Governo de Pernambuco decreta expediente reduzido na próxima segunda-feira (29)

O Governo de Pernambuco, vai decretar expediente reduzido na próxima segunda-feira (29) para as repartições públicas e entidades da administração direta e indireta do Estado. A medida foi adotada em razão da partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA 2026, que acontecerá às 14h. De acordo com a determinação, os servidores estaduais serão liberados a partir das 12h.

As exceções são para os serviços considerados indispensáveis, cujo funcionamento ficará a critério dos respectivos gestores. A medida será publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (26).

Mais de 10 mil professores foram contratados com nota da PND de 2025

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A nota da Prova Nacional Docente (PND) contribuiu para o ingresso de mais de 10 mil professores nas redes estaduais e municipais de ensino de todo o país que aderiram voluntariamente ao exame em 2025.

Ao todo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) contabiliza que mais de 220 mil participantes da primeira edição utilizaram a nota para concorrer a uma vaga em algum processo de seleção de profissionais para atuar no magistério público.

Conhecido também como Enem dos Professores, a prova foi criada para apoiar as redes públicas de estados e municípios a contratarem professores para lecionar na educação básica por meio de seleções próprias – sejam concursos, processos seletivos simplificados ou outros formatos, a partir das notas obtidas pelos candidatos. Os resultados de cada edição do exame têm validade de três anos.

Adesões em 2026

O Ministério da Educação (MEC) informou que 2.031 entes federativos aderiram voluntariamente à Prova Nacional Docente (PND) em 2026. O número representa uma participação das redes de ensino de 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros.​​

​Em comparação com 2025, quando 1.508 municípios e 22 estados aderiram à PND, o crescimento na participação foi superior a 30%.

Do total de entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados da PND em processos seletivos no ano de 2026.

Inscrições para 2026

As inscrições para a Prova Nacional Docente de 2026 estão abertas até 3 de julho e devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema PND no portal Inep.

Podem participar da PND os estudantes concluintes de cursos de licenciaturas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, bem como os demais interessados em participar de concurso ou processo seletivo promovido pela União, estados, Distrito Federal e municípios que adotem o resultado da avaliação como etapa de processo de admissão próprio.

O prazo final de 3 de julho vale também para os candidatos que necessitam de atendimento especializado e para os candidatos que querem ser tratados pelo nome social durante todo o processo da PND. 

Provas

A PND será aplicada em 20 de setembro, sob responsabilidade do Inep.

O exame será dividido em dois blocos:

  • formação geral docente: 30 perguntas objetivas e mais uma discursiva, que avalia competências pedagógicas, compreensão de temas da realidade brasileira e mundial, comunicação escrita e raciocínio lógico; e
  • componentes específicos: 50 questões objetivas destinadas a avaliar as aprendizagens em uma das 21 áreas de conhecimentos escolhida pelo candidato.

A prova integra as ações do Programa Mais Professores para o Brasil. A política federal tem o objetivo de fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério.

Fonte: Agência Brasil

Vacinas: debatedores afirmam que país precisa estar preparado para novas pandemias

Os entraves regulatórios e o financiamento da produção de vacinas nacionais foram tema da audiência pública promovida nesta quarta (24) pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT). Parlamentares e especialistas argumentaram que o país precisa ser capaz de dar respostas rápidas a problemas futuros — como uma nova pandemia.

Ao presidir a audiência, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) afirmou que a pandemia de covid-19 evidenciou a necessidade de investimentos na área. Para o senador, é obrigação do Congresso Nacional e do Executivo preparar o país para essas situações. Foi ele quem solicitou o debate.

Ao ressaltar que a maioria das vacinas nacionais é resultado da transferência de tecnologia, Pontes declarou que “desenvolver vacina no Brasil é extremamente importante; isso não pode ficar na mão de outros países num momento crítico como uma pandemia”.

