VESTIBULAR SIMPLIFICADO 2026.2 DO CESVASF

Estão abertas as inscrições gratuitas para o VESTIBULAR SIMPLIFICADO 2026.2 do CESVASF em Belém do São Francisco, Campus Floresta e Campus Cabrobó, mediante nota do ENEM, da análise do histórico escolar, como portador de diploma e por meio de transferência externa.

Vagas limitadas!
Faça a sua inscrição até o dia 03 de agosto de 2026 por meio do site https://www.cesvasf.com.br/processo-seletivo-simplificado-2026-2/ ou de forma presencial na Secretaria do CESVASF.

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DINC lança plataforma digital para manejo de irrigação durante edição especial do Agro em Pauta

O Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC) lançará oficialmente, no próximo dia 25 de julho, uma nova plataforma digital desenvolvida para apoiar os produtores rurais no manejo da irrigação. A apresentação acontecerá durante a edição especial do Agro em Pauta, promovida em comemoração ao Dia do Produtor Rural, das 7h30 às 12h, no auditório da Codevasf, em Petrolina.

A nova plataforma representa mais um passo no processo de modernização dos serviços oferecidos pelo DINC. Gratuito e disponível para acesso via celular ou computador, o sistema foi desenvolvido para auxiliar os irrigantes na tomada de decisão diária sobre a irrigação, realizando automaticamente cálculos técnicos que antes exigiam maior tempo e conhecimento específico. A ferramenta gera informações como tempo e frequência de irrigação, lâmina aplicada, volume de água, vazão do sistema e relatórios técnicos completos, contribuindo para uma irrigação mais eficiente, econômica e segura.

Além de facilitar o trabalho do produtor, a plataforma permitirá a emissão de relatórios em PDF e Excel, proporcionando maior controle das irrigações realizadas, padronização dos manejos e fortalecimento da assistência técnica oferecida pelo Distrito.

O lançamento integra a programação do Agro em Pauta, que reunirá especialistas reconhecidos nacionalmente para discutir temas estratégicos para a agricultura irrigada, como irrigação, clima, gestão e inovação no agronegócio.

Entre os palestrantes está o engenheiro agrônomo Luiz Dimenstein, referência em fertirrigação e agricultura irrigada, com atuação nacional e internacional no desenvolvimento de tecnologias voltadas ao manejo nutricional das culturas e ao uso eficiente da água.

O meteorologista Dr. Luiz Carlos Molion, professor aposentado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e doutor em Meteorologia, apresentará uma análise sobre o comportamento do clima e seus impactos na agricultura, tema essencial para o planejamento das safras e da irrigação.

A programação contará ainda com a participação de Rogério Martins, palestrante reconhecido por abordar liderança, gestão e desenvolvimento humano, trazendo reflexões sobre comportamento, inovação e os desafios do agronegócio.

Segundo o Gerente Executivo do DINC, Paulo Sales, o Agro em Pauta reforça o compromisso da instituição com o fortalecimento da agricultura irrigada, promovendo conhecimento, inovação e soluções que contribuam para o desenvolvimento dos

produtores. O lançamento da nova plataforma amplia esse compromisso ao oferecer uma ferramenta tecnológica que facilita o manejo da irrigação, promove o uso mais eficiente da água e aproxima ainda mais os irrigantes dos serviços prestados pelo Distrito.

As inscrições são gratuitas e o evento é voltado para produtores rurais, técnicos, estudantes, empresários e demais profissionais ligados ao agronegócio. A expectativa é reunir um grande público para uma manhã de atualização técnica, troca de experiências e apresentação de tecnologias que contribuam para o fortalecimento da agricultura irrigada no Vale do São Francisco.

Inscrições: pelo link disponível na bio do Instagram do DINC (@Dinc_Petrolina).

Link: https://forms.gle/RJr5AypF42CFzvDt6

Nova portaria altera regras para atualização do Cadastro Único de quem mora sozinho

As regras para atualização do Cadastro Único de famílias unipessoais, ou seja, pessoas que moram sozinhas, passaram por mudanças. A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, informa que o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) publicou a Portaria nº 1.199, de 15 de julho de 2026, que altera as regras da entrevista domiciliar para esse público em situações específicas.

Com a nova norma, a entrevista domiciliar fica temporariamente dispensada para a atualização cadastral de famílias unipessoais beneficiárias do Programa Bolsa Família e para a inclusão e atualização cadastral de requerentes e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Com isso, esses públicos poderão incluir e atualiar o cadastro normalmente, sem que a ausência da entrevista domiciliar impeça o atendimento até 1º de julho de 2027.

