Notícias falsas nas eleições de 2020 preocupam especialistas

A difusão de conteúdos enganosos na Internet nas disputas municipais de 2020 vem preocupando especialistas no assunto. O tema foi objeto de debate no seminário “Internet, Desinformação e Democracia”, que foi realizado  ontem (24) em São Paulo, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil ( CGI.br).

Criado em 1995, o comitê é responsável pela administração dos domínios “.br” e por diretrizes para o desenvolvimento da rede mundial de computadores no país. Durante o evento foram discutidas propostas para o enfrentamento de conteúdos enganosos nas plataformas digitais.

Em sua apresentação, a advogada e integrante do CGI Flávia Lefévre manifestou preocupação com o poder das plataformas e com a capacidade econômica em escala mundial, destacando que a minirreforma eleitoral restringiu a propaganda paga na internet apenas a grandes plataformas, especialmente Facebook e Google.

Lefébvre defendeu a necessidade de criação de mecanismos que diminuam a influência do peso econômico nas redes, uma vez que candidatos com mais recursos passaram a ter mais chances de veicular anúncios nas plataformas.

Violações

O ex-ministro do Tribunal Superior, Eleitoral (TSE), Henrique Neves, destacou a complexidade de tratamento das notícias falsas nas eleições de 2020, lembrando que a análise de violações na propaganda eleitoral será feita por 2.800 juízes das zonas eleitorais responsáveis pelas disputas municipais nas diferentes regiões do país. O total de candidatos, estimou Neves, deve passar dos 500 mil com as novas regras.

“A eleição municipal é muito mais complicada de ser feita do que a nacional. Você vai ter um universo menor, municípios com 20 mil pessoas, onde uma fake news pode se espalhar mais rapidamente. É importante uma qualificação para que os juízes, Ministério Público e advogados saibam lidar com o problema”, afirmou.

Facebook

O diretor de políticas do Facebook para eleições na América Latina, Marcos Tourinho, apresentou as iniciativas da empresa para “garantir a integridade das disputas eleitorais”, como têm sido implantadas em pleitos nos últimos anos e que serão adotadas em eleições deste ano, como na Argentina e na Bolívia.

Segundo Tourinho, a companhia reduz contas falsas, reduz o alcance de notícias identificadas como falsas por checadores no newsfeed e disponibilizou informações sobre anúncios políticos, como a exigência de confirmação de identidade, a disponibilização de quem pagou e que segmentos populacionais receberam as peças.

Foram atacados os incentivos financeiros para atores maliciosos, reduzindo o alcance de publicações que visam atrair usuários para sites com anúncios e mantendo centros de monitoramento para dar respostas a mensagens enganosas, de acordo com o diretor. Questionado, disse que a empresa não aprovou nenhuma nova medida para as eleições de 2020 no Brasil e que será feito um esforço em torno da diversidade e fragmentação do pleito.

Whatsapp

O pesquisador do Observatório Latinoamericano de Regulação, Meios e Convergência (Observacom) João Brant observou que o combate à desinformação nas eleições de 2020 passa pelo enfrentamento do problema no  Whatsapp. Tomando o papel da rede social no pleito de 2018, ele ressaltou que, apesar de ser uma rede social de mensagens privadas, permite a difusão em massa de mensagens, como nos grupos de até 256 integrantes, de forma obscura e utilizando o anonimato, “enterrando o debate político”.

Para evitar o uso a plataforma nas próximas eleições, o pesquisador defendeu uma série de medidas. “Em 2020, vamos ver o problema de 2018 em 5.500 municípios. As plataformas têm responsabilidade e têm que atuar, garantindo transparência. É preciso, por exemplo, mudar o padrão de autoria no Whatsapp, viabilizar a identificação de responsáveis por mensagens que violem os códigos Penal e Civil e constranger práticas reincidentes de desinformação.”

Com informações da Agência Brasil

Interrupção geral de serviços de internet afeta usuários brasileiros

Diversos sites e serviços brasileiros passaram por um período de instabilidade iniciado por volta de 11h da manhã de hoje (22), informa a plataforma internacional de monitoramento de servidores Downdetector.

Segundo o serviço, o Akamai – a maior rede de entrega de conteúdo (content delivery network, CDN na sigla em inglês) do mundo passa por dificuldades técnicas. A Akamai é responsável por cerca de 30% dos servidores de distribuição de conteúdo digital da rede mundial.

