Enem 2026: estudante do Pé-de-Meia é isento da taxa de inscrição

© Antônio Cruz/Agência Brasil

Os participantes do programa Pé-de-Meia que concluem o ensino médio em 2026 são isentos da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Estes estudantes beneficiários da política pública têm inscrição pré-preenchida automaticamente no sistema. No entanto, devem acessar a Página do Participante do Enem até às 23horas e 59 minutos desta sexta-feira (5), no horário de Brasília, para complementar as informações.

Os candidatos devem escolher o município onde desejam realizar as provas, fazer a opção pela língua estrangeira (inglês ou espanhol) e, se necessário, solicitar atendimento especializado e/ou tratamento pelo nome social.

Incentivo Enem

Os estudantes do Pé-de-Meia do terceiro ano do ensino médio que participarem dos dois dias de provas do Enem e concluírem esta etapa da educação básica em 2026 receberão um incentivo adicional em parcela única de R$ 200.

O pagamento será efetuado no primeiro trimestre de 2027, após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para o recebimento das demais parcelas do programa.

Inscrições

Os interessados que não têm a inscrição pré-preenchida no sistema devem ficar atentos ao prazo final de inscrições.

Para se candidatar, a pessoa deve se inscrever online exclusivamente na Página do Participante.

No momento da inscrição deve ser preenchido o questionário socioeconômico do Enem. A etapa obrigatória da inscrição é composta por mais de 20 perguntas que revelam o perfil do candidato.  As respostas não afetam a nota do candidato.

Taxa de inscrição

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85.

O pagamento da taxa de inscrição deve ser feito entre 25 de maio e 10 de junho.

A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.

A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição.

Pedidos de isenção da taxa

O Inep lembra que todos os candidatos precisam acessar o sistema do Inep para confirmar a participação no exame, mesmo que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa.

Igualmente, deverá se inscrever aquele candidato que teve seu pedido de isenção negado em definitivo ou teve a justificativa de ausência reprovada, conforme regras do edital do Enem 2026 Estes precisarão pagar o valor da taxa para ter a inscrição confirmada.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Fonte: Agência Brasil

Fies: convocação para vagas remanescentes termina hoje

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O prazo de convocação dos candidatos participantes da lista de espera para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2026 termina nesta sexta-feira (29).

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do MEC. Prioritariamente, o programa beneficia estudantes que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.

A condição para os pré-selecionados ocuparem as vagas remanescentes é que tenham a possibilidade de atingir a frequência mínima exigida para o semestre letivo referente ao primeiro semestre de 2026.

Isto porque os financiamentos devem ser contratados exclusivamente nestes seis primeiros meses.

A não ocupação das vagas remanescentes do Fies referente ao primeiro semestre de 2026 não será postergada para os semestres posteriores.

Convocação da lista de espera

O Ministério da Educação (MEC) abriu o período de convocação em 15 de maio.

A lista de convocados pode ser consultada diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do MEC. O acesso é com o login da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

O candidato deve acompanhar diariamente o portal, pois, se for convocado, terá um prazo curto para validar suas informações.

Classificação

A classificação segue a ordem decrescente das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com prioridade para candidatos:

sem ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;

sem ensino superior que quitaram financiamentos anteriores;

com ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;

com ensino superior que quitaram financiamentos anteriores.

Próximos passos

Os estudantes de ensino superior pré-selecionados na lista de espera do Fies devem validar as informações declaradas no momento da inscrição.​​

​​Para isso, o estudante deve procurar a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição de ensino superior privada onde foi pré-selecionado.

A documentação exigida para completar pode ser entregue no formato físico ou digital, conforme definido pela faculdade privada.

Validação do banco

Depois dessa etapa, ocorrerá a validação das informações pelo banco (agente financeiro) responsável pelo financiamento, conforme previsto no edital público.

O prazo para essa última validação é de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil, logo após a data da validação da inscrição pela faculdade privada, para a qual o estudante foi selecionado.

Fies Social

O candidato pré-selecionado para uma vaga do Fies Social teve ter renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 810,50, em 2026). Neste caso, o estudante não precisa comprovar a renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA ) da instituição privada.

