Jecana do Capim comemora 51 anos de tradição em Petrolina, Sertão PE 

A Jecana do Capim, um tradicional evento no calendário dos festejos juninos de Petrolina, movimenta a pacata comunidade do Capim no Sertão pernambucano, durante os três dias deste final de semana. A Jecana neste ano de 2024, comemora os seus 51 anos.

A Jecana do Capim aconteceu nos dias 7, 8 e 9 de junho, e contou com apoio da Prefeitura de Petrolina. As premiações chegam ao total de R$ 30 mil.

A Jecana sempre atrai um enorme público e participantes na disputa do prêmio com competidores de outros estados, como Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe. A festa é um tributo ao jegue, animal simbólico e de importância histórica, que já foi muito utilizado como tração no Nordeste, auxiliando nas mais variadas demandas do homem do campo.

A PROGRAMAÇÃO

A programação teve início na sexta-feira (7), onde teve a missa, às 19h, na igreja católica local e depois uma quermesse com barracas de comidas e bebidas da região.

No sábado (8), as comemorações iniciaram às 16h, com o torneio de futebol no campo da comunidade do Capim. No período da noite foram abertas as barracas e onde teve shows, a partir das 20h, com o ‘Forró da Rabichola’, e os shows de Edenio Lima e Lu Vaqueira.

Já neste domingo (9), aconteceu a tradicional corrida de jegue, a partir às 10h, depois o desfile do Jegue Fashion. A partir das 14h o ‘Forró do Poeirão’, com shows dos artistas Henrique Nunes, Fabinho Testado e Sirano & Sirino.

INFORMAÇÃO IMPORTANTE

Na Jecana do Capim, nenhum animal é submetido a maus tratos nem a atos cruéis. Durante todo evento a fiscalização é rigorosa. A fiscalização fica o tempo observando, caso ocorra algo que maltrate os animais, o competidor é desclassificado imediatamente e poderá responder criminalmente.
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Edição: Nelson Fontes – Divulga Petrolina

Terceira noite do Santo Antônio das Tradições encanta juazeirenses com muito forró, romantismo e alegria

A terceira noite do Santo Antônio das Tradições trouxe ainda mais animação para os juazeirenses. Com um clima festivo, o autêntico forró e o romantismo tomaram conta da Orla II, que ficou repleta de famílias, casais e grupos de amigos que foram celebrar a cultura nordestina. A festa, realizada pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte), continua a encantar o público em sua terceira edição resgatando a identidade cultural de Juazeiro.

A prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos, ressaltou a importância de manter viva a tradição junina na sua gestão, resgatando os festejos que, há muito tempo, estavam esquecidos. “É gratificante ver a comunidade reunida, celebrando nossa cultura e fortalecendo os laços sociais. É uma festa em que você pode se divertir à vontade, com toda a segurança. É uma festa do povo e para o povo”, afirmou Suzana.

As atrações da noite incluíram bandas que tocaram clássicos do forró e do romantismo e que fizeram todos dançarem. Abrindo a festa, a cantora Brena Miranda aqueceu o público com diversos ritmos contagiantes. Em seguida, a Banda 3 Desejos levou o romantismo para a festa com suas canções apaixonadas e marcando a reestreia da banda. Logo depois, foi a vez do vaqueiro André Mendes e Taty Vaqueira agitarem o público. E para fechar com chave de ouro, o swing contagiante de Tom Bahia não deixou ninguém parado.

Em uma noite memorável, a cantora Alba Suâny, da banda 3 Desejos, subiu ao palco  para realizar um sonho de longa data. Frente a uma plateia calorosa, Alba expressou sua alegria e agradecimento pela receptividade do público. “Sempre tive o desejo de estar aqui, nesse palco maravilhoso do Santo Antônio das Tradições. E hoje tivemos o prazer, de me apresentar aqui em Juazeiro da Bahia, cantando para o meu povo”, disse a Alba.