Uma CDN usa redes de servidores especializados que estão distribuídos geograficamente para acelerar a velocidade com que o usuário recebe as requisições feitas no navegador. Na prática, páginas que são hospedadas no Japão ou na Europa, por exemplo, são copiadas em um servidor fisicamente mais próximo do usuário para que o tempo de download da informação seja reduzido.

Serviços bancários, como os da Caixa, do Banco Safra, a corretora de valores Clear e a financeira Sicredi, ficaram inacessíveis. Servidores e lojas de jogos online, como a Playstation Network, da Sony, e a Steam, da Valve, também foram afetados. As lojas virtuais Amazon e Submarino também sofreram com a interrupção, mas já estão restabelecidas. O MercadoLivre também passa por instabilidade em seus serviços, assim como o PagSeguro, do grupo UOL.

No início do mês, uma falha parecida ocorreu em outra CDN de grande porte, a Fastly Inc., e também afetou serviços financeiros, comércio e servidores de jogos.

A Akamai informa, na página de monitoramento de seus serviços, que está investigando as causas da interrupção generalizada.

Edição: Aline Leal – Agência Brasil

Anatel determina medidas de combate a fraudes e golpes telefônicos

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou nesta segunda-feira (23) um conjunto de medidas às prestadoras de serviços de telecomunicações com o objetivo de impedir o uso de ligações telefônicas para aplicação de golpes e fraudes.A agência reguladora esclarece que as medidas determinadas pretendem garantir a transparência e a rastreabilidade das ligações telefônicas e correspondem a uma resposta à atualização de métodos usados por fraudadores e ações complementares a outras disposições já implementadas pela Anatel e em andamento.

Medidas

A realização de novas etapas de verificação das chamadas está entre as providências que devem ser tomadas pelas empresas. As operadoras também deverão proibir o uso de múltiplos números aleatórios para chamadas realizadas a partir de uma mesma origem. A prática tem dificultado a identificação de quem está ligando e, consequentemente, prejudica o bloqueio de chamadas indesejadas ou fraudulentas, no telefone do consumidor, se este desejar. De acordo com a Anatel, esta prática é adotada pelo mercado de telesserviços.

A Anatel definiu ainda a criação de um canal para centralizar o recebimento de denúncias de instituições financeiras sobre números utilizados para o cometimento de golpes e fraudes. A partir dessas notificações, cada operadora deverá usar as informações para identificar o usuário e a prestadora de origem das chamadas, bloquear o acesso do usuário às redes de telefonia e acionar as autoridades de segurança pública.

O descumprimento das medidas estabelecidas pela Anatel poderá resultar na aplicação de multas de até R$ 50 milhões ou até mesmo na extinção da autorização para prestação de serviço de telecomunicações da operadora que for considerada conivente com as práticas criminosas.

Bloqueio de ligações

Especificamente sobre ligações de telemarketing ativo, as principais prestadoras de serviços de telecomunicações criaram a plataforma Não Me Perturbe. Com a autorização da Anatel, desde 2022, o sistema possibilita que os consumidores que não desejam receber este tipo de ligação telefônica se cadastrem gratuitamente na Lista Nacional de Não Perturbe.

Em até 30 dias após o pedido de cadastramento, o consumidor não receberá mais ligações para a oferta de serviços de telefonia fixa, telefonia móvel, banda larga e TV por assinatura das prestadoras e serviços de telecomunicações participantes. Os bloqueios também podem ser para promoção de vendas e serviços por meio de contato telefônico de empréstimo consignado e cartão de crédito consignado, por parte de instituições financeiras participantes.

No caso de instituições financeiras, o bloqueio de ligações não se aplica à realização de cobrança de débitos, oferta de refinanciamento de dívidas, solicitação de portabilidade de serviços, confirmação de dados, prevenção a fraudes.

Além do site, o Não Me Perturbe está disponível em aplicativo para smartphones, que pode ser baixado gratuitamente em lojas virtuais. O usuário pode efetuar o bloqueio diretamente no próprio celular para não receber ligações de telemarketing de empresas.

