Partiu de Petrolina a indignação das mulheres de Pernambuco no caso do “faz sem ela saber”, de Raquel Lyra

A indignação das mulheres de Pernambuco com o episódio que ficou conhecido como o caso do “faz sem ela saber” chegou ao Ministério Público, partindo de Petrolina. Um grupo de mulheres, liderado pelas rendeiras do bairro José e Maria, protocolou nesta quinta-feira um pedido formal para que o caso seja investigado.

O episódio, que ganhou repercussão nacional e ainda maior indignação em Pernambuco, envolve uma declaração atribuída à governadora Raquel Lyra sobre a realização de laqueaduras sem o conhecimento ou o consentimento das mulheres. Diante da gravidade do relato, as mulheres de Petrolina decidiram cobrar respostas e investigação.

O que elas querem, segundo Márcia Alves, Presidente da Associação das Mulheres Rendeiras, não são pedidos de desculpas nem explicações de que a expressão teria sido mal interpretada. Elas querem saber o que efetivamente aconteceu e se houve algum desdobramento prático da orientação mencionada.

Entre os pontos apresentados ao Ministério Público está a necessidade de apurar as informações sobre cerca de 20 mil laqueaduras realizadas durante o governo Raquel Lyra e verificar se, em algum caso, procedimentos foram realizados sem o consentimento das mulheres ou em desacordo com as regras legais.

As mulheres manifestaram revolta e afirmaram que esperam providências dos órgãos de investigação e da Justiça para que os fatos sejam esclarecidos e, caso sejam identificadas irregularidades, sejam apuradas as respectivas responsabilidades. O vereador Prof. Gilmar, do PT, que já havia se manifestado nas redes contra a fala da governadora, deu total apoio ao protesto das mulheres de Petrolina.