PEC da Escala 6×1 será votada no plenário da Câmara na próxima semana

© Lula Marques/Agência Brasil.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, confirmou que a Proposta de Emenda à Constitucional (PEC) que acaba com a jornada 6×1 será votada no plenário na próxima semana. Motta disse que se reunirá com o relator da proposta na comissão especial, o deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, nos próximos dias para discutir sobre o período de transição para a nova jornada.

“Na verdade, nós vamos avançar para que esse relatório seja entregue o quanto antes. Esse ajuste final está sendo feito e construído com muito cuidado. Então, eu devo me reunir — eu confesso que estava marcado com o relator no dia de ontem, não foi possível a nossa reunião. Temos uma semana com muitos eventos acontecendo de forma concomitante. Então, eu vou, em algum momento, chamar o relator para entender qual é a ideia lá da comissão especial acerca dessa questão da transição”, declarou.

Senado

Hugo Motta também anunciou um esforço concentrado na próxima semana justamente para votar a redução da jornada, mas o presidente da Câmara ressaltou que não há um acordo com o Senado para votação da PEC. Como é uma Proposta de Emenda à Constituição, é preciso aprovação de três quintos da Câmara e depois de mais três quintos do Senado Federal.

“Na verdade, cada Casa tem a sua dinâmica, e eu respeito muito a autonomia do Senado Federal. Eu penso que, em a Câmara concluindo o seu trabalho, o Senado dará a prioridade que a pauta requer, já que é um anseio de mais de 70% da população brasileira. Mas eu não tenho nenhum pré-acordo, não há nenhuma tramitação pré-acertada.”

Projetos

O presidente da Câmara destacou ainda que foi acertado com os líderes partidários a votação de projetos de interesse do agronegócio nesta semana. Uma das propostas busca incentivar a produção de fertilizantes no Brasil, para diminuir a dependência externas desses produtos.  Os deputados ainda devem analisar proposta que cria um seguro rural com garantia para os produtores.

Um outro projeto de lei que deve ser votado busca impedir os aumentos nos preços dos combustíveis. A medida usa o crescimento da arrecadação com a alta do preço do petróleo exportado para compensar o preço para o consumidor.


Fonte: Agencia Brasil

Câmara aprova aumento de penas para crimes sexuais contra crianças e adolescentes

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que aumenta as penas para vários crimes de natureza sexual previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), classificando-os como hediondos. A matéria será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Osmar Terra (PL-RS), o Projeto de Lei 3066/25 foi aprovado na forma do substitutivo da deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), segundo o qual os crimes relacionados à pedofilia contarão com nova definição, passando a ser usado o termo “violência sexual contra criança ou adolescente”.

A relatora argumenta que o novo conceito incorpora recentes decisões das cortes superiores, cuja caracterização não depende do contato físico ou da nudez explícita.

Assim, além do aumento de pena de alguns crimes, é feita a atualização do texto do ECA para o novo termo, que considera esse tipo de violência como qualquer representação, por qualquer meio, que envolva criança ou adolescente, real ou fictícia.

Isso vale para fotografia, vídeo, imagem digital ou outro registro audiovisual, ainda que produzida, manipulada ou gerada por tecnologias digitais, inclusive inteligência artificial.

Essa representação deve:

  • retratar atividade sexual explícita, real ou simulada;
  • conter nudez total ou parcial com finalidade sexual ou libidinosa; ou
  • representar situação, contexto, enquadramento ou pose que evidencie conotação sexual ou libidinosa, ainda que não haja exposição de órgãos genitais ou que estes estejam cobertos

A verificação da natureza sexual ou libidinosa da representação deverá considerar o contexto da imagem, o modo de produção, o enquadramento, a finalidade e demais elementos relevantes no caso concreto.

Disseminar material
Assim, por exemplo, o crime de adquirir ou possuir registros (fotografia, vídeo e outras formas) de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente passa a ser registro de violência sexual contra criança ou adolescente. Sua pena, de reclusão de 1 a 4 anos, passa para 3 a 6 anos.

O enquadramento nesse crime ocorrerá ainda se a pessoa acessar ou visualizar esse material por meio de aplicações de internet, serviços de streaming com a finalidade de satisfazer a própria lascívia ou de outrem.

O projeto também altera a diminuição de pena possível se a quantidade de material apreendido for pequena. Atualmente, a redução da pena pode ser de 1/3 a 2/3. Com o novo texto, passa de 1/6 a 1/3 a menos. Uma redução menor, portanto.

Já a oferta, troca, transmissão, distribuição ou divulgação, por qualquer meio, de material com registros de violência sexual contra criança ou adolescente passa da pena de reclusão de 3 a 6 anos para 4 a 10 anos.

