TSE divulga limites de gastos para candidatos nas eleições de outubro; Fundo Eleitoral será de R$ 4,9 bilhões

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta terça-feira (21) os limites de gastos de campanha para os candidatos que disputarão as eleições de outubro. Os recursos fazem parte do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que distribuirá R$ 4,9 bilhões entre os 30 partidos políticos participantes do pleito.

Para a disputa à Presidência da República, os candidatos poderão gastar até R$ 133 milhões, considerando os dois turnos. Desse total, o limite para o primeiro turno é de R$ 88,9 milhões, enquanto os candidatos que avançarem ao segundo turno poderão utilizar até R$ 44,4 milhões adicionais.

O TSE também definiu os limites de despesas para as campanhas aos cargos de governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.

No estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com cerca de 34 milhões de eleitores, os candidatos ao governo estadual poderão gastar até R$ 26,6 milhões no primeiro turno e R$ 13,3 milhões em eventual segundo turno.

Segundo o Tribunal, os valores permanecem os mesmos estabelecidos para as eleições presidenciais de 2022, sem qualquer reajuste.

As despesas de campanha incluem gastos com produção de material publicitário, gravação de vídeos, realização de comícios, viagens, contratação de equipes e outros serviços relacionados à campanha eleitoral.

Penalidades

Os candidatos que ultrapassarem o limite de gastos poderão ser condenados ao pagamento de multa de até 100% do valor excedente, além de responder por eventual abuso de poder econômico.

A fiscalização será feita por meio das prestações de contas obrigatórias, que deverão ser apresentadas pelos candidatos e partidos políticos à Justiça Eleitoral durante o período eleitoral.

Calendário das eleições

O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Caso nenhum candidato à Presidência da República ou aos governos estaduais obtenha mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, será realizado o segundo turno em 25 de outubro.

País tem 158 milhões de brasileiros aptos a votar em 2026

O número de eleitores cresceu 1,46% no país, e agora 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar em 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou os dados sobre o perfil das pessoas que devem comparecer às urnas em outubro. São dois milhões de cidadãos a mais na comparação com as eleições gerais de 2022.

Ao todo, 158.745.463 brasileiros vão escolher os próximos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

A região Norte apresentou o maior aumento, com alta de 4,37% do número de eleitores e Roraima registrando o maior crescimento, de mais de 9%. A região Sudeste foi a única que teve queda no número de aptos a votar, com uma redução de cerca de 0,5%. Apesar disso, continua concentrando o maior eleitorado do país, com 41% de todos os votantes.

O número de eleitores no exterior também teve uma alta, de quase 32%, sendo que agora são 918 mil aptos a participar do pleito.

Os maiores colégios eleitorais são os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná, concentrando 52% do eleitorado nacional.

Diversidade

As estatísticas do TSE mostram ainda uma maior diversidade do eleitorado brasileiro. Após 2022, a autodeclaração de raça ou cor passou a compor a base de dados eleitorais, mas, até o momento, pouco mais de 20% dos eleitores fizeram a autodeclaração. Do total, 62% se declaram negros, que reúne os pretos e pardos; 35%, brancos; 0,88%, indígenas; e 0,7%, amarelos.

Os dados reforçam a manutenção da maioria do eleitorado feminino, representando 52%. Em termos de faixa etária, o maior grupo está entre 40 a 44 anos, sendo 10% do total. Os números mostram ainda um envelhecimento do eleitorado no país, com aumento de votantes acima dos 60 anos, que passaram de 21% para 23,6% de todos os eleitores.

Fonte: Agência Brasil

Federação Brasil da Esperança oficializa candidatura de Humberto Costa ao Senado

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, confirmou o nome do senador Humberto Costa (PT) como candidato à reeleição ao Senado Federal durante sua convenção estadual em Pernambuco, realizada nesta segunda-feira (20) no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem, no Recife.

