Governo federal propõe salário mínimo de R$ 1.717 para 2027

O Governo Federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano de 2027, representando um aumento nominal de 5,92%. O valor está previsto no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (15).

O reajuste considera a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos 12 meses encerrados em novembro, somada ao crescimento da economia em 2025. Esse cálculo segue as regras do novo arcabouço fiscal, que limita o crescimento real das despesas públicas a até 2,5% acima da inflação.

Além do valor para 2027, o governo também apresentou estimativas para os anos seguintes:

  • 2028: R$ 1.812
  • 2029: R$ 1.913
  • 2030: R$ 2.020

As projeções, no entanto, são preliminares e poderão ser revisadas nos próximos PLDOs.

Regra de reajuste

Desde 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido com base na inflação do ano anterior (INPC) somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes — modelo que havia sido adotado entre 2006 e 2019.

Pela regra atual, o ganho real poderia chegar a cerca de 2,3% acima da inflação. No entanto, o pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024 incluiu o salário mínimo nos limites do arcabouço fiscal.

Assim, o crescimento real das despesas ficou condicionado a uma faixa entre 0,6% e 2,5% acima da inflação. Como a estimativa de crescimento do PIB para 2025 é de 2,3%, esse percentual poderá ser aplicado no reajuste do salário mínimo dentro do limite permitido.

Aposentados e pensionistas do INSS em Pernambuco terão o 13º salário antecipado para os meses de abril e maio

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Cerca de 1,4 milhão de benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Pernambuco terão o valor do 13º salário antecipado nos meses de abril e maio deste ano, conforme Decreto nº 12.884, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado em edição extra do Diário Oficial da União na última quinta-feira (19). A antecipação transferirá R$ 2,7 bilhões aos beneficiários do estado.

» Confira o Decreto nº 12.884

O calendário de pagamento da primeira parcela vai de 24 de abril até 8 de maio. A segunda metade do 13º será paga de 25 de maio a 8 de junho. A data de pagamento leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Terão direito à antecipação do 13º quem recebeu, em 2026, benefício por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte ou auxílio-reclusão.

QUEM NÃO RECEBE — Não recebem 13º salário pessoas contempladas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência – desde que comprovem baixa renda – e beneficiários de Renda Mensal Vitalícia.

De acordo com o Decreto 3028 (art. 120), o pagamento do abono é feito nos meses de agosto e novembro. A antecipação do benefício alcança todos os estados brasileiros e representa uma injeção significativa de recursos na economia dos municípios.

Confira as datas do pagamento da primeira e da segunda parcela do adiantamento do 13º salário, de acordo com o número final do cartão de benefício.

PRIMEIRA PARCELA

Até um salário-mínimo

Final do benefício Dia do crédito
1 24/abril
2 27/abril
3 28/abril
4 29/abril
5 30/abril
6 04/maio
7 05/maio
8 06/maio
9 07/maio
0 08/maio

Acima do piso nacional

Final do benefício Dia do crédito
1 e 6 04/maio
2 e 7 05/maio
3 e 8 06/maio
4 e 9 07/maio
5 e 0 08/maio

SEGUNDA PARCELA

Até um salário-mínimo

Final do benefício Dia do crédito
1 25/mai
2 26/mai
3 27/mai
4 28/mai
5 29/mai
6 01/jun
7 02/jun
8 03/jun
9 05/jun
0 08/jun

Acima do piso nacional

Final do benefício Dia do crédito
1 e 6 01/jun
2 e 7 02/jun
3 e 8 03/jun
4 e 9 05/jun
5 e 0 08/jun

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Novas regras de consignado para servidores entram em vigor

As novas regras para operações de empréstimo consignado com desconto na folha de pagamento de servidores públicos federais entram em vigor nesta terça-feira (14).Portaria MGI nº 984/2026 foi publicada em fevereiro pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

De acordo com a pasta, a revisão tem o objetivo de tornar o processo mais seguro, transparente e eficiente para prevenir fraudes, golpes ou práticas abusivas contra servidores, aposentados e pensionistas do governo federal.

