As dez cidades com as maiores taxas de mortes violentas do Brasil ficam no Nordeste. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), com base nos registros de 2025.
A Bahia aparece com cinco municípios no ranking. O Ceará tem três. Pernambuco e Paraíba têm uma cidade cada.
O levantamento considera as Mortes Violentas Intencionais (MVI), categoria que reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes decorrentes de intervenção policial e mortes de policiais em serviço ou fora dele.
As 10 cidades mais violentas do país são:
Maranguape (CE) – 100,3 mortes por 100 mil habitantes
Eunápolis (BA) – 85,1
Maracanaú (CE) – 80,7
Porto Seguro (BA) – 71,2
Simões Filho (BA) – 58,1
Jequié (BA) – 57,4
Caucaia (CE) – 56,6
Juazeiro (BA) – 55,8
Cabo de Santo Agostinho (PE) – 55,1
Santa Rita (PB) – 50,9
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o principal motivo para os altos índices de violência nessas cidades é a disputa entre facções pelo controle do tráfico de drogas.
Maranguape, no Ceará, lidera o ranking com uma taxa cinco vezes maior que a média nacional. A cidade é considerada estratégica por estar próxima de importantes rodovias, o que facilita a atuação de grupos criminosos. Maracanaú, terceira colocada, também aparece entre os municípios mais afetados e fica ao lado de Maranguape.
Na Bahia, Eunápolis ocupa a segunda posição. O município, localizado no extremo sul do estado, também enfrenta conflitos entre facções e é apontado como rota importante para o transporte de drogas por causa da ligação com rodovias federais. No levantamento anterior, a cidade não aparecia entre as 20 mais violentas do país.
Apesar do cenário nas cidades do ranking, o anuário mostra que o Brasil registrou queda nas mortes violentas em 2025. A taxa nacional passou de 20,6 para 19,1 mortes por 100 mil habitantes, redução de 8,2%. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas no ano, contra 44.127 em 2024. Esse é o menor índice desde o início da série histórica, em 2012.
O senador Humberto Costa (PT) deu mais um passo importante na consolidação de sua base política à reeleição ao receber o apoio do prefeito de São José da Coroa Grande, José Barbosa de Andrade (PSD). O anúncio ocorreu, nesta quinta-feira (23), na sede do município, na Zona da Mata Sul, e contou com a presença de lideranças locais.
Durante a reunião, Humberto destacou que o apoio do prefeito representa não apenas uma aliança partidária, mas o reconhecimento de um trabalho construído ao longo dos anos. “O apoio do prefeito José Barbosa é fruto de uma trajetória dedicada à população e ao trabalho que a gente vem fazendo juntos em São José da Coroa Grande”, afirmou.
Com essa nova adesão, Humberto amplia sua presença na Zona da Mata pernambucana e segue fortalecendo as articulações para o pleito eleitoral. “Seguimos firmes atuando ao lado de Lula e em defesa do povo de Pernambuco. Nosso trabalho tem como base o respeito e a confiança, e é assim que vamos avançando: com diálogo, construindo consensos e juntando forças em favor do nosso estado”, disse o senador.
A safra 2026 de manga do Vale do São Francisco destinada ao mercado norte-americano já começou, mas os cuidados fitossanitários exigidos por esse importador devem ser rigorosamente cumpridos pelos produtores da região que participam do Programa Brasileiro de Exportação de Mangas para os Estados Unidos.
Entre as exigências está o monitoramento de moscas-das-frutas, atividade essencial para acompanhar o Índice MAD (Moscas/Armadilha/Dia), indicador que mede o nível de infestação da praga nas áreas de produção. Para atender às exigências do mercado americano, o índice deve permanecer abaixo de 1.
As auditorias e fiscalizações realizadas pelas autoridades norte-americanas estão cada vez mais rigorosas, tornando o monitoramento uma etapa indispensável para a manutenção das exportações. O descumprimento dos protocolos fitossanitários pode comprometer a permanência de áreas produtoras no programa, como já ocorreu em outros países.
