Mercado do Produtor de Juazeiro divulga a cotação dos hortifrutigranjeiros comercializados nesta segunda-feira (03)

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta segunda-feira (03). Os valores apresentados são obtidos através de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira (das 2h às 22h) e aos sábados (das 2h às 17h) e aos domingos a partir das 21h.

O consumidor que for à Ceasa ao longo do dia pode encontrar Maracujá 1ª por R$ 70,00 a caixa com 16kg, Melancia por R$ 0,80 o Kg, Melão Amarelo por R$ 1,80 o Kg, Morango por R$ 33,50 o Kg, Pêra por R$ 140,00 a caixa com 18kg, Tangerina Murcot por R$ 92,50 a caixa com 18kg, Uva Itália (1ª) por R$ 100,00 a caixa com 20kg e Coentro Seco por R$ 20,00 o Kg.

A cotação completa segue em anexo.

Adolescente faz tratamento de doença rara no Hospital Dom Malan em Petrolina

Maria Luiza dos Santos, tem 15 anos. Ama dançar, gosta de se maquiar e estar sempre bem arrumada. É carismática e distribui afeto pelos corredores e sala de tratamento do Hospital Dom Malan, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco.  Malu sofre de Mucopolissacaridoses (MPS), conhecida também como Síndrome de Morquio, que são doenças genéticas raras que afetam a produção de enzimas – proteínas fundamentais para diversos processos químicos no organismo, cuja falta pode provocar vários transtornos. Os sintomas incluem baixa estatura, abundância de pelos, rigidez das articulações dos dedos e face com traços grosseiros.

Essa garota de sorriso fácil, chegou ao HDM quando tinha 2 anos e seis meses de vida e foi recebida pela equipe pediátrica, hoje comandada pela Dra. Tatiana Cerqueira que integrava o grupo de médicos. “Quando Maria Luiza chegou ao hospital nós começamos a fazer os exames necessários para fechar o diagnóstico. Compartilhamos o caso com colegas do Recife porque o diagnóstico correto da MPS é fundamental para propiciar melhor qualidade de vida ao paciente. Ela tem a Mucopolissacaridose do tipo IV, que é uma doença genética rara, de herança autossômica recessiva, causada pela atividade deficiente da enzima N-acetilgalactosamina-6-sulfatase (GALNS), responsável pela degradação dos glicosaminoglicanos (GAGs) queratan sulfato (QS) e condroitina 6-sulfato (C6S), resultando no acúmulo desses componentes nos lisossomos de múltiplos tecidos do corpo. É caracterizada como doença multissistêmica, heterogênea e progressiva, com velocidade de progressão dos sintomas e gravidade muito variáveis” explicou a pediatra.

A doença em Maria Luiza apresentou como sintomas a baixa estatura, alterações na coluna vertebral, no quadril, nos punhos, no tórax e nas costelas. Uma complicação importante desta síndrome é a tetraplegia, causada compressão medular e danos à medula cervical. Ela tem ainda comprometimento cardíaco e pulmonar.

Em 2011, o tratamento começou a ser oferecido pela rede pública no Brasil e chegou à Maria Luiza. Uma vez por semana, Malu recebe a medicação no HDM. Um tratamento caro, que, por um longo período, só foi possível mobilizando a Justiça. Hoje é fornecida pela Farmácia de Pernambuco, do Governo do Estado. “Sem medicação ela fica cansada, fraquinha. É muito cara a medicação e sem o fornecimento do Estado não teria como fazer o tratamento. Quando ela recebe a medicada ela tem uma vida normal, ” explica Maria Edleuza Souza, mãe de Maria Luiza.

Esse é um papel importante do Hospital Dom Malan tanto para Petrolina quanto para o Estado de Pernambuco. Esse tratamento de doenças raras em crianças e adolescentes é encaminhado ao HDM e toda a equipe médica busca oferecer ao paciente o tratamento adequado e informação para as famílias. Para nós que fazemos a gestão os esforços são contínuos, ” ressalta a diretora geral do HDM, Carolina Lemos.

