O senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT) recebeu, nesta terça-feira (15), o apoio do prefeito de Cabrobó, no Sertão do São Francisco, Galego de Nanai (Avante). A adesão foi oficializada durante encontro realizado no Recife, que contou com a presença do senador Fernando Dueire (PSD).
Humberto celebrou a chegada do novo aliado e agradeceu a Dueire pela parceria. “Recebo com muita honra o apoio de Galego de Nanai, que é um grande prefeito daquela região e tem feito um trabalho sério pelo povo de Cabrobó. Quero agradecer também ao meu companheiro Fernando Dueire, que tem sido fundamental nesta caminhada. Este encontro representa o aprofundamento da nossa parceria em defesa de Pernambuco”, afirmou.
A adesão reforça o apoio de Dueire à reeleição de Humberto Costa no pleito de outubro. Em agosto, o senador do PSD declarou apoio ao petista, ampliando o palanque de Humberto com mais de 40 prefeitos de várias regiões do estado.
Para Dueire, o encontro simboliza a união em torno de resultados concretos para os municípios. “Esse é o encontro da confiança, do compromisso, daquilo que a gente deseja fazer com que chegue na ponta. Com você reeleito, Humberto, vamos ter condições de fazer com que Cabrobó receba o que o município precisa e o povo merece”, declarou.
O prefeito Galego de Nanai também comemorou a aliança e destacou a atuação do senador pela cidade. “Humberto Costa já tem feito muito por Cabrobó e com certeza vai seguir trabalhando pelo nosso município. Vamos construir um futuro juntos”, disse.
Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, nesta segunda-feira (14), no Senado.
O levantamento foi elaborado pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho e Previdência, em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). A intenção era traçar um diagnóstico das condições de trabalho e da saúde mental dos jornalistas, em aspectos como estresse, ansiedade, depressão, insônia, capacidade para o trabalho, satisfação profissional, assédio moral, assédio digital, consumo de álcool e percepção de demanda, controle e apoio social no ambiente de trabalho.
A amostra foi composta por 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário online. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados sofrem com estresse e 47,9% têm insônia.
A coordenadora de Comunicação da Fundacentro, Cristiane Oliveira Reimberg, apontou uma naturalização do assédio moral dentro das redações.
— Quando se considera “pelo menos uma vez”, foram 37% de relatos de casos entre os respondentes. Quando o critério leva em conta “duas vezes ou mais”, foram 26% — disse.
O secretário-adjunto de Saúde e Segurança da Fenaj, Norian Segatto, lembrou que o advento das novas tecnologias intensificou a pressão sofrida pelos jornalistas.
— Nas grandes redações, as equipes de métrica, aquelas que medem quantos likes se dão, às vezes são maiores que a própria redação. E as pessoas são cobradas não pela qualidade da matéria que filmaram, mas por quantos likes ela recebeu. O chefe vai lá e fala: ‘Olha, tua matéria deu menos de mil likes, você precisa mudar’ — lamentou.
Para ele, o estudo pode influenciar não só em futuras negociações sindicais, mas também em novas leis que protejam os trabalhadores da comunicação.
Para Samira de Castro, presidente da Fenaj e conselheira do CCS, o adoecimento mental não pode ser tratado como uma questão individual dos trabalhadores, e sim da organização e das condições de trabalho, incluindo jornadas prolongadas, pressão por produtividade, assédio, falta de autonomia profissional e violência digital.
Ataques a mulheres
A presidente do CCS, Patrícia Blanco, repudiou ataques que vêm sendo dirigidos a jornalistas, especialmente mulheres. Ela apontou palavras de baixo calão, insultos e banalização da violência sexual nesses ataques.
— Reforçamos que os insultos e a banalização da violência sexual configuram discurso de ódio, que não está protegido pela liberdade de expressão, como já decidiram a ONU [Organização das Nações Unidas] e o STF [Supremo Tribunal Federal], por afrontar a dignidade da pessoa humana e incitar diretamente a discriminação, a hostilidade e a violência — afirmou.
Ela lembrou que a Coalizão em Defesa do Jornalismo, grupo de entidades do setor, tem feito um monitoramento de violência contra jornalistas no período eleitoral. O primeiro relatório, alertou, mostra que em duas semanas do período eleitoral houve mais de 2,6 mil ataques contra jornalistas, dois terços deles voltados contra mulheres.
Moção de aplauso
Os conselheiros aprovaram moção de aplauso à ativista Veronyka Gimenes, cofundadora e diretora Institucional da organização Código Não Binário. Ela foi indicada entre as cem pessoas mais influentes em inteligência artificial de 2026 pela revista americana Time.
Veronyka é responsável pelo desenvolvimento da TybyrIA, modelo de inteligência artificial de código aberto criado para identificar discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+. O nome é uma homenagem a Tibira do Maranhão, indígena tupinambá executado em São Luís em 1614 e considerado por entidades LGBTQIA+ a primeira vítima registrada de homofobia no Brasil colonial.
— A inclusão amplia o reconhecimento internacional de um olhar sobre a inteligência artificial construído a partir do Sul Global, dos movimentos sociais e das comunidades atingidas por essas tecnologias — avaliou o conselheiro do CCS Caio Loures, representante das categorias profissionais de cinema e vídeo e autor da moção.
