Leilão da Secretaria de Administração terá motocicletas, carros e caminhões a partir de R$ 1.900,00 e R$ 5.000,00

Motocicletas com lance inicial de R$ 1.900,00, caminhões e automóveis com valores a partir de R$ 5.000,00, além de itens de sucatas de eletrodomésticos, móveis e diversos tipos, fazem parte do 5º Leilão de Bens Móveis de 2026. Com 56 lotes e expectativa de arrecadação de R$ 229,2 mil, o certame online será realizado nesta sexta-feira (29), por meio do endereço http://www.aragaoleiloes.com.br/ .

A visitação pública para conferir os itens será realizada nesta quarta-feira (27) e quinta-feira (28), quando será permitida, exclusivamente, a avaliação visual dos itens que compõem os lotes por meio de foto e vídeo. Para participar, basta os interessados realizarem o cadastro prévio no site do leiloeiro (http://www.aragaoleiloes.com.br/), informando um endereço de e-mail para comunicação e envio de documentos.

Pessoas físicas e jurídicas de qualquer natureza poderão ofertar lances online para veículos recuperáveis. Em relação às sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível, a participação é restrita aos Centros de Desmanches de Veículos Automotores, Comércio de Peças Usadas e Reciclagem de Sucata (CDV), registrados operacionais ou credenciados pelo Detran/PE.

Além disso, também podem ofertar lances para sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível, as empresas de outras Unidades da Federação que tenham como atividade a desmontagem de veículos automotores terrestres destinados à comercialização de partes, peças e acessórios automotivos, entre outras condições que podem ser conferidas no edital, disponível no site http://www.aragaoleiloes.com.br/.

Secretaria de Administração Penitenciária de PE lança edital para a  implantação de unidade fabril no Cotel.

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap/PE) lançou edital de chamamento público aberto, até o dia 05 de junho de 2026, para o recebimento de propostas de empresas que tenham interesse em implantar e desenvolver atividade laboral no Centro de Observação e Triagem Criminológica Everardo Luna (Cotel), no município de Abreu e Lima.

A documentação deverá ser enviada até o próximo dia 05 para o e-mail: chamamento.str@seap.pe.gov.br . Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3184.2186. O objetivo da iniciativa é ampliar as oportunidades de trabalho entre os custodiados do sistema prisional.

O ramo da atividade a ser desenvolvida será voltada à produção de artefatos de concreto, como blocos e outros produtos do segmento da construção civil, mediante o trabalho de pessoas privadas de liberdade (PPLs), com jornada de  seis a oito horas diárias, de segunda a sexta-feira.

Entre os benefícios para os internos estão a oportunidade de capacitação e experiência profissional prática, contribuindo para a reinserção social e no mercado de trabalho, além da remuneração e da remição de pena – direito garantido pela Lei de Execução Penal (LEP), que prevê a redução de um dia de pena a cada três dias trabalhados. Para as empresas participantes, a iniciativa oferece benefícios como a redução de custos operacionais e o incentivo à responsabilidade social.

O superintendente de Trabalho e Ressocialização da Seap, Alexandre Guimarães, fala da iniciativa. “Faz parte de uma reestruturação do sistema prisional de Pernambuco, que já vem fortalecendo simultaneamente a segurança e a reintegração social. Que os empresários que desejam investir, possam produzir no sistema prisional e contribuir com esse grande projeto de responsabilidade social”, destacou.

Entre 2023 e maio de 2026 foram inauguradas 12 unidades fabris no estado. A previsão é que, até o final deste ano, outras 16 sejam entregues, resultando em mais de 240 novos postos de trabalho para as pessoas custodiadas.

Fotos: Divulgação/Seap 

Metade dos estudantes não vê debate antirracista na escola, diz estudo

© Joédson Alves/Agência Brasil

O trabalho “A herança da cultura negra na formação do Brasil”, pedido em uma escola de Brasília a uma estudante de 15 anos, não deixa de ser uma raridade, diz a mãe da aluna, a advogada Karina Berardo, mãe de dois filhos negros.

“Houve uma ampliação do tema a partir do ensino médio. Isso é fato. Atualmente, creio que a pauta está mais em destaque e com um viés mais positivo”, afirma a mãe. Para ela, até o ensino fundamental, as discussões sobre raça estavam ligadas principalmente à escravidão.

