Profissional formado em Processos Gerenciais tem perfil empreendedor e lidera negócios

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Processos Gerenciais: parecida com a Administração, a área encontra espaço promissor no mercado de trabalho.

Uma profissão relativamente nova tem mostrado potencial para ganhar espaço no mercado de trabalho e nas universidades brasileiras. Focada em micro, pequenas e médias empresas, a Graduação em Processos Gerenciais prepara gestores e é opção para quem procura uma rápida formação em empreendedorismo – leva três anos, em média, contra quatro ou cinco do tradicional curso de Administração.

“O mercado de trabalho nesta área é bastante promissor”, garante a professora Vanessa Batisti, coordenadora de Processos Gerenciais na Unisinos. “Em geral, o meio empresarial demanda bastante por profissionais com formação na área, o que gera diversas oportunidades de emprego.”

De acordo com a docente, o profissional habilitado pode atuar em organizações de diversos portes, inclusive em empresas familiares com visão empreendedora. “Na Unisinos, antes mesmo de concluir o curso, ao término do terceiro semestre, o estudante tem como solicitar um certificado de Analista de Negócios”, ressalta Vanessa. Com isso, as chances de conquistar boas posições no mercado aumentam, assim como as possibilidades de emprego. Conheça, a seguir, uma delas.

Entre papéis e crianças
Aluno da Unisinos, Alexandre Lauer fez o que todo professor espera de um aluno: foi além. O formando da Graduação em Processos Gerenciais da Unisinos pegou tudo que aprendeu em sala de aula e aplicou no projeto de vida da esposa, Michele Haas. Juntos, os dois assumiram a direção da Escola de Educação Infantil Mundo Encantado, de São Leopoldo, e realizaram aquele que é o sonho de boa parte dos gestores do país. Começaram seu próprio negócio.

O empreendimento nasceu da Atividade Vivencial Integradora II, prevista na grade curricular do curso. O propósito da disciplina era montar uma empresa completa a partir de ferramentas de administração, e assim foi feito. “Passei por toda parte burocrática de previsão de orçamento, documentação etc.”, conta Alexandre. “Mas os altos custos de manutenção logo levaram a organização à falência.”

Para contornar a situação, o aluno contou com a experiência de professores e mestrandos da universidade, além de consultores e especialistas convidados pelo curso. “A dica recebida foi não começar do zero, mas dar continuidade a um negócio em andamento.”

Com a nova perspectiva em mente, Alexandre somou forças com a esposa, graduada em Pedagogia, e tirou a iniciativa do papel. Ao final do semestre, não só a empresa estava lucrando no mundo das ideias, como progredindo na realidade concreta e imediata do casal.

“Procuramos oportunidades na internet, em jornais e entre conhecidos”, conta. “Visitamos várias escolas, até que uma colega nos propôs sociedade”. A oferta, segundo Alexandre, foi recusada. Em vez disso, a dupla assumiu a instituição por sua conta e risco.

Gerenciando o negócio
“Alguns conteúdos de aula, como gerenciamento de custos, eu pensava que nunca usaria”, recorda Alexandre. “Agora, é natural. Deixo toda a documentação adiantada e só encaminho para o contador finalizar o processo.”

Contudo, nem só de números se alimenta o empresário. Com as finanças em dia, outras áreas precisam ser cobertas – como marketing e gestão de pessoas. Satisfeito com os resultados, Alexandre credita o mérito da divulgação aos próprios clientes. “É no boca a boca que funciona melhor”, diz ele. Nesse esquema de propaganda, os pais são importantes aliados do negócio.

Negócio esse que, apesar de recente – a escola foi inaugurada em 16 de janeiro –, tem rendido frutos. De acordo com Alexandre, o lucro, por enquanto, é pequeno, mas promete crescimento rápido em função da clientela. “Hoje, contamos com 13 crianças. Até metade de março, pretendemos aumentar para 18.”
Embora não tome parte no cuidado direto dos pequenos, Alexandre conhece bem a situação com a qual está lidando. “Não somos creche”, afirma. “As crianças, aqui, não vêm só para brincar, mas para aprender.”

Conhecimento aplicado
A relação de Alexandre com a graduação, como se convencionou dizer, “estava escrita” – ele só não sabia de que forma. “Comecei a faculdade no curso de Administração, mas não me identifiquei com a proposta”, lembra. “Até que uma professora olhou para mim e perguntou: Por que você não faz Processos Gerenciais?”

A mudança, ele considerou substancial. O tecnólogo em Processos Gerenciais foi o investimento certo. “É um curso muito querido. Os professores realmente gostam de dar aula e os alunos sentem prazer em ir para a universidade”.

Sentado no seu escritório, à frente da escola, hoje ele se orgulha de dizer que o curso o ajudou a entrar no mercado com os pés no chão. “Tenho certeza que não vamos fechar, como os especialistas estimam, depois de dois anos. Certeza.” Se suas estatísticas estiverem corretas – como tudo indica que estão – o empreendimento tem mesmo um horizonte promissor.

Profissão gestor
“A realidade de Alexandre não é caso isolado”, diz a professora Vanessa. “O estímulo ao empreendedorismo é um dos pilares do curso. Além dos alunos que começam a pensar na possibilidade de se tornarem donos do próprio negócio e a planejar este importante passo ainda durante as aulas, muitos empresários e herdeiros de pequenos negócios familiares também buscam a graduação para terem formação superior na área de gestão.”

Vanessa acredita que o empreendedorismo por oportunidade – aquele em que alguém percebe uma chance de negócio com base em alguma necessidade ou tendência – vem crescendo no país. “Por isso, se o novo negócio, pensado e planejado durante o curso de graduação, for orientado por uma oportunidade, provavelmente será bem recebido pelo mercado e sua chance de sucesso aumentará consideravelmente.”

 

 PÂMELA OLIVEIRA  –  Unisinos

(Fonte): revista.penseempregos

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