Nessa mesma tipificação será enquadrado o réu que criar, administrar, hospedar, moderar ou for responsável por site, chat ou fórum ou ambiente cibernético similar com o fim de armazenar, disponibilizar, compartilhar ou produzir material de violência sexual contra crianças ou adolescentes.

Novo agravante também é criado para aumentar a pena de 1/3 quando, em relação ao conteúdo, houver publicação ou compartilhamento em mais de uma plataforma digital, rede social, serviço de vídeo sob demanda ou aplicativo acessível ao público em geral.

Para aquele que vender ou expor à venda o material, a pena de reclusão de 4 a 8 anos ficará em 4 a 10 anos. O projeto prevê ainda a perda de bens e valores recebidos com a prática criminosa.

Os recursos convertidos em dinheiro serão destinados ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do estado em que for cometido o crime, ressalvado o direito de terceiro de boa-fé (quando alguém compra um bem que não sabia ter sido fruto de crime).

Ainda nesse crime, cria-se novo agravante, de aumento de 1/3 da pena caso a venda ou exposição à venda ocorra por meio de tecnologias da informação e comunicação, incluindo a internet e suas aplicações e redes sociais.

Simulação
No crime de simular a participação de criança ou adolescente em conteúdo de violência sexual, o texto aumenta a pena de reclusão de 1 a 3 anos para reclusão de 3 a 5 anos.

A caracterização do crime também é atualizada para incluir novos termos, como alteração e manipulação da mídia utilizada (foto, vídeo e outras formas de representação visual), especificando que será crime o uso de inteligência artificial ou de qualquer outro recurso tecnológico que altere imagem ou voz da vítima.

Aliciamento
Quanto ao crime de aliciar ou assediar criança a fim de praticar com ela ato libidinoso, o substitutivo aumenta a abrangência incluindo entre as vítimas os menores de 14 anos. Segundo o ECA, criança é aquela com até 12 anos incompletos, dessa forma o enquadramento nesse crime passa a englobar as vítimas com 12 e 13 anos antes de completar os 14. A pena de reclusão passa de 1 a 3 anos para 3 a 5 anos.

Um novo agravante é criado, prevendo aumento de 1/3 a 2/3 da pena quando, para cometer o crime, o agente:

  • fizer uso de inteligência artificial, software para alterar rostos (deepfake), filtros ou qualquer outro recurso tecnológico para modificar sua imagem ou voz e se passar por criança, adolescente ou outra pessoa a fim de induzir a vítima a se exibir de forma lasciva ou sexualmente explícita ou fornecer fotografia ou vídeos sexuais ou sensuais;
  • utilizar identidade ou perfil falso ou recursos de anonimato, ocultando sua verdadeira idade ou qualquer outra forma de ocultação digital;
  • utilizar aplicativos de mensagens instantâneas, salas de bate-papo, redes sociais, jogos online ou qualquer outro meio digital;
  • prometer à vítima qualquer tipo de vantagem; ou
  • valer-se de relação de confiança, autoridade, cuidado, proteção, vigilância, educação, convivência familiar ou profissional.

Situação de autoridade
Para o crime de produzir material com conteúdo de violência sexual contra criança ou adolescente, o projeto passa a pena de 4 a 8 anos para 4 a 10 anos de reclusão.

Na mesma pena será enquadrado aquele que financiar esse tipo de ação.

Quanto ao agravante já existente, relativo ao agente se valer de condição geralmente de proximidade ou autoridade sobre a vítima, o aumento de pena passa de 1/3 para 1/3 a 2/3.

Essas situações não mudam e o estatuto as define como:

  • estar no exercício de cargo ou função pública ou a pretexto de exercê-la;
  • prevalecer-se de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade;
  • prevalecer-se de relações de parentesco consanguíneo ou afim até o 3º grau, ou por adoção, se tutor, curador, preceptor, empregador da vítima ou de quem, a qualquer outro título, tenha autoridade sobre ela; ou
  • com o consentimento da vítima.

Endereço do computador
Para todos os crimes listados no estatuto, o projeto inclui um agravante de 1/3 a 2/3 da pena se o agente se utilizar de técnicas para ocultar o endereço exclusivo que identifica um dispositivo na internet (endereço IP).

Conhecido pelo termo em inglês spoofing, esse ocultamento ou falsificação do endereço dificulta a ação de agentes de segurança pública infiltrados que investigam a ação de criminosos ligados a redes de pedofilia e pornografia envolvendo crianças e adolescentes.

Entretanto, não será crime o uso legítimo de tecnologias de privacidade e segurança digital quando empregadas para fins lícitos, como a VPN ou servidor proxy, para proteção de dados pessoais ou comerciais, garantia da privacidade e segurança cibernética.

A VPN oculta o endereço IP do usuário e redireciona o tráfego para um servidor separado, aumentando a segurança on-line. Já o servidor proxy é um servidor intermediário pelo qual o tráfego de dados é direcionado, fazendo que outros usuários vejam apenas o endereço IP desse servidor e não o do usuário.

