FBC x Paulo Câmara: primeira rusga pública expõe fragilidade no reconhecimento da liderança

Unidos por Eduardo Campos, Paulo Câmara e Fernando Bezerra Coelho aparentavam nos palaques uma amizade que parecia inabalável. Mas nos bastidores sempre houve uma pulga atrás da orelha. Quem não lembra das especulações que antecederam a indicação do sucessor de Campos e como FBC  se mostrava otimista em ser o escolhido do presidente do seu partido para concretizar seu sonho de ser governador? E quando Eduardo apresentou e afirmou “asseverar” por Câmara, quem foi apontado como insatisfeito, juntamente com João Lyra Neto? Mas aí veio a campanha para o Senador e o slogan “Barba, cabelo e bigode” e todo mundo se convenceu que Bezerra Coelho estava conformado.

Com a morte de Eduardo Campos, veio a urgência de apresentar um novo líder e Geraldo Júlio partiu para a linha de frente. Ataques inveterados ao Partido dos Trabalhadores e ao adversário de Câmara, Armando Monteiro (PTB). Bezerra Coelho seguiu o exemplo apertou nos discursos críticos contra a chapa adversária. A eleição passou, os integrantes da Frente Popular foram eleitos e a unidade aparente deu lugar as rusgas. Gonzaga Patriota diz que Geraldo Júlio não é o líder, Fernando Bezerra Coelho não indica nomes para o secretariado de Paulo Câmara… Qual seria o problema com as lideranças petrolinenses?

Em nota Bezerra Coelho relatou ter sido convidado para a reunião, indicou um nome que não foi divulgado, mas a lista do governador eleito não batia com a sua. Seria Fernando Filho o nome colocado para pasta de Desenvolvimento Econômico? Também corria à boca miúda que FBC queria indicar para a Secretaria das Cidades e Secretaria de Turismo. Nada feito. Visto com desconfiança desde sempre pelas lideranças socialistas, o senador eleito não escondeu as visitas que fez ao Ministério da Integração, sua antiga pasta, depois de eleito e garantiu fazer ponte com o Governo Federal para manter os investimentos em Pernambuco, mesmo com o PSB anunciando estar na oposição à presidente Dilma Rousseff.

Mas como diz o ditado: na política pode acontecer tudo, inclusive nada, não é possível saber como essa história da Frente Popular vai acabar. Os afagos do segundo escalão seriam suficiente para sanar essa rusga inicial? Só 2015 dirá.

 

 

Rádio Grande Rio FM – Karine Paixão

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