Próximas reuniões
Os conselheiros aprovaram o pedido de uma audiência pública sobre educação midiática e letramento digital, a ser realizada em novembro. A próxima reunião do Conselho está marcada para 5 de outubro, às 14h.
A Presidência da República sancionou a lei que põe fim à taxa das blusinhas. Publicada na edição extra do Diário Oficial da União da quinta-feira (10), a Lei 15.502/26 autoriza a redução a zero no Imposto de Importação em compras internacionais de até US$ 50 (em torno de R$ 260).
O texto altera o Decreto-Lei 1804/80, e autoriza o ministro da Fazenda a modificar as alíquotas do Imposto de Importação no Regime de Tributação Simplificada (RTS). As alíquotas poderão ser reduzidas a zero na faixa de tributação de até US$ 50, e a 30% na faixa de até US$ 3 mil. A legislação anterior estabelecia alíquota de 20% para remessas de até US$ 50 e de 60% para compras de até US$ 3 mil, além do ICMS.
As compras internacionais continuam sujeitas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com alíquotas definidas pelos estados e pelo Distrito Federal.
Alíquotas diferentes
O texto também autoriza o Ministério da Fazenda a estabelecer alíquotas diferentes segundo dois critérios: a forma de transporte da encomenda (remessa postal ou expressa) e a adesão ou não ao programa de conformidade da Receita Federal. A remessa postal é aquela transportada pelos Correios. Já a remessa expressa é enviada por empresas privadas de courier, em serviço aéreo ou com entrega porta a porta. A inclusão desse dispositivo não modifica imediatamente a tributação, mas permite que o governo diferencie futuramente as alíquotas aplicadas a cada modalidade.
O Executivo também poderá estabelecer limites de quantidade ou de frequência para o uso da alíquota reduzida nas compras destinadas a pessoas físicas. Poderá ainda definir critérios para impedir o fracionamento artificial de remessas e o uso do regime em operações comerciais ou de revenda.
A nova lei permite usar a taxa de câmbio do dia da compra para calcular o valor das mercadorias adquiridas em plataformas habilitadas no programa de conformidade. Atualmente, a mudança na cotação do dólar entre a compra e a entrada da mercadoria no país pode mudar o valor sobre o qual os impostos são calculados.
A nova lei teve origem na Medida Provisória (MP 1357/26) encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional em maio deste ano. A matéria foi aprovada na Câmara no dia 3 de setembro e em seguida enviada ao Senado, onde foi aprovada no mesmo dia.
Medicamentos
A nova legislação prevê alíquota zero do Imposto de Importação de medicamentos sem similar nacional adquiridos por pessoas físicas para uso próprio no tratamento de doenças raras ou negligenciadas.
Esses produtos também ficarão fora dos limites de valor previstos no Regime de Tributação Simplificada. Para ter o benefício, o medicamento deverá ser classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como “sem similar nacional”.
Os critérios e os procedimentos para garantir a isenção serão regulamentados pelos órgãos competentes. A medida produzirá efeitos observado o prazo máximo de 180 dias da publicação da lei.
Impacto econômico
O texto determina que o Ministério da Fazenda avaliará periodicamente os efeitos econômicos da tributação das remessas internacionais. O primeiro levantamento deverá ser concluído e publicado em até três meses. Os demais deverão ser realizados em intervalos de, no máximo, seis meses.
A análise deverá considerar:
os impactos sobre emprego e renda, especialmente nos setores que empregam mais trabalhadores;
a competitividade da indústria e do comércio varejista;
os preços dos produtos de consumo popular;
o volume, o valor e a origem das remessas internacionais;
as diferenças tributárias e concorrenciais entre os produtos importados e os nacionais; e
os efeitos sobre a arrecadação federal e estadual.
O acompanhamento deverá abranger obrigatoriamente os setores têxtil, de vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos. O Ministério da Fazenda terá até 15 dias, após a conclusão de cada avaliação, para publicar o relatório.
O Congresso Nacional também deverá realizar uma avaliação anual do regime. Para isso, o Poder Executivo terá de apresentar, até 30 de abril de cada ano, um relatório com os valores arrecadados, os impactos na indústria e no comércio e a estimativa de renúncia de receitas para o ano seguinte. O objetivo das avaliações é gerar um banco de dados para que Executivo e Legislativo busquem caminhos para avançar na isonomia tributária para a indústria e o comércio nacional.
Responsabilização das plataformas
A nova lei busca ainda ampliar a responsabilidade das plataformas digitais intermediadoras e dos operadores logísticos habilitados no programa de conformidade da Receita Federal. As empresas habilitadas no programa deverão adotar mecanismos para identificar indícios de subfaturamento, fracionamento artificial de encomendas e ocultação do remetente. Entre as providências exigidas estão a rastreabilidade dos vendedores estrangeiros, o monitoramento de padrões anormais de remessas, a manutenção de registros eletrônicos e a cooperação com o Fisco.
As plataformas de comércio eletrônico também precisarão verificar os dados cadastrais dos vendedores, incluindo CPF ou CNPJ, contas bancárias, carteiras digitais e outros meios de pagamento associados. Deverão ainda oferecer canais para denúncias de produtos ilegais ou que violem direitos de propriedade intelectual, retirar ofertas irregulares e suspender vendedores infratores.