Adicionalmente, o limite de 30 dias para acesso aos dados dos usuários pretende evitar o assédio comercial por tempo indefinido e o vazamento de informações financeiras.

Transparência das taxas de juros

Os interessados com vínculo com o Poder Executivo Federal poderão consultar as taxas máximas de juros e demais custos e encargos praticados pelas instituições financeiras para cada modalidade de operação de consignado.

Isso permite que servidores, aposentados e pensionistas comparem, de forma justa, qual banco oferece a melhor proposta.

As informações deverão ser disponibilizadas diretamente no Portal do Servidor ou no aplicativo SouGov.br. Para acessar, é preciso entrar com o login e senha cadastrados na plataforma Gov.br

Outros destaques

Entre os principais atualizações, a nova legislação sobre os consignados com desconto em folha de pagamento do Executivo Federal determina:

· fim das autorizações genéricas. Agora, cada operação (um novo empréstimo, um saque no cartão ou uma compra específica) exigirá uma nova confirmação direta e individualizada do servidor ou aposentado no aplicativo SouGov.br;

. controle de cartões de crédito consignado. Cada uso de saque ou transação relevante precisará de uma validação expressa;

. portabilidade de consignação: esta operação não exige a transferência de valores da conta do servidor para terceiros, por exemplo, via Pix. A portabilidade ocorre diretamente entre as instituições que oferecem os empréstimos, sem a intermediação com terceiros.

Proibições

A nova legislação proíbe a formalização de contratos de empréstimo por telefone ou aplicativo de mensagens instantâneas.

Também está bloqueada a emissão de cartão extras (por exemplo, para dependentes) e de derivados ou subprodutos ligados à margem consignada. O objetivo é facilitar o controle financeiro da família e evitar o superendividamento do titular.

As novas regras de empréstimo consignado ao servidor também proibiram a cobrança de taxas de serviço do cartão consignado (abertura do contrato, manutenção de conta ou anuidade).

Outro impedimento é a cobrança de juros pelo banco consignatário sobre o valor das compras pagas com cartão de crédito, em caso de pagamento integral da fatura pelo usuário, em uma única parcela (sem entrar no rotativo ou parcelar o saldo), na data de vencimento.

Portanto, o cartão deve funcionar como um cartão de crédito convencional. O banco somente poderá cobrar juros se o servidor optar pelo pagamento mínimo da fatura ou pelo financiamento do saldo devedor.

Descontos sindicais

Um capítulo inteiro da portaria foi dedicado aos descontos de valores por sindicatos.

O desconto da contribuição sindical somente poderá ser efetuado mediante autorização prévia e expressa do empregado.

Entre as obrigações, está a notificação do servidor sobre valores registrados em folha. Com isso, será possível confirmar ou contestar cobranças, caso necessário. O servidor também poderá confirmar sua filiação ao sindicato responsável pelo desconto.

É vedado manter o desconto após o pedido de desfiliação do servidor ou após o fim do prazo da autorização de desconto do empregado.

A portaria ainda define que os sindicatos devem manter a documentação comprobatória das autorizações – física ou digital – sempre que solicitada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Em caso de descontos indevidos, o sindicato deve ressarcir os valores.

Se confirmado o cometimento de irregularidades, como a prestação de declaração falsa, estão previstas as seguintes penalidades:

·  desativação temporária do sindicato, o que impede a realização de novos descontos de valores na folha de pagamento do poder Executivo Federal, até que seja regularizada a situação;

·  descadastramento: expulsão total da entidade do sistema de consignações, caso não regularizem as falhas em até 180 dias.

Documentação para cadastramento

A portaria também atualizou a lista de documentos para o cadastramento dos bancos consignatários.

Agora, são exigidos os certificados digitais (e-CNPJ e e-CPF) no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

Continuam a ser cobrados no cadastro, entre outros, a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); o registro do Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos representantes legais da entidade, e comprovação de endereço. A nova portaria passou a exigir agora.

