Marinha intensifica fiscalização de tráfego de veículos aquáticos nas ilhas do Rio São Francisco, em Petrolina

Ações estão sendo intensificadas nos pontos de maior concentração.
A ‘Operação Verão’ começou em dezembro e segue até o dia 16 de março.

Marinha aborda condutores de embarcações no Rio São Francisco (Foto: Paulo Ricardo Sobral/TV Grande Rio)

Com a chegada do verão e do período de férias, aumenta o número de banhistas nas ilhas do Rio São Francisco, em Petrolina, Sertão de Pernambuco. Procurando minimizar o número de ocorrências de acidentes nos pontos de maior movimento, a Marinha do Brasil, através Agência Fluvial de Juazeiro, no estado da Bahia, está intensificando a ‘Operação Verão’, que só termina no dia 16 de março.

A área de jurisdição da Agência Fluvial de Juazeiro – BA, abrange, ao todo, 59 municípios. Mas, de acordo com o comandante da Agência Fluvial, o capitão-tenente Rafael Santos, a ação será maior em Petrolina-PE e Juazeiro-BA. “Na nossa região, o movimento de pico acontece na Ilha do Rodeadouro, Ponto das Barquinhas, Ilha do Maroto, Ilha do Sol e Balneário da Vovó”.

Segundo o comandante, o foco principal é reforçar as ações de presença e fiscalização das embarcações, principalmente as de lazer e transporte de passageiros. Estão sendo observadas as condições gerais dos transportes aquáticos.

“Levamos em conta a segurança. Se estão com os coletes salva-vidas, documentação correta, habilitação do condutor, eventual excesso de lotação e se a embarcação está com pelo menos um terço do combustível do veículo aquático. As pessoas que tragegam em motos aquáticas, muito comum no Rio São Francisco, também estão sendo fiscalizadas”, explica o comandante.

A travessia para a Ilha do Rodeadouro custa R$ 4, ida e volta (Foto: Juliane Peixinho/G1)
A travessia para a Ilha do Rodeadouro será fiscalizada

Entre as infrações mais comuns, o comandante cita a falta de habilitação necessária para conduzir embarcações, pessoas que trafegam sem a documentação, seguro vencido e alguns casos envolvendo bebidas. “Não é muito comum, mas para evitar possíveis ocorrências, que geralmente aumentam nesta época do ano, vamos atuar também com etilômetro”.

Além do efetivo da Marinha, que conta atualmente com 24 profissionais, ainda estão envolvidos na ação o Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Conselho Tutelar, Polícia Civil, Exército Brasileiro e Guarda Municipal.

Penalidades – Em caso de irregularidade, a penalidade depende do tipo da infração. A Marinha pode aplicar uma multa que vai de R$ 40 a R$3.200. “Nos casos em que o condutor não está com a habilitação, verificamos no sistema se ele é habilitado e se o veículo aquático está registrado. Se não estiver, o transporte pode ser apreendido. Nos demais casos, só podem ser aplicadas multas”, ressalta o comandante.

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