Unesp: inscrições para vagas do Meio de Ano via Enem terminam hoje (25)

Unesp de Assis terá curso inédito no Brasil de cultura e língua chinesas  • Divulgação/Jornal da Unesp

Termina às 23h59 desta quinta-feira (25) o prazo de inscrição para o Vestibular de Meio de Ano da Unesp para quem quer usar a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Podem concorrer candidatos que prestaram o Enem nas edições de 2024 ou 2025. O cadastro deve ser feito exclusivamente pelo site da Vunesp e a taxa de inscrição é de R$ 20.

São 20 vagas, sendo 16 para as engenharias agronômica, civil, elétrica e mecânica, no campus de Ilha Solteira, e mais quatro para o novo curso de língua e cultura chinesas, inédito no Brasil e oferecido no campus de Assis.

O resultado será divulgado em 10 de julho e as matrículas serão realizadas de forma virtual de 13 a 29 de julho.

O Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública destina 50% das vagas de cada curso de graduação da Unesp para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública, sendo que 35% das vagas desse sistema são destinadas a pessoas que se autodeclararem pretas, pardas ou indígenas.

Os estudantes do ensino público representam cerca de 55% das matrículas.

Fonte: CNN

Caso Americanas: PF deflagra segunda fase da Operação Disclosure

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (25), a segunda fase da Operação Disclosure, para aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis estimadas em aproximadamente R$ 54 bilhões.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.

“Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF.

Ainda de acordo com a nota, as apurações apontam indícios dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.

Entenda

A primeira fase da Operação Disclosure foi deflagrada em junho de 2024, quando policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão contra ex-diretores da empresa Americanas. Também foram cumpridos o sequestro de bens e valores que somavam mais de R$ 500 milhões.

À época, a PF informou que as investigações tiveram a colaboração da atual diretoria da empresa. Os policiais apuraram que os então diretores da Americanas praticaram fraudes contábeis relacionadas a operações de risco sacado, que consiste numa operação na qual a varejista consegue antecipar o pagamento a fornecedores por meio de empréstimo junto aos bancos.

As investigações também constataram “fraudes envolvendo contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que consistem em incentivos comerciais que geralmente são utilizados no setor, mas no presente caso eram contabilizadas VPCs que nunca existiram”, informou a corporação.

Ainda em 2024, as notícias envolvendo a operação que mirou a antiga cúpula do Grupo Americanas trouxeram à tona desafios e limites da regulamentação do mercado financeiro no país, conforme avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil e do próprio órgão regulador estatal, que reconhecem fatores que impedem o melhor acompanhamento de balanços contábeis e governanças de grandes companhias.

Entre os aspectos apontados pelos entrevistados estão a necessidade de um equilíbrio entre regulamentação estatal e do próprio mercado; conflitos de interesses que minam a autorregulação; sofisticação de fraudes empresariais, com um “time” estruturado para manipular dados; e orçamento inadequado e falta de pessoal no quadro de funcionários do órgão regulador estatal.

 

Fonte: Agência Brasil

SP registra primeira variedade brasileira do limão caviar, fruta que pode atingir R$ 1,2 mil o quilo

Foto: Divulgação/Agência SP.

O Estado de São Paulo passou a contar com a primeira variedade brasileira de limão caviar registrada no Registro Nacional de Cultivares (RNC). Desenvolvida pelo Instituto Agronômico (IAC), a cultivar Faustrime foi registrada em 2023 e deve chegar ao mercado ainda este ano.

Originário da Austrália, o limão caviar tem espaço na alta gastronomia e pode alcançar preços entre R$ 400 e R$ 1.200 o quilo, dependendo da oferta, da demanda e da qualidade do fruto.

Fruto tem polpa em forma de “pérolas”

Foto: Divulgação/Agência SP.

Diferentemente dos limões convencionais, o limão caviar não concentra o suco em gomos. Sua polpa é formada por pequenas vesículas que lembram ovas de peixe, característica que deu origem ao nome da fruta.

