Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais

O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano de 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no país.Os dados são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), que trás também o perfil das vítimas e dos agressores.

O levantamento supera em 38,8%, ou seja, em mais de 600, o número de vítimas de feminicídio divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Os dados que constam no sistema são informados pelos estados. Segundo a última atualização, no mês passado, foram 1.548 mulheres mortas por feminicídio em 2025.

A pesquisadora do Lesfem, Daiane Bertasso, integrante da equipe que elabora o relatório, explicou que a subnotificação dos casos de violência contra a mulher se reflete nessa diferença entre os dados. Tanto a ausência de denúncias quanto a falta de tipificação dos crimes no momento do registro contribuem para essa subnotificação.

“Mesmo os nossos dados sendo acima dos dados da segurança pública [Sinesp], a gente acredita que há ainda subnotificação. Porque nem todo o crime de feminicídio é noticiado, divulgado nas mídias. Pelas nossas experiências e pesquisas, a gente acredita que esse registro ainda é inferior à realidade, infelizmente”, disse Daiane.

Na metodologia adotada para o relatório, há a produção de contradados a partir do Monitor de Feminicídios no Brasil (MFB), do próprio Lesfem, responsável pelo monitoramento diário de fontes não estatais que tratam sobre as mortes violentas intencionais de mulheres, como sites de notícias. Além do tratamento quantitativo e qualitativo desses dados, há cotejamento com os registros oficiais.

“As pesquisadoras que fazem esses registros sobre os casos, que leem nas notícias, elas têm um olhar mais acurado para identificar quando é uma tentativa de feminicídio. Já em relação aos registros da segurança pública, por exemplo, nem todos os municípios e estados têm um investimento numa formação específica dos profissionais para identificar esse tipo de crime”, disse a pesquisadora.

A análise do Lesfem aponta que, entre os quase 7 mil casos consumados e tentados de feminicídio, predomina o crime no âmbito íntimo (75%), que são os casos em que o agressor faz ou fez parte de seu círculo de intimidade, como companheiros, ex-companheiros ou a pessoa com quem a vítima tem filhos. A maioria das mulheres foi morta ou agredida na própria casa (38%) ou na residência do casal (21%).

A maior parte das vítimas (30%) estava na faixa etária dos 25 a 34 anos, com uma mediana de 33 anos. Ao menos 22% das mulheres, no total, realizaram denúncias contra os agressores anteriormente ao feminicídio.

A parcela de 69% das vítimas, com dados conhecidos, tinha filhos ou dependentes. Segundo o levantamento, 101 vítimas estavam grávidas no momento da violência, e 1.653 crianças foram deixadas órfãs pela ação dos criminosos.

Em relação ao perfil do agressor, a idade média é 36 anos. A maioria agiu individualmente, com 94% dos feminicídios cometidos por uma única pessoa, ante 5% praticados por múltiplas. Sobre o meio utilizado, quase metade (48%) dos crimes foi cometida com arma branca, como faca, foice ou canivete.

Foi registrada a morte do suspeito após o feminicídio em 7,91% dos casos com dados conhecidos, sendo que a maioria decorreu de suicídio. A prisão do suspeito foi confirmada em ao menos 67% das ocorrências com informações conhecidas.

Violência negligenciada

Segundo a pesquisadora, diversas são as situações que fazem com que o ciclo de violência sofrido por mulheres seja negligenciado e, então, o crime de feminicídio aconteça.

“O feminicídio não é um crime inesperado. É um crime que resulta de relações familiares e íntimas. E ele se dá depois de um ciclo de violências de vários tipos”, disse. 

Ela acrescenta que o machismo, a misoginia e uma sociedade voltada para os valores masculinos contribuem para que as pessoas ignorem os sinais de violência que precedem os feminicídios. Casos recentes de feminicídio que tiveram destaque na imprensa recentemente demonstram que, mesmo mulheres com medida protetiva contra seus agressores, não receberam efetivamente a proteção do estado e acabaram mortas por eles.

