Análise: Criticado por juristas, decreto sobre big techs empodera governo

Especialistas: Decreto sobre big techs abre brecha para censura nas redes

Decretos do governo federal que atualizam o Marco Civil da Internet têm sido alvo de críticas por parte de juristas, que apontam um fortalecimento das estruturas ligadas ao próprio governo.

A crítica mais imediata aos decretos recai sobre o empoderamento da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), órgão responsável pela fiscalização prevista nas medidas.

“A ANPD tem cinco cadeiras. Uma está vaga. Das outras quatro, três foram indicadas direta ou indiretamente pelo Ministério da Justiça ou pela SECOM”, afirmou Caio Junqueira ao CNN Prime Time desta segunda-feira (25).

A SECOM é comandada por Sidônio Palmeira, que também é o responsável pela pré-campanha do presidente Lula (PT). “O próprio órgão que vai cuidar dessa fiscalização tem um alinhamento, em princípio, com o governo que o indicou”, observa Junqueira.

Além da ANPD, outro ponto destacado é o artigo 16 dos decretos, que fortalece a atuação da Advocacia-Geral da União em casos de desinformação relacionados a políticas públicas do governo. Para o analista, a combinação dos dois mecanismos concentra poder de fiscalização em instâncias diretamente ligadas ao Executivo.

Outro aspecto que chama atenção, segundo Caio Junqueira, é a sequência dos acontecimentos.

Logo após a publicação dos decretos pelo governo federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli pautou para julgamento virtual os embargos de declaração sobre o tema. Esta matéria havia ficado paralisada por meses na Corte.

“Isso sugere que teve uma tabelinha, um jogo jogado entre o Palácio do Planalto e o STF nessa questão”, avaliou o analista.

Para as grandes empresas de tecnologia, a situação é descrita como complicada. Junqueira aponta que o pensamento majoritário do STF, instância para onde as companhias poderiam recorrer, está alinhado ao do Palácio do Planalto neste caso.

A alternativa restante seria o Congresso Nacional, onde há um cálculo de 22 PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) para derrubar as medidas. No entanto, o analista avalia que pautar e aprovar esses projetos exigiria uma mobilização muito bem organizada, algo considerado raro, como no caso do IOF.

Fonte: CNN

Polícia Civil cumpre mandado de prisão por tentativa de homicídio contra policial militar e apreende arma em Santa Maria da Boa Vista

A Polícia Civil de Pernambuco, por meio da 211ª Delegacia de Polícia de Cabrobó, vinculada à 25ª Delegacia Seccional de Cabrobó/DINTER II, cumpriu nesta segunda-feira (25) um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por participação em uma tentativa de homicídio contra um policial militar do Estado da Bahia.

A ação foi resultado de uma operação integrada entre policiais civis da 211ª Delegacia de Cabrobó, da 210ª Circunscrição Policial e do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil da Bahia, que compartilharam informações estratégicas para localizar o suspeito.

De acordo com as investigações, o homem estava escondido no município de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão pernambucano. Durante a abordagem, ele ainda tentou fugir, mas foi rapidamente contido pelas equipes policiais.

No momento do cumprimento do mandado, os policiais apreenderam com o suspeito uma pistola calibre .380 da marca Taurus, além de 12 munições intactas e um carregador compatível. Diante da situação, ele também foi autuado em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

A Polícia Civil destacou que a integração entre as forças de segurança de Pernambuco e da Bahia reforça o combate à criminalidade violenta e a localização de foragidos da Justiça.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no caso e esclarecer completamente os fatos.

A operação foi coordenada pelo delegado Lucas Vieira Torres, titular da 211ª Delegacia de Polícia de Cabrobó, sob supervisão do delegado seccional Lamartine Salvador Fontes Filho.

Relatório de PEC prevê fim da escala 6×1 60 dias após promulgação

© Lula Marques/Agência Brasil.

 

O relatório sobre a redução da jornada de trabalho, apresentado nesta segunda-feira (25), prevê o fim da escala 6×1 em 60 dias e que a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais seja feita em um período de transição de um ano. Essa redução deve ocorrer sem qualquer corte salarial.

O deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, apresentou o relatório final da proposta na comissão especial que discute a redução da jornada. Ele propôs um texto com apenas nove artigos:

“É um texto simples, porque há uma compreensão aqui de que texto constitucional não deve trazer especificidade, deve trazer regramento geral. São nove artigos apenas. E o resto será tratado em lei ordinária, convenção coletiva. É para dar direitos fundamentais aos trabalhadores.”