“Eu acho que é a primeira vez que a proposta é com essa perspectiva da contribuição do negro, mas ainda acho um pouco caricato”, afirma. 

A percepção da advogada de que a temática antirracista é tratada em sala de aula de forma rara vai ao encontro de estudo inédito, divulgado nesta terça-feira (26), sobre a observação dos estudantes a respeito do ensino de conteúdos de temática racial nas escolas. 

Uma das principais informações do estudo é que aproximadamente 50% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio no país declaram não reconhecer o debate sobre desigualdades raciais em sala de aula, mesmo com as leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que estabelecem o ensino sobre história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas.

O estudo “Desigualdade racial na Educação Básica: a percepção de estudantes e professores a partir do Saeb 2023” mostrou, segundo os pesquisadores, que a educação antirracista ainda não se consolidou como experiência reconhecida.

Iniciativas 

Segundo a socióloga Flávia Rios, professora da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Cebrap, a legislação antirracista nas escolas tem saído do papel, só que de forma muito irregular e dependido de algumas iniciativas de secretarias educacionais ou do Ministério da Educação. 

Ela avalia que nos últimos 20 anos, desde que a legislação foi criada, existiram múltiplos projetos que foram desenvolvidos em torno da formação de gestor e dos docentes e também mudanças de elementos do currículo. 

Isso incluiu a temática étnico-racial para populações indígenas e negras, afrodescendentes. “A questão é que a gente não conseguiu universalizar a aplicação dessa legislação e também que essa lei tivesse consistência transdisciplinar”.

Uma percepção da pesquisa, segundo Flávia, é que ainda existe necessidade de ampliação da legislação para cobertura, consistência e persistência no sistema curricular. Para a pesquisadora, embora todas as escolas estejam sob uma mesma legislação educacional, as privadas têm sido menos cobradas para a sua aplicação

Isso ocasionaria mais situações de discriminação racial no sistema privado. “Essas legislações têm o objetivo de mudar mentalidades, de ensinar conteúdos, atitudes, comportamentos cidadãos, também em relação à nossa diversidade étnico-racial”. 

Combate além da escola

Segundo Flávia Rios, o país precisa de monitoramento da política pública educacional.

”A pesquisa indicou que o diálogo da escola com as famílias também é importante para combater o racismo. Ela defende que são necessários esforços conjuntos.

De acordo com o estudo, há um descompasso entre o que os docentes afirmam fazer em sala de aula e o que é reconhecido pela classe estudantil. Enquanto 81,6% dos professores do 9º ano do ensino fundamental e 71,6% do 3º ano do ensino médio dizem abordar desigualdades raciais “muitas vezes” ou “sempre”, menos da metade dos alunos (46,6% do fundamental e 46,8% do médio) reconhece que a maioria ou todos os seus professores tratam do tema. 

A pesquisadora Eliane Firmino, do Cebrap, aponta que esse descompasso, percebido pelos estudantes, traz a medida da efetividade prática. “A legislação existe, mas os dados sugerem que sua aplicação ocorre de forma heterogênea e ainda marcada por limitações da educação brasileira”.

Ela pondera, no entanto, que as escolas particulares não são obrigadas a participar do Saeb. Isso significa que os resultados representam apenas o conjunto das instituições privadas que aderiram à avaliação. “Assim, os dados não necessariamente refletem todo o universo dessas instituições”.

Percepções variam

A percepção sobre a abordagem das desigualdades raciais se altera conforme a rede escolar e também sobre o perfil de estudantes. A ideia de ausência do tema é mais elevada nas escolas privadas (60,8% de estudantes no ensino fundamental e 60,8% de estudantes no ensino médio) do que na rede pública (51,4 % de estudantes no ensino fundamental e 51,9% de estudantes no ensino médio);

Pessoas brancas na educação básica apresentam maior proporção de respostas indicando que o debate racial não é reconhecido (53,5 % no ensino fundamental e 55,4% no ensino médio), em comparação a pessoas pretas (50 % no ensino fundamental e 51,2 no ensino médio), pardas (50,5 % no ensino fundamental e 50,2% no ensino médio) e indígenas (49,5% no ensino fundamental e 46,8% no ensino médio).

“A educação antirracista não deve ser entendida apenas como uma política voltada para estudantes negros, mas como uma formação cidadã para todos os grupos sociais”, diz Eliane Firmino.