Assessoria de Comunicação do HDM / ISMEP

80ª Missa do Vaqueiro encerra ciclo junino de Petrolina com celebração da fé e tradição da cultura sertaneja

Logo no primeiro horário da manhã deste domingo (2), o gibão e o chapéu de couro, trajes típicos do vaqueiro, já podiam ser vistos nas ruas de Petrolina. Em pouco tempo, centenas de homens e mulheres de todas as idades montados a cavalo se concentravam nas imediações do Estádio Paulo Coelho para a celebração de uma das mais originais tradições do petrolinense. Em cortejo, os vaqueiros cavalgaram até a Orla de Petrolina sob aplausos da população em devoção à cultura nordestina. Na beira do Rio São Francisco, a vaqueirama participou da 80ª edição da Missa do Vaqueiro, evento que encerra o ciclo junino de Petrolina.

O ritual marca uma relação de fé e tradição que acontece desde 1941 no município e atrai milhares de pessoas. Após a cavalgada, do estádio até a orla, a vaqueirama se emocionou ao som de orações cantadas, como a Ave Maria Sertaneja, que contam a história de luta do homem e da mulher do sertão. A missa, momento de agradecimento pelas bênçãos recebidas, foi celebrada pelo padre José Guimarães e teve a participação do Terço dos Homens da Cohab Massangano, dos aboiadores Edvaldo e Jocélio Vaqueiro, de Zezinho do Violão, Quinteto Violado e André Mendes.

Montado a cavalo e acompanhando o cortejo de perto, o prefeito Simão Durando destacou a importância da celebração. “Esse é um dos eventos mais bonitos e emocionantes de Petrolina. É uma festa que carrega muita história, a mais antiga Missa do Vaqueiro de Pernambuco. Esses homens e mulheres ajudaram a moldar a nossa cultura, identidade social e todos os anos se reúnem para agradecer a Deus e fortalecer nossas tradições. Encerramos com chave de ouro e com as bençãos de Deus um ciclo junino que foi um sucesso”, frisou.

Na noite anterior, os vaqueiros e vaqueiras participaram do tradicional Forró da Espora. O evento reuniu um público de 5 mil pessoas de mais de 40 localidades. O Forró da Espora e a Missa do Vaqueiro são realizados pela Prefeitura de Petrolina em parceria com a Associação dos Vaqueiros de Cristália. As duas celebrações concluem um conjunto de festividades que iniciaram em abril, com a Exporajada. O ciclo junino de Petrolina contou ainda com o São João dos Bairros, Jecana, concursos de quadrilhas, violeiros e sanfoneiros; a Festa de Santo Antônio, na Ilha do Massangano; a Vaquejada; e o aniversário da Tapera. O ponto alto foram as nove noites de São João no Pátio Ana das Carrancas. A estimativa é que o ciclo junino tenha reunido mais 900 mil petrolinenses e turistas.

Fotos: Erlan Alexandre/ Devid Menezes

Inscrições para lista de espera do Sisu terminam na próxima terça

Os candidatos que não foram selecionados na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre de 2023 têm até terça-feira (4) para manifestar interesse em participar da lista de espera. O prazo para a inscrição começou na última terça-feira (27) e deve ser feita pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

Os candidatos que estiverem na lista de espera para a matrícula serão convocados pelas próprias instituições a partir do dia 10 de julho, portanto o estudante interessado deve se informar junto à instituição para a qual está inscrito.

“As convocações são gerenciadas e realizadas por cada instituição, de acordo com seu planejamento. As informações, conforme portaria, devem estar em edital da instituição de educação superior e no site da instituição”, diz o Ministério da Educação (MEC).

O dia 4 de julho também é a data final para que os estudantes se matriculem nas instituições de ensino para as quais foram selecionados. O prazo começou na quinta-feira, 29 de junho. Os candidatos devem verificar os dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição em edital próprio.

O MEC divulgou o resultado da chamada única do Sisu no dia 27 de junho, no  portal do Sisu. Ao todo, a segunda edição de 2023 do programa teve 305.797 inscritos.