“Ao contrário de outros citros, o caviar não possui suco, por isso sua destinação à alta gastronomia para finalização de receitas. Sua polpa tem pequenas vesículas que se parecem com o caviar e quando consumidas estouram na boca e liberam um sabor levemente ácido. As cores da casca e da polpa podem variar em tonalidades entre marrom, amarelo, rosa, verde e avermelhado”, explica a pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), Marinês Bastianel, em nota.

Conhecido internacionalmente como finger lime, ou “lima de dedo”, o fruto pertence à espécie Microcitrus australasica, da mesma família das frutas cítricas, embora seja diferente dos limões Siciliano e Tahiti, que pertencem ao gênero Citrus.

Gastronomia impulsiona demanda

O limão caviar vem sendo incorporado aos cardápios de restaurantes, principalmente na finalização de pratos. Para o sushi chef Allan Beckmann, do restaurante Satori Omakase, o ingrediente contribui para diferentes combinações gastronômicas.

“A textura dele, quase lúdica, dialoga naturalmente com preparos que valorizam pureza, contraste e precisão. Como no omakase, ele pode ser mais do que um acabamento bonito, torna-se um elemento de linguagem. Ao lado de um peixe branco, de uma vieira ou de um niguiri cuidadosamente montado, ele realça o sabor sem encobrir a identidade do ingrediente principal.”

Segundo o chef, o fruto amplia as possibilidades de composição dos pratos e atende à procura por ingredientes que combinam sabor, textura e apresentação.

Nova opção para os citricultores

Foto: Divulgação/Agência SP.
Foto: Divulgação/Agência SP.

O IAC avalia que a cultivar Faustrime pode abrir novas oportunidades para produtores brasileiros interessados em atender nichos de mercado.

A comercialização deve ter como foco as capitais brasileiras, enquanto, no mercado internacional, o consumo já ocorre em países da União Europeia, nos Estados Unidos e no Japão.

O material foi selecionado a partir do Banco de Germoplasma de Citros do Centro de Citricultura do IAC, em Cordeirópolis (SP), considerado o maior do mundo, com cerca de 1.700 materiais genéticos provenientes de diferentes países.

Segundo Marinês Bastianel, o limão caviar apresenta produção precoce e pode ser colhido a partir do segundo ano após o plantio. O maior potencial produtivo, porém, é alcançado a partir do quarto ano.

“As características das árvores são bem diferentes de outros citros e apresentam muitos espinhos nos pés, o que exige maior cuidado do produtor durante a colheita. As plantas possuem, ao longo do ano, múltiplas floradas resultando nos frutos”, afirma.

Pesquisa também mira o combate ao greening

Além do potencial comercial, o limão caviar tem despertado interesse em programas de melhoramento genético da citricultura.

Pesquisas realizadas em diferentes países indicam que espécies do gênero Microcitrus apresentam tolerância ao greening (HLB), doença que afeta pomares de citros.

“Vimos vários estudos em países que estão produzindo novas combinações de porta-enxerto que tenham tolerância ao HLB (greening). Nesse caso, o ideal é adotar um sistema que combine porta-enxerto e a copa da planta tolerantes à doença”, diz Marinês Bastianel.

Além da pesquisa desenvolvida pelo IAC, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo atua na certificação fitossanitária e no controle do trânsito vegetal por meio da Defesa Agropecuária, com ações voltadas à produção e à comercialização da cultura.

Fonte: Canal Rural

Fonte: CNN

Fórum Powershoring recebe investidores em Londres e apresenta oportunidades de financiamento em indústria de baixo carbono no Nordeste 