No evento, a federação também reafirmou o compromisso com a reeleição do presidente Lula (PT) e o apoio à chapa estadual majoritária formada por João Campos (PSB), pré-candidato ao governo de Pernambuco, Carlos Costa (Republicanos), pré-candidato a vice-governador, e Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado.

“Como senador, eu procurei, em todos os momentos, honrar a história política de luta do estado de Pernambuco e a fazer a defesa dos interesses do nosso povo. E quero seguir, com essa estrela que nós trazemos no nosso peito, na defesa do nosso povo e do nosso estado. E contribuir para a gente continuar construindo esse processo civilizatório, humanista, democrático e de igualdade num país marcado por injustiças”, declarou Humberto Costa.

No encontro, Humberto lembrou que integrou o movimento que criou o Partido dos Trabalhadores e foi um dos fundadores do PT em 1980, ao lado do presidente Lula. O senador registrou, ainda, que jamais foi filiado a outra legenda durante toda a vida política.

“Eu digo que eu sou PT pra toda hora, pra todo momento, pra hora boa e pra hora difícil. Enfrentamos momentos difíceis, mas tive momentos muito bons, como quando fui ministro da Saúde e tive a oportunidade de criar o SAMU, o Brasil Sorridente, o Farmácia Popular. Lá se vão 46 anos desde que o PT nasceu, uma história da qual eu tenho muito orgulho de participar”, afirmou o senador.

A convenção contou com a presença de lideranças como a senadora Teresa Leitão (PT), líder do Governo Lula no Senado, o presidente estadual do PT e da federação Brasil da Esperança, deputado Carlos Veras, os presidentes estaduais do PV e PCdoB, Clodoaldo Magalhães e Thiara Milhomem, respectivamente, além de deputados federais, deputados estaduais, vereadores e prefeitos de várias regiões do estado.

“Humberto é senador de todos os pernambucanos. Ele está presente em todas as residências de Pernambuco e do Brasil. Até os bolsonaristas sabem que, se adoecerem um dia, existe o SAMU, criado por Humberto, para socorrer eles. Humberto é o senador do presidente Lula, do Brasil Sorridente, da Farmácia Popular. É um conjunto de ações liderada por esse grande senador”, disse o presidente estadual da federação, Carlos Veras.

O ato também oficializou o nome do deputado federal Luciano Bivar (MDB) como primeiro suplente de Humberto Costa na eleição de outubro. A segunda suplência será definida até o fim do prazo exigido pela legislação eleitoral.

Mais de 40 anos de vida política
Humberto Costa é médico, jornalista e tem trajetória de mais de quatro décadas na vida pública. Ele foi ministro da Saúde no primeiro governo Lula, entre 2003 e 2005, período em que implementou políticas de ampliação do acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS), como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o Brasil Sorridente e o Farmácia Popular. Também foi responsável por trazer a Hemobrás para Pernambuco.

Ele também foi deputado estadual entre 1991 e 1995, deputado federal entre 1995 e 1999, e vereador do Recife – o mais votado – entre 2001 e 2005. Foi, ainda, secretário municipal de Saúde da capital na gestão de João Paulo (PT) e secretário estadual das Cidades em Pernambuco, no governo Eduardo Campos (PSB), onde criou as Academias da Cidade e a CNH Popular.

Atualmente no segundo mandato como senador pelo estado, Humberto tem atuado em pautas ligadas à saúde, direitos sociais e defesa das políticas públicas voltadas à população mais vulnerável. Teve atuação direta na articulação que aprovou a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e, na CPI da Covid, lutou pela punição aos responsáveis pelas mais de 700 mil mortes ocorridas na pandemia.

Humberto Costa também foi presidente nacional do Partido dos Trabalhadores entre março e agosto de 2025, e atualmente é 2° vice-presidente do Senado Federal e vice-presidente do Parlamento do Mercosul (Parlasul).

