Pesagem Bolsa Família: Prefeitura de Juazeiro organiza cronograma de pesagens para atender beneficiários faltosos

Os beneficiários do programa Bolsa Família que não realizaram a pesagem obrigatória no primeiro semestre de 2024 terão a última chance de ficar em dias com as regras do governo federal e evitar os bloqueios dos pagamentos. A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), organizou um cronograma para as pesagens.

“A pesagem foi realizada durante os meses de março e início de junho e, infelizmente, muitas pessoas não foram realizar. Para evitar que elas tenham os benefícios bloqueados, fizemos uma força-tarefa. Os beneficiários devem procurar a sua Unidade Básica de Saúde de referência ou o seu agente de saúde para realizar a pesagem e atualizar a carteira de vacinação entre os dias 25 de junho e 1º de julho. Depois, eles deverão ir até o auditório do SAMU, de acordo com o dia estabelecido no cronograma, para que as informações sejam registradas no sistema do governo federal”, explicou a gerente e Assistência Nutricional da Sesau, Beatriz Lopes.

O procedimento é obrigatório para mulheres e meninas de todas as idades e meninos de até sete anos de idade. “Entendemos que os deslocamentos para a UBS e depois para o SAMU gera transtornos, mas é necessário, pois não teríamos tempo hábil para receber as informações e lançar no sistema do Bolsa Família. Por isso, os beneficiários terão que ir até o auditório do SAMU. Destacando ainda que eles tiveram pouco mais de três meses para realizar o procedimento com calma”, completou Beatriz Lopes.

Documentos
Para realizar a pesagem, é necessário levar RG ou Certidão de Nascimento, CPF, Cartão SUS, número do NIS, comprovante de residência, carteira de vacinação e cartão da gestante.

Força-Tarefa
As equipes estarão no auditório do SAMU, das 8h às 12h, durante os dias 03 e 05 de julho. Os beneficiários devem levar as informações, após atendimento na UBS ou do agente de saúde, de acordo com o cronograma abaixo:

03 de julho (quarta-feira)
UBSs Abóboras/Poções, Alagadiço, Alto da Maravilha, Alto da Aliança, Alto do Cruzeiro, Antônio Guilhermino, CAIC, CAJ, Campos, Capim de Raiz, Carnaíba do Sertão, Centro I, II e III, Conchas, CSU, Projeto Curaçá NH1, NH2, NH3, NH4, Dom Thomaz, Argemiro/Codevasf/Piranga I e II, Goiabeira/Junco, Residencial Doutor Humberto Pereira, Residencial Mairi, Residencial São Francisco e Dom José Rodrigues.

04 de julho – (quinta-feira)
UBSs Itamotinga; João Paulo II, José Araújo de Souza, Parque Residencial, Brisa da Serra, Praia do Rodeadouro, João Araújo Mussambe (Santo Antônio), Jardim Flórida, Juremal/Massaroca, João XXIII, Jardim Primavera, Lagoa do Salitre, Mandacaru I, Mandacaru II, Maniçoba I, Maniçoba II/Jatobá, Maringá e Novo Encontro.

05 de julho (Sexta-feira)
UBS Nossa Senhora das Grotas, Palmares/Pedra do Lord, Penha/ Jardim Vitória, Pinhões/ Lagoa do Boi, Piranga, Quidé, Tabuleiro, Itaberaba, Residencial Juazeiro, São Geraldo e Vila Jacaré.

Confira a cotação dos hortifrutigranjeiros comercializados no Mercado do Produtor de Juazeiro nesta terça-feira, 25 de junho

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta terça-feira (25). Os valores apresentados são obtidos através de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira (das 2h às 22h) e aos sábados (das 2h às 17h) e aos domingos, a partir das 21h.

O consumidor que for à Ceasa ao longo do dia pode encontrar a caixa de berinjela, com 14 kg, por R$ 55,00. O cento do coco verde está por R$ 130,00. O saco da cebola-pêra, com 20 kg, está a R$ 90,00.

A cotação completa segue anexo em PDF.

STF retoma julgamento sobre descriminalização de maconha

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (25) o julgamento sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. A sessão está prevista para começar às 14h. Até o momento, a Corte tem placar de 5 votos a 4 a favor da descriminalização.

Faltam os votos dos ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia. A maioria favorável à descriminalização será formada com seis votos.