No caso de sindicatos, deve ser apresentada a ata da assembleia em que foi deliberado o valor da mensalidade sindical a ser descontada; a ata de posse da atual diretoria devidamente registrada; o registro sindical emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); e a relação dos filiados ativos nos últimos 12 meses.

Reclamações e penalidades

Caso identifique um desconto indevido, o banco consignatário será notificado para comprovar a regularidade da consignação contestada ou devolver o dinheiro descontado no prazo de até cinco dias úteis, contado da notificação, sob pena de exclusão da consignação.

O consignado (servidor) será notificado para se manifestar sobre as justificativas apresentadas pelo banco, no prazo de até cinco dias úteis.

Se o governo der ganho de causa ao servidor na reclamação de desconto indevido, o banco tem, no máximo, 30 dias para devolver o dinheiro à conta original para ressarcir o prejuízo financeiro causado.

O governo pode suspender temporariamente o banco (desativação temporária) antes mesmo do fim da investigação, caso haja indícios fortes de irregularidade.

As instituições que descumprirem as regras (como prestar declaração falsa ou fazer descontos sem anuência) podem sofrer sanções, conforme cada caso.

Conheça todas as novas regras para consignações em folha de servidores federais aqui.

Edição: Agência Brasil

Exportações de manga do Vale do São Francisco aumentam a cada ano e impulsionam economia regional

O Vale do São Francisco reafirma, ano após ano, seu protagonismo no cenário da fruticultura internacional. As exportações de manga seguem em trajetória de crescimento, impulsionadas pela combinação entre condições climáticas favoráveis, avanço tecnológico no campo e um produtor cada vez mais profissional e orientado ao mercado.

A região, que engloba polos estratégicos como Petrolina e Juazeiro, consolidou-se como uma das principais fornecedoras de manga para mercados exigentes, como Europa e Estados Unidos. Mais do que volume, a fruta produzida no Vale se destaca pelo alto padrão de qualidade, fator determinante para a competitividade no mercado externo.

Para entender a dimensão desse avanço, o especialista João Ricardo Lima, do Observatório de Mercado da Manga da Embrapa Semiárido, destaca que os números refletem a consolidação de um modelo produtivo eficiente e altamente organizado.
“Esse crescimento expressivo da área plantada no Vale do São Francisco mostra a força e a organização da cadeia produtiva da manga na região. Sair de cerca de 15 mil para aproximadamente 50 mil hectares em uma década não é apenas um aumento de área, mas um reflexo direto de investimentos em tecnologia, manejo e abertura de mercados. Hoje, o Vale se consolida como o principal polo produtor de manga do Brasil, com capacidade de atender tanto o mercado interno quanto as exportações com qualidade e competitividade”, afirma.

No mercado interno, a demanda também acompanha esse ritmo de crescimento. A manga já figura entre as frutas mais consumidas pela população local, ao lado de melancia e banana, reforçando a versatilidade da produção regional, que atende tanto o consumidor brasileiro quanto o mercado internacional.

Com perspectivas positivas e uma cadeia produtiva cada vez mais estruturada, o Vale do São Francisco avança no cenário global e consolida a manga como um dos principais símbolos da força do agronegócio brasileiro.

Nos bastidores desse crescimento, o avanço técnico tem papel decisivo. A produção moderna exige mais do que experiência empírica: demanda conhecimento aprofundado sobre fisiologia da planta, manejo nutricional e estratégias hormonais, fatores diretamente ligados ao aumento da produtividade e à padronização da fruta.

Esse movimento de profissionalização ganha força com iniciativas como a imersão “DNA da Manga”, que será realizada nos dias 23, 24 e 25 de abril, em Petrolina. O evento reúne produtores e profissionais do setor em uma experiência prática e técnica voltada ao manejo eficiente da cultura.