Eleições: propaganda intrapartidária termina neste fim de semana

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pré-candidatos às eleições de 2026 têm apenas mais este fim de semana para fazer propaganda intrapartidária, segundo o TSE, o Tribunal Superior Eleitoral. O período é utilizado para convencer os filiados dos partidos ou das federações partidárias a escolherem os candidatos que vão disputar as eleições.

A campanha intrapartidária não permite o uso de rádio, televisão e outdoors. Além disso, todo o material utilizado deve ser removido logo após as convenções, que acontecem de 20 de julho a 5 de agosto.

Nessa janela, os partidos precisam formalizar eventuais coligações partidárias e devem “bater o martelo” sobre os candidatos definitivos que vão disputar as eleições. Cada legenda tem autonomia para definir a data e o formato da convenção, que pode ser presencial, virtual ou híbrida, dentro do período definido pelo TSE.

Propaganda eleitoral

O registro oficial das candidaturas definitivas deve ser apresentado à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. No dia seguinte, 16 de agosto, começa oficialmente, nas ruas e na internet, a campanha eleitoral voltada aos eleitores. Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão tem início no dia 28 de agosto e vai até 1º de outubro.

Eleições

O primeiro turno das eleições será realizado no domingo, 4 de outubro, das 8h às 17h, no horário de Brasília. Já nos locais onde houver segundo turno, a votação acontece no dia 25 de outubro. Os eleitores escolherão o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais e, no caso do Distrito Federal, deputados distritais.


Fonte: Agencia Brasil

Simão Durando vistoria fase final do primeiro Canil/Gatil Municipal e amplia proteção aos animais em Petrolina

A política de proteção e bem-estar animal de Petrolina avança com a fase final de construção do primeiro Canil/Gatil Municipal. Nesta semana, o prefeito Simão Durando visitou o canteiro de obras para acompanhar o andamento dos serviços do equipamento, que deverá ser entregue até o mês de setembro.

Durante a visita, o prefeito acompanhou a etapa de acabamento, que inclui serviços de revestimento, instalações hidráulicas e elétricas, além dos ajustes finais. O espaço terá capacidade para acolher temporariamente cerca de 150 cães e gatos em situação de rua, oferecendo mais dignidade, segurança e cuidados aos animais.

O Canil/Gatil integra o projeto da primeira Clínica Veterinária Municipal, que também está sendo construída. O equipamento conta com investimento aproximado de R$ 2 milhões e terá baias para cães e gatos, áreas de maternidade e adoção, recepção, depósitos, sanitários e espaços destinados à circulação e ao banho de sol dos animais. A estrutura foi planejada para garantir acolhimento adequado, além de fortalecer as ações de saúde pública, o controle populacional e o incentivo à adoção responsável.

Durante a visita, Simão Durando destacou que a implantação da estrutura faz parte de um compromisso assumido desde o início da sua gestão para fortalecer as políticas públicas voltadas à causa animal.

“Assumimos o compromisso de ampliar o cuidado e a proteção aos animais em Petrolina e estamos transformando esse compromisso em realidade com a construção da Clínica Veterinária e do Canil/Gatil Municipal. Os  equipamentos vão garantir mais saúde, acolhimento e dignidade para os animais e também mais apoio aos seus tutores”, afirmou o prefeito.

Após acordo, renegociação de dívidas rurais será feita por MP

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O Congresso Nacional chegou a um acordo com governo federal para que seja publicada uma medida provisória (MP) sobre a renegociação das dívidas de produtores rurais. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, anunciou a solução após reunião com ministros e parlamentares.

Será permitida a renegociação de R$ 100 bilhões em dívidas do agronegócio. Hugo Motta ressaltou que a medida busca conciliar a demanda rural com a responsabilidade fiscal.

“Nós procuramos chamar os atores à mesa para que pudéssemos, na mais racional da movimentação política que é necessária para o nosso país e deixando de lado qualquer questão política eleitoral, pudéssemos, à mesa, tratar com equilíbrio e, de maneira resolutiva, buscarmos uma solução que coubesse dentro das contas do nosso país, dentro das contas do governo, e também levasse em consideração esse momento de tanta dificuldade que os produtores rurais passam em nosso país.”

