Crianças em tratamento contra o câncer recebem festa no Hospital Dom Tomás

Uma festa com muita alegria, personagens de histórias infantis, lanches e entrega de brinquedos movimentou, nesta terça-feira (14), em Petrolina, as 71 crianças e adolescentes em tratamento do setor de Oncologia Pediátrica do Hospital Dom Tomás (HDT).

A ação solidária “Vidas que inspiram”, realizada pelo Lions Clube Petrolina Centro em parceria com a Agrovale, Pão de Mel, IFSertãoPE, Dó Ré Mi e doações da população do município, começou no início da manhã, lembrando as comemorações ao Dia das Crianças.

Segundo a responsável pela Comissão de Combate ao Câncer Juvenil do Lions Clube Petrolina Centro, Adriana Gallindo, a ação, além de descontrair o ambiente hospitalar, proporcionou às crianças e familiares um momento de leveza e felicidade. “Tivemos aqui uma verdadeira benção divina, que começou pequena e tomou outras proporções com a participação de inúmeros voluntários e empresas, a exemplo da Agrovale”, ressaltou.

De acordo com a assistente social do HDT, Mircéya Novaes, o momento também vai ficar na lembrança de todos os que fazem o hospital pelas brincadeiras e presentes que estamparam sorrisos na face dos pequenos pacientes. “É realmente uma felicidade vê-los tão contentes. Eles passam o ano inteiro no tratamento, principalmente de quimioterapia, que realmente é doloroso”.

Para Francilene Gomes, mãe do pequeno Nicolas, de 4 anos, a iniciativa agradou bastante aos familiares das crianças e adolescentes em tratamento no HDT. “Achei maravilhosa esta manhã. Nossos filhos trocaram as dores por sorrisos e o tratamento sofrido pelas brincadeiras.

Ações desta natureza nos deixam mais tranquilas e seguras“, concluiu.

Governadora Raquel Lyra transmite cargo à vice-governadora Priscila Krause e anuncia pagamento do BDE 2025

A governadora Raquel Lyra realizou, nesta terça-feira (14), a transmissão de cargo para a vice-governadora Priscila Krause e também anunciou o pagamento de R$ 207 milhões do Bônus de Desempenho Educacional (BDE) 2025 para cerca de 36 mil servidores e servidoras da educação estadual. A gestora irá participar de uma série de compromissos na China e na Dinamarca, em busca de investimentos para Pernambuco. Até o dia 28 de outubro, Priscila Krause será governadora em exercício do estado de Pernambuco.

“Priscila, nossa vice-governadora, vai assumir o Estado nesses próximos 14 dias, enquanto estou indo para China e para Dinamarca em busca de negócios e para anunciar boas conexões para Pernambuco. Vamos estar em um fuso diferente, mas prospectando investimentos. Mas eu não podia ir para essa missão sem antes anunciar que, a partir de amanhã, o BDE 2025 estará nas contas dos servidores e servidoras da educação que bateram as suas metas. Agora todos vão poder celebrar a conquista de fazer de Pernambuco um estado cada vez mais educador”, declarou a governadora Raquel Lyra.

O BDE vai disponibilizar um valor superior a R$ 207 milhões para 35.969 servidores, com bonificações que vão de R$ 240,72 a R$ 11.268,20. Receberão o bônus os profissionais da educação que atuaram nas escolas que possuem matrículas nas etapas de ensino examinadas pelas avaliações externas (Ideb e Idepe), ou seja, 5º ano do ensino fundamental, 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio. Também estão aptos a receber o benefício os servidores que possuem pelo menos seis meses de efetivo exercício no ano de 2024 em unidade escolar elegível, Gerência Regional de Educação (GRE) ou na sede da Secretaria de Educação.

MISSÃO – Durante a viagem, a governadora Raquel Lyra vai cumprir agendas oficiais na China e na Dinamarca, com o intuito de atrair investimentos e fortalecer a cooperação tecnológica, para consolidar Pernambuco no mercado da economia verde, acompanhada por uma comitiva de secretários estaduais.