A entrevista domiciliar, no entanto, continua obrigatória para a inclusão desse público no Cadastro Único com perfil de renda para ingresso no Programa Bolsa Família. A exigência também permanece nos casos de averiguação de irregularidades e de apuração de indícios de fraude. Já para a concessão do Bolsa Família às famílias unipessoais, a entrevista domiciliar continua sendo uma condição prevista na legislação vigente.

Em Petrolina, os atendimentos seguem normalmente nas unidades do Cadastro Único, por meio do CadVolante e durante os mutirões de cadastramento. As pessoas que se enquadram nas situações previstas pela nova portaria podem realizar a inclusão ou a atualização cadastral conforme as regras estabelecidas pelo Ministério.

A Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome orienta a população a procurar a Central do Cadastro Único em caso de dúvidas sobre as novas regras. O atendimento é realizado na sede da secretaria, localizada na Rua do Cajueiro, nº 264, Centro, em frente à Praça Pio XII. A medida garante a continuidade do serviço e amplia o acesso para os públicos contemplados pela portaria, enquanto o Governo Federal conclui a implementação definitiva da obrigatoriedade das entrevistas domiciliares.

Sétimo leilão da Secretaria de Administração disponibilizará carros com lances iniciais a partir de R$ 2 mil

No próximo dia 31, a Secretaria de Administração do Estado (SAD) promoverá o 7º Leilão de Bens Móveis de 2026, disponibilizando carros, motocicletas e caminhões com lances iniciais a partir de R$ 2 mil, R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente. No certame virtual, que será realizado no endereço http://www.aragaoleiloes.com.br, também serão leiloadas mercadorias apreendidas, sucatas de veículos e de materiais diversos. Ao todo, 66 lotes estarão disponíveis e a expectativa de arrecadação é de R$ 272,9 mil.

Pessoas físicas e jurídicas de qualquer natureza poderão ofertar lances para veículos recuperáveis. Quanto às sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível, a participação é restrita aos Centros de Desmanches de Veículos Automotores, Comércio de Peças Usadas e Reciclagem de Sucata (CDV), registrados operacionais ou credenciados pelo Detran/PE.

Além disso, também poderão ofertar lances para sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível, as empresas de outras Unidades da Federação que tenham como atividade a desmontagem de veículos automotores terrestres destinados à comercialização de partes, peças e acessórios automotivos, entre outras condições que podem ser conferidas no edital, disponível no site http://www.aragaoleiloes.com.br.

Nos dias 29 e 30 de julho, os interessados poderão participar de visitação pública para conferir os itens por meio de avaliação visual, registro fotográfico e em vídeo. A localização de cada lote pode ser consultada no edital, disponível no site do leiloeiro (http://www.aragaoleiloes.com.br). Para participar do leilão de bens móveis, é necessário realizar cadastro nesse endereço eletrônico, informando um endereço de e-mail para comunicação e envio de documentos.

Acusado pelos EUA, Brasil é referência no combate ao trabalho forçado

© Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Nesta quarta-feira (22), parte dos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos passa a ser taxada em 25%, resultado de uma decisão unilateral do governo americano, que alega supostas práticas desleais do Brasil no comércio internacional. 

Além disso, o governo brasileiro trabalha com a expectativa de uma nova sobretaxa de 12,5%, com a justificativa de que o Brasil, na visão norte-americana, não impede a importação de produtos vindos de países que adotam o trabalho forçado.

No entanto, especialistas ouvidos pela Agência Brasil discordam da avaliação americana e vão além: o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado e formas análogas à escravidão.

Nova rodada de taxas

A taxa de 25% anunciada no último dia 15 é justificada pelo governo de Washington que alega que o país falha em combater o desmatamento, a corrupção e utiliza o Pix para prejudicar empresas americanas, entre outras práticas.

O governo brasileiro rejeita as acusações e se dispôs a lançar mão da Lei de Reciprocidade, como forma de resposta à taxação, classificada como “injusta”.

Enquanto a cobrança não começa, o governo dá como certa nova tarifa de 12,5%. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo na última sexta-feira (17), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, declarou que a nova punição deve ser publicada na sexta-feira (24).