A masculinidade tóxica é mais um elemento que gera violência contra as mulheres no país. Segundo Daiane, pesquisadora do Lesfem/UEL que estuda a chamada machosfera têm percebido que tais redes têm fortalecido ideais machistas e misóginos, inclusive influenciando jovens e crianças.

Fonte: Agência Brasil

Petrolina segue entre as cidades que mais geraram empregos em Pernambuco em 2025

Petrolina reafirma sua força econômica e segue entre os municípios que mais geram empregos em Pernambuco em 2025. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o município alcançou um saldo positivo de 2.250 novas vagas com carteira assinada no acumulado do ano. O resultado é fruto da diferença entre admissões e desligamentos registrados no período e demonstra o aquecimento do mercado de trabalho formal na cidade.

Além disso, durante o ano passado, Petrolina atingiu 87.178 empregos formais ativos, número que representa a quantidade total de pessoas empregadas com carteira assinada no município. O dado confirma a consolidação da cidade como um dos principais polos de desenvolvimento econômico do interior do Nordeste.

O desempenho positivo é impulsionado pelo fortalecimento de setores estratégicos como comércio, serviços, construção civil e agronegócio — áreas que têm papel fundamental na dinâmica econômica local.

A geração contínua de empregos reflete o ambiente favorável para investimentos, o apoio ao empreendedorismo e as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, que vêm estimulando a criação de novas oportunidades para a população. Com números consistentes e crescimento sustentável, Petrolina segue avançando, fortalecendo sua economia e ampliando oportunidades para quem vive e investe na cidade.

Prefeitura de Petrolina amplia fiscalização contra estacionamento irregular em canteiros centrais

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Autarquia Municipal de Mobilidade (AMMPLA), está ampliando a fiscalização contra o estacionamento irregular em diferentes pontos da cidade. A medida tem como foco principal coibir a prática de estacionar sobre canteiros centrais, garantindo mais organização no trânsito e preservando os espaços públicos.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), estacionar sobre canteiro central é infração grave, conforme previsto no artigo 181, inciso VIII. A penalidade para esse tipo de infração é multa no valor de R$ 195,23, além da aplicação de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a remoção do veículo.

A Autarquia destaca que a ocupação irregular dos canteiros centrais compromete a segurança viária, dificulta a circulação de pedestres e ainda provoca danos à estrutura urbana, que é mantida com recursos públicos. A fiscalização está sendo intensificada especialmente em áreas de maior fluxo, onde a prática tem sido registrada com frequência.

A AMMPLA reforça que os veículos flagrados estacionados em cima de canteiros centrais em Petrolina serão autuados e removidos, conforme determina a legislação. O órgão solicita a compreensão e a colaboração dos motoristas para que respeitem as regras de trânsito, contribuindo para uma cidade mais organizada, segura e acessível para todos.

Caravana das Juventudes do Governo de Pernambuco aporta em Paulista, nesta sexta-feira (27)

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria da Criança e da Juventude de Pernambuco (SCJ-PE), realiza nesta sexta-feira (27) a Caravana das Juventudes no município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR). A ação, realizada em parceria com a Prefeitura do Paulista, acontece das 8h às 12h, na Escola Municipal Maria José Barbosa, localizada na Avenida Cláudio José Gueiros Leite, 973, no Janga, com a oferta gratuita de diversos atendimentos à população, especialmente ao público jovem, promovendo acesso facilitado à direitos básicos, informações e oportunidades.

A iniciativa reforça o compromisso do Governo de Pernambuco em ampliar o acesso às políticas públicas, concentrando em um único espaço serviços essenciais para adolescentes, jovens e suas famílias. Entre os serviços oferecidos estão emissão de RG; emissão de certidão; emissão do ID Jovem; inscrição e atualização no CadÚnico; atendimento do Detran; orientação e acolhimento da Secretaria da Mulher; oficinas promovidas pela Secretaria de Meio Ambiente; oficinas do Programa Atitude; além de cadastramento e orientações quanto ao Programa Mães de Pernambuco.

