Gilberto Gil chora ao falar sobre Preta em filme: “Minha menina foi embora”

Gilberto Gil se emociona ao falar de Preta Gil  • Reprodução/Globoplay

Em depoimento ao filme documental “Preta Gil – Eu Não Ando Só”, Gilberto Gil, 84, refletiu sobre a saudade que sente da filha, Preta Gil, que morreu aos 50 anos, em julho de 2025, após uma longa batalha contra um câncer colorretal.

“Quando ela morreu, quando ela teve que ir embora, o mundo disse: ‘Poxa vida’. Minha menina foi embora. Tenho muita saudade dela”, disse ele uma prévia divulgada no último domingo (12), durante o programa Fantástico, da TV Globo.

 

Além do filme, a vida, os afetos e o legado da artista também serão celebrados com a série “Meu Nome é Preta”, que chega ao Globoplay no próximo dia 20, integrado o projeto “Quanto Mais Preta Melhor”.

Assista ao trecho:

O que esperar do filme e da série?

Nascido de um desejo da própria artista, o filme ganha vida graças à coragem e ao afeto de amigos e familiares. Assim que recebeu o diagnóstico, em janeiro de 2023, Preta decidiu eternizar sua jornada em um diário íntimo, gravando bastidores com seu próprio celular. O longa traz relatos emocionantes de quem esteve ao seu lado nessa caminhada.

Em paralelo, a série documental de quatro episódios constrói um mosaico afetivo sobre o legado da cantora. A produção reúne depoimentos inéditos de grandes nomes que cruzaram sua história. Entre os amigos e familiares que compartilham memórias íntimas estão Gilberto Gil, Flora Gil, Bela Gil, Fran Gil, além de Carolina Dieckmann, Regina Casé, Ivete Sangalo, Ana Carolina, Gominho e Duh Marinho.

 



Fonte: CNN

Prouni recebe inscrições até este domingo para o 2º semestre de 2026

© Tomaz Silva/Agência Brasil

As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre terminam às 23h59 deste domingo (12), no horário de Brasília.

O procedimento deve ser feito exclusivamente online, pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Prouni.

O candidato deverá optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou àquelas destinadas às pessoas com deficiência (PCD) e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.

O Ministério da Educação publicou um passo a passo para ajudar os interessados a realizar a inscrição. Confira aqui.

Bolsas de estudo

O programa oferece bolsas de estudo integrais – que cobrem 100% do valor da mensalidade – e parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

Para concorrer à bolsa integral, os candidatos devem ter renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa.

Já a bolsa parcial é destinada a candidatos com renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa.

Nesta edição, o programa oferta mais de 471 mil bolsas de estudos parciais e integrais, em 380 cursos de 879 instituições privadas de ensino superior, no segundo semestre de 2026.

Quem pode se inscrever

Para se inscrever, é necessário:

  • ter ensino médio completo;
  • ter participado das edições de 2024 ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
  • ter obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame, sem ter zerado a redação.

Além disso, os candidatos precisam atender a pelo menos uma das seguintes condições:

  • ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública;
  • ter feito o ensino médio como bolsista integral ou bolsista parcial em instituição privada;
  •  ter mesclado o ensino médio entre escola pública e privada.
  • ser uma pessoa com deficiência como previsto na legislação;
  • ser professor ativo da rede pública de ensino que queiram cursar licenciatura ou pedagogia. Para esses docentes, não é exigido o limite de renda que se aplica aos demais candidatos.

Quem participou do Enem na condição de treineiro, ou seja, para autoavaliação antes mesmo de concluir o ensino médio não pode se inscrever no Prouni 2026. 

Classificação

Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será adotada a melhor nota que o participante do Prouni teve no Enem.

A classificação ainda observará a modalidade de concorrência escolhida na inscrição pelo candidato, por curso, turno, local de oferta e instituição, além de considerar se o candidato concorre em ampla concorrência ou às bolsas destinadas à implementação de políticas afirmativas.

Resultado

Mesmo com o prazo de inscrições prorrogado para até este domingo, as demais etapas do programa federal não foram alteradas. 