O evento não só trouxe diversão e cultura para a população, mas também impulsionou a economia local. Jandira dos Santos, ambulante há 27 anos, comentou sobre a experiência. “Estou aqui desde o primeiro dia. Além de faturar, estou aproveitando bastante a festa. Quero parabenizar a Prefeitura pelo evento organizado, que resgata a cultura de Juazeiro”, disse Jandira.

A festa continua

A programação do “Santo Antônio das Tradições” ainda tem muito mais para oferecer. Neste domingo (9), a partir das 17h30, acontece o tradicional Concurso de Quadrilhas Juninas. E para fechar com chave de ouro, a noite será embalada ao som da Banda Erva Doce, logo em seguida.

 

Texto: Gabriel Filliph – Ascom PMJ

Fotos: Marcel Cordeiro – Ascom PMJ

Em debate sobre sustentabilidade do Brasil, governadora Raquel Lyra destaca iniciativas de Pernambuco para transição econômica

Em debate sobre os desafios e avanços da sustentabilidade no Brasil, a governadora Raquel Lyra ressaltou que o Governo do Estado está atuando para posicionar Pernambuco para a nova economia global, sustentável e justa. No Fórum Esfera, evento que aconteceu no sábado (8), em Guarujá, no litoral de São Paulo, a gestora participou do painel “O Brasil na Liderança da Sustentabilidade Global”. A chefe do Executivo estadual ressaltou ações realizadas pelo Governo do Estado para a transição energética, como o investimento no gás natural através da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), além de iniciativas que serão entregues em breve, a exemplo do Plano de Ação da Mudança Econômica e Ecológica de Pernambuco (Permeie).
 
“Dialogamos sobre o futuro do nosso País e as oportunidades do nosso Estado e da nossa região através do tema da sustentabilidade. Nossa estratégia é nos posicionarmos para a nova economia. Por isso, já recebemos todas as grandes economias do mundo, buscando mostrar como estamos nos preparando para garantir que investimentos voltados à cadeia produtiva verde com foco na descarbonização possam estar centrados na estratégia de crescimento do nosso Estado, de maneira justa e sustentável. O Nordeste brasileiro é grande parte da solução do Brasil no que diz respeito à transição para a nova economia e Pernambuco está pronto”, destacou a governadora Raquel Lyra.
 
Durante o evento, a gestora explicou algumas das iniciativas para esse avanço da sustentabilidade. “Vamos compartilhar com a sociedade, no início do próximo mês, o Plano de Ação da Mudança Econômica e Ecológica de Pernambuco, baseado na economia regenerativa. Além disso, vamos, pela primeira vez na história, junto com o BNDES, fazer o programa Floresta Viva para regenerar a Caatinga. Também estamos realizando a transição energética com a Companhia Pernambucana de Gás para alimentar a energia através do gás, fazendo a transição do carvão para o gás em arranjos produtivos do Estado, e assim abrindo espaço para a transição ao hidrogênio verde. E o Porto de Suape será carbono zero daqui a dois anos”, explanou a governadora.
 
O fórum de debate é organizado pela Esfera Brasil, uma organização criada em 2021 para fomentar o pensamento e o diálogo sobre o Brasil. O evento reuniu políticos, empreendedores, classe produtiva e empresários. No painel em que a gestora participou, estiveram também no debate a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra; o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni; o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, e o diretor Industrial da Gerdau, Maurício Metz.
 
Acompanharam a governadora os secretários de Estado Ana Luiza Ferreira (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha), Fernando Holanda (Assessoria Especial e Relações Internacionais); o diretor-presidente da Adepe, André Teixeira Filho, e a secretária executiva de Relacionamento com a Imprensa, Daniella Brito.
 
Fotos: Divulgação

Prefeitura de Juazeiro imuniza crianças contra a Poliomielite em Dia D pela vacinação

O sábado (08) foi dedicado à proteção da saúde das crianças em Juazeiro, quando pais e responsáveis demonstraram o seu amor levando os pequenos, menores de cinco anos, para se vacinarem contra a Poliomielite. A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Saúde (Sesau), disponibilizou as doses nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da sede e do interior.