A secretária da Criança e da Juventude de Pernambuco, Yanne Teles, destaca a importância da ação para aproximar o Estado da população. “A Caravana é uma estratégia fundamental para garantir que os serviços cheguem a quem mais precisa. Estamos falando de acesso à documentação básica, inclusão em programas sociais e orientação cidadã. A nossa governadora Raquel Lyra tem trabalhado para assegurar direitos que promovam mais qualidade de vida às famílias pernambucanas”, frisa a secretária.

O Ciência Móvel, da Secretaria de Esportes de Pernambuco, também estará presente na ação, levando experimentos e atividades lúdicas que estimulam a curiosidade, o aprendizado e o contato direto com a ciência. A Caravana das Juventudes será aberta ao público e o atendimento será realizado por ordem de chegada, das 8h às 12h. Segundo a gestora, a presença integrada de diferentes órgãos fortalece o atendimento e promove ainda mais cidadania. “Quando reunimos vários serviços em um mesmo local, reduzimos barreiras e ampliamos oportunidades, especialmente para jovens e mães que muitas vezes enfrentam dificuldades de deslocamento ou acesso à informação”, completa Yanne.

Serviço: 
Caravana das Juventudes em Paulista
Quando? 27/02 – Sexta-feira – a partir das 8h
Onde? Escola Municipal Maria José Barbosa, localizada na Avenida Cláudio José Gueiros Leite, 973, no Janga

Fotos: Surama Negromonte

Secretaria de Administração Penitenciária e UPE levam Prevupe para a quarta unidade prisional

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), em parceria com a Universidade de Pernambuco, através do curso pré-vestibular (Prevupe/UPE), expandiu o projeto de aulões preparatórios para a quarta unidade prisional do Estado.  A Colônia Penal Feminina do Recife (CPFR), localizada no Engenho do Meio, é a primeira unidade prisional feminina a ser contemplada com o curso preparatório, que já está instalado em duas unidades na Região Metropolitana e em uma no interior do Estado.

O curso tem como objetivo preparar as internas para processos seletivos, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), promovendo oportunidades de transformação social por meio da educação e contribuindo para o processo de reinserção social. Representantes da universidade ministram aulões de disciplinas estratégicas para os processos seletivos. A nova turma contará com 35 vagas destinadas às internas. As inscrições estão previstas para o mês de junho, e as aulas ocorrerão na sala multiuso da CPFR.Todas as participantes têm direito à remição de pena.

“Ampliando o alcance da iniciativa é possível beneficiar um número maior de pessoas privadas de liberdade. É uma ação que promove conhecimento, educação e incentiva internos e internas a ingressarem no curso superior”, afirmou o gerente-geral de Ressocialização da Seap, Augusto Sales.

O projeto-piloto do Prevupe teve início em 2024 no Presídio de Igarassu (PIG). Em seguida, a iniciativa foi implantada no Centro de Observação e Triagem Criminológica Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, e na Penitenciária Doutor Ênio Pessoa Guerra (PDEPG), em Limoeiro, no Agreste. Em 2025, 185  reeducandos foram beneficiados com os aulões.

Agrotóxicos estão mais nocivos em todo o mundo, aponta estudo

O grau de toxicidade dos pesticidas aumentou em todo o mundo de 2013 e 2019, com o Brasil entre os países líderes. A conclusão está em um estudo publicado este mês na revista Science e contraria a meta de redução de riscos dos pesticidas até 2030, estabelecida na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP15).

Pesquisadores alemães da universidade de Kaiserslautern-Landau avaliaram 625 pesticidas em 201 países. Eles utilizaram o indicador de Toxicidade Total Aplicada (TAT), que considera o volume usado e o grau de toxicidade de cada substância.

Seis de oito grupos de espécies estão mais vulneráveis aos níveis crescentes de toxicidade. São eles: artrópodes terrestres (como insetos, aracnídeos e lacraias), cuja toxicidade aumentou 6,4% ao ano; organismos do solo (4,6%), peixes (4,4%); invertebrados aquáticos (2,9%), polinizadores (2,3%) e plantas terrestres (1,9%).

O TAT global diminuiu apenas para plantas aquáticas (−1,7%) e vertebrados terrestres (−0,5% ao ano). Humanos fazem parte desse último grupo.