O senador reconheceu, contudo, a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de oferecer vacinas em locais remotos e de difícil acesso, principalmente diante de condições especiais de transporte (como a exigência de manutenção de certas temperaturas para as vacinas).

A Organização Mundial de Saúde estima que pelo menos três milhões de vidas por ano são salvas com programas de vacinação.

Programa Nacional de Imunizações

Diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Eder Gatti Fernandes afirmou que o governo se comprometeu com a imunização em todo o país.

Para garantir que o programa funcione, ele informou que foram estabelecidas parcerias com laboratórios públicos nacionais, como o Instituto Butantan e o Bio-Manguinhos. O primeiro é o principal fornecedor de vacinas contra a gripe no Brasil; o segundo fornece vacinas para doenças como sarampo, tétano e febre-amarela.

Segundo Eder Gatti, o Brasil precisa estar atento ao desenvolvimento de vacinas. Ele disse que, para um período de 30 anos, modelagens matemáticas indicam que há 70% de risco de uma nova pandemia com algum vírus respiratório.

— Nós precisamos, sim, valorizar a produção nacional. Precisamos, sim, valorizar os nossos laboratórios públicos e também precisamos estabelecer parcerias com o setor privado, para trazer tecnologias para o país e garantir a modernização da nossa produção e também do nosso Calendário Nacional de Vacinação, além de financiar a infraestrutura do nosso parque industrial em vacinas e financiar estudos de desenvolvimento de vacinas — afirmou ele.

FNDCT

Representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Thais Haline Vaz Sousa destacou que houve um aumento dos valores disponíveis no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT): de R$ 7,2 bilhões em 2020 para R$ 17,7 bilhões estimados para 2026.

Nesse ministério, ela é a coordenadora-geral substituta de Ciências da Saúde, Biotecnológicas e Agrárias da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos.

Dificuldades

Representante da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ricardo Gazzinelli apontou dificuldades no processo de desenvolvimento de vacinas, como questões de infraestrutura, capacitação de pessoal, treinamento de pesquisadores, financiamento e andamento dos processos nas agências regulatórias.

Gazzinelli, que é coordenador do Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG, lembrou que em 2024 foi aprovada a Lei 14.874 (também conhecida como o marco legal da pesquisa clínica). Essa lei determina que, se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não se manifestar dentro do prazo legal de 90 dias úteis, um estudo pode ser considerado aprovado para fins regulatórios, desde que os demais requisitos legais e éticos tenham sido cumpridos.

Mas ele salientou que o processo com vacinas nacionais tem sido longo, ao contrário do que acontece com a política de “reliance” (confiança), que promove a aprovação acelerada de protocolos clínicos aprovados em agências regulatórias do exterior, favorecendo, assim, as inovações provenientes do hemisfério norte.

— Então, o que nós estamos vendo hoje é que a inovação que vem do exterior é aprovada muito mais rapidamente, seja aquela feita por uma companhia farmacêutica, seja aquela feita por uma universidade, enquanto a inovação nacional está parada — frisou o coordenador.

Anvisa

Representante da Anvisa, Anderson Vezali Montai declarou que a agência implementa “um processo técnico extremamente robusto, de forma que seja garantida a qualidade, a segurança e a eficácia do produto a ser lançado no mercado”.

Ele atua, na Anvisa, como gerente-geral de Produtos Biológicos, Radiofármacos, Sangue, Tecidos, Células, Órgãos e Produtos de Terapias Avançadas.

— No processo de reliance, temos uma lista de agências reguladoras que nós seguimos (…). Nós aproveitamos as informações que eles nos fornecem para tomarmos uma decisão mais célere.

Montai disse que, no caso da vacina da dengue, houve uma atuação muito próxima junto ao Instituto Butantan. Ele destacou que, durante o processo de análise, em 2024, houve quatro notificações de exigências, que foram discutidas com o instituto. O registro foi concedido ao final de 2025, após discussões com consultores especializados.