“Vamos saber se ela será cumulativa ou não. O Brasil corre risco de ter uma alíquota de 37,5%”, disse ao jornal.

Alegação norte-americana

A provável nova taxação é fundamentada em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que investiga 59 países e a União Europeia.

O escritório norte-americano aponta que essas economias “falham em impor uma proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado”.

Sobre o Brasil, o documento rejeita a argumentação de que acordos internacionais coíbem a importação desses produtos.

“Embora o Brasil afirme proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio de compromissos assumidos em acordos de investimento e de livre comércio, essas disposições não proíbem juridicamente a importação para o mercado interno de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado em outro país”, diz o texto do USTR de 2 de junho.

Brasil rebate

Durante a investigação, o Brasil forneceu à Casa Branca informações técnicas sobre o arcabouço legal nacional para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado.

Em 3 de junho, o governo brasileiro manifestou, por meio de nota, “profunda discordância” da conclusão preliminar americana e classificou a medida como “protecionista”, ou seja, uma defesa da economia dos Estados Unidos contra a concorrência internacional.

“É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas  protecionistas unilaterais”, diz o governo brasileiro.

O Brasil acrescentou que a Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência especializada das Nações Unidas, reconhece há décadas o país como “referência internacional no combate ao trabalho forçado, graças à combinação de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político”.

O Decreto 12.857, de fevereiro de 2026, formaliza a adesão do Brasil à Convenção nº 29 da OIT sobre o trabalho forçado. De todos os 187 países que fazem parte da organização, apenas seis constam como não signatários da convenção, entre eles os Estados Unidos. 

O Brasil sustenta ainda que as autoridades aduaneiras, que atuam na entrada e saída de mercadorias do país, detêm competência legal para negar a entrada e confiscar qualquer mercadoria estrangeira que seja contrária à moral pública, aos bons costumes, à saúde pública ou à ordem pública.

“Qualquer bem produzido no todo ou em parte por trabalho forçado enquadra-se nessa definição”, reforça o comunicado.

Reconhecimento internacional
 


Inspeção do trabalho resgata 942 pessoas escravizadas e garante direitos e reparação. Foto: Subsecretaria de Inspeção do Trabalho/ Divulgação
Inspeção do trabalho resgata 942 pessoas escravizadas e garante direitos e reparação. Foto: Subsecretaria de Inspeção do Trabalho/ Divulgação

Inspeção do trabalho resgata 942 pessoas escravizadas e garante direitos e reparação. Foto: Subsecretaria de Inspeção do Trabalho/ Divulgação 

O professor de direito internacional Thiago Romero, do Ibmec-SP, faz questão de separar dois fatores “que a narrativa norte-americana funde”.

“Existe uma diferença jurídica entre combater o trabalho forçado que ocorre dentro do próprio território e barrar, na alfândega, produtos importados que foram fabricados com trabalho forçado em outro país”, explica.

Ele reforça que o Brasil é reconhecido internacionalmente pelo combate do trabalho forçado dentro do país.

“É o entendimento da própria OIT, que há décadas trata o modelo brasileiro de combate ao trabalho análogo ao de escravo como uma das melhores práticas do mundo”, diz.


21/07/2026 - Matéria especial tarifaço (trabalho forçado).  Na foto o entrevistado Thiago Romero, professor de direito internacional do Ibmec-SP. Foto: Thiago Romero/ Arquivo Pessoal
21/07/2026 - Matéria especial tarifaço (trabalho forçado).  Na foto o entrevistado Thiago Romero, professor de direito internacional do Ibmec-SP. Foto: Thiago Romero/ Arquivo Pessoal

Thiago Romero, professor de direito internacional do Ibmec-SP.

O professor acrescenta que o país tem uma “arquitetura jurídica bastante sólida para mostrar”. Ele cita o artigo 149 do Código Penal, que criminaliza a redução à condição análoga à escravidão, com uma definição ampla que inclui jornada exaustiva e condições degradantes.

“Mais avançada, inclusive, do que a de muitos países desenvolvidos”, qualifica.

Ele acrescenta que existem, desde 1995, os Grupos Móveis de Fiscalização do Ministério do Trabalho. De acordo com o Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas, quase 66 mil pessoas foram resgatadas de condição análoga à de escravo.

O professor lembra também da chamada “lista suja”, cadastro de empregadores brasileiros flagrados em uso do trabalho forçado.

