Manifestantes fizeram protesto em Petrolina, PE, contra corrupção

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Grupo ocupou por 40 minutos uma das faixas da Ponte Presidente Dutra.
Manifestantes de Juazeiro se juntaram aos de Petrolina em ato.

Durante a manhã deste domingo (15), foram organizados protestos em Petrolina, duas mobilizações foram programadas. O primeiro grupo, organizado pela Maçonaria, chegou da cidade vizinha, Juazeiro, na Bahia, e subiu a Ponte Presidente Dutra, na BR-407, em direção a Petrolina. O segundo movimento teve concentração no Centro da cidade e seguiu, também pela Ponte, sentido Juazeiro.

Bandeira do Brasil foi usada por manifestantes (Foto: Amanda Franco/ G1)
Bandeira do Brasil foi usada por manifestantes (Foto: Amanda Franco)

Vestidos de preto e com cartazes contra a corrupção, os manifestantes das lojas maçônicas do Vale do São Francisco ocuparam uma faixa da BR-407. Com palavras de ordem, o grupo gritava frases como “Não à corrupção. Mudança já!” e pediam um Brasil melhor. Segundo representantes do movimento, este não foi um protesto partidário. “Temos um compromisso com uma gestão de interesses sociais. Unimos as nossas vozes neste dia de mobilização nacional com o compromisso com a ética. Não temos vínculos com partidos políticos. A corrupção, além de ser um desvio de conduta, viola um compromisso com a sociedade”, afirmou um dos organizadores, Reginaldo Silva.

O trânsito não foi interrompido na Ponte Presidente Dutra e o grupo ocupou por 40 minutos uma das faixas. O fluxo de veículos que trafegava no horário era pequeno e, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não houve maiores transtornos. Segundo a organização do movimento e a PRF, participaram cerca de 150 pessoas.

Manifestantes pediam saída da Presidente Dilma Rousseff (Foto: Amanda Franco/ G1)
Manifestantes pediam saída da Presidente Dilma Rousseff (Foto: Amanda Franco)

Ao descer da Ponte Presidente Dutra, os manifestantes seguiram pela Avenida Guararapes e foram recebidos com aplausos e ‘apitaços’ por outro grupo que se concentrava na Praça Maria Auxiliadora para outro protesto organizado para às 9h. Juntos, seguiram pela Avenida Joaquim Nabuco, Rua João Clementino, Avenida Souza Filho e retornaram a Avenida Guararapes, todas no centro da cidade, e chamavam as pessoas para a passeata.

Manifestantes registravam o momento com os selfies (Foto: Amanda Franco/ G1)
Manifestantes registravam o momento com os selfies (Foto: Amanda Franco)

Com roupas em cores verde e amarelo e rostos pintados nas cores da bandeira do Brasil, estudantes, funcionários públicos, professores e empresários chegavam à Praça Maria Auxiliadora e outro protesto foi formado. Ele seguiram em direção à Ponte Presidente Dutra por volta das 11h30. O segundo manifesto pedia o impeachment da Presidente Dilma Rousseff e punição para políticos envolvidos em corrupção. O protesto foi convocado via redes sociais e nenhum dos manifestantes intitulava-se como líder. De acordo com os participantes, cerca de 300 pessoas integraram o movimento.

O funcionário público Renato Saccioly participou do protesto e explicou o que o levou para as ruas. “Este é um movimento amplo e autônomo, mas ele é feito pela sociedade, contra os escândalos instaurados na Petrobras, contrário ao aumento dos impostos e da gasolina, por exemplo. Que país é esse? O que aconteceu que em outubro era uma conversa e em janeiro era outra. O povo não aguenta mais e está cansado. É preciso que as pessoas não fiquem só nas redes sociais. A gente só muda o Brasil se o povo for para rua de forma pacífica e ordeira. A gente percebe pelo buzinaço nas ruas que muitas pessoas apoiam o movimento”, afirmou Renato.

Grupo se reuniu em frente à Catedral de Petrolina (Foto: Amanda Franco/ G1)
Grupo se reuniu em frente à Catedral de Petrolina (Foto: Amanda Franco)

“A gente que trabalha e paga nossos impostos em dia com sacrifício pede às pessoas que comandam nosso país que tenham dignidade e ética. Estamos com uma situação difícil na segurança, saúde e educação e é por isso que estou aqui, para fazer a diferença, afirmou o empresário Miguel Maranhão.

Grupo subiu a Ponte Presidente Dutra em direção à Juazeiro-BA (Foto: Amanda Franco/ G1)
Grupo subiu a Ponte Presidente Dutra em direção à Juazeiro-BA (Foto: Amanda Franco)

O professor José Domingos Rodrigues foi com a filha de 11 meses e a esposa para o protesto deste domingo. “Eu acho importantíssimo as pessoas irem pra rua. Vim pra rua é uma forma de manifestação pacífica e eu trouxe minha filha pequena. Não viemos para badernar, mas para exigir um direito nosso”, afirmou o professor.

A Ponte Presidente Dutra foi novamente ocupadaàs 11h30. Desta vez não apenas pelo grupo que saiu de Petrolina, mas por pessoas que partiram de Juazeiro em direção contrária. Os manifestantes dos dois protestos se encontraram próximo à Ilha do Fogo, que fica no Rio São Francisco. De acordo com a PRF, com a integração dos grupos, cerca de 1.500 pessoas ocuparam a ponte por volta das 11h30. Os organizadores não divulgaram número após a integração dos grupos. Um engarrafamento se formou e os motoristas ficaram irritados com o bloqueio das vias.

Grupos de Juazeiro-BA e Petrolina-PE se enocntraram na Ponte Presidente Dutra (Foto: Amanda Franco/ G1)
Grupos de Juazeiro-BA e Petrolina-PE se enocntraram na Ponte Presidente Dutra (Foto: Amanda Franco)

Um deles tentou o desbloqueio de uma passagem, pois estava com o pai doente no carro. “Tenho meu pai que acabou de sair do hospital e quero levá-lo para casa. Conversei com a Polícia Rodoviária Federal para tentar uma solução”, afirmou Pedro Souza Barbosa. Outros motoristas também desceram dos carros e foram tentar conversar com os manifestantes. “Estou com a família parado dentro do carro e tenho que ir para Salgueiro. Pode continuar o movimento, eu também tenho direito de passar”, disse Sérgio Ricardo Nunes de Almeida. Após entendimento com a PRF, os manifestantes liberaram a rodovia às 12h.

Motoristas tentaram conversar com manifestantes para passar pela ponte (Foto: Amanda Franco/ G1)
Motoristas tentaram conversar com manifestantes para passar pela ponte (Foto: Amanda Franco)

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