Anvisa mantém proibição ao cigarro eletrônico no país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta sexta-feira (19) por manter a proibição aos cigarros eletrônicos no Brasil. Com isso, continua proibida a comercialização, fabricação e importação, transporte, armazenamento e propaganda desses produtos. Os cinco diretores votaram para que a vedação, em vigor desde 2009, continue no país.

Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), conhecidos como cigarros eletrônicos, são chamados também de vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido).

Com a decisão, a Anvisa informa que qualquer modalidade de importação desses produtos fica proibida, inclusive para uso próprio ou na bagagem de mão do viajante.

De acordo com a agência, a norma não trata do uso individual, porém veda o uso dos dispositivos em ambiente coletivo fechado. O não cumprimento é considerado infração sanitária e levará à aplicação de penalidade, como advertência, interdição, recolhimento e multa.

Dados do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel 2023) revelam que 4 milhões de pessoas já usaram cigarro eletrônico no Brasil, apesar de a venda não ser autorizada.

Relator

O diretor-presidente da Anvisa e relator da matéria, Antonio Barra Torres, votou favorável à manutenção da proibição desses dispositivos.

“O que estamos tratando, tanto é do impacto à saúde como sempre fazemos, e em relação às questões de produção, de comercialização, armazenamento, transporte, referem-se, então, à questão da produção de um produto que, por enquanto, pela votação, que vamos registrando aqui vai mantendo a proibição”.

Antonio Barra Torres leu por cerca de duas horas pareceres de 32 associações científicas brasileiras, os posicionamentos dos Ministérios da Saúde, da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda e citou a consulta pública realizada entre dezembro de 2023 e fevereiro deste ano, mesmo que os argumentos apresentados não tenham alterado as evidências ratificadas pela diretoria em 2022.

Presidente da ANVISA, Antonio Barra Torres, fala sobre cigarros eletrônicos na 6ª Reunião Ordinária Pública da Dicol 2024. Frame: Youtube/ANVISA
Presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, vota pela manutenção de proibição de cigarros eletrônicos. Foto: Youtube/Anvisa
Em seu relatório, Barra Torres se baseou em documentos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da União Europeia, em decisões do governo da Bélgica de proibir a comercialização de todos os produtos de tabaco aquecido com aditivos que alteram o cheiro e sabor do produto. Ele citou que, nesta semana, o Reino Unido aprovou um projeto de lei que veda aos nascidos após 1º de janeiro de 2009, portanto, menores de 15 anos de idade, comprarem cigarros.

Ele mencionou ainda que a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (U.S Food and Drug Administration) aponta que, mesmo com a fiscalização, há comércio ilícito desses produtos.

O diretor ainda apresentou proposições de ações para fortalecimento do combate ao uso e circulação dos dispositivos eletrônicos de fumo no Brasil.

Manifestações pela proibição

Durante a reunião da diretoria da Anvisa, foram ouvidas diversas manifestações a favor e contra a manutenção da proibição do consumo de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil. Foram exibidos 80 vídeos de pessoas físicas e jurídicas de diversas nacionalidades.

A maior parte dos argumentos favoráveis à manutenção da proibição foram relativos aos danos à saúde pública. A secretária da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e seus Protocolos (Coniq) da Organização Mundial da Saúde (OMS), Adriana Blanco, manifestou preocupação com a saúde pública dos países que liberaram o consumo destes produtos e com o marketing estratégico da indústria do tabaco, especialmente com o aumento do consumo por jovens.

“Ainda não temos uma resposta clara sobre os impactos do longo prazo de utilização dos DEFs ou da exposição a seus aerossóis, mas as evidências já nos mostram que não são isentos de riscos e que são prejudiciais à saúde humana, especialmente para crianças, jovens e grupos vulneráveis.”

A representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), no Brasil, Socorro Gross, apontou que o Brasil é reconhecido internacionalmente pela política interna de controle do tabaco desde o século passado. “Essa medida protege, salva vidas, promove efetivamente a saúde pública e é um passo crucial para um ambiente mais saudável e seguro para todas as pessoas”.

O presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Mohamad, fez comparações sobre a piora da situação epidemiológica e o incremento do contrabando em alguns dos mais de 100 países onde a comercialização do produto foi liberada. “Constatamos um grande número de dependência especialmente das novas formas de nicotina que a indústria tem empregado. E em localidades onde foram liberados, como nos Estados Unidos, a maior parte vendida no comércio é de produtos ilegais”.

O ex-diretor da Anvisa e ex-ministro da Saúde (2006-2007) José Agenor Álvares da Silva, relembrou o contexto em que o Brasil conseguiu banir a adição de flavorizantes que favorecem a adesão da população jovem ao fumo e inviabilizou a propaganda dos produtos fumígenos nos pontos de venda. “A Anvisa, que tanto deu exemplo na condução da discussão sobre as vacinas contra a Covid, tem agora uma oportunidade clara de mostrar para o Brasil e para o mundo o seu compromisso com a saúde pública do povo brasileiro”, fez o apelo à diretoria da agência.

A diretora de análise epidemiológica e vigilância de doenças não transmissíveis do Ministério da Saúde, Letícia de Oliveira Cardoso, apontou que não existem estudos científicos que comprovem que os cigarros eletrônicos protegem, substituem ou amenizam os efeitos nocivos dos cigarros normais “Tanto os cigarros eletrônicos como os cigarros convencionais de tabaco apresentam riscos à saúde e não devem ser consumidos pela população. Esta precisa ser informada sobre os riscos de dispositivos eletrônicos de fumar”.

O ex-fumante Alexandre Carlos Vicentini deu seu depoimento sobre como ficou viciado no produto. “Além das várias cores e sabores, o pior de tudo é o teor de nicotina que tem dentro desses aparelhinhos. O que é simplesmente um fator de dependência terrível para mim.”

Contra a proibição

Também foram apresentados argumentos pedindo a regulamentação do consumo pela Anvisa e pela venda dos produtos, apontando a redução de danos aos fumantes de cigarro comum, combate à venda de ilegal de produtos irregulares, sem controle toxicológico e de origem desconhecida. A gestora nas áreas de assuntos regulatórios, qualidade e logística Alessandra Bastos Soares defendeu a regulamentação adequada ao consumo de cigarros eletrônicos para que os consumidores que decidiram pelo uso possam fazê-lo em segurança. “Desejo que, no futuro, nenhum cidadão levante o seu dedo em riste acusando a Anvisa de omissão por não ter uma regra adequada para cuidar de um tema que já é tratado como pandemia do Vape”, alertou.

Já o diretor da British American Tobacco (BAT) – Brasil, anteriormente conhecida como Souza Cruz, Lauro Anhezini Júnior, afirmou que consumidores estão sendo tratados como cidadãos de segunda classe. O representante da indústria de cigarros brasileira pediu que as decisões sejam tomadas com base na ciência. “Não é a ciência apenas da indústria, é a ciência independente desse país que também comprova que se tratam de produtos de redução de riscos. Cigarros eletrônicos são menos arriscados à saúde do que continuar fumando cigarro comum”.

O diretor de Comunicação da multinacional Philip Morris Brasil (PMB), Fabio Sabba, defendeu que a atual proibição dos DEFs tem se mostrado ineficaz frente ao crescente mercado ilícito e de contrabando no país. “Ao decidir pela manutenção da simples proibição no momento que o mercado está crescendo descontroladamente, a Anvisa deixa de cumprir o seu papel de assegurar que esses 4 milhões de brasileiros ou mais consumam um produto enquadrado em critérios regulatórios definidos. É ignorar que o próprio mercado está pedindo regras de qualidade de consumo”.

Além de representantes da indústria de tabaco, houve manifestações de proprietários de casas noturnas,  bares e restaurantes e de usuários dos cigarros eletrônicos. O representante da Livres, uma associação civil sem fins lucrativos delicada à promoção da liberdade individual, Mano Ferreira, condenou a proibição anterior que não conseguiu erradicar o consumo desses produtos e, ao contrário, impulsionou o mercado ilegal e informal, especialmente entre os jovens. “Uma regulamentação eficaz permitiria não apenas uma fiscalização mais vigorosa, excluindo os produtos mais perigosos do mercado, mas também facilitaria a transição de fumantes tradicionais para alternativas menos nocivas”.