Pela manifestação dos ministros que já votaram, o porte de maconha continua como comportamento ilícito, mas as punições definidas contra os usuários passam a ter natureza administrativa e não criminal. Dessa forma, deixam de valer a possibilidade de registro de reincidência penal e de cumprimento de prestação de serviços comunitários.

A Corte também vai definir a quantidade de maconha que deve caracterizar uso pessoal, e não tráfico de drogas. A medida deve ficar entre 25 e 60 gramas ou seis plantas fêmeas de cannabis.

Lei de Drogas

O Supremo retoma o julgamento da constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo para quem adquirir, transportar ou portar drogas para consumo pessoal.

A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvos de inquérito, assinatura de termos circunstanciado e processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas.

Não é legalização

Na sessão realizada quinta-feira (20), o presidente do Supremo,  ministro Luís Roberto Barroso, ressaltou que a Corte não está decidindo sobre a legalização da maconha.

Barroso afirmou que os votos já proferidos pelos ministros mantêm o porte como comportamento ilícito, mas entendem que as medidas definidas contra os usuários passam a ter natureza administrativa.

“Que fique esclarecido a toda a população que o consumo de maconha continua a ser considerado ilícito porque essa é a vontade do legislador”, afirmou.

Votos

O julgamento começou em 2015, quando o relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela descriminalização do porte de qualquer tipo de droga. No entanto, após os votos que foram proferidos pelos demais ministros, Mendes restringiu a liberação somente para a maconha, com fixação de medidas para diferenciar consumo próprio e tráfico de drogas.

No mesmo ano, votou pela descriminalização somente do porte de maconha, deixando para o Congresso a fixação dos parâmetros.

Em seguida, Luís Roberto Barroso entendeu que a posse de 25 gramas não caracteriza tráfico ou o cultivo de seis plantas fêmeas de cannabis.

Após pedidos de vista que suspenderam o julgamento em agosto do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes propôs a quantia de 60 gramas ou seis plantas fêmeas. A descriminalização também foi aceita pelo voto da ministra Rosa Weber, que está aposentada.

Em março deste ano, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça e Nunes Marques defenderam a fixação de uma quantidade para diferenciar usuários e traficantes, mas mantiveram a conduta criminalizada, conforme a Lei de Drogas. Novamente, o julgamento foi suspenso, por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.

Na semana passada, o julgamento foi retomado com o voto de Toffoli, que abriu uma terceira via. Para o ministro, a Lei de Drogas é constitucional porque a norma já descriminalizou o porte. No entanto, ele sugeriu dar prazo para o Congresso definir a quantidade que diferencia usuário e traficante.

Edição: Graça Adjuto/Agência Brasil

Especialista do HU-Univasf fala sobre tratamento e complicações da fissura labiopalatina

Em 24 de junho é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, uma malformação congênita que provoca alteração na fusão dos processos faciais durante a gestação. Com o objetivo de conscientizar e informar a sociedade sobre esse problema, especialista do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), fala sobre o assunto e a importância de tratar a malformação com um profissional, de forma multidisciplinar.
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A fissura traz complicações para a alimentação e a respiração, provoca alterações na arcada dentária, afeta o crescimento facial, além de acarretar prejuízo no desenvolvimento da fala, da audição e na aparência física. O cirurgião-dentista/bucomaxilofacial do HU-Univasf, Pedro Henrique Lopes, explica que as fissuras podem ser incompletas (parte do lábio) ou as que acometem o lábio e o céu de boca de forma completa, podendo ser uni ou bilaterais. Sua causa está relacionada a fatores genéticos e ambientais como o uso de bebida alcoólica, cigarros e alguns medicamentos como corticoides e anticonvulsivantes, principalmente no primeiro trimestre da gestação.
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Tratamento
O tratamento da fissura pode ser cirúrgico e clínico, envolvendo profissionais de várias especialidades: fonoaudiólogos, fisioterapeutas, pediatras, otorrinolaringologistas, cirurgiões plásticos, cirurgiões dentistas de várias especialidades, além de pedagogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. A depender da complexidade do caso, podem ser necessárias várias etapas cirúrgicas ao longo de sua vida. No tratamento clínico, é necessário o acompanhamento ostensivo do paciente ao longo de seu crescimento, até a idade adulta.
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No HU-Univasf são realizadas cirurgias para a correção da fissura. O hospital vem participando de mutirões para a realização desses procedimentos, disponibilizando o centro cirúrgico e toda parte assistencial envolvida no serviço, em parceria com o Instituto Bucomaxilofacial (IBM), entidade filantrópica localizada em Petrolina-PE que oferece apoio a pacientes e familiares. O último mutirão foi realizado em abril deste ano.
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Convívio em sociedade
O não tratamento da fissura labiopalatina também pode afetar o convívio social para a pessoa com essa condição, devido a aparência física da face e a voz nasalizada, uma das características do fissurado. “As pessoas que chegam à idade adulta sem o devido tratamento são marginalizadas, não conseguem se inserir no mercado de trabalho, ficam excluídas da sociedade, sentem vergonha de conversar e participar da comunidade”, disse o cirurgião-dentista Pedro Henrique.
Bruna Rafaela Oliveira dos Santos, que aos 34 anos passou por cirurgia para correção da fissura no HU-Univasf, disse que hoje está muito feliz por ter realizado seu sonho. “Me sinto uma pessoa tão diferente e graças a Deus estou indo bem”, enfatizou Bruna. Ela relata que sua vida antes era um pouco complicada, pois riam de sua aparência. “Agora estou diferente e algumas pessoas não estão me reconhecendo. Dizem que eu já era bonita e que fiquei ainda mais linda”.
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Sobre a Ebserh
O HU-Univasf faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Forró, sertanejo e música eletrônica marcam penúltima noite do São João de Petrolina