“Um instrumento de transparência que o próprio setor privado usa para cortar relações comerciais e crédito com infratores, mecanismo que a OIT recomenda como modelo”, enfatiza.

A versão atual da lista suja divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em abril apresenta 568 empresas listadas. Alguns empregadores aparecem mais de uma vez por terem sido responsabilizados em diferentes ações fiscais ou estabelecimentos. Como há atualizações recorrentes, nomes podem ser retirados da relação. 

“O Brasil fiscaliza até mesmo o trabalho forçado embarcado em cadeias estrangeiras que operam em solo brasileiro”, aponta Romero. 

Outra ferramenta lembrada pelo especialista do Ibmec é o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que reúne grandes empresas e a sociedade civil.

USTR

 


Rio de Janeiro - Fotos do porto do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro - Fotos do porto do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Porto do Rio de Janeiro – Tânia Rêgo/Agência Brasil

O professor explica que o USTR se apega a uma lacuna técnica para enquadrar o Brasil.

“A crítica americana tem um fundo ‘técnico’ verdadeiro. Quando os Estados Unidos dizem que há muito trabalho escravo no Brasil, eles estão dizendo que o Brasil não possui um instrumento aduaneiro específico para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado no exterior, nos moldes do modelo americano”, contextualiza.

Nos Estados Unidos existe uma norma desde 1930, a Seção 307 da Lei de Tarifas, que proíbe a importação de qualquer mercadoria que tenha sido beneficiada total ou parcialmente com trabalho forçado. 

Thiago Romero detalha que em 2021, a legislação foi atualizada, determinando que qualquer produto vindo da região chinesa de Xinjiang foi feito com trabalho forçado, sendo barrado na alfândega. 

A União Europeia aprovou um instrumento semelhante em 2024, com vigência prevista para 2027, lembra o especialista.

Na visão dele, ao reconhecer que o Brasil não tem instrumento legal que trave a mercadoria na entrada com base na origem em trabalho forçado, isso não representa que o Brasil falha.

“O que o Brasil não tem é um mecanismo de bloqueio de importações espelhado no modelo dos Estados Unidos. É uma lacuna de instrumento, não uma omissão de política”, afirma.

Para Romero, quando o governo de Washington exige que 60 economias adotem o padrão regulatório americano sob ameaça de tarifa, vira uma forma de “exportar a própria legislação”. 

“Quando se tarifa o mundo inteiro sob o mesmo argumento, fica claro que a variável que explica a medida não é o trabalho forçado, e sim a política comercial”, conclui.

PL no Congresso

 


13/07/2026 -  Brasília - Torres do Prédio do  Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
13/07/2026 -  Brasília - Torres do Prédio do  Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Torres do Prédio do Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Há quase 11 anos tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) 2.799/2015, que se propõe a ser um mecanismo de proibição da importação e comércio de produtos feitos com trabalho infantil, forçado ou obrigatório. 

O PL está na Câmara dos Deputados, passou por aprovações em comissões em 2025 e 2026, mas ainda não há uma palavra final dos parlamentares.

O advogado e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Jean Menezes de Aguiar acredita que o fato de o PL ainda não ter virado lei não pode ser motivo para a Casa Branca classificar o Brasil como país que não combate o trabalho forçado.

“De jeito nenhum. Todo país tem suas burocracias, e o Legislativo americano é moroso também”, diz.


21/07/2026 - Matéria especial tarifaço (trabalho forçado).  Na foto o entrevistado Jean Menezes de Aguiar, advogado e professor da FGV. Foto: Jean Menezes Aguiar/ Arquivo Pessoal
21/07/2026 - Matéria especial tarifaço (trabalho forçado).  Na foto o entrevistado Jean Menezes de Aguiar, advogado e professor da FGV. Foto: Jean Menezes Aguiar/ Arquivo Pessoal

 Jean Menezes de Aguiar, advogado e professor da FGV- Jean Menezes Aguiar/ Arquivo Pessoal

Menezes de Aguiar chama a pressão americana de “tipicamente político-eleitoral”. “Eles sabem que temos isso muito bem regulado na Constituição, e o Brasil não transige com essa pauta”, afirma.

O advogado chama atenção para o Artigo 243 da Constituição Federal, que determina que propriedades onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo na forma da lei serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário. “Não existe no plano civil imputação maior do que a expropriação de um bem no modelo capitalista”, considera.

“Só por esse artigo 243 da Constituição, já temos uma certeza de que o país é totalmente comprometido com o não trabalho escravo e outras condições análogas e que digam respeito a esse tipo de situação”, afirma.

