A Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de Pernambuco (Arpen-PE) destaca que é falsa a informação que circula nas redes sociais afirmando que 49 bebês foram registrados com o nome “Erling Haaland” em Pernambuco. Os dados oficiais da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) apontam que, desde 2020, 89 crianças em todo o Brasil receberam o nome Haaland. Os registros estão distribuídos da seguinte forma: 4 em 2020, 6 em 2021, 7 em 2022, 41 em 2023, 20 em 2024, 8 em 2025 e 3 em 2026.
Além disso, o levantamento da Arpen-Brasil refere-se ao nome “Haaland”, e não ao nome completo “Erling Haaland”, como afirma a publicação falsa. A influência de atletas, artistas e personalidades na escolha de nomes para recém-nascidos é um fenômeno conhecido e recorrente ao longo da história. Grandes ídolos do esporte frequentemente inspiram famílias brasileiras, refletindo momentos marcantes da cultura e do cenário esportivo mundial.
Para o presidente da Arpen-PE, Marcos Torres, essa relação entre acontecimentos culturais e os registros civis faz parte da história dos cartórios brasileiros. “Os registros civis também refletem o momento vivido pela sociedade. Ao longo das décadas, grandes jogadores de futebol inspiraram famílias na escolha dos nomes dos filhos, seja por admiração, conquistas esportivas ou identificação com seus ídolos. É um fenômeno que acompanha gerações e demonstra como o Registro Civil também registra aspectos da cultura e da memória coletiva do país”, pontua Marcos.
Diante da circulação de informações falsas, a Arpen-PE reforça a importância da consulta a fontes oficiais antes do compartilhamento de dados sobre registros civis. Segundo Marcos Torres, a transparência é um compromisso permanente dos cartórios de Registro Civil de Pernambuco. “Os cartórios de Registro Civil atuam com responsabilidade, segurança jurídica e transparência. Sempre que há interesse público em informações estatísticas, buscamos divulgar dados oficiais e confiáveis, contribuindo para combater a desinformação. É fundamental que a população consulte fontes reconhecidas, como a Arpen, para ter acesso a informações corretas”, destaca o presidente da entidade.