Confira abaixo o cronograma oficial do Prouni 2026/2:

  • inscrições: 7 a 12 de julho;
  • resultado 1ª chamada: 15 de julho;
  • comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 1ª chamada: 15 a 24 de julho;
  • resultado da 2ª chamada: 5 de agosto;
  • comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto;
  • lista de espera: 26 e 27 de agosto;
  • resultado da lista de espera: 1º de setembro.

Prouni

O Programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.

Os processos seletivos do Prouni ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.   

 Para mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital (nº 51/2026)

Fonte: Agência Brasil

Estreito de Ormuz está aberto a todas as embarcações, diz Comando Central

Navios no Estreito Ormuz  • Reuters

O CENTCOM (Comando Central dos Estados Unidos) afirmou que o Estreito de Ormuz está “aberto a todas as embarcações”, apesar de o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ter anunciado, mais cedo neste domingo (12) que havia fechado a via navegável.

“O Estreito de Ormuz está aberto a todas as embarcações que buscam transitar legalmente pela via navegável internacional”, escreveu o CENTCOM em uma publicação no X, acrescentando: “As forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação seja mantida, apesar da agressão, do assédio, das ameaças e das declarações arbitrárias injustificadas do Irã.”

“O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo”, continuou o comunicado.

Mais cedo hoje, o JMIC (Centro Conjunto de Informações Marítimas), supervisionado pela Marinha dos EUA, informou que a “rota sul” de Omã, através do Estreito de Ormuz, permanece disponível para tráfego em ambos os sentidos.

No entanto, o órgão também alertou que o nível de ameaça à segurança na via navegável continua “grave”.

O tráfego pelo estreito caiu novamente após o anúncio do Irã, segundo dados da agência de rastreamento marítimo MarineTraffic divulgados neste domingo (12).



Fonte: CNN

Projeto isenta profissionais de segurança pública do Imposto de Renda

O Projeto de Lei 1229/26 prevê isenção do Imposto de Renda (IR) para os profissionais da segurança pública. O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a legislação federal que trata de isenções para diferentes contribuintes.

Pela proposta, a medida abrangerá os rendimentos recebidos exclusivamente no exercício das funções de policiais federais, rodoviários federais, ferroviários federais, civis, militares e penais, além de integrantes dos corpos de bombeiros militares.

Ainda segundo o texto, a compensação da renúncia de receita decorrente do benefício fiscal será feita com recursos da arrecadação de tributos sobre apostas de quota fixa, as chamadas bets, regulamentadas pela Lei 14.790/23.

“Não se trata de um privilégio, mas de um reconhecimento justo e necessário àqueles que dedicam suas vidas à proteção da sociedade”, afirmou o deputado Pedro Aihara (PP-MG) na justificativa que acompanha o projeto de lei.

Próximos passos

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Em Petrolina, Humberto Costa reforça compromisso com projetos de agricultura familiar do Sertão do São Francisco

O senador Humberto Costa (PT) esteve, neste sábado (11), em Petrolina, no Sertão do São Francisco, em uma agenda que reuniu visitas a diferentes projetos de agricultura familiar e áreas de produção frutífera irrigada na região. O parlamentar esteve acompanhado por João Campos (PSB), pré-candidato ao governo de Pernambuco, Carlos Costa (Republicanos), pré-candidato a vice-governador, Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado, além dos deputados federais Carlos Veras (PT), Lucas Ramos (PSB) e lideranças locais.

Os compromissos começaram com uma visita ao Projeto de Irrigação da comunidade Muquém, onde o time de Lula participou de um encontro com produtores locais e reforçou o compromisso com o desenvolvimento dos pequenos trabalhadores rurais da região. Depois, o grupo esteve no Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC), referência em agricultura irrigada no Sertão pernambucano.

“O Sertão é motor de força e trabalho para Pernambuco e merece nossa atenção prioritária. Cada projeto que visitamos mostra o resultado de investimento e parceria com quem produz e sustenta essa região todos os dias. Por isso, a gente não cansa de defender a agricultura familiar e tudo que é produzido aqui e exportado para todo o país e para o exterior”, afirmou Humberto Costa.