O Fórum Powershoring recebeu nesta segunda-feira (22) investidores e instituições de pesquisa e inovação tecnológica europeus para um roadshow de oportunidades do 5º leilão EcoInvest, divulgado no mês passado pelo Ministério da Fazenda. A apresentação ao público financeiro ocorreu na London Climate Action Week e faz parte da estratégia de atração de investimentos pelo Fórum da ordem de R$ 70 bilhões para a indústria verde no Nordeste, até 2030. Parte desses recursos podem ser captados via leilão EcoInvest, que tem expectativa de captação de R$ 50 bilhões na atual quinta rodada. O Fórum Powershoring é uma iniciativa conjunta do Consórcio Nordeste, Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Banco do Brasil e busca posicionar o Nordeste como hub global de indústria verde.
Por meio desses investimentos, o Fórum busca evitar a emissão de até 100 milhões de toneladas de CO₂ por ano, além de gerar milhares de empregos verdes na região Nordeste do Brasil.
“A transição energética global abriu uma oportunidade histórica para o Nordeste. A região está preparada para liderar essa nova etapa da industrialização brasileira, baseada em energia renovável, inovação e baixo carbono. Em Londres, apresentamos nossa capacidade de coordenação regional, segurança jurídica e agilidade institucional para receber investimentos. Queremos que a riqueza gerada por esse potencial permaneça em nosso território, impulsionando cadeias produtivas estratégicas, empregos qualificados e desenvolvimento sustentável”, afirma Paulo Dantas, presidente do Consórcio Nordeste e governador de Alagoas.
EcoInvest Brasil
No evento foram apresentados os instrumentos financeiros e mecanismos de mitigação de risco no âmbito do EcoInvest Brasil, experiências e novas oportunidades de investimento, parcerias, e de desenvolvimento de pipelines de projetos, estimulando corredores industriais verdes entre Brasil e Europa.
O 5º leilão Eco Invest é a principal iniciativa de financiamento híbrido (blended finance) do País para a transformação ecológica e prevê criar seis fundos, uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. Os seis fundos corresponderão a seis cadeias de valor estratégicas respectivas: fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.
“O Banco do Brasil atua como catalisador dessa agenda, estruturando parcerias estratégicas e instrumentos financeiros capazes de transformar o potencial energético renovável em competitividade industrial sustentável. Ao conectar capital, inovação e desenvolvimento regional, contribuímos para posicionar o Brasil, especialmente o Nordeste, como protagonista nas cadeias globais de baixo carbono, impulsionando a geração de emprego, renda e a redução de emissões em escala”, afirma José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB.
O conceito de Powershoring consiste no direcionamento de cadeias produtivas intensivas em energia para regiões com ampla disponibilidade de energia renovável, competitiva e em escala. O modelo permite reduzir simultaneamente custos e emissões, contribuindo para a descarbonização industrial e fortalecendo a segurança energética global.
Nesse contexto, a região Nordeste do Brasil se apresenta como um diferencial estratégico. Com uma das matrizes energéticas mais limpas e competitivas do mundo, a região reúne condições favoráveis para se consolidar como um hub global de indústria energética verde, promovendo a descarbonização de cadeias produtivas, atraindo investimentos sustentáveis e proporcionando geração de emprego e renda.
Sobre o Fórum Powershoring
O Fórum Powershoring foi criado pelo Banco do Brasil, Consórcio Nordeste e Instituto Clima e Sociedade (iCS) para posicionar o Nordeste brasileiro como um hub estratégico de investimento industrial de baixo carbono. A iniciativa funciona como uma plataforma permanente de coordenação entre governos, instituições financeiras, academia e setor privado, promovendo corredores industriais verdes, investimentos produtivos e cadeias de valor resilientes de baixo carbono.
“O Fórum Powershoring ocorre em um momento particularmente favorável para a mobilização de capital voltado à transição climática e ao desenvolvimento industrial de baixo carbono no Brasil. E apresentar essa oportunidade a investidores na London Climate Action Week reforça a importância do Powershoring para descarbonização de outras economias além da brasileira”, aponta Victória Santos, gerente de Energia e Indústria do iCS.
A coordenadora da Câmara Temática do Meio Ambiente do Consórcio Nordeste e secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Estado do Ceará, Vilma Freire, representou a região na mesa de abertura do encontro. Na comitiva nordestina também estavam presentes Ingrid Feitosa, secretária do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas de Sergipe; e Feliphe Araújo, secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí.
O Fórum conta com uma estrutura de governança composta pelo Banco do Brasil, pelo iCS e pelo Consórcio, que reúne capacidades financeiras, técnicas e institucionais para viabilizar projetos e mobilizar capital. Entre os objetivos da iniciativa está a atração de investimentos de grande escala para cadeias de valor sustentáveis e a redução significativa de emissões.
Crédito foto: Amit Ghelani/BB

O que é morte cerebral? Entenda o caso de atacante francês

Kenzo Kies, jogador do Guingamp  • Divulgação

O atacante Kenzo Kies, de 21 anos, teve a morte cerebral declarada após se afogar no rio Ródano, na região de Lyon, na França. O atleta do En Avant Guingamp foi resgatado em estado gravíssimo após ser levado por uma correnteza, mas não resistiu às consequências da parada cardiorrespiratória prolongada.