Além de cooperar com as autoridades, as plataformas terão de apresentar relatórios trimestrais ao Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual. O descumprimento das obrigações poderá resultar em advertência, multa, suspensão temporária e, nos casos mais graves ou reiterados, proibição de operar no mercado brasileiro.
Com as altas temperaturas e os efeitos de eventos climáticos extremos, reforçar os cuidados com a hidratação é fundamental para a manutenção da saúde. Nesse período, o consumo de frutas com elevado teor de água, como o melão, pode ser uma alternativa para contribuir com a reposição de líquidos e nutrientes no organismo.
Composto por cerca de 90% de água, o melão é uma fruta refrescante e uma boa opção para os dias quentes. Além de auxiliar na hidratação, a fruta contém minerais como cálcio, magnésio e potássio, que contribuem para a reposição de sais minerais perdidos pelo organismo por meio do suor. O melão também apresenta baixo valor calórico, com aproximadamente 35 a 48 calorias a cada 100 gramas, além de ser fonte de vitaminas A e C, importantes para o funcionamento do organismo. As fibras presentes na fruta também contribuem para o bom funcionamento do intestino e para a sensação de saciedade.
Nesta terça-feira (15), o quilo do melão amarelo está sendo comercializado no Mercado do Produtor de Juazeiro por R$ 3,20. Já o melão Orange está sendo vendido por R$ 2,50 o quilo, enquanto o melão Pele de Sapo está cotado a R$ 2,50. A cotação diária do Mercado do Produtor de Juazeiro pode ser acompanhada pelo perfil oficial no Instagram, @mercadodoprodutorjuazeirooficial. A lista completa dos produtos comercializados e dos respectivos valores praticados na data também está disponível para consulta clicando aqui.
O Mercado do Produtor de Juazeiro funciona de segunda a sexta-feira, das 2h às 22h; aos sábados, das 2h às 17h; e aos domingos, a partir das 21h. O equipamento contribui para o abastecimento de comerciantes e consumidores de diversas regiões do país, fortalecendo a comercialização e a distribuição de produtos hortifrutigranjeiros.
Os participantes da primeira etapa da segunda edição de 2026 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida) têm até sábado (19) para comprovar conclusão de curso de graduação em medicina no exterior.
O diploma, certificado ou declaração já pode ser enviado por meio da Página do Participante, no Sistema Revalida, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O prazo final é em 19 de setembro.
Conforme as regras previstas em edital desta edição, os candidatos que não enviarem a documentação exigida, não poderão realizar a inscrição na segunda etapa do exame, mesmo que tenham atingido a nota de corte na prova teórica (60 ou mais pontos).
A segunda etapa do Revalida avalia as habilidades clínicas do candidato graduado no exterior.
Revalida
O Revalida tem o objetivo de verificar se médicos formados no exterior adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
O processo organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde serve para dar validade aos diplomas estrangeiros de conclusão da graduação de médicos brasileiros e estrangeiros que desejam atuar no Brasil.
O exame é composto por duas etapas de avaliação, a teórica e a prática. As referências exigidas no Brasil são os atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, nas normativas associadas e na legislação profissional.
A aprovação no exame atesta que o documento emitido no exterior é compatível com as exigências de formação das universidades brasileiras. A revalidação de diplomas médicos é feita por instituições públicas de educação superior que aderiram ao Revalida.
O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para reduzir o déficit histórico do setor e se aproximar dos padrões internacionais. É o que aponta o estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que propõe um novo regime de financiamento para ampliar a participação do capital privado e sustentar projetos de longo prazo.
Em 2024, foram investidos R$ 266,8 bilhões em infraestrutura, equivalentes a 2,27% do PIB. Segundo a CNI, o país precisaria elevar esse patamar para 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 550 bilhões por ano, e mantê-lo por pelo menos duas décadas.
Do total investido em 2024:
R$ 188,1 bilhões (70,5%) vieram do setor privado;
R$ 78,6 bilhões foram investimentos públicos;
Estados e municípios responderam pela maior parte dos aportes públicos.
Novo modelo
Para a CNI, nenhuma fonte de recursos, isoladamente, é capaz de atender às necessidades do país. O novo regime deveria combinar recursos públicos e privados, ampliar o mercado de capitais e criar condições para investimentos de longo prazo.
Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defende estabilidade econômica e institucional para atrair capital.
“O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica para criar condições de mobilizar mais recursos privados para o setor de infraestrutura, sem abrir mão do papel estratégico dos investimentos públicos”, ressalta.
Alban também defende uma estratégia de Estado para garantir continuidade aos projetos. Segundo ele, a modernização da infraestrutura demanda esforço contínuo, sistemático e de longo prazo, com uma política de Estado, conduzida por diversos governos.
Fontes privadas
O estudo mostra uma mudança na composição do financiamento da infraestrutura de 2010 a 2024. Em valores atualizados para 2024, as fontes privadas passaram de uma média de R$ 88,6 bilhões no período de 2010 a 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024.
No mesmo intervalo, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. As instituições multilaterais responderam por R$ 8,4 bilhões em 2024.
Na última década, houve uma mudança estrutural no financiamento da infraestrutura brasileira. A participação das fontes privadas passou de 29,3%, entre 2010 e 2014, para 61,5% em 2024.
