Preço da cesta básica sobe em Petrolina, no Sertão de PE

Produtos que influenciaram foram o feijão, a banana, o tomate e a carne.
A alta da inflação contribuiu para a piora do poder aquisitivo da população.

Cesta Básica - GNews (Foto: Reprodução GloboNews)

Foi divulgado o custo da cesta básica em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Segundo o resultado do Índice de Cesta Básica do Vale do São Francisco (ICB), realizado pela Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Petrolina (Facape), o valor foi de R$ 267,40. Entre os maiores responsáveis pelo aumento estão a banana, o tomate, a carne e o feijão. A inflação foi de 5,41%, comparando os meses de novembro e dezembro de 2014.

Um trabalhador que até dezembro recebia um salário mínimo de R$ 724, gastou 35,8% apenas com a cesta básica. Para as demais despesas como moradia, transporte, vestuário e saúde, restou R$ 464. “Pensar que dentro do que ele recebe, tem que tirar cada vez mais para comprar alimento, vai sobrar menos recurso para pagar as outras despesas. A inflação é muito ruim para o trabalhador, principalmente para quem tem renda menor”, explica o coordenador da pesquisa João Ricardo.

Os produtos que mais influenciaram no valor da cesta básica foram o feijão carioca, a banana, o tomate, a carne e o arroz. “Isso está muito relacionado com questões externas, como o clima que influência bastante. Alimento é uma coisa que depende de chuva e isso refletiu no aumento do preço. No caso da carne, mandamos muita carne para o exterior e o preço subiu aqui no país”, diz João Ricardo.

Ainda segundo o coordenador, a tendência para os próximos meses é de que os preços continuem aumentando. “A dica que damos é que as pessoas pesquisem bastante antes de comprar, que não levem para casa os produtos mais caros. Procurem substituir alguns alimentos. Outra dica é que não façam estoques, pois aumentando a demanda, a tendência é de que os preços também aumentem”.

Inflação

Diante da inflação de 9,45%  houve uma piora no poder aquisitivo da população de Petrolina. “O resultado do ano inteiro foi de uma inflação de quase dois dígitos. Isso é muito alto, comparando com o teto máximo estipulado pelo governo que foi de 6,5%. Passamos disso e é muito preocupante. É um alerta vermelho”, esclarece João Ricardo.

O coordenador chama a atenção para os riscos. “Quando a inflação sobe demais, afeta toda a economia. Os mecanismos que temos para controlar a inflação são duros. Já tivemos reflexo nas compras de natal, quando o comércio sentiu que as pessoas não vinham gastando como nos anos anteriores. As pessoas preferiram ver como vai funcionar a economia nos próximos meses”.

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