O usuário de vapes Preslei Aaron Bernardo Ribeiro, de 36 anos, garante perceber melhora em seu quadro geral de saúde. “Por 20 anos, fui fumante e utilizei métodos tradicionais, mas não consegui cessar o meu tabagismo. Mas, com o uso do cigarro eletrônico, consegui parar de fumar o cigarro tradicional de uma forma muito eficiente, rápida e fácil”.

A preocupação do presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas, Fábio Bento Aguayo, foi a dominação do comércio desse produto pelo crime organizado, facções criminosas e milícias. “O estado brasileiro deixa de ganhar, deixa de arrecadar recurso [com tributos] para combater essas atividades ilegais. Brigamos pela regulamentação para defender a sociedade para ter um produto que tem a garantia sobre a procedência dele”.

Histórico

Desde 2009, uma resolução da Anvisa proíbe a comercialização dos dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil. Porém, produtos ilegais podem ser adquiridos pela internet, em estabelecimentos comerciais regularizados e pelas mãos de ambulantes mesmo com a proibição de venda. O consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.

Em fevereiro deste ano, a Anvisa encerrou a consulta pública para que a sociedade pudesse contribuir para o texto sobre a situação de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil. A proposta de resolução colocada em discussão pela agência foi a de manutenção da proibição já existente. Durante a consulta pública, foram enviadas 13.930 manifestações, sendo 13.614 de pessoas físicas e 316 de pessoas jurídicas. Deste total, contribuições de fato, com conteúdo, aos dispositivos propostos pelo texto da consulta pública, foram 850.

Em 2022, a Anvisa aprovou, por unanimidade, relatório técnico que recomendou a manutenção das proibições dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) no Brasil e a adoção de medidas para melhorar a fiscalização para coibir o comércio irregular, bem como a conscientização da população sobre os riscos destes dispositivos.

O que são

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças. Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) envolvem diferentes equipamentos, tecnologias e formatos, tais como cigarros eletrônicos com sistema aberto (onde a pessoa manipula os líquidos a serem utilizados), com sistema fechado (refis padronizados e fechados), com tabaco aquecido (dispositivo eletrônico utilizado com refil de folhas de tabaco), com sistema fechado tipo pod (semelhantes a pen drives), e vaporizadores de ervas, dentre outros.

A maioria dos cigarros eletrônicos usa bateria recarregável com refis. Estes equipamentos geram o aquecimento de um líquido para criar aerossóis (popularmente chamados de vapor) e o usuário inala o vapor.

Os líquidos (e-liquids ou juice) podem conter ou não nicotina em diferentes concentrações, além de aditivos, sabores e produtos químicos tóxicos à saúde, como que contém, em sua maioria, propilenoglicol, glicerina, nicotina e flavorizantes.

No site da Anvisa, é possível ter mais informações sobre os cigarros eletrônicos.

Fonte: Agência Brasil

Hospital Dom Malan começa neste sábado mutirão de consultas para cirurgias

Este sábado (20/04), será de plantão no ambulatório do Hospital Dom Malan, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, no mutirão de consultas pediátricas e ginecológicas para pacientes da área da VIII Gerência Regional de Saúde, que envolve as populações de Petrolina, Afrânio,Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó e Santa Maria da Boa Vista. A ação é resultante do Programa Cuida PE, que tem por finalidade ofertar procedimentos e tratamento cirúrgico oportuno à população visando à redução do tempo de espera por cirurgias eletivas.

No primeiro dia, vão ser realizadas 40 consultas pré-cirúrgicas pediátricas e 23 ginecológicas. No sábado, dia 27, haverá um outro mutirão que vai ofertar o mesmo número de consultas. A previsão é que os procedimentos cirúrgicos iniciem no dia 04 de maio e sigam sendo executados a cada final de semana, até o dia 25 de maio.