Mas, se a CPSA identificar alguma discrepância referente às informações prestadas pelo candidato, seja no ato da inscrição ou aquelas cadastradas, poderá exigir a apresentação de documentação complementar para comprovação.

Fies

O Fies realiza anualmente dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Para obter mais informações, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

 

Fonte: Agência Brasil

Senado fará debate sobre escala 6×1 — Senado Notícias

O Senado fará uma sessão temática para debater os possíveis impactos sociais e econômicos da PEC 221/2019, proposta de emenda à Constituição que determina o fim da chamada escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso).

O requerimento para a sessão temática (REQ 414/2026)  foi aprovado nesta quarta-feira (27) em Plenário. 

O requerimento foi assinado pelos seguintes líderes da Casa:

  • Dr. Hiran (PP-RR), do Bloco Parlamentar Aliança (PP e Republicanos);
  • Wellington Fagundes (PL-MT), do Bloco Parlamentar Vanguarda (PL, Novo e Avante);
  • Weverton (PDT-MA), do Bloco Parlamentar pelo Brasil (PT e PDT);
  • Professora Dorinha Seabra (União-TO), do Bloco Parlamentar Democracia (MDB, União Brasil, Podemos e PSDB).

A PEC 221/2019 ainda está em tramitação na Câmara — já foi aprovada em uma comissão especial e, no momento da publicação desta matéria, estava em discussão no Plenário daquela Casa. Se for aprovada pelos deputados, virá ao Senado.

Para os líderes, a sessão temática no Senado pode promover uma discussão ampla do tema.

Conforme o requerimento aprovado, “a iniciativa contribuirá para ampliar a compreensão sobre os impactos da eventual alteração constitucional, subsidiando o Parlamento na construção de soluções equilibradas, socialmente responsáveis e economicamente sustentáveis para o mercado de trabalho brasileiro”.

A data da sessão ainda será marcada pela Mesa do  Senado.

Fonte: Agência Senado

IFSertãoPE abre processo seletivo para contratação de professor substituto para atuação no campus Petrolina Zona Rural

O Instituto Federal do Sertão Pernambucano abriu, através dos Editais nº 76/2026 e nº 79/2026, processo seletivo para contratação de professores substitutos para atuação no campus Petrolina Zona Rural. Estão disponíveis três vagas, sendo uma na área de Matemática, uma para Educação Física e uma para Viticultura e Enologia.

Os interessados em participar da seleção devem se inscrever no site https://concurso.ifsertao-pe.edu.br/copese/ entre os dias 28 de maio e 5 de junho. A taxa de inscrição custa R$60 e deve ser paga até o dia 6 de junho. O candidato tem até o dia 1º de junho para solicitar a isenção de pagamento da taxa de inscrição. Os requisitos para participação podem ser conferidos no edital.

A seleção será realizada em duas etapas: na primeira fase, será realizada a Prova de Desempenho Didático; na segunda etapa, será realizada a Prova de Títulos. As provas devem ser realizadas nos dias 17 e 18 de junho, conforme o cronograma do edital. O resultado final está previsto para o dia 29 de junho.
Todas as informações sobre requisitos, remuneração, critérios para seleção, conteúdo, dentre outros, podem ser conferidas nos editais.

Começa primeira etapa do Censo da Educação Básica 2026

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Escolas de todo o país – públicas ou privadas – precisam repassar ao Ministério da Educação (MEC), a partir desta terça-feira (27), dados sobre matrícula, turmas, profissionais e infraestrutura. As informações devem ser inseridas na plataforma Educacenso até 31 de julho.

Promovido anualmente, o censo é a principal pesquisa estatística da educação básica brasileira e abrange as diferentes etapas da educação básica e profissional:

  • ensino regular (educação infantil, ensino fundamental e médio);
  • educação especial – escolas e classes especiais;
  • Educação de Jovens e Adultos (EJA);
  • educação profissional e tecnológica (cursos técnicos e cursos de formação inicial 
  • continuada ou qualificação profissional).

O MEC explica que a responsabilidade pela declaração das informações é dos diretores escolares, responsáveis pela exportação dos dados, e dos gestores municipais, estaduais e do Distrito Federal.

Cronograma

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) estabeleceu as datas das duas etapas do Censo Escolar da Educação Básica, no Brasil.

