Enem terá inscrição automática para alunos do 3º ano da rede pública

© Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta segunda-feira (8) que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A Portaria nº 422/2026, publicada hoje, prevê a inclusão do exame Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), visando aumentar a participação dos estudantes para uso do Enem no Saeb. 

Inscrição automática

De acordo com o MEC, a inscrição automática já passa a valer para edição 2026 do Enem. O estudantes concluintes, do 3º ano, serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino. 

O aluno terá apenas que confirmar a participação no exame e escolher a prova de língua estrangeira que deseja fazer, além de solicitar recursos de acessibilidade se necessários. 

Mais locais de prova

Com a novidade, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, irá aumentar o número de locais de aplicação das provas do Enem em cerca de 10 mil escolas. Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avalição da educação básica. 

 

Fonte: Agência Brasil

Ancelotti convoca seleção para a Copa do Mundo

REUTERS/Ricardo Moraes/Proibida reprodução

O técnico italiano Carlo Ancelotti anunciou, no final da tarde desta segunda-feira (18) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a relação de 26 convocados para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo. E a grande novidade foi a presença do nome do atacante Neymar. Aos 34 anos de idade, o camisa 10 do Santos disputará o quarto Mundial de sua carreira (depois de 2014, 2018 e 2022).Convocados

Goleiros: Alisson (Liverpool), Weverton (Grêmio) e Ederson (Fenerbahçe).

Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma).

Meio-campistas: Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo).

Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Rayan (Bournemouth), Vinicius Júnior (Real Madrid) e Raphinha (Barcelona).

Surpresas

A maior surpresa da convocação foi a presença do goleiro Weverton, que marcou época pelo Palmeiras, mas que atualmente defende o Grêmio. Ele desbancou na disputa nomes como Bento (Al-Nassr) e Hugo Souza (Corinthians).

Uma ausência sentida foi a do centroavante João Pedro. O atacante formado no Fluminense, mas que atualmente defende o Chelsea (Inglaterra), não conseguiu aproveitar as oportunidades dadas por Ancelotti a ele.

Neymar

Neymar defendeu a seleção brasileira pela última vez no dia 17 de outubro de 2023. Naquela oportunidade, o Brasil, que era comandado pelo técnico Fernando Diniz, foi derrotado por 2 a 0 pelo Uruguai, em Montevidéu, em partida válida pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. A lembrança deste jogo é de amarga lembrança para o atacante, que deixou o gramado ainda no primeiro tempo por causa de uma lesão.

Desta forma, a convocação desta segunda-feira é a primeira do camisa 10 do Santos para a seleção brasileira sob o comando do italiano Carlo Ancelotti.

Jogos preparatórios

Antes do início da Copa de 2026 o Brasil fará duas partidas preparatórias. A primeira servirá como despedida da torcida brasileira antes da disputa do Mundial. A seleção enfrentará o Panamá no dia 31 de maio no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, a partir das 18h30 (horário de Brasília).

Depois, no dia 6 de junho, uma semana antes da estreia do Brasil no Mundial, a seleção enfrenta o Egito em seu último amistoso. A partida será disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland.

Brasil na Copa

O Brasil está no Grupo C do Mundial de 2026. A estreia será contra Marrocos, no dia 13 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h. Na segunda rodada, a seleção brasileira encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 21h30. Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h.

Fonte: Agência Brasil

Prefeito Simão anuncia construção de 15 UBS, maior pacote de obras do Nordeste

A saúde pública de Petrolina vive um novo momento de expansão e transformação. Em mais um anúncio histórico para o município, o prefeito Simão Durando confirmou a construção de 15 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em bairros e comunidades da sede e da zona rural, consolidando o maior pacote de obras já realizado na atenção básica da cidade.