A ação faz parte da Campanha Nacional Contra a Poliomielite, do Ministério da Saúde. “Entendemos a importância da vacinação como controle de doenças e manutenção da saúde da nossa população e, por isso, sempre nos empenhamos em mobilizar a população para que se imunizem. Vacinamos, até agora, pouco mais de 60% do público-alvo da campanha e esperamos, com o Dia D, nos aproximar mais da metade de 95%”, disse a secretária de Saúde, Ana Lúcia Araújo.

Tainá Rocha fez questão de trazer o seu garotinho para tomar a vacina na UBS do Alto da Maravilha. “Estou sempre atenta a todas as vacinas, porque sei que é importante para a saúde dele. Espero que todos os pais levem os seus filhos para ficarem protegidos”, disse.

A campanha se encerra no próximo dia 14 de junho e a vacina está disponível em nas UBSs. O esquema vacinal para crianças menores de um ano prevê três doses: aos dois, quatro e seis meses. Já crianças de um a quatro anos, mesmo que estiverem com este esquema vacinal completo, devem receber a dose oral da vacina. A meta é vacinar 95% das crianças na faixa etária de um ano a menor de cinco anos do município

Documentos
Para tomar a vacina, é preciso levar Certidão de Nascimento ou RG, CPF ou Cartão SUS e o cartão de vacina.

Sobre a Poliomielite

A Poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou não paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a Poliomielite afeta principalmente crianças com menos de 5 anos de idade, sendo que uma em cada 200 infecções leva à paralisia irreversível.


Texto: Marcela Cavalcanti- Ascom Sesau PMJ
Fotos: Edinázio Dias/ PMJ

Primeiro dia do Concurso de Quadrilhas Juninas tem resgate e show de cultura e tradição

Petrolina segue dando show no quesito preservação da cultura e tradição nordestina. Neste ano, o Concurso de Quadrilhas Juninas trouxe uma inovação: a primeira edição do concurso com apresentações de quadrilhas infantis. Nesta sexta-feira (7), os movimentos sincronizados dos pequenos, o glamour e o capricho dos figurinos e a versatilidade das coreografias ensaiadas durante meses fizeram o público vibrar e aplaudir das arquibancadas do Ginásio do SESC.

O concurso apresentou os “Saberes e vozes daqui: A educação no
contexto da caatinga”, trabalhado em sala de aula, e reuniu seis escolas da rede municipal que foram abraçadas pelas agremiações juninas de Petrolina. O espetáculo trouxe à tona o amor pelo Sertão e toda a sua beleza; seus heróis; a música; os elementos da caatinga e, como não poderia ficar de fora, a fé do sertanejo.

Com o tema ‘A beleza e a força do Sertão na festa de São João’, a Buscapé mirim conquistou seu primeiro lugar com as crianças da Escola Municipal Santo Antônio, da Ilha do Massangano. O segundo lugar ficou com a junina Balãozinho Dourado, da Escola municipal Julia Elisa Coelho, e o terceiro com a Majezinha, da Escola Municipal Nossa Senhora Rainha Dos Anjos (CAIC). As três vencedoras receberam troféus assinados pelo artista Hugo Melo.

O evento foi prestigiado pelo prefeito de Petrolina, Simão Durando, que fez referência a autenticidade levada à quadra pelos grupos juninos. “Esse é um dos eventos mais tradicionais do nosso ciclo juninho, uma festa criada pelo meu pai, enquanto prefeito e temos orgulho de dar continuidade e, criando o primeiro ano com o público infantil. Foi emocionante ver a valorização da nossa cultura, através das apresentações de cada quadrilha mirim. Os grupos mostraram o que há de mais rico nas nossas manifestações culturais”, destacou o prefeito.

