Audiência da Globo cai e chega ao menor índice em três anos

Os deslizes na audiência da Globo têm sido noticiados com certa frequência nas últimas semanas. Jornal Hoje, Vídeo Show e Amor e Sexo são alguns programas que perderam para a Record na Grande SP ou no cenário nacional.

O problema, no entanto, não parece ser pontual ou passageiro, embora também não seja uma ameaça à liderança da emissora. De acordo com a coluna Ricardo Feltrin, do UOL, embora novembro termine apenas nesta sexta, ele será o pior mês da Globo no Ibope desde dezembro de 2015 no país.

Na Grande SP, por exemplo, a emissora fecha o mês com 12,4 pontos de média no Painel Nacional de Televisão (PNT) nas 24 horas do dia e deve ficar com 15,1 pontos na faixa entre 7h e 0h. Este último índice é o mais baixo dos últimos 35 meses –cada ponto vale por cerca de 240 mil domicílios no PNT.

Ainda de acordo com a coluna, em novembro, das 7h à 0h, a emissora vai ficar com o menor share (% de participação no universo de TVs ligadas) no PNT neste século: 33,5% (ou seja, cerca de 3,3 de cada 10 TVs ligadas sintonizando a emissora). Apenas para comparação, 16 anos atrás, ela chegava a registrar 60%.

A Globo, no entanto, ainda tem uma grande vantagem em pontos ou share de mais de 50% sobre a Record ou o SBT, mas já promove algumas mudanças. O diretor Mariano Boni, que era do jornalismo, por exemplo, passou a cuidar também de programas como Vídeo Show, Encontro, Conversa Com Bial, Bem Estar e Amor e Sexo.

PNT, 24 horas do dia (cada ponto = 240 mil domicílios)

Globo – 12,4

SBT – 5,6

Record – 5,6

Band – 1,1

RedeTV – 0,6

PNT, das 7h à 0h

Globo – 15,1

Record – 7,3

SBT – 6,6

Band – 1,4

RedeTV – 0,7

Grande SP , 24 horas do dia (cada ponto = 72 mil domicílios)

Globo – 12,1

SBT – 6,5

Record – 6,0

Band – 1,6

RedeTV – 0,8

Grande SP , das 7h à 0h

Globo – 14,6

Record – 7,7

SBT – 7,3

Band – 2,0

RedeTV – 0,8

* Até dia 27 de novembro

Fonte: Dados mensurados pela Kantar Ibope Media e obtidos pela coluna Ricardo Feltrin por terceiros; por contrato, a Kantar não pode preparar ou divulgar  informações comparativas entre seus clientes.

Com informações da Folhapress. 

Mapeamento mostra que de 3 mil agricultores familiares aptos, menos de 300 fornecem merenda para escolas de Petrolina (PE)

Embora a aquisição da merenda para os estudantes seja uma prática antiga e obrigatória, o fornecimento de alimentos feito por agricultores familiares é algo ainda tímido e muito recente em Petrolina (PE):  dos mais de 3 mil pequenos agricultores aptos no PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar – apenas 291 efetivamente conseguem vender para a prefeitura.

Essa é uma das principais conclusões do mapeamento agrícola conduzido pelo Sindicato dos Agricultores Familiares de Petrolina (Sintraf), com apoio da Secretaria de Educação (Seduc) e Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável. A primeira pesquisa dedicada a contribuir na elaboração do cardápio anual da rede municipal de ensino identificou 10 grupos de lavradores, com 60 produtos entre frutas, legumes, hortaliças, carne de galinha caipira, mel e poupa, que atendem os requisitos de fornecimento para o poder público.

“Nós visitamos feiras livres, mercados atacadistas locais e as roças dos agricultores familiares nas áreas irrigadas, serqueiro, ribeirinho e assentamentos, e, a partir de um questionário, buscamos mapear quais produtos atendiam as exigências da prefeitura, onde estavam localizados, quantos produtores estavam aptos e quem tinha interesse em participar do contrato de fornecimento da Seduc”, observa Eliete Ferreira, secretária de Políticas Agrícolas do Sintraf.

A compra até 2010 de alimentos não produzidos na cidade, como a laranja, maçã, pera e abacaxi era tida pelos pequenos fruticultores como desleal e uma barreira ao desenvolvimento competitivo da categoria. Uma das razões para a entidade sindical se oferecer como facilitadora no processo de aquisição da merenda pela prefeitura.

“Com o mapeamento, temos como mostrar para a Seduc que nós dispomos dos produtos que suprem a demanda das escolas de Petrolina; e a secretaria, por sua vez, poderá fazer o cardápio baseado nas suas necessidades”, afirma Eliete. O município é conhecido nacionalmente pela produção de uva, manga, banana, mamão, goiaba e acerola.

Para 2019, a previsão oficial é de que R$ 3,5 milhões de recursos do PNAI sejam utilizados na compra de alimentação escolar. Valores que seriam bem menores (R$ 1,6 mi) se o município não tirasse outro R$ 1,9 milhão do próprio tesouro.

A expectativa agora, segundo Eleite Ferreira, é existir um aumento na venda de produtos dos agricultores locais. “Estamos lutando por essa bandeira há muito tempo. A partir do ano passado, sentimos uma melhora e, agora, com essa pesquisa esperamos avançar mais um pouco”, finaliza. O mapeamento do Sintraf foi realizado durante o mês de janeiro.