Apenas Petrolina, em todo o Nordeste, está com 15 unidades em fase de implantação ou contratação de obras. Dessas, sete já estão sendo erguidas nos bairros e comunidades do Km 25, N7, N4, N10, Nova Descoberta, Portal da Cidade e João de Deus. Juntas, as obras somam mais de R$ 17 milhões em investimentos e irão ampliar o acesso da população a consultas, acompanhamento médico, atendimento odontológico, vacinação e serviços essenciais de saúde. Entre os destaques, estão a UBS do João de Deus, com investimento superior a R$ 3,6 milhões, e a unidade do N10, que será Porte III, com estrutura ampliada para atender ainda mais famílias.

Além das obras em andamento, o prefeito anunciou que irá licitar mais oito novas UBS. As futuras unidades serão construídas nos bairros São Gonçalo, Fernando Idalino, Jardim Maravilha, Pedro Raimundo e Tapera, além das comunidades dos núcleos N1, N3 e N11. Todas terão estrutura Porte II, garantindo duas Equipes de Saúde da Família por unidade, com médicos, enfermeiros, técnicos, dentistas, auxiliares de saúde bucal e agentes comunitários atuando diretamente nas comunidades.

Segundo o prefeito Simão Durando, apenas Petrolina está com 15 unidades de saúde em implantação ao mesmo tempo no Brasil. Para o gestor, isso demonstra a prioridade que vem sendo dada à saúde básica nos bairros e na zona rural do município sertanejo.

“Estamos realizando o maior investimento da história da saúde básica de Petrolina. São 15 UBS entre obras em andamento e novas unidades que iremos licitar, levando atendimento para perto das pessoas, fortalecendo a prevenção e garantindo mais estrutura para cuidar da nossa população. Não existe isso em lugar nenhum do Brasil. Esse avanço também é fruto da união de um grupo que trabalha junto pela cidade, com o apoio de Fernando Filho, Antonio Coelho e Miguel Coelho, buscando investimentos e ações que melhoram a vida do nosso povo”, afirmou o prefeito.

Semana de Enfermagem no Hospital Dom Malan discute técnica, ética e política no cuidar

O Hospital Dom Malan (HDM) Ismep,  pertencente à rede estadual de saúde em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, abriu nesta segunda-feira (18), a Semana de Enfermagem, com o tema ‘Técnica, ética e política no cuidar: o protagonismo da enfermagem no Hospital Dom Malan’. “Ética é aquilo que o profissional de enfermagem faz quando ninguém está olhando. Quando a gente fala de técnica, a gente trabalha com conhecimento científico. Todo o nosso cuidado é pautado no conhecimento científico. A enfermagem faz ciência. E, além do mais, a enfermagem está entre os profissionais de saúde no Brasil que mais produzem ciência. Então a gente traz essa parte técnica e embasada na ciência, em conhecimento científico. E quando a gente fala na política de cuidar a enfermagem, que traz história política também,” destacou a Gerente da Qualidade Assistencial do Hospital Dom Malan, Djenane Cristovam.

A programação de semana segue até a próxima quinta-feira (21), com minicursos, palestras, destacando o dia mundial do aleitamento materno que é celebrado nesta terça-feira (19),  e uma mesa redonda que vai discutir os dilemas éticos e excelência técnica na assistência ao parto de alto risco e neonatologia, para os profissionais dos turnos diurno e noturno da unidade de saúde que é referência  o atendimento materno infantil do SUS, atendendo as populações de mais de 53 municípios da região.

Toda a programação ressalta a importância da enfermagem para a saúde. “Recentemente, na pandemia da Covid-19,  a gente trouxe a visibilidade da enfermagem e ficamos mais fortes, para falar e reivindicar sobre o nosso piso salarial,  ter condições próprias, dignas de atuar com sabedoria e, além de tudo, atuar com o embasamento técnico e de condições de trabalho. A enfermagem, ela luta, ela busca também pelas condições de trabalho,” finalizou Djenane.

Assessoria de Comunicação do HDM Ismep

Caixa começa a pagar Bolsa Família de maio

© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de maio do Bolsa Família. Recebem nesta segunda-feira (18) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo, cerca de 19,1 milhões de famílias receberão o benefício neste mês.

Os beneficiários de nove estados receberão o crédito nesta segunda, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficia localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe.