No fim da tarde, o senador participou da reunião da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Petrolina e, em seguida, da inauguração da nova sede do PT na cidade. O senador também integrou mais uma edição do projeto “Chega Junto”, espaço de diálogo direto da Frente Popular com moradores da região. A agenda foi encerrada com um jantar com lideranças políticas no Bodódromo, tradicional complexo gastronômico da cidade.

Na manhã deste domingo (12), Humberto Costa retorna ao Recife, onde embarcará, à tarde, para Brasília, retomando os trabalhos no Senado Federal.

Entenda o papel das escolas no combate à violência contra meninas

© Colégio Cruzeiro.

 

O Colégio Cruzeiro, escola de elite do Rio de Janeiro, acionou a Polícia Civil por conta de lista de cunho sexual com nomes de estudantes, todas adolescentes, feita em plataforma online.

A lista expunha, constrangia e humilhava as meninas. O caso extrapolou os muros da escola e teve grande repercussão. A investigação está em andamento na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) que, segundo a Polícia Civil, realiza todas as diligências para apurar os fatos. 

A Agência Brasil conversou com especialistas sobre o papel da escola e das famílias em casos como este, em que adolescentes são responsáveis por agressões e violências.

Segundo a professora da faculdade de educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Telma Vinha, a escola é um espaço de aprendizagem. A situação mostra a necessidade de um trabalho constante de discutir e conscientizar os estudantes.

“Uma situação como essa tem muitas camadas e essas camadas devem ser trabalhadas como prevenção, de uma maneira muito mais sistematizada e contínua”, defende. “A função da escola é que os problemas, as violências, os conflitos, eles podem ser oportunidades de aprender a viver socialmente”, acrescenta.

A professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Denise Carreira, ressalta que além do papel pedagógico, cabe a escola acionar os órgãos competentes nos casos de atos infracionais cometidos por crianças e adolescentes com menos de 18 anos.

“O papel prioritário da escola é pedagógico, mas a nossa legislação, o ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente] coloca a importância da escola identificar as situações, acolher as vítimas e notificar também o conselho tutelar e a rede de proteção para justamente buscar formas de atuação nessas situações”, diz. “A nossa legislação também, inclusive, o ECA, reconhece que os adolescentes também podem ser sujeitos de atos infracionais”.

O que pode ser feito?

De acordo com Vinha, o foco da intervenção da escola, em casos como este, é colocar a vítima em primeiro lugar. “A violência, você não pode minimizar ou justificar, mas o que você pode fazer é trabalhar a gravidade, os impactos daquilo”.

Um aspecto importante, segundo a professora é a escuta cuidadosa de cada uma das vítimas. “Tem que ser aquela escuta cuidadosa no sentido que deixa muito claro que ela não tem responsabilidade nisso. Deixa muito claro que a escola, que a família vai protegê-la de novas exposições. Então, é justamente falar sobre ela, como ela se sente. Que que ela gostaria que fosse feito”.

E alerta: “Tem que tomar muito cuidado para essa escuta não virar interrogatório ou curiosidade que a gente tem. E essa escuta ajuda inclusive a orientar a escola nos próximos passos com os autores”.

Em relação aos autores, uma das recomendações é uma conversa individual, já que muitas vezes o comportamento em grupo que leva a infrações como as praticadas.

“A nossa questão é o que os envolvidos têm que aprender sobre isso”, diz. “Pode-se trabalhar com eles formas de restauração, ou seja, que conhecimentos eles precisam ter para saber a gravidade do que eles fizeram”, diz Vinha.

Educação e gênero

Carreira destaca a importância de escolas discutirem questões que envolvam assimetrias de gênero, o que contribui para o combate a violência contra mulheres e contra pessoas LGBT.

“Não tem como a gente avançar no enfrentamento da violência contra meninas, mulheres, população LGBTQIA+ sem a gente fazer essa conversa séria nas escolas”, diz.

Segundo ela, um ponto central é discutir as masculinidades, para que os próprios meninos tenham uma compreensão do papel que exercem na sociedade e possam construir relações mais igualitárias.