A medida provisória beneficiará produtores e cooperativas que registram perdas entre 2019 e 2025. Será possível a renegociação para aqueles que tiveram prejuízo em duas ou mais safras e a redução de 30% da renda bruta causada por eventos climáticos ou por queda acentuada dos preços.

Pagamento

De forma geral, a medida prevê isenção de entrada, carência de dois anos para primeira parcela e prazo de oito anos para pagamentos. Os juros anuais para a agricultura familiar serão de 6%; para o médio produtor, de 9%; e para os demais, de 12%. Para quem teve perdas mais severas provocadas por eventos extremos, com as enchentes no Rio Grande do Sul, o prazo será de dez anos, com juros ainda menores.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, nesse processo de renegociação, os bancos não devem exigir mais garantias dos produtores rurais.

“Tanto o reaproveitamento de garantias já dadas quanto a revisão de uma necessidade extra de garantia, para que não se exija mais do produtor além das suas próprias forças, dada a situação que a gente vive, também um comando para que os bancos reavaliem proporcionalmente e exijam uma garantia na medida em que seja estritamente necessária para a renegociação.”

Fundo garantidor

A medida provisória ainda criará um fundo garantidor para ampliar o acesso ao financiamento rural de médio e longo prazo, com aporte da União de R$ 2 bilhões.

Com o acordo, o projeto de lei sobre o tema será retirado de pauta da Câmara dos Deputados.


Fonte: Agencia Brasil

Humberto vê avanço do TCU e reforça mobilização em defesa da Transnordestina

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, nesta quarta-feira (15), acolher parcialmente os embargos de declaração apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Infra S.A. referentes ao trecho Salgueiro–Suape da Ferrovia Transnordestina. Com a decisão, o governo federal poderá dar continuidade aos estudos de viabilidade da obra.

O novo acórdão detalha que as restrições aplicadas anteriormente não impedem o andamento de licitações, a assinatura de contratos de engenharia consultiva, a elaboração de projetos executivos e os processos de desapropriação. A decisão também autoriza a emissão de ordens de serviço para elaboração de projetos executivos, realização de sondagens e demais atividades de engenharia consultiva.

Para o senador Humberto Costa (PT-PE), a decisão representa um passo importante, mas está longe de encerrar a luta pela conclusão do ramal pernambucano. O parlamentar avaliou o desfecho como um avanço significativo, por destravar etapas preparatórias essenciais que estavam paralisadas, permitindo que a União avance com os estudos necessários.

Apesar do otimismo com a sinalização do tribunal, Humberto fez questão de ressaltar que o início das obras físicas na ferrovia pernambucana continua travado. Diante desse cenário, o senador prometeu manter a mobilização permanente em defesa do empreendimento, articulando a bancada federal, o governo federal e o governo estadual para garantir que o trecho da Transnordestina se torne realidade.

“A decisão do TCU é um avanço porque destrava etapas preparatórias essenciais, mas não podemos baixar a guarda. O início efetivo das obras ainda depende de novas sinalizações do tribunal. Por isso, defendo que a mobilização continue firme e permanente em defesa da obra, envolvendo todos os setores que lutam por essa ferrovia, que é vital para o desenvolvimento de Pernambuco”, afirmou o senador.

A Ferrovia Transnordestina, no trecho de 544 quilômetros que liga o Sertão ao Porto de Suape, é considerada uma obra estratégica para a economia pernambucana, com potencial para impulsionar a logística e a geração de empregos no estado.

Nunes Marques propõe selo para premiar institutos de pesquisa

© Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, sugeriu criar um selo-prêmio para os institutos de pesquisa que apresentarem maior precisão nas eleições de 2026. A proposta foi feita nesta terça-feira (14), durante reunião com representantes das empresas.

O encontro, que discutiu as regras para a divulgação de levantamentos durante o período eleitoral, ocorreu depois que o TSE suspendeu uma pesquisa de intenção de votos da AtlasIntel para presidente da República.