A morte cerebral (ou encefálica) é caracterizada por uma lesão definitiva e irreversível em todo o encéfalo, o que inclui o cérebro e o tronco cerebral.

Entenda diagnóstico

Segundo especialistas, o diagnóstico representa o fim da vida biológica, pois o órgão perde a capacidade de manter as funções vitais do corpo de forma autônoma.

“Acontece quando ocorre uma lesão definitiva e irreversível no órgão, ou seja, no encéfalo, tronco cerebral e no cérebro. Durante um período, o restante dos órgãos continua funcionando, obviamente sob auxílio de aparelhos como ventilação mecânica e drogas vasoativas, que são medicamentos que mantêm a pressão arterial funcionando. Muitas vezes, há ainda a necessidade de se dar um pouco de hormônio para o paciente não perder tanta urina. Mas depois de um determinado tempo, todos os órgãos deixam de funcionar”, explicou o neurocirurgião Fernando Gomes.

Suporte artificial e falência dos órgãos

Embora o coração possa continuar batendo temporariamente com o auxílio de ventilação mecânica e medicamentos específicos, o quadro é irreversível.

Esses recursos técnicos mantêm a oxigenação dos órgãos por um período limitado, mas, após a constatação da morte encefálica, o funcionamento sistêmico do corpo cessa por completo em pouco tempo.

Em casos de afogamento, como o de Kies, a falta de oxigenação compromete os neurônios rapidamente. Estudos indicam que o cérebro pode apresentar picos de atividade elétrica (ondas gama) instantes antes e depois da morte, mas tais oscilações param de ocorrer com a falência definitiva das funções neurais.

Fonte: CNN

Nova plataforma aproxima investidores chineses da bolsa brasileira

© Reuters/Jianan Yu/Arquivo/Proibida reprodução

O Brasil deu um novo passo para ampliar a aproximação com o mercado financeiro chinês. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou nesta quarta-feira (24) do lançamento da parceria que permitirá a disponibilização de dados do mercado de capitais brasileiro na Wind Financial Terminal, principal plataforma de informações financeiras da China.

A iniciativa conecta bases da B3, a bolsa de valores brasileira, à ferramenta usada por gestores de recursos, bancos, seguradoras e corretoras chinesas, criando uma ponte direta entre investidores asiáticos e ativos brasileiros.

A parceria faz parte de uma missão oficial da Fazenda à China, voltada a ampliar a cooperação financeira, atrair investimentos e avançar em agendas relacionadas à transição ecológica.

Dados em tempo real

Com a integração, usuários institucionais chineses terão acesso a informações do mercado brasileiro, como:

  • cotações de ativos;
  • índices de mercado;
  • estatísticas de negociação;
  • dados de referência;
  • séries históricas.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida reduz a distância entre investidores e oportunidades no Brasil, ao facilitar análises, comparações de mercado e decisões de alocação de recursos.

Antes do evento em Xangai, Durigan afirmou que a iniciativa fortalece a transparência e ajuda a posicionar o país como destino de investimentos internacionais.

“O Brasil tem se consolidado como um porto seguro e dinâmico para o capital estrangeiro. Ao integrarmos os dados da B3 à principal plataforma financeira da China, estamos construindo uma ponte de transparência que reduz distâncias e dá aos investidores asiáticos as ferramentas necessárias para participarem ativamente do nosso crescimento”, declarou.

O governo brasileiro avalia que o maior acesso às informações do mercado nacional pode diversificar as fontes de financiamento da economia e aumentar a presença de investidores chineses no país.