“Nossa missão aqui no Estado tem começo, meio, mas não tem fim. O Cuida PE, programa criado pelo Governo de Raquel Lyra para diminuir as filas de cirurgias eletivas, exames e consultas, é um eixo importante da gestão da Secretaria de Saúde de Pernambuco. Além de reduzir filas históricas de procedimentos, nosso objetivo é fazer com que os pernambucanos possam ser atendidos próximos de casa, por isso, este sábado, estamos com mais uma ação do Cuida PE em Petrolina”, afirma a secretária de saúde, Zilda Cavalcanti.

“Serão dois mutirões de consultas pré-cirúrgicas, que acontecerão neste e no próximo sábado, dia 27 de abril, como parte da programação de atendimento às mulheres e crianças que estão na fila de cirurgias eletivas da VIII Geres. A iniciativa desse mutirão de consultas é do Governo do Estado, por meio do Programa Cuida PE, que além de cirurgias ginecológicas, oferece consultas e exames. As cirurgias já começarão em maio” explicou a diretora geral do HDM Ismep, Daniele Moreno.

Gestão 360°: Prefeitura de Juazeiro segue apresentando projeto voltado ao acompanhamento escolar integral de alunos

A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Educação e Juventude (Seduc), segue apresentando o projeto “Gestão 360°” nas escolas da rede municipal de ensino. Nesta sexta-feira (19), foi a vez de escolas municipais localizadas nos bairros São Geraldo, Jardim Universitário, Coréia e Alagadiço receberem a equipe da Superintendência de Gestão Escolar, Programas e Projetos da Seduc.

O projeto “Gestão 360°” tem como objetivo proporcionar uma visão panorâmica do percurso do estudante na rede municipal de ensino de Juazeiro, através da Plataforma EducaJuá, um sistema que vai reunir todos os dados dos estudantes matriculados na rede municipal de ensino. “Estamos caminhando pelas escolas do nosso município, dando apoio técnico aos profissionais de educação, para que, com eficiência e eficácia, possamos acompanhar todos os meninos e meninas da rede municipal de ensino. Neste sentido, compreendemos que é a partir dessas informações e estatísticas, sobre os estudantes e suas necessidades, que conseguimos estabelecer cooperações técnicas com o Ministério da Educação e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)”, pontuou a superintendente de Gestão Escolar, Programas e Projetos da Seduc, Alexandrina Araújo.

A gestora da Escola Municipal Professora Maria de Lourdes Duarte, Leide Patrícia de Santana Costa, ressaltou a importância da aproximação entre a gestão municipal e as unidades escolares. “Com essas visitas, nós temos a oportunidade de esclarecer nossas dúvidas sobre o projeto e isso vai nos ajudar muito na sistematização dos dados dos estudantes”.

Gestão 360°

O projeto prevê, através da Plataforma EducaJuá, um sistema de gestão integrada, informatizado, que centraliza todas as informações relacionadas aos alunos, desde o seu cadastro inicial até seus registros acadêmicos, comportamentais e de frequência, garantindo o acesso fácil e seguro às informações relevantes para todos os envolvidos no processo educacional. Além disso, também é possível o monitoramento contínuo das informações e a intervenção personalizada.

Segundo o analista em Educação do Setor de Informações de Educação de Juazeiro (SIEJ), Charles Alexandre, a iniciativa vai permitir a melhoria do desempenho escolar e comportamental dos estudantes, a redução da evasão escolar e o aumento da taxa de conclusão do ensino básico, mais eficiência na alocação de recursos educacionais, maior envolvimento e participação dos pais no processo educacional dos alunos e ainda a promoção de uma cultura de dados e evidências na gestão educacional de Juazeiro.

Governadora Raquel Lyra se posiciona contra a comercialização de cigarros eletrônicos no Brasil, alvo de debate na Anvisa

A governadora Raquel Lyra se posicionou contra a liberação de cigarros eletrônicos no Brasil em uma consulta pública da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a regulamentação da venda dos produtos, popularmente conhecidos como “vapes”. A Diretoria Colegiada da agência vai apreciar, nesta sexta-feira (19), uma proposta de resolução que pretende manter a proibição dos dispositivos eletrônicos para fumar. Raquel foi a única gestora estadual a se manifestar na consulta.