— De forma que nós chegamos à decisão de que os dados eram muito bons. A parte de desenvolvimento estava satisfatória, atendendo a todos os nossos critérios. Os estudos clínicos mostraram dados bastante promissores, com quase 17 mil pessoas, sem a detecção de eventos adversos graves. E a Anvisa decidiu aprovar o produto em dezembro de 2025.

Instituto Butantan

O Instituto Butantan, que acabou de completar 125 anos, oferece — por meio do PNI — 10 vacinas diferentes e 12 diferentes tipos de soros.

Segundo o diretor do instituto, Esper Georges Kallás, o Butantan também tem um corpo de pesquisadores que trabalha com linhas de pesquisa sobre novos produtos para necessidades não atendidas pelo SUS — como possíveis vacinas contra o vírus zika e a gripe aviária.

— É uma das pouquíssimas instituições do mundo que têm a capacidade de ir desde a descoberta de uma pesquisa fundamental em bancada de laboratório até trilhar todo o caminho e atingir um licenciamento de um produto. A gente tem o potencial de trilhar esse caminho de desenvolvimento e inovação no Brasil, algo que eu acho que é uma das principais conquistas consolidadas ao longo desses anos, porque a gente pode oferecer novas opções para o brasileiro — enfatizou Kallás.

Também participaram da audiência a gerente do Departamento de Saúde e Qualidade de Vida da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Adriana Battaglia, e Manoel Barral Netto, membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Fonte: Agência Senado

A VASILVA SERVIÇOS CONTÁBEIS se diferencia ao trazer Uemerson Florencio para o treinamento de seus profissionais

A VASILVA ciente da necessidade de aprofundar sobre o tema da saúde mental dos colaboradores, oportunizou também para proporcionar neste dia espaço para ampliar a integração da equipe trabalhando reflexões sobre as relações interpessoais, produtividade e resultados assertivos. E a sua empresa tem criado espaço para esta discussão?

Com este treinamento, a VASILVA tem por objetivo expor sobre a NR1 no sentido de identificar, avaliar e mitigar os Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho. E quais são os aspectos a serem considerados? Entre eles, podemos dar destaque para o estresse ocupacional, assédio, síndrome de burnout e sobrecarga de metas. Hoje, os empresários precisam com urgência levar o tema para as suas equipes, afinal, é LEI!

Com uma abordagem direcionada para a influência das palavras, gestos e atitudes, além da saúde mental dos funcionários, os gestores da VASILVA, Marival Granja e Wilney Benevides, contaram com o treinador, correspondente internacional e escritor Uemerson Florencio para realizar tais considerações. Foi uma sexta-feira diferenciada, um 19 de junho em clima junino e de Copa do Mundo e uma turma show!

Com a sua sede na cidade de Campo Formoso na Bahia, a VASILVA é uma empresa com diversos serviços de contabilidade constituída por profissionais com larga experiência em gestão empresarial. Buscando zelar pela saúde emocional dos seus colaboradores, os gestores concentraram esforços para contemplar a sua equipe com o treinador Uemerson e suas profundas reflexões na área comportamental no ambiente de negócio.

Falar sobre saúde mental no segmento das empresas de contabilidade é muito importante em função das diversas tarefas repetitivas para uma plena entrega dos serviços prestados aos seus clientes. Dessa forma, zelar pela redução da pressão mental diante da execução das tarefas que envolvem prazos e diversas obrigações durante os expedientes é algo extremamente prioritário.

Durante o treinamento Uemerson Florencio fortaleceu ainda mais a sua vasta abordagem com fortes contribuições para:

– A influência da linguagem corporal nas relações com os clientes;

– Códigos corporais que geram vulnerabilidades;

– As micro expressões faciais e emoções;

– Gestos involuntários que comunicam aceitação, rejeição ou indiferença;

– A comunicação transmitida, percebida e desejada. 