Fiscalização é necessária 

De acordo com a coordenadora do Programa de Educação e Pesquisa do Instituo Geledés, Suelaine Carneiro, é necessária, antes de mais nada, fiscalização. “A gente precisa que haja um monitoramento, ações coordenadas, material didático e formação de professores”, considera.

Ela alerta para a necessidade de engajamento de professores não negros com o tema.

“Quando a gente fala sobre educação das relações étnico-raciais, é para ensinar crianças negras, brancas, indígenas e amarelas sobre o respeito e também a compreensão das contribuições dos diferentes grupos raciais na construção da nação brasileira. 

A analista de relações governamentais do Instituto Alana, Beatriz Benedito, ressalta que os dados permitem afirmar que é preciso apoio para institucionalização das politicas de educação para relações étnico-raciais, de forma que crianças e adolescentes se reconheçam como sujeitos ativos no ensino da história e cultura negra e indígena. ”Por isso, é importante que governos se mobilizem”.

No estudo, os pesquisadores observaram que, além de monitoramento e avaliação permanente da implementação das leis, é necessário o fortalecimento da formação continuada de professores e equipes gestoras em educação. A pesquisa ainda recomenda ampliar a diversidade racial no corpo docente, promover o uso de materiais e recursos pedagógicos com intencionalidade e incentivar a criação de espaços de diálogo entre docentes e quem estuda o tema.

Longo prazo

O tratamento de temas de forma episódica, como em 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) foi percebido também na casa da família da servidora pública Juliana Couto, de 48 anos. Ela tem duas filhas (de sete e 15 anos de idade) e explica que as meninas já foram vítimas de preconceito. Juliana defende a presença de mais professores negros nas escolas.

“Acho que é uma busca em longo prazo. Talvez minhas bisnetas possam se beneficiar dessas pequenas sementes plantadas neste momento”, afirma. Formada em direito e pesquisadora da temática antirracista, Juliana entende que, mesmo assim, o cenário melhorou muito. “Posso falar pela minha experiência. Quando era criança e adolescente, vivi uma realidade racial totalmente diferente do que elas vivem. Nem sequer se falava sobre isso ou se discutia”, afirma.

Fonte: Agência Brasil

BRB: Celina Leão vai ao STF pedir aval para empréstimo bilionário

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, tem audiência marcada na tarde desta terça-feira (26), no Supremo Tribunal Federal (STF), com representantes do governo federal, para discutir uma autorização do Tesouro Nacional para um empréstimo bilionário para salvar o Banco Regional de Brasília (BRB). 

A reunião, marcada para as 16h, será presidida pelo ministro Luiz Fux, relator de uma ação aberta na semana passada pelo governo do GDF para sustentar uma obrigação do governo federal de socorrer o BRB. 

A audiência foi marcada a pedido do Ministério da Fazenda e da Advocacia-Geral da União (AGU), que manifestaram interesse na conciliação.  

O BRB entrou em crise após a aquisição de ativos podres do Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central por suspeita de fraudes financeiras bilionárias. Uma investigação no próprio Supremo apura, na esfera penal, as responsabilidades pela operação, que deixou o banco público de Brasília sob o risco de também ser liquidado. 

O executivo Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso em 16 de abril no caso. Ele é suspeito de ter recebido propina do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também preso, para viabilizar o negócio. 

Os fatos investigados ocorreram durante a gestão do ex-governador Ibaneiz Rocha, que renunciou ao cargo para se candidatar nas eleições deste ano. A vice-governadora, Celina Leão, assumiu o GDF em março. 

>> Clique aqui e leia mais sobre o escândalo envolvendo o Banco Master

Rombo bilionário

Até o momento, não está certo o tamanho do prejuízo causado ao BRB, uma vez que o banco ainda não entregou suas atualizações contábeis periódicas e obrigatórias ao BC. O prazo legal era 31 de março, mas foi adiado após a instituição não publicar suas demonstrações financeiras. 

A estimativa, contudo, é de que o prejuízo supere os R$ 10 bilhões. Na ação que abriu no Supremo, o GDF busca o aval para conseguir cerca de R$ 9 bilhões em empréstimos que negocia com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e bancos privados. Para isso, pede que o Supremo obrigue o Tesouro a garantir o negócio. 

A liquidação do BRB pode ocasionar um efeito cascata sobre a administração do DF, uma vez que o banco administra toda a folha de pagamentos dos servidores distritais, por exemplo, bem como operacionaliza os repasses para todas as políticas públicas locais. 