O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Além do benefício integral, cerca de 2 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
 


Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026
Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026

Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026 – Arte EBC

 

Fonte: Agência Brasil

Coren-PE leva programação do Mês da Enfermagem a Petrolina, Serra Talhada e Afogados da Ingazeira

Dando continuidade às atividades do Mês da Enfermagem, o Conselho Regional de Pernambuco (Coren-PE) leva, nesta semana, palestras e rodas de conversa ao Sertão do estado. Com o tema central “Técnica, Ética e Política, Pilares Inegociáveis do Cuidado de Enfermagem”, a programação segue em um circuito por Petrolina (18), Serra Talhada (20), Afogados da Ingazeira (22).

Serão abordados os seguintes temas: Cuidar com dignidade: condições de trabalho e valorização de quem cuida; Inovações Tecnológicas e IA para Enfermagem; Painel Dialógico – Técnica, Ética e Política: Pilares inegociáveis do cuidado de Enfermagem. As palestras e as rodas de conversa serão mediadas por representantes do Coren-PE, especialistas e profissionais atuantes na área de saúde mental, direitos humanos e ética profissional.

As atividades estão passando por todas as regiões do estado, reforçando um dos compromissos centrais da atual gestão do Coren-PE: a descentralização das ações e o acesso igualitário à educação continuada em enfermagem. Em todas as cidades, os temas debatidos são os mesmos, reforçando a importância de uma pauta unificada em torno da importância da ética e política na profissão.

O Coren-PE reforça o convite para que profissionais e estudantes participem das atividades em sua região. A programação completa e os detalhes sobre cada encontro serão divulgados nas redes sociais e no site oficial do Conselho, no www.coren-pe.gov.br.

Manutenção emergencial suspende abastecimento em Afrânio e Dormentes

A Compesa informou que a Estação Elevatória Afrânio/Dormentes, responsável pelo sistema de bombeamento de água, está fora de operação desde a madrugada desta segunda-feira (18) devido à realização de uma manutenção emergencial.

Com a intervenção, o abastecimento de água foi temporariamente suspenso nos municípios de Afrânio e Dormentes.

Segundo a Compesa, a previsão é que os serviços sejam concluídos ainda hoje. Após a reativação do sistema, o fornecimento de água será retomado de forma gradativa para a população das duas cidades.

Iniciativas tentam facilitar acesso e permanência de mães na ciência

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Há mais de 20 anos, o Brasil forma mais doutoras do que doutores e ainda assim as mulheres continuam sendo minoria entre os professores de graduação e pós-graduação. Além disso, elas recebem apenas um terço das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica. 

O chamado “efeito tesoura”, que nomeia esse corte progressivo das mulheres conforme a carreira avança, é um fenômeno bastante conhecido, mas o impacto ainda maior sobre as mães só começou a ser debatido há poucos anos, de acordo com a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fernanda Staniscuaski. 

Fernanda já era docente e pesquisadora quando decidiu se tornar mãe e precisou pisar no freio em plena ascensão profissional. Mas o que seria uma desaceleração momentânea acabou se prolongando por mais tempo do que ela esperava e depois se revelou a entrada para um ciclo difícil de romper. 

“Quanto menos a mulher produz, menos ela vai ter oportunidade para ganhar financiamento, para conseguir bolsas para orientandos e obviamente isso vai fazer com que ela produza menos ainda. Existe essa pausa por causa da maternidade e ela tem que ser reconhecida. Mas a gente precisa das condições de retorno.”


Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Fernanda Staniscuaski. Foto: Gustavo Diehl/UFRGS
Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Fernanda Staniscuaski. Foto: Gustavo Diehl/UFRGS

Fernanda Staniscuaski fundou, em 2016, o movimento Parents in Science para debater a parentalidade entre pesquisadores Foto: Gustavo Diehl/UFRGS

Ao dividir suas angústias com amigas que também são cientistas e mães, ela se deu conta de que vivia uma realidade comum. Então fundou, em 2016, ao lado de outras seis mães e um pai, o movimento Parents in Science para debater a parentalidade entre pesquisadores. Este ano, a iniciativa completa uma década com mais de 90 cientistas associados, a maioria mulheres. 