Para o advogado e professor da FGV, em relação à importação de bens que tiveram trabalho forçado na cadeia produtiva, basta o país ter a informação sobre a origem no trabalho ilegal.

“A partir do momento que isso seja público e notório, o país pode envidar esforços para que o produto não entre, para que isso não chegue aqui, porque estes objetos estariam ao nosso ver da Constituição brasileira, contaminados por esta situação péssima”, pontua.

Fonte: Agência Brasil

No dia do tarifaço, PT lança campanha “O Brasil Não Se Entrega”

Bandeira do Partido dos Trabalhadores  • Reprodução: Flickr

A sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22) e o PT (Partido dos Trabalhadores) lança a campanha “O Brasil Não Se Entrega“.

Trata-se de uma tentativa de se posicionar como legenda que defende a soberania nacional, a economia brasileira, os empregos e o direito do povo de decidir o próprio destino.

A iniciativa se soma a estratégia do PT em tentar associar o tarifaço à família Bolsonaro. As pesquisas apontam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o principal adversário de Lula (PT) na corrida presidencial.

Nas próximas semanas, o partido do presidente apresentará conteúdos sobre o PIX. Há uma tentativa de adotar linguagem simples para a mensagem ser compreendida pelos brasileiros.

Outro eixo da mobilização será a defesa da indústria nacional, do comércio e dos setores afetados pelo tarifaço norte-americano.

A campanha destaca ainda a necessidade de preservar as terras raras e demais riquezas minerais estratégicas do Brasil.

Fonte: CNN

Funcionamento do comércio em feriados ganha nova regra

© Tomaz Silva/Agência Brasil

O funcionamento do comércio em feriados terá novas regras a partir de agora. Uma portaria sobre esse tema foi assinada nesta terça-feira (21) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O texto estabelece que a abertura das lojas nessas datas dependerá de negociação entre patrões e empregados por meio de convenção coletiva.

Dessa forma, a decisão unilateral do empregador deixa de ser suficiente para autorizar a abertura nesses dias. A exigência, no entanto, não se aplica a atividades que já têm autorização permanente para funcionar em feriados, como farmácias, postos de combustíveis, hotéis, restaurantes, bares, feiras livres e salões de beleza, entre outros.

Segundo o ministro Luiz Marinho, o que se espera é que as partes envolvidas possam sempre dialogar para encontrar a melhor solução.

“O que a gente espera é que tenha maturidade das lideranças sindicais, trabalhadores, empregadores, em torno de uma mesa, um café, um chá, um almoço, um jantar, um happy hour. [Que] vocês possam encontrar soluções, muitas vezes, de problemas que parecem que não tinham solução. E quanto mais se conversa, pode-se ir aproximando essa possibilidade.”

De acordo com o ministério, o objetivo é alinhar a portaria à legislação federal, que já determina a necessidade de acordo entre as partes para o trabalho nos feriados.

A nova norma não altera integralmente a regra anterior, editada em 2021. Foram afetadas apenas 12 das 122 atividades que tinham autorização permanente, como o comércio varejista de peixes, carnes, frutas e verduras; além de mercados, supermercados e hipermercados cuja atividade preponderante seja a venda de alimentos.

A implementação da norma chegou a ser adiada pelo menos cinco vezes antes da assinatura definitiva. De acordo com o ministro, o Estado não deve intervir nesse tipo de questão.

“Acho que o melhor dos mundos é que não tenha interferência do Estado nesse processo, as partes têm responsabilidade, maturidade e representatividade acima de tudo para poder trabalhar. O governo sempre estará à disposição, se houver necessidade de intermediar uma conversa, de adaptação legislativa.”

Ainda de acordo com as novas regras, a convenção coletiva deverá estabelecer as condições para o trabalho em feriados, como pagamento em dobro, folgas compensatórias ou benefícios extras. As empresas que descumprirem as normas poderão ser punidas com multas administrativas.
 


Fonte: Agencia Brasil

Perícia Médica Federal antecipa atendimentos em três cidades de Pernambuco para reduzir tempo de espera dos segurados do INSS

A Perícia Médica Federal está antecipando perícias médicas nas seguintes cidades do estado de Pernambuco: Serra Talhada, Petrolândia e Ouricuri. Os segurados do INSS poderão antecipar seus atendimentos que estão marcados para meses mais distantes. A ação pretende reduzir a espera de quem precisa da perícia para acessar o benefício do INSS. Atualmente, o tempo médio de espera entre o agendamento e a realização da perícia no estado de Pernambuco é de 33,12 dias. Confira as cidades disponíveis para antecipação no estado.

