Com obra avançada, Prefeitura de Petrolina trabalha para entregar o primeiro Canil/Gatil nos próximos meses

Em contagem regressiva para a entrega da obra do Canil/ Gatil municipal, a Prefeitura de Petrolina tem trabalhado em ritmo acelerado para concluir os serviços em andamento neste mês de maio. A previsão é que o novo equipamento público, voltado ao cuidado de animais em situação de rua, fique pronto até o final do mês de junho. No momento, toda a estrutura de alvenaria já está erguida e o cronograma segue para a etapa de conclusão.

O equipamento público vai ter capacidade para acolher aproximadamente 150 animais, entre cães e gatos. A iniciativa integra o projeto da primeira Clínica Veterinária Municipal construída em parceria com o Governo Federal, com investimento de aproximadamente R$ 2 milhões. A obra está sendo executada pela Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) em parceria com Agência do Meio Ambiente, por meio da Coordenação do Bem-Estar Animal.

Nesta última quinzena do mês de maio, as equipes estão trabalhando na finalização da etapa de reboco das paredes e vão iniciar os serviços de elétrica, instalação de piso e revestimento e pintura. Com uma área construída de 272,84m², o canil/gatil contará com 16 gaiolas com estrutura em alvenaria, onde os animais serão divididos por sexo e porte (pequeno, médio ou grande), além de áreas específicas para maternidade e adoção. O espaço também contará com ambientes de circulação, depósito de rações, depósito de material de limpeza, recepção, sanitários e áreas de sol.

——

Texto: Adailma Gomes – Assessora de Comunicação da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade

Fotos: Deivid Menezes

Carlos Prado, fundador da Itaueira, lança biografia inédita durante a PEC Brasil 2026 

 

A trajetória de um dos maiores nomes do agronegócio brasileiro será celebrada em um momento histórico durante a PEC Brasil 2026.  

No dia 26 de junho, o empresário Carlos Prado, fundador da  Cemag – Ceará Máquinas Agrícolas Ltda, da Itaueira Agropecuária S/A, dentre outras, realizará o lançamento oficial da sua autobiografia: “Carlos Prado: Histórias do Criador do Melão Rei®”, obra que reúne relatos inéditos, memórias e bastidores de uma vida marcada pelo pioneirismo e pela transformação do agro nacional. 

Escrito em parceria com Francílio Dourado Filho e publicado pela E2 Editora, o livro apresenta ao público uma narrativa inspiradora sobre coragem, visão empreendedora e perseverança frente a inúmeros desafios. Ao longo das páginas, a obra revisita desde os primeiros passos de Carlos Prado pelo interior de São Paulo na pioneira mecanização da colheita do amendoim e do feijão, nos idos de 1970, com máquinas introduzidas pela Importadora Prudentina de Máquinas Agrícolas Ltda., por ele fundada, e sua chegada ao sertão nordestino, até a consolidação da marca Rei® como referência nacional e internacional em qualidade, inovação e ética. 

Patrocinado pela FIEC – Federação da Indústria do Ceará, em agradecimento aos serviços prestados pelo autor durante suas inúmeras participações nas diretorias e vice-presidências da entidade, o livro também relata a experiência da figura do industrial empreendedor com visão de futuro e que nunca se acomodou frente aos reveses que a vida lhe apresentou e que sempre contribuiu para o engrandecimento do país.  

O lançamento durante a PEC Brasil 2026 à convite da FAEC – Federação da Agricultura e Pecuária do estado do Ceará reforça a importância da trajetória de Carlos Prado para o desenvolvimento do agronegócio, que, na CNA, presidiu a Comissão Nacional de Fruticultura e também a Câmara Setorial de Fruticultura do MAPA, além de ter sido um dos fundadores da ABRAFRUTASAssociação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas. 

