15 candidatos tiveram candidaturas indeferidas no Rio de Janeiro

© Fernando Frazão/Agência Brasil

A 20 dias das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro indeferiu 15 registros de candidatos, por suspeita e envolvimento com o crime organizado no estado.

Entre eles, está a candidata a deputada federal pelo DC, Cristiane Brasil, filha do ex-deputado Roberto Jefferson. Ela responde a uma ação penal que, embora tenha sido rejeitada por incompetência do Juízo, está submetida a recurso e ainda não houve análise de mérito. Cristiane Brasil teve, inclusive, prisão cautelar decretada e cumprida em setembro de 2020.

Foram indeferidos, ainda, os registros de candidatura para deputado estadual de Vagner Mateus dos Santos, conhecido como Vaguinho Neguinho, do PRD, e Paulo César Melo de Sá, do União Brasil, ambos por suspeita de envolvimento com a milícia.

Filipe de Almeida, candidato a deputado federal, e seu pai, o Pastor Everaldo, que disputa vaga a primeiro suplente de senador, ambos do Podemos, estão entre os que tiveram os registros indeferidos por envolvimento com a chamada “milícia de gravata”, quando os integrantes usam armas para controlar comunidades e territórios, se infiltrando nos poderes Executivo e Legislativo para controlar contratos e fraudar licitações.

A sessão no TRE durou toda a tarde dessa segunda-feira (14). Ao final, o presidente do Tribunal, desembargador Claudio de Mello Tavares, destacou que o colegiado cumpriu com firmeza seu papel no enfrentamento às tentativas de infiltração do crime organizado na política. E enfatizou que a Corte deixou claro que não há qualquer tolerância com a atuação do tráfico de drogas e das milícias, e que agiu com rigor para proteger a democracia, com base na Constituição Federal.

Ainda cabe recurso às decisões de impugnar candidaturas. A última instância é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não conseguimos contato com a defesa dos acusados.

 


Fonte: Agencia Brasil

Vagas de emprego oferecidas na Casa do Trabalhador e Agência de Trabalho de Pernambuco nesta terça-feira, 15 de setembro

A Agência do Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponíveis para esta terça-feira (15) em Petrolina e outras cidades do estado.

Há oportunidades para diferentes funções e níveis de escolaridade.

Quem tiver interesse deve procurar a unidade da Agência do Trabalho do município com os documentos pessoais, currículo atualizado e carteira de trabalho. O atendimento é presencial, em horário comercial.

Clique aqui e confira a lista completa de vagas de emprego.

Em Petrolina, a Agência do Trabalho funciona no Expresso Cidadão.

Contato: (87) 3866-6540 / (87) 9 9180-4065.

Colheita e pós-colheita do maracujá: como reduzir perdas e preservar a qualidade do fruto

Um fruto bem formado pode perder valor rapidamente por uma colheita antecipada, queda no solo, excesso de exposição ao calor, danos mecânicos, embalagem inadequada ou armazenamento em condições desfavoráveis.

Isso acontece porque o maracujá apresenta elevada atividade fisiológica após a colheita. A Embrapa classifica o fruto como climatérico e destaca taxas respiratórias que podem variar de aproximadamente 175 a 349 mg de CO? kg?¹ h?¹ a 25 °C. A produção de etileno também é elevada, podendo chegar a 160 a 400 µL kg?¹ h?¹ a 20 °C durante o pico climatérico.

Na prática, isso significa uma coisa: depois de colhido, o maracujá continua mudando rapidamente.

Por isso, acertar o ponto de colheita e reduzir o tempo entre campo, beneficiamento e comercialização são decisões que interferem diretamente na vida útil do fruto.

O ponto de colheita do maracujá não deve ser definido apenas pela queda – Tradicionalmente, o maracujá-azedo (Passiflora edulis) é recolhido depois que cai naturalmente da planta. A queda ocorre porque, durante a maturação, forma-se uma zona de abscisão no pedúnculo, enfraquecendo a ligação entre fruto e planta.

O problema é que o fruto que cai no solo pode sofrer pequenos danos na casca, perder água e entrar em contato com fontes de contaminação.