A formação será conduzida por Eduardo Ferraz, profissional com mais de 34 anos de atuação em áreas de alta produtividade, reforçando a importância da capacitação contínua para sustentar o crescimento do setor.

Ao abordar a relevância econômica da atividade, João Ricardo ressalta o peso da mangicultura para a região. “A importância é muito grande, pois a manga é uma das frutas mais exportada pelo Brasil, e a cada ano o Vale amplia sua participação nesse volume. Em 2025, por exemplo, cerca de 92% de toda a manga exportada pelo país teve origem no Vale do São Francisco”, conclui.

Edição: Daniela Duarte – Jornalista

Cesta básica fica mais cara em todas as capitais brasileiras em março

Foto: Nelson Fontes - Divulga Petrolina

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.

Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.

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Cesta mais cara do país

Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

Precatórios da União para 2027 somam R$ 44,9 bilhões

A União deverá pagar R$ 44,9 bilhões em precatórios em 2027, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (27) pela Secretaria de Orçamento Federal, vinculada ao Ministério do Planejamento.Os valores correspondem a dívidas judiciais definitivas, quando não cabe mais recurso, e serão pagos a mais de 200 mil beneficiários.

Confira os principais números do relatório:

  • R$ 44,9 bilhões em precatórios para 2027;
  • R$ 71,9 bilhões em 2026 (queda no comparativo);
  • R$ 5,8 bilhões ligados ao Fundef;
  • R$ 2,5 bilhões é valor do o maior precatório individual;
  • 97,9% dos pedidos são de até R$ 1 milhão;
  • R$ 23,9 bilhões somam esses pequenos valores;
  • 117.855 pedidos apresentados;
  • 209.622 beneficiários.

Queda de valores

O total previsto para 2027 é inferior ao de 2026, quando os precatórios somaram R$ 71,9 bilhões.

Segundo o governo, a redução se deve principalmente à mudança no prazo de envio das informações pelo Judiciário, antecipado de abril para fevereiro, e à alteração no indexador da dívida, que passou da Taxa Selic (juros básicos da economia) para a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais 2% ao ano.

Maiores valores

Entre os precatórios, destacam-se ações relacionadas ao antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Ao todo, 127 pedidos vinculados ao fundo somam R$ 5,8 bilhões. O maior deles, de cerca de R$ 2,5 bilhões, foi expedido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, único acima de R$ 1 bilhão.

Distribuição

A maior parte dos processos é de pequeno valor: 97,9% são de até R$ 1 milhão.

Na divisão por tipo de despesa:

  • Previdência lidera em quantidade, com 79.353 pedidos;
  • Outras despesas de custeio e capital concentram o maior volume financeiro, com R$ 20,4 bilhões;
  • Pessoal e encargos sociais somam R$ 6,6 bilhões (14,7% do total).

Contexto legal

Precatórios são dívidas que a União precisa pagar após condenações definitivas na Justiça.

As regras para esses pagamentos foram alteradas recentemente por emenda constitucional, que prevê a reincorporação gradual dessas despesas às metas fiscais até 2036.

O impacto dessa transição ainda será detalhado nas próximas peças orçamentárias do governo, a começar pelo projeto de lei orçamentária de 2027, a ser apresentado no fim de agosto.

Fonte: Agência Brasil

Prefeitura de Petrolina reforça prazo para pagamento do IPTU com desconto de 10%

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Receitas Municipais, reforça a importância da contribuição cidadã por meio do pagamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Os contribuintes que ainda não efetuaram o pagamento em cota única e desejam garantir o desconto de 10% têm até o dia 13 de abril para quitar o tributo. Também é possível optar pelo parcelamento em até oito vezes, facilitando a organização financeira dos contribuintes e assegurando a regularidade do imóvel junto ao município.

Os carnês do IPTU 2026 já foram enviados pelos Correios para as residências dos contribuintes. Além disso, as guias podem ser emitidas de forma prática e rápida pelo site oficial da Prefeitura: https://petrolina.pe.gov.br/iptu. No portal, é possível baixar tanto a cota única quanto as parcelas mensais, sem a necessidade de acessar o sistema todos os meses.

