Prefeito de Juazeiro participa do Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com a África, em Salvador

O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, participou nesta quarta-feira (5) da abertura do Festival Nosso Futuro Brasil–França: Diálogos com a África, realizada no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador. O evento, que integra a Temporada França–Brasil, contou com a presença do presidente da França, Emmanuel Macron, do governador Jerônimo Rodrigues, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, do prefeito de Salvador, Bruno Reis, além de representantes das embaixadas dos países envolvidos.

Com programação até sábado (8), o festival propõe reflexões sobre justiça territorial, igualdade de gênero, inclusão social e culturas afrodescendentes, reunindo artistas, pesquisadores e autoridades para discutir temas comuns à realidade brasileira, francesa e africana. A iniciativa reforça a cooperação bilateral em torno da cultura, da diversidade e da sustentabilidade, em celebração aos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e França.

Durante o encontro, o presidente francês Emmanuel Macron destacou a importância do diálogo entre os três continentes. “A nova casa do mundo africano está sendo criada peça por peça, degrau por degrau, para aumentar essa relação e mudar as coisas nesse triângulo para melhor”, afirmou. Emocionado com o acolhimento baiano, Macron agradeceu ao público: “É um privilégio sentir esse calor, esse acolhimento. Eu não tenho palavras para exprimir o meu sentimento de tão bem que fui recebido aqui hoje”. O líder francês ainda salientou a iniciativa conjunta com o presidente Lula para consolidar uma “reinvenção das relações entre os países com a temporada cruzada”.

O governador Jerônimo Rodrigues ressaltou o significado histórico da presença de Macron no MAM. “Foi por aqui que os escravos chegaram. Foi por aqui que nós construímos a nossa relação com a África. E hoje a gente volta aqui para promover o encontro da juventude”, afirmou.

O prefeito Andrei também participou pela manhã da mesa temática sobre ‘territórios multiculturais como laboratórios de justiça climática’, onde destacou o papel do município na construção de políticas sustentáveis para o semiárido.

“O Festival é uma oportunidade única de diálogo e aprendizado. Estar aqui, ao lado de lideranças mundiais, como o presidente Emmanuel Macron, e de representantes da cultura brasileira e africana, reforça a importância de olharmos para o futuro de forma integrada, valorizando nossas raízes e respeitando nossas diferenças. Este encontro mostra que sustentabilidade, diversidade e cultura caminham juntas na construção de um mundo mais justo. Juazeiro tem buscado ser parte ativa dessa transformação, conectando o desenvolvimento local com as pautas globais que impactam o clima, a economia e a vida das pessoas”, afirmou.

Organizado pelo Institut Français e pela Embaixada da França no Brasil, com apoio do Ministério da Cultura e do Governo da Bahia, o Festival Nosso Futuro reafirma o papel da cultura como ponte entre povos e instrumento de transformação social, conectando histórias e visões que inspiram novos caminhos para o desenvolvimento humano e ambiental.

Manu Lustosa
Ascom / prefeito Andrei

Memória cultural: Petrolina participa de encontro sobre conservação de acervo

A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria Executiva de Cultura, está participando do evento ‘Memórias do Território Sertão do São Francisco’, promovido pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro, até sexta-feira (7). A formação, reúne especialistas e profissionais e tem como foco a organização, conservação e valorização de acervos históricos e culturais, fortalecendo ações voltadas à preservação da memória regional.

A participação da equipe técnica representa uma importante oportunidade para aprofundar os conhecimentos técnicos e metodológicos na área de gestão de acervos, contribuindo diretamente para o fortalecimento das ações culturais no município. O contato com especialistas e instituições parceiras permite a troca de experiências e o aprendizado de novas práticas de catalogação, digitalização e conversação de acervos, que serão incorporados ao trabalho desenvolvido no Museu do Sertão, Biblioteca Municipal de Petrolina e Céu das Águas.

Neste primeiro dia, a equipe participou de uma oficina com o tema: ‘Procedimentos Técnicos para Organização e Conservação de Acervos’, ministrada pelo Historiador Walter Silva. Nos próximos dias terá um seminário com o tema ‘Nossas memórias do Território do Sertão Francisco’, com diversos convidados para uma troca de experiência. Essa iniciativa reflete o empenho da gestão municipal em investir na formação continuada dos servidores para aprimorar  e qualificar as iniciativas que serão desenvolvidas em toda a cidade.

Presidente da Compesa visita Petrolina e destaca investimentos em obras emergenciais e estruturadoras para a cidade

O presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, esteve em Petrolina, no Sertão do estado, ontem (4) e nesta quarta-feira (5), para vistoriar obras emergenciais e estruturantes voltadas ao abastecimento de água do município. A visita reforça o compromisso com os investimentos na cidade, que atualmente conta com recursos da ordem de R$ 100 milhões, assegurados pelo Governo do Estado em obras já em execução ou em licitação, ações que irão ampliar a produção de água do município em 50%, beneficiando toda a população petrolinense com mais 500 litros de água por segundo.

Nos últimos três meses, Petrolina vem enfrentando um período de oscilações de vazão na rede de abastecimento, ocasionando queda de pressão ou falta de água em algumas áreas. A situação decorre da falta de investimentos nos últimos anos – há mais de uma década, Petrolina não recebia aportes significativos no setor, o que sobrecarregou os sistemas, levando a Compesa a adotar ações emergenciais para recuperar as vazões habituais e regularizar a distribuição de água. Essas intervenções, vistoriadas pelo presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, o diretor de Produção e Planejamento Operacional, Flávio Coutinho e o gerente da Compesa em Petrolina, Alex Chaves, devem ser finalizadas nos próximos 15 dias.