A empresa foi contemplada por um momento inédito e inesperado, onde teve a oportunidade de realizar uma sessão aberta em tradução da linguagem dos funcionários. Este foi um momento para que eles pudessem ter as provas tangíveis sobre as mensagens transmitidas através do corpo. Vale destacar que neste momento não houve qualquer tipo de tradução em particular de nenhum dos funcionários, exatamente para evitar exposição dos mesmos.

Vale refletir:

– Será que a sua empresa sabe quais são os aspectos centrais da NR1 sobre os riscos psicossociais relacionados ao trabalho?

– Os colaboradores da sua empresa estão realmente bem emocionalmente?

– Como a empresa tem gerenciado o plano de metas dos funcionários?

– Como os gestores tem conduzido a sua comunicação interna?

– As abordagens durante o atendimento aos clientes são assertivas?

– A empresa sabe diferenciar entre recepcionar e acolher os clientes?

– Quantos treinamentos são realizados para reduzir os impactos negativos das insatisfações dos funcionários?

Diante destas perguntas sugerimos que as empresas se permitam avançar no sentido de entregar treinamentos que envolvam os seus colaboradores em conceitos e dinâmicas práticas que visem consolidar as abordagens da NR1. Uemerson ainda reforça, as empresas devem rever a forma de treinar os seus colaboradores onde possa dialogar com as necessidades reais com métodos que também fortaleçam a identidade corporativa da empresa.

Unesp: inscrições para vagas do Meio de Ano via Enem terminam hoje (25)

Unesp de Assis terá curso inédito no Brasil de cultura e língua chinesas  • Divulgação/Jornal da Unesp

Termina às 23h59 desta quinta-feira (25) o prazo de inscrição para o Vestibular de Meio de Ano da Unesp para quem quer usar a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Podem concorrer candidatos que prestaram o Enem nas edições de 2024 ou 2025. O cadastro deve ser feito exclusivamente pelo site da Vunesp e a taxa de inscrição é de R$ 20.

São 20 vagas, sendo 16 para as engenharias agronômica, civil, elétrica e mecânica, no campus de Ilha Solteira, e mais quatro para o novo curso de língua e cultura chinesas, inédito no Brasil e oferecido no campus de Assis.

O resultado será divulgado em 10 de julho e as matrículas serão realizadas de forma virtual de 13 a 29 de julho.

O Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública destina 50% das vagas de cada curso de graduação da Unesp para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública, sendo que 35% das vagas desse sistema são destinadas a pessoas que se autodeclararem pretas, pardas ou indígenas.

Os estudantes do ensino público representam cerca de 55% das matrículas.

Fonte: CNN

Caso Americanas: PF deflagra segunda fase da Operação Disclosure

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (25), a segunda fase da Operação Disclosure, para aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis estimadas em aproximadamente R$ 54 bilhões.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.

“Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF.

Ainda de acordo com a nota, as apurações apontam indícios dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.

Entenda

A primeira fase da Operação Disclosure foi deflagrada em junho de 2024, quando policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão contra ex-diretores da empresa Americanas. Também foram cumpridos o sequestro de bens e valores que somavam mais de R$ 500 milhões.

À época, a PF informou que as investigações tiveram a colaboração da atual diretoria da empresa. Os policiais apuraram que os então diretores da Americanas praticaram fraudes contábeis relacionadas a operações de risco sacado, que consiste numa operação na qual a varejista consegue antecipar o pagamento a fornecedores por meio de empréstimo junto aos bancos.

As investigações também constataram “fraudes envolvendo contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que consistem em incentivos comerciais que geralmente são utilizados no setor, mas no presente caso eram contabilizadas VPCs que nunca existiram”, informou a corporação.

Ainda em 2024, as notícias envolvendo a operação que mirou a antiga cúpula do Grupo Americanas trouxeram à tona desafios e limites da regulamentação do mercado financeiro no país, conforme avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil e do próprio órgão regulador estatal, que reconhecem fatores que impedem o melhor acompanhamento de balanços contábeis e governanças de grandes companhias.