Neste sábado (8), o espetáculo continua, às 18h, no Ginásio do Sesc, com as apresentações das quadrilhas juninas adultas.
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Texto: Cleilma Silva- Assessora de Comunicação

Fotos: Devid Menezes

Prefeitura de Juazeiro realiza feira ‘Raízes da Gente’ e assina Ordem de Serviço para requalificação de escola no Mandacaru I

A Prefeitura de Juazeiro realizou mais uma edição da feira ‘Raízes da Gente’, neste sábado (8), no Mandacaru I. A iniciativa, que tem conquistado a aprovação e adesão da comunidade, oferta diversos serviços públicos, além de atividades educacionais e recreativas para crianças. Na ocasião, a prefeita Suzana Ramos também assinou a Ordem de Serviço para a requalificação da Escola Municipal Celso Cavalcanti de Carvalho, unidade de ensino onde foi realizada a ação.
“Hoje, assino mais uma Ordem de Serviço para a requalificação de mais uma escola da educação municipal, que desta vez vai receber um investimento de cerca de R$ 300 mil em recursos próprios, para a entrega de uma nova unidade de ensino totalmente transformada. E anunciar essa reforma em meio à programação do ‘Raízes da Gente’ é mais do que satisfatório, pois entregamos a novidade de mais desenvolvimento junto com a oferta de diversos serviços e atividades recreativas para a localidade”, destacou a prefeita, Suzana Ramos.
Prestigiando a programação, a moradora da localidade, Valcilene da Silva Rodrigues, avaliou a iniciativa. “Eu aproveitei a oportunidade para atualizar meu Bolsa Família, já que a equipe do CadÚnico veio até nossa comunidade. E eu só tenho a agradecer. Fui muito bem atendida, resolvi a atualização do meu cadastro, tudo muito rápido e bem pertinho de casa”, contou Valcilene.
Compareceram na ação, a vereadora Neguinha da Santa Casa, secretários municipais, assessores especiais do governo, comunidade escolar e moradores da região.
‘Raízes da Gente’
Em mais uma edição, a feira ‘Raízes da Gente’ levou para mais perto da população diversos serviços, como atendimentos do CadÚnico e Procon, além de atividades educacionais e recreativas para crianças com contação de histórias, brincadeiras, shows e pinturas.
O SAAE também esteve presente e disponibilizou serviços de renegociação de dívidas com a autarquia, reparos em vazamentos e desobstrução de fossas. Na saúde, houve práticas integrativas como auriculoterapia, ventosaterapia e liberação miofascial.

Sábado é Dia D de vacinação contra pólio para menores de 5 anos

Crianças menores de 5 anos devem comparecer aos postos de saúde de todo o país neste sábado (8) para o Dia D de vacinação contra a poliomielite, popularmente conhecida como paralisia infantil. A campanha, organizada pelo Ministério da Saúde com o apoio de secretarias estaduais e municipais de saúde, começou no último dia 27 e segue até o dia 14 de junho.

A pasta reforça que a vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite e que todas as crianças menores de 5 anos devem ser imunizadas conforme esquema de vacinação de rotina e também nas campanhas nacionais anuais, como a que está em andamento.

Desde 2016, o esquema vacinal contra a doença passou a ser composto por três doses da vacina injetável (VIP) aos 2, 4 e 6 meses de vida, além de duas doses de reforço com a vacina oral bivalente (VOP), conhecida popularmente como gotinha. A mudança segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a erradicação mundial da pólio.

Doença

O ministério classifica a poliomielite como uma doença contagiosa aguda causada por vírus que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou secreções eliminadas pela boca de pessoas doentes. Em casos graves, quando acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

Falta de saneamento, más condições habitacionais e higiene pessoal precária são fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, causador da pólio. As sequelas estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo poliovírus, normalmente são de ordem motora e não têm cura.