Uma das principais frentes do Parents in Science tenta preencher uma lacuna de dados sobre esse universo, já que o Brasil não tem uma contagem oficial sobre o número de pesquisadores e docentes que têm filhos, o que impede que o impacto na carreira seja devidamente medido. 

Mas os números que comprovam o “efeito tesoura” já são um indicativo de como o cuidado com os filhos onera de maneira diferente homens e mulheres. Fernanda destaca que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, os padrões desiguais da sociedade também são reproduzidos entre acadêmicos. 

“As mães carregam o ônus do cuidado. Existe uma mudança cultural em andamento, com uma participação maior dos pais, mas a gente está longe de ser uma sociedade onde o cuidado é totalmente dividido, não só entre mães e pais, mas como algo coletivo”, complementa a fundadora do Parents in Science. 

Números

O documento mais recente publicado pelo grupo traz uma análise sobre a entrada e permanência na docência de pós-graduação. Para dar aulas nesses cursos, os pesquisadores precisam passar por um processo de credenciamento que avalia questões como a produtividade, refletida em artigos publicados, participações em congressos, orientações de estudantes etc. 

Esse currículo é reavaliado periodicamente e o docente pode ser recredenciado ou deixar o programa. O levantamento com dados de cerca de mil docentes revela algumas diferenças significativas entre pais e mães, especialmente nos casos de descredenciamento. 

Entre os pais, 43,7% deixaram o programa onde atuavam por iniciativa própria, enquanto 37,5% foram descredenciados por perda de produtividade. Já entre as mães, a ordem se inverte: apenas 24,6% saíram a pedido, enquanto 66,1% foram descredenciadas por não apresentarem mais a produção mínima exigida. 

O levantamento também aponta maior dificuldade das mães para se reinserir no sistema depois do descredenciamento. Considerando apenas as pessoas que saíram por perda de produtividade, 38% das mães não conseguiram retornar, contra 25% dos pais. Já entre os docentes que saíram a pedido, 25% das mães não retornaram, o que aconteceu com apenas 7,1% dos pais. 

“Existe uma questão de gênero que é bem clara, mas há também uma influência muito grande de raça. As mulheres pretas, pardas e indígenas continuam sendo o grupo mais sub-representado. Então, a gente precisa cruzar as diferentes barreiras que existem, como a questão das mães de filhos com deficiência, que também ocupam menos espaços”, destaca Fernanda. 

Acesso e permanência


Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Cris Derner. Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Cris Derner. Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal

A assistente social Cristiane Derne enfrentou dificuldades na graduação Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal

Os percalços não aparecem apenas em pontos avançados da carreira acadêmica. A assistente social Cristiane Derne, que atualmente faz mestrado em Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio), já era mãe quando entrou na graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

“Eu morava em Magé, na Baixada Fluminense, e tinha que ir pro Rio todo dia depois do trabalho. Chegava em casa meia-noite e muitas vezes eu pensei: ‘esse não é um lugar para mim’. Tem a cobrança de horas complementares, estágio, projeto de extensão… às vezes o filho adoece e a gente precisa faltar, às vezes não tem com quem deixar. Eu me deparei com muitas meninas que acabaram desistindo”, ela lembra. 

A UFRJ concede um auxílio-educação de R$ 385 para as mães estudantes, mas apenas até que a criança complete seis anos, o que não contemplava Cristiane. Quem mais ajudou a assistente social a seguir com seus objetivos foi o coletivo de mães da UFRJ, tanto dividindo informações sobre direitos e benefícios, quanto oferecendo acolhimento emocional. 

Essa experiência acabou se tornando objeto de estudo para Cristiane. “No trabalho de conclusão de curso, eu fiz um levantamento das políticas que a UFRJ oferecia e como a presença ou a ausência delas impactava as mulheres do coletivo. Agora no mestrado eu estou estudando esses coletivos em nível nacional”, ela explica. 

