Aeroporto de Petrolina recebe passageiros em ritmo de São João

Entre as maiores festas juninas do Brasil, o São João de Petrolina recebe grandes artistas e público para animar o sertão pernambucano. Esse ano, a festa traz o tema “Viva a nossa arte”, valorizando a cultura do Vale do São Francisco. Por isso, para receber os turistas que desembarcarem na cidade, o Aeroporto de Petrolina (PNZ) preparou um receptivo junino para que os visitantes já tenham uma experiência imersiva da cultura local.

Durantes os períodos de desembarque, uma banda tocando muito forró e um grupo de dançarinos animam o saguão do terminal, dando boas-vindas ao São João petrolinense. “Estamos com grandes expectativas de receber muitos passageiros aqui no aeroporto. É uma das altas temporadas do ano, por isso, preparamos esse momento para receber os visitantes com muita festa para que já entrem no clima junino”, pontua Jamerson Vasconcelos, Gerente do Aeroporto de Petrolina.

Segundo a CCR Aeroportos, administradora do Aeroporto de Petrolina, a estimativa é de que cerca de 43 mil passageiros cruzem os portões, um aumento de 7% comparando com junho de 2023, quando 40 mil pessoas passaram pelo terminal. Para o período junino, são esperadas 378 operações entre pousos e decolagens. Esse crescimento é impulsionado pelas festas, atrações e do clima contagiante que a cidade oferece durante o período junino.

Sobre a CCR Aeroportos

A CCR Aeroportos é uma divisão de negócios do Grupo CCR que opera 20 aeroportos no mundo, firmando sua presença em quatro países e nove estados brasileiros. Com a recente expansão a empresa se consolidou como uma das maiores operadoras em número de aeroportos no Brasil. Ao todo administra 17 aeroportos brasileiros: São Luís e Imperatriz, no Maranhão; Palmas, no Tocantins; Teresina, no Piauí; Petrolina, em Pernambuco; Goiânia, em Goiás; o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, por meio da BH Airport, e o Aeroporto da Pampulha, em Minas Gerais; Curitiba, Bacacheri, Londrina e Foz do Iguaçu, no Paraná; Navegantes e Joinville, em Santa Catarina; e Pelotas, Uruguaiana e Bagé, no Rio Grande do Sul. No exterior, a empresa opera os aeroportos de Juan Santamaria (Costa Rica), Quito (Equador) e Curaçao (Antilhas Holandesas). Em todas estas operações, a CCR Aeroportos movimenta cerca de 42 milhões de passageiros por ano.

DINC e órgãos públicos de Petrolina-PE participam de três dias de expedição no Riacho Vitória

O Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC) e órgãos públicos de Petrolina se uniram em uma expedição de três dias no Riacho Vitória, localizado na Zona Rural de Petrolina. A expedição, que ocorreu de 11 a 13 de junho, teve como principal propósito explorar os mais de 16 km de extensão do riacho e compreender suas necessidades ambientais, visando à preservação e gestão sustentável deste recurso natural.

Esta iniciativa, coordenada pelo Ministério Público de Pernambuco, envolveu uma colaboração significativa com diversos órgãos públicos e entidades de pesquisa. Fizeram parte representantes da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH), Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Universidade de Pernambuco – Campus Petrolina (UPE Petrolina), Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão PE), e a Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA).

Durante o primeiro dia, o grupo percorreu 5,9 km a pé, entre o Núcleo 1 e o Núcleo 3 do projeto, acompanhando parte do percurso do riacho. No segundo dia, o grupo percorreu 8 km, explorando a biodiversidade e as características do Riacho da Vitória. No terceiro dia, a expedição continuou, percorrendo um pouco mais de 2,7km.

A promotora do Ministério Público de Pernambuco,  Rosane Cavalcanti, enfatizou a relevância da expedição ao afirmar: “Esta iniciativa é fundamental para uma compreensão mais profunda da extensão e das necessidades do riacho, assegurando que as ações de preservação e recuperação sejam eficientes e eficazes. Cada órgão traz consigo uma perspectiva única, e nossa expectativa é que isso resulte em benefícios significativos.”