Mais do que uma biografia empresarial, “Histórias do Criador do Melão Rei” registra a caminhada de um homem que enxergou potencial onde muitos viam limitações. A obra revela episódios marcantes da vinda de Presidente Prudente  em 1973, para apresentar as máquinas de colheita de amendoim para os produtores de caju, o convite para abrir a Cemag em Fortaleza, a fundação da Itaueira Agropecuária nas chapadas do centro-sul do Piauí; em terras até então secas e improdutivas; os muitos desafios enfrentados ao longo das décadas de trabalho e as decisões que ajudaram a posicionar o melão brasileiro entre os destaques do mercado internacional. 

Com uma narrativa envolvente, o livro também evidencia o impacto social e econômico gerado pela atuação do Carlos Prado, especialmente no Nordeste, por meio da geração de empregos, inovação no campo e fortalecimento da agricultura irrigada. Entre histórias pessoais, conquistas empresariais, contribuições aos órgãos de classe e aprendizados de vida, a publicação oferece ao leitor um retrato humano e inspirador de um dos empresários mais influentes do setor.  

O lançamento da obra promete ser um dos momentos marcantes da PEC Brasil 2026, reunindo convidados, parceiros, produtores e admiradores da trajetória de Carlos Prado em uma celebração ao legado, inovação e força do agronegócio brasileiro.  Considerado um dos eventos mais relevantes do setor no país, a feira reúne empresários, produtores, especialistas e lideranças do agro, sendo o cenário ideal para apresentar uma obra que carrega parte da história e da evolução da agricultura nacional. 

“Carlos Prado: Histórias do Criador do Melão Rei” chega ao público como um testemunho de visão, trabalho e transformação, eternizando uma história que ultrapassa os limites do campo e se conecta diretamente com o desenvolvimento do Brasil. 

O autor estará autografando o livro para os convidados presentes  durante o evento de lançamento do livro no dia 26 de junho, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. 

Fonte: CNN

Modernização administrativa e transparência na pauta da Câmara de Petrolina nesta terça

Três projetos autoria do Poder Legislativo Municipal estão previstos para serem colocados em votação na sessão plenária desta terça-feira (26) na Câmara de Vereadores de Petrolina, que começa a partir das 9h. Todas estão voltadas diretamente à modernização administrativa, transparência pública, proteção de dados pessoais e ampliação dos serviços digitais do Legislativo.

A primeira matéria é o Decreto Legislativo nº 76/2026, de autoria do presidente da Câmara, Osório Siqueira (Republicanos), que regulamenta a Lei de Acesso à Informação (LAI) no âmbito da Casa Plínio Amorim. O projeto estabelece regras para divulgação de informações públicas no Portal da Transparência, criação oficial do Serviço de Informação ao Cidadão (SIC), além de disciplinar os pedidos feitos pela população sobre despesas, licitações, votações, salários, contratos e demais informações institucionais. A proposta busca fortalecer a transparência e ampliar o acesso da população às atividades legislativas.

Outra que estará em votação é o Projeto de Resolução nº 04/2026, que regulamenta a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) dentro do Poder Legislativo Municipal. O texto cria regras para proteção de dados pessoais de cidadãos, servidores e fornecedores, além de estabelecer mecanismos de segurança e controle sobre o uso dessas informações. O projeto também prevê a criação de uma Comissão de Proteção de Dados e a designação de um encarregado responsável pela comunicação com os titulares dos dados e com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Já o Projeto de Resolução nº 05/2026 institui o Programa Governo Digital do Poder Legislativo de Petrolina (PGDPL), regulamentando a Lei Federal nº 14.129/2021. A proposta pretende ampliar os serviços digitais da Câmara, aproximando ainda mais o cidadão do Legislativo através de plataformas eletrônicas, formulários digitais, participação popular online, ouvidoria eletrônica, transmissões ao vivo das sessões e ferramentas de interação digital. O objetivo é modernizar os serviços públicos legislativos, reduzir burocracias e facilitar o acesso da população às informações e serviços da Casa Legislativa.

Fim da escala 6×1: relator propõe jornada de 40h semanais com transição de 14 meses; votação será nesta quarta

O relator da comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o fim da escala 6×1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou nesta segunda-feira (25) seu parecer recomendando a redução da jornada de trabalho no país para 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos.