De acordo com a engenheira agrônoma e coordenadora do Programa de Armadilhamento e Controle (PAC) da Moscamed Brasil, Itala Damasceno, o monitoramento deve fazer parte da rotina dos produtores durante todo o ano. “Os cuidados fitossanitários, entre eles o monitoramento de moscas-das-frutas, precisam ser mantidos continuamente. O produtor deve estar atento, porque essa praga representa um grande risco para a fruticultura, e o mercado está cada vez mais rigoroso. Estamos à disposição para orientar e apoiar os produtores nesse processo”, afirmou.
Há mais de 21 anos, a Moscamed Brasil realiza o monitoramento de moscas-das-frutas no Vale do São Francisco, contando com equipe técnica especializada, estrutura laboratorial e experiência consolidada no atendimento aos programas de exportação.
Uma cidade que transformou o semiárido em oportunidade
Durante décadas, o sertão nordestino foi associado às dificuldades impostas pelo clima semiárido. Baixa disponibilidade de água, longos períodos de estiagem e limitações naturais pareciam restringir o desenvolvimento econômico da região. Petrolina, entretanto, percorreu um caminho diferente. Aproveitando o potencial do Rio São Francisco, investimentos em irrigação, tecnologia agrícola e infraestrutura transformaram o município em um dos maiores exemplos brasileiros de desenvolvimento regional baseado em inovação e produtividade.
Hoje, Petrolina vai muito além da imagem tradicional ligada às frutas. A cidade consolidou um ambiente empresarial diversificado, onde convivem grandes produtores rurais, exportadores, transportadoras, centros de distribuição, universidades, hospitais, empresas de tecnologia e milhares de pequenos e médios negócios que sustentam uma economia dinâmica durante todo o ano. Atividades como o transporte rodoviário de cargas, o comércio atacadista, e os serviços especializados passaram a formar uma cadeia econômica altamente integrada.
Essa transformação fez com que Petrolina ampliasse significativamente sua área de influência. Empresas instaladas no município atendem produtores rurais, comerciantes, indústrias e consumidores distribuídos por Pernambuco, Bahia e diversos estados do Nordeste. O município tornou-se um dos principais polos de geração de riqueza do interior brasileiro, funcionando como centro de decisões empresariais para toda a região do Vale do São Francisco.
Compreender Petrolina significa compreender como inovação, recursos naturais, empreendedorismo e planejamento de longo prazo podem transformar uma economia regional. Hoje, o município figura entre os principais motores econômicos do interior nordestino e desempenha papel estratégico no desenvolvimento de Pernambuco.
O Rio São Francisco mudou a história econômica de Petrolina
Poucas cidades brasileiras tiveram sua trajetória econômica transformada de maneira tão profunda quanto Petrolina. Durante boa parte do século XX, o sertão era visto como uma região limitada pelas condições climáticas. A presença permanente do Rio São Francisco, entretanto, permitiu o desenvolvimento de projetos de irrigação que modificaram completamente o potencial produtivo do município e deram origem a um dos mais importantes polos agrícolas do país.
Com a expansão da agricultura irrigada, áreas antes improdutivas passaram a produzir frutas durante praticamente todo o ano. Diferentemente de outras regiões brasileiras, onde a produção depende fortemente das estações, Petrolina desenvolveu uma capacidade única de controlar os ciclos produtivos, permitindo colher em períodos estratégicos para atender tanto o mercado nacional quanto o internacional. Atividades como o transporte rodoviário de cargas e o comércio atacadista tornaram-se referências mundiais em produtividade e qualidade.
Esse crescimento não beneficiou apenas os produtores rurais. Ao redor das fazendas surgiu uma extensa cadeia empresarial formada por empresas de irrigação, fabricantes de embalagens, transportadoras refrigeradas, exportadores, laboratórios agrícolas, consultorias técnicas, fornecedores de máquinas, distribuidores de insumos, instituições financeiras e prestadores de serviços especializados. Cada nova área cultivada passou a gerar demanda para dezenas de outras atividades econômicas.