De acordo com o presidente do TSE, o Selo Acurácia Eleitoral pretende reconhecer o trabalho dos institutos que fizerem pesquisas com projeções mais próximas dos resultados oficiais. Para Nunes Marques, as pesquisas eleitorais têm papel importante na democracia.

“As pesquisas eleitorais desempenham um papel importante em nosso processo democrático. O retrato fiel das percepções e das intenções do eleitorado contribui para o debate público, oferece subsídios à compreensão da dinâmica eleitoral e amplia o acesso da sociedade a informações de interesse coletivo. A democracia se fortalece quando os atores do processo eleitoral dialogam, quando as regras são observadas e, especialmente, quando o conhecimento técnico é colocado a serviço do interesse público.”

Após o anúncio do ministro Nunes Marques, o TSE abriu prazo para receber, até a próxima sexta-feira (17), sugestões para definir os critérios de escolha dos vencedores do selo.

Associação critica proposta

Em nota, a Abep, Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, criticou a proposta. Segundo a entidade, entre a realização da pesquisa e a votação, eleitores podem mudar de opinião, deixar de votar ou alterar o comportamento. Para a Abep, exigir que uma pesquisa acerte o resultado das eleições é confundir ciência com bola de cristal.

Partidos e redes sociais

Além desse encontro com os institutos, o TSE também realizou uma oficina com partidos e representantes de redes sociais. O objetivo foi orientar agremiações e plataformas digitais sobre o uso responsável das redes sociais nas próximas eleições. A oficina virtual foi organizada a pedido dos participantes, que manifestaram a necessidade de receber mais informações sobre as regras das empresas de tecnologia.

Na programação da manhã, TikTok e Meta apresentaram orientações sobre segurança, contas políticas e combate à violência política. No período da tarde, participaram representantes das plataformas X, Kwai, Google e Telegram.

Segundo o TSE, essas plataformas digitais podem contribuir tanto para a integridade do processo eleitoral quanto para ampliar o acesso dos cidadãos a conteúdos confiáveis.

*Com informações da Agência Brasil


Fonte: Agencia Brasil

Especialistas defendem fortalecimento dos conselhos tutelares para efetividade do ECA Digital

Especialistas ressaltam que a implementação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) precisa ser acompanhada de investimentos na estrutura, na valorização profissional e na capacitação dos conselhos tutelares.

A avaliação foi apresentada nesta segunda-feira (13) durante audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS). O encontro aconteceu a pedido da senadora Leila Barros (PDT-DF).

O debate ocorreu no mesmo dia em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 36 anos. Essa lei, que estabelece a proteção integral de crianças e adolescentes como prioridade, foi um dos pontos de referência do debate.

Outra questão discutida foi o PL 5.285/2016, projeto de lei que prevê um piso salarial nacional para os conselheiros tutelares. Atualmente, a remuneração desses profissionais varia conforme a legislação de cada município e, em algumas cidades, corresponde a um salário mínimo.

Valorização

Ao abrir a audiência, Leila Barros enfatizou o papel dos conselhos tutelares na proteção da infância e defendeu maior valorização dos conselheiros. Segundo ela, o fortalecimento da rede de proteção é indispensável para que o ECA Digital produza os resultados esperados.

— Reconhecer e valorizar quem está na linha de frente da proteção da infância é condição indispensável para o fortalecimento institucional dos conselhos tutelares. A efetividade dessa legislação depende diretamente da capacidade operacional do Sistema de Garantia de Direitos e, em especial, dos conselhos tutelares.

Atribuições

O secretário nacional substituto dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Fábio Meirelles, disse que o ECA Digital amplia os desafios da rede de proteção, mas não altera as atribuições dos conselhos tutelares. Segundo ele, esses órgãos devem acolher, proteger e encaminhar casos de violação de direitos, sem assumir as funções de fiscalização de plataformas digitais ou de investigação criminal.