A medida está prevista em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que deverá ser votada pelo colegiado na próxima quarta-feira (27) e, em seguida, pelo Plenário da Câmara, antes de seguir para o Senado.

Um pedido de vista coletiva adiou a votação da PEC na comissão especial nesta segunda-feira.

Pela proposta, 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, o limite da jornada cai para 42 horas semanais, já com o repouso remunerado de dois dias por semana. Doze meses depois dessa etapa, o limite será fixado definitivamente em 40 horas semanais.

O texto é a versão do relator para duas propostas de emenda à Constituição que previam a redução de jornada: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

No parecer, Prates argumenta que a transição para 36 horas semanais deve ser gradual e apoiada por políticas públicas, negociação coletiva e incentivo à produtividade.

“Com a adoção progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, disse o relator.

Discussão e Votação do Parecer do Relator. Dep. Leo Prates (REPUBLICANOS - BA)
Prates defendeu que PEC fixe a regra geral e deixe as especificidades para negociação coletiva
Regimes diferenciados

A PEC mantém a atual previsão de compensação de horários e redução da jornada por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho, inclusive para trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados, como aqueles com escalas específicas (12×36) ou de setores essenciais ou de atividade contínua (áreas de saúde, segurança, transporte, limpeza urbana).

“Atuei defendendo que a PEC fixe a regra geral e deixe as especificidades de adaptação e escalas setoriais a cargo das convenções coletivas”, pontuou Prates.

Nesses casos, os acordos ou convenções deverão assegurar, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês, garantido pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana.

A proposta prevê ainda que lei específica defina hipóteses e condições de regimes diferenciados de duração do trabalho e repouso, desde que respeitem obrigatoriamente: 40 horas semanais e dois dias de repouso. “O Congresso terá um segundo semestre de muito trabalho, porque são 14 projetos distintos, cada um tratando de uma categoria diferente. O restante será reunido sob o projeto do governo”, acrescentou o relator.

Pequenos negócios
A PEC permite a definição, por meio de lei complementar, de regras específicas para alguns segmentos da economia, como microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. O objetivo é reduzir os impactos da redução de jornada nesses setores, desde que os níveis de emprego sejam mantidos.

Altos salários
Para profissionais “hipersuficientes” — aqueles com diploma de nível superior e salário acima de duas vezes e meia o teto do INSS (R$ 21.188,87) –, as regras de controle de jornada não serão obrigatórias, permitindo maior liberdade para gerir horários e projetos, desde que os dois dias de descanso semanal sejam respeitados.

“Entendemos que profissionais de elevada qualificação e remuneração possuem condições efetivas de negociar os termos de sua relação laboral”, disse. A medida não se aplica a empregados públicos da administração direta e indireta.

Contratos públicos
Por fim, a proposta estabelece regras para equilibrar as finanças do governo e das empresas terceirizadas em licitações e concessões que usam mão de obra direta. Para esses casos, a redução da jornada só valerá após a assinatura de um aditivo contratual. Os órgãos públicos terão até 12 meses para concluir essas mudanças.

Caso o prazo termine sem o acordo, a redução passa a valer automaticamente para os funcionários, sem redução salarial. Nos contratos ajustados nos primeiros 60 dias, a transição poderá seguir o cronograma previsto.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Leilão da Secretaria de Administração terá motocicletas, carros e caminhões a partir de R$ 1.900,00 e R$ 5.000,00

Motocicletas com lance inicial de R$ 1.900,00, caminhões e automóveis com valores a partir de R$ 5.000,00, além de itens de sucatas de eletrodomésticos, móveis e diversos tipos, fazem parte do 5º Leilão de Bens Móveis de 2026. Com 56 lotes e expectativa de arrecadação de R$ 229,2 mil, o certame online será realizado nesta sexta-feira (29), por meio do endereço http://www.aragaoleiloes.com.br/ .

A visitação pública para conferir os itens será realizada nesta quarta-feira (27) e quinta-feira (28), quando será permitida, exclusivamente, a avaliação visual dos itens que compõem os lotes por meio de foto e vídeo. Para participar, basta os interessados realizarem o cadastro prévio no site do leiloeiro (http://www.aragaoleiloes.com.br/), informando um endereço de e-mail para comunicação e envio de documentos.