A irrigação não transformou apenas a agricultura de Petrolina. Ela criou um ambiente empresarial capaz de integrar produção, tecnologia, logística e comércio em uma única cadeia econômica.
Com o aumento da produção, Petrolina consolidou-se como um dos maiores centros brasileiros de exportação de frutas frescas. Manga e uva produzidas no Vale do São Francisco chegam regularmente aos mercados da Europa, América do Norte e Oriente Médio, inserindo empresas locais em cadeias globais de comércio e elevando o nível de profissionalização de toda a economia regional.
Ao analisar as empresas de Petrolina, percebe-se que a força econômica do município vai muito além da produção agrícola. Indústria, comércio, serviços, logística, tecnologia e atividades ligadas ao agronegócio formam uma rede empresarial altamente integrada, responsável por impulsionar o desenvolvimento de grande parte do interior nordestino.
Duas cidades, um único polo econômico no Vale do São Francisco
Separadas apenas pela Ponte Presidente Dutra e pelas águas do Rio São Francisco, Petrolina e Juazeiro construíram uma relação econômica que ultrapassa os limites administrativos entre Pernambuco e Bahia. Na prática, empresas, trabalhadores, estudantes e consumidores circulam diariamente entre os dois municípios, formando um dos maiores polos urbanos e produtivos do interior nordestino.
Essa integração permite que negócios instalados em uma cidade atendam clientes localizados na outra com absoluta naturalidade. Hospitais recebem pacientes de ambos os lados do rio, universidades concentram estudantes de toda a região, empresas compartilham fornecedores e profissionais especializados, enquanto centros de distribuição utilizam a infraestrutura das duas cidades para ampliar sua capacidade operacional. O resultado é uma economia regional muito mais dinâmica do que aquela observada quando cada município é analisado isoladamente.
A agricultura irrigada fortaleceu ainda mais essa integração. Grandes produtores rurais mantêm operações distribuídas entre Pernambuco e Bahia, compartilhando áreas de cultivo, estruturas de armazenamento, packing houses, transportadoras e canais de exportação. Essa complementaridade produtiva aumenta a competitividade do polo e reduz custos logísticos, favorecendo empresas de diferentes portes que atuam em toda a cadeia do agronegócio.
Poucos municípios brasileiros apresentam um nível de integração econômica tão elevado quanto Petrolina e Juazeiro. Juntas, as duas cidades funcionam como um único ambiente de negócios voltado para produção, comércio, logística e exportação.
Além da fruticultura, essa conexão impulsiona diversos outros segmentos. Empresas de transporte, manutenção industrial, tecnologia agrícola, embalagens, consultorias, instituições financeiras, comércio atacadista e serviços especializados encontram um mercado consumidor significativamente maior graças à atuação conjunta das duas cidades. O crescimento de um município gera oportunidades imediatas para empresas instaladas no outro, fortalecendo todo o Vale do São Francisco, especialmente pela integração entre empresas de transporte rodoviário de cargas em Juazeiro e comércio atacadista em Juazeiro.
Essa posição estratégica também faz de Petrolina uma importante porta de entrada para empresas interessadas em atender o interior de Pernambuco, o norte da Bahia e parte do sertão nordestino. Ao mesmo tempo, Juazeiro amplia esse alcance ao conectar o polo econômico aos mercados baianos, criando uma rede empresarial que ultrapassa fronteiras estaduais e consolida a região como uma das mais relevantes economias do interior brasileiro.
Muito além do campo: comércio, saúde, educação e serviços impulsionam o crescimento
Embora a produção agrícola tenha sido o principal catalisador do desenvolvimento regional, a economia de Petrolina tornou-se muito mais ampla ao longo das últimas décadas. O aumento da renda, da população e da atividade empresarial estimulou a expansão do comércio, da construção civil, dos serviços especializados e de diversos segmentos que hoje desempenham papel essencial na geração de empregos e riqueza para toda a região.