Paulo Sales, Gerente Executivo do Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC), destacou: “Essa expedição é essencial para alinharmos esforços e desenvolvermos estratégias sustentáveis que beneficiem o meio ambiente. Estamos abertos a parcerias com todos os órgãos interessados, visando à preservação e à melhoria contínua da qualidade do riacho.”

São João de Petrolina: AMMPLA indica pontos de embarque e desembarque de transportes públicos e privados

O São João de Petrolina, que inicia nesta sexta-feira (14) e segue até o dia 24 de junho, já está consagrado como um dos destinos mais procurados nesse período junino. Para que petrolinenses e turistas possam curtir a festa em segurança, a Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina (AMMPLA) informa que, além dos 16 ônibus gratuitos do Expresso do Forró, as pessoas poderão contar com a comodidade dos serviços de 390 táxis, 836 mototáxis, 250 vans de transporte complementar e 2.400 transportes por aplicativo, que estarão todas as noites à disposição da população.
Quem optar pelo Expresso do Forró, poderá fazer o embarque/desembarque na Praça da Sementeira, no ponto de ônibus ao lado da Avenida da Integração e na Avenida Sete de Setembro próximo ao Posto de Gasolina (cruzamento com a Estrada da Banana). Para quem for utilizar Táxis, Mototáxis e Transporte por aplicativo (cadastrado) poderá embarcar/desembarcar na rua de acesso ao Camarote e ao lado do Posto de Gasolina no cruzamento entre as Avenidas da Integração e das Nações. Já os transportes por aplicativo que não sejam cadastrados na Autarquia, só poderão fazer o embarque/desembarque na Praça da Sementeira (em frente ao Pede Aí).
– Para quem optar por ir com seu transporte, segue a relação dos locais dos estacionamentos privados:
Estacionamento Norte 1: Terreno localizado entre a Avenida Fernando Farias e Avenida da Redenção;
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Estacionamento Norte 2: Terreno localizado entre a Avenida Fernando Farias, Avenida da Redenção e Av. Sete de Setembro;
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Estacionamento Sul 1: Terreno localizado entre Avenida das Nações, Avenida Nilo Coelho e Avenida da Integração;
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Estacionamento Sul 2: Terreno localizado entre Avenida das Nações e Avenida Nilo Coelho;
Estacionamento Sul 3: Terreno localizado entre Avenida Nilo Coelho e Avenida Sete de Setembro.

SEAP/PE doa milho cultivado por reeducandos a cozinhas comunitárias  

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP/PE), por meio do Departamento de Produção Penitenciária, doou, nesta quinta-feira (13/06), 1.500 espigas de milho a três cozinhas comunitárias da Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte.

A garantia da tradicional comida junina às pessoas em vulnerabilidade alimentar, assistidas por centros de assistência social em Itapissuma, Araçoiaba e Itaquitinga, vem das mãos de 15 presos do regime semiaberto que cuidaram desde a preparação da terra até a colheita do alimento. Cada cozinha recebeu cerca de 330 espigas. A área de plantação fica no Departamento de Produção Penitenciária, em Itamaracá.

Os reeducandos que trabalham no sistema prisional têm direito à remição de pena na proporção de um dia a menos a cada três trabalhados e à remuneração com valor correspondente a 75% do salário mínimo.

Fotos: Divulgação/SEAP-PE

Simão Durando recebe prêmio “Prefeito Amigo da Criança” da Fundação Abrinq

Com a bandeira de Petrolina nas mãos, o prefeito Simão Durando recebeu em Brasília uma das mais importantes premiações para políticas relacionadas à infância e educação. Nesta quarta-feira (12), o gestor petrolinense conquistou o selo “Prefeito Amigo da Criança”, concedido pela Fundação Abrinq. O prêmio foi entregue a apenas 100 prefeitos de todo o Brasil pelo trabalho na implementação de ações e políticas que garantam os direitos das crianças e dos adolescentes.