Edição: Érica Santana/Agência Brasil

Santa Filomena será polo de Popularização da Astronomia em Pernambuco

Criação de um Clube de Astronomia, realização de eventos astronômicos, cursos de formação para estudantes e professores… Estas são algumas das propostas que serão implantadas na cidade de Santa Filomena, graças à parceria entre a Prefeitura Municipal, Espaço Ciência, UFRPE, Observatório Nacional e Facepe. Em reunião nesta quinta (24), todas as sugestões elaboradas sob a coordenação do astrofísico Antonio Carlos Miranda, foram acatadas pelo prefeito Cleomatson Coelho.

Uma das ideias é a proposição de uma Lei Municipal instituindo o Dia do Meteorito, em 19 de agosto. Nesta data, a pequena cidadezinha no Sertão pernambucano entrou no mapa mundial da Astronomia após a queda de um meteorito no local. “Desde então, a cidade foi invadida por gente de todo mundo à procura dos fragmentos. É importante que os habitantes da cidade se apropriem do significado deste evento astronômico”, afirma Antonio Carlos Miranda, professor da UFRPE e coordenador do projeto Desvendando o Céu Austral.

Nesta quinta-feira, Miranda, acompanhado pelo coordenador de Astronomia do Espaço Ciência, Cleiton Batista, e pela equipe do “Desvendando o Céu Austral” realizaram uma concorrida noite de observação astronômica na cidade.

Outra proposta é a criação de um Clube de Astronomia na cidade. Para isso, algumas sementes já foram plantadas. A FACEPE garantiu quatro bolsas de Iniciação Científica para os estudantes da cidade que quiserem se dedicar ao projeto; o Observatório Nacional cedeu um Sistema de monitoramento de meteoritos – EXOSS; e a UFRPE emprestou um telescópio, que já está na cidade.

Também serão garantidos apoio técnico e cursos de formação para estudantes e professores por meio do Espaço Ciência e da equipe do projeto Desvendando o Céu Austral, da UFRPE.  O grupo de parceiros também entregou à Prefeitura um projeto de instalação do “Observatório Astronômico de Santa Filomena”.

Para 2021, dois eventos já estão previstos: uma visita técnica ao Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), em Itacuruba; e a realização da Semana de Popularização da Ciência do Semiárido, em agosto. “Queremos que a queda do meteorito na cidade possa servir como propulsor de uma intensa atividade de popularização da Astronomia no local”, afirma Cleiton Batista, coordenador de Astronomia do Espaço Ciência e responsável pelo Observatório da Sé.

FOTO: Espacociencia

Milhões de dados de usuários do Facebook são expostos na internet

Milhões de dados de usuários do Facebook foram encontrados expostos ao público na internet, sem qualquer tipo de proteção, revelaram especialistas da empresa de cibersegurança UpGuard nessa quarta-feira (3).

O grupo de pesquisadores descobriu dois conjuntos separados de dados, armazenados em servidores da Amazon. As informações podiam ser acessadas por qualquer pessoa, sem a necessidade de senha.

O maior bloco de dados estava vinculado à empresa mexicana Cultura Colectiva, que armazenou publicamente na nuvem mais de 540 milhões de dados de usuários coletados no Facebook, incluindo comentários, reações e nomes de perfis.

O segundo conjunto de dados, ligado ao extinto aplicativo do Facebook At the Pool, era significativamente menor, mas continha, entre outros dados, fotos e senhas de 22 mil usuários.

A UpGuard acredita que as senhas eram para acessar o aplicativo, e não a conta do usuário na rede social, mas a sua divulgação coloca em risco internautas que costumam usar as mesmas senhas em várias contas, alertou a empresa.

Segundo o Facebook, todas as informações expostas já estão seguras. “Uma vez alertados sobre o problema, trabalhamos com a Amazon para derrubar os bancos de dados. Temos o compromisso de trabalhar com os desenvolvedores em nossa plataforma para proteger os dados das pessoas”, afirmou um porta-voz em comunicado.

A nota diz ainda que a empresa está investigando o incidente e busca descobrir por que esses dados foram armazenados em servidores públicos. “As políticas do Facebook proíbem o armazenamento de informações em bancos de dados públicos”, disse.

Segundo a companhia, os usuários serão informados se forem encontradas evidências de que as informações expostas na internet foram mal utilizadas.