A expectativa é que a integração entre as plataformas ajude a fortalecer a cooperação financeira bilateral e amplie o fluxo de capital estrangeiro para setores estratégicos da economia brasileira.

Missão à China

O lançamento da plataforma ocorre durante viagem oficial de Durigan a Xangai e a Pequim, com foco em ampliar a cooperação econômica entre Brasil e China. 

A missão, que vai até sexta-feira (26), envolve discussões sobre instrumentos de financiamento, investimentos sustentáveis e integração dos mercados financeiros dos dois países.

Entre os temas tratados estão:

  • emissão de títulos Panda Bonds (títulos públicos brasileiros no mercado chinês);
  • promoção do Programa Eco Invest Brasil;
  • Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP);
  • desenvolvimento do mercado regulado de carbono.

Segundo a Fazenda, a missão busca mobilizar recursos para projetos de transformação ecológica e fortalecer cadeias produtivas.

Além de mobilizar o capital necessário para a descarbonização da economia brasileira, informou a pasta, o Brasil busca modernizar a relação institucional com o país asiático, trazer investimentos produtivos, gerar inovação e fortalecer a integração de cadeias de valor.

Relação estratégica

A agenda inclui ainda encontros com instituições financeiras e organismos multilaterais. Também nesta quarta-feira (24), Durigan participou, como convidado, do Fórum Brasil–China sobre Finanças Verdes. Organizado por entidades não governamentais, o evento tem como foco o debate do papel das finanças sustentáveis na relação sino-brasileira.

Na tarde desta quarta (horário chinês), Durigan reuniu-se com a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, em Xangai. O NDB também é conhecido como Banco do Brics. 

Na quinta-feira (25) e na sexta (26), Durigan estará em Pequim, para a continuação da missão oficial.

Fonte: Agência Brasil

Itaipava celebra o São João e reforça sua conexão com a cultura nordestina em campanha nacional

Marketing/Grupo Petrópolis

O São João movimenta cidades, reúne gerações e mantém vivas algumas das tradições mais importantes da cultura brasileira. Para celebrar esse patrimônio cultural, a Itaipava, marca do Grupo Petrópolis, apresenta sua campanha para o São João em 2026, ampliando sua presença nos principais festejos juninos do país por meio de experiências exclusivas, conteúdo proprietário, ativações especiais e ações de branded content desenvolvidas pela WMcCANN.

Dando continuidade à plataforma criada em 2025, neste ano, a marca reforça sua conexão com o público a partir do conceito “A sede de São João pede Itaipava com orgulho”. A mensagem traduz a forma como a festa está presente na identidade, nas memórias e nos costumes de milhões de brasileiros, especialmente no Nordeste.

A campanha amplia a narrativa construída em 2025 por meio dos filmes, estrelados por Ivete Sangalo, agora atualizados com a mensagem de conscientização #NuncaAssedie e acompanhados da edição especial da lata comemorativa de São João. A estratégia contempla diferentes pontos de contato com o consumidor, incluindo mídia digital, OOH, ações proprietárias, conteúdos em tempo real e uma ampla cobertura das celebrações sob o olhar de quem vive a festa de perto.

Entre os destaques da programação está a presença de Itaipava no São João da Thay, realizado em Imperatriz (MA), um dos eventos de maior visibilidade do calendário junino. A marca promoveu experiências exclusivas para convidados e criadores de conteúdo, incluindo um sunset especial e uma série de ações que acompanham toda a jornada do público desde o esquenta até os momentos mais emblemáticos do evento.

Já no tradicional São João de Petrolina, Itaipava homenageará personagens fundamentais da cultura junina, como os sanfoneiros que mantêm viva a tradição da festa. A campanha se apoia no território de orgulho das tradições nordestinas e transforma esse sentimento em uma série de experiências de marca, conteúdos proprietários e coberturas em tempo real.

Dividida entre esquenta, festança e pós-evento, a ação combina ativações com a presença de influenciadores nacionais e regionais, como Nicole Bahls e Álvaro, que fazem parte do Squad Itaipava, e a própria Ivete Sangalo, além de ações de branded content. O objetivo é posicionar Itaipava como uma marca que não apenas patrocina a festa, mas que vive e amplifica, com autenticidade, a cultura, os costumes e o orgulho de quem faz o São João acontecer.