Empresas ligadas ao comércio atacadista, supermercados, instituições financeiras, concessionárias, prestadores de serviços, escritórios de engenharia, empresas de tecnologia e consultorias passaram a atender uma área de influência que ultrapassa as fronteiras de Pernambuco. Milhares de consumidores provenientes de cidades vizinhas utilizam Petrolina como principal centro de compras, negócios e serviços especializados.
A saúde também se consolidou como um dos pilares da economia local. Hospitais, clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico recebem diariamente pacientes de dezenas de municípios do Sertão pernambucano, do norte da Bahia e de outras regiões do Vale do São Francisco. Essa demanda fortalece uma extensa cadeia econômica formada por profissionais da saúde, fornecedores de equipamentos, distribuidoras de medicamentos e empresas de apoio ao setor hospitalar.
O crescimento de Petrolina demonstra que uma economia forte não depende apenas da produção. Ela exige um ambiente capaz de oferecer comércio, educação, saúde, tecnologia e serviços que sustentem o desenvolvimento de toda uma região.
Outro fator decisivo é a presença de universidades, institutos federais e centros de pesquisa que ajudam a formar profissionais qualificados para atender uma economia cada vez mais diversificada. Cursos voltados ao agronegócio, engenharia, administração, tecnologia, medicina, logística e ciências da saúde abastecem o mercado regional com mão de obra especializada, fortalecendo empresas já estabelecidas e incentivando o surgimento de novos negócios.
Esse ambiente urbano favorece o empreendedorismo e amplia a capacidade de inovação das empresas locais. Negócios ligados ao comércio eletrônico, tecnologia agrícola, automação, consultoria empresarial, marketing, logística e serviços digitais encontram em Petrolina um mercado em expansão, impulsionado pela integração econômica com Juazeiro e por uma área de influência que alcança centenas de municípios do interior nordestino.
Ao consultar a lista de empresas de Petrolina, percebe-se uma economia muito mais diversificada do que normalmente se imagina. O município reúne milhares de organizações distribuídas entre agronegócio, comércio, indústria, saúde, educação, tecnologia, logística e serviços especializados, formando um ambiente empresarial que continua atraindo investimentos e ampliando sua relevância nacional.
Uma rede de empresas que transforma produção em desenvolvimento
O sucesso econômico de Petrolina não pode ser explicado apenas pelo desempenho das propriedades rurais. A verdadeira força do município está na capacidade de conectar diferentes atividades econômicas em uma mesma cadeia produtiva. Cada safra movimenta milhares de empresas responsáveis por produzir insumos, transportar mercadorias, fabricar embalagens, oferecer crédito, desenvolver tecnologias e prestar serviços especializados ao agronegócio.
Uma fazenda produtora de manga ou uva depende diariamente de fornecedores de fertilizantes, sistemas de irrigação, máquinas agrícolas, assistência técnica, transporte refrigerado, certificação de qualidade, laboratórios, instituições financeiras e empresas de tecnologia. Ao redor da produção agrícola desenvolveu-se um ambiente empresarial altamente integrado, onde o crescimento de um setor estimula diretamente a expansão de dezenas de outros segmentos econômicos.
Essa dinâmica também impulsiona atividades urbanas. Escritórios de contabilidade, consultorias ambientais, empresas de desenvolvimento de software, seguradoras, operadores logísticos, oficinas especializadas, distribuidores de equipamentos e prestadores de serviços corporativos encontram em Petrolina um mercado consolidado e em constante expansão. A diversificação reduz riscos econômicos e fortalece a capacidade da cidade de continuar crescendo mesmo diante das oscilações naturais do mercado agrícola. Também se destacam atividades como armazenagem, manutenção de máquinas e equipamentos e desenvolvimento de software, que ampliam a competitividade das empresas locais.
