Após reunião, o novo piso salarial dos comerciários de Petrolina fica definido em R$ 1.055,00

Depois de uma das mais longas negociações da história do sindicato, foi definido em reunião no final da tarde de ontem (18) o novo piso salarial dos trabalhadores do comércio. Ficou estabelecido um valor  de R$ 1.055 (o atual era R$ R$ 1.024). Para os trabalhadores que recebem acima do piso, a reposição será de 3%. O mesmo percentual será aplicado à correção do piso salarial do motorista entregador, e valores das diárias e gratificações para os domingos e feriados.

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Petrolina esteve representado na reunião pela presidente, Dilma Gomes, o vice-presidente, Sergio Lacerda, a diretora sindical Simônica Dias e o advogado Wendel Menezes e o assessor jurídico da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Norte/Nordeste (Feconeste), João Vicente Murinelli.

A negociação não envolveu apenas a questão salarial e como foi amplamente divulgado os patrões queriam implantar retrocessos como incluir na Convenção Coletiva todos os itens da chamada Reforma Trabalhista – aprovada  sem qualquer discussão com a sociedade e cujos efeitos já demonstraram ser desastrosos, precarizando as relações de trabalho e reduzindo a remuneração dos trabalhadores.

Os patrões tentaram sem sucesso obrigar o trabalhador a pegar no batente no 1º. de Maio, um feriado reconhecido mundialmente. Além disso, queriam reduzir a quebra de caixa para o trabalhador de 15% para 8% e retirar as homologações do sindicato.

“Foi uma negociação difícil porque vivemos um cenário econômico de crise e um ambiente político hostil aos trabalhadores, mas conseguimos com o valioso auxílio de nossa assessoria jurídica e da Feconeste, fechar uma campanha salarial onde o percentual aplicado é superior à inflação oficial e sem retirar conquistas. A homologação continua sendo feita  no sindicato, não houve redução de quebra de caixa e ninguém trabalha no dia 1º. de Maio”, disse Dilma Gomes.

Com a definição do novo piso, as empresas tem até a folha do mês de novembro para pagar aos trabalhadores o valor retroativo dos meses anteriores, a partir da data-base, 1º. de Março.

Histórico – A negociação teve início quando o Sintcope encaminhou no dia 30 de janeiro a proposta para reajuste do piso salarial da categoria. Somente quase três meses depois é que a entidade patronal apresentou contraproposta. A primeira reunião aconteceu apenas no dia 4 de maio. Desde então, tinham sido realizadas quatro reuniões. A negociação avançou pouco. O Sintcope tinha proposto um piso salarial para categoria de R$ 1.100 e chegou a ceder para R$ 1.080. Durante as negociações, os patrões tinham sinalizado reajuste de apenas 2,2% o que elevaria o piso da categoria para R$ 1.046,52.

Ao longo de toda campanha foram cinco reuniões. A primeira no dia 4 de maio e as demais nos dias 18 de julho; 02 e 07 de agosto e a última, ontem – 18 de setembro. Até o final da semana as duas entidades devem publicar um comunicado oficializando o acordo.