“A campanha de 2026 nasce da evolução de uma narrativa que começou no ano passado e que encontrou uma conexão genuína com o público. Queríamos ampliar esse território de orgulho e mostrar que o São João não é apenas uma festa que acontece em junho, mas algo que vive nas pessoas durante todo o ano. Por isso construímos uma jornada que combina cultura, entretenimento, conteúdo e experiências para celebrar essa relação de forma autêntica e relevante”, afirma Raphael Borges, CCO da WMcCANN.

O público poderá encontrar diversos bares de Itaipava espalhados pelo evento, em diferentes áreas, ativações interativas, um estúdio exclusivo, espaços instagramáveis, além do tradicional bar suspenso, atração famosa por oferecer a possibilidade de brindar em uma vista privilegiada da celebração.

“O São João é uma das manifestações culturais mais importantes do Brasil e ocupa um lugar muito especial na história de Itaipava. Em 2026, queremos ir além da celebração da festa e reforçar o orgulho de tudo o que ela representa: as pessoas, as tradições, a música, a cultura e o sentimento de pertencimento que atravessa gerações. Nossa campanha nasce desse respeito pela cultura e pela vontade de estar presente de forma autêntica em um momento tão significativo para os brasileiros”, diz Diego Santelices, Head de Comunicação e Mídia do Grupo Petrópolis.

Itaipava estará presente ainda nas celebrações juninas e julinas de Araripina, Surubim e Carpina (PE), Serrinha e Berimbau (BA), Bananeiras e Sousa (PB), Maceió (AL), Caicó (RN) e São João de São Paulo e São Julhão (SP), fortalecendo a lembrança da marca quando o assunto é São João brasileiro.

Tiroteio na Estação do Forró deixa um morto e cinco PMs baleados em Serra Talhada

Um tiroteio registrado na madrugada desta quarta-feira (24) provocou momentos de pânico e correria na Estação do Forró, em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, durante as festividades do São João.

De acordo com informações preliminares, a troca de tiros aconteceu por volta das 2h30 e resultou na morte de uma pessoa, além de deixar cinco policiais militares feridos. As circunstâncias do confronto ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.

Os policiais baleados receberam atendimento imediato e foram encaminhados ao Hospital Regional Agamenon Magalhães (Hospam). Segundo as informações divulgadas até o momento, dois deles permanecem internados sob observação médica. A identidade da vítima fatal ainda não foi oficialmente divulgada.

A Polícia Militar e os demais órgãos de segurança seguem investigando o caso para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar todos os envolvidos na ocorrência.

Pesquisa DataSenado traz dados inéditos sobre violência contra trans e travestis

Ao longo das últimas décadas, avanços jurídicos e institucionais ampliaram direitos da população trans e travesti no país, como o reconhecimento do nome social na administração pública federal e a possibilidade de alteração de nome e gênero no registro civil sem decisão judicial. Apesar das conquistas, ainda persistem desafios relacionados à violência, à exclusão social e ao acesso à educação, saúde e trabalho.

Agressões, constrangimentos em espaços coletivos, discriminação no mercado de trabalho, problemas no atendimento em órgãos públicos e violência sexual. Essas são algumas das situações relatadas por mulheres transexuais e travestis entrevistadas na 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, do DataSenado. O levantamento mostra que 56% das entrevistadas passaram por situações de violência nos últimos 12 meses.

Conduzida entre maio e julho de 2025 pelo DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), a edição mais recente da pesquisa traz um recorte inédito, específico sobre as mulheres trans. Das 43 entrevistadas que se identificaram como trans ou travestis, 40% relataram agressões verbais associadas diretamente à sua identidade de gênero. Outras 17% disseram terem sido agredidas fisicamente e 12% sofreram violência sexual no último ano.