Miguel Coelho lamenta falecimento do desportista Demarzinho

Hoje, 01/07, Petrolina perdeu um grande cidadão. E o esporte sertanejo, um grande amigo. Valdemar Cavalcanti, o Demarzinho, nos deixou. Ele foi um desportista apaixonado, criou a Copa do Interior de Petrolina e sempre esteve envolvido em competições importantes, bem como, em projetos que incentivassem o esporte.

Quando ainda era prefeito de Petrolina, tive a oportunidade de resgatar a Copa do Interior e Demarzinho foi o patrono dessa importante competição. Ele esteve envolvido com sua paixão, o futebol amador, até seus últimos momentos, e merece todas as homenagens.

O legado de Valdemar Cavalcanti para o desporto local é incalculável e insubstituível. Lamentamos profundamente essa perda e expresso minha solidariedade a todos os familiares e amigos do nosso querido Demarzinho.

Novas regras do Código de Trânsito Brasileiro começam a valer em todo o país

Começaram a valer neste sábado (1), em todo o país, as mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo Presidente da República no mês passado. A nova redação incluída na lei 9.503/97 muda a forma de fiscalização do exame toxicológico, enquanto a Resolução 996/23 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN – atualiza as regras para registro e circulação de veículos como ciclomotores, bicicletas elétricas, patinetes elétricos e outros meios de locomoção.

Pela Lei 14.599/23, que alterou o CTB, as regras relacionadas ao exame toxicológico – obrigatório para motoristas das categorias “C”, “D” e “E” – sofrem diversas alterações. Na prática, a partir de agora existem duas infrações distintas relacionadas à obrigatoriedade do exame, diferente da norma que vigorava até o mês passado, com apenas uma infração prevista na lei.

A primeira novidade diz respeito à infração prevista no art. 165-B, pela não renovação do exame dentro do prazo regulamentar. Apesar do exame continuar sendo obrigatório somente para os condutores com categoria de habilitação C, D ou E, a infração não se configura mais somente quando esses condutores estiverem na direção de veículos que exijam essas categorias, como era antes, mas sim qualquer veículo, incluindo automóveis e motocicletas.

A segunda novidade foi a criação do novo artigo 165-C, estabelecendo a punição para os condutores, mesmos reprovados no exame toxicológico, continuarem dirigindo.

Deixar de fazer o exame toxicológico, ou então dirigir após ter sido reprovado no exame, é considerada infração de natureza gravíssima, punida com multa de R$1.467,35 e suspensão do direito de dirigir por três meses. Além disso, se o condutor reincidir na infração dentro de um período de 12 meses, o valor da multa é dobrado.

Adicionalmente, as novas regras acabaram com a chamada “multa de balcão”, aplicada pelos DETRANs no momento da renovação da habilitação, ao constatarem a não realização de algum dos exames toxicológicos intermediários, que ocorrem a cada dois anos e meio.

Conforme já havia sido previsto pela própria Lei 14.599/23, o Contran, através da Deliberação 268/23, estabeleceu um prazo até 28/12/2023 para os condutores regularizarem os exames, caso estejam vencidos.

Fiscalização da PRF

A fiscalização da PRF relacionada à regularidade do exame toxicológico será iniciada após findo o prazo adicional já estabelecido pelo Contran, ou seja, os condutores que porventura estiverem com o exame em situação irregular, estão sujeitos a autuação a partir do dia 29/12/2023.

Ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes motorizados

As novas regras também alcançam ciclomotores, bicicletas e patinetes elétricos. Com a popularização nos últimos anos, a circulação desses veículos aumentou consideravelmente e por essa razão é necessário entender as características de cada um e as normas implementadas pela Resolução 996/2023 do CONTRAN e que os condutores terão de seguir a partir de segunda-feira (3):

– Ciclomotores: veículos de duas ou três rodas, com motor de combustão interna ou elétrico, com cilindrada máxima 50 cm³ (centímetros cúbicos), equivalente a 3,05 pol³ (três polegadas cúbicas e cinco centésimos) e potência de 4 kW (quatro quilowatts), com velocidade limitada a 50 km/h e que atendem aos demais requisitos estabelecidos na resolução.

