Covid-19: médicos denunciam falta de insumos e equipamentos

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou o primeiro levantamento sobre a situação dos médicos no atendimento aos pacientes infectados com o novo coronavírus. Segundo o estudo, foram registradas 17 mil denúncias de problemas com o fornecimento de insumos, equipamentos, incluindo medicamentos e instrumentos de proteção, além de recursos humanos.

As maiores reclamações foram sobre a falta de EPIs (38,2%). Entre estes, foram apontados problemas com a falta de máscaras N95 ou equivalentes (24,6%), avental (22%), óculos ou protetor facial (18,8%), máscara cirúrgica (16,1%), gorro (10%), luvas (4%) e luvas cirúrgicas (3,7%).

Em relação a insumos, os profissionais informaram a ausência de kits de exame para a covid-19, com 29,4% das denúncias; medicamentos, com 21,9%; material educativo, com 18,6%; exames de imagem, com 13,8%; material para uso em unidades de tratamento intensivo (UTIs), com 10,2%; e material para curativo, com 6,1%.

Entre as denúncias apresentadas, 30,8% relataram a falta de álcool em gel; 22%, a de álcool 70%; 19,3%, a de papel toalha; e 17,4%, a de sabonete líquido. O álcool em gel eo sabonete são os métodos de higienização recomendados para evitar a contaminação pelo vírus.

Recursos humanos
O levantamento também mapeou problemas nas equipes de recursos humanos nas unidades de saúde.

Do total de queixas recebidas sobre o tema, 42% indicaram a falta de equipes de enfermagem, 25,5%, a de médicos, 15,1%, a de equipes de apoio (como limpeza) e 13,4%, a ausência de fisioterapeutas.

Leitos
O CFM também recebeu denúncias sobre problemas relacionados a leitos. Do total de reclamações sobre o tema, 39,3% tratavam de dificuldade de acesso a leitos de UTI para adultos; 32%, a leitos de internação para adultos;17,6%, a leitos de UTI para crianças e adolescentes; e 11,1%, a leitos de internação para crianças e adolescentes.

Método
Os dados foram levantados por meio de uma plataforma disponibilizada pelo Conselho Federal de Medicina para receber denúncias de problemas nas condições de trabalho por profissionais da categoria. Segundo o CFM, 1,5 mil trabalhadores enviaram denúncias pelo sistema.

Distribuição
O custeio de medicamentos, insumos e equipamentos é responsabilidade das autoridades de saúde nas três esferas. Conforme o painel de insumos do Ministério da Saúde, até a semana passada, tinham sido encaminhadas a estados e municípios 28,1 milhões de máscaras cirúrgicas, 35 milhões de luvas, 13,9 milhões de sapatilhas e toucas, 2,5 milhões de máscaras N95, 2 milhões de aventais, 563,6 mil frascos de álcool em gel, 207,2 mil óculos e protetores faciais.

Sobre os testes, o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, informou, em entrevista no Palácio do Planalto, que haviam sido disponibilizados 3 milhões de testes. Segundo Macário, agora o momento é da segunda fase, para a qual está previsto o encaminhamento de sete milhões de testes de laboratório (PCR) e 9,5 milhões de kits para exames sorológicos.

Até o fim do ano, a previsão é chegar a 46 milhões realizados. De acordo com o representante do Ministério da Saúde, 128 mil exames ainda estão em processamento.

Por: Agência Brasil

Mãe de aluno de Escola Municipal de Petrolina que recebe kit alimentar reclama da qualidade dos produtos

Mãe de aluno da Escola Municipal Paulo Freire em Petrolina que recebe o kit alimentar, reclama da qualidade dos produtos que compõem o kit.

O feijão que acompanha o kit alimentar é todo quebrado. Se colocar pra cozinhar sem separar, o feijão fica só o caldo. Banana verde e algumas outras maduras demais. Outra reclamação é a falta da carne que não veio. (Confira desabafo em áudio da mãe do aluno).

O kit alimentar faz parte do pacote de ações previsto no Decreto Municipal de medidas preventivas para conter a transmissão do Novo Coronavírus. A distribuição dos kits são para estudantes das escolas, CMEIs e unidades do Nova Semente, da sede e interior do município.