A exposição desses dados não é resultado de um ataque de hackers aos sistemas da rede social, mas é mais um exemplo de como o Facebook permite que terceiros coletem grandes quantidades de dados de usuários, sem controlar a maneira como essas informações são usadas ou protegidas.

“Os dados expostos não existiriam sem o Facebook, ainda assim esses dados não estão mais sob o controle da rede social”, afirmam os pesquisadores. “Em cada um desses dois casos, a plataforma facilitou a coleta de dados sobre indivíduos e sua transferência para terceiros, que se tornaram responsáveis por sua segurança.”

Nos últimos anos, o Facebook se viu envolvido em vários escândalos relacionados à gestão da privacidade dos dados dos usuários, que mancharam consideravelmente a imagem pública da empresa.

A maior polêmica que teve que enfrentar começou em março de 2018, quando foi revelado que a companhia de consultoria britânica Cambridge Analytica utilizou um aplicativo para compilar milhões de dados de usuários da plataforma sem o seu consentimento e com fins políticos.

A empresa se serviu de dados da rede social para elaborar perfis psicológicos de eleitores, que supostamente foram vendidos à campanha do presidente americano, Donald Trump, durante as eleições de 2016.

O Facebook é a rede social mais usada no mundo, com 2 bilhões de usuários mensais. Além disso, a empresa é dona do WhatsApp e do Instagram, também utilizados por bilhões de pessoas.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

Whatsapp, Facebook e Instagram com problemas de carregamento de imagens, vídeos e áudios

Usuários do Facebook, Whatsapp e Instagram nesta quarta-feira (3) estão com dificuldades na operação das plataformas. As três redes pertencem à companhia Facebook, com sede nos Estados Unidos. No Brasil, a rede social de mesmo nome e o Whatsapp são acessados, cada um, por mais de 130 milhões de pessoas. A instabilidade foi sentida em diferentes regiões do mundo.

Os problemas estão da dificuldade de baixar ou visualizar vídeos e imagens, no Facebook, no Whatsapp e Instagram. Alguns usuários também não conseguem carregar ou enviar e ouvir áudios.

Mensagens nas próprias redes e em outras, como no Twitter, repercutiram o problema. A hashtag #facebookdown estava entre as principais nos trending topics do Twitter, ao longo da manhã. Memes com o fundador e CEO da companhia, Mark Zuckerberg, ganharam a web.

Por meio de sua conta no Twitter, o Facebook afirmou que “está ciente que algumas pessoas estão tendo problemas para subir ou carregar imagens, vídeos e outros arquivos nos nossos apps”. E completou, se desculpando: “Pedimos desculpas pelo problema e estamos trabalhando para trazer as coisas ao normal novamente o mais rapidamente possível.”

Após as 18h  começou a normalizar, as fotos já começavam a serem visualizadas e baixadas.

Apagão cibernético atrasa voos e prejudica serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo

Um apagão cibernético está provocando atrasos em voos, além de prejudicar serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo, nesta sexta-feira (19). O problema estaria relacionado a sistemas que utilizam Windows na empresa CrowdStrike, uma fornecedora de serviços de segurança digital.

A Microsoft afirma que a falha já foi resolvida, mas que problemas residuais ainda podem ocorrer. Não há indícios de que o apagão esteja relacionado a um ataque hacker.

As companhias aéreas American AirlinesUnited e Delta — as principais dos Estados Unidos –paralisaram todos os voos. A JetBlue, que opera majoritariamente voos domésticos nos EUA, segue com as operações normais.

No Brasil, usuários reclamam que apps de bancos estão fora do ar. Bolsas de valores em todo o mundo tiveram intercorrências nas operações.

O incidente teve origem em um problema global na empresa de segurança cibernética CrowdStrike.

Em um comunicado, a CrowdStrike confirmou que está ciente de falhas no sistema operacional Windows relacionada ao sensor “Falcon”.

A CrowdStrike é uma empresa que fornece serviços de cibersegurança para algumas das maiores empresas do mundo para encontrar falhas em sistemas digitais evitar ataques de hackers. Informações iniciais dão conta de que o apagão se originou em sistemas da CrowdStrike que utilizam o sistema operacional Windows, da Microsoft.

A Microsoft afirma que o problema teve origem em sistemas do Windows devido a “uma atualização de uma plataforma de software de terceiros”.