“A masculinidade tóxica ou hegemônica, que é essa masculinidade que também leva muitos meninos ao sofrimento e está muito ancorada em perspectivas de dominação, de desqualificação do feminino, não reconhecimento das próprias emoções”, diz.

“Nós precisamos conseguir desmontar e conversar sobre isso nas escolas por meio de rodas de conversa, por meio de projetos, atuando na formação também dos profissionais de educação. Isso é fundamental pra gente inclusive enfrentar o feminicídio”, defende Carreira.

A professora foi relatora do Grupo de Trabalho Técnico que elaborou a proposta de Política Nacional de Educação para a Igualdade de Gênero, Diversidade Sexual e Educação Integral em Sexualidade, em perspectiva interseccional.

Participou também da elaboração do material educativo para escolas Indicadores de Qualidade na Educação: gênero, raça e sexualidade na escola, produzido por Ação Educativa e Faculdade de Educação da USP, com apoio do Fundo Malala.

Carreira destaca ainda que a lei Maria da Penha estabelece que as escolas devem debater gênero e raça como forma de enfrentar o fenômeno da violência contra meninas e mulheres. “A lei foi expandida também para se pensar a agenda LGBTQIA+, então, é importante dizer que esse silenciamento, ele acaba comprometendo e ceifando vidas. Prejudicando vidas não só de meninas, mulheres, população LGBT, mas dos próprios meninos. Muitos meninos sofrem violência por não performarem essa masculinidade hegemônica e para os que a performam também acarreta muito sofrimento”. 

Colégio Cruzeiro

Em nota, o Colégio Cruzeiro diz que o bem-estar e a segurança dos alunos “são prioridades absolutas” e que repudia “qualquer atitude de exposição que os afetem”. Quanto à autoria e punição, no âmbito penal, a escola afirma que as autoridades competentes estão cumprindo o seu papel investigativo.


Rio de Janeiro - 11/07/2026 - Colégio Cruzeiro do Rio de Janeiro. Foto: Colégio Cruzeiro.
Rio de Janeiro - 11/07/2026 - Colégio Cruzeiro do Rio de Janeiro. Foto: Colégio Cruzeiro.

Colégio Cruzeiro do Rio de Janeiro Foto: Colégio Cruzeiro.

“Assim que tomamos conhecimento dos fatos, acionamos as autoridades por meio de boletim de ocorrência, exigimos a remoção do conteúdo junto à plataforma — o que já foi feito —, alertamos as famílias e iniciamos o apoio integral às alunas e suas famílias”, informou a escola.

A nota acrescenta: “Entendemos que o papel da escola vai além do ensino acadêmico, incluindo a formação integral do ser humano. A conduta ética e a responsabilidade digital são temas recorrentes da sociedade contemporânea. Por isso, oferecemos constantemente a nossos 3 mil alunos, campanhas de conscientização com palestras de juízes, psicólogos, especialistas em tecnologia, delegados, entre outros”. 

A escola afirma ainda que a postura reflete a tradição e os valores de uma instituição que, ao longo de seus 164 anos, formou gerações pautadas pelo respeito e pelo desenvolvimento humano integral. “Com base nos princípios e valores educacionais, a escola permanece atenta às medidas pedagógicas que lhe cabem para o zelo e preservação do ambiente formativo”, diz.


Fonte: Agência Brasil

Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

•   “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

•   “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

•   “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets.

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias. Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.

 

Fonte: Agência Brasil

Centenas de pessoas são resgatadas após chuvas consideradas raras nos EUA

Enchentes nos Estados Unidos  • KMOV, Joe and Marissa Holt, Lindsay Pike, KFVS

Centenas de pessoas foram resgatadas das enchentes catastróficas no sudeste do Missouri, nos Estados Unidos, na sexta-feira (10), incluindo algumas que estavam acampadas às margens de um rio que atingiu níveis históricos.

Mais de 200 jovens campistas e monitores precisaram ser resgatados de helicóptero depois que fortes chuvas destruíram estradas perto do acampamento Taum Sauk, na pequena comunidade de Lesterville, no sudeste do Missouri, segundo a Patrulha Rodoviária Estadual do Missouri.