Além de visitar obras, o titular da estatal esteve ontem à tarde na Câmara Municipal de Petrolina, a convite do vereador Ronaldo Silva, quando se reuniu com demais parlamentares presentes. Douglas explicou a situação de abastecimento atual da cidade e as perspectivas para o futuro diante dos investimentos assegurados pela governadora Raquel Lyra para a cidade. Entre as medidas emergenciais em execução, Nóbrega ressaltou a manutenção geral da Estação de Tratamento de Água (ETA) Centro, responsável por mais da metade do abastecimento da cidade.

“É uma manutenção que nunca havia sido feita. Estamos recuperando a vazão histórica de Petrolina e, naturalmente, esse processo provoca alguma instabilidade temporária no fornecimento”, explicou. Além da manutenção, equipes extras foram enviadas ao município para combater perdas e furtos de água. “Recentemente, recuperamos seis milhões de litros por mês, com a regularização de mais de 500 ligações irregulares. Esse trabalho de otimização e combate a perdas vai continuar nos próximos meses”, afirmou o presidente.

Pacote de obras

Em paralelo às ações emergenciais, a Compesa avança nas obras estruturadoras que integram o pacote de R$ 100 milhões anunciados pela governadora Raquel Lyra no ano passado. O investimento contempla um novo sistema, orçado em R$ 60 milhões, com instalação de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) no Distrito Industrial, com capacidade de produção de 400 litros por segundo, um aumento de 40% na oferta atual, além de uma nova captação. O novo sistema deve ser concluído até maio de 2026.

Outras obras em andamento incluem a duplicação do sistema produtor integrado de Izacolândia e Lagoa Grande, a implantação de adutoras ao longo da BR-407 e a aquisição de uma unidade de ultrafiltração para o sistema integrado, que entrará em operação em 2026. Essas iniciativas somam aproximadamente R$ 20 milhões.Também estão em licitação a ampliação do Sistema de Abastecimento de Água, com nova captação no Rio São Francisco e implantação de duas adutoras, além da modernização das três ETAs existentes (Centro, ETA 2 e Vitória), que receberão investimentos de mais de R$ 20 milhões.

Segundo Douglas Nóbrega, os investimentos de R$ 100 milhões fazem parte de um conjunto de ações que visam melhorar a infraestrutura de Petrolina, uma cidade que tem um crescimento demográfico e econômico acentuados, projetando o município para o futuro. “Praticamente sem investimento nos últimos dez anos, Petrolina será transformada em um grande canteiro de obras de abastecimento. Iremos recuperar o tempo perdido”, destacou o presidente Douglas Nóbrega.

Petrolina como prioridade

Douglas Nóbrega reforçou que a cidade é uma prioridade para o Governo de Pernambuco. “A governadora Raquel Lyra tem um foco enorme na questão do abastecimento de água. São R$ 6,1 bilhões em investimentos em todo o estado, pelo programa Águas de Pernambuco, e Petrolina recebe uma das maiores fatias desse total”, disse.

Douglas Nóbrega concluiu reforçando o compromisso da companhia com o desenvolvimento sustentável e a melhoria do abastecimento em Petrolina. “Estamos trabalhando para resolver os problemas históricos da cidade. As ações emergenciais se encerram agora em novembro, e as estruturantes já começaram. O resultado vai aparecer, e o foco é sempre a população”.

Agência de Trabalho de Pernambuco divulga vagas de emprego para esta quinta-feira (06) de novembro, para Petrolina e demais cidades do estado

A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou vagas de emprego para esta quinta-feira (06/11), para Petrolina e demais cidades do estado.

CONFIRA AS VAGAS PARA PETROLINA-PE

As vagas contemplam diferentes áreas de atuação e exigem níveis variados de escolaridade, ampliando as chances para quem busca inserção ou recolocação no mercado de trabalho.

Os interessados devem procurar a unidade da Agência de Trabalho de cada município, munidos de documentos pessoais, currículo atualizado e carteira de trabalho. O atendimento ocorre de forma presencial, em horário comercial.

Clique aqui e confira a lista completa de vagas para capital e outras cidades.

Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão
Petrolina. Contato: (87) 3866 – 6540 e (87) 9 9180-4065

A história das favelas e o crime no Brasil

Já há muitas décadas vemos as notícias nos diversos meios de comunicação falando sobre a violência nas favelas do Brasil e toda a violência que a circunda e, principalmente nas favelas do Rio de Janeiro, que outrora já foi capital de nosso País. Mas o que não se ensina nas escolas ou figura nas conversas nos ambientes acadêmicos, nem mesmo nas rodas de conversas dos botequins, e nem pegam carona nas conversas que acontecem entre os taxistas e seus clientes, é justamente como se formaram as favelas no Brasil, qual motivação levou as pessoas morarem nos morros íngremes das várias cidades brasileiras e, muito menos, explicam por que a violência tornou-se marca de dominação desses territórios que desafiam o poder Leviatã do Estado.

E como todo bom fato Histórico, não existe somente uma visão, visto que como já dizia o teórico Eduardo Galeano, “a história nunca diz adeus, o que ela diz é até logo”, onde tal afirmação nos remete que a mesma pode ser revisitada sempre e quando fatos novos são descobertos nos dá uma nova noção do acontecimento que se protraiu no tempo e espaço.

O aparecimento das favelas em nosso país, acontece em vários cenários, contudo em uma mesma linha de pensamento, onde passaremos aqui a relatar para dar maior movimento e inteligibilidade a quem se fascina com o vai e vem das marés historiográficas.