De 14 a 22 de outubro, a comitiva estará na China, onde cumprirão uma extensa programação nas cidades de Chengdu, Pequim e Xangai. No país asiático, vão acontecer visitas à grandes empresas voltadas a investimentos em energia, mobilidade e logística. Já de 22 a 28 de outubro, a missão chegará à Dinamarca, para agendas em Copenhague e Sønderborg. Na ocasião, a governadora visitará a APM Terminals e a Maersk, que anunciaram investimentos de cerca de R$ 2 bilhões para um novo terminal de contêineres em Suape. Também está prevista visita à European Energy, que aporta R$ 2 bilhões na instalação de uma planta de combustível sustentável (E-metanol).

“A governadora estará em um fuso diferente mas não tem diferença, será como se Raquel estivesse aqui em plena sintonia com o desenvolvimento de Pernambuco. Durante esses 14 dias seguiremos no mesmo objetivo, que é o de anunciar e levar ações concretas para o povo pernambucano com investimentos na ponta”, contou Priscila Krause.

Fotos: Janaina Pepeu/ Secom

STF suspende leis que proibiram ensino de gênero nas escolas nos municípios Petrolina (PE), Garanhuns (PE) e Tubarão (SC)

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasi

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (15) suspender leis que proibiram o ensino de matérias sobre identidade de gênero e orientação sexual nos municípios de Tubarão (SC), Petrolina e Garanhuns, em Pernambuco.

A decisão foi tomada a partir do julgamento de duas ações protocoladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo PSOL.

As leis municipais vetaram o ensino de gênero em disciplinas obrigatórias, em materiais didáticos e nos espaços escolares. Além disso, a lei de Petrolina ainda proibiu a permanência de livros sobre o tema nas bibliotecas das escolas do município.

Votos
Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes defendeu o combate ao discurso de ódio contra a população LGBTIQIA+ e disse que a educação contra discriminação deve ser incentivada.

“Ninguém defende que não se deva preservar a infância, mas preservar a infância não significa esconder a realidade, omitir informações sérias e corretas sobre identidade de gênero”, disse.

O ministro Flávio Dino disse que a cultura da sociedade mudou e não existe somente o modelo de “família tradicional”. Dino também argumentou que somente uma lei federal pode tratar de assuntos ligados à educação.

“O ato de ensinar e aprender é submetido a uma lei, que é a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional], argumentou.

Nunes Marques também acompanhou a maioria para suspender as leis, mas ponderou que é necessário que a exposição do tema ocorra conforme a idade dos alunos.

“Preservar a infância não é conservadorismo. É reconhecer que toda liberdade genuína nasce da maturidade e que apressar esse processo significa limitar a liberdade futura do adulto que essa criança se tornará”, completou.

LGBTIQIA+
O Grupo Arco-Íris, um dos principais grupos do movimento LGBTIQIA+, participou do julgamento e citou que o impedimento do ensino de gênero nas escolas tem sido recorrente em diversos estados e municípios.

O advogado Carlos Nicodemos afirmou que a Constituição e normas internacionais garantem que toda pessoa tem direito de ser protegida contra qualquer tipo de discriminação.

“É necessário, hoje, no dia 15 de outubro, Dia do Professor, debater a criação de leis municipais que tentam afetar a liberdade de cátedra na construção de um olhar diverso, plural e inclusivo da educação”, comentou.

Sistema de Zona Azul não será implantado neste momento em Juazeiro, informa Prefeitura

A Prefeitura de Juazeiro informa que o serviço de estacionamento rotativo (Zona Azul) não será implantado neste momento. O Decreto nº 399, de 14 de outubro de 2025, não institui a cobrança imediata, mas apenas regulamenta a Lei Municipal nº 2.234/2011, que criou o sistema no município.