O kit é para ser composto por alimentos que fazem parte do cardápio da alimentação escolar. Mas conforme as reclamações das mães, esse kit não é completo.

Da redação Divulga Petrolina

Prefeito decreta 21 dias de jejum e oração contra o COVID-19

O prefeito da cidade de Ladário, no Mato Grosso do Sul, Iranil de Lima Soares, publicou na última sexta (15) um decreto convocando a população para fazer 21 dias de oração e jejum para combater o coronavírus.

De acordo com a prefeitura, o município de 23 mil habitantes é predominantemente cristão, e a prática de jejum e oração é comum para a comunidade evangélica.

A prefeitura ressalta que não é obrigatório fazer o jejum e a oração, mas quem optar por seguir a rotina deve começar no dia 18 de maio e terminar no dia 7 de junho. O texto pede que todos os cristãos façam orações diárias em casa e nos locais de adoração, mas sem aglomerações para evitar o vírus,

O decreto solicita que no último dia do jejum “se faça um cerco espiritual na cidade de Ladário por meio de orações, das 5h até às 6h, onde todo o cristão, dentro de suas casas (sic), façam orações voluntárias a Deus, com o escopo de pedir ajuda a Deus, tanto pelas pessoas que já estão doentes, quanto por aqueles que já estão tomando medidas para não contrair a Covid-19, bem como para afastar esse mal que assola nossa nação”.

Jejum e oração não constam entre as práticas recomendadas pelo Ministério da Saúde ou pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no combate ao coronavírus. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Ladário tem cinco casos confirmados de coronavírus.

Via: Revista Forum

Ouvidoria estadual amplia serviço de atendimento para dúvidas sobre quarentena

Para orientar e esclarecer todas as dúvidas da população sobre o Decreto Estadual 49.017/2020 – que intensifica as medidas restritivas adotadas no combate ao novo coronavírus nos municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Camaragibe e São Lourenço da Mata –, a Ouvidoria-Geral do Governo do Estado iniciou a ampliação no seu atendimento. Já a partir de hoje (14), o telefone 162 (ligação gratuita de telefone fixo ou celular) funcionará das 7h às 19h, de domingo a domingo. Além disso, o cidadão ainda poderá realizar sua manifestação por meio do site (www.ouvidoria.pe.gov.br) ou e-mail (ouvidoria@ouvidoria.pe.gov.br). A determinação é que todas as demandas sejam respondidas num prazo de até 24 horas.

“Entendemos que esse é um momento de unir esforços para nortear as pessoas sobre as novas determinações do governo. Os próximos dias serão cruciais para tentarmos reduzir a curva de contágio das pessoas atingidas pela Covid-19. Esse trabalho da Ouvidoria do Estado vem para somar esforços a tudo que o Governo Paulo Câmara está fazendo para conter a disseminação da pandemia em Pernambuco”, comentou a secretária da Controladoria-Geral e ouvidora-geral do Estado, Érika Lacet.

A secretária reforça que essa ampliação da ouvidoria é voltada, exclusivamente, para atender pessoas que ainda estão em dúvida sobre a quarentena, que se inicia do próximo sábado (16) e segue até o final do mês de maio. “O uso obrigatório das máscaras, o rodízio de veículos, o funcionamento das atividades autorizadas e dos serviços essenciais, além da fiscalização que será realizada pelo governo, serão a nossa prioridade nesse momento. As demais manifestações seguem com o prazo normal previsto em lei, que é de 20 dias”, explicou.

O site oficial www.pecontracoronavirus.pe.gov.br, que já possui uma área específica com perguntas e respostas sobre as ações da administração estadual, inseriu uma barra – caso as informações ali inseridas não sejam suficientes – onde os usuários podem clicar e serem direcionados até a página da ouvidoria para o cadastro das manifestações.

NÚMEROS – Entre março e maio, a Ouvidoria-Geral do Estado recebeu quase 1.773 manifestações relacionadas ao novo coronavírus. De acordo com levantamento realizado pela coordenação da Rede, esse número representa perto de 10% do total de manifestações recebidas nesse período, que somou 18.694. Fazendo um recorde dos meses, as demandas praticamente dobraram, passando de 490 em março para 965 no mês seguinte. Em termos percentuais, o total de manifestações referentes à Covid-19 subiu de 5% para 16% do total de contatos recebidos pela rede.