A véspera de São João aqueceu o coração do público que se fez presente na 9º noite de festa no Pátio de Eventos Ana das Carrancas. Com apresentações únicas e que surpreenderam a todos na festa, a noite foi marcada pela mistura de ritmos e a proximidade dos aristas com o público. O cantor Lulinha, que faz dupla com Iguinho, e Mari Fernandez saíram do palco e foram cantar junto com o público. As pessoas também puderam acompanhar uma abertura espetacular do Alok, *
que contou com um show de drones por cima do pátio do Melhor São João do Brasil. Quem esteve no pátio ainda conferiu o forró autêntico de Toca do Vale e o sertanejo romântico de Jorge e Mateus.

O show de luzes abrilhantou a noite deste domingo em Petrolina, Alok surpreendeu os forrozeiros com uma performance de drones no céu da cidade. Ele fez mixagens de músicas do forró, como “Casca de Bala”, “Pagode Russo”, “Asa Branca”, “Petrolina e Juazeiro”, “Tu Vens”, entre outras. Durante sua apresentação, os drones formaram algumas frases, como “Avexe não Petrolina”, “Arrocha”, “Amo Vocês”, e também se transformaram em símbolos do forró, como triângulo, sanfona, fogueira e balão de festa junina. Essa foi a terceira apresentação de Alok no São João de Petrolina.

A corretora, Ana Carolina Guedes, mora em Petrolina há quase um ano e fala com entusiasmo sobre o show do DJ. “Eu sou muito fã dele, e só vim para o São João por causa de Alok. É a primeira vez que vou a uma apresentação dele, e estou amando”. Quem também curtiu a noite foi Ana Maria dos Santos, profissional da enfermagem, que está em sua sétima noite de festa. Ela destaca que nesse domingo, em especial, estava ansiosa pelo show da cantora cearense Mari Fernandez. “Ela superou as minhas expectativas, um show maravilhoso, próximo do público, ela é extraordinária”, enfatizou.

E foi bem pertinho do público que a cantora Mari Fernandez iniciou sua apresentação no Pátio de Eventos Ana das Carrancas. Depois de fazer o público cantar suas músicas, a artista desceu e foi para o público, levando todos à loucura. Esse é o terceiro ano consecutivo que a cantora se apresenta no palco do Melhor São João do Brasil.

Quem também fez bonito foi a banda Toca do Vale. Com sua voz inconfundível e o inseparável chapéu de couro, Antônio Neuro da Costa fez o público arrastar o pé ao som do autêntico forró, cantando clássicos de Luiz Gonzaga e hits como “É ela que eu amo”, “Bloqueado”, “Não precisa negar” e “Casca de bala”.

Já os artistas Iguinho e Lulinha foram a segunda atração a subir no palco do Pátio Ana das Carrancas. A dupla sertaneja animou e colocou o público para dançar ao som de muito forró de vaquejada e piseiro. Outra dupla que também fez o público dançar muito, foi Jorge e Mateus. Os sertanejos fizeram uma noite incrível, provando que seus quase 20 anos de carreira só reforçam a autenticidade e sucesso dos artistas.

