Violência Contra a Mulher: Casos Brutais Reacendem Debate por Justiça e Proteção

FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na última semana, dois casos graves de violência contra a mulher chocaram o país e reacenderam o debate sobre a urgência de políticas públicas mais eficazes. Em São Paulo, no sábado (29), uma mulher de 31 anos teve as pernas severamente mutiladas após ser atropelada e arrastada por aproximadamente um quilômetro, enquanto permanecia presa sob o veículo. O caso ganhou ampla repercussão nacional.

Já na segunda-feira (1º), outra mulher foi alvo de uma tentativa de homicídio quando seu ex-companheiro invadiu a pastelaria onde ela trabalhava e efetuou diversos disparos com duas armas de fogo. Os ataques, ocorridos em plena luz do dia, reforçam o cenário alarmante do feminicídio e da violência doméstica no país.

O delegado Fernando Barbosa Bossa, da Polícia Civil de São Paulo, responsável pela investigação do atropelamento, classificou o crime como tentativa de feminicídio, ressaltando a impossibilidade de defesa da vítima e os “requintes de crueldade” com que o ato foi cometido. A mulher teve ambas as pernas amputadas e permanece internada, em estado delicado.

Diante de casos tão brutais, especialistas reforçam que o enfrentamento à violência contra a mulher não pode se limitar à punição dos agressores, mas deve incluir prevenção, acolhimento, educação e fortalecimento das estruturas de proteção.