Antes mesmo de adentrarmos no tema, faz-se necessária a conceituação hodierna do que se configura a palavra favela, onde alguns dicionários nos ensinam que, se abordarmos o tema com o viés da Botânica, favela seria então um arbusto ou árvore, com o nome científico de Jatropha phyllacantha, da família das euforbiáceas, que ocorre no Brasil nas regiões Nordeste e Sudeste, de ramos lenhosos, folhas repandas ou sinuosas e denteadas, flores brancas, em cimeiras, e cápsulas escuras, verrucosas, com sementes oleaginosas e de que se faz farinha rica em proteínas e sais minerais; faveleira, faveleiro, mandioca-brava. Já se abordarmos o significado urbanístico, podemos dizer que favela é uma área urbana caracterizada por moradias precárias e infraestrutura de urbanização geralmente deficitária.

Com essa conceituação literária e científica, abordaremos ambas concomitantemente na história, ora as dissociando, e ora entrelaçando-as, visto que a história dialoga também com as mais diversas áreas do conhecimento.

Como tudo na vida, as transformações ou surgimento de algo novo não acontecem da noite para o dia, e sim de um conjunto de inúmeros fatores que, somados no perpassar dos anos, desembocam em uma realidade que muitas vezes nos parece que sempre existiu, pelo fato da aparente normalidade do cenário cotidiano que o indivíduo encontra-se inserido.

Diversos fatores levaram à existência das favelas no Brasil, todavia podemos iniciar  falando do fenômeno jurídico da abolição da escravatura no Brasil, onde após a pressão da Inglaterra em abolir a escravidão no mundo, visto que a potência mundial da época pretendia tornar livres todo os escravos, pois tinha o real interesse que a Revolução Industrial em seu país, percussor da industrialização no mundo, pudesse vender seus produtos industrializados e, para isso, todas as pessoas deveriam ter uma certa “ renda” para poder adquirir seus produtos.

Depois de várias manobras para burlar a determinação da Inglaterra em abolir a escravidão no Brasil, como a Lei do Sexagenário, que determinava que o escravo que tivesse sessenta anos teria sua alforria, apesar da maioria deles não chegar a essa longevidade, e também a Ventre Livre, onde o filho do escravo recém parturido nasceria livre, e finalmente com o apoio da Família Real Brasileira que, em sua maioria, apesar de fazer parte da Monarquia, tinha ideias e ações abolicionistas, sendo D. Pedro II considerado nas altas cortes Europeias como o monarca mais republicano que já existiu. Sendo então assinada a Lei Áurea por sua filha que com uma lei curta e certeira, sem margens a interpretações equivocadas: A princesa Isabel assina a norma em 1888, e com isso ficou tão mal falada e foi crucificada pelos supostos teóricos progressistas que a picham de escravocrata, mas que a historia descortinou tal falácia mostrando suas ações de libertação dos escravos o que custou a bancarrota da Família Real no Brasil, com o Golpe da República realizado pelas mesmas pessoas que se diziam Monarquistas.

A Lei Áurea, apesar de sua importância, teve apenas dois artigos, os quais cominavam no seu texto:

Artigo 1º: “É declarada extincta, desde a data desta Lei, a escravidão no Brazil”. Artigo 2º: “Revogam-se as disposições em contrario”.

Com a abolição da escravatura, a elite fazendeira, os coronéis donos de engenho de açúcar  e  donos de escravos de Ganho se sentiram traídos e prejudicados pelo alto investimento na compra dos escravos, principalmente os chamados de Bantos que eram, na época tidos como mais propícios para o trabalho na lavoura e exigiam uma indenização por parte do  Império Brasileiro pela “perda de seus investimentos”, além de alegar a falta de mão de obra para o plantio e colheita nas fazendas brasileiras, por outro lado, há historiadores que enfocam que a família Real deu liberdade aos escravos, mas não deu “Direitos Trabalhistas”, o que seria impensável na época, visto que os ditos direitos trabalhistas só iriam surgir no Brasil na década de 1910 e posteriormente em 1934 com a implantação da Constituição garantindo carga horária de trabalho e lembremos que o regime no tempo histórico em questão era escravocrata, ou seja, levando em consideração o contexto histórico em questão, totalmente dentro do ordenamento jurídico da época.

Essa versão historiográfica nos conta que o grande contingente de ex escravos, que então livres, migraram da zona rural para as cidades que não estavam preparadas para receber tal contingente de pessoas, causando assim uma explosão demográfica.

Os escravos de ganho, que consistiam em negros carregadores e negras quituteiras, que deram origem aos estivadores e as Baianas de Acarajé, essa ultima na Bahia, já viviam nas cidades e pertenciam aos seus “Senhores sem terras”, pois eram geralmente homens comerciantes que detiam algum capital, mas não tinham terras e que compravam escravos e os colocavam para trabalhar como estivadores ou vendedoras de quitute nas ruas das grandes cidades como Salvador e Rio de Janeiro, e o lucro auferido era repassado no final da tarde para seus Senhores e em troca poderiam andar “soltos” na cidade, sem grilhões ou amarras, dormindo muitas vezes debaixo das marquises dos grandes comércios do porto ou em antigos casarões abandonados pelos membros da família real quando foram deportados para Europa após a implantação da República no Brasil, nascendo assim, a principio nos porões dos casarões abandonados ou alugados por comerciantes locais os cortiços,  verdadeiros guetos, onde devido a grade concentração de  ex escravos ou libertos, dificultava a fiscalização do Estado, onde nem mesmo a polícia  conseguia entrar. Uma das mais famosas instalações desse tipo foi o conhecido “Cortiço Cabeça de Porco”, localizado na rua Barão de São Félix, no Rio de Janeiro e era assim chamado pela presença de uma figura de cabeça de porco logo em sua entrada e o local abrigava centenas de pessoas em condições insalubres e era composto por moradias improvisadas, em meio aos chiqueiros, galinheiros e cocheiras.