Extorsão
Quanto a um dos crimes propostos no texto original, de praticar extorsão pela ameaça de divulgar fotos íntimas com o fim de obter vantagem sexual, a relatora excluiu o novo tipo penal por considerar que a descrição poderia beneficiar a defesa de réus por estupro de vulnerável.

“Pela aplicação do princípio da especialidade, a descrição específica do meio empregado de extorsão poderia prevalecer sobre a tipificação do estupro de vulnerável, que tem pena maior”, argumentou a relatora.

O novo crime teria pena de reclusão de 6 a 10 anos e o estupro de vulnerável é punível com 8 a 15 anos de reclusão.

Ronda virtual
Novas regras incluídas no trecho do estatuto sobre infiltração de policiais na internet incluem a realização de “ronda virtual”, considerada lícita se utilizada estritamente para identificação e coleta de arquivos disponibilizados em ambientes digitais públicos e relacionados a crimes de violência sexual contra crianças ou adolescentes.

Por se tratar de coleta de arquivos disponibilizados em ambiente compartilhado e público, o substitutivo permite a realização da ronda virtual sem autorização judicial prévia.

A ordem judicial também será dispensada para a requisição, aos provedores de internet, de dados de conexão (terminal IP e dados do tempo de conexão) e de cadastro (nome e endereço de assinante, p. ex.) nos atos de flagrante, em situações identificadas durante a ronda virtual de risco à vida ou de risco à integridade física de crianças ou adolescentes.

No entanto, o órgão de persecução penal responsável pela ronda virtual deverá comunicar o fato ao juízo competente em até 48 horas para fins de controle judicial da legalidade do procedimento. Os dados obtidos com os provedores não poderão ser utilizados para outros fins diferentes daqueles que motivaram a investigação.

A ronda poderá ser feita em ambientes digitais públicos, mas também em redes ponto a ponto, que é um modelo descentralizado onde indivíduos interagem diretamente sem intermediários centrais, atuando tanto como clientes quanto como servidores.

Além disso, poderão ser fiscalizados fóruns, redes sociais ou outros ambientes cibernéticos correlatos, desde que acessíveis sem mecanismos especiais de ingresso, como autorização individual ou permissão prévia.

Ressarcimento ao SUS
O PL 3066/25 determina o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) de custos com tratamento da vítima por quem causar lesão corporal ou, violência física, sexual ou psicológica a criança ou adolescente.

Os recursos deverão ser depositados no Fundo de Saúde do ente federado responsável pelas unidades de saúde que prestarem os serviços.

O texto reforça o direito de criança, adolescente ou testemunha de violência sexual a atendimento psicológico e psicossocial individual, especializado, contínuo e integrado nos serviços do SUS (rede própria ou conveniada). O atendimento deverá ser em local que garanta privacidade e deve abranger os impactos emocionais, cognitivos e sociais decorrentes da exposição indevida da vítima.

Organização criminosa
Na lei sobre organização criminosa (Lei 12.850/13), o projeto considera agravante da pena de 3 a 8 anos de reclusão por constituir ou financiar esse tipo de organização caso ela seja voltada a cometer crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Prisão preventiva
Em relação ao Código de Processo Penal, o projeto inclui trecho para permitir a prisão preventiva se o agente for suspeito de cometer os crimes contra a dignidade sexual tipificados no ECA contra criança ou adolescente.

Crimes hediondos
Atualmente, a lei de crimes hediondos (Lei 8.072/90) considera assim dois crimes do ECA: agenciamento de criança ou adolescente para participar de cenas de pornografia ou transmissão por qualquer meio dessas cenas; e adquirir ou possuir essas cenas.

Com o substitutivo, são acrescentados os crimes relativos à exploração sexual desse grupo:

  • produção de conteúdo de violência sexual contra criança ou adolescente;
  • vender esse material;
  • transmitir ou trocar esse tipo de material;
  • possuir ou adquirir esse material;
  • aliciar menor de 14 anos com o fim de praticar ato libidinoso;
  • submeter criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual.

Efeitos da condenação
Todos esses crimes que serão considerados hediondos passam também a implicar efeitos imediatos para o condenado previstos no Código Penal:

  • proibição de exercer qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo entre o trânsito em julgado da condenação e o efetivo cumprimento da pena;
  • perda de cargo, função pública ou mandato eletivo se a pena for privativa de liberdade e por tempo superior a quatro anos; e
  • perda da capacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da curatela se condenado por crime doloso sujeito à pena de reclusão cometido contra pessoa igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente, tutelado ou curatelado.
Para a relatora, deputada Rogéria Santos, a proposta aprimora a legislação sobre enfrentamento e repressão à violência sexual e completa diversas lacunas legislativas que acabam gerando impunidade aos criminosos sexuais. “É imperativo que a legislação brasileira seja alterada para proteger crianças e adolescentes dos abusos sexuais cometidos no ambiente digital”, disse.

