Justiça Eleitoral determina retorno de Instagram de candidata baiana após suspensão por erro em cadastro

Perfil de Manuella Tyler (PSB-BA) havia sido derrubado após denúncia anônima no aplicativo Pardal; juiz deu 24 horas para que a Meta restabeleça a conta da candidata a deputada federal.

A candidata a deputada federal Manuella Tyler (PSB-BA) obteve nesta sexta-feira (4) uma decisão favorável para recuperar seu perfil oficial no Instagram, que havia sido suspenso por determinação da Justiça Eleitoral. A conta foi alvo de uma denúncia anônima registrada no aplicativo Pardal, que apontou omissão e irregularidade nas informações prestadas pela campanha ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O bloqueio ocorreu devido a um erro formal e burocrático no momento do registro das plataformas digitais da candidata. Em vez de fornecer o link completo (URL) da página, como exige o sistema do tribunal, a equipe da campanha preencheu o formulário apenas com o nome de usuário (“@manuellatyler“).

A falha, no entanto, durou pouco. De acordo com a decisão judicial assinada hoje pelo juiz Antônio Marcelo Oliveira Libonati, do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), a defesa da candidata comprovou a regularização do cadastro. A informação correta foi incluída no processo de Registro de Candidatura (RCand) na última quinta-feira, 3 de setembro.

Com o erro sanado, o magistrado deferiu o pedido da campanha e determinou a expedição de ofício à Meta Platforms, responsável pelo Instagram, para que o perfil “https://www.instagram.com/manuellatyler” seja restabelecido no prazo de 24 horas.

O peso do aplicativo Pardal

O caso de Manuella Tyler reflete a força da fiscalização popular neste pleito. Em agosto de 2026, o TSE informou que o aplicativo Pardal recebeu mais de 3,4 mil denúncias de irregularidades em campanhas por todo o Brasil em apenas um mês. A ferramenta tem se mostrado o principal canal para que eleitores e adversários apontem falhas que vão desde propagandas irregulares até inconsistências em dados de registro.

Em nota divulgada logo após a suspensão, a assessoria de comunicação de Manuella Tyler minimizou o episódio, classificando-o como um “erro estritamente material”, e afirmou que a campanha mantém “compromisso inegociável com a lisura, a transparência e o estrito cumprimento das regras eleitorais”.