Esses veículos devem ser registrados e licenciados normalmente, como os demais veículos. Além disso, devem possuir todos os equipamentos obrigatórios previstos na Resolução CONTRAN 993/23, transitar com a luz baixa acesa durante o dia, os condutores devem estar devidamente habilitados e também devem utilizar capacete motociclístico com viseira ou óculos de proteção.

– Bicicletas elétricas: bicicletas equipadas com motor elétrico auxiliar, limitadas à potência de 1000W e velocidade máxima de 32 km/h, não precisam de registro e licenciamento. No entanto, precisam possuir indicador e/ou dispositivo limitador eletrônico de velocidade, campainha, sinalização noturna dianteira, traseira e lateral, espelho retrovisor do lado esquerdo e pneus em boas condições.

– Equipamentos de mobilidade individual autopropelidos: dispositivos de transporte movidos por motor elétrico, como patinetes, monociclos e hoverboards.

Não há necessidade de registro e licenciamento para esses equipamentos. Tampouco habilitação por parte do condutor.

Caberá ao órgão ou entidade com circunscrição sobre a via regulamentar a circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, nas vias terrestres abertas à circulação pública, conforme dispõe o art. 2º do CTB.

STF conclui julgamento a favor do piso da enfermagem no setor público

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na noite desta sexta-feira (30), o julgamento sobre a validade do pagamento do piso salarial nacional para os profissionais de enfermagem. A maioria dos ministros votou a favor do pagamento conforme a lei para os profissionais que são servidores públicos da União, de autarquias e de fundações públicas federais.

O piso também fica valendo para servidores públicos dos estados e municípios e do Distrito Federal, além dos enfermeiros contratados por entidades privadas que atendam 60% de pacientes oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS). Será admitido o pagamento do piso proporcional à jornada.

Houve o impasse na votação para o pagamento aos profissionais celetistas, que trabalham em hospitais privados.

Venceu a proposta do relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, que determina que haja uma negociação coletiva prévia entre patrões e empregados como critério para o pagamento do piso. O argumento do ministro é evitar demissões em massa ou comprometimento dos serviços de saúde. Nesse caso, podem ser aplicados outros valores.

O voto de Barroso foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes, Carmen Lúcia e André Mendonça, o último a depositar o voto no plenário virtual da Corte na noite de ontem.

O ministro Dias Toffoli divergiu do relator. Para ele, o pagamento do piso aos enfermeiros privados deveria ocorrer de forma regionalizada, conforme negociação coletiva da categoria em cada estado, devendo prevalecer o “negociado sobre o legislado”. Também votaram nesse sentido os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Nunes Marques.

Para os ministros Edson Fachin e Rosa Weber, o piso deveria ser garantido para todas as categorias de enfermeiros públicos e privados.

Piso nacional

O novo piso para enfermeiros contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de R$ 4.750, conforme definido pela Lei nº 14.434. Técnicos de enfermagem recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). Pela lei, o piso vale para trabalhadores dos setores público e privado.

No ano passado, o pagamento do piso foi suspenso pelo STF devido à falta de previsão de recursos para garantir o pagamento dos profissionais, mas foi liberado após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abrir crédito especial para o repasse de R$ 7,3 bilhões  para estados e municípios pagarem o piso.

Em maio, o relator, ministro Luís Roberto Barroso, estabeleceu regras para o pagamento do piso aos profissionais que trabalham no sistema de saúde de estados e municípios nos limites dos valores recebidos pelo governo federal. Na semana passada, o caso voltou a ser julgado após dois pedidos de vista diante de divergências apresentadas pelos ministros em relação à operacionalização do pagamento.

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Por: Agência Brasil

Reforma tributária pode onerar alimentos básicos, alerta especialista

Foto: Nelson Fontes - Divulga Petrolina

O projeto substitutivo da reforma tributária apresentado na Câmara dos Deputados pode aumentar impostos de alimentos que formam a cesta básica da população brasileira, segundo alertaram especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Por outro lado, o coordenador do grupo de trabalho da reforma na Câmara, o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), afirma que o tema ainda está em debate e que parlamento não deve permitir aumento de imposto sobre alimentos básicos para os mais pobres. 