O novo decreto moderniza o marco regulatório da Zona Azul, alinhando-o às legislações mais recentes e às tecnologias de controle e pagamento eletrônico, com o objetivo de preparar o Município para um futuro processo de concessão pública.

A implantação do sistema só ocorrerá após a realização da licitação e a contratação da empresa concessionária responsável pela operação. Até lá, não há cobrança vigente e nenhuma empresa está autorizada a operar, fiscalizar ou comercializar créditos da Zona Azul em Juazeiro.

O decreto foi editado para garantir segurança jurídica e transparência nas etapas de implantação, sem impor qualquer obrigação imediata aos usuários. A AMTT será a responsável pela coordenação e fiscalização de todo o processo e, junto à futura concessionária, promoverá uma campanha educativa antes do início da cobrança.

Ascom PMJ

Simão confirma publicação de edital do maior concurso da história de Petrolina

Em uma data marcada por reconhecimento e conquistas para os educadores, o prefeito Simão Durando anunciou, nesta quarta-feira (15), a publicação do edital do maior concurso público da história de Petrolina. O anúncio foi feito justamente no Dia do Professor, reforçando o compromisso da gestão com quem dedica a vida à educação.

O novo certame ofertará 1.194 vagas, sendo 944 destinadas a professores, o que representa cerca de 80% das oportunidades. Além disso, o edital contempla 160 vagas para secretários escolares, 80 para psicólogos e 10 para assistentes sociais, abrangendo áreas estratégicas para o fortalecimento da rede municipal de ensino. O edital pode ser conferido através do site: https://www.upenet.com.br/.

De acordo com o prefeito, a iniciativa representa um avanço importante para reafirmar Petrolina como referência em educação pública. Ele destacou que o investimento em pessoas e estrutura é o caminho para continuar elevando a qualidade do ensino e valorizando os servidores.

“Este concurso é um marco para nossa gestão e, principalmente, para a educação de Petrolina. Sabemos que não se faz uma cidade forte sem uma educação forte, e isso passa por garantir que nossos professores e todos os profissionais da educação tenham condições dignas de trabalho e uma carreira estruturada. Hoje, temos a melhor educação de Pernambuco e, em quatro anos, juntos, vamos continuar sendo referência, mas do Nordeste”, afirmou Simão Durando.

Simão anuncia pagamento de licença-prêmio para os professores de Petrolina

O Dia do Professor iniciou com boas notícias para quem faz a educação municipal de Petrolina. O prefeito Simão Durando anunciou o pagamento da pecúnia licença-prêmio para 876 professores. Para isso, será liberado um investimento de R$ 19 milhões dos cofres municipais.

A licença-prêmio é um benefício para o servidor público, concedido a cada cinco anos de exercício, que garante o direito a um período de licença de 03 (três) meses a cada cinco anos de exercício. A pecúnia desse benefício é a conversão em dinheiro, substituindo o afastamento do servidor por um valor financeiro correspondente à sua remuneração.

A medida tomada pelo prefeito reforça a política de valorização profissional e incentivo à formação que tem sido uma das marcas da atual gestão. Segundo Simão, o reconhecimento é uma forma de agradecer pelo trabalho e dedicação dos educadores que contribuem diariamente para o sucesso da rede municipal de ensino.

“Dia de notícia boa pra quem faz a educação de Petrolina. Como todos sabem, minha família é de professores, e eu tenho uma profunda admiração e gratidão pelo trabalho desses profissionais. Nossa gratidão é enorme, e estamos trabalhando para levar cada vez mais benefícios a quem trabalha pela nossa educação. Mais uma vez, feliz Dia dos Professores!”, concluiu Simão Durando.