Segundo Rogéria Santos, o texto é um marco legislativo que coloca o Brasil entre os países mais avançados do mundo no combate à violência sexual contra a infância e adolescência no ambiente digital. “Que este Plenário, ao aprovar, transmita à sociedade brasileira a mensagem que a inocência das nossas crianças é causa que nos une acima de qualquer divergência”, afirmou.

O projeto trata de uma violência brutal cometida em escalada gigantesca e cada dia maior, segundo o autor da proposta, deputado Osmar Terra. “Esse projeto fecha portas que estavam abertas em relação a violência sexual contra criança na internet”, afirmou. Terra acredita que a legislação pode mudar o rumo do crescimento brutal da violência sexual nesses casos.

Para a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), as redes sociais não devem ser consideradas como “terra de ninguém” pois as imagens são falsas, mas as consequências são reais.

“Acompanhamos caso de meninas que famílias mudam de estado, mas mesmo assim não conseguem conviver no ambiente escolar. Sabemos que isso tem consequências de adoecimento mental e suicídios”, disse, ao citar caso de audiências da Comissão da Mulher em 2025, quando Xakriabá esteve à frente do colegiado.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) elogiou que houve, ao longo da análise da proposta, oito audiências públicas em que mais de 60 especialistas foram ouvidos para melhorar o texto. “Também no mundo digital tem muita baixeza. Todos nós, enquanto não vem uma regulação saudável e democrática, temos o dever de combater essas atrocidades e o projeto vai nessa direção”, disse.

Dados
Segundo a Safernet Brasil, organização não governamental dedicar à segurança digital, foram registradas mais de 49 mil denúncias anônimas de abuso e exploração sexual infantil entre janeiro e julho de 2025, aumento de 18,9% em relação ao mesmo período de 2024.

Em 2025, a Polícia Federal realizou 1.132 operações policiais contra crimes cibernéticos relacionados a abuso sexual de crianças e adolescentes. Isso equivale a 3 operações por dia, em média. Os casos envolvem produção, armazenamento e compartilhamento de material ilegal na internet com menores de idade. As operações de 2025 resultaram no resgate de 123 vítimas.

Denúncias de imagens de conteúdo de violência sexual infantil feitas com IA cresceram mais de 26.000% em 2025, de acordo com a Internet Watch Foundation (IWF), que analisa e reporta conteúdo de abuso infantil a partir de denúncias do público e análise manual. Foram identificadas 8 mil imagens e vídeos alterados. Um dos tipos de conteúdo mais relatados são ferramentas de “nudificação”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

De 10 a 12 de julho, Festa do Interior 2026 promete entrar para a história com grandes atrações e valorização da cultura de Casa Nova

A contagem regressiva já começou para um dos eventos mais aguardados do calendário cultural de Casa Nova. A 35ª edição da Festa do Interior, promovida pela Secretaria de Cultura, acontece entre os dias 10 e 12 de julho, no tradicional Pátio de Eventos, reunindo grandes nomes da música nacional. Além de valorizar as tradições culturais, a programação foi preparada para movimentar toda a região.

Entre as atrações já confirmadas estão nomes consagrados como Xand Avião, Amado Batista, Tayrone, Jonas Esticado, Taty Girl, Zezo, Thiago Aquino, Desejo de Menina, Toque Dez, Asas Livres, Silvânia e Berg, O Polêmico e Túlio Duarte. Além dos shows, a festa mantém viva a essência cultural do município com apresentações juninas, concurso Rainha do Interior, barracas das comunidades e valorização dos artistas locais.

Mais do que entretenimento, a Festa do Interior representa geração de renda, fortalecimento do turismo e celebração da identidade do povo casanovense. A expectativa da gestão municipal é superar o público das edições anteriores, consolidando o evento como uma das maiores festas populares da região Norte da Bahia. “A Festa do Interior é mais do que um evento, é a expressão da nossa cultura, da nossa gente e da nossa alegria”, destacou o prefeito Anisio Viana durante o lançamento oficial da programação.

Ascom PMCN

Museu de Fauna da Caatinga promove programação especial durante a 24ª Semana Nacional de Museus

Ciência, biodiversidade e educação ambiental vão se encontrar em uma programação especial preparada pelo Museu de Fauna da Caatinga (MFC), equipamento do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), vinculado à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), durante a 24ª Semana Nacional de Museus. Desde esta segunda-feira (18) até 24 de maio, estudantes e comunidade terão a oportunidade de mergulhar no universo da fauna da Caatinga por meio de oficinas educativas, visitas mediadas e atividades interativas. Neste ano, o evento traz como tema “Museus unindo um mundo dividido”.