O ex-secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional de 2013 a 2016 e membro do Instituto Fome Zero, Arnoldo Anacleto, avaliou como “escandaloso” o trecho sobre alimentos do substitutivo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 45/2019) apresentado pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Anacleto lembra que um dos pontos positivos do atual sistema tributário brasileiro é o imposto zero – tanto federal, quanto estadual – para produtos hortifrutigranjeiros (saladas, verduras, raízes, tubérculos, frutas, leite, ovo), considerados mais saudáveis. O problema, segundo o especialista, é que o artigo 8º do parecer preliminar da reforma prevê que “alimentos destinados ao consumo humano” podem ter as alíquotas reduzidas em 50%. Com isso, alimentos hoje totalmente isentos seriam tributados, ainda que com alíquotas menores.

“Vamos aumentar os impostos significativamente dos in natura e minimamente processados, que é a base da alimentação saudável, que a gente quer estimular e o que tá causando inflação. Nós vamos encarecer a cesta básica”, afirmou o especialista, que hoje atua como consultor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). “Para mim é um escândalo”, acrescentou.

A Oxfam Brasil compartilha dessa preocupação. O coordenador de Justiça Social e Econômica da entidade, Jefferson Nascimento, argumenta que, apesar do artigo 8º prever uma alíquota menor, ela será maior “do que aquela que a gente vivencia hoje em diversos produtos da cesta básica. Então isso com certeza é algo preocupante”. A Oxfam Brasil é uma organização sem fins lucrativos que atua no combate às desigualdades e à pobreza, sendo uma das 70 entidades que assinaram o Manifesto pela Reforma Tributária Saudável, Solidária e Sustentável.

As grandes varejistas da alimentação também demonstraram preocupação. Em nota, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) opinou que “como o texto não deixa expresso qual será a alíquota de referência do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), a cobrança de uma alíquota reduzida pode, sim, onerar produtos que hoje são isentos, causando um aumento de preços generalizado em itens que compõem a cesta básica”.

 Responsável pela política do governo federal para produção de alimentos para consumo interno, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse à Agência Brasil que está dialogando com o relator, Aguinaldo Ribeiro, e com o deputado Reginaldo Lopes, “no sentido de não tributar alimentos saudáveis, evidentemente eu acho que tem que ter uma tributação para os ultraprocessados”. O ministro acrescentou que se o texto for mesmo causar aumento da tributação de alimentos “o governo deve dialogar com o Congresso para evitar (o aumento)”.

O coordenador do grupo de trabalho de reforma, deputado Reginaldo Lopes, em entrevista à Agência Brasil, ponderou que o tema dos alimentos da cesta básica ainda está em discussão e pode ser alterado. “Nós vamos avaliar. O nosso primeiro compromisso é não ter aumento de imposto e menos ainda para o povo mais pobre”.

O parlamentar acrescentou que o mecanismo de cashback, que é a devolução de parte do dinheiro gasto com a compra de algum produto, deve compensar qualquer eventual aumento de tributo, além de considerar que é uma forma mais eficiente de se fazer justiça tributária em comparação com as desonerações que hoje existem para os alimentos.

Procuramos o relator da matéria, deputado Aguinaldo Ribeiro, para comentar o tema, mas a assessoria informou que ele não teria tempo devido a agenda de reuniões sobre a reforma tributária. A expectativa é que o tema seja votado no plenário da Câmara até a segunda semana de julho.

Cashback

O texto da reforma prevê o cashback ao incluir a previsão de “hipóteses de devolução do imposto a pessoas físicas, inclusive os limites e os beneficiários”, o que deve ser regulamentado em lei posterior, sem prazo definido. A Oxfam Brasil, em nota, alertou que o mecanismo é de difícil implementação, além de destacar que o tempo “entre o estabelecimento do IVA e a regulamentação do cashback pode deixar milhões de famílias de baixa renda expostas ao aumento da alíquota sobre produtos essenciais, a depender da revisão da desoneração de itens da cesta básica”.