Entre os critérios que propiciaram o reconhecimento ao gestor sertanejo está a destinação de recursos para ações voltadas à garantia de direitos da criança e do adolescente, os investimentos e atendimento na rede de creches do município, entre outras ações nas áreas da educação, social e saúde direcionadas ao público infantil. Concorreram ao prêmio 1.376 municípios, sendo que apenas 58 municípios nordestinos e 9 pernambucanos foram escolhidos.

Para o prefeito Simão, o reconhecimento nacional comprova os avanços da cidade sertaneja com as ações e programas voltados à educação infantil. “Fiz questão de trazer nossa bandeira para mostrar nossa paixão por Petrolina. Estamos cuidando todos os dias de nossas crianças, temos a melhor educação pública e esse prêmio é o reconhecimento de todo esforço das equipes da prefeitura. Cuidar de infância é pensar no futuro de nossa gente e se Petrolina. Saio com o coração repleto de alegria por levar esse prêmio para nossa gente. Essa não é uma conquista apenas do prefeito, mas de toda a equipe da prefeitura, que se dedica a cuidar do futuro de nossa gente”, afirmou Simão.

Ao longo dos quatro anos da gestão municipal, o programa oferece subsídios técnicos, recomendações e promove seminários que possibilitam o diálogo e a troca de experiências. A premiação existe desde 1996, indicando os municípios com experiências mais exitosas nas políticas para crianças e adolescentes.

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulga a cotação dos hortifrutigranjeiros comercializados nesta quarta-feira, 12

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta terça-feira (11). Os valores apresentados são obtidos através de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira (das 2h às 22h) e aos sábados (das 2h às 17h) e aos domingos, a partir das 21h.

O consumidor que for à Ceasa ao longo do dia pode encontrar a caixa de macaxeira, com 25 kg, por R$ 60,00. O cento do milho verde está a R$ 90,00 . O saco de amendoim com casca, de 10 kg, está a R$ 100,00.

A cotação completa segue anexo em PDF.

Sobre o Mercado do Produtor de Juazeiro-BA

O mercado produtor de Juazeiro é uma referência na região, recebendo produtores de diversas partes do país para comercialização de suas safras. O Ceasa (Centrais de Abastecimento) de Juazeiro é um dos principais locais onde ocorre a comercialização desses produtos, sendo um ponto de referência para o abastecimento de frutas e hortaliças não só para a própria cidade, mas também para outras regiões da Bahia e estados vizinhos.

Confira a cotação dos hortifrutigranjeiros comercializados no Mercado do Produtor de Juazeiro nesta segunda- feira, 10 de junho

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta segunda-feira (10). Os valores apresentados são obtidos através de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira (das 2h às 22h) e aos sábados (das 2h às 17h) e aos domingos, a partir das 21h.

O consumidor que for à Ceasa ao longo do dia pode encontrar o cento de banana prata, por R$48,00. A caixa de maçã nacional, com 18 kg, está a R$ 115,00. A caixa de manga palmer, com 26 kg, está a R$ 100,00.

A cotação completa segue anexo em PDF.

Sobre o Mercado do Produtor de Juazeiro-BA

O mercado produtor de Juazeiro é uma referência na região, recebendo produtores de diversas partes do país para comercialização de suas safras. O Ceasa (Centrais de Abastecimento) de Juazeiro é um dos principais locais onde ocorre a comercialização desses produtos, sendo um ponto de referência para o abastecimento de frutas e hortaliças não só para a própria cidade, mas também para outras regiões da Bahia e estados vizinhos.

 

Pesquisa mostra aumento da violência contra idosos no país

As ocorrências de agressões contra idosos tiveram aumento de quase 50 mil casos em 2023 na comparação com o ano anterior.

De 2020 a 2023, as denúncias notificadas chegaram a 408.395 mil, das quais 21,6% ocorreram em 2020, 19,8% em 2021, 23,5% em 2022 e 35,1% no ano seguinte. Os números fazem parte da pesquisa Denúncias de Violência ao Idoso no Período de 2020 a 2023 na Perspectiva Bioética. A pesquisa resultou em artigo publicado em parceria pelas professoras Alessandra Camacho, da Escola de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Programa Acadêmico em Ciências do Cuidado da UFF, e Célia Caldas, da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Para traçar o perfil dos idosos, foram analisadas diversas variáveis além da faixa etária, como região do país, raça e cor, sexo, grau de instrução, relação entre suspeito e vítima, e o contexto em que a violação ocorreu.