Esses ferimentos aparentemente pequenos podem se transformar em portas de entrada para microrganismos. A própria Embrapa recomenda evitar a coleta diretamente do solo quando o destino é o mercado de frutas frescas.

Para a indústria, a coleta de frutos caídos ainda é utilizada. Nesse caso, a Embrapa recomenda lavagem e sanitização, citando solução com 200 mg L?¹ de cloro ativo.

Para o mercado in natura, entretanto, a estratégia mais interessante é colher o fruto diretamente na planta, desde que ele já tenha atingido maturidade fisiológica suficiente.

Quanto amarelo deve estar o maracujá na colheita? – Não existe um único percentual que sirva para todas as situações. A cultivar, época do ano, destino e logística interferem nessa decisão.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental avaliou as cultivares BRS Gigante Amarelo, BRS Ouro Vermelho e BRS Sol do Cerrado em diferentes pontos de maturação.

Na safra de verão, os pesquisadores concluíram que os frutos deveriam apresentar pelo menos 55% da casca amarela para proporcionar menor perda de massa, melhor qualidade do suco e maior vida útil.

O estudo mostrou uma diferença bastante prática.

Frutos colhidos no primeiro estádio, ainda muito verdes, apresentaram perda de massa de aproximadamente: 8,88% na BRS Gigante Amarelo; 8,52% na BRS Ouro Vermelho; 8,89% na BRS Sol do Cerrado.

Já no segundo estádio, com cerca de 56% da casca amarela, a perda média foi de 5,14% após nove dias de armazenamento.

No terceiro estádio, a perda chegou a aproximadamente 2,87% na BRS Ouro Vermelho, 3,82% na BRS Gigante Amarelo e 3,72% na BRS Sol do Cerrado, em seis dias de armazenamento.

Ou seja, colher cedo demais não significa necessariamente conservar melhor.

O fruto precisa estar fisiologicamente preparado para continuar o amadurecimento depois de separado da planta. 

Para indústria e mercado fresco, o ponto pode ser diferente – Quando o objetivo é a indústria, a qualidade do suco passa a ter peso ainda maior.

A publicação da Embrapa Maracujá: do cultivo à comercialização destaca que frutos com aproximadamente 65% da casca amarelada apresentam melhores valores de sólidos solúveis, acidez, relação SS/AT e rendimento de suco, sendo esse um ponto recomendado para a indústria.

Em determinadas condições de inverno no Norte Fluminense, entretanto, frutos podem ser colhidos com aproximadamente um terço da superfície amarelada, desde que já apresentem maturidade fisiológica adequada.

Isso mostra por que simplesmente copiar uma porcentagem de coloração de uma propriedade para outra pode levar a decisões erradas.

O ponto de colheita precisa considerar cultivar, época, mercado e tempo até a venda. 

O que acontece quando o fruto é colhido verde demais? – O maracujá não possui uma grande reserva de amido para transformar posteriormente em açúcares. Por isso, colher o fruto em estádio muito precoce pode limitar sua evolução de qualidade depois da retirada da planta.

No trabalho com BRS Gigante Amarelo, BRS Ouro Vermelho e BRS Sol do Cerrado, os frutos mais imaturos apresentaram maior perda de massa e redução de características químicas importantes durante o armazenamento.

No BRS Gigante Amarelo, por exemplo, frutos maduros apresentaram 13,28 °Brix no estudo. O mesmo trabalho registrou 8,93 g de açúcares redutores por 100 mL nos frutos maduros, contra 5,59 g por 100 mL nos frutos colhidos no segundo estádio. A diferença não é apenas laboratorial.

Sólidos solúveis, acidez, rendimento de suco e relação entre açúcares e ácidos influenciam diretamente a qualidade percebida pelo consumidor e o desempenho industrial.

A Embrapa destaca que, para processamento, cor, sabor, aroma e rendimento de polpa estão entre os atributos mais importantes. Maior teor de sólidos solúveis e menor pH também podem favorecer o rendimento tecnológico do suco e reduzir a necessidade de acidificação.

 

A colheita deve ser feita com cuidado com o horário – Calor também é fator de perda. A Embrapa Acre recomenda realizar a colheita no período mais fresco do dia. Temperaturas elevadas associadas à baixa umidade relativa aumentam a perda de água e favorecem o murchamento, principalmente quando o fruto será vendido fresco.