UF APS
PE AGÊNCIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL SERRA TALHADA
PE AGÊNCIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL PETROLÂNDIA/PE
PE AGÊNCIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL OURICURI

Os segurados que quiserem antecipar suas perícias poderão fazê-lo pelo aplicativo e site Meu INSS ou pela Central 135. Basta acessar ou ligar e escolher o local onde o tempo de espera é menor.

Os segurados da Previdência Social também poderão mudar o local de onde a perícia estava inicialmente agendada, de modo a encontrar uma Agência da Previdência Social com tempo menor de espera. A mudança não altera o local de pagamento do benefício.
Como funciona a antecipação?
O processo é simples e pode ser feito sem sair de casa:

  • Canais de atendimento: o segurado pode fazer a antecipação pelo aplicativo ou site Meu INSS ou ligando para a Central 135.
  • Mudança de local: para conseguir uma data mais próxima, o cidadão poderá escolher outra Agência da Previdência Social (APS) onde o tempo de espera é menor.

Importante: Mudar o local da perícia médica para uma agência mais rápida não altera o local onde o cidadão vai receber o pagamento do seu benefício.

 

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério da Previdência Social

TSE divulga limites de gastos para candidatos nas eleições de outubro; Fundo Eleitoral será de R$ 4,9 bilhões

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta terça-feira (21) os limites de gastos de campanha para os candidatos que disputarão as eleições de outubro. Os recursos fazem parte do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que distribuirá R$ 4,9 bilhões entre os 30 partidos políticos participantes do pleito.

Para a disputa à Presidência da República, os candidatos poderão gastar até R$ 133 milhões, considerando os dois turnos. Desse total, o limite para o primeiro turno é de R$ 88,9 milhões, enquanto os candidatos que avançarem ao segundo turno poderão utilizar até R$ 44,4 milhões adicionais.

O TSE também definiu os limites de despesas para as campanhas aos cargos de governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.

No estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com cerca de 34 milhões de eleitores, os candidatos ao governo estadual poderão gastar até R$ 26,6 milhões no primeiro turno e R$ 13,3 milhões em eventual segundo turno.

Segundo o Tribunal, os valores permanecem os mesmos estabelecidos para as eleições presidenciais de 2022, sem qualquer reajuste.

As despesas de campanha incluem gastos com produção de material publicitário, gravação de vídeos, realização de comícios, viagens, contratação de equipes e outros serviços relacionados à campanha eleitoral.

Penalidades

Os candidatos que ultrapassarem o limite de gastos poderão ser condenados ao pagamento de multa de até 100% do valor excedente, além de responder por eventual abuso de poder econômico.

A fiscalização será feita por meio das prestações de contas obrigatórias, que deverão ser apresentadas pelos candidatos e partidos políticos à Justiça Eleitoral durante o período eleitoral.

Calendário das eleições

O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Caso nenhum candidato à Presidência da República ou aos governos estaduais obtenha mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, será realizado o segundo turno em 25 de outubro.

Primeiro dia do Festival Juá Literária reúne mais de 5,5 mil estudantes em Juazeiro e programação diversificada

Por todo lado, Festival Juá Literária reúne milhares de estudantes em uma imersão no universo da leitura. Tendo como tema “Palavras que ecoam pelo tempo”, o primeiro dia do Festival Juá Literária, realizado nesta segunda-feira (20), reuniu mais de 5.500 estudantes da rede municipal de ensino, além do público em geral, que pôde mergulhar no universo da literatura. A programação segue até sábado (25), com mais de 180 atividades, entre mesas literárias, shows, oficinas, contações de histórias e apresentações culturais.

Entre livros, histórias em quadrinhos, obras para colorir e diversos outros títulos, um universo de possibilidades se abre para cerca de 27 mil estudantes da rede municipal, que visitarão o festival ao longo dos seis dias de programação, distribuída em mais de 15 espaços temáticos.

Durante toda a manhã, os estudantes participaram das atividades da Juazinha, espaço dedicado à Educação Infantil. A programação contou com a apresentação do Teatro de Bonecos sobre a Família Addams, do Coletivo Nego D’Água, além de oficinas de massinha, recorte e colagem, pintura e outras atividades lúdicas, reforçando a brincadeira como ferramenta pedagógica essencial para o desenvolvimento infantil.

