Odacy e Dulci Amorim deixam o PT e preparam novo caminho político para 2026

O ex-prefeito de Petrolina, Odacy Amorim, e a ex-deputada estadual Dulci Amorim oficializaram, nesta segunda-feira (7), a desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão marca o fim de um ciclo político iniciado ainda nos anos 2000 e abre espaço para uma nova estratégia eleitoral de olho nas eleições de 2026.

A saída foi comunicada diretamente ao senador Humberto Costa, uma das principais lideranças petistas em Pernambuco. Segundo aliados próximos, a decisão foi amadurecida nos últimos meses e reflete insatisfações acumuladas com a condução do partido em relação ao projeto político do casal.

“O PT sempre soube da força de Odacy e Dulci nas urnas, mas não os sustentava politicamente dentro da estrutura partidária. Quando havia alternativas, preferia outros nomes”, afirmou uma fonte ligada ao grupo político.

Além do descontentamento com o espaço interno, um fator estratégico também pesou: a forte presença do eleitorado evangélico na base de apoio da dupla. A vinculação com o PT — partido frequentemente alvo de críticas de setores mais conservadores — era vista como um obstáculo para dialogar diretamente com esse público.

Essa filiação pesava. Agora, eles estão livres para conversar com o eleitor evangélico com mais coerência”, completou um aliado.

Nova sigla e planos para 2026

Odacy e Dulci já iniciaram conversas com ao menos três partidos de centro. A tendência é que uma nova filiação seja anunciada nos próximos dias. De acordo com interlocutores, Dulci Amorim deve disputar uma vaga na Câmara Federal, enquanto Odacy considera retornar à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Há ainda quem defenda uma dobradinha eleitoral entre os dois, mirando o eleitorado do Vale do São Francisco — região onde a dupla mantém forte influência política e social.

A movimentação política é mais um sinal de que os bastidores das eleições de 2026 começam a se movimentar com intensidade. Para o casal Amorim, o rompimento com o PT não representa um afastamento da vida pública, mas sim uma reinvenção estratégica em busca de maior protagonismo eleitoral.