Uma recomendação prática é organizar a equipe para concentrar a retirada dos frutos nas primeiras horas do dia, principalmente em períodos quentes e secos.

Isso reduz a exposição inicial ao estresse térmico e facilita o encaminhamento rápido dos frutos para a etapa seguinte.

A periodicidade também importa. A Embrapa recomenda, para determinadas condições de produção, realizar a coleta cerca de três vezes por semana, evitando que frutos permaneçam muito tempo no campo depois de atingir o ponto adequado.

O que fazer imediatamente depois da colheita? – A primeira regra é simples: não deixar o fruto esperando no campo sem necessidade.

Os frutos destinados ao mercado fresco devem ser protegidos de: sol direto; chuva; contato com o solo; impactos; compressão; superfícies sujas; temperaturas elevadas.

Na produção integrada, a Embrapa recomenda que os frutos sejam colocados imediatamente em contentores que possam ser higienizados e que reduzam o contato com o solo. Também são recomendados cuidados com higiene dos trabalhadores, equipamentos e caixas.

A rastreabilidade também pode entrar nessa rotina. Na produção integrada, os lotes devem ser identificados com informações como data de colheita, variedade, propriedade, parcela e responsável pela colheita.

Esse controle pode parecer burocrático no começo, mas ajuda a identificar onde estão ocorrendo perdas e facilita a organização comercial.

Higienização: uma etapa que não pode ser improvisada – Depois da chegada ao local de beneficiamento, os frutos devem ser selecionados e classificados.

Frutos com: danos mecânicos; sintomas de doenças; podridões; deformações severas; deterioração; devem ser separados do lote comercial.

A Embrapa recomenda lavagem e higienização antes da comercialização ou processamento e destaca a necessidade de utilizar água potável e solução sanitizante preparada de acordo com a recomendação técnica.

Um ponto importante: concentração de sanitizante não deve ser definida “no olho”.

A concentração correta depende do produto utilizado, concentração de cloro ativo, qualidade da água e protocolo adotado no beneficiamento.

Danos mecânicos podem custar caro – O maracujá tem uma casca que pode parecer resistente durante a colheita, mas impactos e abrasões prejudicam sua conservação.

Um arranhão produzido durante a colheita ou transporte pode não representar grande problema visualmente no primeiro momento. O problema aparece depois.

A lesão pode favorecer perda de água e entrada de patógenos.

A Embrapa destaca que a antracnose pode ocorrer também durante armazenamento, transporte e comercialização, podendo causar danos de até 39,8% dos frutos colhidos em determinadas condições.

Em outro estudo publicado na Revista Brasileira de Fruticultura, frutos mantidos por 13 dias a 25 ± 2 °C e 70-80% de umidade relativa, após 24 horas de câmara úmida, apresentaram elevada ocorrência de doenças pós-colheita. A antracnose chegou a 100% de incidência nos frutos avaliados, enquanto a podridão de Fusarium atingiu 25,5% no cultivo convencional e 19,0% no orgânico.

O número é um alerta importante: a sanidade do fruto no campo continua influenciando sua vida útil depois da colheita. 

Embalagem: transportar bem também é produzir qualidade – Fruto a granel tende a sofrer mais danos.

A publicação da Embrapa aponta que frutos transportados a granel apresentam maior incidência de danos e, consequentemente, menor vida útil. Caixas plásticas favorecem ventilação e empilhamento, enquanto caixas de papelão podem proporcionar melhor acondicionamento e são utilizadas em mercados de maior valor.

A embalagem deve cumprir uma função simples: proteger o fruto sem criar outro problema.

Caixa excessivamente cheia, empilhamento inadequado e pressão entre frutos podem gerar abrasões e esmagamentos.

Por isso, o cuidado não termina quando o fruto entra na caixa.

Ele continua durante carregamento, transporte, descarga e exposição no ponto de venda.

Quanto tempo o maracujá pode ficar armazenado? – Depende da condição.

Em ambiente quente, a Embrapa relata que a vida útil do maracujá geralmente não ultrapassa duas semanas. Quanto mais maduro o fruto for colhido, menor tende a ser sua vida útil pós-colheita.

A refrigeração é uma das principais ferramentas para ampliar esse período.