O aumento de capital do BRB é mandatório para que o banco se enquadre nas exigências regulatórias do Banco Central. 

 

Fonte: Agência Brasil

Análise: Criticado por juristas, decreto sobre big techs empodera governo

Especialistas: Decreto sobre big techs abre brecha para censura nas redes

Decretos do governo federal que atualizam o Marco Civil da Internet têm sido alvo de críticas por parte de juristas, que apontam um fortalecimento das estruturas ligadas ao próprio governo.

A crítica mais imediata aos decretos recai sobre o empoderamento da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), órgão responsável pela fiscalização prevista nas medidas.

“A ANPD tem cinco cadeiras. Uma está vaga. Das outras quatro, três foram indicadas direta ou indiretamente pelo Ministério da Justiça ou pela SECOM”, afirmou Caio Junqueira ao CNN Prime Time desta segunda-feira (25).

A SECOM é comandada por Sidônio Palmeira, que também é o responsável pela pré-campanha do presidente Lula (PT). “O próprio órgão que vai cuidar dessa fiscalização tem um alinhamento, em princípio, com o governo que o indicou”, observa Junqueira.

Além da ANPD, outro ponto destacado é o artigo 16 dos decretos, que fortalece a atuação da Advocacia-Geral da União em casos de desinformação relacionados a políticas públicas do governo. Para o analista, a combinação dos dois mecanismos concentra poder de fiscalização em instâncias diretamente ligadas ao Executivo.

Outro aspecto que chama atenção, segundo Caio Junqueira, é a sequência dos acontecimentos.

Logo após a publicação dos decretos pelo governo federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli pautou para julgamento virtual os embargos de declaração sobre o tema. Esta matéria havia ficado paralisada por meses na Corte.

“Isso sugere que teve uma tabelinha, um jogo jogado entre o Palácio do Planalto e o STF nessa questão”, avaliou o analista.

Para as grandes empresas de tecnologia, a situação é descrita como complicada. Junqueira aponta que o pensamento majoritário do STF, instância para onde as companhias poderiam recorrer, está alinhado ao do Palácio do Planalto neste caso.

A alternativa restante seria o Congresso Nacional, onde há um cálculo de 22 PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) para derrubar as medidas. No entanto, o analista avalia que pautar e aprovar esses projetos exigiria uma mobilização muito bem organizada, algo considerado raro, como no caso do IOF.

Fonte: CNN

Polícia Civil cumpre mandado de prisão por tentativa de homicídio contra policial militar e apreende arma em Santa Maria da Boa Vista

A Polícia Civil de Pernambuco, por meio da 211ª Delegacia de Polícia de Cabrobó, vinculada à 25ª Delegacia Seccional de Cabrobó/DINTER II, cumpriu nesta segunda-feira (25) um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por participação em uma tentativa de homicídio contra um policial militar do Estado da Bahia.

A ação foi resultado de uma operação integrada entre policiais civis da 211ª Delegacia de Cabrobó, da 210ª Circunscrição Policial e do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil da Bahia, que compartilharam informações estratégicas para localizar o suspeito.

De acordo com as investigações, o homem estava escondido no município de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão pernambucano. Durante a abordagem, ele ainda tentou fugir, mas foi rapidamente contido pelas equipes policiais.

No momento do cumprimento do mandado, os policiais apreenderam com o suspeito uma pistola calibre .380 da marca Taurus, além de 12 munições intactas e um carregador compatível. Diante da situação, ele também foi autuado em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

A Polícia Civil destacou que a integração entre as forças de segurança de Pernambuco e da Bahia reforça o combate à criminalidade violenta e a localização de foragidos da Justiça.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no caso e esclarecer completamente os fatos.

A operação foi coordenada pelo delegado Lucas Vieira Torres, titular da 211ª Delegacia de Polícia de Cabrobó, sob supervisão do delegado seccional Lamartine Salvador Fontes Filho.

Relatório de PEC prevê fim da escala 6×1 60 dias após promulgação

© Lula Marques/Agência Brasil.

 

O relatório sobre a redução da jornada de trabalho, apresentado nesta segunda-feira (25), prevê o fim da escala 6×1 em 60 dias e que a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais seja feita em um período de transição de um ano. Essa redução deve ocorrer sem qualquer corte salarial.

O deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, apresentou o relatório final da proposta na comissão especial que discute a redução da jornada. Ele propôs um texto com apenas nove artigos:

“É um texto simples, porque há uma compreensão aqui de que texto constitucional não deve trazer especificidade, deve trazer regramento geral. São nove artigos apenas. E o resto será tratado em lei ordinária, convenção coletiva. É para dar direitos fundamentais aos trabalhadores.”

Escala 5×2

Se a PEC for aprovada, a jornada será reduzida para 42 horas semanais no prazo de 60 dias, mas com o estabelecimento imediato da escala 5×2, garantindo dois dias de descanso, preferencialmente no domingo. Após um ano, a jornada seria diminuída de 42 para 40 horas, com o máximo de oito horas diárias.

Pelo relatório, convenção ou acordo coletivo de trabalho – assinado por sindicato – poderá permitir a ampliação da jornada diária para viabilizar a duração semanal do trabalho neste período de transição. O texto também não muda jornadas que já são inferiores a 40 horas semanais.

O deputado Leo Prates ressaltou o esforço de ouvir todas as posições sobre a mudança da jornada, em um amplo processo democrático:

“O caminho até aqui percorrido demonstra que reformas estruturais, quando conduzidas com rigor técnico, transparência e abertura ao diálogo, são capazes de superar divergências e produzir consensos. A trajetória dessa matéria deve servir de referência para o aperfeiçoamento contínuo do processo legislativo brasileiro, reafirmando o papel central do Parlamento como espaço privilegiado de mediação entre os interesses da sociedade e as exigências do Estado Democrático de Direito.”

A proposta também prevê que, para empregados com diploma de nível superior que recebam renda duas vezes e meia o teto do INSS, cerca de R$ 21 mil, não serão aplicadas as regras de duração de trabalho e controle de jornada, salvo se houver previsão no contrato ou convenção coletiva.

MEIs

Um acordo com o governo também amplia a possibilidade de MEIs aumentarem a contratação de empregados, que hoje é limitada a apenas uma pessoa. Ainda será discutida a ampliação do teto de faturamento para os microempreendedores individuais.

Se o texto passar na comissão especial, ele seguirá para votação em dois turnos no plenário. Para ser aprovado, terá que contar com o apoio de três quintos dos deputados. Depois disso, a proposta será enviada para apreciação do Senado.


Fonte: Agencia Brasil

Monitoramento via satélite identifica áreas irrigadas a partir da umidade do solo

Foto: Paulo Ernani Peres Ferreira

 

A Embrapa Territorial (SP) desenvolveu um método com imagens de satélite e Inteligência Artificial (IA) para mapear o crescimento ou a redução anual de áreas agrícolas efetivamente irrigadas a partir dos índices de umidade do solo. A iniciativa atende a uma necessidade do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para acompanhamento de políticas públicas voltadas à irrigação. O novo método já está sendo aplicado para mapeamento de cinco polos, nos estados de Goiás e Mato Grosso.

Responsável pelo mapeamento dos primeiros polos, em Goiás, o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial, explica que o desafio inicial era gerar um mapeamento que permitisse verificar as diferenças entre as safras. Registrar os tão conhecidos círculos formados no solo pelos pivôs centrais, por exemplo, não seria eficaz, pois são como uma cicatriz no solo que permanece de um ano para outro. Outro fator é que os produtores utilizam diferentes métodos de irrigação. Alternativamente, buscar os equipamentos de irrigação também não seria suficiente porque eles podem estar desativados, apesar  de presentes. “O objetivo é identificar as terras que foram efetivamente irrigadas no ano em questão e não as que apenas têm a infraestrutura”, enfatiza Mingoti.A equipe de pesquisa passou a analisar a umidade do solo a partir de índices obtidos de imagens de média resolução e acesso gratuito do satélite Sentinel-2.

No entanto, havia outro desafio. No estado de Goiás, a irrigação predominantemente não é utilizada no período de estiagem e sim durante o verão, quando as chuvas ocorrem e quando há vazão disponível nos cursos d’água. Especialmente devido às mudanças climáticas e ao aumento da ocorrência e da duração dos veranicos (períodos sem chuva no verão), os agricultores recorrem à irrigação para evitar perdas.

O coordenador-geral de sustentabilidade de projetos e polos de irrigação do MIDR, Antônio Guimarães Leite, acrescenta que esse recurso também é utilizado em outras regiões do Brasil, com o mesmo objetivo ou para antecipar a primeira safra. Em algumas situações, isso permite estender a janela de cultivo e viabilizar até três colheitas no mesmo ano agrícola.

