A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou uma operação que resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma organização criminosa interestadual especializada em furtos qualificados de máquinas pesadas. A ação foi coordenada pela Delegacia da 193ª Circunscrição de Salgueiro, vinculada à 23ª DESEC, com apoio operacional da Polícia Civil de São Paulo.
As investigações começaram após um furto registrado no dia 25 de setembro de 2025, em uma pedreira localizada em Salgueiro, no Sertão pernambucano. Na ocasião, foram levados módulos eletrônicos — conhecidos como computadores de bordo — de máquinas da marca Caterpillar, com valor estimado em cerca de R$ 1 mil cada.
Durante a apuração, a polícia identificou que o mesmo modus operandi vinha sendo utilizado em outros crimes semelhantes ocorridos em obras da transposição do Rio São Francisco, nos estados do Ceará, no município de Palmirim, e da Paraíba, em Princesa Isabel. A semelhança nas ações indicou a atuação de um grupo criminoso organizado e com atuação em vários estados.
As diligências apontaram que os suspeitos saíam do estado de São Paulo, especialmente da região de São José do Rio Preto, e percorriam estados do Nordeste para cometer os furtos. Após os crimes, os equipamentos eram enviados por remessas postais para uma mulher ligada ao líder da organização, responsável por receber e dar destino ao material furtado.
A investigação contou ainda com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, que auxiliou na identificação dos veículos utilizados pelo grupo, contribuindo para o reconhecimento dos envolvidos e o avanço das apurações.
Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e alto nível de organização. Os prejuízos causados são considerados significativos, já que os equipamentos subtraídos podem chegar a valores de até R$ 100 mil.
Com a identificação dos suspeitos, a Justiça expediu mandados de prisão preventiva, cumpridos no dia 2 de abril de 2026 nas cidades de São José do Rio Preto e Andradina, em São Paulo, com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE/DEIC).
As investigações também revelaram que os envolvidos ostentavam um padrão de vida elevado, incompatível com rendimentos lícitos, incluindo viagens para destinos turísticos como Jericoacoara, no Ceará, logo após a prática dos crimes.
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