Escala 5×2

Se a PEC for aprovada, a jornada será reduzida para 42 horas semanais no prazo de 60 dias, mas com o estabelecimento imediato da escala 5×2, garantindo dois dias de descanso, preferencialmente no domingo. Após um ano, a jornada seria diminuída de 42 para 40 horas, com o máximo de oito horas diárias.

Pelo relatório, convenção ou acordo coletivo de trabalho – assinado por sindicato – poderá permitir a ampliação da jornada diária para viabilizar a duração semanal do trabalho neste período de transição. O texto também não muda jornadas que já são inferiores a 40 horas semanais.

O deputado Leo Prates ressaltou o esforço de ouvir todas as posições sobre a mudança da jornada, em um amplo processo democrático:

“O caminho até aqui percorrido demonstra que reformas estruturais, quando conduzidas com rigor técnico, transparência e abertura ao diálogo, são capazes de superar divergências e produzir consensos. A trajetória dessa matéria deve servir de referência para o aperfeiçoamento contínuo do processo legislativo brasileiro, reafirmando o papel central do Parlamento como espaço privilegiado de mediação entre os interesses da sociedade e as exigências do Estado Democrático de Direito.”

A proposta também prevê que, para empregados com diploma de nível superior que recebam renda duas vezes e meia o teto do INSS, cerca de R$ 21 mil, não serão aplicadas as regras de duração de trabalho e controle de jornada, salvo se houver previsão no contrato ou convenção coletiva.

MEIs

Um acordo com o governo também amplia a possibilidade de MEIs aumentarem a contratação de empregados, que hoje é limitada a apenas uma pessoa. Ainda será discutida a ampliação do teto de faturamento para os microempreendedores individuais.

Se o texto passar na comissão especial, ele seguirá para votação em dois turnos no plenário. Para ser aprovado, terá que contar com o apoio de três quintos dos deputados. Depois disso, a proposta será enviada para apreciação do Senado.


Fonte: Agencia Brasil

Monitoramento via satélite identifica áreas irrigadas a partir da umidade do solo

Foto: Paulo Ernani Peres Ferreira

 

Embrapa Territorial (SP) desenvolveu um método com imagens de satélite e Inteligência Artificial (IA) para mapear o crescimento ou a redução anual de áreas agrícolas efetivamente irrigadas a partir dos índices de umidade do solo. A iniciativa atende a uma necessidade do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para acompanhamento de políticas públicas voltadas à irrigação. O novo método já está sendo aplicado para mapeamento de cinco polos, nos estados de Goiás e Mato Grosso.

Responsável pelo mapeamento dos primeiros polos, em Goiás, o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial, explica que o desafio inicial era gerar um mapeamento que permitisse verificar as diferenças entre as safras. Registrar os tão conhecidos círculos formados no solo pelos pivôs centrais, por exemplo, não seria eficaz, pois são como uma cicatriz no solo que permanece de um ano para outro. Outro fator é que os produtores utilizam diferentes métodos de irrigação. Alternativamente, buscar os equipamentos de irrigação também não seria suficiente porque eles podem estar desativados, apesar  de presentes. “O objetivo é identificar as terras que foram efetivamente irrigadas no ano em questão e não as que apenas têm a infraestrutura”, enfatiza Mingoti.A equipe de pesquisa passou a analisar a umidade do solo a partir de índices obtidos de imagens de média resolução e acesso gratuito do satélite Sentinel-2.

No entanto, havia outro desafio. No estado de Goiás, a irrigação predominantemente não é utilizada no período de estiagem e sim durante o verão, quando as chuvas ocorrem e quando há vazão disponível nos cursos d’água. Especialmente devido às mudanças climáticas e ao aumento da ocorrência e da duração dos veranicos (períodos sem chuva no verão), os agricultores recorrem à irrigação para evitar perdas.

O coordenador-geral de sustentabilidade de projetos e polos de irrigação do MIDR, Antônio Guimarães Leite, acrescenta que esse recurso também é utilizado em outras regiões do Brasil, com o mesmo objetivo ou para antecipar a primeira safra. Em algumas situações, isso permite estender a janela de cultivo e viabilizar até três colheitas no mesmo ano agrícola.