Em sua manifestação, em nome do Governo do Estado de Pernambuco, a governadora defende a manutenção da regra vigente no Brasil, que já proíbe esses produtos. “Manter essa medida é de extrema importância para evitar inúmeros malefícios para a saúde pública do país, especialmente no combate ao tabagismo. É consenso na comunidade científica que ele é a maior causa de adoecimentos e mortes precoces em todo o mundo. O Brasil não pode retroceder nesse aspecto”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A consulta pública da Anvisa (nº 1.222/2023) buscou colher sugestões ao texto da proposta de Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) que proíbe a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda de dispositivos eletrônicos no território brasileiro. A consulta foi aberta em dezembro de 2023 e encerrada em fevereiro deste ano.

Em 2022, a Anvisa aprovou um relatório que indicava não só a necessidade de manter a proibição dos dispositivos, mas também a adoção de novas medidas para reprimir o comércio irregular. Desde 2009, os cigarros estão proibidos por meio de uma resolução da própria agência (nº 46/2009). A decisão se baseou no Princípio da Precaução, devido à inexistência de dados científicos que comprovassem eficiência, eficácia e segurança no uso dos produtos.

Fotos: Miva Filho/ Secom

Livelo é a nova patrocinadora oficial do projeto Escolinhas de Atletismo Inclusivo da APA

O projeto social Escolinhas de Atletismo Inclusivo, da Associação Petrolinense de Atletismo (APA), terá um novo patrocinador oficial a partir de 2024. A Livelo, maior empresa de recompensas do país, firmou parceria com o clube do Sertão pernambucano e será uma das financiadoras do projeto pelos próximos dois anos.

A parceria entre as instituições foi estabelecida por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) do Governo Federal, que possibilita o direcionamento de recursos de renúncia fiscal para projetos esportivos e paradesportivos.

“Estamos muito felizes em contar com a Livelo em nosso time de empresas parceiras. Esse apoio será fundamental para fortalecer as atividades de nosso projeto, permitindo que mais crianças e jovens tenham acesso ao esporte e a oportunidades de desenvolvimento. Só temos a agradecer à Livelo pela confiança e temos a certeza de que essa parceria renderá grandes frutos”, celebrou o presidente da APA, Domingos Rodrigues.

O projeto Escolinhas de Atletismo Inclusivo está em operação desde 2022, com dois núcleos na sede de Petrolina (Campus Petrolina IFSertãoPE e no Sesi Petrolina). A partir deste ano, o programa será expandido para cinco polos, com a implantação de mais dois núcleos na zona rural e um na cidade de Juazeiro (BA). No total, o programa beneficiará 350 alunos, com e sem deficiência.

Ascom APA

Prefeitura entrega novos equipamentos esportivos nesta sexta-feira em Petrolina

Fortalecendo as ações de incentivo ao esporte e lazer, nesta sexta-feira (19), a Prefeitura de Petrolina inaugura dois novos equipamentos esportivos nos bairros Cohab III e Jatobá. Com a soma de investimentos na faixa de R$ 1 milhão, os projetos são frutos de emendas do deputado federal, Fernando Filho e parceria com a CODEVASF.

A quadra localizada às margens da Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio, no bairro Cohab III, ganhou cobertura metálica, nova iluminação e também passou por serviços de pintura e manutenção das traves e alambrado. A reestruturação custou cerca de R$ 700 mil e foi executada pela Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra).

Já no loteamento Horizonte, no bairro Jatobá, a implantação do pátio multiuso chega como novidade na vida da população. A partir de agora, os moradores terão um equipamento público de qualidade destinado à prática esportiva. O projeto desenvolvido pela CODEVASF recebeu um investimento de mais de R$280 mil.

Inauguração: A inauguração do pátio multiuso do bairro Jatobá acontece às 18h, na Rua Barão de Contendas e a entrega da quadra da Cohab III acontecerá às 20h, na Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio.