No Palco FliJuá, instalado na tenda de comercialização de livros, um dos destaques da manhã foi a mesa conduzida pelos intercambistas do programa Juazeiro pelo Mundo, que compartilharam suas experiências na Inglaterra e esclareceram dúvidas do público sobre a iniciativa da rede municipal.

À tarde, o palco recebeu o Encontro Mestres dos Saberes de Juazeiro, mediado pelo diretor de Turismo do município, Jomar Benvindo. A conversa reuniu Dona Ovídia, matriarca do Samba de Veio; Valdir Lemos, repentista e cordelista; e Jesulene Ribeiro, conhecida como Nenenzinha, responsável pelo Cordão dos Penitentes de Juazeiro, em um diálogo sobre tradição, cultura, direitos, luta e resistência.

Ainda no Palco FliJuá, o músico Maurício Dias (Mauriçola) apresentou a aula-show “Juazeiro por Juazeiro”, projeto integrante do programa Juá Literária que narra, de forma lúdica e musical, a história do município por meio da bossa nova.

Entre os espaços que integram o festival está a Carreta Literária, um verdadeiro palco sobre rodas, que recebe espetáculos teatrais, contações de histórias, oficinas e apresentações de literatura de cordel.

Outro destaque é o Cine Teatro Busarte, ônibus adaptado como sala itinerante de cinema e teatro. No primeiro dia do festival, o espaço recebeu Alana Andrade com o espetáculo “Educação Cósmica”, que convida crianças e famílias para uma aventura científica em que imaginação e conhecimento caminham juntos para revelar, de forma lúdica, envolvente e interativa, os mistérios da evolução.

A programação da noite foi marcada pela abertura oficial do Festival Juá Literária, realizada na arena do Centro de Cultura João Gilberto. A solenidade reuniu autoridades municipais e prestou homenagem a 54 escritores regionais, reconhecendo suas contribuições para a formação histórica e literária de Juazeiro.

Na ocasião, o prefeito Andrei Gonçalves destacou o caráter pioneiro do voucher literário destinado aos estudantes da rede municipal e a projeção nacional conquistada pelo evento. “Juazeiro é a única cidade do interior do Nordeste que garante um voucher para que os estudantes da rede municipal possam escolher e comprar seus próprios livros durante a feira. Nesta semana, milhares de estudantes, professores e técnicos terão essa oportunidade, fortalecendo o hábito da leitura e incentivando o protagonismo dos nossos alunos. A Juá Literária também faz parte do ProJuá, porque representa o avanço que estamos construindo para a nossa cidade. Estamos inserindo Juazeiro nos grandes calendários culturais do Brasil.”

Durante a solenidade, a secretária de Educação, Maéve Melo, reforçou que a Juá Literária faz parte de um compromisso assumido no plano de governo e destacou que o incentivo à leitura impulsiona o desenvolvimento do município. “A Juá Literária nasceu de um compromisso assumido no plano de governo: transformar Juazeiro em uma cidade leitora. Queremos mobilizar toda a cidade em torno da leitura, da poesia, da literatura, da música e do teatro, fortalecendo o acesso à cultura e ao conhecimento. Isso reflete não apenas no desenvolvimento cultural, mas também no crescimento intelectual, social e econômico do município. Ficamos muito felizes em perceber que esse propósito está se tornando realidade e que, juntos, estamos construindo uma Juazeiro cada vez mais leitora e mais preparada para o futuro.”

Encerrando a programação da noite, a cantora Sarah Leandro, filha dos músicos Flávio Leandro e Cissa Leandro e um dos grandes nomes da nova geração do forró, do xote e do baião, apresentou um show repleto de clássicos desses ritmos. Na sequência, o escritor Rodrigo França, autor de Pequeno Príncipe Preto, participou de uma mesa literária que promoveu um importante debate sobre literatura e educação antirracista.

O Festival Juá Literária 2026 segue até 25 de julho, na Orla Nova de Juazeiro, com entrada gratuita. O evento é realizado pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), com apoio da Fundação Pedro Calmon, da Editora IMEPH e da Andelivros, além da produção da Carranca Produções e da Entre Versos e Canções Produções Artísticas.

TEXTO: Maria Clara Oliveira – ASCOM/PMJ