Atlas 

Uma iniciativa semelhante foi feita pelo Núcleo Virtual de Pesquisa em Gênero e Maternidade, que publicou na semana passada o Atlas da Permanência Materna, com um compilado das políticas de permanência oferecidas pelas universidades federais. O levantamento identificou que a principal medida existente é a assistência financeira, concedida por 63 das 69 instituições, com valor médio de cerca de R$ 370 por mês. 

O Atlas mostrou ainda que a oferta de benefícios cai drasticamente na pós-graduação e apenas 13 instituições estendem o auxílio às alunas de mestrado e doutorado. Além disso, apenas oito universidades têm cuidotecas, espaços onde as crianças podem ficar enquanto as mães estudam. Em março deste ano, o Ministério da Educação lançou um edital no valor de R$ 20 milhões para a implantação de cuidotecas em outras unidades. 

“Na prática, a insuficiência financeira devolve o ônus logístico do cuidado para a esfera privada, culminando em um esgotamento físico e mental que frequentemente empurra a estudante para a evasão antes da consolidação do seu rito de passagem para a vida intelectual”, criticam as autoras do Atlas, Kamila Abreu e Ivana Moura. 

Diversidade


Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano, Lizie Calmon posa para foto em sua casa, na Lapa, região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano, Lizie Calmon posa para foto em sua casa, na Lapa, região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano Lizie Calmon faz parte do coletivo de mães pesquisadoras Filhas de Sabah Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A professora de geografia Liziê Calmon, doutoranda no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, e mãe de uma menina de 10 anos, muitas vezes se perguntou se deveria e conseguiria continuar com a carreira acadêmica.

“A gente acumula o trabalho remunerado, o não remunerado, o trabalho da pesquisa e às vezes acaba ficando um pouco para trás porque não consegue ter a mesma produtividade acadêmica, publicar artigo ou ir a congressos…”, explica.

Mas ela percebeu que tinha algo especial a oferecer para a ciência brasileira. “A experiência da maternidade traz para a gente um olhar mais apurado para algumas realidades que nem sempre estão sendo olhadas por outras pessoas.”

Na sua pesquisa de doutorado, por exemplo, ela estuda como mulheres moradoras da Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, que precisam se deslocar até bairros nobres distantes para trabalhar como empregadas domésticas, vivenciam a cidade.

“A ideia é entender o que elas percebem e, partindo disso, elaborar políticas públicas que realmente atendam a certas demandas”, Lizie complementa. 

A professora e doutoranda também faz parte do coletivo de mães pesquisadoras Filhas de Sabah, que articulou com a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a lei que institui o Marco Legal Mães na Ciência. A matéria foi aprovada nesta quinta-feira (14) e segue para sanção do governo estadual. 

A principal novidade é que o trabalho de cuidado deverá contar como pontuação em processos seletivos de bolsas e editais. “Ao invés de olhar como um problema, isso vai ser visto como um ponto positivo, porque as habilidades que a gente desenvolve quando tem que cuidar de alguém não tem nenhuma outra experiência que se equipare”, defende Lizie. 

Editais

O Rio de Janeiro já foi pioneiro em outra iniciativa para estimular a produção acadêmica de mães cientistas. Em 2024, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou em parceria com o movimento Parents in Science e o Instituto Serrapilheira o primeiro edital de financiamento voltado especificamente para mães. 


Brasília (DF), 15/05/2026 -  Letícia de Oliveira, MÃES NA CIÊNCIA
Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 15/05/2026 -  Letícia de Oliveira, MÃES NA CIÊNCIA
Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal

Letícia de Oliveira diz que Faperj tem interesse que essas mulheres tenham condições de realizar suas pesquisas Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal

A presidente da Comissão Permanente de Equidade, Diversidade e Inclusão da Faperj, Leticia de Oliveira, destaca que o edital conseguiu apoiar a produção de 134 mães cientistas. 

Segundo ela, em março do ano que vem o edital deve ter uma nova edição. Além disso, a  Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco está prestes a lançar uma seleção semelhante, inspirada na experiência fluminense. 