PNE: relatório sugere investimento de 7,5% do PIB para educação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os investimentos necessários para assegurar uma educação de qualidade, zerar deficiências, manter infraestrutura e valorizar profissionais da educação nos próximos 10 anos é de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB). É o que aponta relatório do Plano Nacional de Educação (PNE) 2025-2035, apresentado nesta terça-feira (14) na Comissão Especial que analisa o tema na Câmara dos Deputados. O texto agora será discutido em cinco sessões do colegiado antes de ser colocado para votação.Segundo o relatório do deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE), o resultado diz respeito ao somatório dos recursos alocados, de investimentos e subsídios, com a educação pública em todos os níveis – infantil, fundamental e superior. A estimativa é de que o valor fique em R$ 280 bilhões, nos próximos 10 anos, dos quais R$ 130 bilhões seriam para zerar deficiências históricas, como analfabetismo, percentual mínimo de pessoas com ensino fundamental e médio, entre outros, e R$ 150 bi para a manutenção da infraestrutura educacional.

“Estamos aqui evidenciando que encontramos um número adequado em percentual e a gente não podia deixar de ter um compromisso com a educação brasileira e repetir um número que vem sendo repetido a muito tempo que é de 10% [do PIB]. Lá atrás, considerada a questão demográfica, talvez se precisasse de 10%, mas com a redução da estimativa de população chegamos a esse percentual”, afirmou Rodrigues durante a apresentação do parecer.

O PNE traça 19 objetivos a serem alcançados na próxima década. Para cada objetivo previsto no plano, foram estabelecidas metas que permitem monitoramento ao longo do decênio, por meio de um conjunto de estratégias com as principais políticas, programas e ações envolvendo a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.

A ênfase do novo PNE está na qualidade do ensino, com objetivos e metas focados em padrões de qualidade na educação infantil, na educação profissional e tecnológica, no ensino superior e na formação de docentes.

Além disso, há objetivos específicos para as modalidades de educação escolar indígena, educação do campo e quilombola. O projeto mantém metas para educação integral e também para os públicos-alvo da educação especial e da educação bilíngue de surdos.

Para financiar as metas previstas no plano, o relator propôs a necessidade de alocação de recursos da exploração de petróleo para investimentos em expansão, modernização e adequação da infraestrutura física e tecnológica das escolas; na redução das desigualdades entre redes de ensino e na garantia de padrões nacional de qualidade. As redes também têm previsão de receber recursos adicionais, condicionados ao cumprimento das metas de acesso e rendimento escolar.

Um projeto de Lei foi incluído no PNE, para que os recursos de exploração do Pré-Sal, estimados em R$ 220 bilhões, sejam voltados para educação.

“Encontramos um crescimento de recursos de exploração do pré-sal, existe um crescimento que não tem previsão de uso de 2026 em diante e antes que aparecesse um dono estamos amarrando esse recursos extraordinário, que excede o que está já previsto. Só o petróleo atende 80% do que estamos colocando no nosso parecer”, afirmou.

“Além disso, a proposta coloca o PNE e tudo o que vai ser investido em infraestrutura nos próximos 10 anos fora do arcabouço fiscal, pois vamos ter orçamento e não vai ter como gastar, pois vai ficar dentro do arcabouço fiscal. Não adianta ter o dinheiro e não ter como utilizar”, completou.

O restante dos recursos para financiamento do PNE viriam da negociação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), em que os estados se comprometeriam em trocar parte de suas dívidas por investimentos sociais. O projeto de lei deixa aberta ainda a possibilidade de o governo federal encaminhar novas fontes para o plano.

“A sociedade vai investir mais em educação e aqui as redes estaduais e municipais vão ter que competir entre si. Nós não vamos pegar um município pobre lá no Nordeste ou no Norte, para competir com um município com a nota, desempenho ou resultado no Paraná. Queremos que desempenho e resultado seja sempre em referência com os resultados anteriores desse município para que ele possa ter mais acesso a recursos novos”, defendeu Moses.

Para tanto, o texto estabelece um calendário, com datas para o planejamento estratégico de cada gestor para o atingimento das metas. Um Plano de Educação, de longo prazo, com a definição de metas e diretrizes gerais e um Plano de Ação, a ser elaborado a cada dois anos, por União Estados e Municípios, com indicadores, metas intermediárias e planos operacionais.