Os aeroportos do Brasil não haviam registrado problemas causados pelo apagão até por volta de 8h desta sexta.

Segundo a rede de TV norte-americana ABC, nenhum voo da American Airlines, United e Delta deve decolar nas próximas horas. As viagens que já estão em andamento continuarão normalmente.

Eurowings, subsidiária da companhia aérea alemã Lufthansa para voos na Europa, disse que todos os voos domésticos e entre Alemanha e Reino Unido foram cancelados até as 15h no horário local (10h no Brasil).

Problemas técnicos foram reportados nos maiores aeroportos da Europa e na Índia, com atrasos de voos. Em Berlim, na Alemanha, todas as decolagens ficaram suspensas por algumas horas. No aeroporto de Singapura, um dos maiores do mundo, diversas companhias aéreas estão fazendo o check-in de forma manual.

A Autoridade Aeroportuária de Hong Kong disse que as companhias aéreas também mudaram o procedimento de check-in para manual e que voos não foram afetados.

Na Austrália, a rede estatal ABC está com a programação totalmente paralisada, e a Sky News Australia está parcialmente fora do ar.

Outros problemas de tecnologia foram reportados ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, o serviço de emergência 911 ficou fora do ar no Alasca.

Serviços bancários e de mídia da Austrália foram afetados, sendo que algumas lojas fecharam temporariamente. Alguns bancos da Nova Zelândia também ficaram fora do ar.

No Reino Unido, o serviço de trem disse que foi afetado e pode enfrentar cancelamentos. Sistemas de computadores do serviço público de saúde caíram, como o de agendamento de consultas e o de farmácias.

Na Alemanha, cirurgias eletivas foram canceladas em dois hospitais.

No continente africano, um dos maiores bancos da África do Sul anunciou que enfrenta problemas, com todos os serviços afetados nacionalmente.

Jogos Olímpicos

Na França, o comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Paris informou que enfrenta alguns problemas de TI, a uma semana do início das competições.

A venda de ingressos, no entanto, não estaria sendo afetada.

Com informações G1

Usuários do Instagram aderem à nova figurinha “Em Casa” nos Stories

O Instagram lançou no sábado (21) uma figurinha para incentivar os usuários da rede social a permanecerem em casa pelos próximos dias, a fim de conter a propagação da pandemia do coronavírus.

O uso é simples. Depois de gravar ou fotografar um story, basta clicar no ícone de adesivos, escolher a função “em casa” e colar na publicação. São dois modelos: uma casinha nas cores rosa e roxa, dentro de um coração, com a mensagem “em casa” ou apenas o desenho.

Além de sinalizar para os amigos que está seguindo a orientação, a figurinha agrupa os stories de várias pessoas em um único ícone, visível na barra superior do Instagram.

Depois que a função foi criada, várias pessoas a usaram contando um pouco sobre sua rotina de isolamento.

MCom apresenta protótipo de internet móvel via satélite para veículos

O Ministério das Comunicações (MCom) apresentou hoje (23) uma tecnologia para a conexão wi-fi de internet em veículos via satélite. Uma antena fixada no teto do veículo garante a continuidade do sinal de banda larga, em velocidades de até 185 km. A tecnologia, que ainda está em fase de estudos, aproveita a internet do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGCD), do governo federal.

Pesando cerca de 40 quilos e com 1,30 metro de diâmetro, o dispositivo foi criado com o apoio da Agência Espacial Europeia. O protótipo da antena, que usa a banda Ka (civil) do satélite, é ligado à bateria do carro ou da embarcação.

A Telebras é a responsável pelo satélite. De acordo com o presidente da empresa, Jarbas Valente, a conexão móvel via satélite tem potencial para atingir áreas onde as operadoras de telefonia não disponibilizam o sinal de internet móvel, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Segundo Valente, a tecnologia pode ter vários usos, com aplicação em áreas como saúde, segurança pública, defesa e meio ambiente. Ele disse que a tecnologia pode ser usada, por exemplo, em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para atualizar a equipe médica sobre o estado do paciente, e por equipes do Corpo de Bombeiros ou do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no combate a focos de incêndio, com o envio de informações sobre a situação do local, incluindo fotos e vídeos feitos por drones.