Medidas propostas
A CNI aponta que o novo regime deve incluir:
estabilidade macroeconômica e fiscal, para reduzir riscos e o custo do capital;
fortalecimento do mercado de capitais, com mais investidores institucionais;
expansão do crédito privado, com modelos que distribuam riscos de forma mais eficiente;
carteira maior de projetos estruturados para concessões e parcerias;
segurança jurídica e previsibilidade regulatória; e
autonomia técnica das agências reguladoras.
O estudo também destaca o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições públicas de desenvolvimento na redução de riscos, estruturação de projetos e mobilização de capital privado.
Lições externas
A análise reúne experiências de Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos, a CNI identifica fatores comuns nos países que conseguiram ampliar a capacidade de financiamento da infraestrutura: estabilidade econômica, instituições confiáveis, previsibilidade regulatória, mercado de capitais desenvolvido e instrumentos de longo prazo.
Segundo a CNI, os recursos públicos devem atuar de forma estratégica para atrair investimentos privados. Pela sugestão da entidade, o investimento público continuará sendo fundamental, mas o país precisa avançar para um modelo em que esses recursos tenham maior capacidade de mobilizar capital privado.
A 20 dias das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro indeferiu 15 registros de candidatos, por suspeita e envolvimento com o crime organizado no estado.
Entre eles, está a candidata a deputada federal pelo DC, Cristiane Brasil, filha do ex-deputado Roberto Jefferson. Ela responde a uma ação penal que, embora tenha sido rejeitada por incompetência do Juízo, está submetida a recurso e ainda não houve análise de mérito. Cristiane Brasil teve, inclusive, prisão cautelar decretada e cumprida em setembro de 2020.
Foram indeferidos, ainda, os registros de candidatura para deputado estadual de Vagner Mateus dos Santos, conhecido como Vaguinho Neguinho, do PRD, e Paulo César Melo de Sá, do União Brasil, ambos por suspeita de envolvimento com a milícia.
Filipe de Almeida, candidato a deputado federal, e seu pai, o Pastor Everaldo, que disputa vaga a primeiro suplente de senador, ambos do Podemos, estão entre os que tiveram os registros indeferidos por envolvimento com a chamada “milícia de gravata”, quando os integrantes usam armas para controlar comunidades e territórios, se infiltrando nos poderes Executivo e Legislativo para controlar contratos e fraudar licitações.
A sessão no TRE durou toda a tarde dessa segunda-feira (14). Ao final, o presidente do Tribunal, desembargador Claudio de Mello Tavares, destacou que o colegiado cumpriu com firmeza seu papel no enfrentamento às tentativas de infiltração do crime organizado na política. E enfatizou que a Corte deixou claro que não há qualquer tolerância com a atuação do tráfico de drogas e das milícias, e que agiu com rigor para proteger a democracia, com base na Constituição Federal.
Ainda cabe recurso às decisões de impugnar candidaturas. A última instância é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não conseguimos contato com a defesa dos acusados.
A Agência do Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponíveis para esta terça-feira (15) em Petrolina e outras cidades do estado.
Há oportunidades para diferentes funções e níveis de escolaridade.
Quem tiver interesse deve procurar a unidade da Agência do Trabalho do município com os documentos pessoais, currículo atualizado e carteira de trabalho. O atendimento é presencial, em horário comercial.
Um fruto bem formado pode perder valor rapidamente por uma colheita antecipada, queda no solo, excesso de exposição ao calor, danos mecânicos, embalagem inadequada ou armazenamento em condições desfavoráveis.
Isso acontece porque o maracujá apresenta elevada atividade fisiológica após a colheita. A Embrapa classifica o fruto como climatérico e destaca taxas respiratórias que podem variar de aproximadamente 175 a 349 mg de CO? kg?¹ h?¹ a 25 °C. A produção de etileno também é elevada, podendo chegar a 160 a 400 µL kg?¹ h?¹ a 20 °C durante o pico climatérico.
Na prática, isso significa uma coisa: depois de colhido, o maracujá continua mudando rapidamente.
Por isso, acertar o ponto de colheita e reduzir o tempo entre campo, beneficiamento e comercialização são decisões que interferem diretamente na vida útil do fruto.
O ponto de colheita do maracujá não deve ser definido apenas pela queda – Tradicionalmente, o maracujá-azedo (Passiflora edulis) é recolhido depois que cai naturalmente da planta. A queda ocorre porque, durante a maturação, forma-se uma zona de abscisão no pedúnculo, enfraquecendo a ligação entre fruto e planta.
O problema é que o fruto que cai no solo pode sofrer pequenos danos na casca, perder água e entrar em contato com fontes de contaminação.
Esses ferimentos aparentemente pequenos podem se transformar em portas de entrada para microrganismos. A própria Embrapa recomenda evitar a coleta diretamente do solo quando o destino é o mercado de frutas frescas.
Para a indústria, a coleta de frutos caídos ainda é utilizada. Nesse caso, a Embrapa recomenda lavagem e sanitização, citando solução com 200 mg L?¹ de cloro ativo.
Para o mercado in natura, entretanto, a estratégia mais interessante é colher o fruto diretamente na planta, desde que ele já tenha atingido maturidade fisiológica suficiente.