Segundo a publicação da Embrapa, condições de 8 °C e 85% de umidade relativa foram consideradas favoráveis para conservação por até 26 dias em determinado estudo. Já a 12 °C, a vida útil caiu para cerca de 16 dias. Mas existe um detalhe importante: temperatura mais baixa não significa automaticamente melhor resultado em qualquer situação.

A refrigeração pode manter os frutos mais túrgidos e reduzir podridões, mas também pode retardar o amarelecimento da casca.

Por isso, o manejo deve considerar o destino comercial. Um fruto que será vendido rapidamente pode não exigir a mesma estratégia de armazenamento de outro que precisa percorrer longas distâncias.

E o armazenamento a 5 °C? – Um estudo publicado na Revista Brasileira de Fruticultura avaliou maracujá-amarelo embalado com filme de PVC e armazenado a 5 °C, durante 40 dias, com avaliações a cada 10 dias.

O filme reduziu a perda de massa e o enrugamento dos frutos. Entretanto, não impediu o desenvolvimento de patógenos por até 30 dias. Nas condições estudadas, os frutos apresentaram condições consideradas adequadas para comercialização por até 20 dias.

Isso ajuda a colocar a tecnologia no lugar certo.

Embalagem não substitui temperatura adequada, sanidade e manejo cuidadoso.

Ela é uma ferramenta complementar. Sugestão de imagem: fotografia de caixas de maracujá em câmara fria, com termômetro e higrômetro visíveis.

Atmosfera controlada pode ampliar ainda mais a conservação – Para operações que trabalham com maior estrutura logística, existem tecnologias mais avançadas.

A Embrapa cita resultados em que uma atmosfera com 5% de O? e 15% de CO?, associada à refrigeração, permitiu armazenamento por aproximadamente 30 dias, com acréscimo de nove dias a 13 °C em relação à condição de referência utilizada no estudo.

É uma tecnologia mais cara e, portanto, não necessariamente faz sentido para todo produtor.

Para grande parte das propriedades, o maior ganho está em medidas mais simples:

ponto correto de colheita + sombra + manuseio cuidadoso + seleção + embalagem adequada + temperatura controlada. 

Cera ajuda ou pode atrapalhar? – Revestimentos com cera podem reduzir a perda de massa e melhorar a aparência dos frutos durante o armazenamento. Porém, não são uma solução universal.

A própria Embrapa alerta que o tratamento com cera pode provocar alterações indesejáveis na coloração da casca.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ciências Agrárias também avaliou o uso de cera em maracujá-amarelo armazenado em condição ambiente, mostrando o interesse dessa estratégia para conservação.

Antes de adotar o tratamento em escala comercial, é necessário verificar se a tecnologia é compatível com a cultivar, o mercado e o padrão visual exigido pelo comprador.

O produtor precisa separar os frutos por destino – Nem todo fruto precisa seguir o mesmo caminho.

Uma estratégia comercial eficiente é separar os frutos de acordo com qualidade, tamanho, aparência e destino.

Mercado in natura/Priorizar frutos: uniformes; com boa coloração; sem ferimentos; sem manchas; sem sintomas de doenças; com boa aparência externa.

Indústria – Pode receber frutos que não atendem ao padrão visual do mercado fresco, mas ainda apresentam qualidade adequada para processamento.

A Embrapa recomenda justamente diversificar os compradores: frutos maiores e mais bonitos podem ser direcionados ao mercado in natura, enquanto frutos menores ou com problemas fitossanitários compatíveis com processamento podem seguir para a indústria.

Isso permite transformar parte do que seria descarte em receita.

Mas existe um limite: fruto com podridão ou deterioração não deve ser tratado simplesmente como matéria-prima industrial. A classificação precisa respeitar os padrões sanitários e de qualidade aplicáveis.

Um exemplo prático de manejo – Imagine uma propriedade que colhe 1.000 kg de maracujá.

Se os frutos forem colhidos muito verdes, sofrerem impactos e ficarem expostos ao sol durante várias horas, parte da produção chegará ao comprador com perda de massa, enrugamento e danos.