De acordo com Letícia, o edital exclusivo é uma ação “compensatória” necessária, considerando que essas pesquisadoras acabam sendo prejudicadas em seleções comuns. 

“O que está sendo chamado de mérito? A produtividade, trocando em miúdos, é a quantidade de artigos publicados, de orientações de mestrado e doutorado… Mas as pessoas não partem do mesmo ponto. Quando a mulher tem um filho, é esperada uma queda, até porque ela fica de licença-maternidade e isso não tem a ver com qualidade dela como pesquisadora”, diz. 

A Fundação implementou outra medida para tentar contornar a perda momentânea de produtividade nos editais gerais: se a candidata se tornou mãe nos cinco anos anteriores à inscrição, seu currículo será avaliado de forma estendida, englobando trabalhos publicados ao longo de sete anos, dois a mais do que os outros candidatos. 

Letícia de Oliveira ressalta que é do interesse da Faperj que essas mulheres tenham condições de realizar suas pesquisas.

“Se fosse só uma questão de justiça já seria suficiente, mas é muito mais do que isso. Vários trabalhos mostram que uma ciência diversa, feita por pessoas diversas, gera uma melhor ciência, porque você expande as perguntas e aumenta a capacidade de interpretação dos resultados. Então é também por excelência.”

Ações nacionais

“A inclusão é fundamental, se não por outros motivos, para que haja uma ciência melhor. Eu não tenho dúvida que o nosso parlamentos seria melhor do que ele é hoje, se tivesse uma presença feminina maior. E a ciência brasileira será melhor, porque a gente está trabalhando para isso”, diz a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, Denise Pires de Carvalho.


Brasília (DF) 05/02/2026 - A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, durante entrevista à Agência Brasil  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 05/02/2026 - A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, durante entrevista à Agência Brasil  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, considera que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A mais recente medida lançada pela Capes é o programa Aurora, que publicou seu primeiro edital nesta terça-feira (12). Serão concedidas até 300 bolsas para que professoras de pós-graduação gestantes ou mães, possam agregar um pesquisador de pós-doutorado a suas equipes.  

O objetivo é que esse profissional atue como um assistente, dando continuidade às pesquisas e assumindo orientações durante a licença maternidade, por exemplo.

“É uma forma de não parar a produção acadêmica dessa mulher durante a chegada do filho. Mas beneficia também os orientandos”, diz a presidente da Capes.

Denise reforça que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães. “Quando nós analisamos quem pede recursos financeiros para as agências de fomento, as mulheres pedem menos e ganham menos do que os homens”, ela complementa. 

A presidente da Capes lembra que, no passado, muitas mulheres que pretendiam seguir a carreira científica evitavam ter filhos para poder se dedicar exclusivamente ao trabalho e conseguir vencer o preconceito. Por isso, para Denise, as iniciativas compensatórias são importantes não só para mitigar os efeitos da maternidade, mas também para combater o chamado “viés implícito”

“Para mim, é bastante explícito: quando escolhem um homem em igualdade de condições, ou até em condição inferior, por acharem que uma cientista mulher vai ter desempenho pior por ser mulher. O que não acontece efetivamente, né? O que acontece é o silenciamento, a falta de reconhecimento…”, explica Denise Pires de Carvalho. 

Houve avanços também na legislação. Em julho de 2024, foi sancionada a lei que prorroga por seis meses a data de conclusão dos cursos de graduação e pós-graduação em caso de gestação de risco, parto, adoção ou guarda judicial de criança. Caso essa estudante seja bolsista, o prazo de concessão será estendido. 

Já em abril de 2025, entrou em vigor a lei que proíbe a discriminação baseada na maternidade contra estudantes e pesquisadoras em processos de seleção ou renovação de bolsas. A legislação proíbe, inclusive, perguntas sobre o assunto nas entrevistas, além de ampliar em dois anos o período de avaliação de produtividade em casos de licença-maternidade.