Mas, se a irrigação ocorre no período chuvoso, como saber se um solo está úmido porque foi irrigado ou porque recebeu chuva? “Nós usamos outros indicadores. Geralmente as áreas irrigadas não são muito pequenas e têm formatos regulares – retângulos, círculos ou triângulos”, explica Mingoti.

Foto: Flickr CNA (Wenderson Araújo)

Tamanho real da área irrigada

Além da localização, o MIDR também precisa da informação do tamanho das áreas irrigadas. Como inovação, o método tem utilizado recursos derivados do sensoriamento remoto com radar para chegar à área total. Diferentemente do método tradicional, que calcula a área somando “pixels” (quadros que compõem a imagem), a técnica de vetorização desenha o contorno real do terreno, como se seguisse a linha exata do local irrigado. Na contagem por pixels, o sistema considera o quadro inteiro, mesmo que parte do terreno que ele cobre não seja irrigada. “Quando os terrenos são vetorizados, eliminamos possíveis erros dentro e fora da área irrigada. Então, a medição é muito mais acurada”, diz Mingoti.

Nessa etapa do trabalho, a Embrapa Territorial desenvolveu o método e o aplicou no mapeamento de dois pólos de irrigação em Goiás (Planalto Central e Vale do Araguaia) e de três no Mato Grosso (Sul, Médio Norte e Araguaia-Xingu). Os mapeamentos dos dois primeiros já foram entregues ao Ministério e os outros estão em fase de validação.

O mapeamento no polo de irrigação Central de Goiás mostrou aumento de 7 mil hectares nas áreas irrigadas, de 2023 para 2024. Houve crescimento da área irrigada nos 24 municípios que integram a região. Além de serem utilizados para avaliação mais frequente das políticas públicas, a intenção é que os dados do mapeamento sejam integrados ao Sistema Nacional de Informações sobre Irrigação (Sinir).

Irrigação como instrumento de desenvolvimento regional

A irrigação é utilizada como instrumento de desenvolvimento regional no Brasil e em outros países. Por aqui, observa-se que os municípios onde produtores rurais adotam essa tecnologia apresentam melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo Leite. “Em fruticultura, por exemplo, um hectare irrigado gera até três empregos. É uma forma muito eficiente de gerar renda e emprego”.

Por isso, há décadas de investimentos federais no segmento. Mas havia uma lacuna: historicamente, o País enfrentava a falta de informações precisas sobre o uso da irrigação. Ainda no início dos anos 2000, o levantamento era feito por meio de consultas às secretarias estaduais de agricultura, o que resultava em estimativas sem rigor técnico.

O cenário mudou com o lançamento do Atlas Irrigação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em 2017. O estudo revelou que a iniciativa privada expandia-se à margem das políticas governamentais e que 98% das áreas irrigadas estavam fora dos programas oficiais. Com o diagnóstico, entendeu-se que era preciso promover ações para ampliar o uso da irrigação.

A partir de 2019, uma organização do território em pólos de irrigação proposta pela ANA passou a ser adotada. Diálogos com entidades representativas dos agricultores também se iniciaram, com o objetivo de levantar formas de estimular o uso da tecnologia de modo organizado. Leite lembra que, por meio desse trabalho, encontraram necessidades diferentes. Em alguns casos, eram necessários estudos para subsidiar os órgãos públicos na análise de pedidos de outorga para uso da água; em outros, a construção de estradas sem as quais não faria sentido aumentar a produção.

Com programas em execução, surgiu a necessidade de mapeamentos mais frequentes para acompanhar e avaliar a efetividade das ações. “Procuramos a Embrapa Territorial para desenvolvermos um método que permitisse verificar, dentro dos polos em que o Ministério já vem trabalhando a política pública, o que tem acontecido. A área está se expandindo? A expansão tem ocorrido dentro do previsto?”, conta o coordenador-geral da área no MIDR.

Na avaliação de Leite, a disponibilidade de recursos hídricos para ampliar a produção por meio da irrigação é rara no mundo. E investir no segmento é uma forma de melhorar a segurança alimentar da população. “A maioria dos alimentos que consumimos hoje vem da agricultura irrigada: legumes, verduras, arroz e grande parte das frutas e do trigo… Quando falamos em segurança alimentar, não se trata só de ter comida na mesa, mas também dessa variedade nutricional. Precisamos pensar nessa política tão importante para a vida do brasileiro e trabalhar de forma mais organizada. Só conseguiremos isso com informação”, concluiu.