Agora imagine outra operação: colheita no início da manhã; seleção ainda no campo; frutos retirados diretamente da planta; caixas limpas e ventiladas; proteção contra sol; transporte rápido para o galpão; seleção e classificação; higienização adequada; embalagem compatível com o mercado; refrigeração quando a logística justificar. A diferença não está em uma tecnologia sofisticada. Está na soma de pequenas decisões.

E os estudos mostram que essas decisões podem alterar significativamente a perda de massa e o tempo de comercialização. No experimento com três cultivares BRS, por exemplo, frutos mais imaturos chegaram a apresentar perda de massa próxima de 9%, enquanto estádios mais avançados ficaram abaixo de 4% em determinadas condições e períodos de armazenamento. 

Checklist para a colheita e pós-colheita do maracujá – Antes da colheita: Defina o destino: indústria ou mercado fresco. Observe a coloração da casca. Considere cultivar e época do ano. Organize caixas, equipamentos e transporte. Confira o período de carência dos produtos fitossanitários.

Durante a colheita: Prefira os horários mais frescos. Evite jogar ou derrubar os frutos. Não arraste frutos pelo chão. Evite pressionar a casca. Proteja a produção do sol e da chuva.

No beneficiamento: Faça seleção e classificação. Retire frutos doentes ou muito danificados. Utilize água potável. Prepare corretamente a solução sanitizante. Mantenha caixas, bancadas e equipamentos higienizados.

No armazenamento: Controle temperatura e umidade. Evite excesso de maturação. Reduza perda de água. Evite empilhamento que provoque compressão. Monitore podridões e enrugamento.

No transporte: Use embalagem adequada. Evite movimentações bruscas. Proteja os frutos do calor. Reduza o tempo entre colheita e entrega.

O ponto central é preservar o valor produzido no campo – Colher maracujá não significa apenas retirar o fruto da planta.

É o início de uma sequência de decisões que determina quanto daquela produção chegará ao consumidor com qualidade.

A pesquisa mostra que o ponto de maturação interfere na perda de massa e na qualidade do suco. A Embrapa mostra que temperatura, umidade, embalagem, higiene e manuseio interferem diretamente na conservação. E os estudos de pós-colheita deixam claro que doenças e danos mecânicos podem acelerar a perda de qualidade.

Para o produtor, a regra mais importante talvez seja esta: não espere a perda aparecer para começar a cuidar do fruto.

O manejo pós-colheita começa ainda na decisão de quando colher.

E, quanto melhor for essa decisão, maior será a chance de transformar qualidade de campo em produto comercial de maior valor.

Nota técnica: os valores de temperatura, umidade, vida útil e ponto de colheita apresentados acima são resultados de estudos realizados em cultivares e condições específicas. Eles devem ser usados como referência técnica, não como uma receita universal para todas as regiões, cultivares e cadeias de comercialização. 

Fontes técnicas utilizadas: Embrapa Mandioca e Fruticultura. Maracujá: do cultivo à comercialização – capítulo sobre colheita e pós-colheita. Embrapa Acre. Cultura do Maracujazeiro no Estado do Acre – recomendações de colheita e manejo pós-colheita. Santos et al. (2013). Determinação do ponto de colheita de diferentes cultivares de maracujá. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 17, n. 7, p. 750-755. Rotili et al. (2013). Atividade antioxidante, composição química e conservação do maracujá-amarelo embalado com filme PVC. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 35, n. 4, p. 942-952. Pacheco et al. (2018). Conservação pós-colheita e qualidade dos frutos de maracujazeiro-amarelo de acordo com a adubação orgânica e mineral. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 40, n. 5. Campos et al. (2005). Tratamento hidrotérmico na manutenção da qualidade pós-colheita de maracujá-amarelo. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 27, n. 3. Estudo sobre doenças pós-colheita em maracujá-amarelo. Revista Brasileira de Fruticultura. *Daniel Vilar – Técnico Agrícola · Eng. Agrônomo/Especialista em Gestão do Agronegócio/Estrategista de Conteúdo AgricOnline e Rubisco – 31/08/26.