“O aumento das tendências globais de TAT representa um desafio para o alcance da meta de redução de risco de pesticidas da ONU e demonstra a presença de ameaças à biodiversidade em nível global”, diz um dos trechos do estudo.

Brasil em destaque

O Brasil aparece como um dos principais protagonistas desse cenário. O estudo identifica o país como detentor de uma das maiores intensidades de toxicidade por área agrícola em todo o planeta, ao lado de China, Argentina, Estados Unidos e Ucrânia.

Além disso, Brasil, China, Estados Unidos e Índia respondem juntos por 53% a 68% da toxicidade total aplicada no mundo.

A relevância brasileira está diretamente ligada ao peso do agronegócio, especialmente de culturas extensivas. Embora cereais tradicionais e frutas ocupem grandes áreas, a toxicidade associada a culturas como soja, algodão e milho exerce impacto significativamente maior em relação à extensão cultivada.

Tipos de pesticidas

Um dos achados mais relevantes do estudo indica que o problema é altamente concentrado: em média, apenas 20 pesticidas por país respondem por mais de 90% da toxicidade total aplicada.

O levantamento aponta que diferentes classes químicas dominam os impactos. Classes de inseticidas, como piretroides e organofosforados, contribuíram com mais de 80% do TAT de invertebrados aquáticos, peixes e artrópodes terrestres. Neonicotinoides, organofosforados e lactonas representaram mais de 80% do TAT de polinizadores.

Organofosforados, juntamente com outras classes de inseticidas, foram os que mais contribuíram para os TATs de vertebrados terrestres. Herbicidas acetamida e bipiridil contribuíram com mais de 80% para o TAT das plantas aquáticas, enquanto uma mistura mais ampla de herbicidas (incluindo acetamida, sulfonilureia e outros) definiu o TAT das plantas terrestres. Herbicidas de alto volume, como acetoclor, paraquat e glifosato, pertencem a essas classes e têm sido associados a riscos ambientais e à saúde humana.

Fungicidas conazol e benzimidazol, juntamente com os inseticidas neonicotinoides, aplicados no revestimento de sementes, contribuíram principalmente para o TAT dos organismos do solo.

Meta global distante

O estudo também avaliou a trajetória de 65 países. O diagnóstico é de que, sem mudanças estruturais, apenas um país (Chile) atingirá a meta da ONU de redução de 50% da toxicidade dos pesticidas até 2030.

Segundo os pesquisadores, China, Japão e Venezuela estão no caminho para atingir a meta e apresentam tendências de queda em todos os indicadores. Mas precisam de uma aceleração nas mudanças de uso de agrotóxicos.

Tailândia, Dinamarca, Equador e Guatemala estão se afastando da meta, com pelo menos um indicador dobrando nos últimos 15 anos. Eles precisam reverter as tendências de rápido aumento para voltar a trajetória anterior.

Todos os outros países do estudo, o que inclui o Brasil, precisam retornar os riscos de pesticidas aos níveis de mais de 15 anos atrás. O que significa reverter padrões de uso das substâncias consolidadas há décadas, em termos de volume e toxicidade das misturas.

Os pesquisadores indicam três frentes principais para conter a escalada dos riscos: substituição de pesticidas altamente tóxicos, expansão da agricultura orgânica e adoção de alternativas não químicas. Tecnologias de controle biológico, diversificação agrícola e manejo mais preciso são apontadas como estratégias capazes de reduzir impactos sem comprometer produtividade.

Chuva com vento forte causa estragos em residências e comércios do município de Cabrobó-PE

Na tarde desta sexta-feira (20), uma chuva intensa acompanhada de ventos fortes causou diversos transtornos no município de Cabrobó, no Sertão de Pernambuco.

De acordo com relatos de moradores, a força do vento arrancou telhados, danificou estruturas, derrubou poste e provocou prejuízos em várias residências e comércios da cidade. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o impacto da tempestade em diferentes pontos do município.

Apesar dos danos materiais registrados, até o momento não há informações oficiais sobre pessoas feridas.

A previsão do tempo indica possibilidade de novas chuvas e ventos fortes para a região nas próximas horas, o que mantém moradores em alerta. A orientação é que a população evite áreas de risco, procure abrigo seguro durante as rajadas de vento e acompanhe os comunicados dos órgãos oficiais.