Atualmente, a doença permanece endêmica em dois países: Afeganistão e Paquistão, com registro de pelo menos cinco casos em 2021. O Brasil não tem circulação do poliovírus selvagem desde 1990. A cobertura vacinal contra a doença, entretanto, apresenta resultados abaixo da meta de 95% desde 2016.

Edição: Aline Leal/Agência Brasil

Segunda noite do Santo Antônio das Tradições anima população de Juazeiro com autêntico forró pé-de-serra

A segunda noite do Santo Antônio das Tradições 2024, em Juazeiro, nesta sexta-feira (7) contou com muita música, alegria e, claro, a tradição do forró.  A festa, promovida pela Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte), está em sua 3ª edição resgatando os festejos que há muito tempo estavam esquecidos.

O início da noite contou com a apresentação de Pedro Evandro, que tocou pela primeira vez em Juazeiro. Depois, foi a vez de Gean Mota, seguido por Raimundinho do Acordeon e Sérgio do Forró, que colocou todo mundo para dançar agarradinho o autêntico dois pra lá, dois pra cá, como o casal Roney Silas e Ivete Ferreira. “A gente gosta muito de sair para se divertir, dançar e Sérgio do Forró é um ícone né? Principalmente porque ele toca até o sol raiar”, brincou Roney.

Quem também comemora a chegada dos festejos é Nelva Pacheco, ambulante há mais de 20 anos. “O resgate do Santo Antônio pela gestão atual é muito importante para nós, ambulantes. É mais um momento em que a gente pode ter renda e hoje em dia as nossas condições de trabalho estão melhores e as taxas foram diminuídas, o que ajuda no nosso lucro”, destacou.

A prefeita Suzana Ramos celebrou mais uma noite de festa e destacou que ainda há muito mais no sábado e domingo. “Fico feliz de termos resgatado os festejos juninos de Juazeiro, que estava esquecido. É uma tradição que é muito importante para ser esquecida. E ainda vamos ter muita coisa neste sábado e o Concurso de Quadrilhas no domingo, que é um lindo espetáculo para toda a família”, afirmou.

Confira a programação deste sábado (8):

  • 21h – Brena Miranda
  • 22h30 – Banda 3 Desejos
  • 00h – André Mendes
  • 1h – Tom Bahia
  • 2h – Taty Vaqueira

Guilherme Coelho e Geraldo Alckmin anunciam acordo entre Brasil e China para exportação da uva brasileira

O vice-presidente Geraldo  Alckmin  e o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Guilherme Coelho, anunciaram o fechamento do acordo fitossanitário entre Brasil e China que permite a exportação das uvas brasileiras. O governo chinês irá, posteriormente, comunicar oficialmente a data para início da entrada da fruta no país.

O acordo foi finalizado durante a VII Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), realizada em Pequim. O vice-presidente Geraldo Alckmin liderou uma comitiva, formada por ministros, parlamentares e empresários, que trabalhou pelo fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.

“A Abrafrutas está há quatro anos trabalhando para que esse acordo fosse fechado e estamos muito satisfeitos. Quero agradecer o apoio do vice-presidente e do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que se empenharam para que as últimas tratativas fossem finalizadas. Estamos apenas aguardando que o governo chinês comunique a data, pois nossos fruticultores estão prontos para fornecer uma uva de grande qualidade”, disse Guilherme Coelho.

O consumo de frutas na China tem crescido significativamente nos últimos anos, impulsionado por uma crescente preocupação com a saúde e o bem-estar entre os consumidores chineses. As frutas são valorizadas por suas propriedades nutricionais e são frequentemente incluídas em dietas equilibradas.

Reflexos para o Vale do São Francisco

A abertura do mercado chinês para a uva brasileira trará reflexos positivos para o Brasil, sobretudo para o Vale do São Francisco. “Nossa região é a responsável pela produção de 95% da uva exportada. Agora, os fruticultores terão acesso a um mercado formado por 1 bilhão e 400 milhões de pessoas. Isso potencializará a produção e consequentemente a geração de empregos e renda para a população”, finalizou Guilherme Coelho.