Menos de um décimo

Na última segunda-feira (25), os 291 agricultores que passaram pela peneira da Seduc assinaram o contrato de fornecimento com duração de um ano. O documento garante demanda para os fruticultores e oferta para a prefeitura, com preços estabelecidos. Além das escolas, são atendidos as Novas Sementes e os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

Por: Assessor de Imprensa – Sindicato dos Agricultores Familiares de Petrolina (Sintraf)

Pesquisa da Facape aponta que tomate e feijão contribuem para redução do preço da cesta básica

Em boletim mensal divulgado pelo Colegiado do curso de Economia da FACAPE, as pesquisas constatam que o custo da Cesta Básica apresentou, na comparação do mês de julho de 2019 com junho, uma diminuição do índice de preços ao consumidor, com uma deflação de -7,08% na análise feita por estudantes do curso.

O tomate fechou o mês com uma redução significativa nos preços devido fatores climáticos, é o que revela o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), e o feijão carioca também apresentou forte diminuição de preço em razão de uma demanda baixa de consumo e uma grande oferta do produto no mercado.

As cotações dos produtos também destacam que a carne é o item com mais variação de preço entre os demais componentes da cesta básica, estipulada entre R$17,98 e R$25,75. O informativo ainda revela que o trabalhador da cidade de Petrolina, que recebe um salário mínimo fixado em R$ 998,00, gastou, no mês de julho, 33% de sua renda com a compra de produtos da cesta básica.

Segundo dados nacionais divulgados pelo DIEESE, a redução de custos dos elementos da cesta básica ocorreu em diversas capitais do país.

Brasileiros são os mais ansiosos do mundo, segundo a OMS

Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o País tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno. O tabu em relação ao uso de medicamentos, entretanto, ainda permanece.

Daniel Martins de Barros, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, confirma. “As duas frases que eu mais ouço na clínica são ‘eu não queria tomar remédio’, na primeira consulta, e ‘eu não queria parar de tomar os remédios’, na consulta seguinte. A gente tem muita resistência porque existem muitos mitos: ficar viciado, bobo, impotente, engordar”.

Barros explica que todo remédio pode ter efeitos colaterais e eles serão receitados quando existir uma relação de custo-benefício a favor do paciente. “Tudo é assim na medicina e na vida”, diz.

Neury Botega, psiquiatra da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirma que há 30 anos os médicos dispunham de recursos inadequados para tratar a ansiedade. “Ou usávamos drogas bem pesadas, como barbitúricos, ou as que existem até hoje, como as faixas pretas, os benzodiazepínicos. Por isso, nós vimos várias tias, avós, viciadas em remédios e essa é uma das imagens gravadas quando pensamos em tratamentos psiquiátricos”.

A partir de 1990, a fluoxetina, mais conhecida comercialmente como Prozac, torna-se popular. Para Botega, isso muda totalmente o paradigma do tratamento da ansiedade. “Hoje, para tratá-la, na maioria das vezes usamos medicamentos que aumentam a atividade de um neurotransmissor chamado serotonina. É o nosso Bombril: mil e uma utilidades”.

Em relação ao tempo de duração do tratamento, não há protocolos claros para a ansiedade, como existem para a depressão. “Ele pode durar um tempo ou ser necessário pela vida inteira. Ansiedade é como pressão alta: quando descontrola, às vezes é para sempre. Você pode controlar com atividade física, meditação, terapia, mas ela vai estar sempre ali te ameaçando”, diz Martins de Barros. De acordo com ele, os casos variam bastante: há desde indivíduos que terão alta e nunca mais precisarão de remédios até outros que dependerão de medicamentos para o resto da vida.

Medicalização
O historiador e colunista do Estado, Leandro Karnal, aponta outro lado da questão e vê uma medicalização do comportamento humano. “Se o aluno não consegue acompanhar as aulas, dão remédio para ele. Nem todo mundo que não presta atenção tem déficit de atenção. A aula pode ser chata mesmo”, argumenta. Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, chama a atenção para o que ela intitula de “epidemia de diagnósticos”, que envolve leigos e profissionais de saúde. Para ela, cada um de nós hoje usa a lógica médica para olhar para o outro e dizer: “Essa pessoa é chata; essa pessoa tem TOC; fulano surtou”. “Nós vivemos à base de diagnósticos e, quando fazemos isso, apagamos a pessoa que está por trás dele”.

Saúde no Smartphone
Aplicativos com versões gratuitas podem auxiliar no tratamento. Conheça alguns:

  • Aplicativo Offtime: o app permite bloquear o celular pelo tempo desejado pelo usuário e oferece estatísticas de uso do aparelho;
  • Aplicativo Pacifica: baseado na psicologia cognitiva comportamental, foca na interpretação e no controle do comportamento para mudá-lo;
  • Aplicativo Calm: com uma variedade de programas, foi feito para reduzir a ansiedade e relaxar por meio de músicas. Também usa “mindfulness”;
  • Aplicativo MindShift: com o foco em jovens, possui um diário e exercícios para respiração e avaliação do nível de ansiedade;
  • Aplicativo Headspace: criado por um monge budista, o app ensina técnicas de meditação, respiração e “mindfulness” (atenção plena).

Via: Metropoles