Pessoas físicas e jurídicas de qualquer natureza poderão ofertar lances online para veículos recuperáveis. Em relação às sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível, a participação é restrita aos Centros de Desmanches de Veículos Automotores, Comércio de Peças Usadas e Reciclagem de Sucata (CDV), registrados operacionais ou credenciados pelo Detran/PE.

Além disso, também podem ofertar lances para sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível, as empresas de outras Unidades da Federação que tenham como atividade a desmontagem de veículos automotores terrestres destinados à comercialização de partes, peças e acessórios automotivos, entre outras condições que podem ser conferidas no edital, disponível no site http://www.aragaoleiloes.com.br/.

Secretaria de Administração Penitenciária de PE lança edital para a  implantação de unidade fabril no Cotel.

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap/PE) lançou edital de chamamento público aberto, até o dia 05 de junho de 2026, para o recebimento de propostas de empresas que tenham interesse em implantar e desenvolver atividade laboral no Centro de Observação e Triagem Criminológica Everardo Luna (Cotel), no município de Abreu e Lima.

A documentação deverá ser enviada até o próximo dia 05 para o e-mail: chamamento.str@seap.pe.gov.br . Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3184.2186. O objetivo da iniciativa é ampliar as oportunidades de trabalho entre os custodiados do sistema prisional.

O ramo da atividade a ser desenvolvida será voltada à produção de artefatos de concreto, como blocos e outros produtos do segmento da construção civil, mediante o trabalho de pessoas privadas de liberdade (PPLs), com jornada de  seis a oito horas diárias, de segunda a sexta-feira.

Entre os benefícios para os internos estão a oportunidade de capacitação e experiência profissional prática, contribuindo para a reinserção social e no mercado de trabalho, além da remuneração e da remição de pena – direito garantido pela Lei de Execução Penal (LEP), que prevê a redução de um dia de pena a cada três dias trabalhados. Para as empresas participantes, a iniciativa oferece benefícios como a redução de custos operacionais e o incentivo à responsabilidade social.

O superintendente de Trabalho e Ressocialização da Seap, Alexandre Guimarães, fala da iniciativa. “Faz parte de uma reestruturação do sistema prisional de Pernambuco, que já vem fortalecendo simultaneamente a segurança e a reintegração social. Que os empresários que desejam investir, possam produzir no sistema prisional e contribuir com esse grande projeto de responsabilidade social”, destacou.

Entre 2023 e maio de 2026 foram inauguradas 12 unidades fabris no estado. A previsão é que, até o final deste ano, outras 16 sejam entregues, resultando em mais de 240 novos postos de trabalho para as pessoas custodiadas.

Fotos: Divulgação/Seap 

Metade dos estudantes não vê debate antirracista na escola, diz estudo

© Joédson Alves/Agência Brasil

O trabalho “A herança da cultura negra na formação do Brasil”, pedido em uma escola de Brasília a uma estudante de 15 anos, não deixa de ser uma raridade, diz a mãe da aluna, a advogada Karina Berardo, mãe de dois filhos negros.

“Houve uma ampliação do tema a partir do ensino médio. Isso é fato. Atualmente, creio que a pauta está mais em destaque e com um viés mais positivo”, afirma a mãe. Para ela, até o ensino fundamental, as discussões sobre raça estavam ligadas principalmente à escravidão.

“Eu acho que é a primeira vez que a proposta é com essa perspectiva da contribuição do negro, mas ainda acho um pouco caricato”, afirma. 

A percepção da advogada de que a temática antirracista é tratada em sala de aula de forma rara vai ao encontro de estudo inédito, divulgado nesta terça-feira (26), sobre a observação dos estudantes a respeito do ensino de conteúdos de temática racial nas escolas. 

Uma das principais informações do estudo é que aproximadamente 50% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio no país declaram não reconhecer o debate sobre desigualdades raciais em sala de aula, mesmo com as leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que estabelecem o ensino sobre história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas.