Pesquisa mostra aumento da violência contra idosos no país

As ocorrências de agressões contra idosos tiveram aumento de quase 50 mil casos em 2023 na comparação com o ano anterior.

De 2020 a 2023, as denúncias notificadas chegaram a 408.395 mil, das quais 21,6% ocorreram em 2020, 19,8% em 2021, 23,5% em 2022 e 35,1% no ano seguinte. Os números fazem parte da pesquisa Denúncias de Violência ao Idoso no Período de 2020 a 2023 na Perspectiva Bioética. A pesquisa resultou em artigo publicado em parceria pelas professoras Alessandra Camacho, da Escola de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Programa Acadêmico em Ciências do Cuidado da UFF, e Célia Caldas, da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Para traçar o perfil dos idosos, foram analisadas diversas variáveis além da faixa etária, como região do país, raça e cor, sexo, grau de instrução, relação entre suspeito e vítima, e o contexto em que a violação ocorreu.

O estudo analisou informações disponíveis no Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, com base em denúncias de violência registradas de 2020 a 2023, de casos suspeitos ou confirmados contra pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Foram excluídas duplicatas de notificações referentes à mesma ocorrência.

O aumento de casos em 2023 surpreendeu a professora Alessandra Camacho, que esperava por queda nos índices. Ela disse que, ao finalizar a coleta de dados, no fim de março, recebeu “com certa perplexidade” o resultado, que mostrou aumento significativo, principalmente em relação ao ano de 2023. “Como exemplo, em 2022, tivemos 95 mil denúncias, o que já era superior aos dados de 2021, e em 2023, mais de 143 mil denúncias.”

Em entrevista à Agência Brasil, Alessandra destacou que a intenção, no início da pesquisa, era verificar os registros durante a pandemia de covid-19. Embora os números tenham sido relevantes naquele momento, houve avanço nas denúncias. “Os registros de aumento já vinham ocorrendo antes da pandemia. Durante a pandemia, foram maiores do que em 2019 e, depois disso, vêm  aumentando progressivamente.”

Segundo a pesquisadora, parte desse movimento tem origem no comportamento da sociedade. “As pessoas estão tendo coragem de denunciar. Quanto mais se divulgarem essas informações, mais as pessoas vão denunciando. Essa análise nos faz vivenciar algumas suposições importantes: a violência já acontecia, mas agora as pessoas, cientes dessa situação, porque são diversos tipos de violência, estão buscando os meios de denúncias seja em delegacias, seja na própria Ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. A sociedade precisa se conscientizar, e creio que isso está acontecendo”, afirmou.

Alessandra ressaltou que hoje há facilidade para gravar e registrar essas situações, seja no âmbito residencial ou privado e até mesmo em casos de  violência na rua. “Muitas pessoas têm vergonha e relatam isso, mas, ao mesmo tempo, vislumbro com a possibilidade de ampliar essa divulgação, já que as pessoas estão tendo coragem de denunciar.”

De acordo com Alessandra, o Painel do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania já anotou 74.620 denúncias neste ano, o que indica aumento de casos em relação ao ano de 2023.

A Região Sudeste foi a que registrou maior número de casos (53%) de 2020 a 2023. Em seguida, aparece a Região Nordeste (19,9%). “A Região Sudeste tem a maior concentração de idosos. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já vêm mostrando isso de maneira bem notória. O Sudeste teve no período do estudo (2020-2023) mais de 50% de denúncias em relação ao país inteiro”, completou.

Vulnerabilidade

Para a professora Alessandra Camacho, a vulnerabilidade dos idosos é um fator de associação entre a idade avançada e o maior percentual de denúncias de violência relacionado às pessoas de 80 anos ou mais.

Conforme a pesquisa, o percentual máximo dos casos (34%) foi registrado em 2023. “É importante destacar o risco de violência para pessoas de 80 anos ou mais, que são as mais vulneráveis em termos de problemas físicos, e é preciso também atentar para esse dado, que podemos tentar atenuar dando uma rede de suporte e apoio à família”, disse a professora, lembrando que é uma faixa etária que demanda mais cuidados e e serviços.