Manter o IPTU em dia é um ato de cidadania e compromisso com o desenvolvimento de Petrolina. Os recursos arrecadados são investidos em áreas essenciais, como infraestrutura, saúde, educação e serviços públicos, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população.

Em caso de dúvidas ou necessidade de suporte para emissão das guias, o contribuinte pode procurar a Secretaria de Receitas Municipais, localizada no prédio da Prefeitura de Petrolina, na Avenida Guararapes, nº 2114, Centro. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.

Imposto de Renda 2026 teve início hoje, segunda-feira (23); veja prazo

Receita Federal do Brasil (RFB) começa a receber, nesta segunda-feira, 23, as declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025. O prazo de envio vai até 29 de maio. O ajuste com o Fisco pode ser feito por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível para download no site da RFB, ou pela plataforma online “Meu Imposto de Renda”, acessível também por dispositivos móveis.

O IRPF 2026 amplia o uso de automação no preenchimento da declaração e consolida a pré-preenchida como principal ferramenta de simplificação do processo. Em 2022, cerca de 2,5 milhões de contribuintes utilizaram a modalidade; três anos depois, em 2025, ela já respondia por mais da metade dos envios processados. A expectativa da Receita para 2026 é que ao menos 60% das declarações sejam feitas nesse formato.

A funcionalidade passa a incorporar automaticamente um volume cada vez maior de informações disponíveis nas bases da Receita Federal. Em 2026, uma das novidades é a inclusão de dados relacionados ao núcleo familiar, entre outras melhorias.

“A evolução da declaração pré-preenchida mostra como a integração de dados e a automação podem transformar a relação entre o cidadão e o Estado. Ao reduzir erros e simplificar o preenchimento para milhões de contribuintes, também elevamos a qualidade das informações fiscais”, afirma Wilton Mota, presidente do Serpro.

Mais inclusão e devolução de recursos aos contribuintes

O IRPF 2026 incorpora novos campos cadastrais, como nome social e informações de raça e cor do contribuinte e de seus dependentes. Para a diretora de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro, Ariadne Fonseca, essa inclusão amplia o conjunto de dados disponíveis para a administração tributária, permite maior qualificação das bases utilizadas pelo governo e reflete a evolução dos serviços digitais públicos.

“A inclusão do nome social na declaração do IR representa a evolução de como os serviços públicos digitais reconhecem a identidade do cidadão. Ao incorporar essa possibilidade de forma estruturada no sistema, garantimos mais visibilidade, respeito às pessoas e aderência às políticas públicas do Estado”, disse.

O IRPF 2026 também inaugura, em caráter piloto, um modelo de restituição automática para contribuintes que têm valores a receber, mas não entregaram a declaração por não estarem obrigados. A partir das informações disponíveis nas bases da Receita Federal, o sistema passa a identificar esses casos e realizar o pagamento diretamente ao cidadão, desde que haja chave Pix vinculada ao CPF. Quando não houver, o contribuinte pode fazer a declaração e verificar a existência de valores a receber. De acordo com a RFB, cerca de 4 milhões de pessoas serão beneficiadas.

Receita Federal antecipa liberação do programa do IRPF 2026 para download

A Receita Federal antecipou a liberação do Programa Gerador da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (PGD IRPF 2026)permitindo que contribuintes iniciem o preenchimento antes do prazo inicialmente previsto.A disponibilização do sistema estava programada para ocorrer nesta sexta-feira (20), às 8h, mas foi liberada ainda nesta quinta-feira (19), por volta das 18h, após a conclusão antecipada dos testes finais e validação das versões para diferentes plataformas.

Liberação antecipada

Com a medida, os contribuintes já podem baixar o programa e começar a organizar as informações necessárias para a declaração do Imposto de Renda.