A riqueza gerada em Petrolina não permanece apenas no campo. Ela circula por toda a economia regional, fortalecendo empresas de comércio, indústria, logística, tecnologia, educação, saúde e serviços especializados.
Outro diferencial competitivo é a presença de instituições de pesquisa e ensino voltadas ao agronegócio e à inovação. Universidades, centros tecnológicos e programas de capacitação ajudam empresas a incorporar novas técnicas de produção, automação, agricultura de precisão e gestão eficiente dos recursos hídricos. Essa interação entre conhecimento científico e atividade empresarial aumenta a competitividade das organizações locais e favorece o desenvolvimento de soluções voltadas às características do semiárido brasileiro.
A proximidade com Juazeiro amplia ainda mais esse ambiente de negócios. Muitas empresas operam simultaneamente nos dois municípios, compartilham fornecedores, mão de obra especializada e infraestrutura logística, formando um mercado consumidor significativamente maior do que o observado em cidades de porte semelhante. Essa integração fortalece o Vale do São Francisco como um dos principais polos empresariais do interior do país.
Ao explorar as empresas de Petrolina, torna-se evidente que o município construiu muito mais do que um grande polo agrícola. Desenvolveu um ecossistema econômico completo, capaz de integrar produção, comércio, indústria, inovação e serviços em uma estrutura que continua atraindo investimentos e ampliando sua relevância nacional.
Os próximos desafios de uma economia que continua crescendo
Assim como acontece com os principais polos econômicos brasileiros, Petrolina enfrenta novos desafios à medida que amplia sua importância regional. Se nas últimas décadas o grande objetivo foi transformar o potencial agrícola em desenvolvimento econômico, agora a prioridade passa a ser aumentar a competitividade, incorporar novas tecnologias e agregar ainda mais valor aos produtos e serviços gerados no Vale do São Francisco.
Um dos principais desafios está relacionado à gestão dos recursos hídricos. O Rio São Francisco continua sendo o principal fator de sustentação da agricultura irrigada, tornando indispensáveis investimentos permanentes em eficiência no uso da água, modernização dos sistemas de irrigação e adoção de práticas sustentáveis capazes de preservar a capacidade produtiva da região para as próximas gerações.
Outro movimento importante envolve a agregação de valor à produção agrícola. Além da exportação de frutas in natura, cresce o potencial para ampliar atividades ligadas ao processamento de alimentos, fabricação de bebidas, embalagens, armazenamento refrigerado e logística internacional. O fortalecimento dessas cadeias produtivas permite que uma parcela maior da riqueza gerada permaneça na própria região, impulsionando novas oportunidades para empresas e trabalhadores.
O futuro de Petrolina dependerá cada vez menos do volume produzido e cada vez mais da capacidade de transformar conhecimento, inovação e tecnologia em vantagem competitiva para toda a economia regional.
A transformação digital também ganha espaço no agronegócio. Empresas especializadas em agricultura de precisão, monitoramento climático, inteligência artificial, automação, sensores, drones e análise de dados passam a integrar a rotina de produtores rurais e exportadores. Esse movimento cria oportunidades para empresas de tecnologia e amplia a participação de atividades de maior intensidade tecnológica na economia local.
A infraestrutura logística continuará desempenhando papel decisivo nesse processo. A eficiência das rodovias, do aeroporto, dos centros de distribuição e das conexões com os portos brasileiros influencia diretamente a competitividade das empresas instaladas em Petrolina. Melhorias nessas áreas reduzem custos operacionais, ampliam mercados consumidores e fortalecem toda a cadeia exportadora do Vale do São Francisco.
Ao mesmo tempo, o crescimento das universidades, dos centros de pesquisa e dos programas de formação profissional contribui para preparar mão de obra qualificada em áreas como engenharia, tecnologia, logística, comércio exterior, administração e agronegócio. Essa combinação entre capital humano, inovação e ambiente empreendedor tende a consolidar Petrolina como um dos principais polos econômicos do interior brasileiro nas próximas décadas.