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Adailma Gomes – Assessora de imprensa da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade

Simão anuncia pacote de investimentos com mais de 200 obras na periferia

Maior cidade do interior de Pernambuco, Petrolina continua com o ritmo acelerado de grandes obras, principalmente, na infraestutura, mobilidade urbana, educação e saúde. A cidade que se transformou no maior canteiro de obras do Nordeste segue para mais um salto em sua infraestrutura. Nesta sexta-feira (19), o prefeito Simão Durando lançou um programa de ações com mais de 200 obras para as áreas urbana e rural do município. O evento contou com a presença do deputado federal Fernando Filho, do deputado estadual Antonio Coelho e do ex-prefeito Miguel Coelho.

Batizado de Bora Crescer Mais, o pacote de ações contempla pavimentações, recapeamento, iluminação, investimentos em praças, drenagem e grandes obras. Somente em pavimentação, serão contempladas 97 ruas em 16 localidades como Nova Descoberta, Pedrinhas, Porto da Ilha, Serrote do Urubu, Terras do Sul, Dom Avelar e João de Deus. Outro anúncio importante feito pelo prefeito foi o investimento de R$ 18 milhões para recapear mais de 100 ruas em diversos bairros.

Com inúmeras obras voltadas à periferia, Simão garantiu o início das obras da Feira do José e Maria, que irá conferir à comunidade um local moderno e totalmente requalificado. Outro marco na cidade será a construção do Parque do Povo, no José e Maria, a partir de maio. Destaque ainda para a Operação Drenagem, que receberá um investimento de R$ 20 milhões em obras e manutenção, a exemplo da drenagem do bairro Dom Avelar e a limpeza dos 15 canais da cidade.

Dentro do pacote de ações, Simão reforçou as grandes obras que irão alavancar a cidade, como a Orla 3 – uma ação histórica para urbanizar um corredor ligando a periferia ao rio.

Simão falou ainda sobre a duplicação BR- 407, que hoje é classificada como a maior obra de mobilidade do Nordeste com um investimento de R$ 122 milhões. Outra obra estruturante que vai melhorar a mobilidade da cidade é a conclusão da Transnordestina, cuja primeira etapa conclui em agosto e imediatamente após inicia-se a segunda fase da intervenção.

O gestor ainda deu destaque para a conclusão do Centro de Convenções do município que terá um investimento de R$ 44 milhões e contará ainda com o Teatro Municipal, um sonho para a classe artística e valorização da cultura. Ainda no âmbito cultural e turístico, os anúncios também contemplam diversas praças em diversos bairros da cidade.

“Com esse pacote de ações, nós estamos garantindo um novo momento para Petrolina. Nossa cidade vem em um ritmo intenso de crescimento desde 2017 e agora dará mais um salto de desenvolvimento. É um grande investimento que vai impactar, principalmente, a vida das famílias mais humildes e os bairros periféricos. Investir em infraestrutura é também investir em qualidade de vida. Somente com essas ações estaremos garantindo 4 mil empregos diretos e indiretos na cidade. É geração de renda e movimentação da economia local. Nosso compromisso é com toda a população, mas é fundamental priorizar aqueles que precisam do serviço público”, destacou o prefeito Simão Durando.

Cleilma Silva – Assessora de Imprensa
Fotos – Erlan Alexandre

No Dia dos Povos Indígenas, escola da rede municipal de Juazeiro promove mostra cultural

Para celebrar o Dia dos Povos Indígenas, comemorado nesta sexta-feira, 19 de abril, a Escola Municipal Estação do Saber José Carlos Tanuri organizou uma Mostra Cultural. No evento, os estudantes apresentaram o que vêm aprendendo sobre os povos originários em sala de aula.

A gestora da unidade, Virna Sarissa, explicou que a culminância foi dividida em duas partes e integra um projeto em que os alunos viajam e chegam a Portugal, mas tem como foco principal os povos originários. “Hoje tivemos as apresentações artísticas, com a dança do Toré e uma apresentação musical envolvendo todos os alunos da escola em uma grande roda. Na próxima sexta-feira (26), realizaremos uma feira, com oficinas de produção de adereços e com a presença de alimentos característicos dos povos originários”, disse.