Quanto amarelo deve estar o maracujá na colheita? – Não existe um único percentual que sirva para todas as situações. A cultivar, época do ano, destino e logística interferem nessa decisão.
Um estudo publicado na Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental avaliou as cultivares BRS Gigante Amarelo, BRS Ouro Vermelho e BRS Sol do Cerrado em diferentes pontos de maturação.
Na safra de verão, os pesquisadores concluíram que os frutos deveriam apresentar pelo menos 55% da casca amarela para proporcionar menor perda de massa, melhor qualidade do suco e maior vida útil.
O estudo mostrou uma diferença bastante prática.
Frutos colhidos no primeiro estádio, ainda muito verdes, apresentaram perda de massa de aproximadamente: 8,88% na BRS Gigante Amarelo; 8,52% na BRS Ouro Vermelho; 8,89% na BRS Sol do Cerrado.
Já no segundo estádio, com cerca de 56% da casca amarela, a perda média foi de 5,14% após nove dias de armazenamento.
No terceiro estádio, a perda chegou a aproximadamente 2,87% na BRS Ouro Vermelho, 3,82% na BRS Gigante Amarelo e 3,72% na BRS Sol do Cerrado, em seis dias de armazenamento.
Ou seja, colher cedo demais não significa necessariamente conservar melhor.
O fruto precisa estar fisiologicamente preparado para continuar o amadurecimento depois de separado da planta.
Para indústria e mercado fresco, o ponto pode ser diferente – Quando o objetivo é a indústria, a qualidade do suco passa a ter peso ainda maior.
A publicação da Embrapa Maracujá: do cultivo à comercialização destaca que frutos com aproximadamente 65% da casca amarelada apresentam melhores valores de sólidos solúveis, acidez, relação SS/AT e rendimento de suco, sendo esse um ponto recomendado para a indústria.
Em determinadas condições de inverno no Norte Fluminense, entretanto, frutos podem ser colhidos com aproximadamente um terço da superfície amarelada, desde que já apresentem maturidade fisiológica adequada.
Isso mostra por que simplesmente copiar uma porcentagem de coloração de uma propriedade para outra pode levar a decisões erradas.
O ponto de colheita precisa considerar cultivar, época, mercado e tempo até a venda.
O que acontece quando o fruto é colhido verde demais? – O maracujá não possui uma grande reserva de amido para transformar posteriormente em açúcares. Por isso, colher o fruto em estádio muito precoce pode limitar sua evolução de qualidade depois da retirada da planta.
No trabalho com BRS Gigante Amarelo, BRS Ouro Vermelho e BRS Sol do Cerrado, os frutos mais imaturos apresentaram maior perda de massa e redução de características químicas importantes durante o armazenamento.
No BRS Gigante Amarelo, por exemplo, frutos maduros apresentaram 13,28 °Brix no estudo. O mesmo trabalho registrou 8,93 g de açúcares redutores por 100 mL nos frutos maduros, contra 5,59 g por 100 mL nos frutos colhidos no segundo estádio. A diferença não é apenas laboratorial.
Sólidos solúveis, acidez, rendimento de suco e relação entre açúcares e ácidos influenciam diretamente a qualidade percebida pelo consumidor e o desempenho industrial.
A Embrapa destaca que, para processamento, cor, sabor, aroma e rendimento de polpa estão entre os atributos mais importantes. Maior teor de sólidos solúveis e menor pH também podem favorecer o rendimento tecnológico do suco e reduzir a necessidade de acidificação.
A colheita deve ser feita com cuidado com o horário – Calor também é fator de perda. A Embrapa Acre recomenda realizar a colheita no período mais fresco do dia. Temperaturas elevadas associadas à baixa umidade relativa aumentam a perda de água e favorecem o murchamento, principalmente quando o fruto será vendido fresco.
Uma recomendação prática é organizar a equipe para concentrar a retirada dos frutos nas primeiras horas do dia, principalmente em períodos quentes e secos.
Isso reduz a exposição inicial ao estresse térmico e facilita o encaminhamento rápido dos frutos para a etapa seguinte.
A periodicidade também importa. A Embrapa recomenda, para determinadas condições de produção, realizar a coleta cerca de três vezes por semana, evitando que frutos permaneçam muito tempo no campo depois de atingir o ponto adequado.
O que fazer imediatamente depois da colheita? – A primeira regra é simples: não deixar o fruto esperando no campo sem necessidade.
Os frutos destinados ao mercado fresco devem ser protegidos de: sol direto; chuva; contato com o solo; impactos; compressão; superfícies sujas; temperaturas elevadas.
Na produção integrada, a Embrapa recomenda que os frutos sejam colocados imediatamente em contentores que possam ser higienizados e que reduzam o contato com o solo. Também são recomendados cuidados com higiene dos trabalhadores, equipamentos e caixas.
A rastreabilidade também pode entrar nessa rotina. Na produção integrada, os lotes devem ser identificados com informações como data de colheita, variedade, propriedade, parcela e responsável pela colheita.
Esse controle pode parecer burocrático no começo, mas ajuda a identificar onde estão ocorrendo perdas e facilita a organização comercial.
Higienização: uma etapa que não pode ser improvisada – Depois da chegada ao local de beneficiamento, os frutos devem ser selecionados e classificados.