Mas, se a irrigação ocorre no período chuvoso, como saber se um solo está úmido porque foi irrigado ou porque recebeu chuva? “Nós usamos outros indicadores. Geralmente as áreas irrigadas não são muito pequenas e têm formatos regulares – retângulos, círculos ou triângulos”, explica Mingoti.

Foto: Flickr CNA (Wenderson Araújo)

Tamanho real da área irrigada

Além da localização, o MIDR também precisa da informação do tamanho das áreas irrigadas. Como inovação, o método tem utilizado recursos derivados do sensoriamento remoto com radar para chegar à área total. Diferentemente do método tradicional, que calcula a área somando “pixels” (quadros que compõem a imagem), a técnica de vetorização desenha o contorno real do terreno, como se seguisse a linha exata do local irrigado. Na contagem por pixels, o sistema considera o quadro inteiro, mesmo que parte do terreno que ele cobre não seja irrigada. “Quando os terrenos são vetorizados, eliminamos possíveis erros dentro e fora da área irrigada. Então, a medição é muito mais acurada”, diz Mingoti.

Nessa etapa do trabalho, a Embrapa Territorial desenvolveu o método e o aplicou no mapeamento de dois pólos de irrigação em Goiás (Planalto Central e Vale do Araguaia) e de três no Mato Grosso (Sul, Médio Norte e Araguaia-Xingu). Os mapeamentos dos dois primeiros já foram entregues ao Ministério e os outros estão em fase de validação.

O mapeamento no polo de irrigação Central de Goiás mostrou aumento de 7 mil hectares nas áreas irrigadas, de 2023 para 2024. Houve crescimento da área irrigada nos 24 municípios que integram a região. Além de serem utilizados para avaliação mais frequente das políticas públicas, a intenção é que os dados do mapeamento sejam integrados ao Sistema Nacional de Informações sobre Irrigação (Sinir).

Irrigação como instrumento de desenvolvimento regional

A irrigação é utilizada como instrumento de desenvolvimento regional no Brasil e em outros países. Por aqui, observa-se que os municípios onde produtores rurais adotam essa tecnologia apresentam melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo Leite. “Em fruticultura, por exemplo, um hectare irrigado gera até três empregos. É uma forma muito eficiente de gerar renda e emprego”.

Por isso, há décadas de investimentos federais no segmento. Mas havia uma lacuna: historicamente, o País enfrentava a falta de informações precisas sobre o uso da irrigação. Ainda no início dos anos 2000, o levantamento era feito por meio de consultas às secretarias estaduais de agricultura, o que resultava em estimativas sem rigor técnico.

O cenário mudou com o lançamento do Atlas Irrigação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em 2017. O estudo revelou que a iniciativa privada expandia-se à margem das políticas governamentais e que 98% das áreas irrigadas estavam fora dos programas oficiais. Com o diagnóstico, entendeu-se que era preciso promover ações para ampliar o uso da irrigação.

A partir de 2019, uma organização do território em pólos de irrigação proposta pela ANA passou a ser adotada. Diálogos com entidades representativas dos agricultores também se iniciaram, com o objetivo de levantar formas de estimular o uso da tecnologia de modo organizado. Leite lembra que, por meio desse trabalho, encontraram necessidades diferentes. Em alguns casos, eram necessários estudos para subsidiar os órgãos públicos na análise de pedidos de outorga para uso da água; em outros, a construção de estradas sem as quais não faria sentido aumentar a produção.

Com programas em execução, surgiu a necessidade de mapeamentos mais frequentes para acompanhar e avaliar a efetividade das ações. “Procuramos a Embrapa Territorial para desenvolvermos um método que permitisse verificar, dentro dos polos em que o Ministério já vem trabalhando a política pública, o que tem acontecido. A área está se expandindo? A expansão tem ocorrido dentro do previsto?”, conta o coordenador-geral da área no MIDR.

Na avaliação de Leite, a disponibilidade de recursos hídricos para ampliar a produção por meio da irrigação é rara no mundo. E investir no segmento é uma forma de melhorar a segurança alimentar da população. “A maioria dos alimentos que consumimos hoje vem da agricultura irrigada: legumes, verduras, arroz e grande parte das frutas e do trigo… Quando falamos em segurança alimentar, não se trata só de ter comida na mesa, mas também dessa variedade nutricional. Precisamos pensar nessa política tão importante para a vida do brasileiro e trabalhar de forma mais organizada. Só conseguiremos isso com informação”, concluiu.