 Uma cobertura plástica ajuda a manter a temperatura dentro da caixa – Foto: Paulo Carneiro da Cunha/Emater/RS-Ascar/CP

Abelhas também sofrem com o frio e há manejos especiais para o inverno – Controle da temperatura, nutrição e monitoramento de pragas são fundamentais para manter as colmeias saudáveis – O frio do inverno gaúcho demanda alguns cuidados específicos no manejo apícola. Com as temperaturas mais baixas, as abelhas saem menos das colmeias em busca de alimento, e a oferta de néctar e pólen diminui com a escassez de florações no período. A estação também exige atenção no monitoramento para o controle de pragas.

Em Passo do Sobrado, no Vale do Rio Pardo, Décio e Márcia Sehnen se dedicam à produção de abelhas rainhas, núcleos, enxames e mel. Com mais de 30 anos de experiência, o casal usa redutores de alvado elevados para manter a temperatura interna da colmeia, que deve ficar em torno de 35°C para possibilitar a saída das abelhas campeiras e a postura da rainha. A estrutura usada pelos apicultores possui 10 cm de altura, 2 cm de profundidade e espaço de 1 cm para a passagem do enxame.

Além do redutor de alvado, o casal aposta no uso de um poncho, uma cobertura plástica que ajuda a manter a temperatura dentro da caixa. O apicultor orienta para deixar apenas uma parte sem cobertura (aproximadamente 2 cm), e fazer o ajuste, se houver apenas uma parte do enxame na caixa, isolando os quadros conforme a quantidade de abelhas.

Outra estratégia adotada pelos produtores é o reforço nutricional quando há diminuição da reserva de mel e pólen na colmeiaNa alimentação energética, Décio e Márcia investem em açúcar seco e uma mistura líquida com água, açúcar, limão e extrato de própolis. Já a suplementação proteica é realizada com uma pasta caseira à base de levedura de cerveja, mel, óleo de girassol e outros ingredientes. O custo médio mensal com os dois suplementos é de R$ 3,50 por enxame.

Segundo o apicultor, a nutrição é fundamental para aumentar o tempo de vida do enxame.

“Uma abelha jovem, uma larva má nutrida, vai viver cerca de 34, 35, 36 dias. Já uma larva bem nutrida, uma abelha jovem bem nutrida, vive 50, 60 dias”, comenta Décio.

O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Vilson Pitton, também acentua que a alimentação mais adequada favorece a postura da rainha.

“Com o enxame maior, é possível manter a temperatura da colmeia. A maior população também é ideal para fazer a coleta de néctar e pólen no campo”, explica.

A quantidade de pasta proteica disponibilizada em cada caixa varia conforme o tamanho do enxame. Em média, os produtores ministram cerca de 125g a cada 15 dias para enxames pequenos. A pasta é coberta por um plástico e instalada acima dos quadros de postura; depois é coberta ainda pelo poncho, o que ajuda a proteger as abelhas e o alimento.

Além da nutrição e da temperatura, a Emater/RS-Ascar reforça a importância do monitoramento de pragas que afetam a produção.

“É necessário observar e fazer o controle de algumas pragas nesse período, como a traça e a formiga, que na nossa região estão entre os principais problemas identificados nos apiários”, finaliza o extensionista Vilson Pitton.

Fonte: Revista da Fruta *Matéria do Correio do Povo/RS – 26/06/2026.

Fonte: CNN

Prefeitura de Petrolina reorganiza circulação de veículos em ruas da área central

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Autarquia Municipal de Mobilidade (AMMPLA), realizou alterações na circulação de veículos em vias da área central do município nessa segunda-feira (14). A medida tem como objetivo reorganizar os fluxos, melhorar a mobilidade e proporcionar mais segurança viária.

As mudanças contemplam as ruas Irmã Jerônima, Cícero Pombo e Orocó, além Avenida Presidente Tancredo Neves. Na Rua Irmã Jerônima, o trecho entre a Avenida Presidente Tancredo Neves e a Rua do Cancelão passa a ter sentido Avenida Presidente Tancredo Neves/Rua do Cancelão. Entre a Rua do Cancelão e a Travessa do Coliseu, a via permanece em mão dupla.

Na Rua Cícero Pombo, o trecho entre a Rua do Cancelão e a Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio passa a ter sentido Rua do Cancelão/Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio. Entre a Rua do Cancelão e a Rua Engenheiro Carlos Pinheiro, a circulação permanece inalterada.