Frutos com: danos mecânicos; sintomas de doenças; podridões; deformações severas; deterioração; devem ser separados do lote comercial.
A Embrapa recomenda lavagem e higienização antes da comercialização ou processamento e destaca a necessidade de utilizar água potável e solução sanitizante preparada de acordo com a recomendação técnica.
Um ponto importante: concentração de sanitizante não deve ser definida “no olho”.
A concentração correta depende do produto utilizado, concentração de cloro ativo, qualidade da água e protocolo adotado no beneficiamento.
Danos mecânicos podem custar caro – O maracujá tem uma casca que pode parecer resistente durante a colheita, mas impactos e abrasões prejudicam sua conservação.
Um arranhão produzido durante a colheita ou transporte pode não representar grande problema visualmente no primeiro momento. O problema aparece depois.
A lesão pode favorecer perda de água e entrada de patógenos.
A Embrapa destaca que a antracnose pode ocorrer também durante armazenamento, transporte e comercialização, podendo causar danos de até 39,8% dos frutos colhidos em determinadas condições.
Em outro estudo publicado na Revista Brasileira de Fruticultura, frutos mantidos por 13 dias a 25 ± 2 °C e 70-80% de umidade relativa, após 24 horas de câmara úmida, apresentaram elevada ocorrência de doenças pós-colheita. A antracnose chegou a 100% de incidência nos frutos avaliados, enquanto a podridão de Fusarium atingiu 25,5% no cultivo convencional e 19,0% no orgânico.
O número é um alerta importante: a sanidade do fruto no campo continua influenciando sua vida útil depois da colheita.
Embalagem: transportar bem também é produzir qualidade – Fruto a granel tende a sofrer mais danos.
A publicação da Embrapa aponta que frutos transportados a granel apresentam maior incidência de danos e, consequentemente, menor vida útil. Caixas plásticas favorecem ventilação e empilhamento, enquanto caixas de papelão podem proporcionar melhor acondicionamento e são utilizadas em mercados de maior valor.
A embalagem deve cumprir uma função simples: proteger o fruto sem criar outro problema.
Caixa excessivamente cheia, empilhamento inadequado e pressão entre frutos podem gerar abrasões e esmagamentos.
Por isso, o cuidado não termina quando o fruto entra na caixa.
Ele continua durante carregamento, transporte, descarga e exposição no ponto de venda.
Quanto tempo o maracujá pode ficar armazenado? – Depende da condição.
Em ambiente quente, a Embrapa relata que a vida útil do maracujá geralmente não ultrapassa duas semanas. Quanto mais maduro o fruto for colhido, menor tende a ser sua vida útil pós-colheita.
A refrigeração é uma das principais ferramentas para ampliar esse período.
Segundo a publicação da Embrapa, condições de 8 °C e 85% de umidade relativa foram consideradas favoráveis para conservação por até 26 dias em determinado estudo. Já a 12 °C, a vida útil caiu para cerca de 16 dias. Mas existe um detalhe importante: temperatura mais baixa não significa automaticamente melhor resultado em qualquer situação.
A refrigeração pode manter os frutos mais túrgidos e reduzir podridões, mas também pode retardar o amarelecimento da casca.
Por isso, o manejo deve considerar o destino comercial. Um fruto que será vendido rapidamente pode não exigir a mesma estratégia de armazenamento de outro que precisa percorrer longas distâncias.
E o armazenamento a 5 °C? – Um estudo publicado na Revista Brasileira de Fruticultura avaliou maracujá-amarelo embalado com filme de PVC e armazenado a 5 °C, durante 40 dias, com avaliações a cada 10 dias.
O filme reduziu a perda de massa e o enrugamento dos frutos. Entretanto, não impediu o desenvolvimento de patógenos por até 30 dias. Nas condições estudadas, os frutos apresentaram condições consideradas adequadas para comercialização por até 20 dias.
Isso ajuda a colocar a tecnologia no lugar certo.
Embalagem não substitui temperatura adequada, sanidade e manejo cuidadoso.
Ela é uma ferramenta complementar. Sugestão de imagem: fotografia de caixas de maracujá em câmara fria, com termômetro e higrômetro visíveis.
Atmosfera controlada pode ampliar ainda mais a conservação – Para operações que trabalham com maior estrutura logística, existem tecnologias mais avançadas.
A Embrapa cita resultados em que uma atmosfera com 5% de O? e 15% de CO?, associada à refrigeração, permitiu armazenamento por aproximadamente 30 dias, com acréscimo de nove dias a 13 °C em relação à condição de referência utilizada no estudo.
É uma tecnologia mais cara e, portanto, não necessariamente faz sentido para todo produtor.
Para grande parte das propriedades, o maior ganho está em medidas mais simples:
ponto correto de colheita + sombra + manuseio cuidadoso + seleção + embalagem adequada + temperatura controlada.
Cera ajuda ou pode atrapalhar? – Revestimentos com cera podem reduzir a perda de massa e melhorar a aparência dos frutos durante o armazenamento. Porém, não são uma solução universal.
A própria Embrapa alerta que o tratamento com cera pode provocar alterações indesejáveis na coloração da casca.
Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ciências Agrárias também avaliou o uso de cera em maracujá-amarelo armazenado em condição ambiente, mostrando o interesse dessa estratégia para conservação.