Fonte: Embrapa

Fonte: CNN

Última semana para produtores pernambucanos atualizarem cadastro dos rebanhos junto à Adagro

Os produtores rurais de Pernambuco têm até o próximo dia 31 de maio para realizar a atualização cadastral obrigatória dos rebanhos e propriedades rurais junto à Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro). Esta é a última semana da primeira etapa da Campanha de Atualização Cadastral 2026, fundamental para garantir o controle sanitário animal e a manutenção do status sanitário conquistado pelo Estado.

A atualização pode ser feita presencialmente em qualquer um dos 162 escritórios da Adagro em funcionamento no Estado, inclusive nas unidades que atuam em parceria com as prefeituras municipais, ou pela internet, por meio do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), disponível no site da Adagro, para produtores que estejam com cadastro regular e senha ativa.

Todo criador de animais deve atualizar obrigatoriamente as informações da propriedade e dos rebanhos sob sua responsabilidade. Quem não realizar o procedimento terá o cadastro bloqueado, ficando impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), participar de movimentações de animais, acessar crédito agropecuário, além de estar sujeito a advertências e multas.

A campanha contempla bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos, equídeos, aves comerciais e de subsistência, animais aquáticos e abelhas. De acordo com dados do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), Pernambuco possui atualmente cerca de 218,9 mil propriedades rurais e 259 mil produtores cadastrados.

Devem ser informadas as quantidades atualizadas de animais, incluindo nascimentos e mortes ocorridos desde a última campanha, por espécie, sexo e faixa etária. Também é necessário apresentar CPF ou CNPJ, documentos da propriedade e as coordenadas geográficas da área rural.

O diretor-presidente da Adagro, Moshe Dayan Fernandes, destaca que a atualização cadastral é essencial para fortalecer as ações de vigilância e defesa sanitária. “Pernambuco e o Brasil conquistaram em 2025 o reconhecimento internacional de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Manter os dados atualizados é fundamental para preservar esse status sanitário e garantir segurança ao setor agropecuário”, afirmou.

O coordenador do Programa de Vigilância da Febre Aftosa da Adagro, Edmilson Martins, reforça que as informações permitem uma resposta mais rápida em casos de suspeitas de doenças, além de auxiliar no planejamento das ações de fiscalização, trânsito animal e realização de eventos agropecuários.

A Adagro também alerta para a importância da atualização dos rebanhos de caprinos, ovinos e suínos, espécies que ainda apresentam baixos índices de adesão cadastral no Estado.

Outro ponto importante é a geolocalização das propriedades rurais, exigida durante o processo de atualização. A medida facilita o trabalho das equipes de defesa sanitária em ações de fiscalização e atendimento em casos de emergência zoossanitária.

Ministério dos Povos Indígenas entrega equipamentos ao território Truká, em Cabrobó

O ministro dos Povos Indígenas do Brasil, Eloy Terrena e a presidente da Funai Brasília, Luciana Baré, estiveram na Ilha de Assunção, em Cabrobó-PE, neste domingo (24). A comitiva ministerial, que contou também com representantes do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão PE), entregou equipamentos como tratores, carroças, drone, câmera, caixas de som e diversos outros materiais à comunidade do Território Truká.

Durante a visita, o ministro Eloy Terena, ressaltou que a ação faz parte do projeto Aldeias Produtivas, que visa beneficiar e fortalecer os agricultores, à educação e ao desenvolvimento dos jovens indígenas. “O projeto tem como objetivo central o desenvolvimento de pesquisas e estudos técnico-científicos para apoiar atividades produtivas indígenas através da educação profissional e tecnológica integrada à bioeconomia”, frisou. Eloy Terena, acrescentou ainda o caráter pioneiro do projeto que foca especificamente os biomas da Caatinga e do Agreste.

O representante e um dos caciques do Território, Neguinho Truká, agradeceu a visita e a entrega dos equipamentos, destacando a alegria, a conquista e a celebração de todos. “Isto vem reafirmar a nossa força, a união e o avanço do povo Truká na luta por mais oportunidades, fortalecimento cultural e desenvolvimento para o nosso território”, concluiu. O povo indígena Truká tem uma população de aproximadamente 7. 240 pessoas.

Prefeitura de Petrolina inicia consulta pública para discutir futuro do transporte coletivo na cidade

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Autarquia Municipal de Mobilidade (AMMPLA), iniciou uma consulta pública para ouvir os usuários do transporte coletivo urbano sobre a nova concessão do serviço no município. A população poderá enviar sugestões e contribuições até o dia 22 de junho, através de formulário disponibilizado no site oficial da Prefeitura.

