Preço do tomate eleva o custo da cesta básica em Petrolina, no Sertão

tomate

O feijão carioca e óleo de soja ajudaram a elevar o preço da cesta básica.
Em Petrolina, os consumidores gastaram R$ 270 na compra de alimentos.

O preço da cesta básica voltou a subir em Petrolina. Assim como ocorreu em meses anteriores, a inflação contribuiu para o reajuste. Em fevereiro foi registrado uma elevação de 0,10% se comparado com o mês de janeiro. Em Petrolina, os consumidores gastaram R$ 270,88 somente com a compra de alimentos. A pesquisa foi realizada pelo colegiado de Economia da Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Petrolina (Facape).

Segundo o professor João Ricardo, responsável pela pesquisa, o grande vilão do último mês foi o tomate. “O fruto subiu 21,5%. Foi um valor muito alto. O tomate passou um tempo com o preço ruim e com problemas de produção. Os agricultores diminuíram a área de plantação e foram plantar outras culturas. Com isso reduziu a oferta e os preços subiram muito devido a questões climáticas e a redução da área plantada”, explica o professor.

O feijão e o óleo de soja também ajudaram a inflacionar o preço da cesta. Já a carne reduziu em 2%. “Foi uma redução pequena, mais importante. Porém, não sabemos se isso irá acontecer nos próximos meses. Pode ser que com a alta do dólar, depois volte a subir. Quanto mais valorizada a moeda, melhor para os exportadores”, esclarece João Ricardo.

Com o aumento da inflação, o poder aquisitivo da população voltou a cair. “Toda vez que aumenta a inflação, o poder aquisitivo cai. As pessoas tiveram que tirar um pouco mais da renda familiar para comprar alimentos e ficaram com menos dinheiro para outras despesas. É um momento desfavorável porque aumentou o custo dos alimentos, da energia, água, gasolina. É complicado para o consumidor, porque ele pode tentar economizar em outras despesas, mas o alimento ele não pode deixar de comprar”, argumenta o professor.

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