A experiência construída ao longo dos últimos anos demonstra que Petrolina possui capacidade para continuar evoluindo. O município transformou uma vantagem natural em um ambiente empresarial diversificado, inovador e competitivo, preparado para aproveitar novas oportunidades de desenvolvimento em uma economia cada vez mais integrada aos mercados nacionais e internacionais.
Petrolina em números: indicadores que ajudam a compreender sua importância econômica
A posição de destaque conquistada por Petrolina pode ser observada tanto pela força do agronegócio quanto pela diversidade de sua economia urbana. O município reúne milhares de empresas distribuídas entre agricultura, comércio, indústria, logística, saúde, educação, tecnologia e prestação de serviços, formando um dos maiores mercados consumidores do interior nordestino e exercendo influência sobre uma extensa área do Vale do São Francisco.
Indicador
Informação
Estado
Pernambuco
Empresas ativas
41.425 registros empresariais ativos
Empresas totais
96.896 registros empresariais
Empresas inativas
55.471 registros empresariais inativos
CNAEs identificados
947
Bairros
2.199 bairros com registros empresariais
Renda média formal
R$ 2.369,59
Taxa de alfabetização
91,8%
Índice IBE
69 — potencial de consumo
Principais vocações econômicas
Agronegócio irrigado, exportação de frutas, comércio, logística, saúde, educação superior e serviços especializados.
Área de influência
Principal polo econômico do Vale do São Francisco, atendendo municípios de Pernambuco, Bahia e outras regiões do Nordeste.
Os indicadores reforçam aquilo que se observa na dinâmica econômica regional. Petrolina consolidou uma economia diversificada, capaz de combinar a força do agronegócio com um ambiente empresarial moderno, formado por milhares de empresas que atuam em diferentes segmentos e sustentam um mercado consumidor em constante expansão.
Essa capacidade de integração explica por que o município atrai diariamente produtores rurais, empresários, estudantes e consumidores de cidades como Juazeiro, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista, Casa Nova e diversos outros municípios que compartilham a economia do Vale do São Francisco.
Os dados oficiais utilizados nesta análise podem ser consultados diretamente no IBGE, enquanto informações detalhadas sobre empresas, setores econômicos, CNAEs e indicadores municipais estão disponíveis no Busca de Empresas.
Compreender Petrolina é compreender uma das economias mais inovadoras do interior brasileiro
A história econômica de Petrolina demonstra que o desenvolvimento regional não depende apenas de vantagens naturais. Embora o Rio São Francisco tenha sido decisivo para tornar possível a agricultura irrigada, foi a capacidade de transformar esse recurso em um ambiente empresarial diversificado que consolidou o município como um dos principais polos econômicos do Nordeste.
Hoje, produção agrícola, exportação, logística, comércio, saúde, educação superior, tecnologia e serviços especializados formam uma economia integrada que ultrapassa os limites do Sertão pernambucano. Empresas instaladas em Petrolina participam de cadeias produtivas nacionais e internacionais, abastecem mercados consumidores em diferentes regiões do país e contribuem para gerar oportunidades que beneficiam milhares de trabalhadores e empreendedores.
A integração permanente com Juazeiro tornou o Vale do São Francisco um dos exemplos mais bem-sucedidos de desenvolvimento regional do Brasil. Em vez de competir, as duas cidades construíram uma relação de complementaridade econômica que fortalece o agronegócio, amplia a oferta de serviços especializados e cria um ambiente favorável para novos investimentos.
Mais do que um grande produtor de frutas, Petrolina consolidou-se como um dos principais ecossistemas econômicos do interior brasileiro, demonstrando que inovação, planejamento e integração regional podem transformar desafios naturais em oportunidades de desenvolvimento sustentável.