A Rua Orocó passa a operar em mão dupla no trecho entre a Avenida Presidente Tancredo Neves e a Rua do Cancelão. No restante da via, a circulação permanece inalterada. Na Avenida Presidente Tancredo Neves, fica proibido o estacionamento no lado direito da via.

A AMMPLA orienta os condutores a redobrarem a atenção e observarem a nova sinalização. Durante os primeiros 15 dias, a Autarquia realizará orientação com agentes de trânsito para auxiliar os condutores na adaptação às mudanças. Após esse período, será iniciada a fiscalização do cumprimento das novas regras.

Simão Durando anuncia recapeamento de mais ruas em nove bairros de Petrolina

Petrolina vai ganhar uma nova etapa de recuperação da malha viária. O prefeito Simão Durando anunciou um investimento de quase R$ 14 milhões para o recapeamento de 32 ruas em nove bairros da cidade.

Os serviços vão contemplar São José, Jardim Maravilha, Cohab VI, Areia Branca, Ouro Preto, Palhinhas, Caminho do Sol, Dom Malan e Vila Eduardo.

A nova etapa amplia o trabalho que já vem sendo realizado. Na última semana, foram entregues 17 ruas recapeadas na Cohab Massangano. No Quati, as obras também estão em andamento e já estão na fase final.

Segundo o prefeito, a recuperação das vias busca melhorar a mobilidade, reduzir a poeira e garantir melhores condições para moradores e motoristas.

O anúncio acontece no mês em que Petrolina celebra 131 anos, com a prefeitura destacando novas obras e investimentos em diferentes regiões do município.

Mendonça retira sigilo de processo sobre rede de pagamentos de Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A medida foi tomada após determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia opinado pela retirada do sigilo que ainda vigorava sobre o processo.

Fachin, por sua vez, havia sido acionado pelo ministro Alexandre de Moraes, que em ofício disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Amanhã, o plenário decidirá sobre uma abertura ou não de investigação sobre Moraes.

Com a nova retirada de sigilo, o STF derrubou o segredo judicial sobre 54 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. 

Julgamento

No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima. 

O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente.

Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores.

O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre material foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem precedentes na Corte, com embate direto entre os ministros.

A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório, devido a supostas irregularidades na sua produção. Segundo o órgão, o relator não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro do Supremo sem ter informado ao plenário previamente.

Reação

Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desafetos políticos.

O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”.

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.

Fonte: Agência Brasil

Encontro sobre futuro profissional deve reunir 15 mil jovens no Rio

© Prefitura Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro recebe, a partir desta segunda-feira (14), o encontro Planos pro Futuro, que busca aproximar os jovens de novas referências e caminhos para a formação e o futuro profissional.

A expectativa dos organizadores é receber cerca de 15 mil estudantes na Cidade das Artes, na zona oeste da cidade, até a quarta-feira (16), último dia do evento.
 
O encontro, que é gratuito, terá 200 painéis em nove palcos simultâneos, onde serão discutidas as experiências e possibilidades em diversas carreiras, com profissionais de mercado, especialistas e professores universitários.
 
“Serão palestras com grandes referências do mercado, acadêmicos, que vão orientar os alunos sobre as diversas profissões”, afirma Dani Flomin, um dos idealizadores do encontro.
 
Universidades do Rio de Janeiro também estarão presentes no encontro, apresentando cursos e possibilidades de bolsas em diversas áreas. Haverá ainda atividades práticas, oficinas e conversas com mentores e profissionais, que permitirão aos jovens contato mais próximo com diferentes áreas de atuação.

“O evento é voltado para alunos, principalmente de ensino médio. Cada aluno traça ali a trilha que faz mais sentido para ele, dependendo dos seus gostos, do que ele considera para a vida dele”, explica Flomin.

Também estão previstos eventos culturais, como apresentações de música e de dança, especialmente de grupos oriundos das periferias e de projetos sociais. Ao fim de cada dia, haverá um show de encerramento: Syon Trio, no dia 14; PK, no dia 15; e Tilia, no dia 16.
 
O encontro Planos pro Futuro, apoiado pelo Ministério da Cultura, ocorrerá na Cidade das Artes (Avenida das Américas, 5.300, Barra da Tijuca), das 9h às 17h.