Segundo a área técnica da Receita, a antecipação foi possível graças a melhorias nos processos internos e à integração entre as equipes responsáveis pelo desenvolvimento e validação do sistema.

O objetivo, de acordo com o órgão, é oferecer um serviço mais ágil, estável e acessível ao cidadão.

Prazo mantido

Apesar da liberação antecipada do programa, o calendário oficial de entrega das declarações permanece inalterado. O envio começa no dia 23 de março.

A possibilidade de preenchimento prévio pode beneficiar especialmente contribuintes que não utilizam a declaração pré-preenchida e desejam reunir documentos com mais calma.

Restituição

A Receita também destaca que iniciar o preenchimento com antecedência pode ajudar quem busca receber a restituição nos primeiros lotes, já que a ordem de envio é um dos critérios considerados.

O programa já está disponível para download no site oficial do órgão.

Edição: Carolina Pimentel

Drone agrícola garante economia financeira e de tempo no Vale do São Francisco

Precisão, eficiência, redução de custos, sustentabilidade e aumento de produtividade. Estes são os principais impactos da utilização de drones agrícolas na fruticultura, uma revolucionária tecnologia que inaugurou uma nova era no Vale do São Francisco, transformando principalmente o manejo tradicional dos pomares de uvas e mangas.

Parte de um país que conta hoje com mais de 30 mil unidades em operação e lidera o mercado sul-americano no comércio da tecnologia, o Vale adotou os drones há 5 anos, de olho na eficiência necessária para o mercado de exportação, que exige alta qualidade, rastreabilidade e manejo sustentável.

Dotados de câmeras e sensores que enxergam a lavoura de vários ângulos, além de GPS e sistemas que ajudam o equipamento a produzir imagens em alta resolução e a voar sozinho, os drones sobrevoam grandes áreas em minutos e identificam informações que não são visíveis a olho nu. Somente para se ter uma ideia, a pulverização das plantas por trator, em uma área de um hectare, durava até mais de 1 hora para ficar pronta. Agora, com o aparelho, em apenas seis minutos, o mesmo tamanho de área plantada recebe os produtos, dando agilidade aos processos e reduzindo, em até um quarto, o custo com a aplicação.

De acordo com o produtor de uva e de manga, Vilmar Capellaro, os “robôs voadores”, além de impulsionarem a modernização da agricultura de precisão, também atuam no monitoramento de lavouras, na pulverização, no mapeamento do solo e no controle de pragas. “Adquirimos em 2023, na GM Drone e Tecnologia,2 drones (T40 e T50), que transformaram completamente nosso processo produtivo e operacional. A empresa nos orienta nos primeiros passos e está sempre presente na manutenção, consultoria e assistência técnica para a tomada de decisões mais rápidas e assertivas”, ressaltou.

No agronegócio há mais de 30 anos, o produtor de frutas, Arthur Grimaldi, fundou a GM Drone e Tecnologia, em 2023, com um olhar inicial para o meio ambiente em uma região com condições climáticas únicas. Atuando também no segmento de formação de mão-de-obra especializada, a revendedora e assistência técnica autorizada da DJI na região, vem ainda atuando fortemente na capacitação de novos profissionais visando o crescimento da cultura dos drones. “Já formamos 8 turmas de pilotos e todos estão empregados aqui no Vale do São Francisco, um dos maiores polos de fruticultura irrigada do Brasil, e em outras regiões do país. Segundo um dos primeiros pilotos formados na região, Paulo César Cavalcanti, os versáteis e poderosos “robôs voadores”, são essenciais para o avanço da agricultura de precisão. “Inicialmente trabalhei com imagens RGB, Multiespectral e Termal para determinação de vigor em várias culturas, principalmente em mangueiras, videiras e cana-de-açúcar. Atualmente a tecnologia de pulverização via drones supera todas as expectativas, ganhando espaço pelo baixo custo e excelente precisão em comparação a outras alternativas, a exemplo do avião agrícola”, concluiu.