Entre os aspectos apontados pelos entrevistados estão a necessidade de um equilíbrio entre regulamentação estatal e do próprio mercado; conflitos de interesses que minam a autorregulação; sofisticação de fraudes empresariais, com um “time” estruturado para manipular dados; e orçamento inadequado e falta de pessoal no quadro de funcionários do órgão regulador estatal.

 

Fonte: Agência Brasil

SP registra primeira variedade brasileira do limão caviar, fruta que pode atingir R$ 1,2 mil o quilo

Foto: Divulgação/Agência SP.

O Estado de São Paulo passou a contar com a primeira variedade brasileira de limão caviar registrada no Registro Nacional de Cultivares (RNC). Desenvolvida pelo Instituto Agronômico (IAC), a cultivar Faustrime foi registrada em 2023 e deve chegar ao mercado ainda este ano.

Originário da Austrália, o limão caviar tem espaço na alta gastronomia e pode alcançar preços entre R$ 400 e R$ 1.200 o quilo, dependendo da oferta, da demanda e da qualidade do fruto.

Fruto tem polpa em forma de “pérolas”

Foto: Divulgação/Agência SP.

Diferentemente dos limões convencionais, o limão caviar não concentra o suco em gomos. Sua polpa é formada por pequenas vesículas que lembram ovas de peixe, característica que deu origem ao nome da fruta.

“Ao contrário de outros citros, o caviar não possui suco, por isso sua destinação à alta gastronomia para finalização de receitas. Sua polpa tem pequenas vesículas que se parecem com o caviar e quando consumidas estouram na boca e liberam um sabor levemente ácido. As cores da casca e da polpa podem variar em tonalidades entre marrom, amarelo, rosa, verde e avermelhado”, explica a pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), Marinês Bastianel, em nota.

Conhecido internacionalmente como finger lime, ou “lima de dedo”, o fruto pertence à espécie Microcitrus australasica, da mesma família das frutas cítricas, embora seja diferente dos limões Siciliano e Tahiti, que pertencem ao gênero Citrus.

Gastronomia impulsiona demanda

O limão caviar vem sendo incorporado aos cardápios de restaurantes, principalmente na finalização de pratos. Para o sushi chef Allan Beckmann, do restaurante Satori Omakase, o ingrediente contribui para diferentes combinações gastronômicas.

“A textura dele, quase lúdica, dialoga naturalmente com preparos que valorizam pureza, contraste e precisão. Como no omakase, ele pode ser mais do que um acabamento bonito, torna-se um elemento de linguagem. Ao lado de um peixe branco, de uma vieira ou de um niguiri cuidadosamente montado, ele realça o sabor sem encobrir a identidade do ingrediente principal.”

Segundo o chef, o fruto amplia as possibilidades de composição dos pratos e atende à procura por ingredientes que combinam sabor, textura e apresentação.

Nova opção para os citricultores

Foto: Divulgação/Agência SP.
Foto: Divulgação/Agência SP.

O IAC avalia que a cultivar Faustrime pode abrir novas oportunidades para produtores brasileiros interessados em atender nichos de mercado.

A comercialização deve ter como foco as capitais brasileiras, enquanto, no mercado internacional, o consumo já ocorre em países da União Europeia, nos Estados Unidos e no Japão.

O material foi selecionado a partir do Banco de Germoplasma de Citros do Centro de Citricultura do IAC, em Cordeirópolis (SP), considerado o maior do mundo, com cerca de 1.700 materiais genéticos provenientes de diferentes países.

Segundo Marinês Bastianel, o limão caviar apresenta produção precoce e pode ser colhido a partir do segundo ano após o plantio. O maior potencial produtivo, porém, é alcançado a partir do quarto ano.

“As características das árvores são bem diferentes de outros citros e apresentam muitos espinhos nos pés, o que exige maior cuidado do produtor durante a colheita. As plantas possuem, ao longo do ano, múltiplas floradas resultando nos frutos”, afirma.