“Obrigado à Guarda Nacional e aos socorristas do 911 do Condado de Reynolds… somos extremamente gratos pela ajuda em manter nossa comunidade do acampamento segura”, disse o acampamento em uma publicação nas redes sociais após os resgates dramáticos.

De acordo com um comunicado da polícia do condado de Reynolds, os serviços de emergência também responderam a um suposto desabamento de prédio no acampamento Bearcat Getaway, nas proximidades.

Operações de busca e resgate foram iniciadas para encontrar até 17 pessoas “que podem ter entrado na água da enchente” durante o desabamento, disse o xerife. Horas depois, todos os desaparecidos foram resgatados ou localizados, informou o gabinete do xerife em uma atualização.

Cinco campistas do mesmo acampamento, que haviam sido dados como desaparecidos, foram encontrados no início do dia, informou o xerife do condado, Caleb McCoy, à CNN. Cerca de outras 10 pessoas no condado foram resgatadas do telhado do Black River Lodge, disse o coordenador de emergências do condado, Steve Chitwood.

Até a tarde de sexta-feira (10), as equipes realizaram cerca de 90 resgates aquáticos “envolvendo moradores, campistas e motoristas”, de acordo com um comunicado do Gabinete do Xerife do Condado de Reynolds, mas “nenhum ferimento grave foi relatado”.

No condado vizinho de Crawford, uma mulher continua desaparecida após ter sido arrastada pelas águas da enchente, que “subiram drasticamente em um curto período de tempo” e destruíram uma parede de sua casa, disse um porta-voz do gabinete do xerife à CNN. As buscas continuaram durante a noite, antes de serem suspensas devido à escuridão.

A previsão é de que as buscas sejam retomadas na manhã de sábado (11), informou o porta-voz.

Pelo menos outras três pessoas foram resgatadas usando “equipes terrestres, embarcações e operações aéreas com drones” em meio a condições “extremamente perigosas”, disse o gabinete do xerife anteriormente em uma publicação nas redes sociais.

O Serviço Nacional de Meteorologia emitiu um alerta de emergência por inundação repentina — o nível mais alto de aviso de inundação — para mais de quatro mil pessoas em partes dos condados de Reynolds e Iron na madrugada de sexta-feira. A água da enchente inundou áreas ao redor do Rio Black, que subiu rapidamente para um recorde histórico de 8,7 metros.

Equipes de resgate salvaram duas pessoas de uma cabana usando um barco, informou o vice-chefe do Gabinete do Xerife do Condado de Iron, Jordan Otwell, à CNN na manhã de sexta-feira. Outras cinco pessoas foram resgatadas de barco do telhado de uma casa móvel em outra área do condado, acrescentou ele.

Otwell não sabia quantas pessoas, no total, haviam se refugiado no telhado, mas disse que o barco retornaria ao local para buscar mais pessoas. Não houve relatos de feridos no Condado de Iron, mas cerca de seis rodovias da região foram interditadas devido às inundações, afirmou ele.

O governador do Missouri, Mike Kehoe, declarou estado de emergência na tarde de sexta-feira, afirmando que as perigosas inundações levaram a “múltiplos resgates em águas rápidas”.

“A ativação do Plano Estadual de Operações de Emergência permite que nossas agências ajam rapidamente, coordenem recursos e apoiem os esforços de resposta locais. Sou grato a todos os socorristas e membros das equipes locais que trabalham incansavelmente para ajudar a salvar vidas”, disse Kehoe.

A chuva torrencial que motivou o alerta inicial de inundação cessou, mas o estado de emergência devido a inundações repentinas permanece em vigor durante boa parte da tarde de sexta-feira por conta de problemas persistentes com alagamentos. Há possibilidade de mais chuvas na região durante o fim de semana.

Mais de 30 centímetros de chuva caíram desde a noite de quinta-feira (9) em áreas rurais do Missouri. Uma localidade perto de Redmondville, Missouri — cerca de 110 quilômetros a sudoeste de St. Louis — registrou 31 centímetros de chuva desde a noite de quinta-feira.