O pesquisador do Instituto Fome Zero, Arnoldo Anacleto, argumenta que boa parte dos trabalhadores brasileiros está no mercado informal, o que deve dificultar a devolução de valores pagos. “Esse negócio que o cashback vai resolver, não vai resolver. Ele come ali no ponto de ônibus. Ele come é a quentinha que está sendo vendida lá por R$12,00, ele tá na economia informal. Como é que ele vai gerar crédito?” questionou o especialista.

Para o coordenador do grupo de trabalho da reforma, Reginaldo Lopes, é possível fazer a devolução via cashback de forma eficiente, sendo essa uma política mais justa do ponto de vista da desigualdade uma vez que hoje tanto o rico quanto o pobre recebem a mesma desoneração dos alimentos.

“Então você onera uma parte (mais rica) e desonera outra devolvendo o dinheiro para os mais pobres criando o cashback. Nossa reforma é para melhorar a vida do povo, é para dar eficiência produtiva. Porque hoje o nosso modelo é imposto sobre imposto”, explicou. O petista acrescentou que há outras possibilidades sendo discutidas na Câmara, como a revisão de parte dos itens da cesta básica. “A gente revisita a cesta básica e, em vez de isentar os 1.300 produtos, isentamos alguns produtos mais importantes e nos outros devolvemos em cashback”, revelou.

Para o parlamentar, a desoneração não é eficiente porque não há garantias de que ela chegue no preço final do alimento. “Eu faço uma alíquota diferenciada por setor, sabe o que acontece? Ela é incorporada na margem de lucro da empresa” afirmou. Para Reginaldo Lopes, “o cashback é um instrumento que você focaliza a desigualdade e resolve ela”.

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Edição: Valéria Aguiar

Laboratório Itinerante: Prefeitura de Juazeiro divulga cronograma de atendimento para o período de 03 a 07 de julho

Dando continuidade aos serviços de saúde, a Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau), divulga o cronograma do Laboratório Itinerante para o período de 03 a 03 de julho.As primeiras comunidades a serem atendidas no mês de julho serão Maniçoba II e Jatobá na segunda-feira (03), Capim de Raiz na quinta-feira (06) e Mandacaru I na sexta-feira (07). De acordo com a Sesau, a meta é beneficiar cerca de 1.300 pessoas durante o mês.O Laboratório Itinerante tem como objetivo a coleta de exames laboratoriais dos cidadãos residentes na zona rural do município, e que tem dificuldades com transporte e locomoção para esse serviço.

.Texto: Iana Lima – Ascom Sesau/PMJ.

Prefeitura intensifica preparativos para o encerramento do ciclo junino de Petrolina 

O ciclo junino de Petrolina será encerrado neste fim de semana com duas grandes programações voltadas para os vaqueiros e o público de modo geral. O tradicional ‘Forró da Espora’ e a Missa do Vaqueiro prometem atrair milhares de pessoas no Estádio Paulo de Souza Coelho e na Porta do Rio, Orla. Mantendo o compromisso de garantir a organização dos locais dos eventos, a prefeitura, através da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), está realizando mutirões de limpeza nos dois polos.  

Mais de 30 trabalhadores estão envolvidos nas ações de limpeza e zeladoria. As equipes contaram com o apoio de caminhões poliguindaste, caçamba, retroescavadeira, roçadeiras mecanizadas, entre outros equipamentos. Além do reforço na limpeza no estádio, também foi feita uma expansão na parte de iluminação, visando reforçar a segurança do público do evento. Já na orla, o destaque foi a remoção das baronesas acumuladas nas margens do Rio São Francisco. 

Além dos mutirões realizados de forma preventiva, no próximo domingo (2), parte da equipe estará de plantão para limpar as ruas após a passagem dos vaqueiros e seus animais em cortejo. “Sabendo da movimentação que esses dois eventos geram na cidade, elaboramos um cronograma de ações para oferecer conforto e tranquilidade para quem for curtir o encerramento do ciclo junino de Petrolina. Agradecemos a confiança do prefeito Simão Durando em nosso trabalho e garantimos que até o último minuto vamos manter o ritmo”, destaca Alisson Oliveira, secretário executivo de Serviços Públicos. 

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Adailma Gomes – Assessora de imprensa da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade           

Fotos: Prefeitura de Petrolina