O estudo analisou informações disponíveis no Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, com base em denúncias de violência registradas de 2020 a 2023, de casos suspeitos ou confirmados contra pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Foram excluídas duplicatas de notificações referentes à mesma ocorrência.

O aumento de casos em 2023 surpreendeu a professora Alessandra Camacho, que esperava por queda nos índices. Ela disse que, ao finalizar a coleta de dados, no fim de março, recebeu “com certa perplexidade” o resultado, que mostrou aumento significativo, principalmente em relação ao ano de 2023. “Como exemplo, em 2022, tivemos 95 mil denúncias, o que já era superior aos dados de 2021, e em 2023, mais de 143 mil denúncias.”

Em entrevista à Agência Brasil, Alessandra destacou que a intenção, no início da pesquisa, era verificar os registros durante a pandemia de covid-19. Embora os números tenham sido relevantes naquele momento, houve avanço nas denúncias. “Os registros de aumento já vinham ocorrendo antes da pandemia. Durante a pandemia, foram maiores do que em 2019 e, depois disso, vêm  aumentando progressivamente.”

Segundo a pesquisadora, parte desse movimento tem origem no comportamento da sociedade. “As pessoas estão tendo coragem de denunciar. Quanto mais se divulgarem essas informações, mais as pessoas vão denunciando. Essa análise nos faz vivenciar algumas suposições importantes: a violência já acontecia, mas agora as pessoas, cientes dessa situação, porque são diversos tipos de violência, estão buscando os meios de denúncias seja em delegacias, seja na própria Ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. A sociedade precisa se conscientizar, e creio que isso está acontecendo”, afirmou.

Alessandra ressaltou que hoje há facilidade para gravar e registrar essas situações, seja no âmbito residencial ou privado e até mesmo em casos de  violência na rua. “Muitas pessoas têm vergonha e relatam isso, mas, ao mesmo tempo, vislumbro com a possibilidade de ampliar essa divulgação, já que as pessoas estão tendo coragem de denunciar.”

De acordo com Alessandra, o Painel do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania já anotou 74.620 denúncias neste ano, o que indica aumento de casos em relação ao ano de 2023.

A Região Sudeste foi a que registrou maior número de casos (53%) de 2020 a 2023. Em seguida, aparece a Região Nordeste (19,9%). “A Região Sudeste tem a maior concentração de idosos. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já vêm mostrando isso de maneira bem notória. O Sudeste teve no período do estudo (2020-2023) mais de 50% de denúncias em relação ao país inteiro”, completou.

Vulnerabilidade

Para a professora Alessandra Camacho, a vulnerabilidade dos idosos é um fator de associação entre a idade avançada e o maior percentual de denúncias de violência relacionado às pessoas de 80 anos ou mais.

Conforme a pesquisa, o percentual máximo dos casos (34%) foi registrado em 2023. “É importante destacar o risco de violência para pessoas de 80 anos ou mais, que são as mais vulneráveis em termos de problemas físicos, e é preciso também atentar para esse dado, que podemos tentar atenuar dando uma rede de suporte e apoio à família”, disse a professora, lembrando que é uma faixa etária que demanda mais cuidados e e serviços.

Nas questões de gênero, as mulheres são mais suscetíveis à violência, uma consequência da desigualdade, intensificada com o envelhecimento. No período de 2020 a 2023, o sexo feminino respondeu por mais de 67% das denúncias notificadas. O número inclui aumento percentual no ano de 2022 equivalente a quase 70% dos casos registrados. “Esse também é um dado relevante porque as mulheres alcançaram um quantitativo de mais de 60% no período estudado, e isso se repetiu em 2024, o que só vem confirmar que a mulher tem também situação de vulnerabilidade”, afirmou a professora, que defende políticas públicas para essa parcela da população.