A primeira destina-se a coletar informações sobre os estabelecimentos de ensino, gestores, turmas, alunos e profissionais escolares em sala de aula. 

A segunda busca coletar informações sobre o rendimento escolar dos alunos, no fim do ano letivo.

Os dados preliminares serão enviados ao Ministério da Educação (MEC) em 27 de agosto para publicação no Diário Oficial da União.

Após essa publicação, o sistema será reaberto durante 30 dias para conferência dos gestores de educação para ratificação ou eventual correção das informações declaradas.

O cronograma também prevê períodos específicos para verificação dos dados pelos gestores educacionais e confirmação de matrículas duplicadas no módulo próprio do Educacenso.

A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais produtos de disseminação estatística da Educação Básica ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027.

Censo Escolar

O Censo Escolar ocorre de forma descentralizada, por meio de uma colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. 

Os dados coletados contribuem para orientar a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas educacionais, além de servirem como referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.

Parte dos indicadores também serve de referência para o monitoramento e cumprimento das metas do Plano Nacional da Educação (PNE) e para que os atores educacionais possam acompanhar a efetividade das políticas públicas educacionais do Brasil.
 

Fonte: Agência Brasil

Metade dos estudantes não vê debate antirracista na escola, diz estudo

© Joédson Alves/Agência Brasil

O trabalho “A herança da cultura negra na formação do Brasil”, pedido em uma escola de Brasília a uma estudante de 15 anos, não deixa de ser uma raridade, diz a mãe da aluna, a advogada Karina Berardo, mãe de dois filhos negros.

“Houve uma ampliação do tema a partir do ensino médio. Isso é fato. Atualmente, creio que a pauta está mais em destaque e com um viés mais positivo”, afirma a mãe. Para ela, até o ensino fundamental, as discussões sobre raça estavam ligadas principalmente à escravidão.

“Eu acho que é a primeira vez que a proposta é com essa perspectiva da contribuição do negro, mas ainda acho um pouco caricato”, afirma. 

A percepção da advogada de que a temática antirracista é tratada em sala de aula de forma rara vai ao encontro de estudo inédito, divulgado nesta terça-feira (26), sobre a observação dos estudantes a respeito do ensino de conteúdos de temática racial nas escolas. 

Uma das principais informações do estudo é que aproximadamente 50% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio no país declaram não reconhecer o debate sobre desigualdades raciais em sala de aula, mesmo com as leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que estabelecem o ensino sobre história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas.

O estudo “Desigualdade racial na Educação Básica: a percepção de estudantes e professores a partir do Saeb 2023” mostrou, segundo os pesquisadores, que a educação antirracista ainda não se consolidou como experiência reconhecida.

Iniciativas 

Segundo a socióloga Flávia Rios, professora da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Cebrap, a legislação antirracista nas escolas tem saído do papel, só que de forma muito irregular e dependido de algumas iniciativas de secretarias educacionais ou do Ministério da Educação. 

Ela avalia que nos últimos 20 anos, desde que a legislação foi criada, existiram múltiplos projetos que foram desenvolvidos em torno da formação de gestor e dos docentes e também mudanças de elementos do currículo. 

Isso incluiu a temática étnico-racial para populações indígenas e negras, afrodescendentes. “A questão é que a gente não conseguiu universalizar a aplicação dessa legislação e também que essa lei tivesse consistência transdisciplinar”.

Uma percepção da pesquisa, segundo Flávia, é que ainda existe necessidade de ampliação da legislação para cobertura, consistência e persistência no sistema curricular. Para a pesquisadora, embora todas as escolas estejam sob uma mesma legislação educacional, as privadas têm sido menos cobradas para a sua aplicação

Isso ocasionaria mais situações de discriminação racial no sistema privado. “Essas legislações têm o objetivo de mudar mentalidades, de ensinar conteúdos, atitudes, comportamentos cidadãos, também em relação à nossa diversidade étnico-racial”. 

Combate além da escola

Segundo Flávia Rios, o país precisa de monitoramento da política pública educacional.

”A pesquisa indicou que o diálogo da escola com as famílias também é importante para combater o racismo. Ela defende que são necessários esforços conjuntos.