O palco do São João de Petrolina também contou com estreantes. Os artistas Bruno e Denner agradeceram ao público de Petrolina pela calorosa recepção e prometeram voltar em breve para mais shows inesquecíveis. A vibrante performance da dupla encerrou a nona noite de festa com sucesso, mantendo o ritmo contagiante. Os amantes do Sertanejo puderam dançar e aproveitar cada minuto.

A última noite do São João de Petrolina vai contar com os shows de Victor e Léo, Vitor Fernandes, Gustavo Mioto, Felipe Amorim e Seu Desejo.

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Texto: Débora Sousa- Assessora de Comunicação da Prefeitura de Petrolina

Prefeitura de Juazeiro vai entregar a requalificação da Praça do Chafariz, no bairro Piranga, nesta terça-feira (25)

A Prefeitura de Juazeiro vai entregar, nesta terça-feira (25), a requalificação da Praça do Chafariz, conhecida por Praça Maria Bonita e Lampião, no bairro Piranga, às 18h. O espaço recebeu serviços de jardinagem, recuperação do meio-fio, instalação de novo piso, pintura geral, substituição de lâmpadas convencionais por LED e a colocação de um parquinho em eucalipto.

“Vamos entregar mais um equipamento público voltado para a convivência familiar, proporcionando bem-estar e qualidade de vida a todos. Estamos trabalhando, incansavelmente, entregando muitas obras e ainda temos muitas para serem entregues. Isso reflete o nosso compromisso com a população juazeirense. Vamos encerrar o mês de junho entregando muitas obras, dando ordens de serviços e com muitos eventos para os juazeirenses”, destacou a prefeita Suzana Ramos.

Quadrilhas juninas são reconhecidas manifestação da cultura nacional

Dança tradicional dos festejos juninos, a quadrilha foi reconhecida, nesta segunda-feira (24), Dia de São João, manifestação da cultura nacional. Parte essencial de uma das festas populares mais fortes no Brasil, o bailado trazido por europeus no século 19 ganha as quadras de todo o país neste mês de junho, em homenagem aos santos Antônio, Pedro e João.

A lei 14.900, publicada no Diário Oficial da União, adicionou a quadrilha ao texto de uma lei sancionada em 2023, que já reconhecia os festejos juninos. Além dos pratos tradicionais, a fogueira e as apresentações das danças típicas compõem as festividades, responsáveis por movimentar o turismo e aquecer a economia nesta época do ano.

De acordo com o Ministério do Turismo, as festas populares devem mobilizar mais de 21,6 milhões de pessoas, sendo que grande parte seguirá em direção ao Nordeste, onde a tradição ganha dimensões expressivas, como no município de Caruaru, em Pernambuco. Ali, são esperadas mais de 4 milhões de pessoas em 72 dias de arrasta-pé. A expectativa é que a quadra junina impacte a economia local em R$ 700 milhões.

Em Campina Grande, na Paraíba, são esperadas 3 milhões de pessoas em 33 dias de festa, onde ocore a maior competição de quadrilhas do país. Ceará e Bahia aparecem logo em seguida como os estados do Nordeste de festejos mais populosos, com públicos esperados de 2 milhões e 1,5 milhão respectivamente.

Já no Sudeste, Minas Gerais tem expectativa de um aumento de 20% dos participantes nas celebrações populares em diversos municípios, atingindo um público de 3 milhões de pessoas em dois meses. Em São Paulo, o arrasta-pé deve movimentar 500 mil participantes, em 300 municípios, informa o Ministério do Turismo.

Na Região Norte, a capital de Roraima, Boa Vista, promete mobilizar 370 mil pessoas e movimentar R$20 milhões. Já em Palmas, no Tocantis, 60 mil pessoas devem celebrar os santos, em cinco dias de festa do tradicional Arraiá da Capital.

Transformação

Com origens em bailes ocorridos nos palácios da França, onde os nobres dançavam em quatro duplas organizadas de forma retangular – daí o nome quadrille, em francês – a dança foi introduzida no Brasil no século 19. Com o passar dos anos, e a popularização da dança, agregou elementos culturais brasileiros relacionados às tradições rurais, como as vestimentas utilizadas pelos caipiras.