O estudo “Desigualdade racial na Educação Básica: a percepção de estudantes e professores a partir do Saeb 2023” mostrou, segundo os pesquisadores, que a educação antirracista ainda não se consolidou como experiência reconhecida.

Iniciativas 

Segundo a socióloga Flávia Rios, professora da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Cebrap, a legislação antirracista nas escolas tem saído do papel, só que de forma muito irregular e dependido de algumas iniciativas de secretarias educacionais ou do Ministério da Educação. 

Ela avalia que nos últimos 20 anos, desde que a legislação foi criada, existiram múltiplos projetos que foram desenvolvidos em torno da formação de gestor e dos docentes e também mudanças de elementos do currículo. 

Isso incluiu a temática étnico-racial para populações indígenas e negras, afrodescendentes. “A questão é que a gente não conseguiu universalizar a aplicação dessa legislação e também que essa lei tivesse consistência transdisciplinar”.

Uma percepção da pesquisa, segundo Flávia, é que ainda existe necessidade de ampliação da legislação para cobertura, consistência e persistência no sistema curricular. Para a pesquisadora, embora todas as escolas estejam sob uma mesma legislação educacional, as privadas têm sido menos cobradas para a sua aplicação

Isso ocasionaria mais situações de discriminação racial no sistema privado. “Essas legislações têm o objetivo de mudar mentalidades, de ensinar conteúdos, atitudes, comportamentos cidadãos, também em relação à nossa diversidade étnico-racial”. 

Combate além da escola

Segundo Flávia Rios, o país precisa de monitoramento da política pública educacional.

”A pesquisa indicou que o diálogo da escola com as famílias também é importante para combater o racismo. Ela defende que são necessários esforços conjuntos.

De acordo com o estudo, há um descompasso entre o que os docentes afirmam fazer em sala de aula e o que é reconhecido pela classe estudantil. Enquanto 81,6% dos professores do 9º ano do ensino fundamental e 71,6% do 3º ano do ensino médio dizem abordar desigualdades raciais “muitas vezes” ou “sempre”, menos da metade dos alunos (46,6% do fundamental e 46,8% do médio) reconhece que a maioria ou todos os seus professores tratam do tema. 

A pesquisadora Eliane Firmino, do Cebrap, aponta que esse descompasso, percebido pelos estudantes, traz a medida da efetividade prática. “A legislação existe, mas os dados sugerem que sua aplicação ocorre de forma heterogênea e ainda marcada por limitações da educação brasileira”.

Ela pondera, no entanto, que as escolas particulares não são obrigadas a participar do Saeb. Isso significa que os resultados representam apenas o conjunto das instituições privadas que aderiram à avaliação. “Assim, os dados não necessariamente refletem todo o universo dessas instituições”.

Percepções variam

A percepção sobre a abordagem das desigualdades raciais se altera conforme a rede escolar e também sobre o perfil de estudantes. A ideia de ausência do tema é mais elevada nas escolas privadas (60,8% de estudantes no ensino fundamental e 60,8% de estudantes no ensino médio) do que na rede pública (51,4 % de estudantes no ensino fundamental e 51,9% de estudantes no ensino médio);

Pessoas brancas na educação básica apresentam maior proporção de respostas indicando que o debate racial não é reconhecido (53,5 % no ensino fundamental e 55,4% no ensino médio), em comparação a pessoas pretas (50 % no ensino fundamental e 51,2 no ensino médio), pardas (50,5 % no ensino fundamental e 50,2% no ensino médio) e indígenas (49,5% no ensino fundamental e 46,8% no ensino médio).

“A educação antirracista não deve ser entendida apenas como uma política voltada para estudantes negros, mas como uma formação cidadã para todos os grupos sociais”, diz Eliane Firmino.

Fiscalização é necessária 

De acordo com a coordenadora do Programa de Educação e Pesquisa do Instituo Geledés, Suelaine Carneiro, é necessária, antes de mais nada, fiscalização. “A gente precisa que haja um monitoramento, ações coordenadas, material didático e formação de professores”, considera.