“Todos os recursos serão mantidos e inclusive antecipados, mas no plano de ação, a cada dois anos, ele tem que ter um compromisso para que a sociedade possa saber como está sendo investido e quais os resultados que estão sendo alcançados”, explicou.

Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova pagamento de piso salarial dos professores para contratos temporários

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante o piso salarial de profissionais do magistério público da educação básica aos professores contratados por tempo determinado. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Rafael Brito (MDB-AL), o Projeto de Lei 672/25 foi aprovado nesta terça-feira (14) na forma do substitutivo da deputada Carol Dartora (PT-PR), relatora de Plenário.

Com a redação proposta, o piso será aplicável aos profissionais do magistério público da educação básica contratados por tempo determinado e com a formação mínima determinada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Segundo a lei modificada, que garante o piso, ele vale inclusive para os que exerçam atividades de suporte pedagógico à docência, como direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais.

Carol Dartora afirma que a maioria dos estados já paga o piso a professores temporários, usando o Fundeb como principal fonte de custeio dessa despesa. “O projeto não implica em criação de nova despesa ou transferência indevida de encargos aos entes federativos”, declarou.

Tema na Justiça
O Supremo Tribunal Federal (STF) também analisa a aplicabilidade do piso salarial para profissionais do magistério temporários por meio do julgamento de um recurso extraordinário do governo de Pernambuco contra decisão do Tribunal de Justiça daquele estado que concedia a uma professora o direito a receber o piso.

O recurso será julgado com repercussão geral, ou seja, por haver grande número de processos da mesma natureza, a decisão será aplicada a todos os casos.

Correção
A relatora, deputada Carol Dartora, afirmou que a proposta corrige uma lacuna na lei do Piso Nacional do Magistério. “Em muitos casos, os professores estão sendo contratados de forma temporária, mas atuam por período prolongado”, disse ela, ao citar que 43,6% dos docentes temporários atuam há pelo menos 11 anos como professor. “Ninguém se forma para ser professor temporário, mas pra ser professor”, ressaltou.

Segundo a relatora, isso ocorre porque é mais barato para as redes contratar temporários. Atualmente, há 51,6% de professores temporários e 46,5% de efetivos nas redes de ensino.

Carol Dartora afirmou que, como professora temporária, foi impedida de participar do cotidiano da escola. “Muitas vezes, o professor não tem condições de desenvolver vínculos na escola, com os estudantes. Quando não há vínculo, não há aprendizado”, disse, ao criticar a precarização dessa atividade.

O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que participou de reuniões com ministros de diferentes pastas para viabilizar a proposta. “O governo vai encaminhar o voto favorável como forma de homenagear os professores”, declarou.

Debate em Plenário
O deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) afirmou que governos usam a ideia de professor temporário para economizar recursos às custas da qualidade da educação. “Como ele recebe menos, tem de dar aula em vários lugares, não consegue dar atenção necessária para aquelas crianças, jovens e adultos. Os estudantes sofrem, e o governo economiza dinheiro”, criticou.

Porém, o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) avaliou que é impossível, de uma hora para outra, igualar os salários de professores temporários e concursados. “Isso é uma ideia fictícia, romântica e impraticável. Os municípios mais pobres vão entrar na Justiça e vão ganhar”, afirmou.

Para o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), ainda falta resolver o pagamento do piso nacional dos professores efetivos, antes de estabelecer a mesma medida para os temporários.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Projeto com penas mais duras para crimes violentos segue para a Câmara

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira (14) projeto que endurece as penas para os crimes cometidos com violência. O PL 4.809/2024 também inclui na lei (tipifica) novos crimes para reforçar os mecanismos de combate ao crime organizado. O texto segue para a Câmara dos Deputados.

Elaborado pela Comissão de Segurança Pública (CSP), o projeto altera o Código Penal, o Código de Processo Penal , o Estatuto do Desarmamento , a Lei de Crimes Hediondos e a Lei de Drogas. O presidente da comissão, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que o texto fará com que criminosos perigosos fiquem mais tempo presos.