Mais informações podem ser divulgadas a qualquer momento pelas autoridades locais.

Parque do Povo Rafael Coelho fortalece inclusão social com programação esportiva permanente

A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria Executiva de Esportes, mantém uma programação permanente de atividades no Parque do Povo Rafael Coelho, garantindo acesso gratuito ao esporte, à prática orientada de exercícios físicos e à promoção da saúde. As ações são voltadas para diferentes faixas etárias e reforçam o compromisso com a inclusão e a qualidade de vida da população.

O Projeto de Iniciação Esportiva – Futebol Society acontece às segundas, terças e quartas-feiras, nos turnos da manhã (das 8h às 10h40) e da tarde (das 16h às 18h40). A iniciativa tem como objetivo promover o desenvolvimento técnico, motor e social dos participantes, incentivando disciplina, trabalho em equipe e hábitos saudáveis desde a infância.

Na academia de musculação, o acompanhamento profissional de Educação Física é oferecido de segunda a sexta-feira, das 5h30 às 10h30 e das 17h às 22h. O atendimento inclui orientação, prescrição e acompanhamento individualizado dos treinos, assegurando prática adequada e segura das atividades físicas.

Já as aulas de exercício funcional são realizadas às terças e quintas-feiras, das 5h30 às 8h, com foco no condicionamento físico e na promoção da saúde, atendendo praticantes que buscam melhorar resistência, força e mobilidade.

Além das atividades orientadas, o parque conta com estrutura esportiva completa, incluindo pista de caminhada, área para ciclismo, quadra de areia, quadra poliesportiva, campo society, parquinho infantil, Park Dog e academia de musculação. Parque do Povo Rafael Coelho está localizado na Avenida da Redenção, na área do antigo Raso da Catarina, próximo aos bairros José e Maria e Vila Eulália.

Mandato Coletivo, representado pelo vereador Professor Gilmar Santos, repudia fala de pastor que comparou Ilha do Massangano à Ilha do Marajó

O Mandato Coletivo, representado pelo vereador Professor Gilmar Santos, vem a público manifestar veemente repúdio às declarações do pastor Edilson Lira, da Igreja Verbo da Vida, que comparou a Ilha do Massangano à Ilha do Marajó, associando esses territórios a imagens de pecado e degradação.

A Ilha do Massangano é um patrimônio histórico, cultural e espiritual do povo de Petrolina. Território centenário de descendentes de quilombolas e escravizados, carrega a força da ancestralidade africana, indígena e do catolicismo popular. É reconhecida por suas belezas naturais – sob as bênçãos do Velho Chico, pela tradicional Festa de Santo Antônio e pelo emblemático Samba de Véio, expressões legítimas da identidade do nosso povo.

Estigmatizar comunidades tradicionais, atribuindo-lhes uma suposta condição moral inferior, é uma atitude preconceituosa, desrespeitosa e incompatível com os princípios constitucionais da dignidade humana, da liberdade religiosa e do respeito à diversidade cultural.

Os problemas sociais que atingem a Ilha do Massangano, assim como a Ilha do Marajó, não decorrem de suas tradições culturais ou religiosas, mas do abandono histórico do poder público e de desigualdades estruturais que precisam ser enfrentadas com políticas públicas sérias e comprometidas com a justiça social.

Nossa manifestação de repúdio se impõe, principalmente, diante do fato do pastor, após atacar a dignidade dos moradores da Ilha do Massangano, ao invés de se retratar perante uma comunidade indignada, resolve atacar também esse vereador que representa a luta de grupos vulnerabilizados socialmente por equidade e justiça social, numa evidente ofensiva que destoa do evangelho e alimenta uma lógica revanchista.

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa das comunidades tradicionais, da liberdade de crença e da valorização da cultura popular. Não aceitaremos que discursos de uma evangelização colonizadora sirvam para alimentar preconceitos, atacar identidades e reforçar estigmas contra o nosso povo.

A Ilha do Massangano exige e merece respeito. Respeitem os povos tradicionais!