Rolf Regehr, psicólogo e chefe do serviço de pesquisa e análise do DataSenado, ressalva que a falta de dados populacionais oficiais sobre mulheres trans e travestis no Brasil restringe análises com maior precisão estatística. Mas os dados desse novo recorte da pesquisa, explica, ajudam a entender aspectos como a naturalização das violências sofridas, detectada nas entrevistas.

— [Os resultados da pesquisa] são achados exploratórios sobre o grupo entrevistado. A pesquisa, nesse sentido, procura contribuir para uma compreensão mais precisa de aspectos relevantes de suas vivências, como nesse caso, a recorrência e naturalização das violências sofridas — diz Regehr.

Naturalização das agressões

Para o psicólogo, a naturalização das agressões no cotidiano fica clara quando muitas das situações enfrentadas diariamente por essas mulheres sequer são identificadas prontamente como violência. Apenas 4% das entrevistadas afirmaram, inicialmente, ter sofrido violência de gênero. Depois, quando questionadas situações específicas, 56% delas afirmaram ter passado por algumas delas no último ano.

 

Foi o medo de passar por situações como essas que fez a escritora Rafaela Miranda, de 37 anos, parar de frequentar certos espaços públicos, como banheiros coletivos.

— Eu não frequento de forma alguma. Prefiro ficar me segurando, porque sei que se eu entrar num banheiro público as pessoas vão começar a olhar de forma diferente, já que não tenho “passabilidade” — diz Rafaela, usando o termo que se refere ao reconhecimento social das mulheres trans como mulheres.

A violência de gênero, no caso de Rafaela, também se mostra no tratamento por pronomes masculinos, mesmo com todos os documentos retificados e a identificação como mulher trans.

De acordo com a antropóloga Beatriz Accioly, essas exclusões, pela frequência com que acontecem, podem acabar sendo naturalizadas e fazer com que mulheres trans entendam que determinados espaços não são feitos para elas.

— Quando uma mulher é hostilizada na rua, mal atendida em um serviço público ou tem sua identidade constantemente questionada, ela recebe a mensagem de que aquele espaço não foi feito para ela. Esses episódios produzem medo, restringem a circulação e afetam o acesso a direitos — explicou ao DataSenado Beatriz, que é gerente de políticas públicas pelo Fim da Violência Contra Mulheres no Instituto Natura, parceiro no Mapa Nacional da Violência de Gênero.

Mesmo nos serviços públicos, as mulheres trans relatam episódios de mau atendimento e transfobia. É o caso de uma das mulheres entrevistadas pela pesquisa, moradora do Distrito Federal, que relatou dificuldade ao procurar serviços de saúde: “Só por eu falar meu nome de mulher, né? Ele falava meu nome de homem, e eu pedindo pra falar meu nome de mulher, e não queriam me atender como mulher.”

Tornar essas experiências visíveis, explica Vitória Régia da Silva, diretora executiva da organização Gênero e Número — também parceira do Senado no mapa —, é um passo fundamental para ampliar a produção de evidências, fortalecer políticas de proteção e garantir que mulheres trans e travestis sejam incluídas no debate público sobre enfrentamento à violência de gênero.

Violência Doméstica

Das entrevistadas, 47% disseram já ter sofrido violência doméstica. Para 70% das vítimas, a violência afetou o convívio com outras pessoas e para 55%, a rotina diária. A vida profissional (45%) e os estudos (35%) também são prejudicados pela violência, que é, na maior parte das vezes, psicológica.

 

Mercado de trabalho

No mercado de trabalho, a exclusão das mulheres trans e travestis também fica clara. Apesar de ser qualificada, Rafaela tem dificuldade de conseguir emprego e relata que o comportamento dos recrutadores muitas vezes muda quando ela se identifica como uma mulher trans.

— Mandei um currículo para uma empresa. A pessoa começou conversar comigo pelo WhatsApp, me tratou bem, elogiou meu currículo. No final da entrevista, eu sempre aviso que sou transexual, para não ter o constrangimento de chegar no dia da entrevista presencial e ficarem me tratando diferente, né? Assim que eu falei que era transexual, a empresa simplesmente parou de me responder — lamenta.