— O projeto de lei 4.809/2024, que é o pacote anticrimes violentos, na minha avaliação é o projeto de maior impacto na segurança pública que este Congresso poderia construir na última década porque engloba uma série de iniciativas, algumas já tramitando em projetos de lei nesta Casa — disse o senador, que prometeu conversar com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, para garantir celeridade na aprovação do texto.

O texto teve como último relator o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que sugeriu alterações. Para ele, o Senado tem procurado dar uma resposta legislativa para crimes praticados com violência.

Uma das mudanças é a redução do limite para que o cumprimento da pena seja iniciado em regime fechado. Hoje, apenas quem é condenado a mais de oito anos começa no fechado. Com a mudança, condenações superiores a seis anos já terão início nesse regime.

Assim, apenas condenações entre quatro e seis anos poderão começar no regime semiaberto. Na prática, isso significa que crimes graves, como roubos com violência ou envolvimento em organizações criminosas, levarão o condenado a cumprir desde o início a pena em regime mais rigoroso.

A proposta também condiciona a progressão de regime para condenados por tráfico, milícia e organizações criminosas ao pagamento da multa aplicada. A exceção — incluída no texto por Alessandro — é para condenados que comprovarem não ter recursos. Caso haja provas que indiquem a manutenção do vínculo associativo pelo condenado, ele não terá direito à progressão.

Penas aumentadas

O roubo praticado em associação com uma ou mais pessoas ou contra transportes de valores e cargas passa a ser considerado roubo qualificado, com pena de seis a 12 anos de reclusão (atualmente a pena é de quatro a dez anos, com possibilidade de aumento de um terço à metade no caso transporte de valores ou colaboração voluntária de duas ou mais pessoas).

Outros crimes também tiveram as penas aumentadas:

  • Roubo cometido com arma de fogo de uso restrito ou proibido: pena de oito a 20 anos de reclusão (hoje varia de quatro a dez anos, aumentada em dois terços quando há uso de arma de fogo);
  • Roubo que resultar em lesão corporal grave: pena de dez a 20 anos de reclusão (atualmente varia de sete a 18 anos);
  • Extorsão para impor contratação de serviços: aumento de pena de um terço até a metade, como já acontece para a extorsão com arma de fogo. A pena inicial vai de quatro a 10 anos de reclusão;
  • Constituição de milícia privada: pena de seis a dez anos de reclusão (atualmente vai de quatro a oito anos);
  • Receptação: pena de dois a seis anos de reclusão (atualmente varia entre um e quatro anos);
  • Receptação culposa (quando quem comprou deveria presumir que é produto oriundo de crime): pena de um a cinco anos de reclusão (atualmente é de um mês a um ano ou multa);
  • Homicídio simples: pena de oito a 20 anos de reclusão (atualmente é de seis a 20 anos); e
  • Tráfico de drogas: as penas, que são variadas, aumentam em um sexto a dois terços quando o tráfico é praticado em praças, associações de moradores e transportes públicos (atualmente essa regra já vale para estabelecimentos prisionais, hospitais e escolas, por exemplo).

Resistência qualificada

O projeto inclui na lei (tipifica) um novo tipo de crime, o de resistência qualificada, para punir com reclusão de um a três anos quem impedir a execução de um ato legal; impedir ou dificultar o deslocamento de agentes de segurança pública e o cumprimento de suas funções regulares; ou que fugir após a prática de resistência.

Criminosos que usarem escudos humanos, barricadas ou obstáculos terão a pena maior caso usem explosivos fogo para impedir a ação policial. A pena nessa hipótese vai de dois a quatro anos de reclusão.

O relator adicionou exceção ao crime de resistência qualificada, para caso de resistência de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional, com propósitos sociais ou reivindicatórios.