De acordo com o estudo, há um descompasso entre o que os docentes afirmam fazer em sala de aula e o que é reconhecido pela classe estudantil. Enquanto 81,6% dos professores do 9º ano do ensino fundamental e 71,6% do 3º ano do ensino médio dizem abordar desigualdades raciais “muitas vezes” ou “sempre”, menos da metade dos alunos (46,6% do fundamental e 46,8% do médio) reconhece que a maioria ou todos os seus professores tratam do tema. 

A pesquisadora Eliane Firmino, do Cebrap, aponta que esse descompasso, percebido pelos estudantes, traz a medida da efetividade prática. “A legislação existe, mas os dados sugerem que sua aplicação ocorre de forma heterogênea e ainda marcada por limitações da educação brasileira”.

Ela pondera, no entanto, que as escolas particulares não são obrigadas a participar do Saeb. Isso significa que os resultados representam apenas o conjunto das instituições privadas que aderiram à avaliação. “Assim, os dados não necessariamente refletem todo o universo dessas instituições”.

Percepções variam

A percepção sobre a abordagem das desigualdades raciais se altera conforme a rede escolar e também sobre o perfil de estudantes. A ideia de ausência do tema é mais elevada nas escolas privadas (60,8% de estudantes no ensino fundamental e 60,8% de estudantes no ensino médio) do que na rede pública (51,4 % de estudantes no ensino fundamental e 51,9% de estudantes no ensino médio);

Pessoas brancas na educação básica apresentam maior proporção de respostas indicando que o debate racial não é reconhecido (53,5 % no ensino fundamental e 55,4% no ensino médio), em comparação a pessoas pretas (50 % no ensino fundamental e 51,2 no ensino médio), pardas (50,5 % no ensino fundamental e 50,2% no ensino médio) e indígenas (49,5% no ensino fundamental e 46,8% no ensino médio).

“A educação antirracista não deve ser entendida apenas como uma política voltada para estudantes negros, mas como uma formação cidadã para todos os grupos sociais”, diz Eliane Firmino.

Fiscalização é necessária 

De acordo com a coordenadora do Programa de Educação e Pesquisa do Instituo Geledés, Suelaine Carneiro, é necessária, antes de mais nada, fiscalização. “A gente precisa que haja um monitoramento, ações coordenadas, material didático e formação de professores”, considera.

Ela alerta para a necessidade de engajamento de professores não negros com o tema.

“Quando a gente fala sobre educação das relações étnico-raciais, é para ensinar crianças negras, brancas, indígenas e amarelas sobre o respeito e também a compreensão das contribuições dos diferentes grupos raciais na construção da nação brasileira. 

A analista de relações governamentais do Instituto Alana, Beatriz Benedito, ressalta que os dados permitem afirmar que é preciso apoio para institucionalização das politicas de educação para relações étnico-raciais, de forma que crianças e adolescentes se reconheçam como sujeitos ativos no ensino da história e cultura negra e indígena. ”Por isso, é importante que governos se mobilizem”.

No estudo, os pesquisadores observaram que, além de monitoramento e avaliação permanente da implementação das leis, é necessário o fortalecimento da formação continuada de professores e equipes gestoras em educação. A pesquisa ainda recomenda ampliar a diversidade racial no corpo docente, promover o uso de materiais e recursos pedagógicos com intencionalidade e incentivar a criação de espaços de diálogo entre docentes e quem estuda o tema.

Longo prazo

O tratamento de temas de forma episódica, como em 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) foi percebido também na casa da família da servidora pública Juliana Couto, de 48 anos. Ela tem duas filhas (de sete e 15 anos de idade) e explica que as meninas já foram vítimas de preconceito. Juliana defende a presença de mais professores negros nas escolas.

“Acho que é uma busca em longo prazo. Talvez minhas bisnetas possam se beneficiar dessas pequenas sementes plantadas neste momento”, afirma. Formada em direito e pesquisadora da temática antirracista, Juliana entende que, mesmo assim, o cenário melhorou muito. “Posso falar pela minha experiência. Quando era criança e adolescente, vivi uma realidade racial totalmente diferente do que elas vivem. Nem sequer se falava sobre isso ou se discutia”, afirma.

Fonte: Agência Brasil

Enem 2026: inscrições começam nesta segunda; prazo vai até 5 de junho

 

Estudantes de todo o país podem se inscrever para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, a partir desta segunda-feira (25), no site do Enem. O prazo vai até 5 de junho.