Pesquisa também mira o combate ao greening

Além do potencial comercial, o limão caviar tem despertado interesse em programas de melhoramento genético da citricultura.

Pesquisas realizadas em diferentes países indicam que espécies do gênero Microcitrus apresentam tolerância ao greening (HLB), doença que afeta pomares de citros.

“Vimos vários estudos em países que estão produzindo novas combinações de porta-enxerto que tenham tolerância ao HLB (greening). Nesse caso, o ideal é adotar um sistema que combine porta-enxerto e a copa da planta tolerantes à doença”, diz Marinês Bastianel.

Além da pesquisa desenvolvida pelo IAC, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo atua na certificação fitossanitária e no controle do trânsito vegetal por meio da Defesa Agropecuária, com ações voltadas à produção e à comercialização da cultura.

Fonte: Canal Rural

Fonte: CNN

Fórum Powershoring recebe investidores em Londres e apresenta oportunidades de financiamento em indústria de baixo carbono no Nordeste 

O Fórum Powershoring recebeu nesta segunda-feira (22) investidores e instituições de pesquisa e inovação tecnológica europeus para um roadshow de oportunidades do 5º leilão EcoInvest, divulgado no mês passado pelo Ministério da Fazenda. A apresentação ao público financeiro ocorreu na London Climate Action Week e faz parte da estratégia de atração de investimentos pelo Fórum da ordem de R$ 70 bilhões para a indústria verde no Nordeste, até 2030. Parte desses recursos podem ser captados via leilão EcoInvest, que tem expectativa de captação de R$ 50 bilhões na atual quinta rodada. O Fórum Powershoring é uma iniciativa conjunta do Consórcio Nordeste, Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Banco do Brasil e busca posicionar o Nordeste como hub global de indústria verde.
Por meio desses investimentos, o Fórum busca evitar a emissão de até 100 milhões de toneladas de CO₂ por ano, além de gerar milhares de empregos verdes na região Nordeste do Brasil.
“A transição energética global abriu uma oportunidade histórica para o Nordeste. A região está preparada para liderar essa nova etapa da industrialização brasileira, baseada em energia renovável, inovação e baixo carbono. Em Londres, apresentamos nossa capacidade de coordenação regional, segurança jurídica e agilidade institucional para receber investimentos. Queremos que a riqueza gerada por esse potencial permaneça em nosso território, impulsionando cadeias produtivas estratégicas, empregos qualificados e desenvolvimento sustentável”, afirma Paulo Dantas, presidente do Consórcio Nordeste e governador de Alagoas.
EcoInvest Brasil
No evento foram apresentados os instrumentos financeiros e mecanismos de mitigação de risco no âmbito do EcoInvest Brasil, experiências e novas oportunidades de investimento, parcerias, e de desenvolvimento de pipelines de projetos, estimulando corredores industriais verdes entre Brasil e Europa.
O 5º leilão Eco Invest é a principal iniciativa de financiamento híbrido (blended finance) do País para a transformação ecológica e prevê criar seis fundos, uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. Os seis fundos corresponderão a seis cadeias de valor estratégicas respectivas: fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.
“O Banco do Brasil atua como catalisador dessa agenda, estruturando parcerias estratégicas e instrumentos financeiros capazes de transformar o potencial energético renovável em competitividade industrial sustentável. Ao conectar capital, inovação e desenvolvimento regional, contribuímos para posicionar o Brasil, especialmente o Nordeste, como protagonista nas cadeias globais de baixo carbono, impulsionando a geração de emprego, renda e a redução de emissões em escala”, afirma José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB.
O conceito de Powershoring consiste no direcionamento de cadeias produtivas intensivas em energia para regiões com ampla disponibilidade de energia renovável, competitiva e em escala. O modelo permite reduzir simultaneamente custos e emissões, contribuindo para a descarbonização industrial e fortalecendo a segurança energética global.
Nesse contexto, a região Nordeste do Brasil se apresenta como um diferencial estratégico. Com uma das matrizes energéticas mais limpas e competitivas do mundo, a região reúne condições favoráveis para se consolidar como um hub global de indústria energética verde, promovendo a descarbonização de cadeias produtivas, atraindo investimentos sustentáveis e proporcionando geração de emprego e renda.
Sobre o Fórum Powershoring
O Fórum Powershoring foi criado pelo Banco do Brasil, Consórcio Nordeste e Instituto Clima e Sociedade (iCS) para posicionar o Nordeste brasileiro como um hub estratégico de investimento industrial de baixo carbono. A iniciativa funciona como uma plataforma permanente de coordenação entre governos, instituições financeiras, academia e setor privado, promovendo corredores industriais verdes, investimentos produtivos e cadeias de valor resilientes de baixo carbono.
“O Fórum Powershoring ocorre em um momento particularmente favorável para a mobilização de capital voltado à transição climática e ao desenvolvimento industrial de baixo carbono no Brasil. E apresentar essa oportunidade a investidores na London Climate Action Week reforça a importância do Powershoring para descarbonização de outras economias além da brasileira”, aponta Victória Santos, gerente de Energia e Indústria do iCS.
A coordenadora da Câmara Temática do Meio Ambiente do Consórcio Nordeste e secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Estado do Ceará, Vilma Freire, representou a região na mesa de abertura do encontro. Na comitiva nordestina também estavam presentes Ingrid Feitosa, secretária do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas de Sergipe; e Feliphe Araújo, secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí.
O Fórum conta com uma estrutura de governança composta pelo Banco do Brasil, pelo iCS e pelo Consórcio, que reúne capacidades financeiras, técnicas e institucionais para viabilizar projetos e mobilizar capital. Entre os objetivos da iniciativa está a atração de investimentos de grande escala para cadeias de valor sustentáveis e a redução significativa de emissões.
Crédito foto: Amit Ghelani/BB