Raça e cor

A população branca foi a mais atingida, com as ocorrências apresentando crescimento ao longo dos anos. A segunda maior parcela foi a dos pardos, que também mostrou tendência de aumento no período analisado. Conforme a pesquisa, há estudos que indicam tendência de minimizar casos de violência no comportamento de pardos e negros, possivelmente, por conta de experiências anteriores semelhantes.

A professora chamou atenção para o fato de que, às vezes, quem faz a denúncia, dependendo da circunstância, não consegue evidenciar qual é a raça ou cor da vítima. “Alguns dados ainda são um pouco mascarados por causa das circunstâncias da pessoa que está denunciando. Há uma dificuldade no item não declarado também. Não se pode inferir qualquer tipo em detrimento da raça parda, preta, amarela, indígena porque não se sabe quais são os elementos circunstanciais que estão levando a essa pessoa a não efetivar a denúncia de maneira mais completa.”

De acordo com a pesquisa, os casos de violência entre idosos ocorrem em diferentes graus de escolaridade e instrução, mas os analfabetos, ou têm ensino fundamental incompleto, são mais prejudicados pela falta de informação e os que sofrem mais ocorrências. Ainda neste item, o número de casos não declarados foi expressivo e teve no ano passado o seu percentual mais elevado (73,16%).

Na maioria, os filhos são os suspeitos em casos declarados de violência contra idosos. No período pesquisado, eles representaram 47,78% em 2020, 47,07% em 2021, 50,25% em 2022 e 56,29% em 2023. O estudo revelou que a maior parte das denúncias e violações relatadas ocorreram na casa onde a vítima e o suspeito residem, tendo na sequência a casa da própria vítima.

Medidas

Alessandra ressaltou que é importante continuar com a análise anual das informações sobre violência contra idosos, bem como ampliar a divulgação do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e as políticas públicas destinadas a essa população, para mostrar que os canais de denúncia são eficientes. “Políticas de acolhimento, capacitação de profissionais que fazem acolhimento, não somente da área de saúde, mas um policial em uma delegacia, um profissional da área jurídica que está auxiliando no momento de uma denúncia, porque pode ser uma violência patrimonial em que o idoso está pode sofrer dano financeiro.”

Uma forma mais direta de denunciar casos de violência contra idosos é o Disque Direitos Humanos – Disque 100, ou por meio de delegacias delegacias preparadas especialmente para atender essa parcela da população, além do Ministério Público, que também faz esse tipo de acolhimento.

Em parceria com a Faculdade de Enfermagem da UERJ, a Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da UFF lançou uma cartilha informativa e educativa sobre violência contra idosos. Na publicação, é possível consultar a legislação brasileira sobre o tema, dados importantes e os tipos de violência que são praticados contra idosos. Quem estiver interessado pode acessar este link.

A metodologia usada na pesquisa é baseada nas diretrizes do Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology). Alessandra Camacho informou que a coleta de dados começou por volta de janeiro do ano passado e foi concluída

Para dar mais visibilidade ao tema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu junho como mês da conscientização da violência contra a pessoa idosa.

Edição: Nádia Franco/Agência Brasil

São João de Petrolina: Ambulantes começam a receber credenciais para trabalhar na festa

A Prefeitura de Petrolina, através da Agência Municipal de Vigilância Sanitária (AMVS), começou a entregar as credenciais que autorizam os vendedores ambulantes a trabalharem no São João de Petrolina 2024. A documentação estará visível em isopores e barracas e servirá para identificar os vendedores que estão aptos a prestarem serviços de venda de alimentos e bebidas. Também serão credenciadas pessoas que ofertarão serviços de brinquedos, pipocas, balas e algodão doce.
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O São João de Petrolina reúne pessoas de todos os lugares do Brasil e já faz parte da rota turística. Para manter a festa mais segura, a Vigilância Sanitária tem como papel fundamental certificar que a alimentação dos ambulantes esteja própria para o consumo. O trabalho durante o período festivo consiste em capacitar, orientar e fiscalizar o serviço dos ambulantes.
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Para certificação de cumprimentos das normas, todas as noites os inspetores sanitários estarão no Pátio de Eventos Ana das Carrancas. O Objetivo é assegurar a oferta de alimentos dentro das condições sanitárias e sem riscos à saúde.