Outro fator histórico relevante que deve ser lembrado aqui é que entre 1896 e 18997, um conflito bélico entre o exército Brasileiro e o movimento popular liderado por Antônio Conselheiro no Sertão da Bahia, teve relação direta com a formação das favelas no Rio de Janeiro, pelo fato do grande contingente de revoltosos em Canudos e o fracasso em várias investidas do Exército Brasileiro, sendo que uma das táticas do Governo para convencer esses soldados a lutarem sem temor, era a promessa que quando retornassem da guerra de Canudos com a vitória e o “dever cumprido”, iriam receber uma casa para morar, oferecendo assim a tropa de armas de ultima geração para o enfrentamento no Sertão de Canudos, sendo então disponibilizada uma máquina de guerra na época: um canhão poderoso, sendo apelidada de: “A Matadeira”, por causar uma grande serie de mortos quando acionada, que foi colocado em cima de um morro para ter melhor visão e eficácia na letalidade no campo de batalha, conhecido como morro da Favela, visto que, como já foi falado anteriormente, na visão biológica Favela era um arbusto comum nas regiões secas do nordeste e muito comum nesses morros, sendo chamadas por esse nome no transcorrer da guerra de Canudos, ou seja, a guerra contra a Favela.

Após o término da guerra e a exterminação de canudos os ex combatentes voltaram da conflito bélico e foram ao Rio de Janeiro cobrar  ao  Ministério do Exército que ficava ao pés do Morro da Providência, a  promessa  de receberem a tão sonhada  casa digna pra morar, caso alcançassem êxito na empreitada, contudo o Exército não cumpriu sua palavra e o  grande contingente de soldados  ali  acampados, passado  dias foram subindo o referido morro e construindo suas casas e trazendo suas famílias para morar, além de que outras famílias já moravam naquele morro após a demolição do Cortiço Cabeça de Porco anos antes, que foi removido para a construção de um túnel como  uma das ações para a reforma urbana ocorrida no Rio de Janeiro inspirada na reestruturação de Paris na França que falaremos adiante. Foi esse celebre cortiço que serviu de inspiração para a grande obra literária que originou o romance “O Cortiço” de Aluísio de Azevedo.

E como então passaram a chamar de Favela o morro no Rio de Janeiro? Quando os soldados ex combatentes da guerra de Canudos se instalaram no Morro da Providência, perceberam uma certa semelhança com o morro da Favela na Bahia no sertão de Canudos e passaram a chamar o morro da Providência de Morro da Favela, batizando assim e generalizando as construções precárias com papelões, pedaços de tabuas e lonas erguidas nos morros e encostas.

Para entendermos como se deu esse processo de favelização e a espraiamento da violência a partir de então, temos que abordar alguns motivos políticos, onde no inicio do século XX, o Rio de Janeiro já era uma cidade muito importante e como sempre o Brasil faz desde os tempos coloniais queria imitar as inovações advindas da Europa, pretendendo então assemelhar-se como uma corte europeia e tudo o que vinha de Paris, visto que na  França ruas e avenidas inteiras foram demolidas e construídas largas avenidas durante vários anos as derrubadas e novas construções transformavam Paris no que é hoje conhecida.

No Brasil  na época do centenário da independência o Presidente Rodrigues Alves e o Prefeito do Rio de Janeiro Pereira Passos conseguiram  uma vultosa quantia em dinheiro para fazer o mesmo com a capital do País, visto que devido a falta de saneamento básico e a grande quantidade de casarões e cortiços, o prefeito lançou o programa “Bota a Baixo” que consistia na derrubada dos prédios históricos ,principalmente na região do porto, contando com a ajuda do médico sanitarista Dr. Osvaldo Cruz que implantou a vacinação obrigatória em 1904, causando assim um outro conflito muito conhecido na história como revolta da vacina, que não trataremos aqui para evitar uma digressão do real objetivo desse artigo.

Com essa ação de derrubada dos cortiços, desalojando os moradores, sem qualquer tipo de indenização, formando assim uma leva de “sem tetos” que migraram para os subúrbios da Capital Fluminense iniciando assim o processo oficial de favelização na cidade.

Com o êxodo de famílias de outras partes do país, principalmente da região nordeste, fugindo da seca e da fome e procuravam no Rio de Janeiro uma oportunidade de vencer na vida e chegando na cidade sem condições subiam os morros e lá se instalavam aumentando ainda mais o contingente de “favelados” como já eram conhecido na época, miscigenando-se com os antigos negros escravos libertos e imigrantes latinos que buscavam trabalho e melhores condições de vida.

Desta forma, até a segunda metade dos anos 1970 as pessoas que moravam nas favelas se constituíam de trabalhadores honestos, não muito diferente de hoje, onde naquela época os índices de criminalidade eram muito baixos e se constituíam em um povo alegre, que cantarolava sua vitórias e mazelas para assim alegrarem sua alma, momento em que foi-se iniciando aos poucos o comércio do fumo “Cannabis Sativa Lineu”, vulgarmente conhecida como  maconha, que  mesmo assim era ainda muito acanhado.

Ainda na década de Setenta chega ao Rio de Janeiro outro tipo de droga, que anos depois dominaria todo o mercado de tóxicos e entorpecentes com seu nome cientifico “Erythroxylum coca”, vulgarmente chamada de Cocaína, um potente estimulante do sistema nervoso central, que foi isolada quimicamente das folhas da Coca pela primeira vez em 1860 na Alemanha.