Com oficinas educativas, visitas mediadas e ações de portas abertas, a programação irá contemplar estudantes da Escola de Referência em Ensino Fundamental e Médio Edson Nolasco, localizada na Vila C1 do Projeto Senador Nilo Coelho, além da comunidade dos núcleos irrigados adjacentes. As atividades começaram no dia 18 de maio, às 7h, com a oficina educativa “Aves da Caatinga”, voltada para estudantes do 6º e 8º ano do Ensino Fundamental II. Já no dia 20 de maio, a programação segue com oficinas sobre “Serpentes da Caatinga” e “Morcegos da Caatinga”, direcionadas a estudantes do Ensino Médio.

No dia 22 de maio, os alunos participarão de novas oficinas educativas abordando a importância ecológica das serpentes e morcegos da Caatinga, além de uma visita mediada ao Museu de Fauna da Caatinga com oficina sobre aves da Caatinga. Encerrando a programação, no dia 23 de maio, o Museu realizará a ação “Museu de Portas Abertas”, das 9h às 14h, convidando moradores da Vila C1 e comunidades vizinhas para conhecerem o espaço e ampliarem seus conhecimentos sobre a fauna do bioma Caatinga.

A iniciativa busca fortalecer o papel dos museus como espaços de educação, inclusão e construção coletiva do conhecimento, aproximando o público da ciência e despertando o interesse pela conservação da biodiversidade regional.

DINC realiza reunião de posse dos novos conselheiros de Administração e Fiscal

O Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC) realizou, nesta terça-feira (18), a reunião de posse dos conselheiros eleitos para os Conselhos de Administração e Fiscal, cujo pleito ocorreu no dia 27 de abril. O encontro foi realizado na sede da instituição e marcou o início da nova gestão, com a nomeação da nova diretoria de cada conselho.

Durante a reunião, os conselheiros empossados assumiram oficialmente suas funções com o compromisso de contribuir para a governança, a transparência e o fortalecimento institucional do DINC, que desempenha papel estratégico no desenvolvimento agrícola do Projeto Senador Nilo Coelho.

A nova composição da gestão ficou definida da seguinte forma:

Conselho de Administração

A nova composição ficou definida da seguinte forma:

Presidente – Bruno Coelho

Vice-Presidente – Luis Antonio

Secretário – Henrique Aires

Conselho Fiscal

Presidente – Walter Rocha

Secretário – Vinicius Souza

O gerente executivo do DINC, Paulo Sales, destacou a relevância da atuação dos conselhos para o bom funcionamento da entidade:

“A atuação dos conselheiros é fundamental para garantir que as decisões do Distrito sejam sempre conduzidas com foco no interesse coletivo, na responsabilidade e na eficiência da gestão da água e dos recursos. Desejamos uma gestão produtiva, comprometida e alinhada aos desafios e oportunidades do nosso setor”, afirmou Paulo.

A posse representa mais um passo na consolidação de uma gestão participativa e comprometida com os usuários do Distrito, reforçando a missão do DINC de promover o desenvolvimento sustentável da fruticultura irrigada no semiárido.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

© Lyon Santos/ MDS

A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (19) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,08 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos de idade e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira (18), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades no Amazonas (3), Pará (1), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (3), Roraima (6) e Sergipe (6).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Em maio, 159.248 novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.


Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026
Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026

Arte EBC

 

Fonte: Agência Brasil

Em Brasília, Raquel mostra força e comanda, ao lado de Kassab, encontro de prefeitos, parlamentares e lideranças do PSD

Em noite de encontro prestigiado, em Brasília, a governadora e presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), Raquel Lyra, junto ao presidente nacional Gilberto Kassab, reuniu diversos prefeitos, parlamentares e lideranças de todas as regiões pernambucanas. Raquel destacou que o partido está firme e com propósito trabalhando a favor do povo pernambucano, com entregas que estão transformando o estado como requalificações em estradas, novos policiais, reformas de hospitais e tantas outras iniciativas.

“Os prefeitos e deputados sabem que aqui tem um grupo, um time trabalhando em favor deles. Fazemos política com jogo de soma porque assim multiplicamos. Todos têm convicção do que fizemos até agora e esperança no que vamos fazer daqui para frente. Reafirmamos nosso compromisso em trabalhar pelo nosso Estado e agradecer a Kassab, meu presidente do partido, do qual tenho honra em fazer parte”, destacou Raquel.

O presidente da sigla, Kassab, ressaltou que todos estão reunidos pelo mesmo propósito de trabalhar por Pernambuco. “Esse ambiente é um ambiente de vitória, eu vejo o sentimento de pertencimento em todos que estão aqui. É um projeto sério, que todos estão integrados, graças ao trabalho e ao esforço de Raquel, que vamos reconduzir como governadora”, frisou.