Virna explicou ainda que o objetivo da atividade é apresentar o indígena para além dos estereótipos criados ao longo da história. “Nós queremos mostrar para as crianças que o indígena não é só aquele que pinta o corpo ou se veste totalmente de penas. É sobre você estar em todos os lugares e se reconhecer, sem perder a sua essência. Queremos enfatizar a cultura e o quanto eles foram e são importantes para a origem e formação do povo brasileiro”, acrescentou.

A estudante Yasmim Castro dos Santos Moreira, de 10 anos, é aluna do 4º ano do Ensino Fundamental e contou o que aprendeu sobre os elementos presentes na cultura indígena e o seu significado. “Nós aprendemos sobre o Toré, que os indígenas têm essas danças, que, às vezes, são várias, para comemorar aniversários e outras festas ou quando eles cultivam algum alimento. Além disso, também aprendemos a fazer os cocás”. A aluna da mesma turma, Maria Alícia Ramos dos Santos, 9 anos, destacou a importância desse aprendizado. “Essa experiência foi muito importante para a gente aprender mais sobre a cultura indígena porque faz parte da cultura do nosso povo”.

Vigilância Sanitária interdita açougue de hipermercado em Petrolina (PE)

Após denúncia do Ministério do Trabalho, a Agência Municipal de Vigilância Sanitária atendeu ao pedido e realizou uma fiscalização em um hipermercado da cidade nessa quinta-feira (18). O ambiente encontrava-se em situação de insalubridade, não tinha condições dignas de trabalho, o manuseio e oferta dos produtos não estavam de acordo com as normas sanitárias. A equipe de fiscalização interditou a área do açougue e das câmaras frias. Os inspetores sanitários seguiram as medidas incluídas na base do Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação (RDC) N 216, de 2004.

Na área de armazenamento de carnes e demais proteínas, o acondicionamento estava sendo feito de forma inapropriada. O ambiente estava sujo, alguns equipamentos  apresentavam ferrugem, e havia parasitas e insetos na área de corte e preparação de carnes, entre outras irregularidades. Além das interdições, foram lavrados autos de infrações e notificações.

Os ambientes interditados só serão liberados quando os empreendedores realizarem as devidas regularizações dos ambientes elas estiverem dentro das normas sanitárias apresentadas pela fiscalização. A Vigilância  Sanitária informa ainda que a população pode realizar denúncia através do 156 da ouvidoria e não há a necessidade de identificação do denunciante.

Hospital Dom Malan registra mais de 60% de aumento no número de atendimento no pronto socorro infantil no mês de março

O Hospital Dom Malan em Petrolina registrou aumento de 64% no número de atendimentos no Pronto Socorro Infantil no mês de março, comparando com o mês de fevereiro. Esse crescimento se deu principalmente pelas síndromes respiratórias entre crianças, que vem lotando o PSI desde o mês de fevereiro, com picos aos finais de semana quando as unidades básicas de saúde ficam fechadas. Foram 3.852 crianças que passaram pela triagem da urgência e emergência do HDM Ismep nesse período, de acordo com os dados da classificação de risco. Desse número 3.597 pacientes foram atendidos no hospital.

Outro aumento registrado de forma significativa foram os exames laboratoriais. Foram 24.410 somente no mês de março. Em fevereiro esse número era de 20.041. O balanço de atendimento de exames calculou 4.396 a mais em relação ao mês anterior.

Neste mesmo período, aumentou também o número de pacientes atendidas na urgência obstétrica. Durante todo o mês foram 1.876 mulheres. Em fevereiro, o número era de 1.689. Foram realizados 576 partos no HDM Ismep, número maior que no mês anterior, quando foram feitos 523 partos.

O Hospital Dom Malan também registrou aumento no número de cirurgias eletivas e de urgência. Foram realizadas mais 62 cirurgias de urgência, somando um total de 535 no mês. As eletivas foram 13 a mais, chegando a 82 cirurgias no mês de março.

A unidade também realizou mais exames de imagens para auxílio no diagnóstico de pacientes. Foram 2.186 exames no mês, o que representa 248 exames a mais do que no mês de fevereiro.