Empresário paraibano defende apedrejamento de jornalistas

O empresário paraibano Roberto Cavalcanti, dono do Sistema Correio de Comunicação, usou um dos veículos de seu grupo, a Rádio 98 FM, para externar revolta diante da divulgação do quantitativo de mortes de pacientes vítimas do novo coronavírus. Ele disse que os jornalistas e radialistas que divulgam esses números como se fosse um gol numa partida de futebol deveriam ser apedrejados. Depois, pediu desculpas pela “exaltação” e disse que normalmente não agiria daquela maneira.

“Tem determinadas emissoras que dá o placar de quantos morreram no país naquele dia, dá que parece um gol da seleção do Brasil. Isso é uma vergonha. Um jornalista ou radialista que fizesse um negócio desses deveria ser apedrejado na rua”, disse o ex-senador.

“Descarrego meu silêncio de 61 dias e peço desculpas se me exaltei. A minha forma de me conduzir normalmente é de agregar, é de parcimônia, mas tem momentos que você assiste ao assassinato de pessoas e empresas e não é possível que o Brasil não se revolte contra isso”, resumiu.

Além de empresário, Roberto Cavalcanti é membro da Academia Paraibana de Letras.

Via: Blog do Magno

Cerca de 190 mil militares receberam auxílio emergencial de forma irregular

Cerca de 190 mil militares que ainda estão na ativa receberam, de forma irregular, o auxílio emergencial de R$ 600. A informação foi noticiada, nesta segunda-feira (11), pelo jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense.

De acordo com dados do governo, 189.695 militares receberam o auxílio. O valor totalizado é de R$ 113.816.990,00.

Em nota, o Ministério da Defesa afirmou que: “verifica a possibilidade de recebimento indevido de valores referentes ao auxílio emergencial, concedido pelo Governo Federal no período de enfrentamento à pandemia do coronavírus, por integrantes da folha de pagamentos deste Ministério”.

“Neste sentido, estão sendo adotadas as medidas para apuração do ocorrido, visando identificar se houve valores recebidos indevidamente, de modo a permitir a restituição ao erário e as demais considerações de ordem administrativo-disciplinar, como necessário”, completa a nota.

Aproximadamente 17 milhões de brasileiros aguardam uma resposta, na terça (12), sobre sua solicitação para o recebimento do benefício, apelidado de “coronavoucher“.

Antonio Habib toma posse como primeiro Presidente do Conselho Estadual de Educação do interior de Pernambuco

O Presidente da Facape Antonio Habib, tomou posse como Presidente do Conselho Estadual de Educação em Pernambuco, numa sessão solene virtual, na tarde dessa terça-feira(12). Respeitando as determinações governamentais de isolamento social, cerca de cem convidados participaram da reunião on line para a posse do presidente e da vice presidente do Conselho, Giselly Muniz Morais.

Habib é professor da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina há 15 anos. É membro do Conselho desde 2018, e marca a história da educação em nosso Estado como o primeiro presidente do Colegiado do interior de Pernambuco. O mandato frente ao Conselho Estadual da Educação é 2020 a 2022.
Mesmo num solenidade virtual, a reunião seguiu todo o rito comum, com participação do Secretario de Educação de Pernambuco Fred Amâncio. O professor Ricardo Chaves, que presidiu o CEE por quatro anos, conduziu a transferência de cargo, e o professor Habib fez o seu discurso de posse.

Com apoio dos dezesseis conselheiros do Colegiado, Antonio Habib tem expectativas de contribuir com a educação de Pernambuco para que seja cada vez mais digna e justa para crianças, jovens e adultos. “ Durante a nossa gestão, traremos à discursão, a atualização do nosso regimento que já e vintenário; também pretendemos revisar os nossos documentos normativos trazendo-os para a nova realidade da educação; buscaremos estreitar o diálogo com os conselhos municipais de educação, haja visto a sua importância para a melhoria da qualidade do ensino a partir da sua atuação efetiva nos seus respectivos municípios; pretendemos incrementar os processos de trabalho internos com foco na distribuição e celeridade nos procedimentos sob a responsabilidade do Conselho.”