Antes de adotar o tratamento em escala comercial, é necessário verificar se a tecnologia é compatível com a cultivar, o mercado e o padrão visual exigido pelo comprador.
O produtor precisa separar os frutos por destino – Nem todo fruto precisa seguir o mesmo caminho.
Uma estratégia comercial eficiente é separar os frutos de acordo com qualidade, tamanho, aparência e destino.
Mercado in natura/Priorizar frutos: uniformes; com boa coloração; sem ferimentos; sem manchas; sem sintomas de doenças; com boa aparência externa.
Indústria – Pode receber frutos que não atendem ao padrão visual do mercado fresco, mas ainda apresentam qualidade adequada para processamento.
A Embrapa recomenda justamente diversificar os compradores: frutos maiores e mais bonitos podem ser direcionados ao mercado in natura, enquanto frutos menores ou com problemas fitossanitários compatíveis com processamento podem seguir para a indústria.
Isso permite transformar parte do que seria descarte em receita.
Mas existe um limite: fruto com podridão ou deterioração não deve ser tratado simplesmente como matéria-prima industrial. A classificação precisa respeitar os padrões sanitários e de qualidade aplicáveis.
Um exemplo prático de manejo – Imagine uma propriedade que colhe 1.000 kg de maracujá.
Se os frutos forem colhidos muito verdes, sofrerem impactos e ficarem expostos ao sol durante várias horas, parte da produção chegará ao comprador com perda de massa, enrugamento e danos.
Agora imagine outra operação: colheita no início da manhã; seleção ainda no campo; frutos retirados diretamente da planta; caixas limpas e ventiladas; proteção contra sol; transporte rápido para o galpão; seleção e classificação; higienização adequada; embalagem compatível com o mercado; refrigeração quando a logística justificar. A diferença não está em uma tecnologia sofisticada. Está na soma de pequenas decisões.
E os estudos mostram que essas decisões podem alterar significativamente a perda de massa e o tempo de comercialização. No experimento com três cultivares BRS, por exemplo, frutos mais imaturos chegaram a apresentar perda de massa próxima de 9%, enquanto estádios mais avançados ficaram abaixo de 4% em determinadas condições e períodos de armazenamento.
Checklist para a colheita e pós-colheita do maracujá – Antes da colheita: Defina o destino: indústria ou mercado fresco. Observe a coloração da casca. Considere cultivar e época do ano. Organize caixas, equipamentos e transporte. Confira o período de carência dos produtos fitossanitários.
Durante a colheita: Prefira os horários mais frescos. Evite jogar ou derrubar os frutos. Não arraste frutos pelo chão. Evite pressionar a casca. Proteja a produção do sol e da chuva.
No beneficiamento: Faça seleção e classificação. Retire frutos doentes ou muito danificados. Utilize água potável. Prepare corretamente a solução sanitizante. Mantenha caixas, bancadas e equipamentos higienizados.
No armazenamento: Controle temperatura e umidade. Evite excesso de maturação. Reduza perda de água. Evite empilhamento que provoque compressão. Monitore podridões e enrugamento.
No transporte: Use embalagem adequada. Evite movimentações bruscas. Proteja os frutos do calor. Reduza o tempo entre colheita e entrega.
O ponto central é preservar o valor produzido no campo – Colher maracujá não significa apenas retirar o fruto da planta.
É o início de uma sequência de decisões que determina quanto daquela produção chegará ao consumidor com qualidade.
A pesquisa mostra que o ponto de maturação interfere na perda de massa e na qualidade do suco. A Embrapa mostra que temperatura, umidade, embalagem, higiene e manuseio interferem diretamente na conservação. E os estudos de pós-colheita deixam claro que doenças e danos mecânicos podem acelerar a perda de qualidade.
Para o produtor, a regra mais importante talvez seja esta: não espere a perda aparecer para começar a cuidar do fruto.
O manejo pós-colheita começa ainda na decisão de quando colher.
E, quanto melhor for essa decisão, maior será a chance de transformar qualidade de campo em produto comercial de maior valor.
Nota técnica: os valores de temperatura, umidade, vida útil e ponto de colheita apresentados acima são resultados de estudos realizados em cultivares e condições específicas. Eles devem ser usados como referência técnica, não como uma receita universal para todas as regiões, cultivares e cadeias de comercialização.
Fontes técnicas utilizadas: Embrapa Mandioca e Fruticultura.Maracujá: do cultivo à comercialização – capítulo sobre colheita e pós-colheita. Embrapa Acre.Cultura do Maracujazeiro no Estado do Acre – recomendações de colheita e manejo pós-colheita. Santos et al. (2013).Determinação do ponto de colheita de diferentes cultivares de maracujá. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 17, n. 7, p. 750-755. Rotili et al. (2013).Atividade antioxidante, composição química e conservação do maracujá-amarelo embalado com filme PVC. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 35, n. 4, p. 942-952. Pacheco et al. (2018).Conservação pós-colheita e qualidade dos frutos de maracujazeiro-amarelo de acordo com a adubação orgânica e mineral. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 40, n. 5. Campos et al. (2005).Tratamento hidrotérmico na manutenção da qualidade pós-colheita de maracujá-amarelo. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 27, n. 3. Estudo sobre doenças pós-colheita em maracujá-amarelo. Revista Brasileira de Fruticultura. *Daniel Vilar – Técnico Agrícola · Eng. Agrônomo/Especialista em Gestão do Agronegócio/Estrategista de Conteúdo AgricOnline e Rubisco – 31/08/26.