Coação 

Já o crime de coação no curso do processo foi ampliado para punir não apenas ameaças contra autoridades e partes envolvidas, mas também contra testemunhas e colaboradores da Justiça. Além disso, quando essa coação ocorrer em processos relacionados a crimes contra a dignidade sexual, a pena será aumentada.

Armas

No Estatuto do Desarmamento, surge um novo tipo penal: o uso de armas de origem ilícita ou indeterminada de uso proibido, como automáticas e de longo alcance, com pena de dez a 20 anos. O uso dessas armas também elevará as penas para comércio e tráfico internacional de armas, e esses crimes passam a ser considerados hediondos.

Periculosidade

No Código de Processo Penal, o texto define critérios objetivos para avaliar a periculosidade do acusado em audiências de custódia, como o uso reiterado de violência e o envolvimento em organizações criminosas. Estabelece ainda que a prisão preventiva não pode ser decretada apenas com base na gravidade abstrata do crime, mas na demonstração concreta de risco à ordem pública.

Prática criminosa

O projeto amplia a análise da habitualidade criminosa para o cálculo da pena pelo juiz. Isso significa que o juiz deverá considerar se o réu demonstra um padrão de prática contínua de crimes, seja por reincidência, múltiplos processos em andamento ou histórico de uso do crime como modo de vida.

Nesses casos, a lei passa a prever que a conduta seja usada como critério para aumentar a pena, diferenciando aqueles que cometeram um crime de forma isolada dos que fazem do crime uma atividade habitual ou profissional.

Fonte: Agência Senado

HU-Univasf participa do Outubro Rosa e reforça cuidados com a saúde da mulher

O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), participa da campanha Outubro Rosa com ações voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero. No próximo dia 17, será realizada uma palestra para toda a comunidade hospitalar, no auditório da unidade, promovida pelo Comitê de Humanização.

O Outubro Rosa é uma campanha internacional criada nos anos 1990 para mobilizar a sociedade em torno da saúde da mulher. O objetivo é ampliar o acesso a informações confiáveis, incentivar hábitos de autocuidado e garantir que cada vez mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.

Além da palestra programada para colaboradores, pacientes e acompanhantes do hospital, a Policlínica do HU-Univasf também está expondo materiais informativos para os usuários que frequentam o local durante consultas e procedimentos ambulatoriais.

Prevenção e sinais de alerta
O câncer de mama é o tipo mais frequente entre mulheres brasileiras, conforme o Ministério da Saúde. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura e permite tratamentos menos agressivos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece exames clínicos das mamas em todas as idades e mamografias de rastreamento para mulheres entre 50 e 69 anos a cada dois anos. Em 2025, a recomendação foi ampliada, permitindo que mulheres de 40 a 49 anos realizem o exame via SUS mediante indicação médica.

Segundo o Ministério da Saúde, o sintoma mais comum do câncer de mama é o surgimento de um nódulo endurecido, fixo e geralmente indolor, detectável pela própria mulher em mais de 90% dos casos. Também podem ocorrer alterações na pele da mama, como vermelhidão, retração ou aspecto de “casca de laranja”, mudanças no mamilo (retração ou secreção espontânea), pequenos nódulos na axila ou no pescoço, e alteração no formato ou contorno da mama. Embora nem toda alteração indique câncer, qualquer sinal suspeito deve ser investigado por um profissional de saúde.

Já o câncer do colo do útero tem evolução lenta e, em estágios iniciais, pode não apresentar sintomas perceptíveis. Nos casos mais avançados, segundo o Ministério da Saúde, podem surgir sangramentos fora do período menstrual ou após relação sexual, corrimento vaginal incomum, dor pélvica persistente ou dor durante o ato sexual. O rastreamento é feito pelo exame preventivo Papanicolau, que deve ser realizado regularmente conforme orientação do SUS.

Além do rastreamento, a prevenção também envolve hábitos de vida saudáveis. Manter peso adequado, praticar atividade física regularmente, evitar consumo de álcool, não fumar e amamentar quando possível contribuem para reduzir o risco de câncer de mama.