Mais de 30 centímetros de chuva em menos de 24 horas significa que este evento altamente localizado e contínuo representa uma inundação que ocorre pelo menos uma vez a cada mil anos na região. Essa quantidade de chuva tem apenas 0,1% de chance de acontecer em um ano normal. Mas chuvas extremas como essa estão se tornando mais comuns, à medida que a poluição que aquece o planeta eleva as temperaturas, pois o ar mais quente retém mais umidade.

A forte chuva de sexta-feira é apenas o começo de uma ameaça de inundação que deve durar vários dias e afetar áreas desde os vales do Médio Mississippi, Ohio e Tennessee até a região central dos Montes Apalaches durante este fim de semana.

Fonte: CNN

Brasil estuda como aproveitar terras raras e minerais críticos

© Gil Leonardi/Agência Minas

A exploração de terras raras e minerais críticos foram os temas de uma reunião nesta sexta-feira (10), no Palácio do Planalto. Participaram do encontro o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e especialistas do setor mineral. O objetivo é definir uma estratégia nacional de aproveitamento desses recursos, que são essenciais para a transição energética e para a indústria de tecnologia.

O Brasil tem a segunda maior reserva mundial dos chamados minerais críticos, como nióbio, lítio, níquel e cobre, usados em baterias, painéis solares, carros elétricos e equipamentos eletrônicos. O tema vem ganhando relevância em meio à disputa global por esses insumos estratégicos, especialmente entre Estados Unidos e China.

Diante desse cenário, o Ministério de Minas e Energia apresentou um plano para aumentar a participação brasileira na produção mundial, subindo dos atuais 8,3% para 12,2% até 2050.

O principal entrave é o projeto de regulamentação, aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, mas sem previsão de votação no Senado Federal. A proposta restringe a exportação de minerais brutos para incentivar o beneficiamento no país, prevê incentivos fiscais progressivos e cria um fundo garantidor de R$ 5 bilhões para fomentar empreendimentos na área.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a aprovação do projeto e citou o caso da Serra Verde, uma produtora de terras raras em Goiás, que foi comprada por uma empresa americana em abril por quase US$ 3 bilhões. O governo soube do negócio pela imprensa, o que na avaliação de Silveira reforça a necessidade de criação de mecanismos formais de acompanhamento.

“Como aconteceu agora lá em Goiás, nós tivemos uma mudança do controle acionário de uma empresa que o poder público tomou conhecimento pela imprensa. Com o projeto, nós vamos poder controlar a mudança acionária das empresas que porventura queiram investir no Brasil, para ver se elas são de interesse nacional ou não, garantindo a nossa soberania.”

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que o governo já estuda desdobramentos para o setor de mineração independentemente da votação do projeto no Senado.

“Nós já tivemos um passo importante, que foi a aprovação do PL na Câmara. Dependemos da aprovação no Senado, mas já estamos caminhando para o desdobramento que é possível o governo brasileiro fazer, independentemente da aprovação final do projeto de lei no Congresso Nacional.”

A reunião também discutiu parcerias internacionais, capacidade tecnológica e instrumentos de financiamento. O presidente Lula sugeriu a criação de um conselho especial, responsável por monitorar contratos, acordos e parcerias internacionais que envolvam o fornecimento desses minerais críticos. Ele também disse que o Brasil não quer ser apenas exportador de matéria-prima.

“Nós não queremos ser vendedores de matéria-prima. Nós queremos ser exportadores de inteligência, de conhecimento.”

A avaliação do governo é a de que o país pode precisar de auxílio tecnológico na exploração desses mineirais, mas defende a soberania sobre a produção e o beneficiamento dos minerais críticos.
 


Fonte: Agencia Brasil

Por que o Brasil exporta suco, mas não laranja de mesa

Carregamento de laranja em Limeira, SP

Apesar da força da citricultura brasileira, o país praticamente deixou de exportar laranja de mesa e, hoje, chega a importar fruta, principalmente do Egito.

