elas o Código Civil, para tributar ou aumentar as alíquotas incidentes sobre fundos exclusivos (fundos de investimento com um único cotista) e aplicações em offshores (empresas no exterior que investem no mercado financeiro).
Os deputados incorporaram ao projeto a Medida Provisória (MP) 1.184, de 2023, que trata da tributação dos fundos exclusivos, mas fizeram várias alterações na proposta original do Executivo. A alíquota de 10% proposta pelo governo para quem antecipar a atualização do valor dos rendimentos acumulados até 2023 foi baixada para 8%. Já a alíquota linear de 15% sobre os rendimentos aprovada na Câmara se contrapõe à alíquota progressiva de 0% a 22,5% proposta inicialmente pela Presidência da República.
Os contribuintes pessoa física terão que declarar de forma separada os rendimentos do capital aplicado no exterior, sejam aplicações financeiras, lucros ou dividendos de entidades controladas. Não será permitida qualquer dedução da base de cálculo do imposto, como é feito com despesas com saúde, por exemplo, para os ganhos no país. No entanto, será possível deduzir do imposto devido o imposto pago no exterior, desde que essa compensação esteja prevista em acordo ou convenção internacional ou haja reciprocidade de tratamento entre os dois países.
Impacto fiscal
Segundo o relator, dados do Banco Central demonstram que brasileiros têm cerca de R$ 200 bilhões em ativos no exterior, sendo a maior parte participações em empresas e fundos de investimento. Mas as alterações dos deputados no projeto que tramita agora no Senado devem frustrar a expectativa de receita do governo, que pretendia reforçar o caixa em R$ 20,3 bilhões em 2024 e em R$ 54 bilhões até 2026. A equipe econômica ainda não divulgou o novo cálculo.
De qualquer forma, o projeto aprovado reduz a arrecadação inicialmente prevista num momento em que o governo precisa conseguir arrecadação de R$ 168 bilhões para cumprir a meta de zerar o déficit primário em 2024, conforme o novo arcabouço fiscal proposto pelo próprio Executivo e aprovado em agosto pelo Congresso. A tributação dos super-ricos seria uma das principais fontes para obter esses recursos. Veja as principais mudanças que a proposta aprovada na CAE poderá fazer no sistema tributário:
Atualização de valor
A pessoa física poderá optar por atualizar o valor dos seus bens e direitos no exterior — aplicações financeiras, imóveis, veículos, aeronaves, embarcações e participação em empresas controladas — pelo valor de mercado em 31 de dezembro de 2023, pagando 8% de imposto sobre a diferença entre o valor atualizado e o custo de aquisição. O recolhimento do IR nesse caso terá de ser feito até 31 de maio de 2024.
Não poderão ser atualizados bens ou direitos que não tiverem sido declarados em 2022 e os vendidos, baixados ou liquidados antes da opção. Também ficará proibida a atualização do valor de joias, pedras e metais preciosos, obras de arte, antiguidades de valor histórico ou arqueológico, animais de estimação ou esportivos e material genético de reprodução animal.
Fundos exclusivos
- IR de 15% (fundos de longo prazo) ou de 20% (fundos de curto prazo, de até um ano) sobre os rendimentos, arrecadado uma vez a cada semestre por meio do sistema de “come-cotas” a partir do ano que vem. Fundos com maiores prazos de aplicação terão alíquotas mais baixas por causa da tabela regressiva do IR.
O come-cotas é um sistema em que, a cada seis meses, a Receita Federal “morde” uma quantidade de cotas do cliente equivalente ao imposto de renda devido, que é retido na fonte. O come-cotas incide apenas sobre os lucros, não sobre o capital investido.
- Recolhimento antecipado: quem optar por começar a pagar o “come-cotas” este ano poderá pagar 8% sobre todos os rendimentos obtidos até 2023 parcelados em quatro vezes, com a primeira prestação a partir de dezembro; ou 15% em 24 meses, com a primeira parcela em maio de 2024.
Os fundos fechados — que não permitem o resgate de cotas no prazo de sua duração — terão de pagar o imposto de renda também sobre os ganhos acumulados. Atualmente a tributação desses fundos é feita apenas no momento do resgate do investimento, o que pode nunca acontecer.
Offshores e trusts
- Alíquota: 15% anuais sobre os rendimentos a partir de 2024, mesmo se o dinheiro permanecer no exterior.
- Apuração anual dos lucros das offshores até 31 de dezembro.
- Recolhimento antecipado: mesma regra dos fundos exclusivos.
- Atualmente sobre o ganho de capital dos recursos investidos em offshores incide alíquota de 15% de Imposto de Renda. No entanto, essa taxação só ocorre sobre os recursos que voltarem ao Brasil. Ou seja, uma vez fora do país, essa renda poderá nunca ser tributada de fato. O projeto também define o trust como uma relação jurídica em que o dono do patrimônio transfere bens para outras pessoas administrarem. Na prática, o trust é uma ferramenta usada pelos proprietários para transferir seu patrimônio a terceiros, normalmente seus filhos, cujo dever é administrar os bens conforme a vontade dos pais.