Ela alerta para a necessidade de engajamento de professores não negros com o tema.

“Quando a gente fala sobre educação das relações étnico-raciais, é para ensinar crianças negras, brancas, indígenas e amarelas sobre o respeito e também a compreensão das contribuições dos diferentes grupos raciais na construção da nação brasileira. 

A analista de relações governamentais do Instituto Alana, Beatriz Benedito, ressalta que os dados permitem afirmar que é preciso apoio para institucionalização das politicas de educação para relações étnico-raciais, de forma que crianças e adolescentes se reconheçam como sujeitos ativos no ensino da história e cultura negra e indígena. ”Por isso, é importante que governos se mobilizem”.

No estudo, os pesquisadores observaram que, além de monitoramento e avaliação permanente da implementação das leis, é necessário o fortalecimento da formação continuada de professores e equipes gestoras em educação. A pesquisa ainda recomenda ampliar a diversidade racial no corpo docente, promover o uso de materiais e recursos pedagógicos com intencionalidade e incentivar a criação de espaços de diálogo entre docentes e quem estuda o tema.

Longo prazo

O tratamento de temas de forma episódica, como em 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) foi percebido também na casa da família da servidora pública Juliana Couto, de 48 anos. Ela tem duas filhas (de sete e 15 anos de idade) e explica que as meninas já foram vítimas de preconceito. Juliana defende a presença de mais professores negros nas escolas.

“Acho que é uma busca em longo prazo. Talvez minhas bisnetas possam se beneficiar dessas pequenas sementes plantadas neste momento”, afirma. Formada em direito e pesquisadora da temática antirracista, Juliana entende que, mesmo assim, o cenário melhorou muito. “Posso falar pela minha experiência. Quando era criança e adolescente, vivi uma realidade racial totalmente diferente do que elas vivem. Nem sequer se falava sobre isso ou se discutia”, afirma.

Fonte: Agência Brasil

BRB: Celina Leão vai ao STF pedir aval para empréstimo bilionário

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, tem audiência marcada na tarde desta terça-feira (26), no Supremo Tribunal Federal (STF), com representantes do governo federal, para discutir uma autorização do Tesouro Nacional para um empréstimo bilionário para salvar o Banco Regional de Brasília (BRB). 

A reunião, marcada para as 16h, será presidida pelo ministro Luiz Fux, relator de uma ação aberta na semana passada pelo governo do GDF para sustentar uma obrigação do governo federal de socorrer o BRB. 

A audiência foi marcada a pedido do Ministério da Fazenda e da Advocacia-Geral da União (AGU), que manifestaram interesse na conciliação.  

O BRB entrou em crise após a aquisição de ativos podres do Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central por suspeita de fraudes financeiras bilionárias. Uma investigação no próprio Supremo apura, na esfera penal, as responsabilidades pela operação, que deixou o banco público de Brasília sob o risco de também ser liquidado. 

O executivo Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso em 16 de abril no caso. Ele é suspeito de ter recebido propina do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também preso, para viabilizar o negócio. 

Os fatos investigados ocorreram durante a gestão do ex-governador Ibaneiz Rocha, que renunciou ao cargo para se candidatar nas eleições deste ano. A vice-governadora, Celina Leão, assumiu o GDF em março. 

>> Clique aqui e leia mais sobre o escândalo envolvendo o Banco Master

Rombo bilionário

Até o momento, não está certo o tamanho do prejuízo causado ao BRB, uma vez que o banco ainda não entregou suas atualizações contábeis periódicas e obrigatórias ao BC. O prazo legal era 31 de março, mas foi adiado após a instituição não publicar suas demonstrações financeiras. 

A estimativa, contudo, é de que o prejuízo supere os R$ 10 bilhões. Na ação que abriu no Supremo, o GDF busca o aval para conseguir cerca de R$ 9 bilhões em empréstimos que negocia com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e bancos privados. Para isso, pede que o Supremo obrigue o Tesouro a garantir o negócio. 