O encontro aconteceu no momento em que muitos prefeitos estão reunidos na capital federal para a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que é realizada até a quinta-feira (21). O senador Fernando Dueire registrou a relação importante entre os prefeitos e gestores estaduais para o fortalecimento do projeto político pernambucano. “Renovamos nosso compromisso com vocês. Nós que somos municipalistas, não temos só a narrativa e a retórica, temos atitude e gestos que demonstram”, afirmou.

O deputado federal Túlio Gadêlha registrou a força que vem transformando o Estado. “Nosso time está entregando obras e mudando a vida das pessoas com políticas públicas, baseadas na ciência. Não tenho dúvida que esse partido vai crescer ainda mais”, destacou. Por sua vez, o deputado federal Júnior Uchoa disse que “vamos trabalhar para Raquel continuar desenvolvendo Pernambuco, é o que eu digo todos os dias aos nossos prefeitos”.

Estiveram presentes também os deputados estaduais Joãozinho Tenório, Jarbas Filho e Edson Vieira, o ex-governador João Lyra Neto e o vice-presidente estadual do PSD, André Teixeira Filho, além de diversos prefeitos.

Fotos: Divulgação

Vagas de emprego anunciadas para o dia 19/05, na Casa do Trabalhador e nas unidades da Agência do Trabalho em todo o estado de Pernambuco.

A Casa do Trabalhador e Agência de Trabalho de Pernambuco divulga as vagas de emprego para esta terça-feira (19/05), para Petrolina e demais cidades do estado.

As vagas contemplam diferentes áreas de atuação e exigem níveis variados de escolaridade, ampliando as chances para quem busca inserção ou recolocação no mercado de trabalho.

Os interessados devem procurar a unidade da Agência de Trabalho de cada município, munidos de documentos pessoais, currículo atualizado e carteira de trabalho. O atendimento ocorre de forma presencial, em horário comercial.

Clique aqui e confira a lista completa de vagas de emprego.

Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão
Petrolina. Contato: (87) 3866 – 6540 e (87) 9 9180-4065

Kalshi atinge US$ 22 bi sob contestação de reguladores do mercado preditivo

Luana Lopes Lara, co-fundadora da Kalshi  • Reprodução: Instagram

Se o mercado de preditivos fosse tão forte em 2002 quanto é em 2026, as mesmas previsões que ajudaram o Oakland Athletic’s a conquistar a liga norte-americana de beisebol poderiam ter elevado a Kalshi — hoje avaliada em US$ 22 bilhões — a um patamar ainda maior, já que 85% do volume negociado na plataforma vem de previsões esportivas.

Naquela temporada, o time da MLB (Major League Baseball) fez história ao emendar 20 vitórias consecutivas, a maior sequência já registrada em uma temporada da liga.

O feito foi alcançado com um orçamento bem mais apertado do que o de seus rivais: em vez de disputar contratações milionárias, o Oakland recorreu à análise estatística para identificar e recrutar jogadores subvalorizados, transformando dados em vantagem competitiva.

A Kalshi ainda não estava nos planos de Luana Lopes Lara, de 29 anos, cofundadora da startup, mas a lógica por trás do Athletic’s de 2002 — transformar probabilidades em vantagem competitiva — é, coincidentemente, a mesma da empresa que, em 2026, detém mais de 50% da fatia do mercado de preditivos, segundo pesquisa da Dune Analytics em parceria com a Keyrock.

Embora seja um fenômeno nos Estados Unidos, a empresa se vê hoje no centro de discussões sobre suas atividades, ainda que o mercado de previsões seja tão antigo quanto o próprio Oakland A’s.

Mesmo amparada pela CFTC (Commodity Futures Trading Commission), que a classifica como uma bolsa de contratos de eventos, parte do mercado a enxerga como mais um aplicativo de apostas esportivas, ou bet, contestando a legitimidade de suas operações.

Kalshi: é bet ou não?

Os mercados preditivos, ou de previsões, funcionam como bolsas de negociação em que os contratos são baseados em eventos futuros — como eleições, decisões de juros, cultura pop, ciência e esportes (o principal deles). Já as bets operam em um modelo diferente: se o palpite acerta, o apostador recebe um prêmio fixo.

Durante as eleições americanas de 2024, disputadas entre o atual presidente Donald Trump e Kamala Harris, essas plataformas ofereciam contratos divididos em dois papéis binários: “SIM” e “NÃO”.

Os preços variavam entre US$ 0,01 e US$ 0,99, refletindo a probabilidade de vitória de cada candidato — sendo US$ 1 equivalente a um cenário de 100% de chance de o evento ocorrer.

Cada investidor comprava o papel correspondente ao cenário em que acreditava e, diferentemente de uma aposta tradicional, podia revender esse contrato a qualquer momento, evitando ficar preso ao prejuízo.