Dados ABCM (Associação Brasileira de Citros de Mesa) mostram que, em 2010, o Brasil exportou cerca de 835 mil caixas de 40,2 quilos de laranja de mesa. Para 2026, a estimativa é de apenas 140 mil caixas. No caminho inverso, as importações devem alcançar 1,3 milhão de caixas, principalmente de produtores egípcios.

Segundo o presidente da CitrusBR – entidade que representa os exportadores de suco-, Ibiapaba Netto, o mercado mundial de fruta fresca continua crescendo e movimenta cerca de 300 milhões de caixas por ano. O problema não é falta de demanda, é a transformação dela e como o Brasil se posicionou nesse mercado.

Enquanto países como Egito e África do Sul investiram na abertura de mercados internacionais, negociando acordos tarifários e protocolos fitossanitários, além de desenvolver variedades voltadas ao consumo in natura — mais doces, sem sementes e com melhor aparência — o Brasil concentrou seus investimentos em variedades mais produtivas para abastecer a indústria de suco.

“Não há um problema nessa opção. Tivemos e temos bons resultados. Mas eu tenho a impressão de que o Brasil ainda não acordou para esse mercado de frutas in natura”, resume Ibiapaba.

O país escolheu o suco

Na avaliação da ABCM, essa trajetória também foi consequência das condições encontradas no próprio país. Até as décadas de 1980 e 1990, o Brasil era um importante exportador de laranja fresca para a Europa. Mas o avanço das doenças dos citros, especialmente as quarentenárias, tornou cada vez mais difícil atender às exigências sanitárias internacionais. Ao mesmo tempo, a consolidação da maior indústria mundial de suco de laranja ofereceu um destino seguro para a produção.

Com um mercado interno de mais de 200 milhões de consumidores, produzir para abastecer supermercados brasileiros e a indústria passou a ser um caminho mais rentável do que disputar o mercado externo. Hoje, cerca de 70% da produção nacional de laranja é destinada ao processamento industrial e apenas 30% segue para o mercado de mesa.

O mundo mudou

Enquanto o Brasil permaneceu focado no suco, o consumidor internacional mudou seus hábitos.

Nos principais mercados importadores, cresceram as vendas de frutas prontas para o consumo, com destaque para laranjas premium e, principalmente, mandarinas e tangerinas sem sementes, mais doces e fáceis de descascar.

Segundo a ABCM, esse período também foi marcado pelo desenvolvimento de novas variedades protegidas por royalties, produzidas especialmente para atender ao mercado de fruta fresca. O Brasil acabou ficando para trás nesse processo e hoje cultiva, em grande parte, variedades voltadas ao mercado interno e à indústria.

Egito virou referência

O principal exemplo dessa transformação é o Egito. Há cerca de duas décadas, o país tinha participação limitada no comércio internacional. Hoje, tornou-se um dos maiores exportadores mundiais de laranja fresca graças ao clima mediterrâneo, menores custos de produção, incentivos governamentais e acesso facilitado aos principais mercados consumidores.

Enquanto isso, o Brasil enfrenta custos elevados de financiamento, logística mais cara, portos menos eficientes e oscilações cambiais que dificultam contratos de exportação de longo prazo.

Greening abre novas fronteiras, mas não resolve tudo

O avanço do greening, principal doença da citricultura mundial, também está mudando o mapa da produção brasileira.

Regiões como Petrolina, no Vale do São Francisco, começam a despertar interesse por estarem fora da área mais afetada pela doença. A expectativa é que novos pomares possam reduzir os riscos fitossanitários enfrentados pelos produtores do cinturão citrícola.

No entanto, segundo a ABCM, produzir laranja em regiões quentes não significa, automaticamente, conquistar o mercado internacional. Um dos principais entraves é a coloração da fruta. Em temperaturas elevadas, a casca permanece mais verde, enquanto compradores europeus exigem frutos com coloração alaranjada intensa.

Ainda há oportunidade

Apesar da perda de espaço, especialistas acreditam que o Brasil ainda pode voltar a disputar o mercado internacional de laranja de mesa. Para isso, será necessário investir em novas variedades, ampliar acordos comerciais, modernizar a logística e adaptar a produção às exigências dos consumidores internacionais.

Fonte: CNN

Fonte: CNN