A taxa de inscrição é R$ 85 e o pagamento deve ser feito até 10 de junho. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro.

Inscrição automática

Uma das novidades deste ano prevê que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no exame. Os estudantes do 3º ano serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino.

Mais locais de prova

Para este ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação do certame, estima aumentar para cerca de 10 mil o número de locais de prova em todo o país.

Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avaliação da educação básica.

Enem

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. A prova é considerada a principal forma de entrada na educação superior, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados destas provas para selecionar estudantes.

Desde o ano passado, o Enem voltou a ser aceito para certificação do ensino médio, no caso dos candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento e na redação.

Cronograma

  • Pagamento da taxa de inscrição: de 25 de maio a 10 de junho
  • Solicitação de tratamento por nome social: de 25 de maio a 5 de junho
  • Solicitação de atendimento especializado: de 25 de maio a 5 de junho
  • Resultado do atendimento especializado: 19 de junho
  • Recurso do atendimento especializado: de 22 a 26 de junho
  • Resultado do recurso: 3 de julho
  • Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro

Fonte: Agência Brasil

Unilab e Instituto Maria da Penha abrem turma de educação em gênero

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Professoras e professores da rede pública de ensino podem se inscrever no curso Maria da Penha: Educação em Direitos Humanos nas Escolas até o dia 13 de junho.

A formação, oferecida pelo Centro Interdisciplinar de Estudos de Gênero (Cieg Dandara), vinculado à Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), é on-line e gratuita.

Ao todo, são disponibilizadas 270 vagas, distribuídas entre todas as unidades federativas.

A carga horária é de 180 horas. Com as atividades, os educadores poderão aprender mais sobre a cultura de paz, igualdade de gênero e a prevenir ou identificar violências desse tipo no ambiente escolar. 

O curso é resultado de parceria com o Instituto Maria da Penha e conta com o apoio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC). A iniciativa faz parte do Programa Rede Nacional de Formação Continuada de Professores da Educação Básica (Renafor).
 

Fonte: Agência Brasil

Espetáculo para alunos da rede municipal reúne cultura, educação e conscientização social

A arte como instrumento de diálogo, aprendizado e transformação social ganhou espaço entre os estudantes da rede municipal de Petrolina durante esta semana. No Teatro Dona Amélia, no Sesc Petrolina, os alunos participaram do espetáculo “Hoje é Dia de Maria”, montagem que aborda de forma sensível temas ligados à violência doméstica e à proteção da infância.

A iniciativa faz parte das ações pedagógicas conectadas ao tema do ano letivo “Maria Vai à Escola”, desenvolvido pela rede municipal de ensino. A proposta busca fortalecer entre os estudantes valores como acolhimento, escuta e cidadania, utilizando a cultura como ferramenta de aproximação e conscientização.

Com linguagem acessível e momentos de emoção, a peça conduz crianças e adolescentes a reflexões sobre convivência, direitos e a importância de ambientes seguros e respeitosos. O espetáculo também destaca como a informação e o diálogo podem contribuir para a prevenção de diferentes formas de violência.

Além do entretenimento, a ação amplia o contato dos estudantes com experiências culturais e reforça o papel da escola na formação humana e social dos alunos. Ao longo da programação, cerca de 2.500 estudantes participaram das apresentações realizadas no município.

O diretor da Companhia 1º Ato, Devilles Sena, destacou a importância do espetáculo dentro do projeto pedagógico da rede municipal e ressaltou o papel da arte e da cultura na formação das crianças e adolescentes.

“Foi um espetáculo pensado para atender à Secretaria de Educação de Petrolina com o belíssimo projeto ‘Maria Vai à Escola’, que a gente sabe exatamente qual é o sentido, né? Pra mim, o projeto se apresenta como uma grande ferramenta de enfrentamento à violência contra a mulher. Ele se afirma pela legitimidade e pela necessidade de se falar dessa temática num momento em que estamos diante de um cenário absolutamente abusador, distorcido do ponto de vista do respeito e da valorização da mulher. A mulher criança, jovem, adolescente, adulta… a Maria de todas as idades”, destacou o diretor.