— O que é importante destacar é esse risco de transferir para o Conselho Tutelar responsabilidades que não são suas. Não é papel do Conselho Tutelar regular, fiscalizar ou sancionar plataformas digitais. Ele também não exerce investigação criminal nem perícia digital — alertou.

Implementação e Orçamento

Para o gerente de Relações Governamentais do Instituto Alana, Renato Godoy, o principal desafio após a aprovação da lei que criou o ECA Digital (em 2025) deixou de ser legislativo e passou a ser a sua implementação.

— O nosso desafio atual não é mais de natureza legislativa. Essa lacuna foi preenchida de forma muito exitosa. O que a gente precisa, neste momento, é da efetiva implementação do ECA Digital. E a implementação do ECA Digital passa pela capacitação, pelo conhecimento, pela articulação e por espaços de construção e de diálogo com os conselheiros tutelares — explicou Godoy.

A promotora de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), Luisa de Marillac, reforçou que a nova legislação exige investimentos públicos — e que a prioridade absoluta prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente precisa se refletir no Orçamento.

Segurança

A presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Deila Martins, afirmou que o fortalecimento dos conselhos tutelares depende de estrutura física, recursos financeiros e preservação da autonomia funcional dos órgãos.

E, após lembrar o assassinato de um conselheiro tutelar em Itambé (PE), ocorrido no último dia 8 de julho, Deila chamou atenção para a necessidade de se garantir segurança a esses profissionais.

— Esses conselheiros precisam ter toda a retaguarda do Estado para o exercício legítimo da sua profissão, da sua atuação, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Isso traz para nós também uma responsabilidade muito grande sobre a capacidade do Estado de proteger quem protege — frisou ela.

Falta de condições

A juíza da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, Rejane Suxberger, apontou o contraste entre a responsabilidade atribuída aos conselheiros tutelares e as condições oferecidas para o exercício da função.

Segundo Rejane, profissionais que atendem situações de crise, muitas vezes sem estrutura adequada, ainda enfrentam baixa remuneração, ausência de equipes de apoio e falta de perspectiva de carreira em diversas regiões do país.

— O Projeto de Lei 5.285, que institui um piso salarial profissional para os conselheiros, é mais do que uma pauta remuneratória. Precisamos lembrar que é uma pauta de proteção à infância. Um Conselho Tutelar estruturado é o investimento mais barato e mais eficiente que existe para o Estado brasileiro.

Fonte: Agência Senado

Congresso já está em clima de recesso legislativo

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Congresso já está em clima de recesso, sem que pautas mais relevantes sejam votadas pelos parlamentares. A partir da próxima semana, as atividades legislativas serão suspensas por 15 dias. Em agosto, no retorno dos trabalhos, a pauta deve ficar esvaziada por causa das campanhas dos parlamentares para eleição de outubro.

O fim da jornada 6×1, por exemplo, ainda aguarda decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre sua tramitação. A PEC da Segurança Pública também caminha em ritmo lento na casa.

Nessa reta final do semestre, ainda há a perspectiva de se votar o projeto de lei que criminaliza a misoginia, que é o ódio e aversão às mulheres, equiparando o ato ao crime de racismo. A proposta define a misoginia como conduta baseada na supremacia do gênero masculino e prevê penas de 2 a 5 anos de prisão.

Na semana passada, os líderes partidários da Câmara dos Deputados não chegaram a um consenso para votação da pauta. O texto foi aprovado no Senado em março deste ano.

No Senado, a Medida Provisória que altera a política nacional de pisos mínimos para frete rodoviário também pode ficar fora da pauta de votação. A MP perde a validade nesta quinta-feira.

Os senadores podem votar ainda a proposta que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde. Ela permite que esses trabalhadores se aposentem com 57 anos, no caso de mulheres, e 60 anos, no caso de homens, desde que comprovem 25 anos de exercício da função. O impacto da proposta pode chegar a R$ 3 bilhões por ano.


Fonte: Agencia Brasil