De acordo com a AMMPLA, a consulta pública faz parte das exigências previstas na Resolução nº 11/2013 do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE). A iniciativa tem como objetivo garantir maior participação popular no processo de construção do novo modelo de transporte coletivo da cidade, além de reunir propostas que possam contribuir para a melhoria da mobilidade urbana em Petrolina.

A necessidade de reestruturação do transporte coletivo surgiu diante das dificuldades enfrentadas pelo atual modelo. Em 2019, o município realizou uma licitação prevendo a operação de 22 linhas de ônibus e uma média mensal de mais de 774 mil passageiros transportados. No entanto, com a pandemia da Covid-19, iniciada em 2020, houve uma redução no número de usuários do sistema. Atualmente, o sistema registra uma média de 300 mil passageiros por mês.

Ainda conforme a AMMPLA, em maio do ano passado a concessionária responsável pelo serviço solicitou a rescisão contratual na Justiça, o que levou o município a firmar um acordo de transição enquanto são realizados os trâmites para uma nova concessão.

Segue o link do formulário: https://forms.gle/uBzhcQLwgeCNUtAz9

Texto: Irislane Pacheco
Fotos: Deivid Menezes

Enem 2026: inscrições começam nesta segunda; prazo vai até 5 de junho

 

Estudantes de todo o país podem se inscrever para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, a partir desta segunda-feira (25), no site do Enem. O prazo vai até 5 de junho.

A taxa de inscrição é R$ 85 e o pagamento deve ser feito até 10 de junho. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro.

Inscrição automática

Uma das novidades deste ano prevê que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no exame. Os estudantes do 3º ano serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino.

Mais locais de prova

Para este ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação do certame, estima aumentar para cerca de 10 mil o número de locais de prova em todo o país.

Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avaliação da educação básica.

Enem

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. A prova é considerada a principal forma de entrada na educação superior, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados destas provas para selecionar estudantes.

Desde o ano passado, o Enem voltou a ser aceito para certificação do ensino médio, no caso dos candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento e na redação.

Cronograma

  • Pagamento da taxa de inscrição: de 25 de maio a 10 de junho
  • Solicitação de tratamento por nome social: de 25 de maio a 5 de junho
  • Solicitação de atendimento especializado: de 25 de maio a 5 de junho
  • Resultado do atendimento especializado: 19 de junho
  • Recurso do atendimento especializado: de 22 a 26 de junho
  • Resultado do recurso: 3 de julho
  • Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro

Fonte: Agência Brasil

O prazo para envio da Declaração de Imposto de Renda 2026 sem multa encerra em 29 de maio

Os contribuintes brasileiros devem ficar atentos ao prazo final para envio da Declaração do Imposto de Renda 2026. O período de entrega encerra nesta sexta-feira, dia 29 de maio, e quem perder o prazo estará sujeito ao pagamento de multa e outras penalidades aplicadas pela Receita Federal.

Precisa declarar o Imposto de Renda a pessoa física que recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 no ano anterior. A regra geral da Receita Federal também abrange quem se enquadra em critérios de patrimônio, investimentos e atividade rural.

A recomendação é que os contribuintes organizem toda a documentação necessária e realizem o envio o quanto antes, evitando congestionamentos no sistema nos últimos dias. Devem declarar o imposto pessoas que receberam rendimentos tributáveis acima do limite estabelecido pela Receita Federal, além de outros critérios previstos pela legislação.

O envio da declaração pode ser feito de forma online, pelo programa oficial da Receita Federal, aplicativo para celular ou portal Gov.br. Quem tiver imposto a restituir e enviar a declaração mais cedo pode receber a restituição nos primeiros lotes, conforme o calendário oficial.

Especialistas alertam que informações incorretas ou omissão de dados podem levar o contribuinte à malha fina. Por isso, é importante revisar todos os dados antes do envio final da declaração.

A Receita Federal reforça que deixar para a última hora pode gerar dificuldades técnicas devido ao grande número de acessos simultâneos ao sistema.

Mercado eleva previsão da inflação para 5,04% este ano

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,92% para 5,04% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (25), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima primeira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67% [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/%20inflacao-desacelera-e-fecha-abril-em-0%2C67%25-pressionada-por-alimentos]. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4% para 4,01%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,85% para 1,89%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) caiu de 1,77% para 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,17 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,26.

 

Fonte: Agência Brasil