O que é morte cerebral? Entenda o caso de atacante francês

Kenzo Kies, jogador do Guingamp  • Divulgação

O atacante Kenzo Kies, de 21 anos, teve a morte cerebral declarada após se afogar no rio Ródano, na região de Lyon, na França. O atleta do En Avant Guingamp foi resgatado em estado gravíssimo após ser levado por uma correnteza, mas não resistiu às consequências da parada cardiorrespiratória prolongada.

A morte cerebral (ou encefálica) é caracterizada por uma lesão definitiva e irreversível em todo o encéfalo, o que inclui o cérebro e o tronco cerebral.

Entenda diagnóstico

Segundo especialistas, o diagnóstico representa o fim da vida biológica, pois o órgão perde a capacidade de manter as funções vitais do corpo de forma autônoma.

“Acontece quando ocorre uma lesão definitiva e irreversível no órgão, ou seja, no encéfalo, tronco cerebral e no cérebro. Durante um período, o restante dos órgãos continua funcionando, obviamente sob auxílio de aparelhos como ventilação mecânica e drogas vasoativas, que são medicamentos que mantêm a pressão arterial funcionando. Muitas vezes, há ainda a necessidade de se dar um pouco de hormônio para o paciente não perder tanta urina. Mas depois de um determinado tempo, todos os órgãos deixam de funcionar”, explicou o neurocirurgião Fernando Gomes.

Suporte artificial e falência dos órgãos

Embora o coração possa continuar batendo temporariamente com o auxílio de ventilação mecânica e medicamentos específicos, o quadro é irreversível.

Esses recursos técnicos mantêm a oxigenação dos órgãos por um período limitado, mas, após a constatação da morte encefálica, o funcionamento sistêmico do corpo cessa por completo em pouco tempo.