Em algumas regiões do Brasil, como no Maranhão, a dança ganha ainda a força do folclore, com a absorção de elementos do Bumba Meu Boi.

Edição: Maria Claudia/Agência Brasil

São João de Juremal tem mais uma noite de muito forró e homenagens

Juremal teve mais uma noite de tradição e alegria neste domingo (23). Os festejos juninos na comunidade estão sendo realizados pela Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte). A festa reuniu moradores da comunidade e de outras localidades de Juazeiro.

O público foi animado pela dupla Edinho e Juju, Banda 3 Desejos e Júlio do Acordeon. “A festa de São João, padroeiro de Juremal, é uma tradição forte e antiga no distrito. É mais do que festa, mas também a expressão da nossa religiosidade e cultura. É uma felicidade estar aqui compartilhando esse momento com a minha comunidade” afirmou a prefeita Suzana Ramos.

Clemilda Soares é moradora do distrito do Salitre e foi conhecer o São João de Juremal. “É a primeira vez que venho e não me arrependi. Adorei a festa, muito organizada e as pessoas muito animadas”, disse.

Homenagens

A prefeita Suzana Ramos recebeu o selo “Transparência nos Festejos Juninos 2024”  por colaborar com a transparência na disponibilidade das informações sobre gastos públicos com os festejos. O selo foi concedido pelo Ministério Público do Estado da Bahia, o Tribunal de Contas do Estado da Bahia e o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia.

A noite também foi dedicada para celebrar a vida e o legado de Guilherme Pereira Benevides, o Beto da Caixa, homenageado do São João deste ano. Beto da Caixa foi um celebrado produtor cultural que, na época da radiola, organizava os festejos em Juremal.

A festa continua

Os festejos de São João continuam neste dia 24 de junho com a apresentação da Quadrilha Danado de Bom, às 19h30 e show da Banda Novo Swing às 21h.

Forró e Sertanejo animaram a noite de sábado no São João de Petrolina

O Melhor São João do Brasil em Petrolina chegou a sua oitava noite de shows trouxeram muita alegria e emoção ao público que foi ao Pátio Ana das Carrancas. A animação tomou conta da festa logo que no início com a apresentação do cantor, compositor e forrozeiro, Targino Gondim. Como sempre, o artista subiu ao palco e cantou seus grandes sucessos, como a música “Esperando na Janela”, que foi vencedora do Grammy em 2001, clássicos do forró de Luiz Gonzaga e Dominguinhos, bem como algumas releituras da música popular brasileira que ficaram perfeitas ao som da sanfona de Targino Gondim.
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A segunda atração foi a cantora Ana Castela, que se apresentou pela primeira vez no São João de Petrolina. Vestida com as suas clássicas botas e chapéu, a “Boiadeira”, como é conhecida a jovem artista no meio sertanejo, não decepcionou os seus fãs, inclusive muitas crianças a receberam com muita alegria. No show, Ana Castela cantou com o público músicas muito esperadas, entre elas “Boiadeira”, “Solteiro Forçado” e “Canudinho”, esta última gravada em parceria com Gusttavo Lima, fazendo assim um grande espetáculo.
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Em mais um ano o romantismo dos sertanejos Zé Neto e Cristiano também tomou conta do Pátio Ana das Carrancas, contagiando o público que marcou presença e curtiu os principais hits da dupla como “Seu polícia”, “Barulho de Foguete” e “Oi, Balde”. Durante o show não faltou também emoção, pois os artistas foram surpreendidos por uma fã que subiu ao palco para contar a sua história e agradecer pela ajuda que teve da dupla durante um certo período de dificuldades em sua vida. Ana Castela retornou ao palco do Melhor São João do Brasil para cantar o feat “Foi Intenso”, gravado com a dupla.
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Presença marcante e carimbada no São João de Petrolina, o cantor Gusttavo Lima mostrou, mais uma vez, porque é um dos maiores artistas da atualidade. Com um repertório eclético e dançante, numa mistura do sertanejo com a sofrência e o forró, a música “Desejo Imortal” foi a música escolhida pelo “Embaixador” para a abertura do show.  O público seguiu cantando com o artista outros sucessos como, “Ficha Limpa”, “Oi Vida”, “Balada Boa” e “Bloqueado”.
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O público parecia não se cansar e continuou aguardado a quinta e última atração da noite, o cantor Henry Freitas, que já na abertura levou emoção e homenagem ao cantor Gabriel Diniz com a música “Paraquedas”.  Na sequência o artista trouxe ao palco, uma mistura de ritmos como o forró, o funk e o trap. A nona e penúltima noite do São de Petrolina continua neste domingo (23), com os shows de Alok, Mari Fernandez, Jorge e Mateus, Iguinho e Lulinha, Bruno e Denner e Toca do Vale.