“É a primeira vez que utilizamos essa tecnologia para aplicação em mobilidade terrestre”, informou o presidente da Telebras. Ele lembrou que tal tecnologia é usada na Europa em trens de alta velocidade. “Com ela, as pessoas podem usar a internet para várias coisas, como fazer videochamadas e usar o WhatsApp”, ressaltou Valente. A nova solução permite uma velocidade de conexão de até 20 mega.

Como o satélite consegue cobrir todo o território nacional, Valente disse que a tecnologia também pode ser usada em embarcações e por empresas de que atuam no transporte intermunicipal e interestadual de passageiros e em aplicações do tipo internet das coisas (IoT) e no agronegócio.

“A solução tecnológica usa a banda Ka, do satélite e a LTE, do 4G e faz a comutação automática de uma para outra. Com isso, as pessoas não percebem quando se está usando uma ou outra rede”, ressaltou Valente.

O ministro das Comunicações, Fabio Faria, disse que a tecnologia também pode ser usada em áreas de fronteira. Ele destacou que, apesar dos quase 13 mil pontos de acesso à internet do programa Wi-Fi Brasil, o país ainda tem um “deserto digital”, com cerca de 20% da população, cerca de 45 milhões de pessoas, sem acesso à internet.

“Isso representa muito mais que [ocorre em] vários países das Europa. E a maioria dos pontos que temos estão nas regiões Norte e Nordeste. Levar fibra ótica, internet fixa, como estamos levando, demanda mais tempo e dinheiro e, enquanto não conseguimos levar para todas as comunidades, quem tem conectado o Brasil é essa parceria da Telebras com o Ministério das Comunicações”, afirmou Fábio Faria.

Edição: Nádia Franco – Agência Brasil

Será que seu WhatsApp não foi clonado e pode ter alguém espionando? Tire a prova

Mesmo o WhatsApp não funcionando em dois celulares ao mesmo tempo, foram identificadas algumas brechas que podem ser aproveitadas por pessoas mal-intencionadas. Com acesso ao smartphone ou ao chip do telefone e, consequentemente, ao QR code do WhatsApp, pode ser que alguém esteja visualizando as suas conversas pessoais.

Confira algumas dicas simples do site ‘TechTudo’ para tirar a prova e se proteger.

1. Verificar atividades desconhecidas em sua conta: fique atento a mensagens que não se lembra de ter enviado e estão no seu celular, além de verificar se conversas que você ainda não abriu constam como lidas. Isso pode significar que a sua conta está ativa em outro dispositivo. Vale lembrar que falhas pontuais podem ocorrer no app.

2. Sessão ativa no WhatsApp Web: é possível verificar se a sua conta está logada em algum computador. Na opção de “Ajustes” do app, vá para a opção “WhatsApp Web/Desktop” e verifique quais aparelhos estão com sessões ativas. Se alguma movimentação for estranha, clique em “Sair de todas as sessões”. Assim, todos os dispositivos conectados serão removidos.

3. Aplicativos espiões: alguns apps espiões, disponíveis principalmente para Android, permitem que pessoas mal-intencionadas tenham acesso às ligações e mensagens do seu celular, incluindo do WhatsApp. Como é necessário ter acesso físico ao smartphone para instalar o app, fique atento às movimentações suspeitas e softwares desconhecidos armazenados no aparelho.

Para se proteger, você também pode:

– Ativar a verificação em duas etapas nas configurações da conta do WhatsApp;

– Não instale apps de fontes desconhecidas ou não autorizadas e evite usar o mensageiro em versões “turbinadas”, como o GB WhatsApp ou Yo WhatsApp. Procure baixar os aplicativos sempre na Google Play Store ou App Store;

– Não conecte o celular em Wi-Fis desconhecidos;

– Para iPhone (iOS), é possível fazer o bloqueio por meio do Touch ID (impressão digital) no WhatsApp. A atualização está disponível para iPhone 5S e modelos superiores (até iPhone 8 e 8 Plus). Nos iPhones X, XS, XS Max e XR, a proteção é feita com reconhecimento facial;

– Evite compartilhar o celular com estranhos e deixar o aparelho sem vigilância;

– Instale um app para colocar senha no WhatsApp. Assim, se alguém tentar acessar o mensageiro, precisará colocar a senha do app, além do bloqueio normal do celular;

– Se o seu WhatsApp já estiver hackeado, pode desativar a conta enviando um e-mail para support@whatsapp.com.