Texto: Cleilma da Silva – Assessoria de Comunicação da Secretaria de Educação
Fotos: Prefeitura de Petrolina

Um novo olhar sobre os fungos chega ao Vale do São Francisco: exposição instalada no EACC da Univasf aproxima Ciência da população e desperta interesse pela Micologia

Cerca de 90 estudantes visitaram o primeiro dia da exposição. Fotos: Jaquelyne Costa

Uma imersão pelo universo dos fungos tem despertado a curiosidade de estudantes, professores e visitantes em Petrolina. Com uma proposta educativa e acessível, o projeto “Do Litoral ao Sertão: Museu Itinerante da Micologia Pernambucana (MIMPE)”, coordenado pelo professor Renan Barbosa, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), está aproximando ciência e população por meio de uma exposição gratuita no Espaço Arte, Ciência e Cultura (EACC), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), na Orla 1 do município.

Idealizado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do Departamento de Micologia, o projeto conta com a parceria da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), do Espaço Arte, Ciência e Cultura (EACC) e financiamento da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE). A iniciativa reúne professores e pesquisadores de instituições como UFPE, Univasf, UFAPE e UFRPE/UAST. A exposição apresenta, de forma educativa e acessível, a importância dos fungos para o meio ambiente, a saúde, a produção de alimentos e a biotecnologia, aproximando ciência e sociedade por meio de curiosidades, aplicações práticas e informações científicas sobre esses organismos.

Oficina sobre “Técnicas para Identificação de Fungos Macroscópicos”  ministrada na exposição.

Segundo o professor Renan Barbosa, o projeto surgiu da necessidade de ampliar o olhar da população sobre a micologia e desconstruir percepções limitadas em torno desse reino. “Quando se fala em fungos, geralmente a primeira associação é com doenças, mas eles têm uma importância enorme para o equilíbrio ambiental, para a produção de alimentos, medicamentos e até para avanços biotecnológicos. Nosso objetivo é mostrar, de forma acessível e interativa, que os fungos fazem parte do nosso cotidiano e desempenham funções fundamentais para a vida. Ver o interesse dos estudantes e do público durante as atividades e oficinas mostra que iniciativas como essa realmente conseguem despertar a curiosidade científica e ampliar o olhar sobre esse reino tão importante”, destacou.

Além da exposição, o projeto também realizou com sucesso a oficina gratuita “Técnicas para Identificação de Fungos Macroscópicos” ministrada pela professora Tatiana Gibertone, voltada para professores do ensino fundamental e médio e estudantes de licenciatura. A atividade promoveu uma capacitação básica para reconhecimento de fungos visíveis a olho nu encontrados na natureza, incentivando a disseminação desse conhecimento dentro das salas de aula.

Para a professora Vívian Pamponet, da EREFEM Joaquim André Cavalcanti, a experiência representa uma importante ferramenta de aprendizado para os estudantes. Segundo ela, a exposição ajuda a ampliar a visão sobre os fungos, um reino ainda pouco explorado na educação básica e geralmente associado apenas a doenças ou alimentação. “A atividade mostra a importância ecológica desses organismos e a diversidade de fungos existentes na natureza”, destacou. A docente também ressaltou que o conhecimento apresentado vai além da sala de aula. “Os estudantes entendem aplicações importantes dos fungos na saúde, como a produção da penicilina, e levam esse aprendizado como algo enriquecedor para a vida”, completou.

Entre os mais de 90 estudantes que visitaram o primeiro dia da exposição, a iniciativa despertou entusiasmo e novas descobertas. A aluna Alicia Reis, do 2º ano da EREFEM Joaquim André Cavalcanti, afirmou que a experiência mudou completamente sua percepção sobre os fungos. “Na escola, a gente não tem algo parecido, então foi uma experiência muito inovadora. Antes eu achava que fungos eram só cogumelos ou o mofo do pão, mas aqui aprendi muitas coisas que nunca tinha visto na vida”, relatou. Animada com o aprendizado, a estudante também fez questão de convidar outras pessoas para conhecerem a exposição. “Vale muito a pena. Vou indicar para meus colegas e familiares”, concluiu.

A exposição segue aberta ao público no EACC, em Petrolina, nos dias 20 e 21 de maio, das 9h às 12h e das 14h às 17h, e no dia 22 de maio, das 9h às 12h.