A dificuldade relatada por Rafaela aparece nos resultados da pesquisa, com 26% das entrevistadas tendo declarado que não conseguem se sustentar. “Tenho três formações, chego pra fazer entrevista vejo no olhar do entrevistador que não vai me chamar”, disse uma das mulheres entrevistadas, do Paraná.

— Então o que está em avaliação não é a competência, não é a formação, não é o quanto a pessoa estudou, é ela ser trans. São pessoas capacitadas em alguma profissão, mas que não conseguem emprego, ou só conseguem com renda muito baixa — disse Rolf ao comentar o resultado da pesquisa.

Das mulheres ouvidas no levantamento, 51% se declararam ocupadas e 42% estão fora da força de trabalho. Outras 7% estão desocupadas. Em relação à renda, 56% das mulheres ganham menos que dois salários mínimos, 19% ganham entre dois e seis salários mínimos e 14%, acima de seis. Outras 12% não quiseram ou souberam informar.

Copeira do Senado há dois anos, Scarlety Pereira só teve a primeira carteira de trabalho assinada aos 30 anos. Para ela, é preciso dar oportunidades para que as mulheres trans possam deixar o rótulo de que nasceram para servir, inclusive na prostituição.

— O Senado me deu oportunidade de estudar. Hoje eu faço jornalismo e secretariado. Graças a Deus, esse trabalho me deu a oportunidade de aprender e de poder me colocar em um lugar melhor na sociedade — comemora.

Mapa Nacional

O recorte sobre mulheres trans e travestis estará disponível, a partir de quinta-feira (25), na página “Pesquisa Nacional” do Mapa Nacional da Violência de Gênero, uma parceria entre o Senado, o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa com dados sobre a violência de gênero no Brasil.

Criado em 2016 pelo Senado, o Observatório da Mulher contra a Violência reúne, analisa e divulga dados sobre a violência de gênero no Brasil. Em parceria com o Instituto DataSenado, produz e integra informações para subsidiar políticas públicas e alimentar o intercâmbio entre as principais instituições envolvidas no enfrentamento à violência contra mulheres.

Fonte: Agência Senado

Abrafrutas debate desafios globais e oportunidades de crescimento da fruticultura na PEC Brasil 2026

Em um cenário marcado por conflitos geopolíticos, mudanças nas relações comerciais internacionais, desafios climáticos e novas exigências dos mercados consumidores, a fruticultura brasileira tem sido chamada a repensar estratégias e fortalecer sua capacidade de adaptação. As incertezas dos grandes acontecimentos mundiais impactam diretamente o agronegócio, influencia custos de produção, logística, acesso a mercados e a competitividade das exportações.

Diante desse contexto, o tema “Panorama da fruticultura brasileira diante das incertezas dos grandes acontecimentos mundiais” será um dos destaques da programação da PEC Brasil 2026. O assunto será abordado por Eduardo Brandão, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), durante participação no evento.

A palestra trará uma análise sobre os principais desafios e oportunidades para a fruticultura nacional, abordará as perspectivas do mercado internacional, o comportamento do consumo, as tendências de sustentabilidade e os caminhos para ampliar a presença das frutas brasileiras no comércio global.

Para a Abrafrutas, discutir o cenário internacional é essencial para preparar o setor para um ambiente cada vez mais dinâmico e competitivo.

“Apesar das incertezas globais, a fruticultura brasileira segue demonstrando resiliência e capacidade de crescimento. O Brasil reúne condições únicas de produção e possui grande potencial para ampliar sua participação nos mercados internacionais, desde que esteja atento às transformações econômicas, climáticas e comerciais que impactam o setor”, destaca Brandão.

A Abrafrutas tem como um dos compromissos institucionais promover debates sobre temas estratégicos para a cadeia produtiva, de forma que aproxima produtores, empresários, pesquisadores e demais agentes do setor em torno de soluções que fortaleçam a fruticultura brasileira.

Considerado um dos maiores eventos do agronegócio do Norte e Nordeste, a PEC Brasil reúne anualmente milhares de participantes, e se consolida como um importante espaço para a difusão de conhecimento, troca de experiências e discussão de temas relevantes para o desenvolvimento do agro brasileiro.