Pela proposta, os bens e direitos do trust, no entanto, devem permanecer sob a titularidade de quem o criou, o dono original, passando ao beneficiário apenas no momento da distribuição ou do falecimento do proprietário, o que ocorrer primeiro. Eles terão que ser declarados diretamente pelo titular pelo custo de aquisição.
Os rendimentos e ganhos de capital relativos aos bens e direitos do trust serão considerados obtidos pelo titular na data do evento (criação do trust, distribuição dos bens ou falecimento do proprietário) e sujeitos à incidência do IR. A mudança de titularidade do patrimônio do trust será considerada doação, se ocorrida durante a vida do proprietário, ou herança, depois do seu falecimento, casos em que incide o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos), um imposto estadual. O proprietário, caso esteja vivo, ou os seus beneficiários deverão providenciar em até 180 dias depois de publicada a futura lei a alteração da escritura do trust, de forma a obrigá-lo a cumprir as leis brasileiras.
Atualmente a legislação brasileira não trata desse tipo de investimento, normalmente usado para reduzir o pagamento de tributos e facilitar a distribuição de heranças em vida. Para Alessandro, “o principal mérito do PL é positivar na legislação brasileira o instituto dos trusts, que passam a ser reconhecidos pelo direito tributário nacional e ficam transparentes para fins de tributação de seus rendimentos, preenchendo uma lacuna importante do ordenamento jurídico brasileiro”.
Controladas
Em outra frente, o texto tributa os lucros das entidades controladas por pessoas físicas residentes no país localizadas em paraísos fiscais (esses países têm tributação mínima, justamente para atrair o dinheiro) ou beneficiárias de regime fiscal privilegiado. As empresas no exterior com renda ativa própria inferior a 60% da renda total (ou seja, mais de 40% dos seus lucros vêm de royalties, juros, dividendos, participações acionárias, aluguéis, ganhos de capital, aplicações financeiras ou outras rendas passivas) também serão tributadas.
Poderão ser deduzidos do lucro da controlada no exterior os prejuízos apurados em balanço e os lucros e dividendos de suas controladas brasileiras; os rendimentos e os ganhos de capital dos demais investimentos feitos no país; e o imposto sobre a renda pago no exterior pela empresa e suas controladas até o limite do imposto devido no Brasil. O projeto ainda autoriza a pessoa física a declarar, de forma irrevogável e irretratável, por meio de declaração de ajuste anual a ser entregue em 2024, os bens e direitos da entidade controlada no exterior como se fossem seus (transparência para fins tributários).
Quando devidamente comprovadas, as perdas no exterior poderão ser compensadas com os rendimentos de operações de mesma natureza, no mesmo período de apuração. Caso o valor das perdas supere o do lucro, poderá ser compensado com lucros e dividendos de entidades controladas no exterior. As perdas não compensadas poderão ser usadas em períodos posteriores.
Fundos agrícolas e imobiliários
O projeto também muda o texto do governo com relação à isenção do Imposto de Renda para os Fiagros (fundos que investem em cadeias agroindustriais) e os fundos de investimentos imobiliários. Para serem isentos, esses fundos terão que ter o mínimo de 100 cotistas, e não os 500 propostos inicialmente pelo Executivo. Também foi criada uma trava para limitar as cotas de parentes, incluindo os de segundo grau, a 30% do patrimônio líquido dos fundos. Em outra mudança, as empresas que operam no país com ativos virtuais, independentemente do domicílio, terão de fornecer informações sobre suas atividades e de seus clientes à Receita Federal e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, órgão que combate a lavagem de dinheiro.
Variação cambial
O projeto normatiza a conversão da moeda estrangeira em moeda nacional. A cotação será a de fechamento para venda divulgada pelo Banco Central na data do fato gerador do imposto. O projeto define ainda que o lucro com a flutuação do dólar não será tributado em duas situações: na variação cambial de depósitos em conta corrente ou em cartão de crédito ou débito no exterior, desde que os depósitos não sejam remunerados; e na variação cambial de moeda estrangeira para vendas de até US$ 5 mil por ano. O que passar desse valor será integralmente tributado.
Emendas
Das 18 emendas sugeridas pelos senadores, Alessandro Vieira acatou integralmente uma e parcialmente outras três, oferecendo seis emendas de redação ao texto. A principal delas altera o conceito de bolsas de valores e mercados de galpão. O projeto da Câmara restringia o conceito a “sistemas centralizados e multilaterais” e o relator optou por retirar a palavra “multilaterais”. Ele ainda acrescentou a observação de que os sistemas de negociação previstos no artigo são aqueles que operam como sistemas centralizados multilaterais de negociação. Essa mudança é importante para definir em que tipos de ações os fundos não sujeitos ao come-cotas poderão investir.
Fonte: Agência Senado