E a partir de então meliantes moradores de diversas favelas no Rio de Janeiro passaram a vender esses “produtos”, tidos como drogas Maconha e Cocaína e inicia-se a organização do crime, formando o que entendemos hoje como Organizações Criminosas que hoje já se subsumem a Organizações Terroristas de acordo com a resolução 1556/2004 da própria ONU- Organização das Nações Unidas.

Esses criminosos já na década de 1970 iniciando sua organização criminosa sofrem com a intensificação da repressão policial que consegue encarcerar vários membros das quadrilhas que assaltavam bancos, e pequenos traficantes onde foram levados para o Presidio Candido Mendes e lá tiveram contato pela primeira vez, por estarem em celas comuns com os presos políticos da época, que constituíam de jovens estudantes de classe média e alta, que faziam uso de armas e praticavam pequenos atos terroristas. Esses estudantes defendiam as ideologias Socialistas embasadas na teoria do Conflito e critica que pregavam justamente a ideia do “Bandido como Vítima da sociedade”, oprimido pelo suposto “capitalismo selvagem”, além de estudarem e difundirem  manuais de guerrilha urbana de  Carlos Marighella, bem como as ideias de lutas de classes e o Manifesto Comunista escritos por Marx e Engels, onde os meliantes cariocas aprenderam táticas de guerrilha urbana, e consciência ideológica de revolução, dando então uma certa legitimidade teórica para suas ações banditistas, desembocando, a priori num grupo chamado Falange Vermelha, criada por Rogério Lemgruber  do Rio de Janeiro, no ano de  1952, existindo com esse nome até inicio da década de 1990; Lemgruber, também conhecido como Bagulhão, foi um assaltante de banco, homicida, sequestrador e traficante de drogas brasileiro, antecessora da facção  que posteriormente veio a se transformar do CV – Comando Vermelho, formado no Presídio de Ilha Grande já em 1979 conhecido nos dias atuais, onde na época chegou a dominar cerca de 70% do Tráfico do Rio de Janeiro.

Outro ponto histórico importantíssimo sendo este um fato Internacional, foi que outros países se legitimaram como produtores e exportadores de drogas, como por exemplo, a Colômbia que passou a usar o Brasil como rota para distribuição da droga no mundo,  além de ser um grande núcleo consumidor e pelo fato de ter muito dinheiro envolvido, as facções precisavam de proteção e passaram a contrabandear armamento pesado, passando também a ser um negócio muito lucrativo, tão quanto o tráfico de entorpecentes se intensificando cada vez os embates com as forças policiais e o recrudescimento da violência dentro e fora das favelas.

Concomitante a isso vieram as ações políticas, intervindo, com o pano de fundo, de estarem protegendo os moradores das favelas, com ações políticas de proibição da entrada das polícias nos morros, o que já acontecera em épocas outrora dos cortiços e hodiernamente com ADPF 635 do STF que dificultava ou impedia as ações policiais sem previa informação aos órgãos de saúde, educacionais e sociais no período da Pandemia devido ao COVID-19, contudo essa norma se estende até os dias atuais, dificultando as ações policiais e tornando impossível impedir o vazamento de informações das operações policiais.

Pelo fato das polícias só adentrarem as favelas para fazerem algumas ou poucas operações em casos específicos de grande necessidade como guerra entre facções, essas organizações criminosas passaram a dominar o território e expandir seus negócios como cobrança de taxas a comerciantes, venda forçada de serviços de gás e Tvs a Cabo e posteriormente internet fortalecendo assim seu Império do crime. A partir de então as Facções passaram a tomar os territórios, não só das favelas, mas as ruas de bairros periféricos, colocando barricadas e impondo toques de recolher, impedindo desta forma, o direito constitucional de ir, vir e permanecer, bem como o direito a Vida que é um Direito precípuo tão aclamado na Declaração Universal do Direito do Homem e cominado no Caput do Artigo 5º da Constituição Federativa do Brasil.

O espaço da favela, por ter uma geografia complicada de difícil acesso tornou-se praticamente uma fortaleza para os traficantes que lá controlam em meio à população humilde, na sua grande maioria trabalhadora que vive subjugada pelo crime sem poder reclamar e sem ter a quem pedir ajuda. Atraindo assim as forças Policiais para uma área que elas não conhecem, com becos, vielas e terrenos em aclives e declives, se configurando em verdadeiras técnicas de guerrilha que davam vantagens aos meliantes no momento do embate com a força estatal.

Uma das táticas de Sun Tzu, que consta no seu livro A Arte da Guerra, para garantir uma vantagem na batalha era justamente atrair seu inimigo, seu oponente, fazendo o mesmo abrir mão de sua vantagem e se exporem no terreno inimigo.

É cediço que não existe ligação direta entre pobreza e violência, onde podemos corroborar tal afirmação quando constatamos através do atlas da violência no mundo que das dez cidades mais violentas do mundo nenhuma estão no rhol das mais pobres,

A violência nas cidades e nas favelas do Brasil é fruto de anos de abandono por parte do Estado Leviatã, bem como décadas de doutrinação e glamourização do Crime e do criminoso, por criação de narrativas ideológicas invertendo “o status Quo” muitas vezes apoiado e idolatrado também pela população local, bem como uma Justiça burocrática, letárgica e que de alguns anos pra cá também passou a ser enviesada politicamente, com punições frouxas, devido a uma legislação falha e fraca, criadas por políticos muitas vezes sem conhecimento e formação, que necessitam da miséria e insegurança do povo para continuarem no Poder. Essas normas jurídicas enfraquecidas infelizmente só incentivam a prática de mais crimes ao invés de coibi-las, devido a certeza da impunidade.