Festas juninas aumentam acidentes com queimaduras

Festa Junina na Praça Monsenhor Marcos

Todo cuidado é pouco durante as festas de São João que vão se estender pelo mês de julho. Durante as festividades, muitos acidentes são relatados pelo manuseio de fogos de artifício e as típicas fogueiras. As mãos são as maiores atingidas nos acidentes, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Antonio Carlos da Costa.

Levantamento feito pela sociedade, com base nos números do Ministério da Saúde, a maior ocorrência é atribuída a queimaduras de segundo grau, com lesões nos membros superiores: mãos e punhos – as partes mais expostas -, braços, tronco, rosto e olhos. Também não é incomum que esse tipo de acidente seja fatal, levando à morte ou causando lesões graves e permanentes. Homens de 15 a 50 anos são as principais vítimas.  “Em geral, como os acidentes com fogos são seguidos de explosões, que ocasionam queimaduras graves, também ocorrem casos de amputações ou ainda deformidade dos membros superiores, assim como da face, que são as áreas mais atingidas”, observa Costa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que cerca de 180 mil pessoas morrem por ano devido a queimaduras gerais, considerada a quinta causa mais comum de lesões não fatais na infância. Quando não provocam a morte, podem causar morbidade, hospitalização prolongada, desfiguração, cicatrizes e incapacidade. O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou quase 5 mil internações por queimaduras em três meses. De janeiro a março deste ano, 4.809 pessoas foram internadas, uma média de 52 internações diárias por queimaduras. Durante todo o ano passado, foram 19.522 internações. Na área ambulatorial, nos três primeiros meses de 2024 foram realizados 34.567 atendimentos por queimaduras.

De acordo com o especialista, entre junho e julho, com as festas de São João, os fogos de artifício são o maior perigo para as mãos. Em geral, os acidentes são seguidos de explosões que ocasionam queimaduras graves e até provocam amputações.  “Em relação às fogueiras,  durante o processo de acendimento, especialmente se estiverem sendo utilizados materiais inflamáveis, como papel, madeira seca ou álcool, podem ocorrer estalos e estilhaços, que atingem as mãos, causando queimaduras, explica Antonio Carlos da Costa.  Em caso de acidente, ele recomenda o seguinte procedimento: a limpeza da queimadura leve deve ser feita com água corrente, usando um jato suave, por cerca de dez minutos. Na sequência, deve-se aplicar uma compressa fria na área. Se a queimadura for grave, siga para uma unidade de saúde imediatamente.

Tipos de queimaduras

As queimaduras são classificadas quanto à profundidade que atingem a pele.

Primeiro grau: quando as lesões atingem somente a camada epidérmica.

Segundo grau: quando há comprometimento da epiderme e a camada superficial ou profunda da derme.

Terceiro grau: acomete, além da pele, outros tecidos como o subcutâneo, músculos, tendões e até mesmo os ossos.

Recomendações importantes

A Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão lista orientações para evitar acidentes do tipo e recomendações em casos de ocorrências.

– Se decidir usar fogos de artifício, certifique-se de seguir todas as instruções de segurança fornecidas pelo fabricante. Mantenha uma distância segura ao acender os fogos e nunca os aponte na direção de pessoas, animais ou objetos inflamáveis.

– Mantenha distância segura das fogueiras para evitar queimaduras causadas pelo calor intenso. Nunca deixe crianças desacompanhadas perto das fogueiras e evite correr ou brincar muito próximo delas.

– Mantenha as crianças sob supervisão constante durante as festividades para garantir que elas não se envolvam em atividades perigosas que possam resultar em queimaduras.

– Em caso de acidente, nunca descolar tecidos grudados na pele queimada e nem retirar corpos estranhos do local queimado.

– Nunca colocar manteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra substância sobre a queimadura; somente o profissional de saúde sabe o que deve ser aplicado sobre o local afetado.

Edição: Graça Adjuto/Agência Brasil