A liquidação do BRB pode ocasionar um efeito cascata sobre a administração do DF, uma vez que o banco administra toda a folha de pagamentos dos servidores distritais, por exemplo, bem como operacionaliza os repasses para todas as políticas públicas locais. 

O aumento de capital do BRB é mandatório para que o banco se enquadre nas exigências regulatórias do Banco Central. 

 

Fonte: Agência Brasil

Análise: Criticado por juristas, decreto sobre big techs empodera governo

Especialistas: Decreto sobre big techs abre brecha para censura nas redes

Decretos do governo federal que atualizam o Marco Civil da Internet têm sido alvo de críticas por parte de juristas, que apontam um fortalecimento das estruturas ligadas ao próprio governo.

A crítica mais imediata aos decretos recai sobre o empoderamento da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), órgão responsável pela fiscalização prevista nas medidas.

“A ANPD tem cinco cadeiras. Uma está vaga. Das outras quatro, três foram indicadas direta ou indiretamente pelo Ministério da Justiça ou pela SECOM”, afirmou Caio Junqueira ao CNN Prime Time desta segunda-feira (25).

A SECOM é comandada por Sidônio Palmeira, que também é o responsável pela pré-campanha do presidente Lula (PT). “O próprio órgão que vai cuidar dessa fiscalização tem um alinhamento, em princípio, com o governo que o indicou”, observa Junqueira.

Além da ANPD, outro ponto destacado é o artigo 16 dos decretos, que fortalece a atuação da Advocacia-Geral da União em casos de desinformação relacionados a políticas públicas do governo. Para o analista, a combinação dos dois mecanismos concentra poder de fiscalização em instâncias diretamente ligadas ao Executivo.

Outro aspecto que chama atenção, segundo Caio Junqueira, é a sequência dos acontecimentos.

Logo após a publicação dos decretos pelo governo federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli pautou para julgamento virtual os embargos de declaração sobre o tema. Esta matéria havia ficado paralisada por meses na Corte.

“Isso sugere que teve uma tabelinha, um jogo jogado entre o Palácio do Planalto e o STF nessa questão”, avaliou o analista.

Para as grandes empresas de tecnologia, a situação é descrita como complicada. Junqueira aponta que o pensamento majoritário do STF, instância para onde as companhias poderiam recorrer, está alinhado ao do Palácio do Planalto neste caso.

A alternativa restante seria o Congresso Nacional, onde há um cálculo de 22 PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) para derrubar as medidas. No entanto, o analista avalia que pautar e aprovar esses projetos exigiria uma mobilização muito bem organizada, algo considerado raro, como no caso do IOF.

Fonte: CNN

Polícia Civil cumpre mandado de prisão por tentativa de homicídio contra policial militar e apreende arma em Santa Maria da Boa Vista

A Polícia Civil de Pernambuco, por meio da 211ª Delegacia de Polícia de Cabrobó, vinculada à 25ª Delegacia Seccional de Cabrobó/DINTER II, cumpriu nesta segunda-feira (25) um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por participação em uma tentativa de homicídio contra um policial militar do Estado da Bahia.

A ação foi resultado de uma operação integrada entre policiais civis da 211ª Delegacia de Cabrobó, da 210ª Circunscrição Policial e do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil da Bahia, que compartilharam informações estratégicas para localizar o suspeito.

De acordo com as investigações, o homem estava escondido no município de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão pernambucano. Durante a abordagem, ele ainda tentou fugir, mas foi rapidamente contido pelas equipes policiais.

No momento do cumprimento do mandado, os policiais apreenderam com o suspeito uma pistola calibre .380 da marca Taurus, além de 12 munições intactas e um carregador compatível. Diante da situação, ele também foi autuado em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

A Polícia Civil destacou que a integração entre as forças de segurança de Pernambuco e da Bahia reforça o combate à criminalidade violenta e a localização de foragidos da Justiça.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no caso e esclarecer completamente os fatos.

A operação foi coordenada pelo delegado Lucas Vieira Torres, titular da 211ª Delegacia de Polícia de Cabrobó, sob supervisão do delegado seccional Lamartine Salvador Fontes Filho.