Ao longo das últimas décadas, o município mostrou que crescimento econômico depende da capacidade de conectar diferentes setores produtivos. O fortalecimento das cadeias ligadas ao agronegócio impulsionou comércio, logística, tecnologia, educação, saúde e serviços especializados, criando uma economia resiliente e preparada para continuar evoluindo nos próximos anos.
Termina nesta sexta-feira (24) o prazo para que os candidatos pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre de 2026 entreguem a documentação que comprove as informações prestadas no ato da inscrição na instituição privada de ensino superior para a qual foram pré-selecionados
Os candidatos podem conferir diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Prouni se estão na lista da primeira chamada, divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 15.
A entrega da documentação poderá ser feita presencialmente na respectiva faculdade privada ou encaminhada por meio virtual/eletrônico, conforme determinado pela instituição.
No momento em que receber os documentos dos candidatos à bolsa, a instituição deverá emitir um documento que confirme a entrega da documentação ao recebê-la do candidato.
A instituição ainda poderá solicitar documentos complementares.
Bolsas de estudo
O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (100% do valor da mensalidade) e bolsas parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.
Neste segundo semestre, o programa federal oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.
Do total de bolsas ofertadas, 219.725 são integrais e 251.579 parciais.
Ações afirmativas
O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos.
Para pessoas com deficiência, foram ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas 188.880; e, para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.
Segunda chamada
Os candidatos que não foram convocados na primeira chamada do Prouni poderão participar da segunda chamada ou manifestar interesse na lista de espera.
Após as duas chamadas, aqueles que não forem pré-selecionados ou que tiverem a inscrição indeferida poderão disputar as bolsas eventualmente não preenchidas, conforme os critérios estabelecidos no edital.
Os estudantes contemplados com bolsa parcial também podem usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para complementar o pagamento da mensalidade da instituição privada, desde que o curso e a instituição de ensino ofereçam essa possibilidade.
Cronograma
O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu o seguinte cronograma para as próximas etapas do Prouni 2/2026:
comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na primeira chamada: de 15 a 24 de julho;
resultado da segunda chamada: 5 de agosto;
comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na segunda chamada: 5 a 14 de agosto;
lista de espera: 26 e 27 de agosto;
resultado da lista de espera: 1º de setembro;
comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.
Prouni
O Programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.
Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.
A classificação para a seleção do Prouni considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a classificação dos candidatos.
Mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital público do MEC nº 51/2026.
Uma colisão frontal entre uma van do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) da Prefeitura de Petrolândia e um caminhão baú deixou sete pessoas mortas e vários feridos na madrugada desta quinta-feira (23), na PE-360, nas proximidades da comunidade de Serra Negra, em Floresta, no Sertão de Pernambuco.
O acidente aconteceu por volta das 5h. Após a batida, o caminhão pegou fogo. O motorista morreu carbonizado dentro do veículo.
Na van estavam pacientes que seguiam para atendimento médico. Seis ocupantes morreram ainda no local. Outras vítimas ficaram presas às ferragens e precisaram ser retiradas por equipes de resgate.
Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e equipes de socorro atenderam a ocorrência. Os feridos foram levados para o Hospital Municipal Coronel Álvaro Ferraz, em Floresta, e para outras unidades de saúde da região. Até o momento, o estado de saúde deles não foi informado.
Os nomes das vítimas ainda não foram divulgados oficialmente. A Prefeitura de Petrolândia, responsável pelo transporte da van, também não havia se pronunciado sobre o acidente até a última atualização.
A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (23) a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4. Neste mês, o valor médio do benefício está em R$ 679,19.
Moradores de 175 municípios de seis estados receberam o crédito antes, na segunda (20), independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Paraná (8), Rio Grande do Norte (120), Roraima (6) e Sergipe (7).
O valor mínimo do Bolsa Família corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais:
o Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança;
há também um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos;
outro adicional, de R$ 150, é para famílias com crianças de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Regra de proteção
Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.
Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
Pep Guardiola, ex-técnico do Manchester City e alvo da seleção italiana • 20/12/2025 REUTERS/Phil Noble
Pep Guardiola está perto de recusar a seleção da Itália.
O presidente da Federação Italiana de Futebol, Giovanni Malagò, mantém o treinador espanhol como principal alvo para assumir o comando da seleção italiana, mas admite que as chances de concretizar a negociação diminuíram. A informações são do jornal La Gazzetta dello Sport.
Guardiola, que já comandou Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City, recebeu da federação um projeto de longo prazo que vai além da seleção principal.
A proposta prevê que o treinador tenha papel central na reformulação do futebol italiano, incluindo a implementação de uma nova filosofia de trabalho desde as categorias de base — um plano alinhado ao perfil do técnico espanhol.
O principal entrave, no entanto, é financeiro. Embora a federação esteja disposta a oferecer cerca de 10 milhões de euros por temporada (cerca de $S 58 milhões), a pedida de Guardiola seria o dobro desse valor — 20 milhões de euros (aproximadamente R$ 116 milhões) —, tornando o acordo cada vez mais difícil.
Enquanto as negociações seguem sem definição, outros nomes permanecem no radar da entidade. Andrea Pirlo é uma das alternativas consideradas, assim como Antonio Conte e Roberto Mancini.
Os dois últimos contam com maior experiência e amplo conhecimento do futebol italiano, mas, neste momento, não aparecem como as opções preferidas da cúpula da federação.
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura da capital paulista libere o serviço de aplicativo de transporte de passageiros em motocicletas. A gestão municipal tem o prazo de 48 horas para fazer o credenciamento da Uber.
A disputa em torno da liberação ou da proibição do uso de aplicativo para transporte de passageiros em motocicletas começou em 2023, quando o serviço foi proibido na cidade de São Paulo. O prefeito Ricardo Nunes proibiu o serviço por decreto, com a justificativa de que o transporte por motocicletas oferecia riscos aos passageiros com base nos altos índices de acidentes na capital paulista.
A única empresa que segue no processo é a Uber, com o argumento de que a Política Nacional de Mobilidade Urbana autoriza essa modalidade de transporte no país.
Desta vez, o caso foi julgado pela juíza Patrícia Persicano Pires, da 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que rejeitou os arqgumentos apresentados pela prefeitura para impedir o serviço.
Em caso de descumprimento da decisão, a Prefeitura deverá pagar multa diária de cinco mil reais, que pode chegar ao teto de 500 mil reais. O município ainda pode recorrer da decisão.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo ressaltou que, em 2025, foram registradas 475 mortes de motociclistas no trânsito da cidade e que, apenas no primeiro semestre deste ano, foram registrados 283 óbitos. O Município também informou que ainda não foi notificado da decisão e que vai estudar as medidas cabíveis.
A Uber destacou, em nota, o comportamento contraditório do município ao questionar sobre a declaração de seguro, indicando ausência de assinatura. A nota afirma que esses pontos não haviam sido considerados em fases anteriores e extrapolam o que já foi julgado.
O Sindimoto SP, sindicato que representa mensageiros, motociclistas, ciclistas e mototaxistas do Estado de São Paulo, é contrário à decisão da Justiça e afirma que a “irresponsabilidade da Uber em insistir na operação do serviço de mototáxi na capital ignora a realidade trágica de 475 mortes de motociclistas na cidade no ano passado”.
O sindicato também destaca que, com a liberação do serviço, os trabalhadores ficarão expostos a longas jornadas, salários baixos e riscos severos e alerta que essa precarização gera impactos na saúde pública.
Estão abertas as inscrições gratuitas para o VESTIBULAR SIMPLIFICADO 2026.2 do CESVASF em Belém do São Francisco, Campus Floresta e Campus Cabrobó, mediante nota do ENEM, da análise do histórico escolar, como portador de diploma e por meio de transferência externa.
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