Uma cobertura plástica ajuda a manter a temperatura dentro da caixa – Foto: Paulo Carneiro da Cunha/Emater/RS-Ascar/CP
Abelhas também sofrem com o frio e há manejos especiais para o inverno – Controle da temperatura, nutrição e monitoramento de pragas são fundamentais para manter as colmeias saudáveis – O frio do inverno gaúcho demanda alguns cuidados específicos no manejo apícola. Com as temperaturas mais baixas, as abelhas saem menos das colmeias em busca de alimento, e a oferta de néctar e pólen diminui com a escassez de florações no período. A estação também exige atenção no monitoramento para o controle de pragas.
Em Passo do Sobrado, no Vale do Rio Pardo, Décio e Márcia Sehnen se dedicam à produção de abelhas rainhas, núcleos, enxames e mel.Com mais de 30 anos de experiência, o casal usa redutores de alvado elevados para manter a temperatura interna da colmeia, que deve ficar em torno de 35°C para possibilitar a saída das abelhas campeiras e a postura da rainha. A estrutura usada pelos apicultores possui 10 cm de altura, 2 cm de profundidade e espaço de 1 cm para a passagem do enxame.
Além do redutor de alvado, o casal aposta no uso de um poncho, uma cobertura plástica que ajuda a manter a temperatura dentro da caixa. O apicultor orienta para deixar apenas uma parte sem cobertura (aproximadamente 2 cm), e fazer o ajuste, se houver apenas uma parte do enxame na caixa, isolando os quadros conforme a quantidade de abelhas.
Outra estratégia adotada pelos produtores é o reforço nutricional quando há diminuição da reserva de mel e pólen na colmeia. Na alimentação energética, Décio e Márcia investem em açúcar seco e uma mistura líquida com água, açúcar, limão e extrato deprópolis.Já a suplementação proteica é realizada com uma pasta caseira à base de levedura de cerveja, mel, óleo de girassol e outros ingredientes. O custo médio mensal com os dois suplementos é de R$ 3,50 por enxame.
Segundo o apicultor, a nutrição é fundamental para aumentar o tempo de vida do enxame.
“Uma abelha jovem, uma larva má nutrida, vai viver cerca de 34, 35, 36 dias. Já uma larva bem nutrida, uma abelha jovem bem nutrida, vive 50, 60 dias”, comenta Décio.
O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Vilson Pitton, também acentua que a alimentação mais adequada favorece a postura da rainha.
“Com o enxame maior, é possível manter a temperatura da colmeia. A maior população também é ideal para fazer a coleta de néctar e pólen no campo”, explica.
A quantidade de pasta proteica disponibilizada em cada caixa varia conforme o tamanho do enxame. Em média, os produtores ministram cerca de 125g a cada 15 dias para enxames pequenos. A pasta é coberta por um plástico e instalada acima dos quadros de postura; depois é coberta ainda pelo poncho, o que ajuda a proteger as abelhas e o alimento.
Além da nutrição e da temperatura, a Emater/RS-Ascar reforça a importância do monitoramento de pragas que afetam a produção.
“É necessário observar e fazer o controle de algumas pragas nesse período, como a traça e a formiga, que na nossa região estão entre os principais problemas identificados nos apiários”, finaliza o extensionista Vilson Pitton.
Fonte: Revista da Fruta *Matéria do Correio do Povo/RS – 26/06/2026.
A Prefeitura de Petrolina, por meio da Autarquia Municipal de Mobilidade (AMMPLA), realizou alterações na circulação de veículos em vias da área central do município nessa segunda-feira (14). A medida tem como objetivo reorganizar os fluxos, melhorar a mobilidade e proporcionar mais segurança viária.
As mudanças contemplam as ruas Irmã Jerônima, Cícero Pombo e Orocó, além Avenida Presidente Tancredo Neves. Na Rua Irmã Jerônima, o trecho entre a Avenida Presidente Tancredo Neves e a Rua do Cancelão passa a ter sentido Avenida Presidente Tancredo Neves/Rua do Cancelão. Entre a Rua do Cancelão e a Travessa do Coliseu, a via permanece em mão dupla.
Na Rua Cícero Pombo, o trecho entre a Rua do Cancelão e a Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio passa a ter sentido Rua do Cancelão/Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio. Entre a Rua do Cancelão e a Rua Engenheiro Carlos Pinheiro, a circulação permanece inalterada.
A Rua Orocó passa a operar em mão dupla no trecho entre a Avenida Presidente Tancredo Neves e a Rua do Cancelão. No restante da via, a circulação permanece inalterada. Na Avenida Presidente Tancredo Neves, fica proibido o estacionamento no lado direito da via.
A AMMPLA orienta os condutores a redobrarem a atenção e observarem a nova sinalização. Durante os primeiros 15 dias, a Autarquia realizará orientação com agentes de trânsito para auxiliar os condutores na adaptação às mudanças. Após esse período, será iniciada a fiscalização do cumprimento das novas regras.
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