Foi nesse segmento que a empresa de Lara e Tarek Mansour, cofundador, nasceu e passou a crescer. Fundada em 2018, a Kalshi passou seus primeiros anos lutando para obter autorização da CFTC, o órgão regulador americano, para operar como uma bolsa de derivativos de eventos nos Estados Unidos.

A autorização veio em 2020, tornando a Kalshi a primeira empresa autorizada a atuar nesse segmento. O que diferencia o negócio de plataformas puramente especulativas e recreativas é justamente o modelo operacional regulamentado — algo que não acontece com sua principal concorrente, a Polymarket.

Outra diferença entre as duas maiores empresas de previsão é que as negociações individuais são públicas na Polymarket: como a plataforma opera inteiramente on-chain na blockchain Polygon, qualquer pessoa pode ver o valor das negociações de usuários individuais, o momento em que foram realizadas e quanto cada carteira lucrou no final.

Além disso, ao contrário da Kalshi, a Polymarket permite negociações em criptomoedas e o cadastro é pseudônimo — não exige documento ou KYC, embora todas as operações fiquem permanentemente vinculadas ao endereço público da carteira, o que significa que a plataforma é altamente transparente, e não anônima no sentido estrito.

Também por conta da regulamentação, a Kalshi não pode lucrar diretamente com as perdas dos investidores. Ela opera como uma “exchange peer-to-peer”, modelo em que os próprios usuários negociam entre si, sem que a plataforma atue como contraparte.

Assim como ocorre nas bolsas de valores tradicionais, seu lucro vem da cobrança de taxas sobre as transações, calculadas com base nos ganhos esperados de cada contrato, funcionando como uma espécie de taxa de corretagem já prevista em regulamento — a Kalshi recebe sua taxa independentemente de qual lado vence.

Desde a regulamentação, o “boom” da Kalshi e de suas concorrentes elevou o volume mensal movimentado pelo setor de US$ 100 milhões para US$ 13 bilhões em dezembro de 2025 — um crescimento de 130 vezes.

Os dados, verificados pela Dune Analytics e pela Keyrock, posicionam o mercado preditivo como um dos setores financeiros que mais crescem no mundo. A mesma pesquisa mostra que mais de 43 milhões de transações foram realizadas até novembro do ano passado, um volume 180 vezes maior do que dois anos antes.

A Kalshi também foi a única empresa a conquistar autorização para operar contratos envolvendo eleições, em 2024 — algo que permanecia proibido nos Estados Unidos havia 100 anos.

Durante a disputa presidencial, a plataforma movimentou cerca de US$ 535 milhões (R$ 2,6 bilhões). Mais da metade desse valor foi aplicada em contratos que apontavam Donald Trump como vencedor — cenário que de fato se concretizou.

Federal Reserve, um dos principais usuários

Na prática, a reunião de diferentes opiniões dentro da plataforma se converte em previsões mais assertivas. Tanto que, nos Estados Unidos, o próprio banco central americano, o Fed (Federal Reserve), utiliza pesquisas da Kalshi como termômetro para decisões econômicas.

Um estudo publicado pelo Fed explicou o motivo. Segundo o artigo, desde que entrou em operação em 2021, as previsões da Kalshi demonstraram precisão significativamente maior do que projeções tradicionais de analistas.

A empresa acertou com exatidão a taxa efetiva do Fed no dia de cada reunião desde 2022 — feito que nem pesquisas convencionais nem mercados futuros tradicionais conseguiram alcançar.

O estudo aponta que isso acontece porque mercados de derivativos oferecem insights únicos e em tempo real: seus investidores reagem imediatamente a notícias e à divulgação de indicadores econômicos, enquanto pesquisas e modelos tradicionais costumam fornecer apenas estimativas pontuais e atualizadas com pouca frequência.

Além disso, o fato de a Kalshi ser acessível a investidores fora das instituições financeiras cria uma perspectiva diferente daquela observada em mercados mais nichados, oferecendo uma visão complementar sobre como as expectativas econômicas são formadas.

Parcerias como motor de expansão

O Fed não é o único a utilizar dados da Kalshi como base para análises e debates. Outro motor importante para a expansão da empresa são as parcerias estratégicas firmadas pela plataforma.

A parceria com a corretora Robinhood colocou a Kalshi no centro do que hoje representa a maior parte do seu negócio: o segmento esportivo, que movimenta não apenas grande volume financeiro, mas também alta frequência de negociações — algo que eleições, por exemplo, não oferecem.

Com o acordo, até estados americanos que não permitem apostas esportivas tiveram de abrir espaço para a empresa, já regulamentada pela CFTC, possibilitando que clientes da Robinhood negociassem contratos da Kalshi diretamente de suas contas.

Depois vieram Sequoia Capital e Paradigm que, após investimentos milionários, transformaram a Kalshi em uma empresa “unicórnio”, avaliada em US$ 2 bilhões. Mais recentemente, uma nova rodada de investimentos elevou o valuation da startup para US$ 22 bilhões, consolidando-a como a empresa mais relevante do mercado global de preditivos.