Lei para motoristas de app pode mudar futuro do trabalho

Na próxima semana, a Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados deverá votar a proposta de lei complementar encaminhada pelo governo para regulamentar a relação de trabalho intermediado por empresas operadoras de aplicativos de transporte remunerado privado individual de passageiros em veículos automotores de quatro rodas.

Os parlamentares deverão votar o substitutivo do PLP 12/2024, escrito pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos – PE), relator da matéria. O projeto original, modificado por Coutinho, foi apresentado pelo governo no começo de março.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a proposta que chegou no Congresso Nacional é fruto das discussões de grupo de trabalho (GT) criado em maio do ano passado pelo próprio MTE, com a participação das empresas e de trabalhadores do setor. O PLP também estabelece “mecanismos de inclusão previdenciária e outros direitos para melhoria das condições de trabalho.”

De acordo o parecer do deputado Augusto Coutinho, o PLP reflete “questões mais amplas sobre o futuro do trabalho, a proteção dos direitos trabalhistas em uma economia cada vez mais digitalizada e a necessidade de encontrar um equilíbrio entre a inovação tecnológica e os patamares mínimos de proteção social.”

Jurisprudência negativa

O impacto no futuro do trabalho é esperado até mesmo por quem não tem sua atividade alcançada diretamente pelo PLP, como é o caso do SindimotoSP que representa motociclistas, ciclistas e mototaxista intermunicipal do estado de São Paulo. Para o presidente da entidade, Gilberto Almeida dos Santos, se o projeto virar lei cria “grande jurisprudência negativa” que “vai arrastar todas as outras atividades que estão sucateadas e precarizadas pelos aplicativos.”

Para Santos, a categoria não precisa da nova lei. Bastaria que as empresas de aplicativo cumpram a Lei 12.009/2009, sobre a atividades de motoboys e mototaxistas; a Lei 12.436/2011, vedando o aumento de velocidade das entregas; e a Lei 12.997/2014, que inclui o trabalho do motociclista como atividade perigosa na CLT. “A legislação atual já seria suficiente. O PLP assegura menos direitos do que essas outras três leis.”

O sindicalista alerta para a possibilidade de que a nova legislação retire garantias e direitos aos trabalhadores como carteira de trabalho assinada, férias remuneradas, décimo terceiro salário; recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Perda de autonomia

Não existe unanimidade entre trabalhadores sobre o PLP 12/2024 e a regulamentação do trabalho para os aplicativos. Alguns, como Gilberto Almeida dos Santos, temia a perda de direitos e se retiraram das discussões no grupo de trabalho do MTE . Outros trabalhadores temem a perda de autonomia e tributação. “A regulamentação vai estourar em dois bolsos: no dos motoristas e no dos usuários”, acredita o deputado Marcos Pollon (PL-MS) que se opõe à proposta.

Em audiência pública para debater o PLP na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul (29 de maio), Pollon defendeu que “se tiver regulamentação que seja apenas para assegurar aos motoristas autônomos as garantias no seu relacionamento com a plataforma, para que não ocorram abusos e o piso não se torne teto.”

Para o parlamentar, os trabalhadores terem os direitos de quem está empregado no mercado formal é “uma fria, uma gelada.” Antes de ser ovacionado por motoristas e seus representantes que acompanhavam a audiência, Marcos Pollon afirmou que “para cada salário que vocês recebam, o empresário paga mais dois de impostos, taxa, tributo e coisa e tal.”

Perfis diferentes

A divisão de opinião dos trabalhadores pode ter a ver com os diferentes perfis que se dedicam ao trabalho. Segundo a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), quatro de cada dez motoristas têm outra atividade e completam a renda atendendo passageiros de aplicativos, enquanto seis de cada dez motoristas têm o trabalho com os apps como atividade principal.