Fonte: Agência Brasil

Wanderley Alves declara apoio a João Campos e diz que vai cobrar resultados

O vereador de Petrolina Wanderley Alves declarou, neste sábado (12), apoio a João Campos (PSB) para o Governo de Pernambuco.

O anúncio foi feito nas redes sociais. Ao confirmar o apoio, Wanderley deixou claro que não pretende dar um cheque em branco ao futuro governador.

“Não quero promessa bonita em época de eleição. Quero compromisso e resultado. Meu apoio não é cheque em branco. Quem estiver no Governo do Estado vai continuar sendo cobrado por mim”, afirmou.

A declaração reforça o posicionamento de Wanderley para a eleição de 2026 e mostra que o apoio a João Campos vem acompanhado de uma cobrança por ações e resultados para Pernambuco, especialmente para a região.

Prova que avalia formação médica ocorre neste domingo em todo país

© Prefeitura de SP/Divulgação

Será aplicado neste domingo (13), em todos os estados do país e no Distrito Federal, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que afere o aprendizado dos estudantes de medicina e avalia os cursos brasileiros de graduação na área.

De acordo com edital do Enamed 2026, a prova será aplicado em todos os estados e no Distrito Federal, nos municípios listados no Portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Criado pelo Ministério da Educação, o Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses a partir de 2027 a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.

O exame tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).

Em junho deste ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) formalizou que o Enamed passou a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.

A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória n° 1370/2026.

Com isso, os formados só poderão se inscrever no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para exercer a profissão de médico no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Miguel, Antonio Coelho e Fernando Filho reúnem mais de 5 mil pessoas em grande ato em Petrolina

A 24 dias das eleições, Miguel Coelho, Antonio Coelho e Fernando Filho reuniram mais de 5 mil pessoas em um grande ato político realizado em Petrolina nesta quinta-feira (10). Ao lado do prefeito Simão Durando, do vice-prefeito Ricardo Coelho e do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, os candidatos estiveram com apoiadores e lideranças em uma demonstração de força e união para a reta final da disputa eleitoral. O encontro se consolidou como um dos momentos mais expressivos da campanha dos Coelho até então.

Em clima de entusiasmo, os irmãos agradeceram a presença e dedicação de quem tem levado a mensagem do grupo aos quatro cantos de Petrolina e destacaram a importância de intensificar a mobilização nas próximas semanas, decisivas para o resultado do dia 4 de outubro.

Candidato a deputado federal e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho declarou ter renovado as energias e reforçou o compromisso de seguir trabalhando pela cidade. “O que construímos até aqui não foi só mérito da força política. Foi pela entrega e suor de cada um de vocês. É muito bom estar na rua falando e prestando conta do que fizemos. Saio daqui energizado. O que quero mesmo é trabalhar nos próximos quatro anos para ver minha Petrolina crescendo cada vez mais”, disse.

Na sequência, Antonio Coelho, deputado estadual e candidato à reeleição, reafirmou o desejo de seguir atuando em favor do município. “Meus amigos e minhas amigas, todo esse trabalho não será em vão. Vamos construir a vitória mais bonita que essa cidade já viu para continuar trabalhando por uma Petrolina mais forte”. Diante da multidão, Antonio também declarou confiança na eleição de Miguel e Fernando Filho como os deputados federais mais bem votados de Petrolina.

Fernando Filho, por sua vez, pediu aos militantes e amigos empenho redobrado para que o grupo alcance a maior votação já obtida nas urnas. “Petrolina não aceita nada menos do que a gente se entregar por inteiro. Vamos dar a ela essa representação política, com Miguel, comigo, Antonio e todos os nossos candidatos, para que possamos falar, a partir da nossa cidade, para todo Pernambuco”, afirmou o deputado federal e candidato à reeleição.

Com a base de apoio mobilizada e o clima de confiança ainda mais elevado após o ato desta quinta-feira, Miguel, Antonio e Fernando Filho partem para as últimas semanas de campanha com uma agenda intensificada não apenas em Petrolina, mas por todo o estado. Com a eleição dos irmãos, a expectativa é consolidar Petrolina como um dos principais polos políticos de Pernambuco, fortalecendo ainda mais o protagonismo da cidade no Nordeste.