Nas questões de gênero, as mulheres são mais suscetíveis à violência, uma consequência da desigualdade, intensificada com o envelhecimento. No período de 2020 a 2023, o sexo feminino respondeu por mais de 67% das denúncias notificadas. O número inclui aumento percentual no ano de 2022 equivalente a quase 70% dos casos registrados. “Esse também é um dado relevante porque as mulheres alcançaram um quantitativo de mais de 60% no período estudado, e isso se repetiu em 2024, o que só vem confirmar que a mulher tem também situação de vulnerabilidade”, afirmou a professora, que defende políticas públicas para essa parcela da população.

Raça e cor

A população branca foi a mais atingida, com as ocorrências apresentando crescimento ao longo dos anos. A segunda maior parcela foi a dos pardos, que também mostrou tendência de aumento no período analisado. Conforme a pesquisa, há estudos que indicam tendência de minimizar casos de violência no comportamento de pardos e negros, possivelmente, por conta de experiências anteriores semelhantes.

A professora chamou atenção para o fato de que, às vezes, quem faz a denúncia, dependendo da circunstância, não consegue evidenciar qual é a raça ou cor da vítima. “Alguns dados ainda são um pouco mascarados por causa das circunstâncias da pessoa que está denunciando. Há uma dificuldade no item não declarado também. Não se pode inferir qualquer tipo em detrimento da raça parda, preta, amarela, indígena porque não se sabe quais são os elementos circunstanciais que estão levando a essa pessoa a não efetivar a denúncia de maneira mais completa.”

De acordo com a pesquisa, os casos de violência entre idosos ocorrem em diferentes graus de escolaridade e instrução, mas os analfabetos, ou têm ensino fundamental incompleto, são mais prejudicados pela falta de informação e os que sofrem mais ocorrências. Ainda neste item, o número de casos não declarados foi expressivo e teve no ano passado o seu percentual mais elevado (73,16%).

Na maioria, os filhos são os suspeitos em casos declarados de violência contra idosos. No período pesquisado, eles representaram 47,78% em 2020, 47,07% em 2021, 50,25% em 2022 e 56,29% em 2023. O estudo revelou que a maior parte das denúncias e violações relatadas ocorreram na casa onde a vítima e o suspeito residem, tendo na sequência a casa da própria vítima.

Medidas

Alessandra ressaltou que é importante continuar com a análise anual das informações sobre violência contra idosos, bem como ampliar a divulgação do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e as políticas públicas destinadas a essa população, para mostrar que os canais de denúncia são eficientes. “Políticas de acolhimento, capacitação de profissionais que fazem acolhimento, não somente da área de saúde, mas um policial em uma delegacia, um profissional da área jurídica que está auxiliando no momento de uma denúncia, porque pode ser uma violência patrimonial em que o idoso está pode sofrer dano financeiro.”

Uma forma mais direta de denunciar casos de violência contra idosos é o Disque Direitos Humanos – Disque 100, ou por meio de delegacias delegacias preparadas especialmente para atender essa parcela da população, além do Ministério Público, que também faz esse tipo de acolhimento.

Em parceria com a Faculdade de Enfermagem da UERJ, a Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da UFF lançou uma cartilha informativa e educativa sobre violência contra idosos. Na publicação, é possível consultar a legislação brasileira sobre o tema, dados importantes e os tipos de violência que são praticados contra idosos. Quem estiver interessado pode acessar este link.

A metodologia usada na pesquisa é baseada nas diretrizes do Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology). Alessandra Camacho informou que a coleta de dados começou por volta de janeiro do ano passado e foi concluída

Para dar mais visibilidade ao tema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu junho como mês da conscientização da violência contra a pessoa idosa.

Edição: Nádia Franco/Agência Brasil