Com crescimento desordenado das favelas passou a imperar leis próprias do trafico e da violência deixando de certa forma de fora o ordenamento jurídico Brasileiro, onde o Poder do Estado passou a não mais operar dentro dessas comunidades criando assim o Estado de Exceção e anomia às normas Jurídicas e sociais já existentes.

Não queremos aqui ser céticos, nem clichês, contudo para mudar o cenário implantado no Brasil, precisa-se com urgência não só da Coerção Estatal, visto que somente a Coercibilidade não resolveria a questão, mas de verdadeiras reformas na esfera administrativa, politica, de Segurança Pública, Educacional, monetária e, sobretudo na esfera Social, que demandará muito tempo e conscientização da população, da necessidade da autêntica mudança de paradigmas, ou seja, a forma de ver e entender as coisas como realmente são, sem narrativas, ideologias, arquétipos de como se comportar na sociedade. Infelizmente tudo isso no momento histórico hodierno é uma grande quimera que demandará décadas, fortes rupturas e grande purgação do Corpo Social que compõe esse País, que já foi cantado em versos e prosa que seria um dia: O País do Futuro! Um futuro que nunca chega.

Por Prof. Francisco Neto | Historiador-Mestre em Educação; Especialista em Criminologia e em Gestão da Segurança Pública e Doutor em Direito

Senado aprova por unanimidade, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até RS 5 mil

O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5.000 mensais e reduz alíquotas para salários de R$ 5.000,01 a R$ 7.350. Para compensar os cofres públicos pela perda de arrecadação, a proposta (PL 1.087/2025) aumenta a taxação de altas rendas, a partir de R$ 600.000 anuais. Votado pelo Plenário com urgência, o texto segue para sanção da Presidência da República.

Os senadores apoiaram o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que mantém a versão aprovada na Câmara dos Deputados, apenas com ajustes de redação. O projeto, de autoria da Presidência da República, chegou ao Congresso em março deste ano.

Após a aprovação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, exaltou a cooperação entre os parlamentares de ambas as Casas e o governo como uma “vitória da boa política”.

— Tramitou de forma célere e responsável. Graças a esse esforço conjunto, garantimos que o benefício entre em vigor já em janeiro de 2026 — disse Davi, sob aplausos dos senadores.

Dez emendas foram apresentadas em Plenário para alterar o texto, segundo Renan. O relator rejeitou as sugestões por “reduzir a receita” governamental sem compensação. Além disso, mudanças no conteúdo da proposta atrasariam a sanção da futura lei, pois o texto teria que voltar para análise dos deputados, explicou.

Para Renan, a medida é “uma das mais aguardadas dos últimos anos”. Atualmente, a isenção do IR alcança apenas quem ganha até R$ 3.076 (dois salários mínimos).

— Vai beneficiar perto de 25 milhões de trabalhadores e será compensado pelo aumento da carga sobre 200 mil “super-ricos”. Quem tem menos, paga menos; quem tem mais, paga mais — disse o relator.

O aumento do tributo afetará apenas quem recebe mais de R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano, incluindo dividendos. A cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Aqueles que já pagam essa porcentagem ou mais do que isso não serão cobrados.

Pelo texto aprovado, continuarão isentos de IR investimentos financeiros relacionados ao mercado imobiliário e do agronegócio, como letras de crédito e fundos de investimento imobiliário e do agronegócio.

Emprego

A forma que o Estado cobra e isenta IR desincentiva as empresas brasileiras, na opinião do senador Weverton (PDT-MA).

— Ainda temos um grave problema: os especuladores ainda ganham muito mais do que os empreendedores. É preciso que a gente comece dentro da reforma tributária a fazer esse tipo de correções.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que profissionais liberais podem ser prejudicados, caso não estejam enquadrados no regime tributário do Simples Nacional. Ele afirmou que apoia o projeto, mas criticou o relatório, por não alterar o que considera distorções na proposta.

— São advogados, médicos, produtores culturais… Isso é um confisco. É o Estado ganhando mais dinheiro com o empreendimento do que o próprio empreendedor.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) criticou a manutenção da cobrança sobre rendimentos recebidos de previdência privada que sofrem dificuldades financeiras.

Para o senador Jayme Campos (União-MT), o IR não deveria incidir sobre nenhuma renda de aposentadoria.

Destaques retirados

Três emendas de plenário seriam votadas à parte para serem incluídas no texto, por meio dos chamados destaques. O pedido foi do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que retirou os requerimentos de destaque. As emendas eram sobre:

  • tributação sobre profissionais liberais — como médicos e advogados — que, segundo Portinho, são tributados injustamente tanto como pessoa física como pessoa jurídica;
  • tributação sobre lucros e dividendos enviados ao exterior, para ocorrerem apenas sobre beneficiários pessoas físicas residentes em outros países;
  • prazos sobre a tributação sobre lucros e dividendos.

Novo projeto

Portinho retirou os destaques sob compromisso de os temas serem tratados no PL 5.473/2025, que agregará as cerca de 150 emendas rejeitadas por Renan.

Visto como um projeto complementar ao da isenção do IR, o PL 5.473/2025 eleva as alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidentes sobre alguns tipos de instituições financeiras, com destaque para a majoração da tributação das chamadas fintechs. Também aumenta de 12% para 24% a participação governamental na arrecadação líquida das apostas de quota fixa, as bets.

Relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), o texto deve ser votado até terça-feira, disse Renan em coletiva de imprensa após a aprovação do projeto de isenção do IR na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) elogiou a solução de Renan para acelerar a aprovação do projeto da isenção do IR. Para ela, as emendas buscavam postergar a aprovação de uma proposta importante, que é uma forma de redistribuição de renda:

— Esse dinheiro não vai fazer falta em nada [para os mais ricos], mas vai significar mudança de vida sobretudo para mulheres donas de casa que são chefes de família.

Fonte: Agência Senado

Workshop anuncia aumento nas exportações de manga do Vale do São Francisco para os EUA

Apesar das novas tarifas adotadas pelos Estados Unidos, no início do semestre, a expectativa dos produtores de mangas do Vale do São Francisco para a safra de 2025, é de ampliar em 8% às vendas para os EUA, com a exportação de 40 mil toneladas da fruta. Das 237 mil toneladas de manga exportadas pelo Vale do São Francisco na última safra (2024), 37 mil toneladas (15%), seguiram para o mercado norte-americano, movimentando 46 milhões de dólares.

Os números e a ampliação das exportações, foram anunciados em Petrolina, nesta quarta-feira (5), durante a 15ª edição do Workshop Internacional da National Mango Board no Vale do São Francisco. Reunidos na Valexport (Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco), produtores, exportadores, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, pesquisadores e consultores, debateram qualidade, sustentabilidade e competitividade das mangas brasileiras destinadas à exportação.

Iniciativa conjunta da Valexport e National Mango Board (NMB), instrumento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o evento apresentou palestras e mesa-redonda técnica com pesquisadores da Embrapa Semiárido, Frutvasf/Univasf e Sebrae e teve o apoio do Centro de Excelência em Fruticultura-Senar. Durante todo o dia, o público pôde ainda atualizar conhecimentos acerca de fisiologia, nutrição, sanidade, melhoramento genético, variedades, qualidade e mercado da fruta.

O gerente de Relações com a Indústria da National Mango Board, César Fávero, comemorou a repercussão do Workshop, ressaltando a importância e os resultados positivos da parceria técnica e científica entre Brasil e Estados Unidos. “Nestes 15 anos, a qualidade da manga originária do Brasil tem se elevado. A frequência de envios também está sendo muito consistente e isso só tem a agregar ao aumento de consumo de mangas nos Estados Unidos”, frisou.

Vereador Ronaldo Silva

De acordo com Tássio Lustoza, gerente Executivo da Valexport, o Workshop vem se consolidando como um fórum essencial para atualizar os exportadores brasileiros sobre tendências de consumo, padrões técnicos e exigências regulatórias do setor. “Isso significa uma contribuição direta para a sustentabilidade econômica e reputacional da manga brasileira no exterior”. Ainda durante o evento, a diretoria da Valexport recebeu uma Moção de Aplausos, concedida por unanimidade pelos parlamentares da Câmara de Vereadores de Petrolina pela realização da 15ª edição do Workshop Internacional da National Mango Board no Vale do São Francisco. O autor do requerimento, vereador Ronaldo Silva, justificou a concessão da honraria pelo objetivo do evento em fortalecer a cooperação técnica e científica entre o Brasil e os Estados Unidos, valorizando a expressiva importância econômica e social da fruticultura irrigada no Vale do São Francisco.

Outro destaque desta edição foi a nomeação da produtora e exportadora do Vale do São Francisco, Ana Helena Coelho Medeiros para o Conselho Diretor da National Mango Board (NMB), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Reafirmando o protagonismo da fruticultura regional; a representatividade brasileira e o reconhecimento internacional do Vale do São Francisco. Para o gerente Comercial da Finobrasa Agroindustrial, Rodrigo Pinheiro, o maior retorno do Workshop foi a troca de informações e a geração de conhecimento nas áreas de produção, manejo, marketing e comercialização para o mercado americano. “Estou participando pela primeira vez, faço uma avaliação super positiva e recomendo para todos os produtores e exportadores visando o crescimento regional da cultura da manga”, concluiu.

Falsificação de medicamentos para emagrecer: um crime que pode custar sua saúde

A venda irregular de medicamentos para emagrecimento tem crescido em todo o país e preocupa profissionais da saúde e do direito. O uso de substâncias de procedência duvidosa pode trazer consequências graves, tanto para a saúde quanto na esfera legal. Casos recentes de apreensões e de pacientes que receberam substâncias de procedência duvidosa acendem um alerta: comprar ou aplicar medicamentos para emagrecimento fora de canais oficinais não é só ilegal, mas pode ser fatal.

Pesquisas e operações policiais em diferentes estados já têm flagrado fábricas clandestinas, remessas contrabandeadas e a comercialização irregular de medicamentos destinados ao emagrecimento. Além da falha na eficácia, a principal preocupação é a dúvida sobre o que há dentro das ampolas. “Quando uma medicação vem de procedência duvidosa, ou seja, fabricada sem controle sanitário, o problema vai muito além de não fazer efeito. Você pode ser envenenado. Há substâncias que, a longo prazo, são até cancerígenas. Não sabemos o que essas fórmulas clandestinas podem causar”, alerta a Dra. Carolina Almeida, diretora médica do Núcleo GA.

Ela reforça que clínicas sérias não vendem medicamentos, mas oferecem protocolos individualizados com acompanhamento médico. “Para aplicar esse tipo de substância é preciso ter alvará específico, responsável técnico e estrutura para segurança do paciente. Clínicas sem isso colocam vidas em risco”, pontua a Dra.