Em casos de afogamento, como o de Kies, a falta de oxigenação compromete os neurônios rapidamente. Estudos indicam que o cérebro pode apresentar picos de atividade elétrica (ondas gama) instantes antes e depois da morte, mas tais oscilações param de ocorrer com a falência definitiva das funções neurais.

Fonte: CNN

Nova plataforma aproxima investidores chineses da bolsa brasileira

© Reuters/Jianan Yu/Arquivo/Proibida reprodução

O Brasil deu um novo passo para ampliar a aproximação com o mercado financeiro chinês. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou nesta quarta-feira (24) do lançamento da parceria que permitirá a disponibilização de dados do mercado de capitais brasileiro na Wind Financial Terminal, principal plataforma de informações financeiras da China.

A iniciativa conecta bases da B3, a bolsa de valores brasileira, à ferramenta usada por gestores de recursos, bancos, seguradoras e corretoras chinesas, criando uma ponte direta entre investidores asiáticos e ativos brasileiros.

A parceria faz parte de uma missão oficial da Fazenda à China, voltada a ampliar a cooperação financeira, atrair investimentos e avançar em agendas relacionadas à transição ecológica.

Dados em tempo real

Com a integração, usuários institucionais chineses terão acesso a informações do mercado brasileiro, como:

  • cotações de ativos;
  • índices de mercado;
  • estatísticas de negociação;
  • dados de referência;
  • séries históricas.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida reduz a distância entre investidores e oportunidades no Brasil, ao facilitar análises, comparações de mercado e decisões de alocação de recursos.

Antes do evento em Xangai, Durigan afirmou que a iniciativa fortalece a transparência e ajuda a posicionar o país como destino de investimentos internacionais.

“O Brasil tem se consolidado como um porto seguro e dinâmico para o capital estrangeiro. Ao integrarmos os dados da B3 à principal plataforma financeira da China, estamos construindo uma ponte de transparência que reduz distâncias e dá aos investidores asiáticos as ferramentas necessárias para participarem ativamente do nosso crescimento”, declarou.

O governo brasileiro avalia que o maior acesso às informações do mercado nacional pode diversificar as fontes de financiamento da economia e aumentar a presença de investidores chineses no país.

A expectativa é que a integração entre as plataformas ajude a fortalecer a cooperação financeira bilateral e amplie o fluxo de capital estrangeiro para setores estratégicos da economia brasileira.

Missão à China

O lançamento da plataforma ocorre durante viagem oficial de Durigan a Xangai e a Pequim, com foco em ampliar a cooperação econômica entre Brasil e China. 

A missão, que vai até sexta-feira (26), envolve discussões sobre instrumentos de financiamento, investimentos sustentáveis e integração dos mercados financeiros dos dois países.

Entre os temas tratados estão:

  • emissão de títulos Panda Bonds (títulos públicos brasileiros no mercado chinês);
  • promoção do Programa Eco Invest Brasil;
  • Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP);
  • desenvolvimento do mercado regulado de carbono.

Segundo a Fazenda, a missão busca mobilizar recursos para projetos de transformação ecológica e fortalecer cadeias produtivas.

Além de mobilizar o capital necessário para a descarbonização da economia brasileira, informou a pasta, o Brasil busca modernizar a relação institucional com o país asiático, trazer investimentos produtivos, gerar inovação e fortalecer a integração de cadeias de valor.

Relação estratégica

A agenda inclui ainda encontros com instituições financeiras e organismos multilaterais. Também nesta quarta-feira (24), Durigan participou, como convidado, do Fórum Brasil–China sobre Finanças Verdes. Organizado por entidades não governamentais, o evento tem como foco o debate do papel das finanças sustentáveis na relação sino-brasileira.

Na tarde desta quarta (horário chinês), Durigan reuniu-se com a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, em Xangai. O NDB também é conhecido como Banco do Brics. 

Na quinta-feira (25) e na sexta (26), Durigan estará em Pequim, para a continuação da missão oficial.

Fonte: Agência Brasil