Fonte: Embrapa

Fonte: CNN

Última semana para produtores pernambucanos atualizarem cadastro dos rebanhos junto à Adagro

Os produtores rurais de Pernambuco têm até o próximo dia 31 de maio para realizar a atualização cadastral obrigatória dos rebanhos e propriedades rurais junto à Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro). Esta é a última semana da primeira etapa da Campanha de Atualização Cadastral 2026, fundamental para garantir o controle sanitário animal e a manutenção do status sanitário conquistado pelo Estado.

A atualização pode ser feita presencialmente em qualquer um dos 162 escritórios da Adagro em funcionamento no Estado, inclusive nas unidades que atuam em parceria com as prefeituras municipais, ou pela internet, por meio do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), disponível no site da Adagro, para produtores que estejam com cadastro regular e senha ativa.

Todo criador de animais deve atualizar obrigatoriamente as informações da propriedade e dos rebanhos sob sua responsabilidade. Quem não realizar o procedimento terá o cadastro bloqueado, ficando impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), participar de movimentações de animais, acessar crédito agropecuário, além de estar sujeito a advertências e multas.

A campanha contempla bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos, equídeos, aves comerciais e de subsistência, animais aquáticos e abelhas. De acordo com dados do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), Pernambuco possui atualmente cerca de 218,9 mil propriedades rurais e 259 mil produtores cadastrados.

Devem ser informadas as quantidades atualizadas de animais, incluindo nascimentos e mortes ocorridos desde a última campanha, por espécie, sexo e faixa etária. Também é necessário apresentar CPF ou CNPJ, documentos da propriedade e as coordenadas geográficas da área rural.

O diretor-presidente da Adagro, Moshe Dayan Fernandes, destaca que a atualização cadastral é essencial para fortalecer as ações de vigilância e defesa sanitária. “Pernambuco e o Brasil conquistaram em 2025 o reconhecimento internacional de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Manter os dados atualizados é fundamental para preservar esse status sanitário e garantir segurança ao setor agropecuário”, afirmou.

O coordenador do Programa de Vigilância da Febre Aftosa da Adagro, Edmilson Martins, reforça que as informações permitem uma resposta mais rápida em casos de suspeitas de doenças, além de auxiliar no planejamento das ações de fiscalização, trânsito animal e realização de eventos agropecuários.

A Adagro também alerta para a importância da atualização dos rebanhos de caprinos, ovinos e suínos, espécies que ainda apresentam baixos índices de adesão cadastral no Estado.

Outro ponto importante é a geolocalização das propriedades rurais, exigida durante o processo de atualização. A medida facilita o trabalho das equipes de defesa sanitária em ações de fiscalização e atendimento em casos de emergência zoossanitária.

Ministério dos Povos Indígenas entrega equipamentos ao território Truká, em Cabrobó

O ministro dos Povos Indígenas do Brasil, Eloy Terrena e a presidente da Funai Brasília, Luciana Baré, estiveram na Ilha de Assunção, em Cabrobó-PE, neste domingo (24). A comitiva ministerial, que contou também com representantes do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão PE), entregou equipamentos como tratores, carroças, drone, câmera, caixas de som e diversos outros materiais à comunidade do Território Truká.

Durante a visita, o ministro Eloy Terena, ressaltou que a ação faz parte do projeto Aldeias Produtivas, que visa beneficiar e fortalecer os agricultores, à educação e ao desenvolvimento dos jovens indígenas. “O projeto tem como objetivo central o desenvolvimento de pesquisas e estudos técnico-científicos para apoiar atividades produtivas indígenas através da educação profissional e tecnológica integrada à bioeconomia”, frisou. Eloy Terena, acrescentou ainda o caráter pioneiro do projeto que foca especificamente os biomas da Caatinga e do Agreste.

O representante e um dos caciques do Território, Neguinho Truká, agradeceu a visita e a entrega dos equipamentos, destacando a alegria, a conquista e a celebração de todos. “Isto vem reafirmar a nossa força, a união e o avanço do povo Truká na luta por mais oportunidades, fortalecimento cultural e desenvolvimento para o nosso território”, concluiu. O povo indígena Truká tem uma população de aproximadamente 7. 240 pessoas.