Petrolina, 20 de fevereiro de 2026
Mandato Coletivo – Vereador Professor Gilmar Santos (PT/Petrolina-PE)

Hackers do Bem abre 25 mil vagas para formação em cibersegurança

Em um cenário de crescimento acelerado de golpes digitais e ataques cibernéticos, o programa Hackers do Bem, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), anunciou a abertura de 25 mil novas vagas para 2026 nos cursos de nivelamento e básico.A ampliação ocorre em meio à escassez global de profissionais de cibersegurança. Segundo a organização internacional ISC², o déficit mundial supera 4,8 milhões de especialistas. No Brasil, a carência de mão de obra qualificada também pressiona empresas e órgãos públicos a investirem em formação técnica para proteger dados e infraestruturas digitais.

Desde o lançamento, em janeiro de 2024, mais de 36 mil alunos foram certificados pelo programa. Para o diretor-adjunto da Escola Superior de Redes (ESR), Leandro Guimarães, a expansão consolida o caráter estratégico da iniciativa :

“São profissionais treinados para identificar vulnerabilidades, prevenir ataques e fortalecer sistemas digitais com ética e responsabilidade. Ao contrário da imagem associada à invasão criminosa, esses especialistas atuam na linha de frente da defesa cibernética”, explica.

Guimarães afirma que o programa já se tornou referência. “O Hackers do Bem já se consolidou como uma das maiores iniciativas nacionais e internacionais de formação em cibersegurança. Esse sucesso permitiu ampliar o acesso de jovens e profissionais às oportunidades de capacitação e inserção no mercado”, diz.

Em um setor historicamente masculino,  onde as mulheres representam cerca de 22% dos profissionais, o programa tem atraído perfis diversos. Aos 52 anos, Patrícia Monfardini, servidora pública em Contagem (MG), decidiu mudar de área. “Foi um desafio enorme. Não sabia nada sobre TI, mas, com muita persistência, cheguei à especialização em Red Team. Chorei, estudei e, no final, venci”, relata.

Hoje, além de concluir a residência tecnológica, Patrícia iniciou o curso de Engenharia de Software.

“Muitas pessoas ignoram o quanto é necessário proteger nossas informações. O programa não prepara apenas indivíduos, fortalece toda a sociedade.”

Em Alto Paraíso de Goiás (GO), Marcelo Goulart, 60 anos, também viu na iniciativa uma oportunidade de recomeço.

“Acreditava que, aos 60 anos, era tarde para aprender algo completamente novo. Mas essa oportunidade me mostrou que nunca é tarde para recomeçar”, afirma.

Já Gabriel Matos, 27 anos, formado em Direito, encontrou na área de forense digital uma nova perspectiva profissional. “Sempre quis trabalhar com segurança, mas achava que isso só era possível na polícia. Quando descobri o Hackers do Bem, foi como encontrar um norte. O curso foi fantástico. Com a prática da residência, sei que vou aprender ainda mais.”

Diante do aumento de vazamentos de dados, fraudes financeiras e ataques a serviços essenciais, a formação de especialistas passou a integrar a agenda estratégica do governo federal.

O diretor da Escola Superior de Redes (ESR), Leandro Guimarães, completa: ‘’ Mais do que atender ao mercado, o Hackers do Bem busca consolidar a cibersegurança como política pública permanente, formando profissionais preparados para proteger sistemas críticos e fortalecer a soberania tecnológica do país’’

Quem pode participar?

Não há pré-requisito para participar. Estudantes do ensino técnico, médio ou da universidade, profissionais da área de TI que procuram se especializar e até quem quer migrar de área de conhecimento podem se inscrever. A formação não requer experiência prévia na área de cibersegurança.

Como funciona?

A formação começa pelo curso de nivelamento. Após a conclusão, o participante pode avançar para o básico. Os níveis fundamental e especialização incluem aulas ao vivo e atividades práticas em laboratório. A etapa final é a residência T-tecnológica, com atuação prática nos escritórios regionais da RNP e bolsa mensal durante seis meses.

Inscrições

Exclusivamente pelo site oficial do programa: https://hackersdobem.org.br

Fonte: Agência Brasil