A Amobitec, que representa empresas de aplicativos de transporte, defende a regulamentação conforme proposto pelo governo ao Congresso Nacional. “Trata-se de nova forma de trabalho intermediada por aplicativos, que não se encaixa naqueles parâmetros previstos na CLT”, disse à Agência Brasil André Alencar Porto, diretor executivo da Amobitec.

A entidade empresarial criticou o texto substitutivo ao PLP 12/2024, apresentado pelo relator – deputado Augusto Coutinho (Republicanos – PE). Conforme nota, o texto avançou “sobre temas que não foram objeto de discussão no grupo de trabalho com os representantes dos trabalhadores e das empresas”. A entidade também pondera que a proposta pode aumentar “a insegurança jurídica” e erra ao incluir “dispositivos que promovem intervenção direta na operação das plataformas, engessando diversas questões operacionais que podem afetar a qualidade do serviço.”

Ações civis

O Ministério Público do Trabalho já ajuizou 15 ações civis públicas contra as empresas que operam os aplicativos de mobilidade. Até o momento, nenhuma teve julgamento final no Poder Judiciário.

Na avaliação de Renan Kalil, procurador do MPT, há motoristas que “entendem que as plataformas não permitem que façam um trabalho que de fato seja autônomo” e que têm a percepção de que as plataformas controlam o trabalhos que motoristas e entregadores realizam.”

Kalil assinala que o relacionamento entre empresas e trabalhadores de aplicativos conforma situações peculiares de patrão e empregado. Como ocorre, por exemplo, nas punições, quando os trabalhadores deixam de aceitar a quantidade mínima de corridas que a plataforma considera ideal; ou quando motoristas apresentam taxa de cancelamento maior do que a plataforma entende como aceitável.

“São punições que as empresas acabam aplicando diante de situações em que o motorista está se comportando fora do esquadro em que elas projetaram como ideal. O patrão tem o poder de avaliar, o patrão tem o poder de punir, não?”, pergunta o procurador.

Empresas de transporte

Para Renan Kalil, está errado, “do ponto de vista trabalhista tributário e do direito do consumidor”, o fato de as empresas de aplicativos se identificarem como “de tecnologia ou de intermediação”.

“Os clientes quando baixam o aplicativo, não estão querendo um serviço de tecnologia. Eles estão querendo um serviço de transporte, de entrega. E os trabalhadores, quando se cadastram na plataforma, não estão indo prestar um serviço de tecnologia, mas um serviço de transporte de pessoas ou de entrega de mercadorias”, diz Kalil.

O procurador lembra que as empresas de mobilidade registram suas marcas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) “como empresa de transporte”, que deve respeitar legislação trabalhista existente para o setor.

Outro aspecto que deveria ser considerado na regulamentação, na opinião do procurador, é o fato de que o trabalhador não tem autonomia em relação às operadoras para executar a atividade, para estabelecer o preço da corrida e nem para escolher passageiros, “Se fosse autônomo, ele não deveria ser punido por aceitar a corrida ou por cancelar”, acrescenta Kalil.

Após a tramitação do PLP 12/24 na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços, a proposta segue para a Comissão de Trabalho e, posteriormente para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania – todas na Câmara dos Deputados. Sendo aprovado nas comissões, o PLP segue para o plenário da Casa. Aprovado, o PLP segue para tramitação no Senado.

Em entrevista à Agência Brasil, o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho defendeu a proposta encaminhada originalmente pelo governo e assegurou que os trabalhadores receberão melhor remuneração.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, motoristas e entregadores de aplicativos estão trabalhando mais e ganhando menos desde que as plataformas de mobilidade começaram a fornecer os serviços para os usuários. Entre 2012 e 2015, os motoristas tinham rendimento médio mensal de R$ 3.100. Em 2022, o valor auferido era inferior a R$ 2.400 (queda de 22,5%). No caso dos entregadores, a redução da renda média foi ainda mais aguda em intervalo menor (- 26,66%), de R$ 2.250 em 2015 para R$ 1.650 em 2021.

Edição: Graça Adjuto/Agência Brasil