Assessoria de Comunicação – Facape

É falsa a notícia compartilhada em grupos de WhatsApp onde idoso perdeu o RG e R$ 1.200

São falsas as informações de identidade encontrada com R$ 1.200,00 de idoso que supostamente teria perdido o dinheiro e o documento em frente a uma agência da Caixa e próximo a uma loja de eletrodomésticos.

O caso ocorreu na tarde deste sábado (9), onde estava rolando a falsa informações pelas redes sociais. Sobre a identidade do idoso, identificado como Mário Luis Obregão dos Santos, existe, porém, ele está desaparecido há dois anos, após ser conduzido por uma equipe de saúde da prefeitura da cidade de São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, no Sul do Brasil, em 2018, até a capital do estado.

De acordo com a Secretaria de Saúde de São Miguel do Oeste, o idoso foi levado no dia 27/02/2018 por uma van da secretaria, juntamente com outros treze pacientes e  companhantes. Ele iria realizar consulta médica para avaliar a possibilidade da colocação de prótese em uma mão amputada.

O paciente dormiu na Casa do Oeste, juntamente com a esposa. Segundo informações, o idoso teria saído do local, a pé, por volta das 6h de quarta-feira (28). Ele estaria vestindo uma camisa cinza listrada e calça.

A família registrou Boletim de Ocorrência em Florianópolis. Em São Miguel do Oeste, a Secretaria de Saúde realizou o mesmo procedimento. A Polícia da capital realiza buscas ao idoso. Também foi solicitado auxílio aos Bombeiros.

Quem estiver em Florianópolis e tiver alguma informação sobre o paradeiro de Mario dos Santos, deve entrar em contato com a Polícia Militar, pelo telefone 190.

Por: Radioacesafm

MPPE recomenda que Prefeitura de Lagoa Grande-PE e CDL estimulem o uso de máscaras como prevenção ao novo coronavírus

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Lagoa Grande, expediu recomendação para que o município e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) cumpram o Decreto Estadual nº 48.969/2020, que estabelece a utilização de máscaras como método de contenção do Covid-19. Além disso, que estimule a atividade econômica de confecção de máscaras artesanais na cidade.

O gestor municipal deve garantir e estimular, em apoio à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, uma rede de atuação colaborativa entre cidadãos, empresas sediadas neste município que atuem no ramo de confecções e entidades da sociedade civil, para incentivar a produção, distribuição e entrega de máscaras para a população. Além de fiscalizar, no âmbito da sua competência, o cumprimento do Decreto Estadual nº 48.969/2020.

O MPPE também recomendou que o poder público promova ações educativas sobre a importância de usar as máscaras, sejam elas descartáveis ou artesanais de tecido, como medida de proteção para a população em geral nos seus deslocamentos, a pé ou no transporte público, para o trabalho ou para os pontos de venda de produtos essenciais.

Já a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) local deve orientar os estabelecimentos comerciais autorizados a funcionar durante o período de calamidade pública, quanto à obrigatoriedade de que seus empregados e colaboradores façam uso de máscaras, mesmo que artesanais, durante o expediente laboral, itens esses que deverão ser fornecidos pelos empregadores. E, ainda, que promova campanha junto ao comércio para que estimule a clientela a fazer uso de máscaras ao circular pelas vias públicas.

A recomendação foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE desta sexta-feira (8). (Com Portal MPPE)

Lazer, hotéis e escritórios são os setores mais afetados por pandemia

Dependentes de aglomerações, as atividades ligadas ao lazer são as mais afetadas pela pandemia provocada pelo novo coronavírus. A constatação é de um levantamento feito pela startup [empresa emergente] de logística Cobli, que analisou a movimentação de veículos de pequenas e de médias empresas de todo o país.

O estudo considera o total de quilômetros rodados pelas frotas das empresas entre 23 de março – quando as medidas de restrição social entraram em vigor na maior parte dos estados e no Distrito Federal – e 19 de abril. A distância percorrida somou 13,88 milhões de quilômetros, queda de 25% em relação à semana anterior.