Fonte: Agência Brasil

Durigan vai à França para agenda do G7 e reuniões bilaterais

© Lula Marques/ Agência Brasil.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, embarcou neste fim de semana para a França em sua segunda viagem internacional desde que assumiu o comando da equipe econômica, após a saída de Fernando Haddad.

A agenda inclui participação em reuniões do G7, encontros bilaterais com autoridades estrangeiras e discussões sobre inteligência artificial, energia e minerais estratégicos.

Durigan chega a Paris na segunda-feira (18) para participar da reunião de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G7, grupo formado por Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá. O Brasil participa como país convidado. Também estão previstos eventos voltados ao diálogo com representantes da sociedade civil e do setor privado francês.

A programação da segunda-feira inclui uma mesa redonda promovida pela revista Le Grand Continent, voltada à geopolítica e a análises intelectuais. O ministro também terá um almoço na redação do jornal Le Monde, em Paris.

À tarde, no horário local, Durigan visitará a startup francesa de inteligência artificial Mistral AI, onde terá reunião com o CEO da empresa, Arthur Mensch. À noite, o ministro participará do jantar ministerial do G7.

Reuniões bilaterais

Na terça-feira (19), Durigan participará da reunião do G7, com os demais ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do grupo. Em seguida, terá uma série de encontros bilaterais.

Após o almoço ministerial, Durigan se reunirá com a ministra- elegada para Inteligência Artificial da França, Anne Le Hénanff, e com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama.

O ministro brasileiro também deve se reunir com o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol. O encontro ocorre em meio às preocupações globais com o abastecimento energético por causa do conflito no Oriente Médio.

Minerais críticos

Em entrevista ao programa Na Mesa com Datena, da TV Brasil, na semana passada, Durigan afirmou que pretende aproveitar a viagem para apresentar o Brasil como alternativa estratégica no mercado global de minerais críticos. Esses elementos são considerados essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética.

Entre os materiais citados pelo governo estão terras raras, nióbio e grafeno. Atualmente, a China domina grande parte da produção mundial desses insumos.

Segundo Durigan, o governo quer ampliar investimentos estrangeiros no setor mineral brasileiro sem abrir mão do controle nacional sobre os recursos naturais. A proposta inclui incentivo à industrialização local e agregação de valor à produção nacional.

O ministro afirmou que o objetivo é evitar que o país permaneça apenas como exportador de matérias-primas e defendeu o fortalecimento da indústria brasileira ligada à cadeia mineral e energética.

Retorno

Após os compromissos em Paris, Durigan embarca de volta ao Brasil na noite de terça-feira (19), horário da França. A chegada está prevista para quarta-feira (20) pela manhã, com retorno imediato às agendas do Ministério da Fazenda em Brasília.

Originalmente, a ida à França seria a segunda etapa de uma viagem mais longa, que incluiria a reunião do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, na Rússia. O ministro, no entanto, cancelou a ida a Moscou após o fechamento do aeroporto da capital russa, que sofre interrupções temporárias por causa do ataque de drones ucranianos na região.

Fonte: Agência Brasil

Concurso da Educação de Petrolina: candidatos já podem consultar resultado final da prova de títulos

Os candidatos que participaram do concurso público da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Petrolina já podem consultar o resultado final da prova de títulos. A divulgação foi realizada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto de Apoio à Fundação Universidade de Pernambuco (IAUPE), banca organizadora do certame.

A lista com as pontuações finais já está disponível no site oficial da banca, no endereço www.upenet.com.br. Nesta fase do concurso, foram analisados os títulos acadêmicos e a experiência profissional dos candidatos, conforme os critérios estabelecidos no edital. O resultado divulgado já contempla a análise dos recursos apresentados após a publicação preliminar.

De acordo com o cronograma do edital, a próxima etapa será a divulgação do resultado oficial do certame, com convocação imediata prevista para o mês de junho. Ao todo, são 1.194 vagas para os cargos de professor, secretário escolar, psicólogo escolar e assistente social, com atuação na rede municipal de ensino. O certame é considerado o maior já realizado na história do município.