Redação do Enem 2018 teve como tema a ‘manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet’

Prova teve questão sobre gírias de travestis e fala sobre o Dicionário gay

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2018) aplicado neste domingo (4) foi “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. A prova teve quatro textos motivadores, sendo que três deles são trechos de reportagens e um trouxe um gráfico com dados.

Duas das três reportagens citam diretamente os algoritmos e foram publicados em 2016. Um deles, “O gosto na era do algoritmo”, foi publicado em 2016 pelo jornal “El País” e escrito pelo jornalista Daniel Verdú. O outro, chamado “A silenciosa ditadura do algoritmo”, é de autoria do jornalista brasileiro Pepe Escobar.

A terceira reportagem, também de 2016, foi publicada pela BBC Future. De autoria de Tom Chatfield, o texto chama “Como a internet influencia secretamente nossas escolhas”. O gráfico que aparece na prova de redação é um organograma de dados produzido pelo IBGE com o perfil dos usuários de internet no Brasil em 2016, com detalhes sobre o uso da internet entre homens e mulheres.

Prova do Enem teve questão sobre gírias de travestis e fala sobre o Dicionário gay

Na prova de Português no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado neste domingo (4), os estudantes tiveram que responder sobre uma questão relacionada às gírias usadas por travestis e gays que já são consideradas como um dialeto.

O texto trazia uma frase de um travesti: “Nhaí, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!”. O objetivo da questão era questionar o que tornam essas expressões em dialetos.

O texto cita o Dicionário gay Aurélia para validar que a comunidade possui um dialeto próprio. O livro em questão foi lançado em 2006 por Vitor Angelo e Fred Libi.

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