As pedras nos sapatos do mercado de previsões

Mesmo sendo a primeira bolsa de derivativos de eventos regulada em nível federal nos EUA, a Kalshi não está livre de obstáculos. Recentemente, estados como Nevada e Nova Jersey tentaram classificar suas operações como jogos de azar.

Segundo Nevada, a Kalshi não possuía licença estadual para esse tipo de atividade e permitia que menores de 21 anos — idade legal para jogos nos Estados Unidos — negociassem contratos de eventos futuros. A decisão favoreceu o estado em março deste ano e foi prorrogada em abril.

Já Nova Jersey enviou uma notificação extrajudicial à empresa, alegando que a inclusão de contratos esportivos na plataforma violava leis estaduais que proíbem apostas em esportes universitários.

A Kalshi processou o estado, argumentando que seus contratos se enquadram como “swaps”, um tipo de derivativo financeiro que, segundo a Commodity Exchange Act, só pode ser regulamentado pela CFTC — o mesmo órgão que concedeu à empresa a licença para operar como mercado designado de contratos (DCM).

Após decisão favorável à Kalshi em primeira instância, Nova Jersey recorreu. Ainda assim, a maioria dos juízes do painel do 3º Circuito concluiu que a Commodity Exchange Act provavelmente prevalece sobre a legislação estadual.

Fora dos Estados Unidos, em 24 de abril de 2026, o Banco Central brasileiro proibiu as operações da empresa e de qualquer mercado de previsões, ao considerar que seus contratos configuram apostas não esportivas — prática ilegal segundo a Lei das Bets.

Para se ter ideia: a Kalshi mantém contratos esportivos, mas também oferece papéis envolvendo acontecimentos como a estreia da 22ª temporada do reality show The Bachelor ou a possibilidade de Donald Trump visitar a China até abril.

Na prática, a resolução publicada em abril impede que plataformas ofereçam apostas relacionadas a eleições, jogos, reality shows e outros acontecimentos sem natureza econômica, a critério da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Ainda assim, o plano da Kalshi de operar no Brasil não foi totalmente por água abaixo. Mais uma vez, a empresa apostou em uma estratégia de expansão via parceria — desta vez com a corretora XP.

Com isso, mesmo após o bloqueio, clientes da XP continuam podendo aplicar em contratos econômicos da Kalshi por meio de contas internacionais.

Apesar das disputas regulatórias, a Kalshi segue respaldada pela legislação federal americana, o que protege seus interesses e viabiliza sua expansão dentro do mercado.

No entanto, as próprias autoridades responsáveis por supervisionar o setor também vêm enfrentando críticas por se mostrarem cada vez mais flexíveis em relação às regras. Junto ao boom dos mercados preditivos, a agência reguladora federal encolheu ao menor tamanho dos últimos 15 anos.

Segundo os dados mais recentes divulgados pela CFTC, o quadro de funcionários caiu 24% desde que Donald Trump retornou ao poder, levantando preocupações sobre a capacidade da agência de combater o insider trading (negociações com informações privilegiadas) e proteger os consumidores.

A empresa, por sua vez, se posiciona publicamente contra o insider trading e, como forma de proteção, evita negociar contratos considerados sensíveis — como captura ou morte de líderes políticos, invasões militares e guerras —, além de suspender usuários suspeitos de operar com informação privilegiada.

Como o Oakland Athletics de 2002, as probabilidades posicionam a Kalshi cada vez mais no topo da competição entre os mercados. Mas nada disso a tira de um campo minado formado entre a força da regulamentação e a opinião popular sobre os seus negócios.

Fonte: PRF

Casa Nova vai às ruas em mobilização contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes

As ruas de Casa Nova ganharam voz e cor nesta segunda-feira (18) durante a caminhada de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, realizada dentro da campanha Faça Bonito. A mobilização, promovida pela Prefeitura de Casa Nova, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, reforçou a importância da proteção da infância e do enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, levando informação e conscientização para toda a população.

Com cartazes, faixas e mensagens educativas ligadas à campanha Faça Bonito, os participantes reforçaram a importância da denúncia e da atuação coletiva no combate a esse tipo de violência. A caminhada reuniu representantes da rede de proteção da criança e do adolescente, escolas, conselhos, Ministério Público, representantes da câmara legislativa, profissionais da assistência social, além de mães, pais, responsáveis e membros da comunidade, em um ato de conscientização e defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes.

A campanha Faça Bonito é uma mobilização nacional que chama a atenção da sociedade para o enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, incentivando a denúncia e fortalecendo a rede de proteção. Em Casa Nova, a ação reafirma o compromisso da gestão municipal e da Secretaria de Desenvolvimento Social com iniciativas de prevenção, cuidado e garantia de direitos.

Ascom PMCN