A comparação por setores, no entanto, mostra que alguns segmentos são bem mais afetados que outros. A área de arte, cultura, esporte e recreação teve o maior impacto, com queda de 77% na movimentação dos empregados.

Em segundo lugar, está o segmento de alojamento e de alimentação, com recuo de 41%, reflexo da queda nas hospedagens em hotéis e do fechamento de restaurantes e bares.

O setor de atividades administrativas e de serviços complementares vem em terceiro lugar, com retração de 40%. Esse dado está relacionado ao fechamento de escritórios e a possibilidade do trabalho remoto na maioria das empresas do tipo. Em quarto lugar, com redução de 39%, está a educação.

Segundo a startup responsável pelo levantamento, a digitalização das atividades é o caminho para alguns setores, permitindo a redução de custos no longo prazo.

No caso da arte e da cultura, o diretor-executivo da Cobli, Rodrigo Mourad, acredita que a tecnologia pode ser uma aliada para ampliar o público dos espetáculos, à medida em que eles são transmitidos para mais pessoas.

Setores essenciais

O impacto da pandemia sobre setores essenciais varia conforme a atividade. Os setores de saúde humana e serviços sociais e de água e esgoto tiveram queda de 10% na movimentação das equipes. Segundo Mourad, existe a preocupação de que a falta de manutenção em equipamentos ou instalações ligadas a essas atividades eleve os custos no médio prazo e dificultem o retorno ao equilíbrio.

Os setores menos atingidos pela pandemia foram informação e comunicação, com queda de 6% na movimentação das equipes; administração pública, defesa e seguridade social (-4%) e atividades imobiliárias (-1%). O segmento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o único a registrar aumento, com a movimentação de veículos das empresas subindo 3%.

Subcategorias

A startup dividiu cada setor por subcategorias. A desagregação dos dados revelou que alguns segmentos de setores bastante afetados registraram quedas menores ou até aumento na atividade. Na área da saúde, a assistência a idosos e pessoas com deficiência teve aumento de 32% na atividade. Em contrapartida, o atendimento hospitalar acusou queda de 14%. Mesmo com o aumento no fluxo de pacientes com a covid-19, outros setores das unidades de atendimentos podem estar atendendo menos.

Os subsetores mais atingidos pela pandemia foram o aluguel de equipamentos recreativos e esportivos e as agências de viagens, cuja movimentação de frotas caiu 86%, e a fabricação de móveis de madeira, com retração de 70%.

Apesar de a doença estar se alastrando, o comércio varejista de produtos farmacêuticos para uso humano e veterinário vem em terceiro lugar, com recuo de 55%. Uma explicação pode ser o estoque de medicamentos que parte da população fez antes de a pandemia agravar-se.

Em contrapartida, a demanda por alimentos apresentou leve redução. As empresas ligadas à produção de carne tiveram redução de 7%. Os supermercados, hipermercados e as demais empresas de comércio varejista de alimentos tiveram queda de 5%. Na outra ponta, serviços ligados ao entretenimento doméstico aumentaram. O comércio varejista de livros, jornais, revistas e de papelarias subiu 6%. As atividades ligadas aos correios (em todas as etapas da logística) saltaram 7%.

Regiões

Em relação aos estados, o levantamento revela que  Tocantins liderou a retração, com queda de 60% na circulação de frotas. Em segundo lugar, Mato Grosso do Sul, com redução de 54%, seguido pela Bahia (-40%) e pelo Ceará e pelo Distrito Federal, empatados com diminuição de 33%. Quatro estados, no entanto, tiveram aumento na movimentação de veículos de empresas durante a pandemia: Rondônia (+2%), Rio Grande do Norte (+5%), Piauí (+15%) e Pará (+18%).

Para o diretor-executivo da Cobli, os efeitos da crise em cada estado dependem da matriz industrial. Estados agrícolas e exportadores sentiram impacto menor que as regiões mais dependentes de serviços. No caso do Pará, a alta pode estar relacionada à indústria de base, puxada pela mineração.