Já do ponto de vista jurídico, segundo o advogado Gleucemberg Dias, o artigo 273 do Código Penal prevê penas elevadas para quem falsifica, importa, vende ou distribui produtos medicinais adulterados. “O artigo 273 estabelece pena de reclusão de 10 a 15 anos, uma punição que em muitos casos é mais grave do que a prevista para o tráfico de drogas. Quem importa, vende ou distribui produtos falsificados está sujeito a consequências criminais severas”, informa.

O advogado também ressalta que o paciente lesado pode buscar reparação. “Quem foi enganado deve registrar boletim de ocorrência e procurar as autoridades. Além da punição criminal, o responsável pode ser processado por danos morais e ter o alvará cassado”.

Além da repressão policial e das sanções legais, a educação da população é apontada como ferramenta essencial para reduzir os danos. O alerta conjunto de profissionais da saúde e advogados busca transformar episódios recentes em oportunidades para informar a população sobre os perigos do comércio ilícito de medicamentos.

Júlia Mendes – Jornalista
Assessoria de Comunicação Núcleo GA

Censo 2022: IBGE aponta que união estável ultrapassou o casamento formal pela 1ª vez no Brasil

A forma de amar e se relacionar no Brasil está mudando. Pela primeira vez na história, as uniões estáveis ultrapassaram os casamentos formais. De acordo com o Censo Demográfico 2022 – Nupcialidade e Família: Resultados preliminares da amostra, divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 38,9% dos casais optaram pela união estável, enquanto 37,9% escolheram o casamento no civil e religioso. Em Pernambuco, o cenário seguiu a mesma tendência das métricas nacionais com o registro de 1.163.589 casamentos no civil e religioso; 958.292 casamentos só no civil; 70.888 casamentos apenas religiosos; e 1.637.790 uniões estáveis.

Em cidades como Petrolina, no Sertão, por exemplo, esse comportamento apareceu ainda mais forte. Segundo o Censo, 45,5% dos casais do município escolheram a união estável, enquanto 28% se casaram no civil e religioso, e só 1,8% optaram apenas pela cerimônia religiosa.
Segundo o presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de Pernambuco (Arpen-PE), Marcos Torres, formalizar a união estável em cartório é um passo importante na garantia da segurança jurídica do casal. “A união estável pode e deve ser registrada em cartório. Isso formaliza a data de início da relação e assegura os direitos do casal em situações como separação, falecimento ou partilha de bens”, explica Marcos Torres, que também é registrador civil em Petrolina.Ainda de acordo com o levantamento do IBGE, de 2000 a 2022, cresceram os casamentos somente no civil (17,5% para 20,5%) e as uniões consensuais (28,6% para 38,9%) e caíram os casamentos no civil e religioso (49,4% para 37,9%) e apenas no religioso (4,4% para 2,6%). Torres lembra que, desde a Lei nº 14.382/2022, é possível fazer o registro da união estável diretamente no Cartório de Registro Civil, com mais praticidade e flexibilidade. “A partir da formalização, os direitos dos casais estão protegidos nas mais diversas situações, como pensão por morte, inventário e benefícios previdenciários. Além disso, o registro facilita a comprovação da união em processos de financiamento e outros benefícios”, completa o presidente da Arpen-PE.

Os dados do IBGE e o movimento observado nos cartórios reforçam que a maneira de formalizar as relações está mudando e o papel dos cartórios neste cenário é fundamental para garantir que essa escolha venha acompanhada de segurança, respeito e direitos iguais.

Fotos: Pixabay

 

Em fórum pré-COP30, governadora Raquel Lyra reforça papel decisivo dos governos locais no avanço da justiça climática e social

Em continuidade às agendas pré-COP30, a governadora Raquel Lyra participou, nesta quarta-feira (5), do Local Climate Action Summit, no Rio de Janeiro. A gestora compôs o painel sobre o Impacto Crítico da Diplomacia Subnacional, que fez parte da plenária de fechamento Local Leaders Fórum. No início da manhã, a chefe do Executivo estadual integrou, ao lado da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a Plenária Internacional de Prefeitas sobre soluções urbanas. Os eventos reúnem líderes globais e locais para debater sobre ações climáticas e antecedem a COP30, que começa na próxima segunda (10), em Belém, no estado do Pará.
 
“Participamos de eventos da programação da pré-COP30, no Rio de Janeiro, colocando Pernambuco no mapa do mundo, falando sobre transição energética e justiça climática. Debatemos sobre como aproveitar essa janela de oportunidades de investimentos do mundo inteiro, ao mesmo tempo em que cuidamos das pessoas”, destacou Raquel Lyra.
 
No Local Climate Action Summit, o debate ocorreu em torno da ação conjunta de cidades, estados e governos nacionais em relação ao progresso climático. O evento contou com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, a prefeita da cidade de Phoenix, no Arizona (EUA), Kate Gallego e a prefeita da Cidade de Malmö (Suécia), Katrin Stjernfledt Jammeh.
 
Já o evento promovido pela Frente Nacional dos Prefeitos e Prefeitas (FNP), reuniu a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, além de gestoras de cidades de diferentes estados brasileiros para debater sobre ações climáticas nas cidades. Na ocasião, foram discutidas ações prioritárias para os próximos 12 meses com o objetivo de liberar os recursos necessários para enfrentar questões relacionadas aos impactos das mudanças climáticas.
 
Na plenária de prefeitas estiveram presentes Mirella Almeida (Olinda); Francineti Carvalho (Abaetetuba); Margarida Salomão (Juiz de Fora); Darnele Pereira (Rio Grande), e as secretárias da cidade do Rio de Janeiro, Joyce Trindade; (Mulher) e Tainá de Paula (Meio Ambiente e Clima).
 
Fotos: Arquimedes Santos


Daniella Brito
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